QUE ELE CRESÇA E QUE EU DIMINUA

Nº 267 – BOLETIM DOMINICAL- 30 DE MARÇO DE 2014

“…QUE ELE CRESÇA E QUE EU DIMINUA”  – João 3:22-36

 O Teólogo Fenelon, assim fala sobre a humildade: “A humildade é o caminho em que por ele descendo, nos conduz às alturas”. A grande cidade de Jerusalém recebera Jesus com frieza e desconfiança. Jesus resolve, pois, afastar-se para o interior da Judéia com os seus discípulos e, pelas mãos destes, batizar os que aderissem ao seu ministério. Nesta oportunidade, o brilho intenso do ministério do Senhor Jesus, começa a obscurecer o grande profeta João Batista. Mas, este longe de sentir-se enciumado, pelo contrário, cheio de alegria, podia dizer: “Convém que Ele cresça e que eu diminua”. (V.30). João revela que o seu ministério estava relacionado diretamente  a misericórdia de Deus. “O homem não pode receber cousa alguma se do céu não lhe for concedido” (v.27). Este último testemunho de João sobre Jesus Cristo é fundamental, pois, ele, João, deixa definitivamente claro aos Judeus de que ele, João Batista, não era o Cristo. (v.28). João, pelo contrário, em sua humildade declara, a superioridade de Jesus e do seu ministério. João cheio de alegria e de convicção assevera que a salvação é um assunto para ser decidido enquanto vivemos. Pois o Evangelho anuncia: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que todavia  se mantém rebelde, a ira de Deus” (v.36). Veja que a expressão “ira de Deus” significa o  juízo, visto que Deus é amor, mas também é justo (Jo.3:18). Portanto, o último verso deste texto colaca-nos diante de uma escolha. Ninguém pode permanecer neutro diante da realidade das Boas Novas de salvação em Jesus Cristo. Jesus é o amor de Deus encarnado e oferecido a todos nós. Verdade é que Jesus, enquanto o nosso substituto na cruz, satisfaz a justiça de Deus. Sendo Jesus a nossa propiciação. Pelo viés da Justiça, a qual Jesus, conquistou na cruz, é-nos imputada como um dom da salvação aos que creem no Filho de Deus e em sua obra redentora. Desta forma, todos nós somos justificados pelo sangue de Cristo e reconcliados com Deus (Rm. 5:1-12). Sendo assim, se O recebemos, temos a vida eterna. Se, entretanto, O rejeitamos, só nos aquarda a morte e o juízo final. A decisão é do homem, de cada um pessoalmente. O Que Deus tinha de fazer, já foi feito. “Enviou o seu Filho ao mundo…” (Jo. 3:16).      Rev. Mario Ramos