O ZELO DA TUA CASA ME CONSOME

Nº  89  BOLETIM DOMINICAL- 05 DE MARÇO DE  2017

O ZELO DA TUA CASA ME CONSOME – João 2:12-25

A indignação do Senhor Jesus e  sua conduta de enfrentamento diante da profanação do templo,  não poderiam sair por menos.  “Tendo feito um azorrague (chicote) de cordas, expulsou a todos do templo,…” (v.15a.) Jesus teve uma crise de ciúmes de santidade pela casa de Deus. “…O zelo da tua casa me conssumirá”. (v. 17 e Sl. 69.9). Este fato sórdido de profanação do templo, era rersultado direto da falência religiosa e espiritual dos Judeus. O contexto político, econômico, religioso e moral são determinantes à decadência em qualquer sociedade. A história revela que repetidas vezes, o povo de Deus, se afastara do Senhor em flagrante desobediência, caindo nas ciladas do diabo e nas mãos ímpias. O período anti bíblico foi o de terra arrasada,  de obscurantismo e silêncio. Foram 500 anos perdidos. Apenas sofrimento, destruição e desesperança. O povo Judeu sempre demonstrou ser de dura cervis e tardo em aprender as lições deste padecimento na história. Nos dias de Jesus, Israel vivia sob o poder do império romano. Era apenas uma colônia. A cidade de Davi – a terra prometida, se resumiu numa Palestina escravizada. O judaismo como a religião oficial estava com os seus dias contados. As autoridades religiosas, a casta sacerdotal, tratavam de seus próprios interesses. O Senhor Jesus os via como inimigos e traidores do Seu povo. Neste sentido, Jesus era visto pelo sistema dominante, como um legítimo revolucionário político e perigoso. Os interesses pessoais das elites opressoras, somados a ganância dos líderes religiosos, não permitia ver na Pessoa de Jesus, o Messias de Deus e o Redentor profetizado. Vemos em nossos dias, de igual forma, com  tamanha indignação, a profanação da casa de Deus, que campeia pelo mundo afora.  A religião tornou-se sinônimo de corrupção. A igreja de Jesus, uma impresa que verbera o poder político, econômico e midiático. Pastores, Bispos, Apóstolos e Sacerdotes, todos coronéis de “Deus”, dominadores de ovelhas e senhores de redis, que detenham a propriedade religiosa como moeda de troca. A mesma profanação do templo de Jerusalém, se dá com a privatização de templos e até de igrejas, pertencentes aos seus “donos”. Além do mais, até entre nós históricos, se verifica a imprudência, a negligência e a omissão, no tocante ao Zelo pela casa de Deus. Jesus é o Senhor do templo, da igreja, da cultura, da arte, da política e do mundo. Rev. Mario Ramos