O TROPEÇO DOS DISCÍPULOS

Nº 282 – BOLETIM DOMINICAL- 13  DE JULHO DE 2014

O TROPEÇO DOS DISCÍPULOS – João 6:60-71

Vimos na pastoral anterior que a cena foi de murmuração entre os Judeus. Desta feita, o tropeço dos discípulos tem o seu lugar por falta de firmeza de fé entremeados com medo e incertesas. A narrativa fala: “muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com Ele.” A palavra discípulos aqui é abrangente, ou seja, vai além de aprendiz (os doze), são aqueles e aquelas que seguiam a Jesus. Estes eram numemrosos, porém, pouco profundos na fé. Para estes, Jesus era apenas um bom profeta, realizador de milagres, curas, ou um lider político disposto a desestruturar a ordem dominante. Eram crentes intelectuais de um lado; e do outro, crentes mais interessados pelas coisas materiais, do que propriamente, aquilo que o Messias representava como Redentor da humanidade caída. Todavia, os verdadeiros crentes permaneceram com Jesus e confessaram: “Tu tens as palavras da vida eterna”. O motivo que justificou o afastamento dos discípulos incrédulos está no discurso de Jesus (v. 60). Outras verdades ditas por Jesus que eles não puderam ouvir foi sobre o “subir” (v.62), quando Jesus faz referência sobre à ressurreição, subir dentre os mortos, como à sua ascenção, subir dentre os homens para o seu lugar de origem, o céu. Percebe-se que as palavras de Cristo são espirituais e transmitem vida aos que creêm nas suas palavras (v.63). Percebe-se que só Jesus pode dar a vida eterna, Deus não força a vontade humana (vs.67 e 68). Percebe-se que a esta altura do ministério público de Jesus muiltidão O seguiam. Com discurso realista, centrado na Missão do Messias e de como Ele nos vê, e do que Ele espera de nós como seus discípulos hoje, o Mestre filtra a multidão com suas palavras. Resultado: 1) Muitos O abandonaram – tiveram medo daquilo que é real – diante do primeiro sinal da cruz; 2) Um O traiu – Foi Judas Escariotes. Não creu em Jesus – não O abandonou simplesmente, mas O vendeu por trinta moedas de prata, ou seja, transformou Jesus em lucro material. E hoje? Pare e pense!; 3) Alguns ficaram. Creram que Jesus era o santo e Filho de Deus – o Messias. Vale a pena ficar e pemanecer com Jesus, mesmo que não possamos entender tudo o que Ele disse, fez e até ensinou. A nossa fé em Jesus deve ser pró-ativa. A partir de Jesus, devemos sem medo, confrontar toda sorte de interpretação seja no Antigo Testamento ou no Novo Testamento. Tendo Jesus por nosso paradígma, precisamos de controntar e extair a verdade verdadeira, diante dos pressupostos entre fé e razão. Crendo e confiando o tempo todo na Graça de Deus, temos o dever, de polverizar a nossa fé cristã, pelo que a ciência nos desafia. Precisamos reter a nossa fé inabalavel na Palavra de Deus e no Deus da Palavra, enquanto, nos permitimos a contextualizar de forma obetiva, encisiva e clara a transmitir ao homem moderno, as Boas Novas de salvação.                   Rev. Mario Ramos