REFORMA PARA ALÉM DOS PÚLPITOS

Nº 171  BOLETIM DOMINICAL- 28 DE OUTUBRO DE 2018

REFORMA PARA ALÉM DOS PÚLPITOS – Romanos 12:1-21

O Presbiterianismo no Brasil e no mundo vai comemorar neste dia 31/10, 502 anos, de Reforma Religiosa. O que temos a comemorar? Será apenas uma Data Histórica? Aonde nos encontramos hoje em relação os ideais da Reforma? Antes de mais nada, é de bom alvitre, deixarmos claro que a Reforma não é um Estandarte exclusivo dos protestantes. Que a Reforma Religiosa do Séc. XVI, jamais se limitou às controvérsias dogmáticas. A Reforma foi sim, um agir do Espírito de Deus na história usando homens e mulheres. A Reforma foi fruto de inspirações nobres e de corações sinceros e apaixonados por Cristo e Sua Palavra. Foi um avivamento espitual pautado no desejo de justiça divina, no resgate da fé bíblica, da pureza da Palavra de Deus e da justiça social. Não mais bastasse à Igreja-Estado acima de tudo e o Deus das indulgências acima de todos! Dizia Lutero em sua Tese, estopim 43: “Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando  ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências”. A Reforma, é a prática de melhorar uma situação existente. Pense nisto: O Brasil, pós-democracia, se tornou num colossal País, no qual, verifica-se, em clareza solar, o fermento religioso sincretista, que pulverizou às doutrinas históricas ao encetar o mundo dentro das igrejas e esta  verberando o Estado na “defesa” da família, da moral e dos bons costumes. Algo patético! Olhando a história da pré-Reforma, da Reforma, e pós-Reforma, vemos que sacrifício, lágrima, dor, oposição, profunda paixão pela Palavra de Deus e aos seus princípios, eram as marcas destes valorosos servos de Deus. Vários homens e mulheres, famílias inteiras desde o Séc. XIV, com profundo espírito cristão, fizeram surgir forte dersejo de reforma dentro da Igreja com consequencias para além dos púlpitos.  A Sé Papal, ambiciosa pela sede de poder, de ser “absoluta” e  de governar religiosa, social, econômica e políticamente falando; negligente, porque os príncípios cristãos de justiça social, de amor, e de direito eram rejeitados. O texto de Rm. 12:1-21, é um forte ROGO de que os ideais da Reforma devem ser perseguidos hoje. Tem que ser assim. Devemos nos engajar nesta luta. Qual tem sido a sua apologia à fé cristã e à Palavra de Deus? Esta foi atitude de Lutero, Calvino e tantos outros servos de Deus. Sejamos conscientes da dimensão pública da fé cristã na arena pública.Rev. Mario Ramos

 

Rev. Mario Ramos