SECRETARIA DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA – DEZ/2012 – PPIG

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA –  DEZ/2012 – PPIG

. Relatório da Secretaria de Educação Religiosa. Senhores Conciliares, Graça e Paz!

Agradecemos o Concílio pela nomeação do nosso nome à frente da Secretaria de Educação Religiosa do PPIG, no exercício de 2012. Tivemos o tempo todo o profundo desejo de uma boa, oportuna e necessária contribuição na esfera do singular ministério da Educação Religiosa nas igrejas deste Concílio, através da Escola Bíblica Dominical. Estamos conscientes de que a Fé, a Razão e o conhecimento a partir da Reforma Protestante, foram postulados como sendo o caminho mais seguro e legítimo no tocante a vida da igreja, às concepções doutrinárias, às formulações conceituais sobre a natureza, a educação, a economia, a cidadania, a família, a moral, a ética, a ciência, a política e ao universo.  Tivemos, entretanto, dificuldades mil, em face o engajamento na obra de Reforma e Ampliação do templo de nossa igreja, quando quase todo o 1º Semestre nos ocupou. Chegamos formalizar convite a alguns Superintendentes, na pretensão de um primeiro balão de ensaio, com o objetivo de conhecer como estão funcionando atualmente as suas respectivas Escolas entre os pontos “fracos” e “fortes”, perfis dos alunos, professores, material pedagógico utilizado, material de apoio disponibilizado, tamanho dessas Escolas, reais necessidades e seus objetivos. Tínhamos o interesse a partir deste encontro em estabelecer um FORUM, para debater sobre o conteúdo, atualização e sua relevância para o nosso presente tempo, ensejando novas propostas temáticas e encaminhando aos Conselhos jurisdicionados deste Presbitério, para sob a sua grei o julgar da conveniência ou não. Portanto, nada sendo realizado no período eclesiástico, servimo-nos ainda, desta Secretaria, para encaminhar ao PPIG, uma singela PROPOSTA QUANTO A FORMA E O CONTEÚDO, das Escolas Bíblicas Dominical na circunscrição deste Concílio. À proposta, caberá com certeza emendas, adições e supressões até mesmo para melhor se adaptar à realidade de cada Escola.  Desejamos ardentemente  que o Espírito de Deus permeie corações e mentes de professores e alunos, ao bom gosto do Cântico Sacro, nº 354 – A ESCOLA DOMINICAL, em sua primeira estrofe quando diz:  “Dominical é a grande a antiga Escola em que se estuda o Livro do Senhor; a vida aqui se exalta, se acrisola, e alcança em Cristo seu real valor. É na esperança da bênção do nosso Pai Eterno e pela valorização deste Patrimônio do Povo de Deus – A Escola Bíblica Dominical, que propomos, no espírito da lei do Art. 15, alínea “c” do Regimento Interno do Presbitério – CI/IPB.

São José dos Pinhais/PR, 12 de Dezembro de 2012.

Rev. Mario Ramos

Secretário de Educação Religiosa

REESTRUTURAÇÃO DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

Com fulcro no Art. 70 alínea “c” e Art. 83 alínea “h” da CI/IPB, um NOVO PROGRAMA DA ESCOLA DOMINICAL, a ser implantado no 2º Trimestre (Abril/Junho) de 2013, nas Igrejas jurisdicionadas deste Concílio. Salientamos que nesta fase de implantação, necessitamos do engajamento de todos os membros, para superar as dificuldades que se interponham, adaptando-nos a uma nova dinâmica, que inclui aprimoramento de CONTEÚDO (questões atuais e globalizadas na vida brasileira) e de FORMA na Educação Cristã. É no cumprimento dessa missão da Igreja que Ensina, valoriza e prioriza a obra de educação cristã através Escola Bíblica Dominical que há séculos realiza, que apresentamos.

A Escola Bíblica Dominical, em nosso Concílio, há de ser uma referência pela sua organização, participação e qualidade na educação. Para tanto, será constituído um Conselho de Ensino, coordenado pela Secretaria de Educação Religiosa.

 

Devemos lembrar que a Escola Dominical não é uma parte da igreja. É a própria igreja ministrando ensino bíblico metódico. É a igreja ministrando a si mesma. Enquanto as igrejas históricas estão repensando a EDB, as igrejas pentecostais começaram ainda que tardio, a pensar na relevância do ensino bíblico sistemático de algumas décadas para cá. (A CPAD através do Setor de Educação Cristã e especificamente do CAPED vem realizando um excelente trabalho de conscientização nesta área). Há algumas décadas atrás, na maioria de nossas igrejas, era comum o número de matriculados na EDB ser superior ao número de membros da igreja. O que está acontecendo com a Escola Bíblica Dominical? O que as Estatísticas e os Relatórios dos Conselhos das Igrejas têm a nos mostrar nesta 6ª Reunião Ordinária? Será que tais indicativos servirão, finalmente, para despertar a nossa atenção e nos levar ao comprometimento de uma ação em conjunto? Sinceramente, não podemos e não devemos voltar aos nossos respectivos “Campos” sem que haja uma decisão favorável a Escola Bíblica Dominical.

 

 

“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça. A fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (II TM. 3: 16-17).

 

 

PROGRAMA DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

ÍNDICE

I – Introdução:………………………………………………………………………………………..04

II – Fundamentos Gerais…………………………………………………………………………..04

a-      Período Pré-Natal

b-      Primeira Infância (os primeiros dois anos de idade)

c-      Pré-Escola (2 a 5 anos)

d-      Segunda Infância (6 aos 12 anos)

e-      Adolescência (12 aos 17 anos)

f-       A Idade Adulta (a partir dos 18 anos)

III – Perspectivas de Mudanças………………………………………………………………….23

IV – Classificação Por Desenvolvimento………………………………………………………26

V – Objetivo da Escola Bíblica Dominical…………………………………………………….26

VI – Abordagem Temática à Atualização de Professores……………………………….27

VII – Conteúdos: Temas e Lições do Trimestre……………………………………………..28

VIII – Quadro de Acesso……………………………………………………………………………..30

IX – Distribuição de Salas……………………………………………………………………………30

X – Plano de Lição……………………………………………………………………………………..30

XI – Ensinando e Evangelizando Através da Escola B. Dominical………………………31

XII – Conselho de Ensino………………………………………………………………………………32

XIII – Dinâmica da Escola Bíblica Dominical…………………………………………………..32

XIV – Organograma da Escola Bíblica Dominical……………………………………………33

 

 

 

 

 

 

 

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

FUNDAMENTOS E OBJETIVOS

 

I – INTRODUÇÃO

 A EDUCAÇÃO CRISTÃ é uma das dimensões fundamentais do magistério da igreja de Cristo. No processo de Educação Cristã, insere-se de modo proeminente a ESCOLA B. DOMINICAL, comprovadamente um dos recursos mais eficientes no preparo dos discípulos do Senhor Jesus Cristo.

Sua eficiência independe de fatores externos: uma boa Escola Dominical pode ser dada à sombra de uma árvore, quanto mais na sala bem equipada. Pode ser ministrada tanto por uma pessoa de instrução elementar como por uma pessoa de alto nível intelectual. A chave do ensino bíblico está contida em declarações de Cristo: “Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus” (Jo. 6:45ª). O Pai ensina: “Todo aquele que é da parte do pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim” (Jo. 6:45b). O Filho ensina: “Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (Jo. 18:37); O Espírito Santo ensina: “ O Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas” (Jo. 14:26).

Logo, a boa Escola Bíblica Dominical é aquela em que o aluno e professores se deixam ministrar pelo Trino Deus. Jesus, o Mestre, usou todos os recursos disponíveis em seu tempo. Nós, pessoas do nosso tempo, devemos usar todos os recursos ao nosso alcance. Entre os recursos do nosso tempo, encontram-se os conhecimentos científicos sobre o ser humano. Várias ciências se conjugam para o melhor conhecimento do homem, entre elas a Psicologia, a Biologia, a Medicina, a Biogenética e a Filosofia.

II – FUNDAMENTOS GERAIS

Para definirmos os objetivos da Escola Bíblica Dominical, devemos fundamentá-las no conhecimento do ser humano ao qual se destinam. Assim, Vimos basear-nos em pesquisas científicas que nos fornecerão as noções gerais de que precisamos. O desenvolvimento do ser humano primeiro no útero e, depois, como um indivíduo em desenvolvimento, compõe o processo em várias etapas: maturação física, desenvolvimento continuo das capacidades perceptivas e formação dos poderes intelectuais. O resultado é o desdobramento de uma personalidade nova e única.

A – PERÍODO PRÉ-NATAL:

Há dois fatores fundamentais na formação do ser humano: a hereditariedade e o ambiente pré-natal.

 

Hereditariedade:

A hereditariedade é a transmissão dos caracteres de um ser vivo aos seus descendentes. É produto dos genes no desenvolvimento de uma pessoa.

Inúmeras características fundamentais, inclusive desvios, são transmitidas       hereditariamente. A Biogenética avança vertiginosamente e já se tem informações de inúmeras intervenções nos genes, o que era impensável até recentemente. A hereditariedade é, pois, responsável pelos caracteres físicos, determinando também, certos fatores da personalidade. No entanto, várias características hereditárias, como o temperamento e a capacidade intelectual podem ser bastante modificadas pelo meio-ambiente e pela experiência humana (o empirismo).

  1. O Ambiente Pré-Natal:

Influências ambientais são decisivas na formação e desenvolvimento do ser humano, destacando-se aí, fundamentalmente, a atitude da gestante. Gestantes bem alimentadas, tranqüilas e afetuosas muito colaboram para a boa formação dos seus bebês.  De igual modo, uma gestante sem a devida orientação, prejudicará irreparavelmente o desenvolvimento sadio do feto. O uso do fumo e a ingestão de substâncias danosas, como o álcool, poderão provocar anomalias tanto físicas quanto mentais. A nicotina, por exemplo, provoca a contração dos vasos sanguíneos na placenta. A tensão materna é prejudicial por aumentar a atividade fetal. Certas doenças contraídas por mulheres grávidas podem atingir o feto. Estudos e pesquisas modernas sobre a formação do ser humano levam em conta os fatores hereditários e os ambientais.

B – PRIMEIRA INFÂNCIA (os dois primeiros anos de vida)

  1. 1.                  Conceitos Gerais:

As crianças seguem, em geral, um padrão comum de desenvolvimento físico, obedecendo, no entanto, a seus próprios ritmos individuais. O bebê aprende a controlar primeiro a cabeça, seguindo-se o controle do tronco, dos membros, dos artelhos e dos dedos. Durante o primeiro ano de vida, os hábitos de sono e de alimentação tornam-se estáveis. O desenvolvimento do bebê depende, em grande parte, da nutrição e da influência ambiental.

  1. 2.                  Desenvolvimento Motor:

A maioria das células cerebrais se forma durante a gestação. À medida que o cérebro amadurece e o córtex cerebral vai se tornando mais capaz de presidir os movimentos, o bebê vai, aos poucos, adquirindo a capacidade de usar as diferentes partes do corpo: o controle da cabeça, a manipulação, o virar-se, o sentar-se, o andar, etc.

 

Desenvolvimento Físico:

A criança se desenvolve fisicamente obedecendo a ritmos diferentes, de acordo      com     a tabela geneticamente determinadas. No entanto, o seu desenvolvimento pode ser melhorado, ou retardado, por fatores tais como: nutrição, circunstâncias ambientais e exercitação especial. Em condições normais não se torna necessário ensinar novas atividades às criancinhas. No entanto, por vezes, um ambiente restrito pode impedi-las de progredir. Verificou-se que os bebês que vivem em ambientes desinteressantes, recebendo apenas cuidados míninos, têm o desenvolvimento retardo, acontecendo o inverso com crianças estimuladas pelo ambiente. Portanto, a capacidade de aprender uma habilidade nova depende de dois fatores, entre outros: a maturidade física e a oportunidade de praticar.

  1. 3.      Desenvolvimento Cognitivo:

Todas as crianças experimentam uma sequência de etapas da aprendizagem, porém a idade varia de individuo para individuo em cada etapa. Há aprendizado quando a criança adquire um comportamento novo ou modifica um comportamento anteriormente adquirido.

  1. 4.      Processos Básicos de Aprendizado:

Destacamos o condicionamento clássico, o condicionamento operante e  aprendizado por intuição.

              i – Condicionamento Clássico:

É uma das formas mais simples e fundamentais de aprendizado. Experiência realizada com um grupo de recém-nascidos provou que este aprendizado,  que se prolonga vida afora, começa na primeira semana de vida. Por exemplo: a resposta inata do roçar do bico ou mamilo sobre os lábios do recém-nascido é ele começar a sugar. Este tipo de resposta condicionada foi pesquisado e estudado pelo sociólogo russo PAVLOV.

               ii – Condicionamento Operante:

Este processo também implica no estabelecimento de uma conexão entre um estimulo e uma resposta. Depende, porém, das conseqüências produzidas pela resposta. Aqui, a resposta é emitida pelo individuo, e não suscitada por um estimulo especifico. O aprendizado operante pode ser reforçado de forma positiva ou negativa. Quando a criança recebe um chocolate por ter comido toda a sua refeição, o chocolate constituirá um reforço positivo se a criança vier a tomar sempre toda a sua refeição. Porém, o serviço será negativo quando a resposta vier depois de um estímulo desagradável. Quando a criança queima o dedinho no fogo, ela retira a mão imediatamente. No futuro ela o retirará ainda mais rapidamente, ou evitará completamente o fogo, que nesse caso, agiu como reforço negativo. O castigo é menos eficaz que o reforço positivo ou negativo.

                iii – Aprendizado Por Imitação:

A criança é propensa a imitar o comportamento das pessoas com quem se identifica e o dos que são importantes para ela ( pais, avós, tios, ou outras pessoas que cuidam dela). Raramente imita o comportamento dos estranhos. Observou também que a criança imita mais facilmente as ações que lhe trazem uma compensação.

  1. 5.      Desenvolvimento da Inteligência

O psicólogo suíço JEAN PIAGET é o autor da teoria mais geralmente aceita sobre como se desenvolve a inteligência na infância. Piaget considera o aprendizado como função da interação entre o nível de maturidade de uma criança e o ambiente em que ela vive. Toda criança passa por uma sequência de estágios no aprendizado e cada estágio é o prosseguimento do anterior. Todas as crianças passam por esses estágios na mesma ordem, variando, porém, de indivíduo para indivíduo, a idade em que tem início cada um deles. Nisto consiste a sua teoria dos estágios cognitivos no processo de aprendizagem. Piaget qualificou os dois primeiros anos de desenvolvimento intelectual de período sensório-motor. Durante esse período a criança é governada sobretudo pelos cinco sentidos e pelo crescente controle as respostas motoras. Antes dos dois anos de idade, as crianças têm uma compreensão muito pequena da linguagem e dos símbolos. Por isso lidam amais com o concreto. O período sensório-motor divide-se em várias etapas. O desenvolvimento mais importante desse período é aquele em que a criança passa a se sentir capaz de resolver mentalmente os problemas.

  1. 6.      Aquisição de Linguagem:

Muito antes de poder usar as palavras, as crianças são capazes de compreender seu significado. Desde a terceira semana de vida, os bebês já distinguem uma voz humana de outros sons. Uma voz tem mais probabilidade de acalmar uma criança do que, por exemplo, uma música. Por volta do terceiro mês, os bebês se sobressaltam ao ouvir uma voz colérica, assim como mostram agrado ao ouvir uma voz carinhosa. Entre os oito e dez anos de vida, ou no começo do segundo, o balbucio que tem início aos três ou quatro meses de idade, é substituído pela fala, em suas primeiras tentativas. As palavras constituem na realidade, sentença de uma só palavra, denominadas holofrases, usadas para designar um pensamento completo. Assim, a palavra “carro” pode significar: “eu quero entrar no carro.”

A imitação constitui uma parte importante no aprendizado da linguagem. Acreditam alguns psicolinguistas que a aquisição da linguagem é resultado da imitação, mas se a criança aprendesse a falar somente por imitação, ela ficaria limitada ao uso das sentenças que ouve, e não é isto o que acontece. As crianças inventam suas próprias frases, inferem as regras gramaticais e as utilizam à sua própria maneira. CHOMSKY sustenta que as crianças crescem dotadas de um aparelho para a aquisição praticamente automática da linguagem. Seus seguidores também acreditam que a criança é dotada de uma predisposição natural, inata para aprender a compreender e a usar a linguagem. A ciência, porém, ainda não deu a última palavra a esse respeito.

  1. Inteligência e Influência Ambientais:

O psicólogo BURTON L. WHITE, baseou seus estudos nas experiências domésticas das crianças, independente do ponto de vista racial, da educação dos pais e das respectivas condições econômicas. Dividindo um grande grupo de crianças em três subgrupos, White concluiu que o desenvolvimento diferenciado das crianças era devido ao ambiente doméstico. Até aos dez meses de idade, não havia diferença entre os bebês dos três grupos. A grande diferença surgiu quando as crianças completaram um ano e meio. A capacidade intelectual e social de algumas crianças eram superiores às de outras, provando que as mães eram as responsáveis, podendo ajudar seus bebês a desenvolver essas habilidades. White descobriu também que o período crucial de desenvolvimento se situa entre os dez e os dezoito meses de idade (1 ano e meio). Ainda de acordo com White, os efeitos produzidos pelo lar são inteiramente irreversíveis. Os dados de White indicam que os pais devem ser orientados, a fim de enriquecerem as experiências da criança. Isto acarretaria um melhor desenvolvimento intelectual dos filhos, bem superior ao produzido pela pré-escola e por outros programas complementares que oferecem às crianças de mais de três anos.

 

  1. 8.                  O Brinquedo:

As descobertas de White e de seus associados indicam que cabe ao brinquedo uma parte muito importante no desenvolvimento intelectual e no da linguagem. Através do brinquedo, as crianças exteriorizam os seus sentimentos, adquirem habilidades, imitam comportamentos, criam laços de sociais, praticam sua linguagem etc. À media que amadurecem, as crianças vão se entregando a diferentes tipos de brinquedos: o brinquedo solitário, o brinquedo paralelo, em que a criança brinca simplesmente ao lado de outra, e o brinquedo associativo, em que há interação.

 

 

 

 

  1. 9.      O Desenvolvimento Social:

Uma criança passa da primeira para a segunda infância, atravessando uma série de estágios. Em cada estágio, a criança precisa resolver um conflito entre seus desejos internos e as exigências externas. Este conflito começa a modelar a sua futura personalidade. Tal como os animais, as pessoas estabelecem laços fortes com os indivíduos que cuidam delas em seus primeiros tempos de vida. Estes laços levam a algum tipo de aprendizado. Chama-se socialização o processo através do qual se ensina a uma criança os tio de comportamento que são, ou não, corretos e aceitáveis em sua sociedade. Em geral, a socialização implica numa disciplina de um tipo qualquer: elogios ou reprimendas. Entre os comportamentos aprendidos através da socialização, lembramos o uso adequado do vaso sanitário, o uso de talheres, o mostrar-se amistoso, o respeitar a propriedade alheia, etc.

 

  1. 10.  Ligações Afetivas:

O primeiro laço social do bebê é, em geral, com a mãe. Este laço estabelece as bases para os futuros relacionamentos com outras pessoas, dando à criança segurança para confiar em si mesma e nas outras novas situações. As pessoas que venham a substituir a mãe poderão cuidar muito bem dos bebês, desde que sejam carinhosas e compreensíveis. A interação contínua entre a criança e a pessoa que cuidar dela tem como resultado um elo afetivo que traz bem-estar emocional à criança.

As crianças apegadas fortemente à mães passam a recear os estranhos aos oito meses, aproximadamente.No entanto, bebês que vivem em instituições não demonstram, em geral, nenhuma angústia diante de desconhecidos.

 

12 – Conclusão:

As pessoas tendem a educar os filhos do mesmo modo pelo qual elas próprias foram educadas, conforme o exemplo de seus pais. Entretanto, em nossos dias, tem-se dado ênfase aos efeitos psicológicos de muitas novas técnicas aplicadas à educação dos filhos. Criemos filhos para Deus e para o “mundo” e nunca para nós mesmos! (Sl. 127).

 

C – PRÉ-ESCOLA (dos dois aos cinco anos de idade)

  1. 1.      Conceitos Gerais:

Nos anos pré-escolares, o crescimento físico torna-se mais lento e o desenvolvimento vai sendo moldado pela consciência que a criança vai adquirindo de si mesma. O desenvolvimento perceptivo prossegue rapidamente e o intervalo de atenção da criança aumenta. Seu processo mental entre no chamado “estágio pré-operacional”, quando a criança aprende a usar símbolos abstratos.  A capacidade de utilização da linguagem aumenta muitíssimo. Pesquisas compravam que a criança precisa de um lar a que estimule ou de um ambiente pré-escolar que a leve a desenvolver suas capacidades de aprendizado.

 

  1. Crescimento Físico:

Entre os dois e três anos de idade, a criança passa da primeira infância para o estágio pré-escolar. Os dois primeiros anos são assinalados pelo rápido crescimento físico. Durante esse período, o desenvolvimento está voltado para a interação da maturidade biológica com a realidade ambiental. Durante os três anos seguintes, haverá uma ênfase no crescimento cognitivo e social. O desenvolvimento será afetado menos pelas forças biológicas e mais pela autoconsciência crescente da criança, pela imagem que ela está começando a receber. O crescimento físico adequado depende, além dos fatores genéticos, de boa saúde, de alimentação adequada e do bem-estar emocional, a percepção diz respeito à organização da informação colhida pelos sentidos: visão, audição, paladar e tato. É importante que os pré-escolares aprendam a fazer distinção entre objetos ou situações, e a classificar os objetos através da generalização de seus traços comuns. Os pré-escolares costumam valorizar uma parte proeminente de um objeto, ignorando o resto. Assim, nos desenhos, os rostos são particularmente grandes e pormenorizados em relação ao corpo, pela importância daqueles que cercam a criança. À medida que amadurecem, as crianças aprendem a reconhecer que um todo é constituído de diferentes partes. Entre os dois e os quatro anos de idade, as crianças começam a avaliar até certo ponto as distâncias e os tamanhos relativos. Com um pouco mais de experiência, elas começam a compreender as relações especiais. A partir do terceiro ano de vida, já percebem corretamente os objetos, independentemente da sua posição. A percepção da criança é influenciada pelo ambiente em que vive e pela linguagem que aprende

 

  1. 3.      Desenvolvimento Cognitivo e Estágio Pré-operacional de Piaget:

O estágio pré-operacional tem inicio quando a criança começa a pensar simbolicamente. Aos dois anos, a criança é capaz de forma a imagem mental de um objeto ou de uma experiência, e até mesmo empregar palavras como símbolos de algumas idéias. Segundo Piaget, o pensamento é um processo de organização de uma nova informação num conjunto de esquema já estabelecido. A criança se adapta às novas experiências, ajustando-as aos conceitos que ela já domina, e acomodando o seu pensamento de forma a incluir as novas informações. A utilização de símbolos capacita a criança a pensar além do presente, a lembrar o passado e a antecipar o que pode acontecer no futuro.

Durante esse estágio a criança passa a se interessar por brinquedos imitadores e também pelos imaginativos. De maneira que o pensamento pré-operacional apresente determinadas características:

.Egocentrismo: a criança leva em conta o seu ponto de vista, a sua lógica e não a dos outros;

.Centralização: é a tendência de focalizar um aspecto do acontecimento, ignorando o todo;

.Irreversibilidade: incapacidade de inverter mentalmente um processo;

.Seriação capacidade de compreender as relações de tamanho, podendo colocar em ordem objetos, segundo as suas dimensões;

.Realismo: é a idéia de que tudo no mundo é real: objetos, pessoas, palavras, idéias, sonhos. Trata-se de um aspecto ilógico do pensamento pré-operacional. A criança aceita o animismo, atribuindo características humanas a objetos inanimados como os brinquedos, com os quais conversa e a que atribui vida.

 

  1. 4.      Desenvolvimento da Linguagem:

A capacidade infantil de formar imagens, assim como o seu grau de percepção estão relacionados com o seu conhecimento da linguagem. Esta pode limitar ou ampliar o que é percebido. A aptidão para a linguagem melhora prodigiosamente durante os anos pré-escolares. As crianças não se limitam apenas a usar um vocabulário muito rico, mas ordenam suas frases de modo correto, embora ainda não possam usar todos os verbos irregulares corretamente.

 

  1. 5.      Influências Sobre o Desenvolvimento Cognitivo:

Os pais desempenham papel fundamental no desenvolvimento cognitivo da criança em seus primeiros anos de vida. A alimentação, o clima emocional e as experiências no lar têm efeito fundamental sobre a inteligência da criança. Atitudes de amor, de elogio, de atenção e de presteza em responder às perguntas estimulam beneficamente a criança. A escola maternal ou a creche, desde que preencham seus requisitos de qualidade, proporcionam excelentes oportunidades para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo do pré-escolar. Q pré-escola desejável deve ser equipada de móveis adequados, brinquedos que estimulam a imaginação, instrumentos musicais, espaço para atividades, físicas, decoração, salas bem ventiladas e bem iluminadas etc.

A pré-escola deve estimular a autonomia, a autoconfiança, o raciocínio, a indagação, a análise. Atenção especial a autonomia, a autoconfiança, o raciocínio, a indagação, a análise. Atenção especial deve ser dada aos relacionados. Há, ainda, fatores complementares que exercem poderosa e múltipla influência nesta fase Pré-Escolar: a TV, o vídeo, os jogos eletrônicos etc.

 

 

  1. 6.      Desenvolvimento de Personalidade:

Alguns de nossos sentimentos e atitudes, tais como a confiança ou a desconfiança em nós mesmos e nos outros, são partes integrantes de nossa personalidade. Em geral, esses sentimentos são modificados apenas temporariamente pelas experiências positivas ou negativas. O temperamento de uma criança já é, pelo menos parcialmente, determinado pela genética, entretanto suas experiências durante a primeira infância com os pais e demais pessoas fornecem-lhe vários tipos de atitudes que poderá empregar no decorrer da vida. Durante os anos pré-escolares, a criança vai se transformando numa pessoa relativamente autônoma, capaz de lidar com situações conflitantes. Ao se relacionar com outras pessoas, ela é capaz de levar em conta, relativamente, os desejos e emoções delas.

 

  1. 7.      Identificação e Tipo Sexual:

A identificação é um valor fundamental que favorecer-se o processo de socialização. Uma criança tende a se identificar com um dos progenitores porque ela deseja parecer-se com ele, pelos seus sentimentos, autoridade, valores e comportamento. Os pais em geral, são modelos positivos, e a criança é propensa a imitar mais esses modelos do que os negativos. Uma das conseqüências da identificação com os pais é o aprendizado do comportamento sexual adequado. A maioria das diferenças de conduta entre meninos e meninas resulta da socialização. Até certo ponto, elas se identificam com os dois progenitores. Quando ambos são vistos como modelos positivos, a criança adota as atitudes e comportamento de ambos. No entanto, num dado momento, ela percebe que se assemelha mais a um do que ao outro, e é propensa a copiar as atitudes e sentimentos do progenitor do mesmo sexo.

 

  1. 8.      Identidade e Dependência:

A identidade ou auto-imagem surge aos poucos, à medida que diminui a dependência da criança em relação aos pais.

A criança muito dependente agarra-se aos pais, professores e colegas, buscando a aprovação deles. Um pré-escolar relativamente independente necessita de menos atenção. Uma auto-imagem positiva ou a confiança em si mesmo, parece ter certa relação com uma independência relativa.

Por volta dos cinco anos de idade, a criança já deve ser capaz de se desincumbir de muitas tarefas, sem ajuda. Deve estar também disposta à passar algum tempo sozinha, quando entregue a algum brinquedo interessante.

 

 

  1. 9.      Desenvolvimento Social e Moral:

Aprender a agir segundo um padrão moral é uma função do desenvolvimento da consciência. De acordo com FREUD, a consciência é adquirida através da identificação. O pré-escolar interioriza os valores e atitudes dos seus pais, à medida que se vai identificando com eles. As crianças aprendem facilmente e controlar seu próprio comportamento quando os pais são afetuosos, gratificantes e relutam em aplicar castigos físicos. O ambiente propício leva a uma identificação mais íntima e a uma futura motivação para agir de maneira moralmente aceitável. PIAGET pesquisou o julgamento moral das crianças verificando que elas respondiam aos códigos morais de forma diferentes, à medida que amadureciam.

Um pré-escolar compreende que deveria seguir as regras, mas é incapaz de compreender a sua razão de ser. Segundo Piaget, as crianças muito pequenas seguem um código moral a fim imitarem os adultos, e não porque tenham um senso ético. Ele afirma, ainda, que muitos pré-escolares se controlam mais com o intuito de evitar as punições, e não por acreditarem a moralidade em si mesma seja mais eficaz. São também incapazes de distinguir o ato intencional do acidental. O declínio do raciocínio egocêntrico tem como resultado uma preocupação crescente com os sentimentos dos outros. No final do estágio pré-escolar, as crianças já se sentem capazes de agir de acordo com as regras morais. À medida que amadurecem, passam a controlar as suas atitudes devido a uma necessidade, e pelos princípios morais das outras pessoas do que pelo receio de castigo ou desaprovação.

 

  1. 10.  O Brinquedo:

O brinquedo, já disse alguém, é o “trabalho” das crianças. Ele ensina lições fundamentais. As crianças, brincando, adquirem uma compreensão das relações entre estímulos e respostas. Uma pré-escolar nem sempre distingue entre a realidade e a fantasia: os sonhos são reais, e os personagens das histórias têm vida. Sua imaginação faz com que ela percebe nos adultos. Funciona como uma válvula para AA emoções, permitindo que a criança identidades diferentes, tornando-a capaz de imitar comportamentos adultos. Há a fase do brinquedo solitário e a do brinquedo paralelo, como já vimos, porém a fase mais produtiva é a do brinquedo cooperativo. Este contribui especialmente para que a criança se conscientize dos desejos e emoções dos outros, aprendendo a levar em conta os pontos de vista diferentes dos dela. Além disso, ela aprende a perceber a sua própria identidade ao observar as reações de seus companheiros. É também nos anos pré-escolares que a criança aprende a competir com seus pares. É uma fase rica a criar companheiros imaginários. Estes proporcionam, não apenas companhia, mas ainda permitem que a criança expresse seus sentimentos inadmissíveis os seus desejos ocultos, podendo agir como uma segunda consciência.

 

D – SEGUNDA INFÂNCIA (dos seis aos dez anos)

  1. Conceitos Gerais:

Durante este período o crescimento e grande e relativamente tranqüilo. Com maior maturidade cognitiva, os processos mentais começam a se assemelhar aos dos adultos. É nos anos da segunda infância que o desenvolvimento moral tem realmente início. Segundo Piaget, o desenvolvimento moral é, em grande parte, uma questão de treinamento social; para KOHLBERG, é em grande parte, uma questão interior. Nesta fase, as crianças, em geral, são submetidas a testes de inteligência e aptidão, mas os resultados nem sempre são claros e confiáveis.

 

  1. 2.      Desenvolvimento Físico:

Na segunda infância, o desenvolvimento físico é mais constante e gradual do que durante os anos da pré-escola e os da adolescência.

Nessa fase, o cérebro está quase completamente desenvolvido. Os olhos vão adquirindo sua forma definitiva e a visão vai se tornando como a do adulto.

Entre os seis e os dez anos, os dentes de leite são submetidos pelos permanentes. Como algumas partes do corpo apresentam um crescimento não proporcional, a criança pode parecer um tanto desajeitada. As meninas pesam mais que os meninos e, nos últimos anos dessa fase, são mais adultas.

 

  1. Desenvolvimento Motor:

O desenvolvimento motor aumenta prodigiosamente entre os seis e os dez anos, daí as inúmeras habilidades adquiridas: correr, pular, chutar, subir, andar de bicicleta etc.

Note-se, ainda, que as habilidades motoras estão estreitamente ligadas à estrutura, ao arcabouço e, em alguns casos, ao sexo. Os meninos tendem a melhorar continuamente suas habilidades motoras entre os cinco e os sete anos, enquanto as meninas o seu máximo aos treze anos. As meninas, em geral, amadurecem mais cedo alcançando, portanto, ais cedo que os meninos, a altura e o desenvolvimento máximo, assim como suas características sexuais secundárias.

 

  1. 4.      Maturidade Psicológica:

Relativamente à primeira infância e à pré-escolar com suas pressões e à adolescência com suas inquietações e problemas, a segunda infância é uma fase tranqüila. Nesse período, a criança já não é tão dominada pelas imagens paternas. Agora, ela tem um potencial que a leva preferir suas próprias atividades e seus próprios valores. Os meios de comunicação e o avanço tecnológico abrem-lhe horizontes até então inimagináveis, para os quais ela já tem uma apreciável maturidade psicológica.

  1. 5.      Período Operacional Concreto:

Piaget, como já vimos, dividiu o processo de aprendizagem da criança em vários estágios. Os dois primeiros são o da inteligência sensório-motora, que ocorre durante os dois primeiros anos de vida, e o do pensamento intuitivo ou simbólico, também chamado de pré-operacional, que se desenvolve nos anos pré-escolares. O estágio cognitivo subseqüente, Piaget denominou “operacional concreto”, experimentando nos primeiros anos da segunda infância. Durante este período, a criança é capaz de efetuar operações mentais sobre objetos materiais, visualizando diferentes formas e aspectos. Ela consegue imaginar um objeto tal com era antes, ou como será mais tarde. Essa capacidade essencial ao desenvolvimento operacional concreto chama-se  “conservação”. Essa capacidade ficou provada numa experiência clássica. Despeja-se certa quantidade de água de um copo alto e estreito dentro de outro mais baixo e largo. A criança na pré-escola se deixa iludir pelo aspecto dos recipientes, não percebendo que o volume de água é o mesmo. Alcançada à segunda infância a criança não deixa se enganar por essas operações.  Em suma na segunda infância já compreendem que os objetos podem passar de uma forma para outra conservando, no entanto, a mesma quantidade desde que nada  tenha sido tirado ou acrescentado.

Outra característica no período operacional concreto é a “descentralização”. Agora a criança não vê o mundo que a cerca apenas em termos de situações imediatas e momentâneas. Ultrapassando o período “egocêntrico”, a criança é capaz de “descentralizar-se”, isto  é, interessar-se por mais de um aspecto de uma situação ao mesmo tempo. A reversibilidade é outra característica desse estágio cognitivo. Por ela a criança percebe a possibilidade de um processo mais de uma direção. Assim como uma subtração pode desfazer uma adição, também uma ação posterior pode desfazer uma ação anterior. A grande importância do fator reversibilidade encontra-se no fato de a criança poder prever as conseqüências dos seus atos. O estágio que acabamos de considerar leva a criança a sair de dentro de si mesma e a voltar-se para o mundo exterior. Ela se torna apta a classificar os fatos e armazená-los para a utilização em diferentes processos de pensamento. É nessa fase, e não antes, que se manifestam as aptidões. Sem esse nível de maturação, a educação precoce representa frequentemente um período de frustração e sofrimento para as crianças e para os adultos. Entretanto, a aptidão para o aprendizado não depende apenas da idade cronológica. A maturidade emocional, o ambiente, a alimentação e a educação desempenham também funções substanciais na maturidade cognitiva.

 

  1. 6.      Aptidão Moral:

A habilidade adquirida na segunda infância de considerar um ponto de vista diferente do seu e de compreender que as ações podem ser revertidas, altera a atitude da criança na sociedade. Tornam-se possíveis novas ações e o autocontrole. É nesse estágio que a criança começa a desenvolver atitudes de comportamento social e moral.

Piaget propôs o ponto de vista segundo o qual os valores morais se desenvolvem através de um processo racional. Esse ponto de vista é dotado por muitos psicólogos e educadores modernos. Tal processo corresponde aos estágios da maturidade cognitiva. Logo o desenvolvimento dos valores morais constitui uma parte previsível da maturidade.

Proposta de Piaget: “As regras do jogo de bolinhas de gude.” Piaget e seus companheiros entrevistaram crianças de diversas idades, após observá-las quando jogavam. As perguntas eram do tipo: “Você pode inventar novas regras?”.  As perguntas de Piaget, sobre as regras, originaram-se de sua convicção de que, tal como um jogo, a moralidade se baseia em regras, significando que o individuo tem de aprender a respeitar as regras.

Piaget complementou o seu estudo contando história às crianças. Essas histórias sempre propunham um dilema moral. A criança deveria fazer uma opção diante de duas alternativas. O resultado dessas pesquisas capacitou Piaget a traçar um padrão bastante regular de desenvolvimento oral durante a segunda Infância (6 aos 12 anos). Ele dividiu esse padrão em três estágios:

. Aos cinco anos, as regras se tornam muito importante para a criança. Parecem-lhe ter uma existência independente, até certo modo,  semelhantes às regras naturais. É o realismo moral. Elas não podem, de modo algum, ser infringidas. Se o são, o conceito de justiça da criança exige o castigo imediato e proporcional.

. Aos dez anos, a criança é mais flexível em seu conceito de regras. Pode até dispor-se a alterar as regras de um jogo se os demais jogadores concordarem. Nesse estágio a criança já não dá atenção apenas à sua própria interpretação das regras. Isso corresponde ao desenvolvimento da descentralização: a aceitação de pontos de vista diferentes.

. Aos doze anos, a criança começa a considerar justa qualquer regra, desde que haja consenso geral. Nessa fase, já é bem acentuado o seu senso social. Agora, ela já se sente capaz de alterar as regras, não aceitando sem discussão as propostas dos adultos. Ao julgarem as ações, elas estão começando a fazer uma distinção entre a moralidade da intenção e a moralidade do afeto objetivo.

  1. 7.      Inteligência:

Para bons psicólogos, a inteligência é a combinação de vários componentes: a memória, o raciocínio, os conceitos de número, a rapidez de percepção, a noção de espaço, a compreensão e a fluência verbais. A maioria dos testes que definem o nível de inteligência, QI, tem como chave a linguagem, e esta, por sua vez, tem como suporte a cultura. O que se tem como indiscutível é que os testes de inteligência apresentaram muitas distorções. BERKELEY fez uma importante descoberta: a de que a inteligência não se mantém constante; os resultados dos testes durante a primeira infância têm pouca relação com os resultados dos testes aplicados depois que a criança adquiriu habilidades lingüísticas.

Atualmente é colocada em relevo a “ Inteligência emocional – a capacidade de se dar bem com as pessoas e tomar boas decisões – é mais importante para o processo do que a inteligência acadêmica avaliada em teste de QI contribui com apenas 20% para os fatores que determinam o sucesso na vida, e a maioria dos pais tem deixado os outros 80% ao sabor do acaso, segundo DANIEL GOLEMAN, psicólogo e consultor comportamental do New York Times, que publicou “Inteligência Emocional”. O QI é importante, mas não é tudo. Muitas pessoas de QI elevado trabalharão para outras pessoas com índices mais baixo e que têm maior inteligência emocional.

“A nova inteligência é baseada em cinco elementos: conhecer os próprios sentimentos e usá-los para boas decisões; gerenciar os sentimentos de forma a evitar que os problemas afetam a capacidade de pensar; motivar-se a despeito das dificuldades persistentes; conservar a esperança; simpatizar-se com as pessoas e ser capaz de relacionar, cooperar e administrar sentimentos nas relações”. (Lynn Smith – “Los Angeles Times” – Jornal do Brasil 24/09/1995).

 

  1. O Desenvolvimento da Personalidade:

É bastante acentuado o desenvolvimento da personalidade na segunda infância. Meninos e meninas se tornam conscientes de suas diferenças sexuais, modificando, portanto, o seu comportamento. As crianças começam, também, a se interessar pelas habilidades e ocupações dos adultos, empenhando-se por adquiri-los. Nessa fase o superego infantil se estabiliza e se fortalece. As influências externas, tais como a autoridade paterna e o temor de castigo, como guia de conduta e de critério nas decisões sociais e morais começam a ser substituídos. Esse desenvolvimento, no entanto, não é tranqüilo, pois a criança vai encontrar inúmeros obstáculos em seu ambiente, o que lhe trará conflito e angústia. Nessa fase, é importante não estimular o comportamento super competitivo, o que iria afastar os seus companheiros, dificultando o ajustamento que lhe cabe fazer para viver em sociedade.

 

  1. 9.      Autoconceito:

O fator mais importante para o desenvolvimento de uma autoconceito elevado durante a segunda infância é a personalidade e a conduta dos pais. Os pais amorosos suscitam aparentemente uma auto-estima elevada, já a disciplina aplicada de forma incoerente tende a gerar na criança uma reduzida auto-estima. Os filhos de famílias pequenas, assim como os primogênitos e os filhos únicos, se têm, aparentemente, em alta conta. As crianças provindas de ambientes socioeconômicos pobres são mais propensas a terem de si mesmas uma opinião mais elevada que seus companheiros mais bem situados. As experiências de um menino ou menina durante a segunda infância contribuem muito para determinar seu futuro senso de auto-estima.

 

  1. 10.  Desenvolvimento Social:

Durante a segunda infância a criança penetra no mundo da escola e dos companheiros de brinquedo, começando aos poucos a passar um tempo cada vez mais prolongado longe dos pais e da família, com a consequente diminuição da autoridade dos pais. O grupo que ela freqüenta passa a determinar os seus padrões de comportamento e de atitudes. A associação com o grupo confere à criança certa impressão de aumento de poder e uma oportunidade de agir independentemente dos pais. Como se vê o grupo de companheiros. Nos tempos atuais, as famílias têm cada vez menos tempo para as crianças. Essas transformações sociais intensificam na segunda infância o Pedrão de filiação aos companheiros que assumem o encargo de ensinar à outra criança seu papel na sociedade. No convívio com os companheiros, a criança aprende o valor de uma identidade e a necessidade de aceitar a que lhe é própria.  O fato de se tratar de uma sociedade exclusivamente sua fornece-lhe uma justificativa para aceitá-la. No entanto, o grupo de companheiros não domina inteiramente a existência da criança na segunda infância. Diferentes tipos de valores sociais são simultaneamente transmitidos a ela: os dos pais, os da escola, os de origem religiosa, os da leitura, os da TV etc. Uma das características mais importantes que uma criança pode desenvolver em casa é a autonomia. Os pais podem conseguir isto aplicando uma disciplina firme, porém justa oferecendo reforço coerente e positivo para o comportamento e tendo pela criança uma consideração muito grande e carinha. Os pais que trabalham fora podem evitar os efeitos nocivos desse distanciamento mantendo em alto nível a qualidade de seus contatos com os filhos.

 

  1. 11.  A Escola:

Uma das transformações mais marcantes e duradouras da vida acontece no início da segunda infância: a primeira experiência da criança com a escolarização formal. Ela, de certa forma, já está preparada para isso, mas muitos obstáculos vão se interpor em seu novo clima escolar: o tipo de escola, a qualidade de professores, os métodos de aprendizado, seus antecedentes sociais e culturais, o grau de liberdade que lhe é concedido, as exigências dos “deveres de casa”, as expectativas quanto a si mesma e aos outros. Esse primeiro contato pode ser decisivo para o seu grau de êxito ou de frustração numa caminhada de longos anos de estudos.

Havia várias categorias de escolas, mas a influência profunda virá dos professores. Há casos em que a sua influência rivaliza com os dos pais. Muitos professores são os principais responsáveis pelo êxito, ou pelo fracasso profissional dos seus alunos. Para a criança, a compreensão é a característica mais importante do professor.

No ambiente de uma “classe aberta”, de uma escola voltada para a criança, esta pode trabalhar com independência, seguindo seu próprio ritmo, e com alta chance de ser vitoriosa.

 

 

 

E – ADOLESCÊNCIA (dos 12 aos 17 anos)

  1. 1.      Conceitos Gerais:

A adolescência é uma fase profunda de transformações, assinalando o fim da infância. São inúmeras as teorias sobre as causas e a extensão dessas transformações. Muitas dessas teorias são, entretanto, divergentes.

Em todas as culturas tem-se grande consciência da importância dessa fase da vida, considerada uma época de preparo para os privilégios e responsabilidades da idade adulta. Para George STANLEY, FREUD e Anna FREUD, a grande ênfase está nas transformações internas, geneticamente determinadas. Esses psicólogos vêem na maturação sexual e no aumento do impulso instintivo a força energética e organizadora desse estágio na vida. PIAGET e ERIKON sustentam opções intermediárias com referência aos determinantes do desenvolvimento do adolescente. Ambos reconhecem naturalmente, a  relevância dos fatores intrínsecos, mas Piaget afirma que os conflitos da adolescência decorrem também, em grande parte, da capacidade intelectual do adolescente de criar realidades potenciais perfeitas, que se chocam com a realidade da vida.

Na opinião de ERIKSON o conflito surge entre a busca de identidade e a confusão dos papéis. A maturação física indica o início da idade adulta, mas sob outros aspectos, adolescente age como criança e é tratado como tal. Essa ambigüidade do papel do adolescente o deixa confuso. Por isso ele se organiza em grupo de faixa etária, estabelecendo códigos de comportamento estritamente definidos, a fim de poder enfrentar essa confusão. O adolescente pergunta: “Quem sou eu?” Essa pergunta tão difícil encontra fácil resposta no grupo,  porque eles se assemelham.

ERIKSON considera que a tarefa essencial da adolescência é o estabelecimento da identidade sexual ocupacional. Nesse contexto, tornam-se fundamentais as relações entre os pares e também as relações amorosas. O período da adolescência varia de uma cultura para outra.

 

  1. 2.      Crescimento Físico:

A adolescência é tida, como um período crítico do desenvolvimento. O corpo cresce mais rapidamente do que em qualquer outra fase, depois dos seis primeiros meses. O surto crescimento inicia-se antes da puberdade (fase em que o ser humano começa a se tornar capaz de reproduzir-se sexualmente). Há uma estreita relação entre o crescimento e puberdade ligados à questão hormonal. Na maioria dos adolescentes, crescem sobretudo o tronco e os membros. Antes do surto de crescimento, o cérebro já terá atingindo 95% de seu peso adulto. O alongamento das mãos, dos pés e do pescoço contribui para dar ao adolescente certa desproporção que o torna desajeitado. No ano que precede a puberdade, há o crescimento máximo. Durante a puberdade, o ritmo do crescimento começa a diminuir. Chama-se assíncrona as diferenças de ritmo e índice de crescimento nas diversas partes do organismo. Essa assíncrona diminui com o final do surto de crescimento. O máximo do desenvolvimento físico, assim como a idade que tem início, são determinados geneticamente, embora as condições  de vida (alimento, exercício, etc.) possam também exercer considerável influência. Durante a infância meninos e meninas não apresentam grandes diferenças de proporções. Na adolescência, porém, a diferença é quase dramática. Uma angustiante preocupação com a aparência física assalta o adolescente, quando ocorrem os fatores que enumeramos: a aceleração profunda do ritmo de crescimento, o desenvolvimento assincrônico e as diferenças individuais de época em que esses fatores ocorrem. É a fase dos complexos de inferioridade.

 

  1. 3.      Desenvolvimento Cognitivo:

Na adolescência, a atividade cognitiva apresenta segundo Piaget, a capacidade de raciocinar sobre o raciocínio. É o que ele denominou “representação de segunda ordem”. Nesse estágio o adolescente utiliza as novas capacidades para refletir a respeito de si mesmo e do mundo exterior. Nessa fase de representação ao de segunda ordem, destacam-se duas formas de pensamento: “as operações mentais formais” e as “operações mentais concretas”. As operações mentais concretas focalizam a realidade concreta, enquanto as operações mentais formais têm como base o raciocínio abstrato. Essa capacidade possibilita ao adolescente introspectar; especular e abstrair. É por essa capacidade que ele pode, com eficiência, resolver problemas. Três capacidades de solução de problemas caracterizam as operações formais: a capacidade de pensar em todas as alternativas, a de refletir sobre a atividade mental e a de abstrair. Nem todos os adolescentes ou adultos de todas as culturas atingem o nível de pensamento operacional final. São necessários para isso, tanto a maturação quanto a experiência.

 

  1. 4.      A Família:

Em geral, a família é um centro de conflitos porque é mais garantido rebelar-se num relacionamento seguro. Outro motivo é o fato de ser a família o núcleo social do qual o adolescente precisa separar-se.

É muito difícil para os pais tratar os filhos como adultos em desenvolvimento, como de fato o são. Por outro lado, a maturação sexual do adolescente aumenta os seus conflitos com os pais, já que a possibilidade de externar os impulsos sexuais no seio da família representa para esta uma ameaça à sua estrutura. A luta do adolescente pela sua independência pode diminuir ao filho a sensação de segurança; quando não cedem podem ser considerados excessivamente restritivos. O principal motivo pelo qual os pais relutam em conceder independência ais filhos é a forte sensação de que estes não se encontram preparados para entender as solicitações da sociedade adulta.  Não se deve esperar um relacionamento harmonioso entre pais e os filhos adolescentes, porque nessa fase, o conflito entre as gerações constitui um aspecto normal e por vezes necessário ao desenvolvimento.

 

  1. 5.      Cultura Adolescente:

Durante a adolescência, aumenta muitíssimo a importância do grupo de mesma faixa etária porque o grupo ajuda o adolescente a separa-se da família, além de que os adolescentes se sentem alienados de outros setores da sociedade. Uma das causas da formação de uma subcultura da adolescência em nossa sociedade são os meios de comunicação, a multimídia.  Eles não se difundem a cultura jovem, como sobretudo a estimulam o que contribuiu para que ficasse um mercado consumidor da adolescência. O nome particular (apelido), a maneira de vestir-se e os costumes que cada grupo desenvolve conferem a seus membros uma identidade coletiva. Observando os outros membros do grupo o adolescente consegue ter uma imagem da sua aparência e do seu comportamento. Definindo os códigos aceitáveis de vestuário, de comportamento e de valores compartilhados, o grupo contribui para a definição da identidade de cada uma de seus membros. Por outro lado, a utilização do grupo para definir a sua identidade de valores faz com que o adolescente, muitas vezes, demore a assumir a responsabilidade opor aquilo que ele é realmente. A fim de conquistarem popularidade, os adolescentes se submetem às regras di grupo. Eles sabem que um meio de torna-se apreciado por alguém é assemelhar-se a esse alguém.

Não é comum travar amizades nem namoros fora do grupo. Aqueles que assim o fazem, em geral, mudam de grupo pata continuar o relacionamento. Existe, também, um pequeno número de adolescentes que jamais se associam a grupos em particular por já haverem escolhidos os seus próprios caminhos. Em geral, esses adolescentes se envolvem em diversas atividades, ou dão prioridade à determinada meta pessoal. È natural que em tais condições a adolescência transcorra de modo mais tranquilo, já que não ficou à mercê do grupo.

 

  1. 6.      Práticas e Atitudes Sexuais:

Nos últimos trinta anos, houve uma verdadeira revolução sexual que atingiu a sociedade em geral. Esta revolução não alcançou apenas os jovens. Entretanto, os adolescentes são os mais atingidos por Ela, já que o esforço psicológico para chegar a um acordo com a própria identidade sexual aumenta a importância que o adolescente atribui ao sexo. As normas que haviam sido estabelecidas em nossa sociedade para a conduta sexual foram rompidas. Outra, era em geral a condenação do sexo fora do matrimônio. Hoje, não somente os adolescentes, mas também muitos pais modificaram seus princípios sobre esta questão. As sociedades menos complexas retiveram regras rígidas com referência ao sexo. No mês de Setembro do ano de 1995, por iniciativa da ONU, realizou-se na China a Quarta Conferência Mundial para a Mulher. Uma das resoluções aprovadas foi a de que a mulher tem direito sobre o seu próprio corpo. Nada mais natural, não fossem todas as implicações e interpretações que tal resolução terá em diferentes sociedades humanas. Essa resolução trará, na verdade, uma nova revolução. Causará um forte impacto sobre a adolescência. Pesquisa recente mostrou que até certo tempo atrás 50% dos jovens de ambos os sexos tiveram sua primeira relação sexual aos 19 anos. Atualmente rapazes e moças admitem francamente terem tido experiência sexual bem antes desta idade.  No âmbito da sexualidade, os adolescentes não obtêm dos pais, de modo geral, os esclarecimentos de que necessitam. Os cursos de educação sexual é que apresentam uma resposta ao desejo de maior informação. O aparecimento do vírus HIV trouxe nova revolução, esta no sentido de evitar a promiscuidade e a necessidade da educação e informação sobre os preservativos.

 

F – A IDADE ADULTA (a partir de 18 anos)

No Novo Dicionário de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, encontramos as definições de “adulto”;

. “Que chegou ao uso da razão ou à idade vigorosa”;

. “Que atingiu a maioridade”;

. “Diz-se do ser vivo que atingiu plena maturidade, expressa em termos de adequada integração social e adequado controle do intelecto e das emoções. No Dicionário francês de Paul Robert, encontramos as seguintes definições:

. “Adulto” – (do latim “adultus”, particípio passado de “adolescere”, “crescer”)

. “Diz-se de um ser vivo que atingiu o máximo de seu crescimento. No homem, do fim da adolescência ao começo da velhice”.

São muitos os indícios que destingue, a idade adulta na sociedade brasileira. A idade em que se chega a cada um desses indícios varia de uma parte do país para outra. Até mesmo num único local, difere a idade para que sejam conferidos os privilégios típicos da idade adulta.

Muito direitos legais representam um sinal de idade adulta: Casar-se, guiar carros, obter créditos, etc. – mas nenhum deles isoladamente ou em conjunto garante que a pessoa já é adulta. A idade adulta assinala, pois, o fim da adolescência, como esta assinala o fim da infância. Podemos considerar três fases na idade adulta: adulto jovem, a idade madura e a terceira idade. O que não é cabível, é desvincular o jovem da idade adulta.

O adulto jovem, na plenitude de sua capacidade física, cognitiva, emocional e social em por motivações principais a capacitação profissional e a constituição da família. A idade madura caracteriza pela plena posse e experiência nas capacidades acima referida. A terceira idade supõe o usufruir do trabalho e da experiência de toda uma vida que deve, agora, ser coroada pela sabedoria e pela serenidade.

 

 

III – PERSPECTIVAS DE MUDANÇA

a)      Conclame:

A Escola B. Dominical não é simplesmente uma opção de estudo bíblico dominical. É antes um dever, quase uma obrigação, e atende à necessidade de cada crente de alimentar-se pelo estudo compartilhado da Palavra, para um crescimento equilibrado da vida cristã. E, tal como na vida quotidiana, quem não se alimenta adequadamente não cresce, mas antes definha e morre.

Vemos que muitos crentes agem como se a Escola Dominical fosse apenas alternativa de vir à igreja pela manhã e se liberar do culto à noite. Não obstante a Escola Dominical se constitui quase na única oportunidade para um encontro semanal, regular de cristãos comprometidos com o Reino de Deus, ocasião em que podemos escutar atentamente uns aos outros, e compartilhar à luz da Palavra de Deus nossas experiências de vida cristã, num contexto de igreja/família. Neste sentido propicia um ambiente favorável, desejado por Deus, de crescimento dentro do “Corpo de Cristo” rompendo as barreiras da impessoalidade que fazem com que muitos freqüentem a Igreja sem dela efetivamente participar.

        Conclamamos a todos a que valorizem este PATRIMÔNIO DO POVO DE DEUS  participando ativamente e se comprometendo com a Educação Cristã, da qual todos sem exceção fazemos parte.

 

b)    Reformados Sempre Se Reformando:

A “Igreja Reformada, sempre se reformando” é a garantia de não sermos surpreendidos ou atropelados por esse fator inexorável no qual tudo acontece: O tempo. Nesse sentido, estamos repassando a Escola Bíblica Dominical, o que é oportuno, sobretudo na transmissão do Século e Terceiro Milênio – a Nova Ordem. Viva, porque bíblica em sua natureza, a Escola Dominical carece, no entanto, de se atualizar, de alargar a visão e de se aprofundar neste momento da vida brasileira. Como filhos da luz, precisamos ser mais atilados com a nossa própria geração do que os filhos deste século (Lc. 16:8).

c)     Qualidade e Realinhamento no PPIG:

A Escola Dominical quer dar um salto qualitativo e quantitativo. Para tanto, é preciso repensá-la em termos de currículos,, de preparo dos professores, de metodologia, de material didático, de adequação das classes e níveis diversos etc. Definidos, ainda que sumariamente, os Fundamentos e Objetivos da Escola Bíblica Dominical, propõem-se, agora, realinhá-los às faixas atuais da escolaridade secular e padronizá-la em seu conteúdo e forma, às igrejas jurisdicionadas deste Concílio. Neste setor, processam-se as mudanças baseadas em novas pesquisas científicas e sociais, o que justifica o realinhamento da Escola B. Dominical.

d)      Escola – Aspecto Legal:

A Pré-Escola encontra-se passou por reformulação, visando colocá-la como parte integrante da própria escola-básica, retirando-lhe o aspecto meramente assistencialista, compensatório e preparatório.

A escola básica, por sua vez, experimentou a implantação gradual do Programa Integrado de Atualização Continuada. Esse programa congrega a erudição e a experiência de integrantes de grandes instituições a nível federal e estadual. As modificações que se processam não estão, no entanto, sendo impostas por autoridades governamentais. Estas sim, estão se inspirando em grandes pedagogos e psicólogos, através de suas publicações, e via congressos.

Para nossa informação, alinhamos algumas observações:

1-                Quanto à terminologia, há empregos concomitantes:

. Pré-Escola – Educação Infantil (0 a 6 anos).

. 1º Grau Menor e 1º Grau Maior – 1º Grau: séries iniciais e 1º Grau: séries terminais

2-O conceito de “adolescente” como pessoa em desenvolvimento  estende-se dos doze anos incompletos aos dezoito anos de idade (Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.069/ 13-07-90, Art. 2º).

No entanto, “nos casos expressos na lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte anos de idade” – Art. 2º, Parágrafo Único.

Esses cursos expressos em Lei referem-se a:

a)        – “Da Tutela”, Art. 36;

b)-  – “Da adoção”, Art.42 e Art. 42 Par. 2º;

c)-  – “Da Internação”, Art. 121 Par. 5º;

d)- “Do acesso à Justiça”, Art. 142.

Com esses dados, fica demonstrado que não se pode considerar Indiscriminadamente, a adolescência como a faixa etária dos doze aos vinte e um anos de idade.

2-      Teve início, naquele amo de 1995, a implantação da nova divisão por faixa da Educação Infantil/Pré-Escola, como a seguir apresentada:

 

 

 

 

 

 

 

IV – CLASSIFICAÇÃO POR DESENVOLVIMENTO

                                                                      Creche………..( 0 a 2 anos)

Educação/Infantil…………………………………..Maternal…………………..(2 a 3 anos)

Pré-Escola…………………………………………….Jardim 1 ………………….. (3 a 4 anos)

Jardim 2 …………………..(4 a 5 anos)

Jardim 3 …………………..(5 a 6 anos)

Primeira Infância. …………………………………………………………………..(0 a 2 anos)

Pré-Escola………………………………………………………………………………(2 a 5 anos)

Segunda Infância…………………………………………………………………….(6 a 12 anos)

Adolescência…………………………………………………………………………(12 a 17 anos)

Adulto…………………………………………………………………………………..(18 anos em diante)

V – OBJETIVOS DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL:

  1. Alcançar toda a família – crianças, jovens e adultos – através de reuniões de Escola B. Dominical, para o ensino e / ou estudo compartilhado das Escrituras;
  2. Difundir valores que permitam construir de modo firme e sólido a vida cristã;
  3. Ser instrumento eficaz de educação cristã que facilite a transmissão de “vida abundante” prometida por Jesus (Jo. 10:10);
  4. Propiciar um ambiente adequado onde possamos escutar atentamente às opiniões uns dos outros, e bem assim as preocupações mais profundas que as ensejam;
  5. Formar quadros que permitem tornar permanente o desenvolvimento de recursos humanos para a Educação Cristã;
  6. Promover periodicamente por meio do Conselho de Ensino composto de todos os Pastores em exercício, e dos Superintendentes, encontros de atualização de Professores da Escola Dominical.

 

 

 

 

VI – ABORDAGEM TEMÁTICA À ATUALIZAÇÃO DE PROFESSORES:

. Psicopedagogia da Educação Cristã;

. A Educação Cristã Significativa e a Inteligência Emocional;

. Ética Cristã Numa Sociedade Marcada Pela Competitividade;

. A Cristofobia e a Homofobia do Ponto de Vista Midiático Pautada na Agenda Gay de Direita e de Esquerda (PSDB/PT) e o Desafio à Ortodoxia Bíblico Teológica;

. Problemas Sociais: A Biodiversidade e a Soberania Alimentar – (7 bilhões de Humanos no Planeta) e a Justiça Social Cristã;

. A Geopolítica e a economia no Pós-Guerra e Novas Ameaças Em Razão da Crise Econômica e Social Global e o Papel da igreja Cristã;

.A Imigração Moderna no Brasil: Necessidade de Mão de Obra Qualificada (8 Milhões até 2015), e a Crise Mundial de 2008 – A Expressão do Evangelho de Redenção Total e a Responsabilidade da Cidadania Cristã na Atual Conjunta Política, Econômica e Religiosa.

. Ecumenismo, Avanço ou Uma Ameaça à Igreja: A Missão Cristã Num Contexto do Diálogo Inter Religioso (Fp. 2:5-11);

. A Hinódia Protestante e a Música Gospel na Liturgia das Igrejas Reformadas: Uma  Realidade do Pluralismo Religioso Contemporâneo;

. Governo Eclesiástico  Presbiterial  Em Jhon Knok (1505/172) e Suas Diferenças Quanto ao Sistema de Governo Episcopal e  Congregacional –  Vantagens e Dificuldades Práticas;

. Religião, Sensibilidades Religiosas e Pós-Modernidade: A Ciranda Entre Religião e Secularização;

. O Judaísmo e a Pós-Modernidade: Ciência e Fé;

.Neopentecostalismo: Metodologismo Versus Evangelismo, Antropocentrismo Versus o Teocentrismo e a Relação Emoção e Razão Pós-Modernidade.

. Conflitos Entre Palestinos e Israelitas: Diáspora Judaica, Anti-Semitismo e o Sionismo, cumprimento das profecias;

. A Cristologia a Partir da América Latina e a Teologia da Libertação: Jesus Cristo Libertador (Jon Sobrino, S.J.);

. Nova Ordem Mundial o Maior Perigo Que Ameaça o Cristianismo: Os Valores Judaicos-Cristãos; ( Monsenhor Cláudio Sanahuja) e Etc.

. Teologia da Educação Cristã (o homem corpo e alma: um método que forma e não somente informa);

.Vida Cristã Integral (às dimensões devocionais e  emocional; sociopolítica; eclesiástica; familiar; profissional; lúdica);

. Relembrando os Fundamentos da Igreja (a Palavra de Deus: como se formou; sua estrutura; como estudar e ensinar; principais Doutrinas do Cristianismo; origens da Igreja Reformada; História da IPB no Brasil e Organização eclesiástica da IPB;

. Terceira Idade: O que a Igreja pode efetivamente fazer por esses que tanto já fizeram por ela? São 15 milhões de brasileiros acima dos 60 anos de idade. Direitos (Lei nº 8.842/94). Cartilha do Idoso: Serviços Disponíveis: Gov.br

. A Criança e o Adolescente: Nossos filhos correm riscos? Direitos – Lei nº 2.069/90;

.  A Crescente Onda de Violência nas Escolas: Uma Prática Medieval Inaceitável em Pleno Séc. XXI. Que Tipo de Projeto de Aprendizado Carece nossas Escolas?

 

VII – CONTEÚDOS: TEMAS E LIÇÕES DO TRIMESTRE:

(Proposta do 2º Trimestre: (Abril-Junho/2013)

. Os temas e lições do trimestre refletem uma situação de TRANSIÇÃO ainda para a adoção do novo currículo progressivamente ao longo de 2013.

 

1-      PRÉ-ESCOLA:

a)      Berçário

b)      Maternal: A Criação, A Arca de Noé, Moisés, Deus ouve as orações, Nascimento de Jesus

c)      Jardim de Infância I:

Jesus Era Amigo dos Pescadores:

. Jesus sentava no barco e contava histórias

.Jesus ajuda os pescadores

. Os pescadores ajudam Jesus

. Jesus vai à casa do pescador Simão

 

O Menino Que Ajudou Jesus:

.Um bom menino

.Jesus aceitou o lanche do menino

.Outros amigos ajudam a Jesus

.Todos se assentam para comer

Zaqueu, o Homem Que Queria Ver Jesus:

.Zaqueu sobe na árvore

.Jesus vê Zaqueu

.Zaqueu fica amigo de Jesus

.O amigo de Jesus

d)     Jardim de Infância II

Homens e Mulheres da Minha Bíblia:

.Ló sua mulher- a desobediência da mulher de Ló

.Rebeca- o encontro com Isaque

.Esaú e Jacó- a oferta a Deus; a bênção da primogenitura

.Raquel- o casamento com Jacó

.José – José e seus irmãos

.Míriam – a irmã de Moisés

.Moisés – o chamado de Moisés

.Josué – as muralhas de Jericó

.Raabe – os doze espias

.Débora – o exército de Baraque

.Gideão – o novelo de lã

 

2. ENSINO FUNDAMENTAL:

2.1- 1ª Série

Revista: Aprendendo através da Bíblia (Ed. Cultura Cristã)

2.2- 2ª Série

Revista: Viajando pela Bíblia (Ed. Cultura Cristã)

2.3- 3ª e 4ª Séries

Revista: Deus pensou em Mim, e

Aventuras através da Bíblia (Ed. Cultura Cristã)

3. ADOLESCENTES E 2º GRAU

3.1- 5ª E 6ª Séries

Revista: O Jogo da Verdade (Ed. Cultura Cristã)

Origens dos Povos de Deus (Ed. Cultura Cristã)

3.2- 7ª e 8ª Séries

. Comunhão  . Proclamação  . Serviço  . Ensino   . Cultura   . Multi-mídia

3.3- 2º GRAU

.O Espírito Santo .Seitas heréticas  .Escatologia e Apocalípse .Criação e Evolução .Misticismo e Sobrenatural  .Anjos .Sexualidade e AIDS .Namoro . Música .Como saber o certo e o errado? .Moda e Consumismo . Drogas e Vícios .Auto-Imagem .Relacionamentos (Família e amizades) . Discriminação (Racismo, Homofobia etc.)  .Testemunho

 

4.MOCIDADE:

Revista: ( Ed. Cultura Cristã)

5.ADULTOS:

Revista: (Ed. Cultura Cristã)

6.CLASSE DE INTEGRAÇÃO ou CATACÚMENOS:

. Símbolos de Fé da IPB: Breve Catecismo e Catecismo Maior

7.CLASSE DE DISCIPULADO:

. Estudos sobre o Evangelho de João

VIII – QUADRO DE ACESSO:

1-      Considerando que o adolescente poderá querer prestar profissão de fé, faculta-lhe o acesso à classe de integração e com para uma melhor preparação;

2-      Alunos com bom aproveitamento na classe de integração e com nítido dom para o ensino poderão ser encaminhados pala coordenação para a formação de professores;

3-      O acesso de qualquer pessoa à formação de professores deverá ser avaliado pelo Corpo Docente da Escola B. Dominical, cabendo a supervisão do estágio nos dois primeiros meses, do novo professor;

 

IX – DISTRIBUIÇÃO DE SALAS:

De acordo com as dependências existentes e disponíveis ao uso da Escola.

 

X – PLANO DA LIÇÃO:

I-                    Introdução

Propósito: Preparar a mente e o coração do aluno

a)      Fazendo-o pensar

b)      Despertando o seu interesse

c)      Declarando-lhe com clareza o tema

II-                  Apresentação

Propósito: Compartilhar os fatos principais da lição:

a)      Resumindo a lição (não divague)

b)      Desenvolvendo a lição com perguntas, discussões e explicações

c)      Ilustrações

 

 

 III –       Conclusão

Propósito: Resumir a lição aplicando à vida com duas petições:

a)      Uma petição dirigida à mente

b)      Outra petição dirigida ao coração

c)       Aplicação

XI – ENSINANDO E EVANGELIZANDO ATRAVÉS DA ESCOLA B. DOMINICAL

 

Programar à tarde da criança – 1º Sábado de cada mês às 15hs: Convide as crianças do bairro e com as crianças da igreja trace uma atividade dinâmica, com brincadeiras, recreação, fotografias e lanche – Faça um cadastro completo – matricule na classe correspondente da Escola B. Dominical;

Visitar e revisitar – manter contato constante valorizando as crianças, buscando conhecer os pais delas;

Promover uma apresentação com as crianças– Escolha um domingo para a apresentação dessas crianças no encerramento da Escola com a presença de seus pais ou responsáveis;

Promover esporte e lazer – Usando a praça pública, quadra de esporte, campo de futebol, com a presença, da Secretaria de recreação e lazer da Prefeitura do Município – concluindo com um  delicioso lanche na igreja;

Promover palestras em classe única – periodicamente, promover palestra que vise direitos e deveres do pequeno cidadão e cidadã, convidando profissional especialista na área;

Visitar os lares – Aqueles lares mais receptíveis à igreja, promover visitas adredemente agendada com a presença de seus respectivos professores;

Ofertar a Bíblia – Aqueles lares que tronaram amigos da igreja e que estejam apoiando a importância das crianças à Escola B. Dominical;

Promover o Natal Feliz – Celebrar o Natal Feliz com as crianças que estejam frequentando à Escola Bíblica com a participação na vida da igreja. Nessa oportunidade cada criança receberá um singelo presente;

Promover o Retiro da criança – Promover o Retiro da criança com a presença de seus responsáveis numa chácara, sítio, Parques etc., com a participação de todas as crianças do PPIG;

Promover Escola Bíblica de Férias – Nas férias de meio de ano, realizar a Escola B. de Férias, em pelo menos, três dias, com o encerramento no domingo pela manhã, na Escola Dominical;

Observar e executar o calendário Litúrgico e Comemorativo – Apresentação através de Enquetes, Jograis, Coreografias, teatros, músicas, bandas, corais, sempre em classe única ao término da Escola;

        Conscientizar os alunos – É preciso o incentivo, a motivação e o entusiasmo de todos os membros da igreja à participação da Escola B. Dominical. Os professores, os oficiais e o Pastor devem solicitar daqueles que ainda não estejam comprometidos no processo de crescimento e valorização deste Patrimônio do Povo de Deus – a Escola Bíblica Dominical, e;

        Promover Conferências – conferencistas de escol, oportunizando aos participantes, a dinâmica da praticidade do aprendizado proposto. Nesta oportunidade caberia a presença de todo o Sínodo de Curitiba. À medida do possível contar com a participação do Editor das edições Cultura Cristã, para exposição e explicação do material planejado para as próximas edições das revistas da Escola B. Dominical.

XII – CONSELHO DE ENSINO

A Escola Bíblica Dominical, em nosso Concílio, há de ser uma referência pela sua organização, participação e qualidade na educação. Para tanto, será constituído um Conselho de Ensino, composto por todos os Pastores em exercício ministerial ou não, por Professores e Pedagogos e por Superintendes das Escolas Dominicais do PPIG. Este Conselho de Ensino terá a coordenação da Secretaria de Educação Religiosa. O Curso de Preparação e de Atualização dos Professores da Escola Bíblica, funcionará no mínino duas vezes ao ano no período eclesiástico.

XIII – DINÂMICA DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

. Domingos pela Manhã 9:30 às 11hs   ou à Tarde 17hs às 18:30

. Devocional: em 30 min: Leitura, Cânticos e Oração;

. Início/Distribuição Classes – Manhã às 10hs // à Tarde às 17:30 hs;

. Distribuição de lanche à Pré-Escola (em classe);

. Retorno das classes às 11hs ou às 18:30min;

. Apresentação: Visitantes – Aniversariantes da semana

. Encerramento: Oração do Pai Nosso e Bênção Apostólica