O SILÊNCIO NO CÉU

Nº 196 –  BOLETIM DOMINICAL – 26 DE MAIO DE 2019

O SILÊNCIO NO CÉU – Apoc. 8:1-6

Vimos que entre a abertura do sexto selo e do sétimo há um interlúdio. O Cordeiro vai abrir o sétimo selo. Com o abrir do sétimo selo vem a segunda série de julgamentos – as sete trombetas.  O primeiro gesto do céu é o silêncio reverente, pesado e grave. Por quê houve o silêncio no céu de apenas meia hora? O que aconteceu? E o que irá acontecer? A visão de João no Céu, está em execução aqui na terra na consumação do presente século (Apoc. 1:19). O Deus, Todo-Poderoso permanece no Seu trono. O Cordeiro/Messias, os quatro seres viventes, os 24 anicãos, miríades de miríades de anjos, os mártires, todos, permaneciam calados e estupefatos na expectativa do que sobrevinha ao mundo em Juízo. Foram 30 minutos, que pareciam intermináveis, de silêncio opresssivo no céu, como se esperassem “a gigantesta detonação”. Prevaleceu a calma ante a tempestade. Ó comentarista e exegeta bíblico R. H. Charles escreveu: “ As necessidades dos santos significam muito mais para Deus, do que toda a salmódia do céu.” A idéia é linda, é magnifica, é esperançosa: silencia a música celestial, para que Deus possa escutar, as orações dos seus humildes servos (v.4). Houve  uma grande e insana  perseguição. Muitos foram martirizados pela sua fé audaz. Houve muita lágrima e muito sofrimento. Os que vieram da grande tribulação comparecem na presença do Senhor com vestiduras brancas e com palmas nas mãos. A cena descreve sete anjos em pé, diante de Deus, com as sete trombetas. Sete, é um número cabalistico. Muito usado no Apocalípse. E o número completo, porque é resultado da soma do número da terra, os quatros cardeais, com o número três, da trindade. Eis que surge um outro anjo e fica em pé  junto o altar com um incensário de ouro na mão. Ele vai queimar muito incenso, símbolo das orações dos santos (Apoc. 5:8). É bom lembrarmos que o altar do incenso ficava no lugar Santo, junto à entrada do Santíssimoo Santo dos Santos (Lv. 16:12 e Nm. 16:46) Lembrem-se que Nadabe e Abiú, os dois filhos rebeldes de Arão, puseram o lenho na fervura, ao apresentarem  o fogo estranho no altar do Senhor. Não era atribuição deles. Foram esses consumidos por um incêndio (Lv.10:2). A cena a seguir é fruto das orações respondidas num contraste imenso. O anjo tomou o incenso, encheu-o de brasas vivas do altar e o atirou do céu até à terra. A imagem é extraída de (Ez. 10:2 e reflete (Is. 6:6). As orações dos santos provocaram a ira de Deus sobre aqueles moradores da terra que as fizeram sofrer. Cuidado quando voce faz sofrer o ungido do Senhor, ou um dos humildes servos de Deus. Quantos crentes estão constantemente em oração, quantas famílias inteiras de joelhos, quantas assembléias em intercessão. A oração que move o mundo é a mesma que provoca a sua transformação. Não há nenhuma oração que se extravie, mas todas estão guardadas para aquele Dia. Mesmo no silêncio do céu, há um Deus que age e opera. Rv. Mario Ramos