O LIVRO DO JUÍZO E NÃO O DA VIDA, NO CÉU

Nº 192 BOLETIM DOMINICAL- 28  DE ABRIL DE 2019

O LIVRO DO JUÍZO E NÃO O DA VIDA, NO CÉU – Apoc. 5:1-14

“Dígno é o Cordeiro, que foi morto.” – Só o Cristo Ressurreto tem a chave para “…abrir o Livro celestial e de lhe desatar os seus sete selos – Ele é o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi…” (vs. 2,5). Segue a Cena celestial nos Caps.4, e 5. Paradoxalmente, o Cordeiro tem o semblante de quem está morto. Mas eis que vive. Ele venceu a morte, tem autoridade e poder para tomar o livro e abrir-lhe os sete selos. Os “chifres” simbolizam a onipotência; e os “selos” a sua onisciência. Vemos em cartaz neste Cap. 5, a combinação entre a humilhação e a morte de Cristo e a glória e majestade de sua ressurreição. Estará presente a profecia e a interpretação pentecostal pré-milenista dispensacionalista? O Anti-Cristo dominará parcial na terra por pouco tempo (Jer.30:07)? Haverá sete anos cronológicos (Dn.9:26-27)? Deus tem um Livro em sua mão. É o livro das pragas e dos juízos que virão sobre a terra nesta época terrível da ira de Deus. “Disse-me um dos anciães – Não chores” (v.5) O choro é pela criação afastada de Deus, porque serão consolados (Mt. 5:4). O sistema mundano aflige todos os dias a alma do justo – o consumismo, consome; o secularismo, despoja o espiritual; as obras iníquas, afetam os justos, como Ló  (2 Pe. 2:7-9). Toda espécie de corrupção, mata. No dizer do pai da sociologia moderna, Florestan Fernandes: “Contra as ideias da força, a força das ideias!”. Para Platão:”os homens tinham-se tornado mais baixos do que os animais mais vis.” Tais perfídias humanas, estão encetadas no livro do juízo, por dentro e por fora. São tantos, que quase não sobrou espaço nos papiros. Os eventos descritos nos pergaminhos e Targuns proféticos, desmentem a voracidade do niilismo. Não se engane! Cristo é Deus conosco, jamais um delírio! (Ap. 4:11; 5:9-13). “A música no céu”, (vs.8-9), A música ouvida, ou percebida na sintonia da adoração universal, entre os quatro seres viventes, e os vinte e quatro anciãos. É a adoração da Igreja completa, judaica e gentílica, na harmonia dos quatro Evangelhos. Finalmente, toda a criação/redimida (Rm.8:21-23,) se une na universal adoração ao Cordeiro (vs.8-13). Voce verá até o Cap. 11,  que todas as coisas criadas no Céu e na terra obedeceram e executaram as ordens desse Leão chamado Cordeiro (vs. 5,6), para arrancar a terra da mão de Satanás, ao toque da Sétima Trombeta (11:15,17). “ E veio, e tomou o livro da dextra do que estava sentado no trono” (v. 7). A figura do trono de Davi, nas profecias é o Trono sempterno do Messias por seu tríplice oficio: Profeta  Sacerdote e Rei – reinante a partir do coração dos verdadeiros cristãos, ou da Igreja fiel e verdadeira, pelo: – “o Evangelho”, “as Ordenanças” e “ o Culto público. (CFW 25.3-4). “Dígno é o Cordeiro” (v. 12b). A pré-existência e imanência de Cristo, reivindica na sua obra redentora consumada a justiça e o juízo do Senhor sobre o Céu e a terra (Jo.1:1-34). O Cordeiro foi morto e ressuscitou. Ele venceu a morte e está vivo. Cristo no trono tem o Livro da Vida e do Juízo.    Rev; Mario

 

Rev. Mario