IGREJA, COMUNIDADE ADORADORA

Nº  106  BOLETIM DOMINICAL- 02 DE JULHO DE 2017

IGREJA, COMUNIDADE ADORADORA – Salmo 146:1-10

 Defendemos no Presbitério, na oportunidade de nossa sabatina com vista a licenciatura ao Sagrado Ministério, a Tese firmada no tema acima, de vital importância na vida da Igreja de Jesus Cristo. O Salmo 146, é o primeiro de cinco jubilantes hinos de louvor que encerra o saltério, cada um dos quais começa e termina com um Aleluia; principia com uma convocação ao louvor e alista as causas como sendo a grandeza de Deus e a Sua graça para com os homens. O termo “aleluia”, quer dizer: Louvem ou adorem a Deus Javé! O culto do Senhor, em síntese e essência é um ato de adoração ao Deus-Trino. Karl Barth disse: “O culto cristão é o ato mais importante, mais sublime e mais glorioso na vida do homem.” O Senhor Jesus afirmou que “Deus procura para Si adoradores”. Seja na Igreja Peregrina, na igreja Primitiva, e na igreja da dispersão do I Século, a base do culto sempre foi à adoração. A adoração a Deus só se efetiva e é finalmente aceita, quando esta tem por base a obra expiatória de Jesus, o Messias de Deus, o Cristo da nossa fé. O nosso Breve Catecismo reflete este antegozo celestial da criação na dimensão da adoração até a consumação. “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. Razão porque diz o Salmista: “Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao Deus, enquanto eu viver.” (v.2). Na perspectiva da salvação escatológica, o triunfo final do Messias, dar-se-á em louvores sem fim diante do Trono do Deus, Topo Poderoso (Ap. 4:9-11;5:9-10;7:9-12;18:20-24;19:1-7;21:22-27. O Apocalipse termina com uma dura exortação a João para não adorar a Anjos e sim, a Deus (22:8-9). A adoração na Igreja Cristã foi reiterada pelo Apóstolo Paulo em duas listagem como sendo parte essencial ao culto publico e solene do Senhor em Ef.5:19 e Col. 3:16, Os chamados salmos, hinos e cânticos espirituais. Para o reformador João Calvino e Hendriksen, tais elementos ordinários, constituem a essência do culto a Deus e a celebração do Evangelho. Consideremos que tanto os hinos sacros, quanto o hinos avulsos, seguido de gestos espontâneos, como as palmas, e a dramatização, juntam-se aos elementos rituais, transmissivos, educacionais, catárticos pelo impacto de uma nova ordem espiritual e social que defluem da aceitação das Boas Novas. Tenhamos a consciência do real sentido do Culto em vida. Rev. Mario