OS ABSURDOS DO EVANGELHO

Nº 252 –  BOLETIM DOMINICAL 26 DE  JULHO DE 2020

OS ABSURDOS DO EVANGELHO   –  I Co. 1:18-31

“Que farei de Jesus, chamado Cristo?” (Mt.27:22). Este foi o drama, a síndrome e a fadiga crônica, que sem poder falar, lavou as mãos. Pilatos, um homem cruel, pusilânime e indefinido. “E daí?…seja Deus verdadeiro,e mentiroso todo homem…” (Rom. 3:3,4) É má coisa não escolher o bem logo no princípio, mas é pior não mudar mesmo depois. Cristo é o Evangelho, a Palavra encarnada! O Evangelho, tal como empregamos hoje, significa a mensagem anunciada pelo cristianismo. Na literatura grega, “evanggelion”, designa a recompensa dada a alguém pela entrega de boas notícias. Mais tarde, veio a significar as Boas No-vas em Cristo, que Deus cumpriu as Suas promessas e Seu plano eterno (Ef.1), enviando o Seu Unigênito Filho ao mundo para resgatar e salvar a todo aquele que nele crê (Jo.3:15-21). Quem crê em Cristo tem a vida eterna. Não entra em Juizo. Passa da morte para vida (Jo.5:24). Quem rejeita Jesus ou se mantem indiferente, não tem a salvação. Quem crê, confessa; e só quem confessa crê (Rm. 10:9-11). Não há lugar para discípulos secretos:ou voce é ou não é. Não existe “quase” ou “meio” cristão. O Evangelho só será boas novas se chegar a tempo e de forma correta. Os  absurdos do Evangelho estão na pauta judicial da plausibilidade da soberana vontade de Deus. A decisão divina é teratológica (absurda) e vinculante a Cristo, os profetas, os apóstolos e a igreja (Sujeito ao Pacto da Antiga e Nova Aliança),vale dizer, adstrito à previsão  (Lei e Graça), a Predestinação/preordenação de todas cousas em Cristo. “de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as cousas, tanto as do céu como as da terra;” (Ef.1:10). Os absurdos do Evangelho, não combinam com um evangelho “idiotizado”, infantil e imaturo, qual seja, a própria negação do Reino. D. Bonhoeffer, em cristianismo a-religioso diz:”Jesus Cristo é o centro, é a força da Bíblia, da Igreja, da teologia, e tambem da humanidade, da razão, da justiça, e da cultura. Tudo deve retornar a Ele e só sob a Sua proteção pode viver”. Assim, ao consideramos o Tentatêuco, necessário se faz, a hermenêutica reformada, “orare et labutare” (oração e ação) no estudo diligente do texto e do contexto histórico na sua interpretação (J. Calvino). Os aparentes absurdos dos eventos históricos e odiendos  do Pacto da Lei, têm como principal lição ensinar ao povo de Deus o dever-ser pela fé, confiando em Suas promessas, para poder avançar e alcançar à terra da promissão. Revela ainda a incredulidade; a recusa da promessa; o pecado dos líderes e do povo em geral; a disposição desta idolatria; o fracasso de Israel como nação eleita, a inclusão dos gentios, por fim, a promessa do Messias-Cristo. Ora, Paulo diz que: “a lei nos serviu de aio-serviçal até nos conduzir a Cristo (Gl.3:24-25). Considerando o Cristo total, descobrimos na encarnação o amor de Deus por sua criação; na crucificação, o juizo de Deus sobre a carne; na ressurreição, a justiça e vontade de Deus sobre o mundo. O Evangelho é justiça e juízo (Mc.16:15-16) Enfrente os absurdos pela fé!  “Que farei de Jesus, chamado Cristo?” Qual é sua resposta?  Rev. Mario