PÉRGAMO: ENTRE SANTOS E PROFANOS

Nº 186  BOLETIM DOMINICAL- 17  DE MARÇO DE 2019

PÉRGAMO: ENTRE SANTOS E PROFANOS – Apoc. 2:12-17

O café quando misturado ao leite, os dois assumem um novo sabor e desta forma, perdem o paladar original. O mesmo se dá em relação à vida secular e espiritual. O profeta Ezequiel já denunciara na sociedade Israelita nos Caps. 22 e 23, o show religioso confuso, entre “santos” e “profanos” dentro da Casa de Deus (Ez. 22:26-31). Porém, condenavel. É visivel esta mesma relação na maioria das igrejas brasileiras, a qual, amiscuiu-se a política pelo viés neoliberal, neopentecostal e neoconservador de estirpe americana. O atual cenário político,econômico, social, cultural e religioso, nos remete a Pérgamo. Esta cidade da Ásia, é uma das mais importantes, célebre pelo pergaminho, de onde veio o seu nome. Ali jazia uma biblioteca com mais de 200 mil volumes. Ali fora a capital do reino Selêucida uma das divisões do Império de Alexandre. Sob o domínio dos reis atálicos, Pérgamo tornou-se uma cidade de templos, colégios, e palácios reais. Estas informações históricas nos leva a compreender o conteúdo desta Carta. O Cristo glorificado denuncia esta cidade/igreja como sendo o lugar do “trono de Satanás”. Isto em face a variedade de altares dedicados a deuses pagãos. Ali estava o altar da deusa Atenas. O trono de Satanás seria aquele altar. Ali havia tambem um templo luxuoso dedicado a Esculápio: o deus da cura, onde médicos e sacerdotes se confundiam. O paganismo, o sincretismo e o misticismo era de tal ordem que Esculápio era chamado de “o salvador”. Ora, sabemos que só a Jesus Cristo cabe este nome (Apc. 1:4-8). Somente Cristo é o Senhor, por isso, diz Ele: “Conheco o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás”, referindo-se ao culto ao Imperador Cesar. Jesus conhece como ninguém o coração de suas ovelhas, assim como a “sua fiel testamunha Antipas” (v.13). Este provavel presbítero assim como Policarpo de Esmirna, foi matirizado pela fé em Jesus, diante do trono de Satanás. Pérgamo sustentava a doutrina de Balaão (Apoc. 2:14). Balaão foi um “profeta” que agia como um feiticeiro. A cena se repete hoje com adivinhos, videntes, exorcitas, curandeiros e impostores. Um certo espiritismo “evangélico” amalgamado. A Igreja de Cristo não pode de forma nenhuma ser conivente ou pusilânime com o mal, o erro, o pecado e os desvios da Palavra de Deus e dos ensinos apostólicos. O Cristo Ressurreto no meio do Seu Candeiro, condenou ainda a doutrina dos nicolaítas (At.6:5),cujo ensinos eram prejudiciais a fé cristã e sendo permissivos quanto às práticas éticas e morais pagãs. Os “santos” e “profanos” em Pérgamo se confudiam no seu sabor, pois, não se percebia o paladar original. O Cristo glorificado assegura ao fiel: um nome novo gravado na pedrinha branca como selo da coroa da vitória (Apoc. 2:17). Cristo tem uma expectativa em relação a mim e a voce. Quando aceitamos a Jesus como nosso único e suficiente Salvador Ele nos dá muitos tesouros – a paz com Deus, a certeza da Salvação, e a vida Eterna. “Sede Santos…” Rev. Mario Ramos

 

Rev. Mario