POR QUE O DÍZIMO?

POR QUE O DÍZIMO?

 Leitura Bíblica: Malaquias 3: 10 -12

 “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro,… provai-me nisto, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não vos derramar sobre vós bênção sem medida. Por vossa causa repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra… Todas as nações vos chamarão felizes…”                 

A palavra “dízimo” quer dizer, “décima parte”, ou seja, (10%) de alguma coisa. As palavras usadas no A. Testamento: “Asar” indica “dez” a raiz original desse termo significa: “acumular”, “crescer”,” ficar rico”. A outra palavra é: “ Maaser, quer dizer: “décima parte”. No Novo Testamento: “Dekatóo”, significa: “dar uma décima parte” ou “dizimar”, e a palavra “Dekáte, “décimo”. Na Bíblia, o dízimo foi instituído como uma condição básica, para o fiel revelar ao Senhor, quando dizimar, sua fidelidade, amor e lealdade. É verdade, que o dízimo, também demonstra fé, amor e gratidão à medida que o dizimista consagra e devolve a Deus os 10%, daquilo que o próprio Deus o concedeu. “Das tuas mãos to damos”. A prática do dízimo é mais antiga do que quando aparece no Antigo Testamento. Os povos mais antigos já praticavam. O dízimo foi introduzido na Comunidade Judaica, no início da história relatada em Gênesis nos tempos de Adão. Vemos que os seus filhos Abel e Caim cultuavam  e apresentavam suas ofertas a Javé ( Gên. 4:4-5 ). Abrão o patriarca da fé, praticava a fidelidade na entrega dos dízimos ( Heb. 7:2 e 9). Seu neto Jacó, a 2200 anos a. C., mostrava a virtude da fidelidade a Deus na devoção dos dízimos e na perpetuidade deste princípio vital na relação espiritual e que tinha resultado direto na sua vida material (Gên. 28:18-22). Certamente, ainda no Egito, como escravos, os Judeus jamais se descuidaram do consagrado ritual de celebração dos dízimos. Percebe-se que o Dízimo, até aqui, ainda não tinha sido estabelecido por Lei, mediante Moisés. Quando da libertação do cativeiro egípcio, o povo Hebreu, separado para servir a Deus com exclusividade, recebeu através de Moisés, no Monte Sinai, às Leis, e agora como nação santa, tinha este Instituto Consagrado – o Dízimo, por força de lei, para por princípio litúrgico-adoracional, revelar fidelidade a Deus, sendo desta forma, sustentado pela obediência (Lev. 27:30-34). O dízimo no Antigo Testamento, foi  condição para se avaliar o grau de fidelidade bem como, a medida de bênção na vida de cada fiel. No dizimar, havia fartura e solidariedade nos proventos (Deut. 12: 17-19). Havia também, o lugar determinado e o dia certo para entregar os dízimos (Deut. 12: 11-14). Os profetas do Antigo testamento, proclamavam em todas as épocas com advertências a necessidade da constante fidelidade nos dízimos a Deus (Amós 4:4). No Novo testamento, o dízimo permanece atendendo aos mesmos princípios e finalidades do Antigo Testamento. O Senhor Jesus assegura, que os crentes na era do Novo Testamento, devem ter motivos  maiores na fidelidade, pois estes, se encontram debaixo da graça superabundante de Deus (Rom. 5:18-21). Jesus não somente reiterou o ensino sobre a fidelidade dos dízimos, como ele mesmo praticou  (Mat. 22: 15-22 ). O Senhor Jesus, fez questão de observar a atitude de uma pobre viúva que aparece para adorar e dizimar, como sendo exemplo digno de fidelidade, amor e fé. Ela entregou do pouco que tinha o seu tudo (Luc. 21: 1-4). Esta pobre viúva, foi elogiada por Jesus. Ao longo da história do nosso cristianismo, sempre existiu e ainda existem cristãos fiéis testemunhando a bênção de ser dizimista. São pessoas que descobriram o caminho fácil à prosperidade pela fidelidade na entrega dos dízimos. Aqueles 10% uma vez consagrados e devolvidos a Deus, acabam por atingir a parte retida dos 90%, com o milagre da multiplicação. Dizimar é investir na poupança divina. Ninguém é mais rico e fiel como é o nosso Deus. Assim, as janelas do Céu são abertas e bênçãos são derramadas. É assim, que o “devorador” é repreendido por Deus, para não tocar no nosso sustento e patrimônio (Mal.3:10-12 ). Assim, passamos a viver como verdadeiros mordomos sempre abundantes e suficientes  2ª Cor. 9: 6-15). Pense Nisto! Faça prova de Deus na sua fidelidade nos dízimos (Sal. 34:8). Se você já é fiel dizimista sabe por que continuar. Se você é dizimista às vezes, experimente a vida de fidelidade. Se você ainda não é dizimista, procure a oportunidade em sê-lo e faça prova de Deus (Mal. 3:10). Se você é apenas ofertante, não ganha salário fixo, faça de coração e com alegria (2ª Cor.9:6-9). Saiba porém,  ao dizimar e ou ofertar, primeiro examine a si mesmo, peça perdão a Deus dos seus pecados e ao próximo e, depois apresente e consagre o dízimo e ou a oferta no altar( Mat. 5:22-24). O lugar próprio da entrega é na Igreja onde você freqüenta e é alimentado com a Palavra de Deus (Deut. 12:11-12). A administração dos recursos é feita pelo tesoureiro eleito anualmente no Conselho. À arrecadação e a contabilização tem a participação dos diáconos a cada culto. Uma Comissão de Exame de Contas é nomeada anualmente pelo Conselho para o acompanhamento e a prestação de relatório ao Conselho e este a Igreja. O balanço físico e financeiro de cada mês é demonstrado no quadro de avisos em local visível aos contribuintes. A marcha dos dízimos acontece dominicalmente, dentro da liturgia, no momento do ato de consagração. Se você deseja conhecer melhor sobre a doutrina do dízimo, na biblioteca de sua Igreja encontra: “Mendigo Jamais”, “O Sentido Ético do Dinheiro”, “O Dízimo”, “Uma vez Dizimista…”entre outros.

Lembre-se: Assim como a mãe alimenta a seus filhos; sua Igreja busca lhe dar o melhor do sustento espiritual. Sua Igreja tem objetivo definido de maior investimento com projetos de vidas. Sua Igreja deseja a quantidade e a qualidade. Sua Igreja tem propósito de expansão ministerial. Sua Igreja depende de sua fidelidade e de sua vida abençoada para servir a Deus e ao próximo. Sua Igreja acredita no Deus da providência. Sua Igreja confia e espera pela sua consagração e colaboração na obra e no crescimento do Reino de Deus. Sua Igreja conta com a resposta do seu grande amor e compreensão na salvação e transformação de vidas. Ser fiel dizimista é ser um descendente de Abraão, amante e defensor da Palavra de Deus. Ser fiel dizimista é prova de uma vida abençoada e abençoadora. Ser fiel dizimista, é ser um bom crente presbiteriano cumpridor dos seus deveres, e ciente dos seus direitos.

Testemunho de dizimistas:

Irmã Rosa: “Sempre fui dizimista. Não saberia servir a Deus, se me faltasse à fidelidade do dízimo”;

Presidente da Colgate: “O prazer de ser dizimista é tão grande; que por vezes, entrego os 90%, e fico com os 10%”;

Presidente do Bradesco: ”O meu Banco é a maior prova daquilo que Deus é capaz de fazer na vida do fiel dizimista”;

Para Pensar e Refletir:

“Quem não é fiel a Deus no pouco que manda o dever; não pode esperar dEle o necessário para se viver”.

Textos sobre o Dízimo e a oferta:

Gên. 14:29; Gên. 28:22; Lv. 27:32; Nm. 18:21; Nm. 18:24; Deut. 12:17; Deut. 14:22; Deut. 26:12; 2ª Cro. 31:05; Ne. 10:37-38; Am. 4:4; Mal:3:10-12; Mat. 23:23; Luc. 11:42; Luc. 18:12; Heb. 7:2; Heb. 7:5; Heb. 7:9; oferta, Gên. 4:4; Êx. 22:29; Êx. 25:2; Lv. 1:2; Nm. 31:50; Deut. 16:10; 1º Rs 3:15; Sal. 20:3; Is. 66:20; Ez. 44:30; Dan. 9:27; Am. 5:22; Mal. 1:10; Mal. 3:3; Mat. 2:11; Mat. 5:23; Mc. 7:11; Luc. 21:4; At. 21:26;

Nós precisamos de Dizimar e de Ofertar…sua Igreja conta com sua generosidade…e o Senhor, espera de você a fidelidade.

 

Curitiba, PR – 10 de Abril de 2016.

 

 

Rev. Mario Ramos                                                   Jair Ribeiro de Souza

Pastor Presidente                                                    Tesoureiro da Igreja

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