MURMURAÇÃO, CONSEGUÊNCIA E MORTE

Nº 281 – BOLETIM DOMINICAL- 06  DE JULHO DE 2014

 MURMURAÇÃO, CONSEGUÊNCIA E MORTE – João 6:41-59     Murmuração está presente na cultura de cada povo. Hodiernamente, a murmuração passou a fazer parte dos lares, como se fosse um artigo de primeira necessidade. É lamentável, pois, verificar que em lares, onde se proclama o trono do governo de Deus, seja também um ambiente de clube dos murmuradores. “Murmurar“, conforme o dicionário, é soltar queixumes, lastimar-se, queixar-se em voz baixa, falar mal, apontar faltas, agredir com palavras, suscitar iras, formar mal juízo de alguém ou de alguma coisa. Podemos perceber que: há “uma cultura” de murmuração; há uma tendência de o homem usar a sua língua de forma errada, e quando agimos assim, deixamos de abençoar a nossa própria vida, a família e a vida dos outros. O Judeus não puderam compreender a afirmação de Jesus quando disse: “Eu sou o pão que desceu do céu”. Percebe-se que os Judeus sabiam que Ele era de Nazaré da Galiléia. Conheciam seu pai e sua mãe. Baseados em um conhecimento tão superficial, eles rejeitaram o Senhor. Para eles Jesus era apenas o filho de José. Mas, Jesus é o Filho de Deus – o Messias, todavia, Jesus não fez tal reivindicação nesta oportunidade diante dos Judeus. Não era à hora. Quantas vezes, nós precipitamos, e fazemos mal juízo, cometendo pecado contra alguém e contra a Deus. Jesus estava na Sinagoga de Carfanaum, e fez, nesta oportunidade, um discurso importante e duro sobre a sua natureza divina (v.41). Os Judeus não entenderam e não aceitaram a Jesus porque estavam com suas mentes cheias de críticas, de ressentimentos, de intolerância, de invejas, de orgulho e de indiferença. Essas atitudes depõem contra a natureza de um coração regenerado. Eis aí, o desafio diante de nós, quando se trata de pessoas mais próximas, as quais mais amamos e precisamos conviver. Como anda o nosso relacionamento em casa, com o próximo e com Jesus? Será o mesmo testemunhado na Igreja? E a nossa casa é uma Igreja ou um Clube de murmuradores? Percebe-se que se trata de comunhão íntima com Cristo. É um relacionamento espiritual profundo. A murmuração tem como conseqüência a morte. Paulo adverte-nos sobre o perigo da murmuração em I Cor. 10:10, cuja raiz, está em Nm 14:27-39. Leia. Rev. Mario Ramos