ESPIRITUALIDADE INTEGRAL NO 3º MILÊNIO

Nº 233 –  BOLETIM DOMINICAL – 15 DE MARÇO DE 2020

ESPIRITUALIDADE INTEGRAL NO 3º MILÊNIO –  I Cor. 14: 6-20

Como há de ser a espiritualidade integral neste 3º milênio? Este tema no Brasil é  recente. O Apóstolo Paulo, não só comprovou a espiritualidade humana em seus dias, como tambem, apontou o caminho ao seu desenvolvimento, em plenitude, de maneira integral, harmonizando razão, emoção e sensibilidade     (I Cor.14:6,9,12,14-16). Paulo recomenda o culto aceitável a Deus amalgamado a racionalidade total do adorador (Rm. 12:1 e 2), o que equivale em “espirito e em verdade”  (entendimento) ao valor do objeto adorado (Jo. 4:22,23). Voce se sente dono da razão? Tem medo da emoção? É indiferente a sensibilidade? Precisamos conhecer ainda que de forma breve, o legado histórico-cultural sobre a espiritualidade, a influenciar o homem moderno e sua compreensão da fé: Intimista-Oriental; Legalista-Judaica e Dicotômica-Grega. A espiritualidade integral neste 3º milênio exige: 1) Espiritualidade da razão – Deus é um ser inteligente. Fez o homem dotado de capacidade racional, com a possibilidade de refleção, que, segundo platão, “sem esta a vida não é dígna de ser vivida”, análise e memória. É uma faculdade exclusive do homem na criação e não pode ser desprezada na manifestação da fé. O cristão deve exercitar sua fé e reavaliar suas crises espirituais a partir do uso da razão (Sl.77:7-9, 11,14). Um outro fator relacionado ao uso das faculdades mentais é a criatividade nas celebrações e na pregação do Evangelho. Uma fé que não exercita a razão na vida espiritual e sinônimo do ridículo, medíocre, e alienante, desprovido de qualquer lucidez. São resquícios da influência grega, dicotômica e abstrata que separa o racional da fé, o material do espiritual, o lugar santo do lugar profano; 2) Espiritualidade com Emoção – O Senhor Jesus, quando questionado por alguns religiosos dos seus dias, respondeu sobre o que de fato é servir a Deus: “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Mc. 12:30). Jesus não despreza, em detrimento do entendimento, da força e da alma (Psiquê) o que se passa no coração (sede simbólica) das emoções e sentimentos; 3) Espiritualidade Aguçada pela Sensibilidade – Quando a alma é tocada grandemente pela sensibilidade, o que se desenvolve a partir daí é uma espiritualidade plena, verdadeira e sincera. Ao contrário, o que vemos hoje, Jesus em seu ministério, relacionou-Se de maneira extremamante sensível com as pessoas: ora evidenciando compaixão para com os enfermos; ora perdoando pecados  de gente injustiçada; ora identificando-Se com os excluídos do sistema injusto e opressor. Jesus é essa Pessoa acessivel: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei”. Quantas pessoas precisam de alguém que apenas lhes dê uma palavra de encorajamento, de conforto e ânimo! Mas, a igreja tem estado insensível e indiferente. “ Manifestar pesar não é senão um gesto humano; mitigá-lo com compaixão é um dom divino” O que a  Igreja brasileira, hoje, pode fazer para manter o equilíbrio entre razão, emoção e sensibilidade, por uma espiritualidade integral?        Rev. Mario

 

Rev. Mario Ramos