E, SE CRISTO NÃO RESSUSCITOU

Nº 009 – BOLETIM DOMINICAL- 05 DE ABRIL DE 2015

E, SE CRISTO NÃO RESSUSCITOU,..” – I Cor. 15: 12-21

Hoje comemoramos a Páscoa. A igreja de Cristo, em toda a sua vida, na sua pregação, nos seus sacramentos, como na sua ética, é representação e realização da morte, da ressurreição e da exaltação do seu Senhor. No pensamento cristão, como no judaismo, a Páscoa, a Festa dos Pães Asmos e a Festa da Dedicação dos Primogênitos têm sido considerados como memoriais intimamente relacionados, de acontecimentos interdependentes, nas narrativas do êxodo. Assim é que a Páscoa significa, naturalmente, duas coisas: o acontecimento histórico e a  comemoração posterior. Páscoa, em hebraico, “pesah” vem de um verbo que significa “passar por cima”, no sentido de “pousar” (Ex.12:13 e 27). O anjo destruidor, literalmente, passou por cima das casas protegidas pelo sangue do cordeiro, ao mesmo tempo em que feriu os egípcios. O termo “Páscoa” é usado tanto para o ritual, quanto para a vítima sacrificada. A identidade da vítima pascal, reveste-se de significação especial, pois o cordeiro pascal tipificava a Cristo – o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Comia-se o cordeiro mal assado, os pães asmos, as ervas amargas e babia-se o vinho durante a refeição pascal: e cada elemento destes, tinha significado particular e especial. Foi durante uma refeição pascal, que Cristo instituiu a Santa Ceia, tomando o pão, como símbolo do seu corpo e o cálice, como símbolo do seu sangue (Mat. 26:26-28). A Pàscoa lembra a libertação religiosa e social do Egito. Em Cristo, somos libertos do pecado e da morte. O sangue do cordeiro protegeu os lares dos israelitas no Egito; o sangue de Cristo nos protege e nos livra da condeção e da morte. O povo judeu e seus agregados saíram do Egito, livre. Cristo ressuscitou, livre da morte. Ele nos liberta e nos dá vida. Disse Alfred Elderchai, filólogo Alemão: “A ressurreição de Cristo é consideramente, o fato mais insofismável da história”. Se a ressurreiçao corporal de Cristo é inverídica, então a pregação do Evangelho é uma farsa (I Co. 15:15). A fé cristã não tem conteúdo significativo (v.17). E os cristãos não podem ter esperança com respeito ao futuro (vv.18-19). “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem (v. 20). Feliz Páscoa!                Rev. Mario Ramos