TEMPLOS SEM DEUS – II

Nº  93  BOLETIM DOMINICAL- 02 DE ABRIL DE  2017

TEMPLOS SEM DEUS – II :  João 4: 1-26

“Vós adorais o que não conheceis,…”: Declarou o Senhor Jesus a mulher samaritana. Esta mulher se sentia uma descendente do Pai Jacó assim como todo o Judeu. A mulher, reivindica a Jesus o seu direito de posse dessa “fonte de Jacó”: “nos deu o poço.” (v.12). A mulher estava certa em seus discursos porém, fazia do próprio Deus, um patrimônio pessoal e até territorial. Assim como no caso de Nicodemos, havia um profundo conhecimento religioso e legal, no entanto, uma brutal desinformação das cousas espirituais. Vemos no Monte Ebal, Jerusalém e no Monte Gerizim, Samaria, um povo demasiadamente religioso, que até ao presente momento, alimentava através de seus templos rivais, intrigas, ódio e recentimentos antigos.Templos sem Deus! É como se Deus tivesse morrido. Aliás, os fariseus, na liderança de Anás e Caifás, decidiram a morte e a crucificação de Jesus. Esta é a prova cabal, quanto a decadência espiritual daquela sociedade escrava do pecado e escrava do pecado social, sob o apanágio do império romano. Ainda assim, a mulher samaritana, foi alvo do amor salvador de Jesus. Esta samaritana que bem conhecia o poço que ela diz ser muito fundo, cerca de 25 m de profundidade e que não tinha com que tirar a água. Logo, ela não foi à fonte tirar água e sim, foi levada e atraída pelo poder irresistível da graça salvadora, como aconteceu no caso de Nicodemos, Zaqueu, Paulo, Natanael…bem assim, a todos nós que fomos chamdos e habilitados pelo Espírito Santo da promessa a crermos no Evangelho de vossa salvação (Ef. 1: 13). Vivemos tempos difíceis quando nos damos conta de que no Brasil, somos 30% da população que se dizem evangélicos. Que tipo de Evangelho? Qual tem sido a função dos templos? Que espécie de igreja? Que cristianismo se prega e se vive? Qual tem sido a importância da Bíblia? Numa análise diminuta e honesta, temos templos símbolos do poder. Somos igrejas –empresas. Vemos púlpitos como balcão de negócios. Presenciamos líderes ganaciosos, prepotentes e arrogantes. Constatamos um evangelho sincretista e a prática do espiritismo evangélico. Onde está o Evangelho da graça? O Apelo ao arrependimento? A necessidade do novo nascimento? A salvação pela graça? A fé bíblica e genuina? Disse Jesus: “nós adoramos o que conhecemos…”(Jo. 4:22) Rev. Mario Ramos