O QUE É JUSTIFICAÇÃO

BOLETIM DOMINICAL- 17 DE MARÇO DE 2013

O QUE É JUSTIFICAÇÃO (Rm. 5:1-11)

“Logo, muito mais agora, sendo justificado pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (vs.9). O crente não é justo e sim, justificado; não é santo e sim, santificado; não é perfeito e sim, aperfeiçoado. Ele nasce pecador mas é redimido por Jesus Cristo. Ele não nasce filho de Deus e sim, é feito filho de Deus. Todas essas graças de Deus no homem é resultado dos méritos de Jesus Cristo. O nosso Deus é o Deus “de toda graça (I Pe. 5:10). A graça de Deus é a tônica da Sua relação com o Seu povo. Tudo que temos, somos e seremos, é pela graça (I Co. 15:10). Abraham Booth Diz: “A graça de Deus está fundamentada na obediência perfeita e meritória de Cristo”. Afinal, o que é justificação? Diz o Dicionário Aurélio: “Justificação é a passagem, sob o influxo da graça divina, do estado de pecado para o estado de graça, ou estado de justiça”. Este tema é central no ensino da Reforma Religiosa do Séc. XVI. Somos salvos, não pelo o que fazemos, mas pelo o que Cristo fez por nós; salvos pela graça de Deus mediante a fé em Cristo, e não pelas obras (Ef. 2:8-9). É inacreditável, que a 1.100 anos, dos Séculos V ao XVI, a justificação pela fé foi sepultada e esquecida. Ensinavam os romanistas, que a salvação era conseguida através das obras realizadas pela pessoa, e mais ainda, que as obras de cristãos já mortos poderiam ser transferidas aos vivos, o que se chamava de indulgência e pela qual se pagava com dinheiro. Era uma forma mirabolante, de se comprar o perdão dos pecados e de se alcançar a justificação, enquanto isso, a igreja Romana enchia os cofres públicos de Roma. Nas Escrituras, aprendemos que Deus chama os homens ao arrependimento mediante a pregação do Evangelho e, livre e soberanamente, os justifica. Na justificação Deus perdoa os pecados e aceita o pecador como justo. Esta ação de Deus justificando os homens, não decorre de coisa alguma que tenhamos feito, mas, tão somente aquilo que Cristo fez por nós. Isto, tambem ensianva João Calvino, ao contrário de Armínio, que dizia que aos homens, cabe uma contribuição na salvação, modelo ensinado pelos Evangélicos de 2ª e 3ª ondas, bem como as demais seitas. Qual é a base da justificação do pecador diante de Deus? Vimos que alguns diziam se tratar de boas obras; outros moderninhos, ensinam  crer na fé, como a base. A Bíblia, entretanto, diz que é a graça, ou seja, a base da nossa justificação é a justiça de Cristo que nos é imputada (Rm. 5: 7-9). Portanto, se as boas obras pudessem nos justificar diante de Deus, Cristo teria morrido em vão; estaríamos falando de au-justificação. O pecador seria o autor de sua própria salvação. Porém, somos salvos pela graça e justificados pela fé em Cristo, para então, e só assim, praticar as boas obras.        Rev. Mario Ramos