O SERMÃO DO MONTE

Nº 152 –  PASTORAL – 17 DE JUNHO DE 2018

O SERMÃO DO MONTE – Mt. 5:1-16

Vamos refletir sobre o Reino de Deus ou Reino dos Céus, no uso devido de Mateus, o qual, escreve aos Judeus, declarando ser o Cristo o Messias prometido. A questão de fundo é o Reino e a sua Constituição, ou seja, as leis e as regras de comportamento dos seus súditos. Segundo o Senhor Jesus, nessa “basiléia”, do grego coinê, “reino, governo e domínio”, não há lugar para: Espiritualidade aparente, religião como sombra da realidade, culto indevido a pretexto do divino, religiosidade e carnalidade, legalismo em vez de amor responsivo a Deus e ao próximo e cristianismo sem Cristo. O Reino de Deus, tem estrutura simples, clara e definida. Os cinco discursos ou sermões de Jesus assim o estebelece. Razão porque, este sermão da mantanha é universalmente conhecido, lido e obedecido. “…e ele passou a ensiná-los, dizendo:” (vs. 2). “Os bem- aventurados…”, os que receberiam e se constituiriam o Seu Reino. Ao narrar o batismo de Jesus, Mateus nos dá conta da tomada de consciência messiânica de Jesus: a hora é chegada! O momento de agir é agora. É tempo de iniciar a sua cruzada – seu caminho para a cruz e para a glória – Ele foi impulsionado pelo Espírito. Jesus é o cabeça federal, desse Reino. Jesus enfrenta as tentações, o tentador, supera e suplanta os obstáculos, sem jamais retroceder. Jesus rejeitou os “métodos” e saídas que consideravam opostos à vontade Deus. Se alguém se propõe a levar cabo uma tarefa importante e significativa, precisa de colaboradores – daqueles que se somam e que trabalham juntos – colabodores, daí a chamada e a escolha dos doze. Para que os colaboradores executem bem as suas tarefas, eles precisam ser treinados. Assim, no Sermão do Monte, bem como nos demais sermões, Mateus nos mostra Jesus dando instruções aos seus discípulos. O expediente prático dos súditos do Reino contém: as bem-aventuranças, ensinos sobre o carácter do cidadão do Reino, o testemunho cristão, a relação entre o Evangelho e a lei (5:17-48), sobre a caridade, oração e jejum (6:1-18), exortação contra preocupações mudanas (6:19-34) relacionamento com o próximo (7:1-12), a chamada do eleito (7:13-23), aceitação ou rejeição do Evangelho (7:24-27). Rev. Mario