SALVAÇÃO DAS CRIANÇAS  E DOENTES MENTAIS

Nº 259 –  BOLETIM DOMINICAL – 20 / SETEMBRO / 2020

SALVAÇÃO DAS CRIANÇAS  E DOENTES MENTAIS – Mt. 19:13-15; Mc.10:13-16

O Senhor Jesus, deu-nos o exemplo de como devemos considerar as crianças ao rece- bê-las, abençoando-as com a imposição de mãos. Fica claro, a mensagem de que as crianças precisam de proteção dado aos constantes riscos de vida. A UNICEF, a FAO e o Conselho de Padiatria, são unânimes e contundentes, quanto às advertências de protenção das crianças de todas às formas de agressão, violência e exploração. A criança não é futuro, é antes, presente e é real! O plano de Deus é para a família com- pleta. Desde de Gênesis Deus prometeu bênçãos a família e aos filhos (Gn 1:1-3). O apóstolo Paulo, sistematiza a relação da  familia moderna entre pais e filhos, em (Ef. 5:22-33;6:1-4). O profeta Malaquias, 450 anos a.C., profetizou a conversão dos corações entre pais e filhos e vice-versa (Ml.4:6), condicionante às bênçãos na família, na igreja e na sociedade, constando do decálago de Êxodo 20:12. O tema acima é oportuno, deli- cado e dificil. È preciso vê-lo com os olhos da alma e entendê-lo com  “a mente de Cristo”. É fácil crer e admitir a salvação das crianças e dos mentalmente incapazes, à luz da graça e da misericórdia de Deus em Cristo. Porém, necessário se faz aqui algumas considerações bíblico e teológico, quanto a doutrina da salvação. 1) O “vírus” do pecado infectou a todos; 2) Somente Jesus Cristo Redime; 3) Salvação só pela Graça de Deus; 4) Necessidade de arrependimento–confissão de pecados; 5) O valor da fé substitutiva dos pais ou responsáveis das crianças; 6) O Espírito Santo, aplica no coração humano a graça salvadora; 7) A Deus compete: Sabedoria, amor e justiça. Esta salvação é um ato único de Deus. Nada, no homem, concorre ao fluxo da Graça divina. Portanto, não há nenhuma previsão humana ou merecimento nessa salvação (Ef.2:1,8-10). Somos justi-ficados diante de Deus pelo que Cristo fez e sofreu por nós. Jesus nos substituiu na maldita cruz. Nós, que merecíamos está alí, não Ele. Jesus tomou o nosso lugar, Se fez pecador por nós, e recebeu a condenação de morte na cruz por nós. Não podemos negar o fato e muito menos, iludir a nossa consciência da responsabilidade solidária. O nosso castigo eterno, imposto pelo pecado, caiu sobre Jesus. Sendo o salário do pecado é a morte, Ele morreu por nós: “O castigo que nos traz a paz, caiu sobre ele.“ No ato da justificação, os méritos de Cristo nos são atribuídos – por isso somos salvos pela graça, mediante a fé. Aqui surgem as indagações sobre a salvação das crianças e dos mentalmente incapazes. Vejamos: 1) O louvor das crianças é perfeito – Salmo 8:2a e Marcos 10:13-16, a cena é comovente e inesperada: Jesus está no templo curando e ensinando. Surge um grupo de crianças exclamando: “ Hosana ao Filho de Davi… “Este coro, põe nos lábios dos principais sacerdotes, escribas e fariseus, aquilo que seus corações endurecidos resistiam; 2) Jesus aponta às crianças como paradígmas do Reino de Deus em relação aos adultos (Mt.18:3,4; Lc.18:16). Jesus acolheu, abençoou as crianças, repreendeu os adultos ao obstar e disse-lhes:  “Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt. 18:3-4); e quantos aos loucos e aos demais impossíveis aos homens? 3) Na Sião futura haverá um Caminho santo, diz o profeta Isaías, e os mentalmente incapazes andarão por ele, não o errarão – (Is. 35:8). Esta mensagem projeta a era milenar em grandiosas descrições bíblicas, cronologicamente aos juízos do Cap. 34, ao 35:1-7, o povo será salvo e sarado. Cremos que as crianças e os mentalmente incapazes têm direito ao Reino de Deus, devem ser recebidos na igreja de Cristo. Reza nossa CFW: “As crianças que morrem na infância e os mentalmente incapazes de serem externamente chamados ao arrependi- mento e à fé em Cristo são regeneradas e salvas por Jesus Cristo.”  Rev. Mario Ramos