REVITALIZAÇÃO DA THEOTOKOS

REVITALIZAÇÃO DA THEOTOKOS

Celebração à Virgem Maria “Mãe de Deus”.

Acontecerá na Cidade do Rio de Janeiro, nessa semana, mais uma Jornada Mundial da Juventude, atraindo peregrinos do mundo inteiro. O aparato estrutural de locomoção e de proteção do Papa de Roma, já aterrizou em solo brasileiro, trazido pelo avião da FAB, o que significa um alto custo a mais que sai do bolso dos contribuintes representantes de todos os credos. A Jornada Mundial da Juventude é um evento religioso criado pelo Papa João Paulo II, em 1984, que consiste na reunião de milhões de pessoas católicas, sobretudo jovens. O evento é celebrado a cada dois ou três anos, numa cidade escolhida para celebrar a grande jornada em que participam pessoas do mundo inteiro. Nos anos intermédios, as Jornadas são vividas localmente, no Domingo de Ramos, pelas dioceses ao redor do mundo. Durante as JMJ, acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, penitências, momentos de oração, palestras, partilhas e shows. Tudo isso em diversas línguas. Países que já receberam o Evento: Roma, pela primeira vez a Jornada Mundial foi celebrada, no Domingo de Ramos em 1986; Argentina, 1987, os Jovens foram convocados a Buenos Aires; quando o Papa declarou-lhes: “Repito ante de vós o que venho dizendo desde o primeiro dia do meu pontificado: que vós sois a esperança do Papa, a esperança da igreja”. Espanha, 1989; Polônia, 1991; E.U.A, 1993; Filipinas, 1995;  França, 1997; Canadá, 2002; Alemanha, 2005; Austrália, 2008, Espanha, 2011, na cidade de Madrid, o último evento, realizado na praça Cibele, quando o Papa, Bento XVI, anunciou o mega evento católico no Brasil em 2013;  A propósito, Cibele era uma deusa oriental originária da Frígia. Designada como “Mãe dos Deuses” ou Deusa mãe. O seu culto iniciou-se na região da Ásia Menor e espalhou-se por diversos territórios da Grécia Antiga. O culto a Cibele, em Roma, foi introduzido em 245 a.C., tornando-se uma divindade do ciclo de vida-morte-renascimento ligada à ressureição do filho e amante Átis. Na religião politeísta, era comum a figura da deusa-mãe. Esta tradição pagã, estar presente no catolicismo: Foi deificada a Virgem Maria, como sendo a “mãe de Deus”. Este fato histórico tem como berço o Concílio de Éfeso em 431 d.C., quando em meio às controvérsias, foi decretado e consagrado a THEOTOKOS, ou seja, no grego “Theo”, igual a Deus e “Tokos” igual a parto, a que dá a luz, mãe.  Daí a Virgem Maria “Mãe de Deus”. Em relação a este dógma, a teologia romanista não se interessa pelo fator tempo. Ou seja, se a Virgem é a “mãe de Deus”, no tempo Kairós (desde a eternidade) ou no tempo Kronos (nascimento de Jesus). Seja como for, antes do Concílio de Éfeso, não existia a doutrina da Virgem Maria “mãe de Deus”. Até então, não fora introduzido o culto à Maria ou a mariolatria, que é adoração a Maria, a “Mãe de Deus e de todos nós”. Assim posto, estar ao sabor num programa na Rádio Globo, em cadeia nacional, a qual apresenta: Salve, Maria! “Mãezinha Passa na Frente”. Temos por certo que, a presença honrosa do Papa Francisco aqui no Brasil, enquanto Chefe de Estado e autoridade eclesiástica, sem dúvida alguma, merece o nosso melhor acolhimento e respeito. Sabemos, que a sua missão aqui no Brasil, o maior país de expressão católica do mundo, entre os jovens no mundo inteiro não é outra, se não a de REVITALZAR A FÉ NO DÓGMA DA THEOTOKOS. Vemos que a preparação do evento começa-se sempre com a Peregrinação do Ícone de “Nossa Senhora da Sabedoria”, cuja imagem da Virgem Maria, a “Mãe de Deus” é adorada pelas ruas, como ocorreu no Rio Grande do Sul. A parada do Papa na Basílica de “Nossa Senhora da Aparecida” torna-se obrigatória. São os papas móveis, à prova de bala e que garantem não só a proteção do Papa, bem como serve para manter a separação do “Pastor e as ovelhas”, seja nas ruas, nas praças ou nas catedrais. Ficamos à necessidade de respostas dos benefícios espirituais advindos com a visita do Papa tão propalada pela mídia, pelos fiéis e pela própria Instituição. Voltemos nossos olhares aos resultados de sua visita última à Espanha. Passados exatos dois anos, encontramos como lastro deixado para trás um País em recessão, o desemprego atinge a 27% da população ativa no mercado de trabalho e a cabeça do governo enferma pela doença incurável da corrupção. Enfim, toda a Zona do Euro – a Europa, o continente mais visitado pelo Papa desde então, estar de ponta cabeça no que tange a economia, direitos humanos e vida cristã. Isto é bênção ou maldição? Consideramos, e não se trata de intolerância religiosa, de que a Jornada Mundial da Juventude, peregrinando pelo mundo afora, não passa de uma vã e inútil tentativa de vedação desses jovens se rendendo ao Evangelho por toda parte. Temos por certo que o AVIVAMENTO ou a REVITALIZAÇÃO espiritual é obra de Deus. Somente pela Palavra de Deus é que vem o despertamento espiritual.  Avivamento é volta aos princípios bíblicos na vida diária e não sinônimo de doutrinas à margem da história das doutrinas dos Apóstolos. Diz o Apóstolo Paulo: “e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedente da verdade” (Efésios 4: 23-24). Consideramos também, como relevante, o fato de que enquanto acontece à visita do Papa Francisco aqui no Brasil, o maior reduto da religião católica no mundo, simultaneamente, os Papas João Paulo II e João XXIII, foram na última Sexta Feira, canonizados. Apesar de um curto mandato de apenas cinco (05) anos, o Papa João XXIII, foi o responsável pela realização do Concílio Vaticano II, cujas medidas foram a de aproximar a Igreja Católica do povo e suas relações na esfera da ação social. Entendemos o desespero por que passa a igreja romana, em meios às constantes denúncias de pedofilia, corrupção e perdas consideráveis de seus fiéis migrando às Igrejas Evangélicas. Vemos claramente, que tais medidas atendem ao antigo receituário do Concílio de Trento (1545), como uma resposta imediata, hostil e permanente à Reforma Religiosa ocorrida em 31 de Outubro de 1517. Prevemos que esta manifestação de fé romanista caberá tributos com danças, músicas e veneração ao Papa. Prevemos que do Planalto Central, sairá uma aeronave lotada de políticos católicos, não para confissão de pecados, mas para o divertimento, nesta festa pagã. Todos bem instalados e a salvos da indignação do povo, como Zaqueu, no alto das sacadas, varandas e coberturas de seus apartamentos na Av. Atlântica em Copacabana e na Av. Vieira Souto em Ipanema, degustando finos petiscos e bebidas importadas. Enquanto o povo bem abaixo destes, isolados por barreiras de proteção, na areia da praia, famintos, sedentos e sem pastor. Porém, no palco, no altar e no papa móvel brindado, incólume, o desfile do Santo Papa, acenando com a mão àquele gesto tradicional em forma de cruz, cuja mensagem jamais atinge a multidão arrima somente de Deus. O cenário da praia de Copacabana é perfeito, coerente e bíblico: “Vi emergir do mar uma besta, que tinha dez chifres e sete cabeças… dez diademas… nomes de blasfêmias. Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão” (Apoc. 13: 1,11). Prevemos por último, que este cenário perfeito, caiba também, a manifestação popular cívica, ordeira e objetiva para denunciar ante ao “Profeta” de Roma, os pecados produzidos em Brasília pelos seus fiéis catequizados desde a tenra idade nas Basílicas.

Curitiba, 18 de Julho de 2013.

Rev. Mario Ramos – Igreja Presbiteriana Kadosh – São José dos Pinhais/PR