SARDES: UMA IGREJA ENTRE A VIDA E A MORTE

BOLETIM DOMINICAL – 24 DE ABRIL DE 2011

 

SARDES: UMA IGREJA ENTRE A VIDA E A MORTE – Apocalipse – 3: 1 6

Sardes, a capital do antigo reino da Lídia, situada uns 48 km ao sul de Tiatira. Era uma cidade próspera e impenetrável, construída cerca de 500m acima da planície. Era forte a produção de ouro, prata, pedras preciosas, lã e tecidos. Em 546 a.C., o rei lídio, Croeso, foi derratado pelos Persas. Em 334 a.C., a cidade rendeu-se a Alexandre, o Grande. Em 214, caiu outra vez, a Antíoco, o Grande, líder da Síria. Durante o período romano pertencia a província da Ásia, e jamais recuperou o seu prestígio. Tinha um passado glorioso, mas o presente era de pouca importância. Tinha a reputação, mas perdeu o caráter. Era forte, nessa cidade o culto ao imperador. A igreja estava desprovida de vida e de poder espiritual. “Conheço as tuas obras, que tens nome que vives, e estás morto”.(v.2). Por vezes, julgamos os outros pela aparência. Observamos o comportamento e tentamos entender os motivos. O Cristo Ressurreto vê e julga os corações. Cristo vê o caráter verdadeiro de cada pessoa e igreja. Sardes, tinha a reputação de uma igreja forte e ativa. “Tu tens nome que vives, e estás morto”. Esta frase mostra a diferença importante entre a reputação e caráter. A reputação é a fama, o que os outros acham o que ela é. O caráter, é a essência real da pessoa, o que realmente ela é. Cristo, porém, sabia que esta igreja estava quase morta. “Estas cousas diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas” (v.1b). Sete representa a totalidade da perfeição divina, a Sua onisciência e onipresença. Jesus tem o controle de seus mensageiros e as igrejas em sua mão direita. Cristo adverte: “Sê vigilante…” (v.2). Sardes, caiu várias vezes a seu inimigos em guerra. Agora, a vigilância espiritual passou a ser questão de vida ou morte ao restante da comunidade. Havia esperança de salvar alguns ou até em reavivar a Congregação.”Não tenho achado íntegras as tuas obras…”(v.2b). A questão não era a ausência total de obras e sim, a integridade dessas obras. É preciso de firmeza doutrinária e amor leal ao Senhor e a Sua igreja. É muito bom conviver com as bênçãos recebidas do passado e no presente, é preciso valorizar a comunhão especial com Deus servindo ao Senhor (v.3). Percebe-se que no meio de uma Igreja quase morta, o Cristo glorificado, encontrou alguns crentes fiéis, “…que não contaminaram as suas vestiduras…”(v.4). Cada um receberá o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo (2ª Co. 5:10). O julgamento final será individual (Ap. 2:23; 22:12). “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro, da vida…confessarei o seu nome diante do meu Pai e dos anjos”(v.5). Terá vestiduras brancas de pureza e vitória. Somente essas pessoas participarão da grande festa de louvor ao Cordeiro (Ap. 7:9-12). O processo de morte uma igreja pode acontecer lentamente, passando quase despercebido. Jesus, porém, julga os corações e conhece o estado verdadeiro de cada igreja e de cada discípulo. Cristo é Vida! Cristo é a nossa Páscoa!

 

Rev. Mario Ramos