POR QUE ORAÇÃO E AÇÃO?

BOLETIM DOMINICAL – 02 DE SETEMBRO 2012

POR QUE ORAÇÃO E AÇÃO? (Nee. 4:9-15)

A oração sem a ação é como na língua portuguesa uma oração sem o sujeito da ação. Ou ainda é como uma moeda de apenas uma face, portanto, sem o seu real valor. Esta dicotomia, oração-ação, é na vida do verdadeiro cristão uma obrigação. Precisamos aprender a orar avaliando e considerando as situações, da mesma forma como precisamos aprender a agir, orando. Se o orante não pretende agir para que orar? E mais, para Quem orar? A oração precisa estar associada diretamente a ação correspondente. A oração é fruto da fé, e esta sem as obras é morta! (Tg. 2:14-22). Assim como a fé, a oração é também consumada na ação ou nas obras. Dentre todos os personagens bíblicos é Neemias o nosso maior exemplo de quem orava agindo. Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles.” (Neemias 4:9). O contexto deste versículo é a restauração dos muros de Jerusalém, onde em dado momento, eles estavam sofrendo pressões e um possível ataque para que esta obra não terminasse. E, neste momento, Neemias faz o que todo cristão deve fazer em momentos de dificuldade: ele orou, buscou a Deus, e agiu! Nenhum outro personagem na Bíblia aparece mais vezes orando do que ele. Ao mesmo tempo, pouquíssimos personagens bíblicos demonstram ser tão elaborados em seus planos e determinados em suas ações como ele. Neemias é um exemplo perfeito de como devemos e podemos integrar a oração à ação, bem como a ação à oração. Desde o primeiro momento em que Neemias recebe informações sobre a cidade de Jerusalém, ele passa a orar, conforme o primeiro capítulo de seu livro. Quatro meses depois, na presença do rei, quando questionado sobre a preocupação que transparecia em seu semblante, Neemias ora e apresenta um detalhado plano de ação ao rei. O que Neemias havia feito durante os quatro meses anteriores? Ele havia orado, avaliando e considerando possibilidades. Por outro lado, quando Neemias já se encontra no meio da execução do plano de reconstrução dos muros, ele se depara com adversidades. Mais uma vez, busca alternativas que conciliavam a oração com a ação (Neemias 4.9). Diante das escolhas a serem feitas e das necessidades que apareciam, Neemias procura sempre considerar as possibilidades e tomar as melhores decisões – sem, no entanto, deixar de reconhecer sua dependência de Deus (Neemias 4.13-14). A certeza de que o Senhor está no controle de todas as coisas e de que nossa capacitação vem dele não pode nos conduzir a uma atitude de passividade para com as decisões e ações em nossas vidas. E nada justifica o cristão a falta de ação! Rev. Mario