O APOCALÍPSE

O APOCALÍPSE

AS SETE CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA MENOR

  1. Uma síntese bem apertada a título de Introdução ao Estudo as Sete Cartas às Sete Igrejas.
  2. Do Autor: Sabemos que o autor de todos os livros da Bíblia é o Deus Espírito Santo. No entanto, Deus se agradou em usar homens para este mister (2 Pe. 1:21). Deus trabalha junto com o homem. O homem coopera, Deus opera! Para nos trazer a revelação apocalíptica, o Espírito de Deus usou um ancião (Presbítero), chamado João, o conhecido como o “Apóstolo do amor” (Jo. 13:23-25).
  3. Do Nome: “A REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO…”

Com estas palavras João inicia o livro do Apocalípse (1:1). Como nos outros livros da Bíblia ( Gn; Nm; Pv; Ecl.´; Etc..), o livro Apocalípse adquiriu seu título do primeiro versículo. No nosso caso “Revelação, ou Ato de Fazer Conhecido“. Certamente o Apocalípse não é um enigma sem solução, para a Igreja do Senhor, desprezar, mas a REVELAÇÃO de Jesus Cristo, em que Ele nos revela muitas coisas práticas e indispensáveis em todas às épocas e lugares.

  1. Do Tempo do Cumprimento:

Nós seres humanos temos a mania de querer enquadrar as coisas de Deus dentro de nossa lógica e tempo. O nosso subjetivismo tende a submeter a Deus aos nossos caprichos. Os estudos das profecias não escapam a esse desejo humano. Precisamos examinar as Escrituras porque nelas está revelada a Vida Eterna. Elas testificam de Jesus Cristo (Jo. 5:39).

 

 

  1. A Quem Essa Revelação?

João a dedica às Sete Igrejas que estão na Ásia Menor (1:4). Por ordem superior (do Senhor – 1:1). Há uma hierarquia celestial neste processo revelacional da Consumação de todas as coisas – Deus, O Pai entrega ao Filho; o Filho, transmite ao Anjo; o Anjo, comunica a João; e João, entrega aos servos do Senhor em suas Igrejas. Portanto, estas Sete Igrejas (Éfeso, Smirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadéllfia e Laodicéia), localizam-se na Província da Ásia Menor, elas são o alvo desta saudação e dedicação. Mas, porque se menciona apenas as Sete Igrejas? Jesus andava somente entre as Sete Igrejas? Jesus tinha em sua dextra (mão direita) somente as Sete Igrejas da Ásia? Jesus se comprometeu apenas com estas Sete Igrejas? Não havia também a Igreja em Colossos, e a de Hierápolis, na Ásia? Não estão incluídas outras Igrejas do mundo? A reposta, estar na simbologia e numerologia Judaica –  é que se usa o número (7) como em noutros lugares do Apocalípse como: (7 estrelas, 7 selos, 7 chifres, 7 olhos, 7 trovões, 7 cabeças, 7 anjos, 7 taças, 7 trombetas, 7 montes etc.), para significar a perfeição e a plenitude do Deus Tri-Uno ou Trindade.

 

  1. Saudação: Graça e Paz Seja Convosco: (Apoc. 1:4,5)

João Saúda essas igrejas, as quais representam a Igreja de Jesus Cristo, de todos os tempos e lugares, incluindo, a Igreja Presbiteriana do Cajú. A saudação, é feita em “nome daquele que é, e que era e que há de vir e também dos 7 Espíritos que estão diante do Seu Trono; e da de Jesus Cristo que é além da fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra. Aquele que nos ama e nos lavou em seu sangue dos nossos pecados.” Vemos aqui a Trindade presente: o Deus Pai; o Deus Filho, e o Deus Espírito Santo.

  1. As três Divisões do Livro do Apocalípse:

Uma coisa que pretendemos que fique claro neste Estudo de Apocalípse é a DIVISÃO do Livro em três (3) Partes. No Capítulo (1:19), está estampado claramente esta divisão. Vejamos então:

I – Que tens visto –            (Capítulo 1);

II – E as coisas que são       ( Capítulo 2 e 3 );

III –  E as que depois destas hão de acontecer  (Cap. 4 a 22);

I – A primeira parte do livro fala-nos das cousas que João estava vendo no momento: A visão do Cristo Ressurreto e Sua Glória  Cap. (1);

II- A segunda parte do livro trata das cousas que são, isto é;  A Igreja no presente (Cap. 2 e 3). Logicamente esta mensagem as Sete (7) Igrejas da Ásia Menor NÃO PODEMOS NEGAR,  que a mensagem abarca todo o período da NOVA DISPENSAÇÃO da Graça Eficáz (Jesus) até a Consumação dos Séculos;

III- A terceira divisão do livro, de 4 a 22, é a parte PROFÉTICA, é introduzida por uma vislumbrante visão de Deus, como o Grande Rei, assentado no Seu Trono no céu e rodeado por inumeráveis seres celestiais. Esta 3ª parte, trata-se das coisas do FUTURO, vale dizer, preste bem atenção, aqui NÃO se trata mais do Cordeiro de Deus, na qualidade de Salvador e sim; do grande Rei – o Messias, em juízo, sobre a terra. Este momento apocalíptico a missão não é Redentora e sim; da 2ª Volta do Senhor (Parousia), portanto, de Juízo sobre as nações ímpias e rebeldes. A questão sobre a Redenção dos Judeus incrédulos na tribulação ou a Salvação Escatológica, esta perfaz, também o Juízo ( Cap. 6). Vale afirmar que a partir do Capítulo 5 a Igreja do Senhor já fora ARREBATADA. É bem verdade, que este FUTURO escatológico, já começa a se confundir com o nosso presente.

  1. Um Panorama do que há em comum sobre as Sete Igrejas, antes mesmo, adentrarmos, a sua consideração nesta revisitação ao passado/presente/futuro, extraindo às preciosas lições ao presente:
  • A todas as Igrejas, são dirigidas “ao anjo da Igreja” – Hoje Servo ou Pastor;
  • Jesus Cristo afirma a cada Igreja: “Eu conheço” as tuas obras, se por um lado, é angustiante aquilo que o Senhor vê em nós; por outro, é tranqüilizante ao cristão consciente de suas obras saber que este Jesus é Deus presente e fiel;
  • A todas as Igrejas tem uma palavra de louvor ou uma de censura – excetuando as Igrejas de Esmirna e Filadélfia;
  • Cristo lembra as Sete Igrejas quanto a Sua Vinda e o pode acontecer com a conduta da própria pessoa;
  • A cada Igreja é repetida: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas”;
  • Há abundantes promessas asseguradas àqueles que perseverarem até ao fim – aos vencedores.

 

 

 

 

 

MENSAGEM A IGREJA DE ÉFESO

(Apoc. 2: 1- 7)

  • O PRIMEIRO AMOR:

Éfeso, é aquela a Igreja Autêntica, mas sem amor (deixaste o teu primeiro amor (Apoc. 2:4).

A Igreja de Éfeso era, das Sete (7), a mais próxima de Pátmos, onde João recebeu as sete mensagens. Éfeso era a principal das Sete (7) províncias chamada a Ásia, província romana do tamanho, aproximadamente do Estado do Ceará. Ali havia o templo de Diana, uma das sete (7) maravilhas do mundo. Ali o Apóstolo Paulo enfrentou centro ativo do ocultismo, da magia negra e da religião sacredotal de Sevas, portanto, início das missões transculturais, multiculturais, tendo por base a vida sócio-política e econômica, em processo de globalização religiosa. Veja que Satanás sempre esteve vivo, ativo e solto neste planeta terra, realizando os seus “milagres extraordinários”, razão, do confronto violento com o Apóstolo do Senhor à serviço do Reino de Deus no mundo dos gentios. (Atos 19). Foi em Éfeso que João, nos últimos anos da sua vida, escolheu como o centro da sua obra e regência do Bispado na região. Foi ali, talvez, que Maria, a mãe de Jesus, acolhida na casa deste Apóstolo, morreu. (o dógma da “assunção ou da dormição” – de Maria, mãe de Jesus, pelo Papa Pio XII, em 01/11/1950, é uma heresia. Assim, como o dógma da Theotókos – mãe de Deus e rainha do céu – no 1º Concílio ecumênico de Éfeso em 1431 é igualmente, uma heresia. A morte de Maria até hoje não foi dogmatizada. Éfeso atualmente é somente um sítio arqueológico – uma região em ruínas.

 

  • UMA IGREJA PROVADA E APROVADA:

As provações e sofrimentos criam oportunidades para que a fidelidade a Cristo se manifeste. Os “falsos apóstolos“ são postos à prova e achados mentirosos. São igualmente reprovados os nicolaítas, movimento herético e divisionista liderado por um certo Nicolau (possível ex diácono) de Atos 6:5, por sua liderança – os quais representavam uma tendência gnóstico – libertina nas igrejas de Éfeso (2:6) e Pérgamo ( 2:15).

 

  1. As verdadeiras Igrejas estão à dextra, (mão direita) de Deus, em cuja mão está o teu fôlego de vida (Dn. 5:23). De cuja mãos estão os meus e o seus dias ( Sl. 31:15). Cristo anda no meio dos castiçais. Jesus nunca pára de trabalhar (João 15). A igreja de Éfeso tinha um ponto positivo: Não podia sofrer os maus, (maus crentes), que eram posto à prova (2:2). Esta Igreja trabalhava bastante, parecia haver uma fé operante, uma programação vasta, mas isto só não vale nada sem amor.
  2. Efeso e o amor perdido: Aquele 1º amor, que precisa ser ofertado e não para ser exigido (v.4). O próprio João diz que não ama não é de Deus ( I Jo. 3:10). O Senhor então recomenda: “Lembra-te, pois donde caíste e arrepende-te…” Quais seriam as características de ter deixado o 1º amor?
  3. Os que sentem a Deus só exteriormente, formalmente;
  4. Os que sentem a Deus interiormente, mas, vivem somente, em função da fé nas experiências pessoais e não buscam o crescimento no conhecimento da Palavra e na Graça.
  5. Os que buscam o poder divino em função do autodomínio porém, não se comprometem com este mesmo poder na transformação da sociedade;
  6. Os que sem temor, ao pecar em coisas consideradas insignificantes como: mentir, fraudar, cobiçar, oprimir, sonegar, corromper e ser corrompido, indiferença e insensibilidade para os pobres, etc…
  7. Os que nada sentem ao ausentar dos cultos e a negligência dos meios de graça – os Sacramentos;
  8. Os que não se esforçam para levar o próximo a Cristo;
  9. Os que voltam ao convívio dos descrentes e comunga com este naquilo que é contraditório a conduta do cristão;
  10. Os que não mais se sacrificam em prol da causa de Cristo;
  11. É quase certo que a igreja, ou crente, que gosta de discutir doutrina já deixou o 1º amor. Ter firmeza doutrinária para a perseverança da fé e maturidade cristã é preciso, mas ser dogmático-fundamentalista é prejudicial.

 

  1. ARRENPEBDE-TE E PRATICA AS PRIMEIRAS OBRAS:
    • – O CRISTÃO DESVIADO:

Ele já foi cristão; já pertenceu a uma igreja. Hoje ele é desviado do Evangelho e um fugitivo da família da fé, ou é, apenas um “congregado”, o periférico. A Palavra de Deus prescreve quatro passos com respeito a esta situação. O remédio é amargo mas, fará muito a alma:

  1. Lembra-te de onde caíste;
  2. Arrepende-te;
  3. Levanta-te;
  4. Tem bom ânimo;
  5. Volta à prática das primeiras obras – ou seja, as vividas no primeiro amor.
  6. CONCLUSÃO:

 

Esta é a mensagem conclusiva a Igreja de Éfeso. O verdadeiro arrependimento (Metanoia), sempre conduz a uma vida de restauração, de renovação e de recomeço e de boas obras (Dan 4:27; Mt. 3:8; Atos 26:28 etc.) Quando não, vem uma terrível advertência – “tirarei do teu lugar castiçal” (v. 5). Qual será o mistério de Igrejas que não mais ardem com o fogo divino e não mais iluminam os arredores da igreja, da família e da sociedade com a glória dos céus? Ou, por que será tanto “fogo” estranho diante de Deus, por seus falsos crentes e profetas? São estes os “Nabades e Abiús” os filhos rebeldes de Arão ? (Lev. 10). É possível que Cristo já removeu o castiçal deles. Deus aborrece dos Nicolaítas (v.6) que é sinônimo de imorais, e seguidores das doutrinas de Balaão que ensinou a Balaque a pecar e a lançar tropeço diante dos filhos de Israel (Nm. 24 e 25). Mas Deus tem um prêmio ao vencedor: Este comerá da árvore da vida (V.7). São duas classes: a dos vencedores e a dos vencidos (2Pe. 2:20) Aos vencedores será concedido o anelante desejo de comer da árvore e viver eternamente.

Que o Senhor nos dê a Graça Maravilhosa que plenifique a minha vida,  e a minha igreja.

Espero que você tenha ouvidos abertos e o coração pronto a obedecer à voz de Deus.

No amor de Cristo Jesus!

 

 

 

2ª CARTA – MENSAGEM A IGREJA DE ESMIRNA

A Igreja Fiel e Perseguida: Ap: 2: 8-11

“Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap. 2:10).

  1. Uma Breve Visão Panorâmica:

A 2ª mensagem, a mais resumida das sete Cartas, foi dirigida a Igreja de Esmirna, cidade opulenta, próspera e dissoluta. É a única das sete Cidades que permanece até hoje, com grandeza que tinha no tempo João. Economia: Seu porto marítimo cerca de 56 km ao norte de Éfeso. Hoje Esmirna é a principal cidade da Turquia. Religião: Era um centro do culto imperial de Roma. A Igreja sofreu ali uma forte oposição por parte dos Judeus, que com o intuito de condenar à fogueira Policarpo, Bispo do lugar, se uniram aos pagãos. “Tereis tribulação de 10 dias.” (v. 10). Frase esta que pode se referir a um período de 10 dias ou de dez períodos de perseguição, no tempo de Nero ou reinado de Diocleciano. Ministério: Esmirna era o Centro e o lugar do martírio de Policarpo (Presbítero), que fora separado para o ministério pelo Apóstolo João.

  • QUEM FALA É JESUS CRISTO – O Cristo glorificado tem a preeminência e a primazia na Sua Igreja de todos os tempos (v. 8). Quem fala é Jesus aquele que é “de eternidade a eternidade” (Sl. 90:02); Aquele que “é o mesmo ontem hoje, e eternamente” (Heb. 13:8). O Senhor continua a falar hoje e conforta esta Igreja perseguida com o seu próprio testemunho. Isto diz “aquele que foi morto e reviveu”.
  • SOMENTE JESUS CONHECE TODAS AS NOSSAS TRIBULAÇÕES (v. 9) Não somente sabe de todas que sofremos, mas é Ele que nos concede padecer por Ele (Fil. 1:29). Antes de qualquer outra finalidade, a provação tem o seu efeito pedagógico cuja destinação é o amadurecimento do crente e a idoneidade da própria Igreja (Rm. 5:3-5);
  • ÉS POBRE, MAS TU ÉS RICO (v.9). Jesus foi pobre. Ele não tinha sequer onde reclinar a sua cabeça. Ele sabe quando nos falta o pão. A pobreza da Igreja de Esmirna era ainda acentuada no meio duma cidade rica e florescente.   (Cristãos ricos em tempos de fome) –  Livro – (Ronald J. Sider). Note o contraste entre a Igreja de Esmirna e de Laodicéia. Esmirna era pobre (mas rica); Laodicéia era rica, mas pobre, cego, nu e miserável). Ou seja, a Igreja de Laodicéia ajuntava tesouros para si e a de Esmirna era rica para com Deus. (Lc. 12:21). Comparemos ainda, ( Lc. 12:33-34; Tg. 2:5);
  • NEM TODOS SÃO JUDEUS, AINDA QUE OS DIGAM. (v.9)

Eram Judeus de nascimento, mas, espiritualmente eram “Sinagoga de Satanás”. O judaismo, seja ele ortodoxo, conservador ou liberal, é mais atraente à carne do que a simplicidade da fé no Senhor invisível; uma religião terrestre e mecânica é mais atrativa aos frios espirituais do que uma vida celestial na terra. Cuja às experiência vêem da fé; e não, fé nas experiências pessoais. Cuja autoridade é centrada a fé; e não, a fé centrada na autoridade – Fé reformada Séc. XVI;

Portanto, este tal fervor do  conservadorismo às tradições da moral, da cultura e dos costumes judaicos, tão divinizado nas igrejas, hoje, como exemplo de cristianismo e devida cristã é perigoso e falso. Este povo “escolhido“ é inimigo declarado de nosso Jesus de Nazaré, o Messias de Deus – o Enviado – o Libertador e o Redentor de novas vidas. Garante o Apóstolo Paulo (Rm. 2:9)

“Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, do Judeu primeiro, e também do grego.” São eles inimigos do Evangelho, continua Paulo:  “Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa;…” (Rm. 11:28);

5- A IGREJA IDÔNEA E DESTEMIDA – “Não temas!” Esta palavra de Consolo e de encorajamento é proclamada  na sua Bíblia 365 vezes; uma para cada dia. Portanto nada tema das coisas que hão de padecer (v.10). Jesus não nos promete isenção de sofrimentos, de dores, de angústias e de choro e de lágrimas. Mas ao contrário diz o Mestre: “No mundo tereis aflições”. O verbo está no plural. “Aflições”. A isso, porém, acrescentou Jesus: “Eu venci o mundo” (Jo. 16:33). Aleluía! Jesus venceu o mundo; portanto, os homens não podem perseguir mais do que Ele, na sabedoria divina e no amor leal infinito, permitir ( I Cor. 10:33);

6 – IGREJA, EIS QUE SATANÁS LANÇARÁ ALGUNS (v. 10) Isto faz lembra as palavras de Jesus em outra ocasião; “Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo” (Lc. 22:31).

 

7- A IGREJA FIEL ATÉ A MORTE  (v. 10). Isto significa: “Sê fiel até ao martírio”. O testemunho fiel a Jesus requer por vezes até a própria vida – a morte. Leia as “Catacumbas de Roma” – Benjamin Scott);

A Bíblia aqui não ensina “Sê fiel até o dia da sua morte”, mas “Sê fiel até morrer, se necessário for”, no caso pelo martírio. Todos os Discípulos de Jesus foram martirizados, exceto João. Portanto, eles sequer, conheceram o Apocalípse. Enquanto você está tendo este privilégio de examinar as profecias do fim dos tempos. Igreja Presbiteriana do Caju, é portanto, bem-aventurada. Glorifique a Deus pelo privilégio. Cresça na graça e no conhecimento.

A Palavra de Deus não se preocupa muito com a morte física porque quem estar em Cristo  já “passou da morte para a vida” (Jo. 5:24). O que Cristo deseja, para a minha vida e a sua, meu irmão, é que estejamos preparados para o real encontro com Ele, a 2ª Vinda do Amado Salvador e Rei. Cristo quando viu a Igreja de Éfeso assim fria no amor, exortou-a a arrepender-se logo, para não ser surpreendida na Vinda de Cristo (2:5). Os crentes de Esmirna, foram avisados a esperar uma grande prova de Tribulação, foram exortados a serem fiéis, à vista das coroas que lhe estavam reservadas para aquele dia (2:10).

8- DAR-TE-EI A COROA DA VIDA – (V.10). Refere-se “a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam” (Tg. 1:12). Não é na morte, mas ao aparecer o Sumo Pastor que alcançaremos a incorruptível coroa de glória ( I Pe. 5:4). O dia de ser coroado na é o dia da morte, como pensam, mas sim, o da vida Vinda de Cristo ( II Tm. 4:8).  Ganharão a coroa da vida aqueles que se mostram prontos a perderem a vida no mundo, no serviço de Cristo (Mt.6:25; Apoc. 12:11). Há outra vida além desta, que é mais propriamente vida (Jo. 11:25,26) e há outra morte além daquela que conhecemos aqui na terra, que é infinitamente mais trágica e dramática – um apocalipse ( Lc. 12:4,5: Apoc. 20:6,14).

 

9 – SE VOCE TEM OUVIDOS, OUÇA…(v.11). – Não são todos os crente que iam sofrer tribulação em Esmirna. Porém, poucos teriam ouvidos para ouvir, dar crédito à Palavra da profecia, da advertência espiritual quanto às ciladas do Diabo. Diz-se que hisrael não deu ouvidos a Moises por causa ânsia de espírito e da dura servidão”.

 

10 – O ESPÍRITO AINDA FALA ÀS IGREJAS (V.11). Quantas vezes perdemos a mensagem divina, porque não cremos que Cristo nos fala através pelo Espírito Santo? Quem é douto o suficiente para julgar se a Palavra é ou não do Senhor? Será por que a Palavra é dura? Por que o sermão é demorado? Por que a Palavra tocou duramente ao seu coração? O será você senhor da interpretação subjetiva da Palavra que vem do púlpito? Quem tem ouvidos, ouça!

 

11- AO VENCEDOR A MORTE NÃO FARÁ DANO (V.11) – Os santos têm de submeter-se aos que executam a sentença da primeira morte, aos que “matam o corpo”; mas “sobre estes crentes fieis e perseverantes não tem poder a segunda morte. ( Ap. 20:6).

 

12 – CONCLUSÃO:

Os esmirnenses, são exemplos da segurança e confiança que devemos depositar nas mãos de Jesus. Ele selou a sua pública profissão de fé com a própria vida. Portanto, tendo servido a Cristo e a sua Igreja com absoluta e tenaz fidelidade, jamais seremos decepcionados. “Sê fiel até morte, dar-te-ei a coroa da via” (2:10)

Deus o abençoe, copiosamente, em Jesus Cristo.

 

 

 

3ª CARTA – A IGREJA DE PÉRGAMO

O Deus da promessa Se faz cumprir! – (Ap. 2: 12 -17).

 

Ao vencedor, dar-te-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.” (Ap. v.17)

 

  1. Uma Breve Visão Panorâmica:

Pérgamo, cerca de 70 km, ao norte de Esmirna, a mais importante cidade da Ásia, célebre pelo pergaminho, pois ali que pela primeira vez ele foi preparado, como também por sua famosa biblioteca de 200.000 volumes,  depois levados para Alexandria. Foi um grande centro cultural e político desde o III Século a.C., tendo sido no ano 282 a.C., capital do reino Selêucida, uma das divisões do Império de Alexandre Magno. Em 133 a.C., Átalo III deixou, em testamento, este reino e sua capital como herança do Império Romano. Sob o domínio dos reis Atálicos, tornou-se Pérgamo uma cidade de templos, colégios e palácios reais, sendo considerada a primeira cidade da Ásia. Estas breves informações históricas ajudam entender a Carta apocalíptica. É o que veremos a seguir: Abra a sua Bíblia em espírito de oração:

 

  • QUEM FALA É JESUS – (v.12) “… Estas cousas diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes”: Jesus Cristo, é a 2ª Pessoa da Trindade – Jesus é o Unigênito Filho de Deus – “O Ungido” – o Messias – o Cristo, cujo nome é celestial. O Redentor, o Salvador, o Libertador, o Senhor. O único Mediador entre Deus e os homens (I Tm. 2:5; At. 4:12). Jesus Cristo é Deus (Jo. 10:30). No seu prólogo, João nos dá boa esperança ao declarar que o Senhor Jesus veio a este mundo, entre outras cousas, para Se comunicar conosco, habitar ou tabernacular, com os homens. Jesus veio para se interagir, falar, viver e se comunicar. Jesus se importa com voce e comigo. Jesus veio a revelar nEle, a glória de Deus (Jo. 1:14,18). E o que diz Jesus: O Cristo glorificado denuncia o seu arque inimigo bem como o inimigo de Seu povo e de Sua Igreja – Satanás.
  • ONDE SATANÁS HABITA (V.12). Após o arrebatamento da Igreja, Satanás tomará posse completa da terra. Ele já dissera a Jesus: “Tudo isto (as nações) te darei se, prostrado, me adorares.” (Mt. 4). Na literatura apocalíptica, Satanás, tem o seu trono. Satanás sempre teve os seus adoradores, até mesmo uma legião de “anjos”. (Ap. 12:4; 13:4); Leia: Antes da Última Batalha (Arthur E. Bloomfield).

“Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás. Qual o sentido desta declaração? Havia em Pérgamo vários altares dedicados a deuses pagãos. No alto de uma colina de quase 300 metros foi construído uma altar de 14 metros de altura, encimado por uma enorme estátua de Zeus, que ficava em frente ao altar da deusa ATENAS. O trono de Satanás seria aquele altar. Não te impressiones com as fantasias templários suntuosos, imponentes e luxuosos. Jesus jamais andaria em tapete vermelho;

3 – O “DEUS” DA CURA – ESCULÁPIO: Romanismo ou cristianismo? O Paganismo e o seu culto: Velhos tempos, novas práticas! “Os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade”. ( Salmo 74:20). “Deuses injustos, mutáveis, iracundos, Só na vingança e podridão fecundos.” (Poeta Pope).

Hoje, nas igrejas brasileiras, é mais fácil achar semideuses do que um verdadeiro crente em Jesus. Jeremias, o profeta, já adiantava em seu tempo: “Eles são cruéis e não usarão de misericórdia”. (Jer. 6:23). Assim, concorriam as multidões ao templo dedicado a Esculápio; o deus da cura, no qual sacerdotes e médicos se confundiam não raramente os sacerdotes eram médicos, e estes, sacerdotes Galeno, que só foi superado como médico por Hipócrates, que era natural de Pérgamo. O paganismo era de tal ordem naquela cidade, que Esculápio era chamado de “o salvador”. Ora, sabemos que só Jesus Cristo cabe este nome! O emblema de Esculápio era uma serpente, resultado de a medicina de então acreditar nos encantos e encantamentos como agentes de cura. Para o Judeu, como para o cristão, a serpente sempre foi símbolo de Satanás;

4 – PÉRGAMO A CIDADE DO PAPEL (v.12) O nome de Pérgamo, deriva do “pergaminho” do papel abundante fabricado nesta cidade. Era fabricado com a pela de bode, de carneiro ou de outro animal. (A seita Qumran, grupo monástico judaico, nasceu da descoberta dos pergaminhos – Rolos do  Mar Morto).

5- ANTIPAS, O MÁRTIR FIEL (v.13). A palavra mártir vem do grego “Martus”, que significa vítima, mártir, aquele que sofre tormentos por sustentar uma fé, idéia ou opinião. Tambem significa “testemunha” (At. 1:8), esta foi a virtude destemida  de Antipas, um ancião ou Presbítero;

6 – A CONDENAÇÃO DOS ERROS (v. 14). “…Caminho de Balaão” (2 Pe. 2:15; Jd. 11). A denúncia é sobre erro da ganância. A cobiça daqueles que alugam um espaço para fazer serviços religiosos (as franquias de Igrejas – a terceirização institucional religiosa – a mercantilização da fé, buscando lucro e projeção sociopolítico pessoal. (Nm. 22:7; 17 Jd.11). Este caminho de Balaão é contrastado com o “reto caminho”. Ou seja. A falta de ética com Evangelho, com o Ministério, com a Palavra, com a pregação e com os dízimos e as ofertas. É falta de temor ao Senhor. É falta de vergonha na cara! A Igreja do Senhor Jesus não pode de forma alguma ser conivente ou tolerantes com o mal, o erro, o pecado. Com as injustiças sociais. Somos Protestantes, evangélicos, somos postos em defesa do Evangelho (Fil. 1:16);

a – “Os que sustentavam a doutrina de Balaão – (V.14). A qual induzia os Filhos de Deus (os santos) à prática da idolatria e da prostituição, seja ela carnal ou espiritual. Aliás, havia na igreja uma ameaçadora frouxidão moral que representava a sexualidade doentia, a promiscuidade, o que contraria profundamente a lei divina, que só legitima o sexo com o compromisso da bênção de Deus, do amor e do casamento entre um homem e uma mulher (Gn. 2:24).

  1. Os que sustentavam a doutrina dos nicolaítas. (v. 15). Acreditava-se que Nicolau era o Diácono da Igreja Primitiva (At. 6:5), que se tornou um desviado da Verdade, e sendo prejudicial à própria fé. Os nicolaítas ensinavam que os cristãos deviam adaptar-se aos usos e costumes do mundo; eles eram extremamente permissivos quanto às práticas éticas e morais pagãs. O cristão precisa ter a ousadia e a coragem de ser santo (separado) para Deus, tendo a certeza de que finalmente, receberá do “maná escondido, uma pedrinha branca e um nome novo” (Ap. v. 17);

 

7- “Portanto, arrepende-te… senão venho contra ti, com a espada da minha boca” – (v. 16). Em todas as Cartas, Deus revela o seu amor leal, chamando a todos ao arrependimento – metanoia. O Senhor Jesus, não tem prazer na morte do ímpio, antes deseja a sua conversão (Ez. 33:11);

 

8- “Ao Vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido… a pedrinha branca e um novo nome.” (v. 17):

  1. “Maná escondido” – Outrora um mistério, antes da eternidade, mas, revelado na Encarnação do Verbo de Deus (Jo. 1:14,18). Uma referência à suficiência de Cristo, em Sua obra de expiação na cruz por todos, porém, eficiente para alguns. A capacidade divina em dessedentar a sede e sustentar com o pão celestial a vida do crente fiel; e todas as suas necessidades básicas e existenciais (Sl 23, 34, 27, 37 etc.). Os Hebreus durante a peregrinação no deserto provaram desta divina providência deste maná (Êxodo 16:1-36);
  2. “Pedrinha branca e um novo nome”- Nos jogos olímpicos de Roma os vitoriosos recebiam uma pedrinha branca, a qual lhes dava acesso a todos os espetáculos. Tambem nos tribunais era usual entregar-se uma pedrinha branca aos absolvidos, uma pedra preta aos condenados (Rm. 12:1).
  3. “O novo nome” – prometido no texto de Apocalípse é o nome de Cristão, que deriva de Cristo, nome que traduz o que a pessoa é e o que faz. Ele fala de uma nova identidade e personalidade, embutida num fraco e limitado, capaz agora de fazer – em Cristo – o que lhe é humanamente impossível realizar (Fip. 4:13). Mas em Cristo, que o fortalece, ele agora tudo pode. Ele já não é um vencido pelas forças inimigas da própria carne e do mundo exterior, mas é o vencedor em Jesus, o Seu Salvador;

 

9 – CONCLUSÃO:

O Livro: O Novo Oriente Médio – Shimon Peres/ 1993, “Os bastidores do histórico Tratado de Paz entre Israel e a OLP e as propostas de Shimon Peres para um Oriente Médio com Paz, Segurança e Prosperidade, revelou-se, no entanto, que os esforços humanos, são devidos sim, enquanto sejam estes cooperadores, de um Deus OPERA. Se o homem coopera, Deus opera! Assim, significa a fé vital, na vida do Crente, da Igreja, da família e da Sociedade. Pérgamo, tinha tudo para ser uma Igreja/Cidade de paz, segurança e prosperidade. No entanto, a cidade, era o lugar onde habitava Satanás. Ali os crentes fieis como Antipas, foram martirizados por sua boa confissão de fé em Jesus. O testemunho de Antipas e parte dos crentes daquela Igreja, nos ensina que vale apenas ser um cristão fervoroso, dedicado a Cristo e à Sua igreja. Servindo a Deus e à Sociedade no tempo chamado hoje. Tenhamos prazer no testemunho cristão e vivamos as aventuras da fé.

Que Deus abençoe ricamente a sua vida. Sê tu, um agente transformador, na transformação do mundo.

“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus” (Fip. 1:6).

 

 

4ª CARTA – IGREJA DE TIATIRA

Ap. 2:18-29

“TEMPO PARA ARREPENDIMENTO” – (v.21).

Introdução:

A Carta à Igreja em Tiatira é a mais extensa e enigmática das sete cartas escritas para as Igrejas da Ásia Menor. Sobre as ruínas da antiga cidade Tiatira, está edificada a atual cidade turca de Akhisar. A cidade de Tiatira, conhecida como centro comercial e artesanal, ficava no caminho entre Pérgamo e Sardes, há 55 km, no fértil vale do lico. Era a cidade de Lídia, cristã, temente a Deus e piedosa de Filipos, vendedora de púrpura, fruto do ministério de Paulo e Silas. Não sabemos se foi ela quem levou o Evangelho até ali, o certo é que havia na cidade uma Igreja muito próspera. A cidade era famosa pelas suas associações de classe, industriais de lã e tinturas (At. 16:14). Nem tudo na Igreja era tranqüilo. Havia nesta Igreja algo pernicioso que malgrado,  contribuía para os conflitos internos e que em muito machucava a parte fiel da Igreja –  Ela se chamava Jezabel.

  • QUEM FALA À IGREJA É JESUS – (v.18): Em todas as sete Cartas enviadas às igrejas, o remetente é Jesus Cristo –“o Filho de Deus, que tem olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes ao bronze polido”: É Jesus quem fala ao coração do homem pela Palavra, no concurso do Deus Espírito Santo. Este é Cristo! A Terceira Pessoa da Trindade – o Deus Espírito Santo, Ele é o “alter ego” ou seja, “o outro eu”. (Jo. 14:16-21; 16:7-11;16; 25-26; Heb. 1:1-2);

 

  • – “EU CONHEÇO AS TUAS OBRAS…” (v.19) Está declarado que somente Deus é onisciente, onipresente e onipotente. (Sl. 139). O Deus que nós servimos é o Único que possui qualidades morais e metafísicas que são inerentes à Sua divindade. É o que chamamos de “atributos de Deus” – Isto significa dizer: Onde estiver um crente orando, lá está Deus; onde houver um ímpio pecando, lá está Deus, ao mesmo tempo! Deus está aqui em nossa Igreja enquanto eu ensino e também junto de voce, enquanto aprende. Ele conhece-nos de verdade! (Sl. 139:1).

 

  • A ENCARNAÇÃO DA MALDADE E DA IDOLATRIA (v. 20) “Tenho porém, contra ti, o toleres esta mulher, Jezabel…” O problema dessa Igreja era interno e muito grave, e girava em torno da figura de Jezabel. Em seu todo a Comunidade ia bem; havia no entanto um grupo que seguia os princípios dessa mulher. Esta falsa profetisa pode de fato ter-se chamada Jezabel; mais provavelmente, todavia, era uma mulher bem conhecida na região e de muito prestígio na Igreja ou a sua influência com pessoas importantes da Comunidade – parentes e amigos. Jezabel, era uma só confusão de religião e símbolo de idolatria, da rebeldia, da maldade e da prostituição. Para ela, seus amantes e filhos adulterinos, não estavam dispostos e disponíveis ao tempo do arrependimento. Jezabel é a encarnação da maldade e da idolatria. Não se sabe como ela era, apenas como ela agia. Jezabel era filha do Rei dos Sidônios Etbaal ( 1 Re. 16:31). Jezabel perseguiu o profeta Elias, levou o marido, o pusilânime rei Acabe, à idolatria, exigiu a adoração de Baal paralelamente à adoração a Javé (prostituição espiritual) deplorável aos olhos do Senhor. Além de defender o sincretismo religioso, admitia a prostituição e a feitiçaria     ( 2Re. 9:22; Deut. 18: 9-14; Ap. 21:8).
  • O PECADO COMO NEGAÇÃO DO REINO – (v.22-24c) A Jezabel de Tiatira era uma corruptora, que seduzia os cristãos, utilizava-se de artifícios aparentemente dígnos, bons e prazerosos à prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos (Campos e Brasil – festas pagãs e até cristãs – intenção pode ser boa; mas ação às vezes malígna. Na ética cristã são os meios que justificam os fins, e não ao contrário. O pecado deliberado ou não é a negação do Reino de Deus. Seja o pecado original, o social, ou e, o pecado Comunitário. A idéia de um pecado que sai do coração humano e se infiltra nas estruturas da sociedade está em íntima conexão com a caracterização do pecado como negação do Reino (leia, Livro – Teologia Moral – Antônio Moser)

A punição e a maldição advindas dos versos 22-24c, são gravíssimas. “enfermidade grave”, “grande tribulação”, “mortes dos filhos”, “advertência sonora a toda à igreja”, “retribuição individual pelo pecado” e “absolvição aos demais de Tiatira que não se contaminaram com “as coisas profundas de Satanás”: doutrinas falsas e perigosas (1 Tm. 4:1-3; 2 Tm. 3:1-9; Jd. 5-7);

 

5 – “ E A PERSEVERANÇA, EXPERIÊNCIA; E A EXPERIÊNCIA A       ESPERANÇA” – (vs. 25-27) “…conservai o que tendes,…Ao vencedor…eu lhe darei autoridade…com cetro de ferro as regerá…” – Uma referência ao Reino milenar de Cristo sobre a terra (Ap. 12:5; 19:15; Sl 2:9; Ap. 11:15; 20:4).

 

  • – “…DAR-LHE-EI A ESTRELA DA MANHÔ. (v.28)- Provavelmente uma referência ao próprio Cristo (22:16; 2 Pd. 1: 19) ou ainda, possivelmente, uma alusão ao próprio crente sobre o seu triunfo sobre a morte – a vida imortal que o cristão verdadeiro receberá de Cristo (I Cor. 15: 20-23; 35-49; 51-58).

 

  • – CONCLUSÃO:

O Apóstolo João, tece elogios aos fiéis, que não se deixaram contaminar pelas doutrinas de Jezabel e de Balaão. Sãos os cristãos perseverantes, conscientes do Evangelho de Cristo e das doutrinas dos Apóstolos, que conhecem as riquezas profundas de uma vida com Cristo. O tempo presente é por demais desafiador à nossa fé cristã. As comodidades e acessibilidades aos meios de comunicações e as redes sociais, enfim, o mudo moderno regido pela tecnologia e a internet, torna-se, muito mais avassalador a vida cristã e espiritual do que em todas as épocas. Outrossim, as forças corrosivas e beligerantes ao testemunho cristão no lar, na Igreja e na sociedade, tem-se tisnado a mente e a razão.  Mas, em todos os tempos, o Deus Espírito Santo, o qual, convence-nos “do PECADO, DA JUSTIÇA E DO JUÍZO” sobre a vida diária em Deus e à santidade pessoal o mesmo. Jesus é o mesmo (Heb. 13:8). A Palavra de Deus é a mesma – “ Nossa regra infalível de fé e de prática” – (CFW). Devemos no temor do Senhor, fé em Cristo, plenos da Graça, e amor a Deus e a Sua Igreja,  conservarmos o que temos. E assim, recebermos a vida eterna como herança: “julgar as nações e receber a brilhante estrela da manha”.

Deus em muito abençoe, meus queridos irmãos!

5ª CARTA – IGREJA EM SARDES

 Texto: Ap. 3:1-6

 

A Queda de Sardes: O Vil Pecado e a Falta de Vigilância.

 

Introdução:

Sardes, a antiga capital da Lídia, o império do célebre e rico Creso, o último rei da Lídia, era famosa por seu luxo e suas riquezas. Conforme diz a tradição, foi à primeira cidade da região a receber o Evangelho, sob a pregação do Apóstolo João, bem como a primeira a desviar-se da fé e uma das primeiras a, desmoronar-se, cair em ruínas. O lugar é hoje uma admirável aldeia num meio das ruínas de passadas grandezas, possuindo uma caravançará – útil às caravanas que dirigem da Pérsia a Esmirna. Foi sede de uma das Sete Igrejas da Ásia (Ap. 1:11).

 

  • Quem Fala é o Deus Trino – Simbolizado e tipificado “…os sete Espíritos de Deus…” (v. 1) Em todas as sete cartas, o remetente é o mesmo: A Trindade Excelsa na figura do Cristo glorificado, pois, a mensagem do Apocalípse enviada as Igrejas visam revelar a ação do Cristo Triunfante, na qualidade de Reis dos reis. Os sete Espíritos, tipificam e simbolizam a onisciência e perfeição da do Deus,  Tri-Uno.

“…Conheço as tuas obras…” – è uma demonstração dos atributos incomunicáveis de Deus: onisciência, onipresença e a onipotência (Salmo 139). É muito bom e tranquilizante saber que servimos a um Deus que tudo sabe e sabe tudo; tudo pode e pode tudo; porém, é tremendo esta mesma responsabilidade de se transigir com um Deus que nada escapa ao Seu conhecimento. O Cristo Glorificado conhecia por dentro a vida da Igreja de Éfeso (Ap. 2:2) e a Igreja de Sardes (v. 1c). Assim Cristo conhece como ninguém a Igreja Presbiteriana do Caju e todas as demais Igrejas.

 

  • A Queda de Sardes: O Pecado Vil e a Falta de Vigilância: (v.2) Sardes, foi por duas vezes destruída, visto não haver guardas junto aos seus muros e suas portas. A palavra de ordem do Senhor Jesus aos seus fieis é: “vigiai sem cessar” (Mat. 26:41), e do Apostolo Paulo é: “orai sem cessar” (1 Ts. 5:17).

A Igreja de Sardes era o exato reflexo da degeneração dos usos e costumes reinante na cidade entre os pagãos. Ela perdeu o seu “pode de fogo” – de ser luz e sal; terminou sendo influenciada, por não influenciar. Quem não evangeliza, é alvo a ser “evangelizado”. Somos agentes transformados na transformação deste mundo. A luz Igreja de Sardes, já não mais brilhava, precisava ser substituída. Tornara-se sal sem sabor, ou simplesmente, areia…

 

  • Sardes, Morta em Vida – (v. 2) – “…Tens nome de que vives, estás morto”. Aparentemente viva e atuante, na realidade a pessoa – tal qual a Igreja de Sardes – pode estar morta, sem vida espiritual.

Esta Palavra vem daquele que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas. Não é demais lembrarmos que tal referência é Aquele que habita a plenitude do Espírito, com sua presença, poder e autoridade, o dono e Senhor da Igreja, em sua dimensão universal (Católica) e local. A Igreja é de Cristo.

Vemos aqui uma advertência aos que ambicionam ser “donos da igreja”, no que tange à sua administração e governo. Acontece que a Igreja de Cristo é uma Instituição divina, na qual a obediência deve ser dirigida à vontade de Deus, nunca a indivíduos ou grupos. A Igreja é de Cristo, e nela todos temos os deveres, direitos e obrigações. Quem não cumpre seus deveres não podem exigir direitos ou regalias.

 

  • Sardes – Ativismo Religioso e Ausência Espiritual – (v.2) “…tenho achado íntegras as tuas obras…” Algo terrível acontecia na Igreja de Sardes. Vemos crentes com excelente aparência, mas completamente frios, sem vida. São defuntos maquiados. Este era o preocupante problema daquela igreja, e de muitas outras, ao longo da história, até os nossos dias. Graças a Deus pelo remanescente fiel, que não permite que o todo de deteriore (vs. 2 – 4). A doença da igreja se chama pecado – que em resumo é a morte, a eliminação da vontade.

Ao pecar pela primeira vez a pessoa vacila, titubeia; inclusive se promete não ceder à tentação, não fraquejar uma segunda vez. Isto não vai mais acontecer de novo! Mas, por vezes, volta a pecar, mostrando fraqueza espiritual e negação do Reino de Deus em si mesmo.

 

  • Sardes, Uma Igreja Sem Vida – O culto ao imperador era muito forte ali. “…estás morto…” (v.1) – Conquanto a Igreja tivesse uma atividade religiosa, era desprovida de vida e poder espiritual. A morte da Igreja foi diagnosticada como perda da vitalidade, do sabor, do brilho, da luz, da beleza, e da dignidade. A Igreja se acomodou aos erros – ao pecado. Naturalizou-se aos usos e costumes daquela sociedade pagã. Não havia perseguição, e muito menos heresia. O pior é que não havia absolutamente vida – “estás morto”!

 

  • Sardes, “Sê Vigilante”… (v.2,3) – A cidade, por falta de vigilância, fora destruída por duas vezes. Tambem a Igreja estava entregue ao descuido; os cristãos que a integravam não estavam atentos aos sinais dos tempos. Tanto quanto importante é ter doutrinas certas, é ter vidas corretas. A necessidade de doutrina e convicção é proporcional a correção do rumo da Igreja na fé, na ação e no testemunho pessoal. Requer-se a igreja o Fórum da conscientização cristã e sua atualização aos eventos consumados na sociedade. (O Humanismo Social de Calvino – André Biéler -1970)

 

  • Sardes e os Imperativos do Senhor Ressuscitado – “Lembra-te, pois, de como tens recebido, e ouvido, guarda-o, e arrepende-te…” (v.3). “Lembra-te” de como tens recebido e ouvido o Evangelho; guarda-o, e arrepende-te”. Este é o caminho para o cristão, o imperativo divino.

 

  • Sardes e o Remanescente Fiel: “Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram….” (v.4 )- As vestiduras – símbolo da pureza e santidade (separação) para o seu Deus. Pessoas que tinham permanecido em Cristo. O Senhor Deus em sua muita misericórdia sempre há de preservar os Seus remanescentes como o caso do profeta Elias e mais sete mil fieis na batalha pelo nome de Jeová e de sua religião (1 Re. 19). O complexo do profeta Elias. Solidão em meio a apostasia – Em todo o tempo há sempre alguém que persevera fiel, ainda que como os demais enfrentado a crises muito sérias. “Deus não fica sem testemunhas.” Alguns não se deixaram contaminar. Estes andarão comigo com vestiduras brancas” – diz o texto. Após o batismo cristão, o crente, recebe uma toga branca, sem mancha, embora invisível; porém, tão real quanto a unção dos santos.

 

  • O Vencedor Terá Vestes Brancas: O seu nome não será apagado do livro da vida. Os reis possuíam um livro no qual registravam os fatos relacionados aos seus súditos, bem como aos seus feitos. Se um crime fosse cometido contra o Estado, seu nome era riscado do livro dos vivos.  “Conheço as tuas”! Deus sabe quem você é, e como estar se comportando. Pense nisto!

 

  • Conclusão:

 

Por fim, o que podemos e devemos aprender com os crentes da Igreja de Sardes?  A perseverança dos santos?

A salvação se dá em três tempos: Passado, Presente e Futuro (Rm. 8:30)

1 – Quanto a justificação – já fomos salvos – Na justificação Deus nos livra da condenação do pecado. A justificação é um ato e não um processo. Acontece fora de nós, e não em nós.  A justificação ocorre no tribunal de Deus, e não em nosso coração (Rm. 5:1-21;)

2 – Quanto a Santificação – é um processo que se inicia na conversão e só termina na glorificação. O Espírito Santo transforma-nos de glória em glória na imagem de Cristo, e ( Rm. 6:1-23);

3 – Quanto a Glorificação – é a consumação da nossa redenção, quando recebermos, na segunda vinda de Cristo, um novo corpo, imortal, incorruptível, glorioso, poderoso e celestial, semelhante ao corpo da glória de Cristo. Então, seremos arrebatados para encontrar o Senhor nos ares e, assim, estaremos para sempre com o Senhor (v. 5) e (Rm. 8:18-30);

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz as igrejas (v.6).

 

Deus abençoe ricamente, a sua vida meu amado irmão e irmã.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A 6ª CARTA – IGREJA EM FILADELFIA

Texto: Ap. 3:7-13

 

Uma Igreja Fiel e Missionária:

 

Introdução:

Filadelfia, ou Alasehir, era uma cidade da Lídia, 40 km distante de Sardes. A Igreja era a menor e mais nova que as outras seis cidades das cartas do Apocalípse.

Filadelfia, tinha um vasto campo rural e pastoril. Por causa de um forte terremoto em 17 d.C., muitos de seus habitantes preferiam morar nos campos ao redor. Como a cidade-Igreja de Esmirna, a de Filadelfia também sofria perseguições de Judeus hostis. Mesmo sendo uma igreja humanamente fraca, por suas posses,) Jesus ressurreto abre a porta para ela, provavelmente, a oportunidade de realizar o aparentemente impossível, a evangelização dos próprios Judeus rebeldes que a estão perseguindo! E, de fato, a Igreja lá tornou-se uma igreja missionária. Conhecendo a sua pobreza, compartilhava o seu único bem, o Evangelho de Jesus. A Igreja de Filadelfia, assim como a de Esmirna, eram igrejas de poucas expressão. Por isso mesmo são as únicas igrejas que não recebem repreensão. Elas não sabem senão de Jesus crucificado e, não tendo o poder humano como seu aliado, em quaisquer das suas formas, dependem unicamente do Ressurreto. Esta Igreja, em especial, não tinha a prata e  nem o ouro (recurso), como a motivação e oportunidade para ser qualificada como uma Igreja Missionária. A Igreja não tinha também nenhuma parceria ou convênio, ou um consórcio com qualquer outra Organização para alavancar as Missões. Porém, esta Igreja tinha a consciência da Fé viva e da experiência de que o Jesus glorificado era essa Porta aberta. Nesta carta em especial, encontramos uma promessa de oportunidade para o esforço missionário para proclamar as Boas-Novas do Evangelho de Cristo.

 

  • A Mensagem a Filadelfia: A Igreja Fiel e Missionária: (v.1) “Estas cousas diz o “santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi…”- Jesus é o único que possui as “chaves” seja a chave de Davi (v1); as chaves da morte e do inferno (1:18); a chave do poço do abismo (9:1); as chaves do reino dos céus (Mt. 16:19). É uma heresia a interpretação de que a chaves dos céus foram entregues a São Pedro, como ensina o romanismo. Todas as chaves estão sob o domínio de Jesus Cristo, o Senhor. É possível ser uma Igreja irrepreensível? Fazendo uma sincera reflexão deste modo de ser como igreja Presbiteriana do Caju, o que podemos dizer? Qual seria a nossa resposta?

A Igreja de Filadelfia e de Esmirna eram sim, igrejas irrepreensíveis diante de Deus e do mundo. Das 7, são as únicas que o Senhor não tinha de que censurar;

  • Eis Que Ponho Diante de Ti Uma Porta Aberta – (v.8) Parece-nos que a Igreja em Filadelfia, como a Igreja em Antioquia (At. 13:1-3), ministrava perante o Senhor em Jejum e oração, até Ele abrir a porta para a grande obra missionária para a salvação de uma grande número de perdidos – entre estes os Judeus. É Cristo que abre a porta de oportunidade paras as suas Igrejas. As portas do coração dos ouvintes; abre as portas da salvação para os perdidos entrarem; abre as portas para a entrada de Seu povo no lar eterno. Cristo também fecha as portas. Quando lhe apraz, fecha a porta as oportunidades, a porta de proclamar a Palavra, deixando o obstinado pecador no endurecimento do seu coração; fecha a porta da comunhão contra os membros infiéis; fecha a porta dos céus contra as virgens insensatas e contra os que praticam a iniqüidade; não obstante, sua firme proposta a entrarem.

Note-se como se diz que ninguém pode fechar a porta que Cristo abre.  Se Cristo não abre a porta, não existe poder na terra, nem no inferno, capaz de fechá-la. Podemos entrar e avançar apesar do Diabo e seus anjos até transfigurados e com todo os falsos mestres ( 2 Cor. 11:13-15; 2Tm. 4:3-4; 1 Tm. 4:1-2).

OBS.: Para Refletirmos – O trabalho missionário aqui na cidade de Campos foi organizado em 1877. A igreja ficou fechada por 20 anos. Os poucos crentes que permaneceram foram se refugiar na Igreja Batista. Somente em 1909, com a chegada do Rev. Benjamim Lenz Cesar, com 26 anos de idade, e sua esposa Elvira, o trabalho foi reorganizado com 42 membros. Por que o trabalho não progrediu no primeiro momento – a Igreja fechou a porta – e os pastores foram embora? (O Livro: Nem Sempre Será…” Elvira Magalhães Cesar e Benjamim Lenz de A. Cesar- pág, 75-77));

 

  • Guardaste a Minha Palavra, e Não Negaste o Meu Nome (v.8) – A Igreja de Filadelfia deixou dois exemplos eternamente indispensáveis a todos os crentes: o de guardar a Palavra de Cristo, a qualquer custo; e o de nunca negar o Seu nome Bendito. Assim fizeram os movimento pré-reformadores do Séc XVI como por exemplo: Os Valdenses, os Lolardos, Os albigenses – eles decoravam toda a Bíblia e a mantinha em suas mentes, por causa da inquisição e do martírio na contra reforma.
  • Sinagoga de Satanás (v.9) – Em toas as épocas, o Diabo tem suas Igrejas, seitas e grupos. Seus apóstolos se transfiguram em anjo de Luz (2 Cor. 11: 13-14);
  • Farei Que Venham e Adorem Prostrados a Teus Pés (v.9) – Os crentes em Filadelfia não se vingaram de seus inimigos. Reconhecendo que a vingança pertence somente a Deus (Rm. 12:19). Dulcíssima é tal vingança, guando o Senhor faz que os perseguidores se prostrem a seus pés para adorarem a Deus. Compare com Salmo 23:5. A perseguição mais amarga, torna-se em prazer para os que se refugiam no Senhor sua consolação;
  • Eu Te Guardarei da Hora da Tentação (Provação)…” (v.10) – Que esta afirmação se refere “à grande Tribulação” (Ap. 7:14), é evidente; no entanto, aqueles crentes que forem achados fiéis, escaparão deste período terrível que virá sobre forma juízo aos incrédulos e profanos da Graça Maravilhosa de Jesus. O arrebatamento já terá acontecido a essas alturas, antes mesmo, à abertura do Primeiro Selo. Estes 7 selos seguiram a poderosa salvação escatológica resultante da Segunda Volta de Cristo ( 1 Ts. 3:13; 1 Ts. 4:13-18; 1 Ts. 5:1-11). Por esta promessa Cristo lhe garante hoje que “te guardarei!” em amor e poder. A promessa está circunscrita apenas aos fiéis pois, os demais cristão que ficarem passarão na companhia dos Judeus pela “Grande Tribulação” que virá ;
  • “Os Que Habitam na Terra (v.10) – Há duas classes no mundo: (1) Os que habitam na terra. Salmos 17:14; Ap. 6:10; 8:13; 13:8; (2) Os que tem a Pátria no céu (Fil. 3:20; Heb. 11:13-16. Depende de onde estiver o coração. Se o nosso interesse estiver em casas e terrenos, em dinheiro e bens temporais e materiais, somos necessariamente, habitantes da terra. Ao contrário, se o nosso coração estiver ocupado com a salvação dos perdidos e envolvidos com o Reino e por sua afirmação em nós e na família e na sociedade, somo da Pátria celestial. “Onde estiver o vosso tesouro, ai estará também o vosso coração”. (Mt. 6:21). Sobre os que habitam na terra baterão com ímpeto os tremendos efeitos dos juízos dos Selos, das trombetas e das taças. Portanto, é tempo de arrependimento, de consagração e de “santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” (Heb. 12:14);

 

  • “A Quem Vencer, Eu Farei Coluna No Templo de Meu Deus, E Dele Nunca Sairá” (v.12) – Por sua fidelidade, Cristo fará deles um elemento importante no Santuário – simbolizado aqui pela coluna que sustenta o templo. Filadelfia defenderá a verdade e cumprirá sua missão; então, experimentaria o cumprimento da promessa de Deus. O cristianismo, autêntico, e não esse atingido pelo paganismo romano e adulterado em sua forma  e conteúdo; está presente aqui como uma ideologia de vida autêntica no viver e proceder de conformidade com a santa vocação a que fomos chamados. O historiador  Gibbon, afirma que das Igrejas da Ásia, a de Filadelfia permanece ereta, uma coluna em pé no meio de ruínas, consolador exemplo de que o caminho da honra é o caminho da segurança. Melhorando  o pensamento de Gibbon, podemos afirmar que, o caminho da honra, é em última análise, sempre o caminho da segurança.

 Conclusão:

O que podemos e devemos aprender com os crentes em Filadelfia? Esta é a Igreja da promissão do amor, do cuidado divino e das promessas maravilhosas para o nosso tempo presente e futuro; Temos a nossa total responsabilidade mediante o pacto bilateral firmado na cruz de Cristo. Estejamos convictos, no presente, deste futuro próximo, não de uma utopia, apenas de expectação, e sim, de uma topia de paz, de alegria e gozo eterno. “Não olhes a teu redor a história universal; antes deves dirigir o olhar para a tua própria história. O sentido da história jaz sempre em cada presente, e não o podes observar como espectador, mas apenas em tua decisão responsável.” Aqui, descrevemos a promessa tal como o faz Moltmann: “ Uma promessa é uma oferta que anuncia uma realidade que ainda não existe….” (Livro: Cristologia – A Partir da América Latina – Jon Sobrino, S. J. págs, 259/261).

Que o Deus Eterno abençoe poderosamente os meus queridos irmãos.

7ª CARTA – IGREJA EM LAODICEIA

Texto Básico: Ap. 3:14-22

A Igreja Que Deixou Cristo do Lado de Fora!

(Apatia e indiferença – um pecado fatal a Comunidade)

 

Introdução:

Laodicéia, edificada como Roma, sobre sete montes, era famosa por seus amplos muros. Destruída por um terremoto em 61 a.D., foi reconstruída por seu próprio povo e recurso, sem ajuda de espécie alguma –  Tácito, Anais 14:27). Suas riquezas e seu poder, resultado da excelência de suas lãs, tiveram como resultado um ambiente de profunda apatia espiritual e tamanha indiferença dentro da Igreja. Em relação à sua vida espiritual diz a Cristo à Sua Igreja: “És infeliz, miserável, pobre, cego e nu”. (v. 17b). Parece que o Apóstolo Paulo se esforçou para introduzir o Evangelho em Laodicéia, de onde escreveu uma Epístola, acerca da qual se refere em (Col. 4:16). A mensagem à Igreja em Laodicéia é a última às sete Igrejas da Ásia. Das sete Cartas, é a mais triste, sendo contrário da carta a Filadelfia; enquanto esta não tem coisa alguma de censura, aquela não tem qualquer coisa de aprovação. Alguns especialistas afirmam que Filadelfia, representa a Igreja idônea, saudável e missionária, no período dos grandes avivamentos dos Séc. XVI ao XIX.  Enquanto que Laodicéia, representa, a igreja doente, deformada, desprovida da graça e secularizada – do Séc. XX até a 2ª Volta de Cristo. Esta Igreja, no geral, tem “deixado Cristo do lado de fora”!

1 – “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem és quente” (v. 15):  NEM UMA COISA, NEM OUTRA – A indefinição, a ambivalência e a instabilidade denuncia, fraqueza de caráter – características essa, inerentes à Igreja de Laodicéia. Por isso a carta a ela dirigida, tem contraste com a carta a Filadelfia. O cristão – como a igreja, tem que ser decidido, ter personalidade própria, a identidade de Cristo. Ter posição definida e saber o que quer. Não se invalidar ou se esconder, para agradar os outros, ou por se manter em benefício próprio, ou para se poupar de questionamentos – a eleição nacional em 2018 – revelou tristemente, a dissimulação de muitos cristãos, inclusive de pastores – a verdadeira face! Quantos mascarados e polidos da falsa piedade?

Aos que não apresentam-se com as virtudes próprias do seguidor de Jesus, a Escritura dirige uma palavra dura, chocante: estes não são frios nem quentes, mas mornos, provocando náuseas e vômito.

O cristão não pode ser neutro, indiferente, nominal ou formal apenas. Quanto mais ligado a Cristo, mais se identifica com Ele.

2 – A Riqueza Que é Pobreza: Se a mensagem a Laodicéia findasse com estas palavras, julgaríamos que eram de louvor e não de censura. Sem dúvidas essa Igreja agradava a todos os homens, não dando qualquer oportunidade de “escândalos”, nem para os que quisessem dormir espiritualmente nem para os descrentes que assistissem aos cultos. Convém-nos evitar a frieza de Sardes – a Igreja morta; é justo desviarmo-nos de todos os excessos, de todo o fanatismo, mas devemos fugir, tambem, do espírito mormo e insípido, que assiduamente procura entrada em todos os corações. Laodiceía era totalmente desagradável ao Senhor. E isso não só por causa de seus grandes pecados (tais como diagnosticados em Pérgamo e Tiatira), mas por causa da apatia e da indiferença. Deus quer que seus filhos sejam fervorosos – isso é, fervendo, no espírito (Rm. 12:11). Ai da Igreja que canta os hinos de Deus, ora e até se emociona; porém, não tem mais prazer na mensagem central do Evangelho – mas, promovem um culto informal, antropológico, liturgia oca, vazia, apenas sentimental, e sem o verdadeiro poder de Deus. Por outro lado, ai da igreja cujos membros defendem a sã doutrina, mas sem conhecer as experiências sublimes dos que tem contato com Deus. Sabemos que a água morna é repugnante, servindo mais como VOMITÓRIO. Ai da igreja que se vangloria nas suas riquezas e influência, mas a qual Deus declara que vomitará da Sua boca (Ap. 3:16) –  A vizinhança degusta o sabor da  igreja pelo testemunho de seus membros – Cuidado!

Leia o Livro: A Mensagem do Apocalípse: Dígno é o Cordeiro – (Ray Summers)

3 – Como Dizes: “Rico sou… de nada tenho falta”: (v. 17) –  Infeliz é o crente que se acha satisfeito e seguro sem nada lhe faltar. É-nos impossível receber o verdadeiro espírito de oração, sem primeiro, sentir profundamente quilo que carecemos. Bem-aventurados, os que têm fome e sede daquilo que lhes falta; os que anelam, não somente a vida, mas vida em abundância em Jesus; os que anseiam de Deus “uma bênção até que não haja mais lugar para a recolherdes. Estes são os fervorosos de espírito, aqueles, os mornos, Deus vomitará de sua boca. Roguemos ao Senhor que não nos deixe enganarmo-nos a nós mesmos, mas que nos mostre a nossa pobreza, cegueira e nudez.

Há pessoas que possuem riquezas e bens materiais em abundância, no entanto são pobres e limitadas na mentalidade, na criatividade e sensibilidade. Não há riqueza maior que o interior, aquela que cria beleza das menores coisas, dos fatos corriqueiros e da vida cotidiana. Um coração sensível vale mais que o ouro e as pedras preciosas.

É esta riqueza espiritual que sustenta a pessoa na solidão e no isolamento, nas dificuldades materiais, nas decepções e tristezas da vida. De que vale todo o dinheiro do mundo se a mente está desértica e vazia?

  • – “Não sabes que és um desgraçado, um miserável, e pobre, e cego, e nu” (v. 17): Desgraçado, significa – sem graça – Laodiceia estava sem a graça de Deus. Miserável é o crente que vive sem a graça do Senhor. Apesar de ser rica financeiramente, esta igreja era uma igreja miserável. Estranho paradoxo. O crente sem a graça de Deus em sua vida,  torna-se um crente sovinapão duro – não entrega o Dízimo do Deus! Não ama de fato e de verdade a obra do Senhor! Realmente miserável, mesmo tendo saúde e dinheiro que o Próprio Deus lhe dá. “Tudo vem de ti, e tuas mãos to damos ( I Cro. 29:11-16; II Co. 9: 6-15).

Laodicéia era o centro bancário da região. Enormes fortunas estavam reunidas na cidade. Dizem: “Temos muito ouro; não precisamos da ajuda de ninguém”.

O segundo grande negócio em Laodicéia era o comercio de lã escura. Produzia-se ali uma lã escura acetinada com a qual se confeccionava lindos vestidos, procurados por gente de todas as nações. Cristo diz: “apesar disso, estava nu”. E completa no versícuilo 18 “precisas vir a mim e comprar de mim vestidos que realmente cubram tua nudez diante de Deus.

O Senhor tinha para ela uma riqueza diferente para ser adiquirido – a riqueza espiritual (v. 18).

O terceiro grande negócio da cidade era a preparação de um ungüento usado como bálsamo para os olhos. Havia, pois, na cidade uma espécie de laboratório que tornava a cidade um centro terapêutico. Viajante que por ali circulavam, após estafante caminhada pelo areal do deserto, com seus olhos congestionados, encontrava, naquele ungüento o suspirado alívio. “És cego, e não sabes”. Vem a mim e te darei colírio espiritual (v. 18). Os fariseus eram cegos espirituais porque eram formalistas e legalistas. Deus tem colírio que é ministrado pelo Espírito Santo que nos abre os olhos da fé para contemplarmos as suas maravilhas.

  • – “Eu repreendo e castigo a quantos amo” (v. 19) – A DISCIPLINA DO AMOR – Quem ama corrige, repreende, critica e aplica a disciplina só que com amor e consideração, visando sempre o bem da pessoa. É dessa maneira que Deus age em relação a seus filhos; como age também o pai amoroso e deve ser o agir na igreja (Ap. 3:19; Prov. 3:12; 13:24; 23:13-14; 29:15-17; Heb. 12:6). A crítica bem intencionada só pode ser benéfica. Precisamos não só fazê-la, quando oportuno, como também recebê-la e avalizá-la. Assim entendida, ela só pode nos favorecer.
  • – “Eis Que Estou a Porta e Bato” (v.20): CRISTO DO LADO DE FORA! – É melancólico o testemunho de uma Igreja que deixou Cristo do lado, enquanto sua vida interna, parecia transcorrer “normalmente” – será? Planos, reformas, encontros, reuniões, programas em andamento. Muitos interpretam e aplicam este versículo ao coração humano, individualmente; contudo o pensamento direcionado à Igreja, aqui exposto, é endossado por excelentes comentaristas. Eu, particularmente, entendo que essas palavras não são um apelo aos perdidos descrentes mas, são dirigidos à Igreja. Tanto assim, que a exortação ao arrependimento é dirigida à Igreja, quase a todas elas, exceção a Esmirna e a Filadelfia. A única cura possível a Igreja de Laodiceia é a de abrir a porta e deixar Jesus Cristo entrar. Os cultos sem Cristo são sempre sem graça (antropocentrismo), pode até haver certa fervura, em alguns casos, fogo estranho mesmo no altar, mas os adoradores saem vazios e com apetite de algo que lhes foram negados. É do púlpito que sai o “maná” que alimenta, conscientiza, informa e dá vida. A maturidade espiritual reside na Palavra.
  • – “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono…” (v. 21) – Admira-nos o fato de a promessa aos membros da mais censurada das sete igrejas, ser a mais esplêndida e graciosa feita a qualquer das sete. A mais indigna igreja, ou crente, pode alcançar o mais alto lugar, se houver sincero arrependimento e fruto. O vencedor vai reinar com Cristo (Ap. 11:15; 20:4). O trono de Cristo é o trono de seu Pai, Davi, em Jerusalém (II Sam. 7:12-13; Lc. 1:32; At. 15:14-18). Cristo ainda não está ocupando o trono de Davi – eu disse de Davi, mas está a dextra do Pai, no trono do céu, como o Sumo Sacerdote, Profeta e Rei, em seu tríplice ofício. Este trono de Davi será ocupado em breve, na sua Segunda Vinda. Então reinaremos com Ele nesse trono milenar (Ap. 20:4,6); Porém, Cristo reina Hoje no plano espiritual e assim estar presente até a consumação deste século (Mat. 28:18-20), e reinará eternamente. Assim entendemos e expressamos o messianismo e seu milenismo, Topia e não utopia, independente de qual seja a corrente: Amilenismo, Pré-milenismo e Pós-milenismo, sob os aspectos da dialética: “AGORA SIM, AINDA NÃO!”.

“Quem tem ouvidos, ouça” – (v. 21). O filho de Deus, não se importa com aquilo que o mundo diz. O tempo está próximo. A nossa salvação está mais perto do que quando cremos. Há muitas vozes no mundo, mas “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito Santo diz às igrejas”.

 

 

Conclusão:

 

O que podemos e devemos aprender com a Igreja em Laodicéia? Mais Trigo, mais joio! A separação é certa, mas não agora. O trigo e o joio  precisam amadurecer primeiro. Então, na colheita de um e de outro, no fim desta era de mistura e confusão – paganismo/cristianismo –  os encarregados da colheita separarão o joio do trigo, com a facilidade com o pastor separa as ovelhas dos bodes. O problema é de âmbito mundial, pois o campo onde as duas sementes foram lançadas é o  mundo. É também insolúvel, pois a parecença do joio com o trigo é enorme, e o dono do campo não quer correr o risco de arrancar o trigo como se fosse joio. Há de se levar em conta também na qualidade deste produto. O proprietário é rigoroso, o trigo para ser guardado no celeiro. Não pode haver precipitação. Não se pode mais sacrificar sequer um pé de trigo. A Palavra vem sem qualquer rodeio na perspectiva do Juízo Final . Há trigo e joio, há crentes verdadeiros e falsos crentes. Falsos mestres, falsos profetas, falsos apóstolos e falsos cristos. A falsidade está temporariamente escondida atrás de uma capa bonita e atraente, atrás da capacidade de profetizar, da capacidade de expelir demônios e da capacidade de fazer muitos milagres (Mt. 7:32; 24:23-24). Esta parábola do trigo e do joio é bem atual, pois ninguém pode negar a intensidade e a velocidade do crescimento da igreja neste início de século. E o crescimento do joio vem junto com o crescimento do trigo. Ela explica uma série de coisas esquisitas que estão acontecendo e conduzirão os cristãos, as Igrejas e até os Concílios, tanto a ingenuidade da fé e doutrina, como da precipitação ao erro fatal. Além de fazê-los guardar na perseverança e na santidade com maior entusiasmo o fim da presente era e o inicio da Nova Era, novo céu e nova terra, com o retorno em glória de Jesus Cristo. À ética cristã postula: Os meios é que justificam os fins e não contrário, proposto no mundo dos homens e da política tomada pelo conservadorismo religioso, sem o Jesus da crucificação e o Cristo da Ressurreição. Pensemos nisto!

Que Deus abençoe ricamente os amados irmãos.

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com