O PAPEL DA IGREJA E A POLÍTICA

BOLETIM DOMINICAL – 07 DE OUTUBRO 2012

O PAPEL DA IGREJA E A POLÍTICA – Rm. 13:1-14

 A postura a-política da igreja foi formulada a partir de conceituações equivocadas sobre o seu papel no seio da sociedade. Historicamente, a experiência negativa da relação “igreja-estado” a partir do 3º Sec. d.C. fez com que a igreja perdesse a sua razão de ser. O seu papel missionário de pregar o Evangelho de Cristo tornou-se uma justificativa para a expansão política do império. Desde os tempos de Cristo quando o Império Romano subjugava o mundo de então, a Palestina que vivia em constantes revoltas internas na sua política, precisava de “algo novo” capaz de mudar a vida das pessoas. João Batista, profeta do deserto, foi capaz de tornar-se um dos mais ferrenhos críticos do sistema governante da Palestina. Havia alguns grupos políticos na época, os quais desenvolviam um tipo de política atrelado à religiosidade, especialmente, ao judaísmo. Os herodianos, que tinham no rei Herodes, descendente de Esaú, rei da Judéia, a esperança de mudança. Os Saduceus, constituídos por membros da aristocracia sacerdotal e por pessoas leigas, mas que tivessem possessões. Os Farizeus, um partido separatista. Seus membros não se misturavam com o povo.  Os Zelotes, que também eram constituídos de legalistas quanto à lei de Moisés, que tinham uma característica revolucionária em termos de política. Os Essênios, partido que abrigava os chamados alienados, excluídos da sociedade. Levavam uma vida de reclusão, uma vida monástica no deserto, com uma idéia de purificação social. Bom, tal constatação vai explicar entre outros motivos, a Reforma Religiosa do Séc. XVI. A Reforma, nos legou entre outros “primados”, a separação entre “Igreja-Estado” ou seja, a igreja não se intromete nas cousas do Estado e nem este na vida da igreja. Pela nossa Constituição Federal, o Estado é Laico. Contudo, na condição de cristãos e cidadãos, temos o direito e dever seja sobre o ponto de vista bíblico e Constitucional, a participação na política votando e sendo votados. Há uma tremenda necessidade do cristão vocacionado e preparado para assumir a política brasileira. A exemplo dos Americanos,  que dos 44 Presidentes da Nação,  36 foram protestantes, sendo 10 deles, Presbiterianos. Aqui no Brasil, o único Presidente Protestante, foi o Café Filho, presbiteriano, de Natal, político ético, jornalista e advogado, Dep. Fed. de 1934/45, e vice Pres. de Getúlio Vargas. Com a morte de Getúlio, assumiu a presidência de 1954/55. O papel da igreja é a evangelização do pecador. O papel dos cristãos é ser sal da terra e luz do mundo, na sociedade, na família e na política. Vamos às urnas! Ore, vote e participe!              Rev. Mario Ramos