ESMIRNA UMA IGREJA PERSEGUIDA

 

TEMPOS DO FIM – ESMIRNA UMA IGREJA PERSEGUIDA

Apocalípse 2: 8-11

 

A 2ª mensagem, a mais resumida das 07, foi dirigida a Igreja de Esmirna. Era uma cidade opulenta, próspera e dissoluta. É a única das sete cidades que permanece até hoje, com a grandeza que tinha no tempo de João. Esmirna é hoje a principal cidade da Turquia. É a 3ª maior cidade com 3 milhões de habitantes. Ela está situada ao Sudoeste da Turquia. Esmirna foi uma das quatro cidades-sedes do mundial de Basquete da Turquia/2010. Esmirna foi o centro do ministério e o lugar de martírio de Policarpo. A Igreja de Esmirna, personifica o crente “fiel até à morte” (2:10). Embora a cidade fosse rica, sabe-se que a Igreja de Esmirna era pobre materialmente, mas rica espiritualmente. “Conheço…a tua pobreza, mas tu és rico,…”(Ap.2:9a). Quem fala é Jesus, aquele que é “de eternidade a eternidade” (Sl.90:2). Vemos o cuidado do Cristo Ressurreto em confortar esta Igreja perseguida através de seu próprio testemunho pessoal: “Isto diz aquele “que foi morto e reviveu”. Ele ainda diz: “Eu sei as tuas obras e tribulações (v.9): Não somente sabe de todas as tribulações que sofremos como é Ele que nos concede padecer por Ele (Fil.1:29). Eu sei…da tua pobreza, mas tu és rico (v.9). Jesus foi pobre. Ele não tinha onde reclinar a cabeça. Ele sabe quando nos falta o pão. A pobreza dos esmirnenses era mais acentuada ainda no meio de uma cidade rica e florescente. Notemos o contraste entre a Igreja de Esmirna que era pobre, mas rica; e a Igreja de Laodicéia que era rica, mas pobre, cego e nu. Neste caso, Laodicéia ajuntava tesouros para si, e a Igreja de Esmirna era “rica para com Deus”. Aquilo que os cristãos esmirnenses deveriam sofrer relaciona-se à perseguição dos romanos e à forte oposição dos judeus, e tem a duração de “dez dias”. Esta frase pode significar literalmente 10 dias de uma brutal perseguição ou indicar dez períodos de perseguição, do tempo de Nero ao reinado de Diocleciano. Mas o Cristo glorificado garante: “Não temas” (v.10). E adverte: o Diabo – o “caluniador”- seria o agente de tal provação. Provação essa local, não universal. O Fato histórico mais horrendo desta terrível provação tem a ver com Policarpo, um Presbítero, que sofreu o seu martírio pelo fogo e selou sua Pública Profissão de Fé com a sua própria vida. Vemos que o Diabo usou até os judeus que se misturaram com os pagãos romanos. Eram judeus de nascimento, mas espiritualmente eram da “sinagoga de Satanás” (v.9). A conclusão é: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei, a coroa da vida” (v.10d). Sê fiel até o martírio.Assim o Senhor da vida, o Ressurreto, prometeu aos fiéís a “coroa da vida” aos que o amam”. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas” (V.11). É preciso ouvir com discernimento. “O que vencer não sofrerá dano da segunda morte” (v.11). A morte física é o portal de entrada à eternidade para os santos. Já a segunda morte é a separação total e eterna de Deus. Vale apena ser fiel até à morte! É tempo de fé! É tempo de persistência! Deus é fiel! “Ora vem Senhor Jesus”!

 

 

Rev. Mario