MORTE: UM INIMIGO A SER VENCIDO

Nº 293 – BOLETIM DOMINICAL- 05 DE OUTUBRO DE 2014

MORTE: UM  INIMIGO A SER VENCIDO – João 11:1-19

Certo dia adoeceu um amigo de Jesus, Lázaro. Jesus estava longe, viajando com os seus discipulos. Maria e Marta mandaram dizer-lhe: “Senhor, está enfermo aquele a quem amas” (v.3). As irmãs de Lázaro não pediram para que Jesus viesse socorrê-las. Não se fazia necessário o pedido. Jesus os amava. Ao saber da doença de seu amigo, Jesus e os seus discípulos decidiram vir à Betânia (v.7). Porém, os seus discípulos reagiram contra esta decisão, pois os os Judeus haviam tantado contra a vida Jesus. (v.8). Mas, a decisão foi tomada. Tomé, corajosamente, sugeriu aos demais discípulos, de irem com Jesus para morrerem juntos (v.16). Embora, Jesus soubesse do risco de vida retornando à Betânia, o amor por seus amigos falou mais alto. Percebe-se que a amizade nutrida por Jesus pelos seus amigos era verdadeira. Não se tratava de uma amizada aparente ou descartavel. Era uma amizade aprofundada em amor. Neste momento, Jesus disse aos seus discípulos que Lázaro estava adormecido e que era necessário agir rápido sem adiar a visita (v.11). Jesus usou o “verbo” figurado “adormecer” para falar delicadamente sobre a morte de Lázaro. Na verdade, Lázaro já estava morto e sepultado quando Jesus chegou à Betânia (v.17). A família enlutada, estava no quarto dia dos sete em que o luto durava, com os seus amigos e muitos dos Judeus. Percebe-se que a morte de Lázaro já era um fato consumado. Humanamente, nada mais a fazer. Já era tarde. O que Deus permite acontecer, na sua soberania, é sobremodo elevado para que possamos compreender, totalmente, o que ocorre do lado de cá da vida. Se Jesus nos ama e pode todas as coisas, por que sofremos às vezes? Só Deus tem a resposta definitiva. Por isso, só Deus tem a última palavra sobre a vida e sobre a morte. Somos contra toda sorte de eutanásia, cremos que só Deus pode tirar a vida. Sabemos que Jesus não nos abandona sozinhos no meio da dor. Ele vem ao nosso encontro. Jesus chega sempre na hora certa. Ele nos consola. Ele sofre conosco. Porque Ele nos ama como Deus. Jesus é o amigo de todas as horas. Sabemos que podemos e devemos contar sempre com Ele (Sl. 46.01). Nesta narrativa um fato nos chama atenção que é o “Tomé, chamado Dídimo, disse aos condiscípulos: Vamos também nós para morrermos com Ele”. Ou seja, morrer com Jesus. (v. 16). Se Tomé era o seu nome hebraico, já o Dídimo era o seu nome grego. Percebe-se que é lamentavel a tendência humana de marcar as pessoas mais pelas suas falhas do que pelos seus acertos. Tomé é conhecido como aquele que precisa ver para crer. Mas leia e analise o (v. 16) a sua tremenda coragem! Se é corrente afirmar que Tomé não acreditava até então, no controle de Jesus sobre a morte e o Seu poder ressurreto, igualmente, é verdade afirmar, que Tomé estava mesmo disposto a dar a sua vida por Jesus. Se cada cristão amasse a Jesus como Tomé amou, o mundo seria diferente. Muito diferente! Rev. Mario Ramos