O CRISTO REDENTOR: EVANGELIZAÇÃO, CULTURA E ARTE

VI – Nº 230 –  BOLETIM DOMINICAL – 23 DE FEVEREIRO 2020

O CRISTO REDENTOR: EVANGELIZAÇÃO, CULTURA E ARTE – Êxd. 31:1-11

Para cumprir sua função de Igreja, expressão de Comunidade transformadora, é preciso neste Terceiro milênio optar pelo caminho divino da teologia holística ou integral. Aquilo que está relacionado à teoria segundo a qual o homem é um todo indivisível. A missão da Igreja precisa contemplar o homem do Séc. XXI, em sua plenitude: necessidades físicas, psicológicas, psiquicas e espirituais. Além disto é preciso apresentar ao mundo não a apenas algumas partes do Evangelho, mas todo o Evangelho. Foi o Pácto de Lausanne em 1974, que em especial, fez-se a elaboração de uma proposta de missão integral. O Evangelho  exige hoje uma análise diacônica e sincônica numa abordagem multidisciplinar. Diz Jeová: “enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência, e de conhecimento, em todo artifício.” (Êxd. 31:3). Como cristãos, entendemos que Deus é o maior Artista do universo (Sl.104), abudantes textos, apresentam a criação e sustentação do universo como manifestação da arte divina. Paulo em (Ef. 2:10), diz que os salvos pela graça são “feitura”  (poema) de Deus. Tanto a salvação como a cultura e a arte são “dom” de Deus. Diz Tiago:” Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes…” (Tg.1:17). Comentando sobre a arte nas Escrituras, o Dr. Calvin Serveeld diz que os artistas da Bílbia “…cantavam com júbilo ao Senhor e louvavam o nome de Deus com a obra artística das suas mãos, sem medo de violar o mandamento do Sinai que poibia a manufatura de imagens tolas que pudessem levar o povo à idolatria”. Na mesma linha da tradição teológica reformada, diz o teólogo  Abraham Kuyper: ”…que a arte tem tarefa mística de trazer à mente dos que crêem em Cristo uma ideia sobre a beleza perdida (no Éden) e o brilho perfeito que há de vir (no novo céu e nova terra). A conversão deve incluir, tambem a cultura e a arte. Um artista (a)  que se converte a Cristo deve utilizar sua cultura-arte no serviço de Cristo. É importante resgatar a prática da cultura e da arte, dom de Deus, para a glória de Deus. A  missão integral ao homem integral HOJE não se pemite a demonização da cultura que alguns evangélicos e até entre alguns históricos fazem quando ensinam que toda e qualquer cultura e arte são demoníacas. Quem assim faz dá ao diabo mais importância do que ele merece. A graça de Deus, é mais poderosa que toda a força do diabo, para redimir a cultura e a arte para o serviço do Senhor.  A renascenca  (Séc. XIV) foi sim a base providencial pelo Cristo Redentor, para a eclosão da Reforma Protestante. Os líderes da Reforma ensinavam que se podem classificar os elementos da cultura, em geral, em três categorias: O que é bom, o que é mau, o que é neutro. Aplicando este princípio protestante à cultura e a arte, pode-se dizer que há manisfetação culturais e artisticas que são santas, outras que são malígnias e outras tantas que são apenas neutras. As manifestações artísticas continuarão no céu (2 Pd. 3:13). F. Schaeffer: diz; “A arte não pára na porta do céu”. Por favor, leia Calvino e a arte, 2 Vol. Pg. 31/14 – As Institutas.   Rev. Mario