O ROLO DOCE- AMARGO

Nº 200 –  BOLETIM DOMINICAL – 23 DE JUNHO DE 2019

O ROLO DOCE- AMARGO – Ap. 10:1-11

Em 15/08/1805, em pleno verão romano, o jovem Simón Bolivar de apenas 22 anos de idade, fez o histórico juramento do Monte Sacro, como se fosse um “anjo” hipotecou a própria vida pela libertação e independência da opressão esponhola, por um novo mundo. A cena apocalíptica, nos revela entre o soar da sexta e da sétima trombeta um interlúdio, que compreende Caps. 10,11:14, com duas visões de consolação. Vimos que no interlúdio do Cap. 7, pôs no acrópole os 144 mil seledos, e a segunda, os remidos da Grande Tribulação. O vidente João, de igual forma, estar diante de outro interludio no Cap. 10, que revela duas visões: a do Anjo forte com o livro-rolo e as duas testemunhas Cap.11). Naquele instante solene, o Anjo forte ergue a mão direita para o céu, atitude de quem fará um juramento – e, de fato, jura. Jura pelo Eterno, e Todo-Poderoso, de que – “…Já não haverá demora.” Esta palavra é fiel. Esta palavra é grata. Esta palavra transmite confiança, paz e esperança (v.6). O livrinho é aberto. Os sete trovões, o ato simbólico de medir o santuário, o testemunho sobre dois mártires da fé, e então, o sétimo anjo tocará a sua trombeta que fala de juízo e tambem de triunfo. Aguarde! A descrição da figura do anjo forte, lembra, um pouco, a descrição de Jesus glorificado (Ap.1:12-16). Eu, sugiro, que não tome esta interpretação literária como sendo a melhor. Existem anjos de muito poder. O que anunciou a sentença final de Babilônia por exempllo (Ap. 18:1) Este anjo parece ser da mesma categoria e autoridade de (Ap. 5:2). A expressão “outro anjo” (7:2; 10:1) não pode referir-se a Cristo. Os anjos têm um papel fundamental no grande julgamento final. Alguns anjos são revestidos de magestade e autoridade quase divina. Cremos que o “anjo forte” do nosso texto, é de grande elevada categoria por sua misão de anúncio do juízo e ainda, tambem de misericória. Esse anjo jurou pelo Senhor, isto é, por alguém superior a ele mesmo. Portanto, essa teofania (anjo), não era o Senhor, mas Jesus é o Senhor, Criador dos céus e da terra – junto com o Pai (Col.1:12,16; Jo. 1:1-4). “E tinha na sua mão um livrinho-rolo aberto” (v.2) Em contraste com o livro fechado e selado do (Cap.5), era um livrinho, pequeno, pois tratava apenas de uma porção do programa de Deus. Aquele referente após a 7ª trombeta, que na toada do juízo se cumpriria. “E pôs o seu pé direito no mar, e o esquerdo sobre a terra” (v.2). O ato de tomar posse e domínio do lugar (Deut. 11:24; Jos. 1:3; Sal. 8:6). Toda a terra pertence ao Senhor (Sal. 24)). “E clamou com grande voz, como quando brama o leão” (v.3). Não se trata de grito de angústia ou temor, mas um brado de poder, de vingança sobre seus inimigos, os quais, por um tempo, usurparam o poder sobre a terra. “Tomei o livrinho e o comi” (v.10). A cena é apresentada de forma mais elaborada em (Ez. 2 e 3). Ali o profeta come o rolo doce-amargo, no qual enche o seus intestinos. Há um total assimilação do assunto para melhor ensinar e advertir o povo. Rev. Mario