DÍZIMO E MORDOMIA DOS BENS NO REINO DE DEUS

BOLETIM DOMINICAL- 07 DE ABRIL DE 2013

DÍZIMO E MORDOMIA DOS BENS NO REINO DE DEUS- Mt. 6: 19-34

Dízimo é bíblico. O dízimo é uma doutrina cuja base encontra-se nas Escrituras. Dízimo é fidelidade. O dízimo foi praticado a partir do justo Abel, que por gratidão, amor e fé trouxe a Deus, como oferta, “as primícias do seu rebanho” (Gn.4:4). O autor aos Hebreus, registra que Abel “obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, também mesmo depois de morto, ainda fala” (Hb.11:4). A razão de ser desse DÍZIMO, é o seu sentido ético. Ser ético com Deus. Ser ético consigo mesmo. Ser ético com o próximo. Portanto, se valer da doutrina do dízimo, para fazer do Evangelho um “negócio”, da fé um elemento mercantilista e da Igreja “em covil de salteadores”(Lc.19:46), é chamar pra si, o juízo severo de Deus. Diz o Apóstolo Paulo: Se, “vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gl. 1:8), ou seja, maldito, destinado à destruição. O sentido bíblico, teológio, espiritual e ético do dízimo, não combina em nada, com as “fanfarras de máquinas de cartões de crédito com todas às bandeiras, dispostas à entrada dos templos. Isto é uma vergonha! Por outro lado, esta prática criminosa, não invalida, a seriedade da prática do dízimo ético, porque ele é biblico. Dentro dessa visão holística, global, integral e integrada da Missão da Igreja, que é: pregar o Evangelho, ensinar os valores do Reino; e curar toda sorte de doenças, enfermidades, males e distorções do pecado – seja na dimensão pessoal ou na social, econômica e política é que se insere a ação social e transformadora da Igreja. A Reforma Protestante do Séc. XVI, significou tudo isso. Esta há de ser sempre a responsabilidade social da Igreja. O dízimo ético que se devota a Deus,  está associado a MORDOMIA DOS BENS. Esta palavra “mordomia” é bíblica. O seu significado é simples e prático: Só o Senhor é dono, nós somos mordomos: administradores de bens que não são nossos, que nos são confiados e dos quais prestaremos conta. Deus é o Senhor e dono de todas as coisas: “ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Sl.24:1). Na dimensão do Reino, Deus nos confia bens para administrar, dá-nos talentos, saúde e energia para produzir. Mas, em última análise, Ele continua sendo o Senhor. É possivel existir riqueza sem o empobrecimento dos outros; através da produção, do uso inteligente da força do trabalho, da aplicação racional do capital, somados ao aproveitamento equilibrado dos recursos naturais. Não é pecado ser rico. Não é vergonhoso ser pobre. Deus ama a todos. A felicidade de pobre e rico está em Deus. O ideal  Calvinista não é o de nivelar por baixo e fazer com que todos sejam proletários e sim proprietários. Sejamos fiéis a Deus nos dízimos e nas ofertas como mordomos. Rev. Mario