COMO TRATAR A UM IRMÃO FALTOSO

Nº 61 – BOLETIM DOMINICAL- 03 DE JULHO DE 2016

COMO TRATAR A UM IRMÃO FALTOSO – Mt. 18: 15-20

A Disciplina na Igreja é como um profeta. Ela visa a um fim proveitoso – a correção. O exercício  amoroso e curativo da disciplina é uma das marcas da Igreja. Igreja sem disciplina, morre; igreja com excesso de disciplina, mata. É preciso equilíbrio, Amor e Firmeza. Decisões corajosas, sempre aplicando a Palavra de Deus. Atrevo em afirmar que a Igreja ou o Pastor que aplicar Mateus 18 e os princípios bíblicos para uma disciplina curativa, que visa à recuperação do faltoso e à sua reintegração na família da fé e ao convívio  harmonioso da comunhão, dificilmente, este Pastor e esta Igreja terão que o “excomungar”, ou seja, excluir do rebanho de Deus. Esta exclusão é pessoa, espiritual e social da família da fé. O Pastor da Igreja, é o único que exerce a sua autoridade eclesial individualmente, pelas atribuições que lhe cabem. Enquanto que  o Presbítero, exerce sua autoridade apenas, e tão somente, em colegiado, num Concílio. Onde este Presbítero participa da administração com o Pastor da Igreja. A função do Pastor é um cura de almas. Ele não é vocacionado para ser uma espécie de promotor público, muito menos um delegado de polícia. O Presbítero e Diácono não são detetives, investigadores e donos ou fiscais de obras da igreja e muito menos da vida alheia; nem os os crentes “os focas” os informantes, para ficarem procurando “irmãos faltosos” ou vendedores de “couros baratos” entregando os irmãos ao sistema. Mil vezes, não! A Bíblia nos ensina, o que fazer e como agir com os faltosos na Igreja: 1) Se Teu Irmão Pecar, Vai e Conversa Com Ele, Privativamente, à Luz da Bíblia – Eis o primeiro passo. Este é o objetivo, “ganhaste o teu irmão”. Heb. 12:11; 2) Se o Irmão Não Te Ouvir, Leva Contigo Uma ou Duas Testemunhas Crentes – Esta comissão está prescrita em Mt. 18:16; 3) Se Ele Não Ouvir Nem a Voce e Nem a Comissão, Dize-o à Igreja – I Cor. 5: 1-13 e 2: 5-11; 4) Por último, Se o Faltoso Não Ouviu à Igreja, é Impenitente, Considera-o Gentio e Publicano. Se chegou a este ponto, para nós Calvinistas que cremos na perseverança dos salvos, ele volta; e se não voltar, é porque era convencido e não convertido.   Rev. Mario Ramos