PÉRGAMO: UMA IGREJA ENTRE A PROMESSA E O TRONO DE SATANÁS

 

ANO VI – Nº 135 – BOLETIM DOMINICAL – 10 DE ABRIL DE 2011

 

PÉRGAMO: UMA IGREJA ENTRE A PROMESSA E O TRONO DE SATANÁS (Ap. 2: 12-17)

“Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido,… uma pedrinha branca … um novo nome…”. 2:17b). Inicio esta mensagem perguntando: Você está indo ao encontro da sua pedrinha branca? Pérgamo, uma cidade a 70 km ao norte da Turquia. Ela possuía uma das maiores bibliotecas com 200.000 volumes. Era a cidade do papel, ou do pergaminho, que vem do nome da cidade. Era fabricado com pele de bode, de carneiro ou de outro animal. Era a capital do império romano, na província asiática. Era o centro do culto a Roma e ao imperador. Havia ali o templo a Esculápio, o deus da cura. O paganismo era tão devastador em Pérgamo, que Esculápio era chamado de “salvador”. Já o culto ao imperador visava à unificação cultural e política de povos tão heterogêneos. Havia a obrigação de adorá-lo, afirmando: “CESAR É O SENHOR”. Para o cristão, só JESUS CRISTO É O SENHOR E O SALVADOR. Daí a Declaração do Cristo Ressurreto: “ Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás”…(v. 13a). Qual é o sentido desta declaração? Havia em Pérgamo, vários altares dedicados a deuses pagãos. No alto da colina de quase 300 metros foi construído um altar de 14 m. de altura, com uma enorme estátua de ZEUS, de frente ao altar da deusa ATENAS. O trono de Satanás seria aquele altar. Contudo, o Cristo glorificado que tudo sabe e tudo vê disse: “… sei que ainda não negaste a minha fé, ainda nos tempos de Antipas, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita” (v.13b). Antipas foi o Bispo de Pérgamo, designado por João. Ele foi acusado por não adorar aos ídolos e nem de se render à “divindade do imperador”. Pelo testemunho de sua fé em Cristo, Antipas foi arrastado até ao Governador para negar a sua fé a Cristo. Mas Antipas, não decepcionou o seu Mestre e por isso foi lançado na fogueira. Para os cristãos primitivos, ser testemunha ou mártir era exatamente a mesma coisa, não havia diferença. A Igreja não pode de forma nenhuma ser conivente com o mal, o erro, o pecado. Em Pérgamo, havia os que sustentavam a doutrina dos nicolaítas. Enquanto a Igreja de Éfeso, odiava as obras dos nicolaítas (v.6). Esses agentes representavam as doutrinas de Balaão. Eles eram extremamente permissivos quanto às práticas éticas e morais pagãs. Ou seja, que os cristãos deviam se adaptar aos usos e costumes do mundo. Por este motivo o Cristo Ressurreto adverte: “…arrepende-te” (v.16). O arrependimento sempre será a palavra última de Cristo à sua Igreja. Haverá sempre a oferta do perdão e da reconciliação. Estes elementos são vitais na aliança entre Deus e o seu povo. Daí deriva a promessa do Maná, da pedrinha, do novo nome (v.17b). O maná quer dizer a suficiência de Cristo para a vida do cristão (Deut.8:3). A pedrinha imboliza a absolvição do pecado em Jesus (Rm. 8:01), como era de costume entre os jurados indicarem com a pedrinha branca a absolvição do réu. A promessa desafia a nossa consciência cristã. “O vencedor herdará estas cousas, e eu lhe serei Deus e ele me será filho” (Ap. 21:7).

 

 

 

Rev. Mário Ramos