TIATIRA: A IGREJA CONTAGIADA

Nº 187 BOLETIM DOMINICAL- 24  DE MARÇO DE 2018

TIATIRA: A IGREJA CONTAGIADA  – Apoc. 2:18-29

A goiabeira, ganhou o seu uso coloquial nas redes sociais. Aliás, o modismo político, econômico, social e religioso se rendeu a tal informalidade. Há uma tendência de que tudo se resuma numa goiabeira. Pior do que achar um bicho na goiaba é achar a metade do bicho na goiaba. Porque a outra metade já foi… Porém, há aqueles que dizem: “ Ah! Tudo bem. Bicho de goiaba, goiaba é”. Será mesmo? Consulte o seu agrônomo. “Errar é humano; permanecer no erro é diabólico. Eis a sindrome da Igreja de Tiatira: Viver uma simbiose obrigatória entre o bem e o mal. A Carta a Tiatira é a mais extensa e enigmática. Tiatira era conhecida como o centro comercial e artesanal, ficava entre Pérgamo e Sardes, no fértil vale do Lico. Tiatira era a cidade de Lídia, vendedora de púrpura. Lídia converteu-se no ministério de Paulo e Silas. O Cristo glorificado denuncia esta Igreja por tolerar uma associação de pessoas em comum e em nome dos mesmos interesses. Razão dos porquês de uma exortação grave de exterminar os seguidores de Jezabel, incluindo neste juízo, os seus filhos… (Vs.20,22,23). O “virus” do pecado é extremamente contagioso. A queda reduziu o gênero humano a um estado de pecado e miséria. Este “virus” desde o Éden, contaminou a família adâmica e se transformou numa pandemia de proporções universais: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm. 3:23). Não bastasse o pecado de nível  pessoal, este assumiu um nível comunitário-social e por último, alcançou um nivel estrutural.Tais expressões de pecado designam basicamente a mesma realidade teológica, embora em tons diferentes. O problema da igreja de Tiatira era interno, antigo e muito grave e que girava em torno da figura do poder e das conveniências. Jezabel é a encarnação da maldade, da falsidade e da idolatria. Embora não se sabe quem ela era, apenas como ela agia, por certo, por representações (v.20). Ela era uma corruptora de mentes, corações e convicções. Por isto, Jezabel contava com a tolerância. Jezabel intitulava-se profetisa sem o ser, admitindo ser cristã e pagã ao mesmo tempo. Jezabel ancorava-se na ética cristã medieval em que os fins justificam os meios. Como na maioria das igrejas hoje, infelizmente. Para ela intenções eram suficientes; tudo era admissivel, bastando apenas amar e enganar. O Cristo Ressurreto lhe dá o tempo para o arrependimento (v.21). Porém, isto não aconteceu, os efeitos do pecado são funestos. Tiago adverte que “o pecado uma vez consumado gera a morte” (Tg.1:15). Daí resulta no severo juizo (vs 22,23). Tudo para que servisse de exemplo e advertência.  Cristo tece elogios aos fiéis, que não se deixam contagiar pelas doutrinas de Jezabel. “Estas são coisas profundas de Satanás”. (v.24). Paulo falou sobre “os espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1 Tm.4:1). Os cristãos perseverantes, que conhecem as riquezas profundas de uma vida com Cristo, devem conservar a vida eterna e receber os tesouros (vs.25-28).    Rev. Mario

 

Rev. Mario