OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Nº 71 – BOLETIM DOMINICAL- 18 DE SETEMBRO 2016

OS DONS DO ESPÍRITO SANTO  – I Cor. 12:1-11

Se a Igreja tem ministérios, os crentes Têm Dons. O Dom espiritual é uma dádiva divina. Quando somos convertidos, no ato da regeneração recebemos o Espírito Santo, com o qual, somos batizados em Cristo, num só Corpo. Se o Dom vem de Deus, o talento por sua vez é de origem pessoal e racional – nasce com a pessoa, mas que pode e deve ser aperfeiçoado na graça de Deus. Ao analisarmos os dons espirituais, devemos considerar a fonte motivadora do dom e não apenas o fenômeno em si. Há que levar em conta também o propósito do dom. O dom visa à unidade e a edificação da igreja – o Corpo de Cristo. Os dons visam ainda à glória de Deus como o seu fim útil. Os dons são como as ferramentas para o serviço de Deus e não como medalhas para a ostentação. Quanto mais aparente é o Dom, mas humilde precisa o crente. Isto é evitar o perigoso e condenável  “orgulho espiritual”. Quando tratamos de qualquer matéria teológica com base em Coríntios, precisamos lembrar que, o contexto desta Igreja, era o paganismo, misticismo e ocultismo – sincretismo religioso. Era uma Igreja carnal na Grécia e Corinto na época. “ Quando éreis gentios, deixáveis conduzir-vos aos ídolos mudos, segundo éreis guiados” (v.2). Em alguns aspectos havia até a semelhança entre o que acontecia na Igreja de Corinto com o uso dos dons ao que se verificava nas religiões dos misticismos e ocultismo. Por isso, a advertência do Apóstolo quanto ao uso legítimo e sincero dos dons espirituais. Nós acreditamos na contemporaneidade dos Dons espirituais; ou seja, de que eles são válidos e úteis ainda hoje como estar na Palavra. Porém, em nome destes dons, vemos o quanto falta compromisso com a Palavra e sobra  distorções no meio evangélico. Seguindo a orientação apostólica, devemos ter todo o cuidado nesta seara. Vemos “profecias”, “línguas estranhas”, “milagres”, “sinais”, “danças”, “tombos” e outros elementos da fenomenologia que nada acrescenta à igreja e muito menos contribui com a sua unidade e edificação. Sabemos que tais abusos não podem invalidar a igreja na busca e no uso diligente dos dons conforme as três listas de dons na Bíblia como em I Cor. 12: 1-11;  Rm. 12: 3-8; e Ef. 4: 7-16. Mas o Dom supremo é o amor. Sendo este o dom superior aos demais. Praticai-vos! (I Cor.13).    Rev. Mario Ramos