Estudos

O APOCALÍPSE

O APOCALÍPSE

AS SETE CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA MENOR

  1. Uma síntese bem apertada a título de Introdução ao Estudo as Sete Cartas às Sete Igrejas.
  2. Do Autor: Sabemos que o autor de todos os livros da Bíblia é o Deus Espírito Santo. No entanto, Deus se agradou em usar homens para este mister (2 Pe. 1:21). Deus trabalha junto com o homem. O homem coopera, Deus opera! Para nos trazer a revelação apocalíptica, o Espírito de Deus usou um ancião (Presbítero), chamado João, o conhecido como o “Apóstolo do amor” (Jo. 13:23-25).
  3. Do Nome: “A REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO…”

Com estas palavras João inicia o livro do Apocalípse (1:1). Como nos outros livros da Bíblia ( Gn; Nm; Pv; Ecl.´; Etc..), o livro Apocalípse adquiriu seu título do primeiro versículo. No nosso caso “Revelação, ou Ato de Fazer Conhecido“. Certamente o Apocalípse não é um enigma sem solução, para a Igreja do Senhor, desprezar, mas a REVELAÇÃO de Jesus Cristo, em que Ele nos revela muitas coisas práticas e indispensáveis em todas às épocas e lugares.

  1. Do Tempo do Cumprimento:

Nós seres humanos temos a mania de querer enquadrar as coisas de Deus dentro de nossa lógica e tempo. O nosso subjetivismo tende a submeter a Deus aos nossos caprichos. Os estudos das profecias não escapam a esse desejo humano. Precisamos examinar as Escrituras porque nelas está revelada a Vida Eterna. Elas testificam de Jesus Cristo (Jo. 5:39).

 

 

  1. A Quem Essa Revelação?

João a dedica às Sete Igrejas que estão na Ásia Menor (1:4). Por ordem superior (do Senhor – 1:1). Há uma hierarquia celestial neste processo revelacional da Consumação de todas as coisas – Deus, O Pai entrega ao Filho; o Filho, transmite ao Anjo; o Anjo, comunica a João; e João, entrega aos servos do Senhor em suas Igrejas. Portanto, estas Sete Igrejas (Éfeso, Smirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadéllfia e Laodicéia), localizam-se na Província da Ásia Menor, elas são o alvo desta saudação e dedicação. Mas, porque se menciona apenas as Sete Igrejas? Jesus andava somente entre as Sete Igrejas? Jesus tinha em sua dextra (mão direita) somente as Sete Igrejas da Ásia? Jesus se comprometeu apenas com estas Sete Igrejas? Não havia também a Igreja em Colossos, e a de Hierápolis, na Ásia? Não estão incluídas outras Igrejas do mundo? A reposta, estar na simbologia e numerologia Judaica –  é que se usa o número (7) como em noutros lugares do Apocalípse como: (7 estrelas, 7 selos, 7 chifres, 7 olhos, 7 trovões, 7 cabeças, 7 anjos, 7 taças, 7 trombetas, 7 montes etc.), para significar a perfeição e a plenitude do Deus Tri-Uno ou Trindade.

 

  1. Saudação: Graça e Paz Seja Convosco: (Apoc. 1:4,5)

João Saúda essas igrejas, as quais representam a Igreja de Jesus Cristo, de todos os tempos e lugares, incluindo, a Igreja Presbiteriana do Cajú. A saudação, é feita em “nome daquele que é, e que era e que há de vir e também dos 7 Espíritos que estão diante do Seu Trono; e da de Jesus Cristo que é além da fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra. Aquele que nos ama e nos lavou em seu sangue dos nossos pecados.” Vemos aqui a Trindade presente: o Deus Pai; o Deus Filho, e o Deus Espírito Santo.

  1. As três Divisões do Livro do Apocalípse:

Uma coisa que pretendemos que fique claro neste Estudo de Apocalípse é a DIVISÃO do Livro em três (3) Partes. No Capítulo (1:19), está estampado claramente esta divisão. Vejamos então:

I – Que tens visto –            (Capítulo 1);

II – E as coisas que são       ( Capítulo 2 e 3 );

III –  E as que depois destas hão de acontecer  (Cap. 4 a 22);

I – A primeira parte do livro fala-nos das cousas que João estava vendo no momento: A visão do Cristo Ressurreto e Sua Glória  Cap. (1);

II- A segunda parte do livro trata das cousas que são, isto é;  A Igreja no presente (Cap. 2 e 3). Logicamente esta mensagem as Sete (7) Igrejas da Ásia Menor NÃO PODEMOS NEGAR,  que a mensagem abarca todo o período da NOVA DISPENSAÇÃO da Graça Eficáz (Jesus) até a Consumação dos Séculos;

III- A terceira divisão do livro, de 4 a 22, é a parte PROFÉTICA, é introduzida por uma vislumbrante visão de Deus, como o Grande Rei, assentado no Seu Trono no céu e rodeado por inumeráveis seres celestiais. Esta 3ª parte, trata-se das coisas do FUTURO, vale dizer, preste bem atenção, aqui NÃO se trata mais do Cordeiro de Deus, na qualidade de Salvador e sim; do grande Rei – o Messias, em juízo, sobre a terra. Este momento apocalíptico a missão não é Redentora e sim; da 2ª Volta do Senhor (Parousia), portanto, de Juízo sobre as nações ímpias e rebeldes. A questão sobre a Redenção dos Judeus incrédulos na tribulação ou a Salvação Escatológica, esta perfaz, também o Juízo ( Cap. 6). Vale afirmar que a partir do Capítulo 5 a Igreja do Senhor já fora ARREBATADA. É bem verdade, que este FUTURO escatológico, já começa a se confundir com o nosso presente.

  1. Um Panorama do que há em comum sobre as Sete Igrejas, antes mesmo, adentrarmos, a sua consideração nesta revisitação ao passado/presente/futuro, extraindo às preciosas lições ao presente:
  • A todas as Igrejas, são dirigidas “ao anjo da Igreja” – Hoje Servo ou Pastor;
  • Jesus Cristo afirma a cada Igreja: “Eu conheço” as tuas obras, se por um lado, é angustiante aquilo que o Senhor vê em nós; por outro, é tranqüilizante ao cristão consciente de suas obras saber que este Jesus é Deus presente e fiel;
  • A todas as Igrejas tem uma palavra de louvor ou uma de censura – excetuando as Igrejas de Esmirna e Filadélfia;
  • Cristo lembra as Sete Igrejas quanto a Sua Vinda e o pode acontecer com a conduta da própria pessoa;
  • A cada Igreja é repetida: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas”;
  • Há abundantes promessas asseguradas àqueles que perseverarem até ao fim – aos vencedores.

 

 

 

 

 

MENSAGEM A IGREJA DE ÉFESO

(Apoc. 2: 1- 7)

  • O PRIMEIRO AMOR:

Éfeso, é aquela a Igreja Autêntica, mas sem amor (deixaste o teu primeiro amor (Apoc. 2:4).

A Igreja de Éfeso era, das Sete (7), a mais próxima de Pátmos, onde João recebeu as sete mensagens. Éfeso era a principal das Sete (7) províncias chamada a Ásia, província romana do tamanho, aproximadamente do Estado do Ceará. Ali havia o templo de Diana, uma das sete (7) maravilhas do mundo. Ali o Apóstolo Paulo enfrentou centro ativo do ocultismo, da magia negra e da religião sacredotal de Sevas, portanto, início das missões transculturais, multiculturais, tendo por base a vida sócio-política e econômica, em processo de globalização religiosa. Veja que Satanás sempre esteve vivo, ativo e solto neste planeta terra, realizando os seus “milagres extraordinários”, razão, do confronto violento com o Apóstolo do Senhor à serviço do Reino de Deus no mundo dos gentios. (Atos 19). Foi em Éfeso que João, nos últimos anos da sua vida, escolheu como o centro da sua obra e regência do Bispado na região. Foi ali, talvez, que Maria, a mãe de Jesus, acolhida na casa deste Apóstolo, morreu. (o dógma da “assunção ou da dormição” – de Maria, mãe de Jesus, pelo Papa Pio XII, em 01/11/1950, é uma heresia. Assim, como o dógma da Theotókos – mãe de Deus e rainha do céu – no 1º Concílio ecumênico de Éfeso em 1431 é igualmente, uma heresia. A morte de Maria até hoje não foi dogmatizada. Éfeso atualmente é somente um sítio arqueológico – uma região em ruínas.

 

  • UMA IGREJA PROVADA E APROVADA:

As provações e sofrimentos criam oportunidades para que a fidelidade a Cristo se manifeste. Os “falsos apóstolos“ são postos à prova e achados mentirosos. São igualmente reprovados os nicolaítas, movimento herético e divisionista liderado por um certo Nicolau (possível ex diácono) de Atos 6:5, por sua liderança – os quais representavam uma tendência gnóstico – libertina nas igrejas de Éfeso (2:6) e Pérgamo ( 2:15).

 

  1. As verdadeiras Igrejas estão à dextra, (mão direita) de Deus, em cuja mão está o teu fôlego de vida (Dn. 5:23). De cuja mãos estão os meus e o seus dias ( Sl. 31:15). Cristo anda no meio dos castiçais. Jesus nunca pára de trabalhar (João 15). A igreja de Éfeso tinha um ponto positivo: Não podia sofrer os maus, (maus crentes), que eram posto à prova (2:2). Esta Igreja trabalhava bastante, parecia haver uma fé operante, uma programação vasta, mas isto só não vale nada sem amor.
  2. Efeso e o amor perdido: Aquele 1º amor, que precisa ser ofertado e não para ser exigido (v.4). O próprio João diz que não ama não é de Deus ( I Jo. 3:10). O Senhor então recomenda: “Lembra-te, pois donde caíste e arrepende-te…” Quais seriam as características de ter deixado o 1º amor?
  3. Os que sentem a Deus só exteriormente, formalmente;
  4. Os que sentem a Deus interiormente, mas, vivem somente, em função da fé nas experiências pessoais e não buscam o crescimento no conhecimento da Palavra e na Graça.
  5. Os que buscam o poder divino em função do autodomínio porém, não se comprometem com este mesmo poder na transformação da sociedade;
  6. Os que sem temor, ao pecar em coisas consideradas insignificantes como: mentir, fraudar, cobiçar, oprimir, sonegar, corromper e ser corrompido, indiferença e insensibilidade para os pobres, etc…
  7. Os que nada sentem ao ausentar dos cultos e a negligência dos meios de graça – os Sacramentos;
  8. Os que não se esforçam para levar o próximo a Cristo;
  9. Os que voltam ao convívio dos descrentes e comunga com este naquilo que é contraditório a conduta do cristão;
  10. Os que não mais se sacrificam em prol da causa de Cristo;
  11. É quase certo que a igreja, ou crente, que gosta de discutir doutrina já deixou o 1º amor. Ter firmeza doutrinária para a perseverança da fé e maturidade cristã é preciso, mas ser dogmático-fundamentalista é prejudicial.

 

  1. ARRENPEBDE-TE E PRATICA AS PRIMEIRAS OBRAS:
    • – O CRISTÃO DESVIADO:

Ele já foi cristão; já pertenceu a uma igreja. Hoje ele é desviado do Evangelho e um fugitivo da família da fé, ou é, apenas um “congregado”, o periférico. A Palavra de Deus prescreve quatro passos com respeito a esta situação. O remédio é amargo mas, fará muito a alma:

  1. Lembra-te de onde caíste;
  2. Arrepende-te;
  3. Levanta-te;
  4. Tem bom ânimo;
  5. Volta à prática das primeiras obras – ou seja, as vividas no primeiro amor.
  6. CONCLUSÃO:

 

Esta é a mensagem conclusiva a Igreja de Éfeso. O verdadeiro arrependimento (Metanoia), sempre conduz a uma vida de restauração, de renovação e de recomeço e de boas obras (Dan 4:27; Mt. 3:8; Atos 26:28 etc.) Quando não, vem uma terrível advertência – “tirarei do teu lugar castiçal” (v. 5). Qual será o mistério de Igrejas que não mais ardem com o fogo divino e não mais iluminam os arredores da igreja, da família e da sociedade com a glória dos céus? Ou, por que será tanto “fogo” estranho diante de Deus, por seus falsos crentes e profetas? São estes os “Nabades e Abiús” os filhos rebeldes de Arão ? (Lev. 10). É possível que Cristo já removeu o castiçal deles. Deus aborrece dos Nicolaítas (v.6) que é sinônimo de imorais, e seguidores das doutrinas de Balaão que ensinou a Balaque a pecar e a lançar tropeço diante dos filhos de Israel (Nm. 24 e 25). Mas Deus tem um prêmio ao vencedor: Este comerá da árvore da vida (V.7). São duas classes: a dos vencedores e a dos vencidos (2Pe. 2:20) Aos vencedores será concedido o anelante desejo de comer da árvore e viver eternamente.

Que o Senhor nos dê a Graça Maravilhosa que plenifique a minha vida,  e a minha igreja.

Espero que você tenha ouvidos abertos e o coração pronto a obedecer à voz de Deus.

No amor de Cristo Jesus!

 

 

 

2ª CARTA – MENSAGEM A IGREJA DE ESMIRNA

A Igreja Fiel e Perseguida: Ap: 2: 8-11

“Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap. 2:10).

  1. Uma Breve Visão Panorâmica:

A 2ª mensagem, a mais resumida das sete Cartas, foi dirigida a Igreja de Esmirna, cidade opulenta, próspera e dissoluta. É a única das sete Cidades que permanece até hoje, com grandeza que tinha no tempo João. Economia: Seu porto marítimo cerca de 56 km ao norte de Éfeso. Hoje Esmirna é a principal cidade da Turquia. Religião: Era um centro do culto imperial de Roma. A Igreja sofreu ali uma forte oposição por parte dos Judeus, que com o intuito de condenar à fogueira Policarpo, Bispo do lugar, se uniram aos pagãos. “Tereis tribulação de 10 dias.” (v. 10). Frase esta que pode se referir a um período de 10 dias ou de dez períodos de perseguição, no tempo de Nero ou reinado de Diocleciano. Ministério: Esmirna era o Centro e o lugar do martírio de Policarpo (Presbítero), que fora separado para o ministério pelo Apóstolo João.

  • QUEM FALA É JESUS CRISTO – O Cristo glorificado tem a preeminência e a primazia na Sua Igreja de todos os tempos (v. 8). Quem fala é Jesus aquele que é “de eternidade a eternidade” (Sl. 90:02); Aquele que “é o mesmo ontem hoje, e eternamente” (Heb. 13:8). O Senhor continua a falar hoje e conforta esta Igreja perseguida com o seu próprio testemunho. Isto diz “aquele que foi morto e reviveu”.
  • SOMENTE JESUS CONHECE TODAS AS NOSSAS TRIBULAÇÕES (v. 9) Não somente sabe de todas que sofremos, mas é Ele que nos concede padecer por Ele (Fil. 1:29). Antes de qualquer outra finalidade, a provação tem o seu efeito pedagógico cuja destinação é o amadurecimento do crente e a idoneidade da própria Igreja (Rm. 5:3-5);
  • ÉS POBRE, MAS TU ÉS RICO (v.9). Jesus foi pobre. Ele não tinha sequer onde reclinar a sua cabeça. Ele sabe quando nos falta o pão. A pobreza da Igreja de Esmirna era ainda acentuada no meio duma cidade rica e florescente.   (Cristãos ricos em tempos de fome) –  Livro – (Ronald J. Sider). Note o contraste entre a Igreja de Esmirna e de Laodicéia. Esmirna era pobre (mas rica); Laodicéia era rica, mas pobre, cego, nu e miserável). Ou seja, a Igreja de Laodicéia ajuntava tesouros para si e a de Esmirna era rica para com Deus. (Lc. 12:21). Comparemos ainda, ( Lc. 12:33-34; Tg. 2:5);
  • NEM TODOS SÃO JUDEUS, AINDA QUE OS DIGAM. (v.9)

Eram Judeus de nascimento, mas, espiritualmente eram “Sinagoga de Satanás”. O judaismo, seja ele ortodoxo, conservador ou liberal, é mais atraente à carne do que a simplicidade da fé no Senhor invisível; uma religião terrestre e mecânica é mais atrativa aos frios espirituais do que uma vida celestial na terra. Cuja às experiência vêem da fé; e não, fé nas experiências pessoais. Cuja autoridade é centrada a fé; e não, a fé centrada na autoridade – Fé reformada Séc. XVI;

Portanto, este tal fervor do  conservadorismo às tradições da moral, da cultura e dos costumes judaicos, tão divinizado nas igrejas, hoje, como exemplo de cristianismo e devida cristã é perigoso e falso. Este povo “escolhido“ é inimigo declarado de nosso Jesus de Nazaré, o Messias de Deus – o Enviado – o Libertador e o Redentor de novas vidas. Garante o Apóstolo Paulo (Rm. 2:9)

“Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, do Judeu primeiro, e também do grego.” São eles inimigos do Evangelho, continua Paulo:  “Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa;…” (Rm. 11:28);

5- A IGREJA IDÔNEA E DESTEMIDA – “Não temas!” Esta palavra de Consolo e de encorajamento é proclamada  na sua Bíblia 365 vezes; uma para cada dia. Portanto nada tema das coisas que hão de padecer (v.10). Jesus não nos promete isenção de sofrimentos, de dores, de angústias e de choro e de lágrimas. Mas ao contrário diz o Mestre: “No mundo tereis aflições”. O verbo está no plural. “Aflições”. A isso, porém, acrescentou Jesus: “Eu venci o mundo” (Jo. 16:33). Aleluía! Jesus venceu o mundo; portanto, os homens não podem perseguir mais do que Ele, na sabedoria divina e no amor leal infinito, permitir ( I Cor. 10:33);

6 – IGREJA, EIS QUE SATANÁS LANÇARÁ ALGUNS (v. 10) Isto faz lembra as palavras de Jesus em outra ocasião; “Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo” (Lc. 22:31).

 

7- A IGREJA FIEL ATÉ A MORTE  (v. 10). Isto significa: “Sê fiel até ao martírio”. O testemunho fiel a Jesus requer por vezes até a própria vida – a morte. Leia as “Catacumbas de Roma” – Benjamin Scott);

A Bíblia aqui não ensina “Sê fiel até o dia da sua morte”, mas “Sê fiel até morrer, se necessário for”, no caso pelo martírio. Todos os Discípulos de Jesus foram martirizados, exceto João. Portanto, eles sequer, conheceram o Apocalípse. Enquanto você está tendo este privilégio de examinar as profecias do fim dos tempos. Igreja Presbiteriana do Caju, é portanto, bem-aventurada. Glorifique a Deus pelo privilégio. Cresça na graça e no conhecimento.

A Palavra de Deus não se preocupa muito com a morte física porque quem estar em Cristo  já “passou da morte para a vida” (Jo. 5:24). O que Cristo deseja, para a minha vida e a sua, meu irmão, é que estejamos preparados para o real encontro com Ele, a 2ª Vinda do Amado Salvador e Rei. Cristo quando viu a Igreja de Éfeso assim fria no amor, exortou-a a arrepender-se logo, para não ser surpreendida na Vinda de Cristo (2:5). Os crentes de Esmirna, foram avisados a esperar uma grande prova de Tribulação, foram exortados a serem fiéis, à vista das coroas que lhe estavam reservadas para aquele dia (2:10).

8- DAR-TE-EI A COROA DA VIDA – (V.10). Refere-se “a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam” (Tg. 1:12). Não é na morte, mas ao aparecer o Sumo Pastor que alcançaremos a incorruptível coroa de glória ( I Pe. 5:4). O dia de ser coroado na é o dia da morte, como pensam, mas sim, o da vida Vinda de Cristo ( II Tm. 4:8).  Ganharão a coroa da vida aqueles que se mostram prontos a perderem a vida no mundo, no serviço de Cristo (Mt.6:25; Apoc. 12:11). Há outra vida além desta, que é mais propriamente vida (Jo. 11:25,26) e há outra morte além daquela que conhecemos aqui na terra, que é infinitamente mais trágica e dramática – um apocalipse ( Lc. 12:4,5: Apoc. 20:6,14).

 

9 – SE VOCE TEM OUVIDOS, OUÇA…(v.11). – Não são todos os crente que iam sofrer tribulação em Esmirna. Porém, poucos teriam ouvidos para ouvir, dar crédito à Palavra da profecia, da advertência espiritual quanto às ciladas do Diabo. Diz-se que hisrael não deu ouvidos a Moises por causa ânsia de espírito e da dura servidão”.

 

10 – O ESPÍRITO AINDA FALA ÀS IGREJAS (V.11). Quantas vezes perdemos a mensagem divina, porque não cremos que Cristo nos fala através pelo Espírito Santo? Quem é douto o suficiente para julgar se a Palavra é ou não do Senhor? Será por que a Palavra é dura? Por que o sermão é demorado? Por que a Palavra tocou duramente ao seu coração? O será você senhor da interpretação subjetiva da Palavra que vem do púlpito? Quem tem ouvidos, ouça!

 

11- AO VENCEDOR A MORTE NÃO FARÁ DANO (V.11) – Os santos têm de submeter-se aos que executam a sentença da primeira morte, aos que “matam o corpo”; mas “sobre estes crentes fieis e perseverantes não tem poder a segunda morte. ( Ap. 20:6).

 

12 – CONCLUSÃO:

Os esmirnenses, são exemplos da segurança e confiança que devemos depositar nas mãos de Jesus. Ele selou a sua pública profissão de fé com a própria vida. Portanto, tendo servido a Cristo e a sua Igreja com absoluta e tenaz fidelidade, jamais seremos decepcionados. “Sê fiel até morte, dar-te-ei a coroa da via” (2:10)

Deus o abençoe, copiosamente, em Jesus Cristo.

 

 

 

3ª CARTA – A IGREJA DE PÉRGAMO

O Deus da promessa Se faz cumprir! – (Ap. 2: 12 -17).

 

Ao vencedor, dar-te-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.” (Ap. v.17)

 

  1. Uma Breve Visão Panorâmica:

Pérgamo, cerca de 70 km, ao norte de Esmirna, a mais importante cidade da Ásia, célebre pelo pergaminho, pois ali que pela primeira vez ele foi preparado, como também por sua famosa biblioteca de 200.000 volumes,  depois levados para Alexandria. Foi um grande centro cultural e político desde o III Século a.C., tendo sido no ano 282 a.C., capital do reino Selêucida, uma das divisões do Império de Alexandre Magno. Em 133 a.C., Átalo III deixou, em testamento, este reino e sua capital como herança do Império Romano. Sob o domínio dos reis Atálicos, tornou-se Pérgamo uma cidade de templos, colégios e palácios reais, sendo considerada a primeira cidade da Ásia. Estas breves informações históricas ajudam entender a Carta apocalíptica. É o que veremos a seguir: Abra a sua Bíblia em espírito de oração:

 

  • QUEM FALA É JESUS – (v.12) “… Estas cousas diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes”: Jesus Cristo, é a 2ª Pessoa da Trindade – Jesus é o Unigênito Filho de Deus – “O Ungido” – o Messias – o Cristo, cujo nome é celestial. O Redentor, o Salvador, o Libertador, o Senhor. O único Mediador entre Deus e os homens (I Tm. 2:5; At. 4:12). Jesus Cristo é Deus (Jo. 10:30). No seu prólogo, João nos dá boa esperança ao declarar que o Senhor Jesus veio a este mundo, entre outras cousas, para Se comunicar conosco, habitar ou tabernacular, com os homens. Jesus veio para se interagir, falar, viver e se comunicar. Jesus se importa com voce e comigo. Jesus veio a revelar nEle, a glória de Deus (Jo. 1:14,18). E o que diz Jesus: O Cristo glorificado denuncia o seu arque inimigo bem como o inimigo de Seu povo e de Sua Igreja – Satanás.
  • ONDE SATANÁS HABITA (V.12). Após o arrebatamento da Igreja, Satanás tomará posse completa da terra. Ele já dissera a Jesus: “Tudo isto (as nações) te darei se, prostrado, me adorares.” (Mt. 4). Na literatura apocalíptica, Satanás, tem o seu trono. Satanás sempre teve os seus adoradores, até mesmo uma legião de “anjos”. (Ap. 12:4; 13:4); Leia: Antes da Última Batalha (Arthur E. Bloomfield).

“Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás. Qual o sentido desta declaração? Havia em Pérgamo vários altares dedicados a deuses pagãos. No alto de uma colina de quase 300 metros foi construído uma altar de 14 metros de altura, encimado por uma enorme estátua de Zeus, que ficava em frente ao altar da deusa ATENAS. O trono de Satanás seria aquele altar. Não te impressiones com as fantasias templários suntuosos, imponentes e luxuosos. Jesus jamais andaria em tapete vermelho;

3 – O “DEUS” DA CURA – ESCULÁPIO: Romanismo ou cristianismo? O Paganismo e o seu culto: Velhos tempos, novas práticas! “Os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade”. ( Salmo 74:20). “Deuses injustos, mutáveis, iracundos, Só na vingança e podridão fecundos.” (Poeta Pope).

Hoje, nas igrejas brasileiras, é mais fácil achar semideuses do que um verdadeiro crente em Jesus. Jeremias, o profeta, já adiantava em seu tempo: “Eles são cruéis e não usarão de misericórdia”. (Jer. 6:23). Assim, concorriam as multidões ao templo dedicado a Esculápio; o deus da cura, no qual sacerdotes e médicos se confundiam não raramente os sacerdotes eram médicos, e estes, sacerdotes Galeno, que só foi superado como médico por Hipócrates, que era natural de Pérgamo. O paganismo era de tal ordem naquela cidade, que Esculápio era chamado de “o salvador”. Ora, sabemos que só Jesus Cristo cabe este nome! O emblema de Esculápio era uma serpente, resultado de a medicina de então acreditar nos encantos e encantamentos como agentes de cura. Para o Judeu, como para o cristão, a serpente sempre foi símbolo de Satanás;

4 – PÉRGAMO A CIDADE DO PAPEL (v.12) O nome de Pérgamo, deriva do “pergaminho” do papel abundante fabricado nesta cidade. Era fabricado com a pela de bode, de carneiro ou de outro animal. (A seita Qumran, grupo monástico judaico, nasceu da descoberta dos pergaminhos – Rolos do  Mar Morto).

5- ANTIPAS, O MÁRTIR FIEL (v.13). A palavra mártir vem do grego “Martus”, que significa vítima, mártir, aquele que sofre tormentos por sustentar uma fé, idéia ou opinião. Tambem significa “testemunha” (At. 1:8), esta foi a virtude destemida  de Antipas, um ancião ou Presbítero;

6 – A CONDENAÇÃO DOS ERROS (v. 14). “…Caminho de Balaão” (2 Pe. 2:15; Jd. 11). A denúncia é sobre erro da ganância. A cobiça daqueles que alugam um espaço para fazer serviços religiosos (as franquias de Igrejas – a terceirização institucional religiosa – a mercantilização da fé, buscando lucro e projeção sociopolítico pessoal. (Nm. 22:7; 17 Jd.11). Este caminho de Balaão é contrastado com o “reto caminho”. Ou seja. A falta de ética com Evangelho, com o Ministério, com a Palavra, com a pregação e com os dízimos e as ofertas. É falta de temor ao Senhor. É falta de vergonha na cara! A Igreja do Senhor Jesus não pode de forma alguma ser conivente ou tolerantes com o mal, o erro, o pecado. Com as injustiças sociais. Somos Protestantes, evangélicos, somos postos em defesa do Evangelho (Fil. 1:16);

a – “Os que sustentavam a doutrina de Balaão – (V.14). A qual induzia os Filhos de Deus (os santos) à prática da idolatria e da prostituição, seja ela carnal ou espiritual. Aliás, havia na igreja uma ameaçadora frouxidão moral que representava a sexualidade doentia, a promiscuidade, o que contraria profundamente a lei divina, que só legitima o sexo com o compromisso da bênção de Deus, do amor e do casamento entre um homem e uma mulher (Gn. 2:24).

  1. Os que sustentavam a doutrina dos nicolaítas. (v. 15). Acreditava-se que Nicolau era o Diácono da Igreja Primitiva (At. 6:5), que se tornou um desviado da Verdade, e sendo prejudicial à própria fé. Os nicolaítas ensinavam que os cristãos deviam adaptar-se aos usos e costumes do mundo; eles eram extremamente permissivos quanto às práticas éticas e morais pagãs. O cristão precisa ter a ousadia e a coragem de ser santo (separado) para Deus, tendo a certeza de que finalmente, receberá do “maná escondido, uma pedrinha branca e um nome novo” (Ap. v. 17);

 

7- “Portanto, arrepende-te… senão venho contra ti, com a espada da minha boca” – (v. 16). Em todas as Cartas, Deus revela o seu amor leal, chamando a todos ao arrependimento – metanoia. O Senhor Jesus, não tem prazer na morte do ímpio, antes deseja a sua conversão (Ez. 33:11);

 

8- “Ao Vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido… a pedrinha branca e um novo nome.” (v. 17):

  1. “Maná escondido” – Outrora um mistério, antes da eternidade, mas, revelado na Encarnação do Verbo de Deus (Jo. 1:14,18). Uma referência à suficiência de Cristo, em Sua obra de expiação na cruz por todos, porém, eficiente para alguns. A capacidade divina em dessedentar a sede e sustentar com o pão celestial a vida do crente fiel; e todas as suas necessidades básicas e existenciais (Sl 23, 34, 27, 37 etc.). Os Hebreus durante a peregrinação no deserto provaram desta divina providência deste maná (Êxodo 16:1-36);
  2. “Pedrinha branca e um novo nome”- Nos jogos olímpicos de Roma os vitoriosos recebiam uma pedrinha branca, a qual lhes dava acesso a todos os espetáculos. Tambem nos tribunais era usual entregar-se uma pedrinha branca aos absolvidos, uma pedra preta aos condenados (Rm. 12:1).
  3. “O novo nome” – prometido no texto de Apocalípse é o nome de Cristão, que deriva de Cristo, nome que traduz o que a pessoa é e o que faz. Ele fala de uma nova identidade e personalidade, embutida num fraco e limitado, capaz agora de fazer – em Cristo – o que lhe é humanamente impossível realizar (Fip. 4:13). Mas em Cristo, que o fortalece, ele agora tudo pode. Ele já não é um vencido pelas forças inimigas da própria carne e do mundo exterior, mas é o vencedor em Jesus, o Seu Salvador;

 

9 – CONCLUSÃO:

O Livro: O Novo Oriente Médio – Shimon Peres/ 1993, “Os bastidores do histórico Tratado de Paz entre Israel e a OLP e as propostas de Shimon Peres para um Oriente Médio com Paz, Segurança e Prosperidade, revelou-se, no entanto, que os esforços humanos, são devidos sim, enquanto sejam estes cooperadores, de um Deus OPERA. Se o homem coopera, Deus opera! Assim, significa a fé vital, na vida do Crente, da Igreja, da família e da Sociedade. Pérgamo, tinha tudo para ser uma Igreja/Cidade de paz, segurança e prosperidade. No entanto, a cidade, era o lugar onde habitava Satanás. Ali os crentes fieis como Antipas, foram martirizados por sua boa confissão de fé em Jesus. O testemunho de Antipas e parte dos crentes daquela Igreja, nos ensina que vale apenas ser um cristão fervoroso, dedicado a Cristo e à Sua igreja. Servindo a Deus e à Sociedade no tempo chamado hoje. Tenhamos prazer no testemunho cristão e vivamos as aventuras da fé.

Que Deus abençoe ricamente a sua vida. Sê tu, um agente transformador, na transformação do mundo.

“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus” (Fip. 1:6).

 

 

4ª CARTA – IGREJA DE TIATIRA

Ap. 2:18-29

“TEMPO PARA ARREPENDIMENTO” – (v.21).

Introdução:

A Carta à Igreja em Tiatira é a mais extensa e enigmática das sete cartas escritas para as Igrejas da Ásia Menor. Sobre as ruínas da antiga cidade Tiatira, está edificada a atual cidade turca de Akhisar. A cidade de Tiatira, conhecida como centro comercial e artesanal, ficava no caminho entre Pérgamo e Sardes, há 55 km, no fértil vale do lico. Era a cidade de Lídia, cristã, temente a Deus e piedosa de Filipos, vendedora de púrpura, fruto do ministério de Paulo e Silas. Não sabemos se foi ela quem levou o Evangelho até ali, o certo é que havia na cidade uma Igreja muito próspera. A cidade era famosa pelas suas associações de classe, industriais de lã e tinturas (At. 16:14). Nem tudo na Igreja era tranqüilo. Havia nesta Igreja algo pernicioso que malgrado,  contribuía para os conflitos internos e que em muito machucava a parte fiel da Igreja –  Ela se chamava Jezabel.

  • QUEM FALA À IGREJA É JESUS – (v.18): Em todas as sete Cartas enviadas às igrejas, o remetente é Jesus Cristo –“o Filho de Deus, que tem olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes ao bronze polido”: É Jesus quem fala ao coração do homem pela Palavra, no concurso do Deus Espírito Santo. Este é Cristo! A Terceira Pessoa da Trindade – o Deus Espírito Santo, Ele é o “alter ego” ou seja, “o outro eu”. (Jo. 14:16-21; 16:7-11;16; 25-26; Heb. 1:1-2);

 

  • – “EU CONHEÇO AS TUAS OBRAS…” (v.19) Está declarado que somente Deus é onisciente, onipresente e onipotente. (Sl. 139). O Deus que nós servimos é o Único que possui qualidades morais e metafísicas que são inerentes à Sua divindade. É o que chamamos de “atributos de Deus” – Isto significa dizer: Onde estiver um crente orando, lá está Deus; onde houver um ímpio pecando, lá está Deus, ao mesmo tempo! Deus está aqui em nossa Igreja enquanto eu ensino e também junto de voce, enquanto aprende. Ele conhece-nos de verdade! (Sl. 139:1).

 

  • A ENCARNAÇÃO DA MALDADE E DA IDOLATRIA (v. 20) “Tenho porém, contra ti, o toleres esta mulher, Jezabel…” O problema dessa Igreja era interno e muito grave, e girava em torno da figura de Jezabel. Em seu todo a Comunidade ia bem; havia no entanto um grupo que seguia os princípios dessa mulher. Esta falsa profetisa pode de fato ter-se chamada Jezabel; mais provavelmente, todavia, era uma mulher bem conhecida na região e de muito prestígio na Igreja ou a sua influência com pessoas importantes da Comunidade – parentes e amigos. Jezabel, era uma só confusão de religião e símbolo de idolatria, da rebeldia, da maldade e da prostituição. Para ela, seus amantes e filhos adulterinos, não estavam dispostos e disponíveis ao tempo do arrependimento. Jezabel é a encarnação da maldade e da idolatria. Não se sabe como ela era, apenas como ela agia. Jezabel era filha do Rei dos Sidônios Etbaal ( 1 Re. 16:31). Jezabel perseguiu o profeta Elias, levou o marido, o pusilânime rei Acabe, à idolatria, exigiu a adoração de Baal paralelamente à adoração a Javé (prostituição espiritual) deplorável aos olhos do Senhor. Além de defender o sincretismo religioso, admitia a prostituição e a feitiçaria     ( 2Re. 9:22; Deut. 18: 9-14; Ap. 21:8).
  • O PECADO COMO NEGAÇÃO DO REINO – (v.22-24c) A Jezabel de Tiatira era uma corruptora, que seduzia os cristãos, utilizava-se de artifícios aparentemente dígnos, bons e prazerosos à prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos (Campos e Brasil – festas pagãs e até cristãs – intenção pode ser boa; mas ação às vezes malígna. Na ética cristã são os meios que justificam os fins, e não ao contrário. O pecado deliberado ou não é a negação do Reino de Deus. Seja o pecado original, o social, ou e, o pecado Comunitário. A idéia de um pecado que sai do coração humano e se infiltra nas estruturas da sociedade está em íntima conexão com a caracterização do pecado como negação do Reino (leia, Livro – Teologia Moral – Antônio Moser)

A punição e a maldição advindas dos versos 22-24c, são gravíssimas. “enfermidade grave”, “grande tribulação”, “mortes dos filhos”, “advertência sonora a toda à igreja”, “retribuição individual pelo pecado” e “absolvição aos demais de Tiatira que não se contaminaram com “as coisas profundas de Satanás”: doutrinas falsas e perigosas (1 Tm. 4:1-3; 2 Tm. 3:1-9; Jd. 5-7);

 

5 – “ E A PERSEVERANÇA, EXPERIÊNCIA; E A EXPERIÊNCIA A       ESPERANÇA” – (vs. 25-27) “…conservai o que tendes,…Ao vencedor…eu lhe darei autoridade…com cetro de ferro as regerá…” – Uma referência ao Reino milenar de Cristo sobre a terra (Ap. 12:5; 19:15; Sl 2:9; Ap. 11:15; 20:4).

 

  • – “…DAR-LHE-EI A ESTRELA DA MANHÔ. (v.28)- Provavelmente uma referência ao próprio Cristo (22:16; 2 Pd. 1: 19) ou ainda, possivelmente, uma alusão ao próprio crente sobre o seu triunfo sobre a morte – a vida imortal que o cristão verdadeiro receberá de Cristo (I Cor. 15: 20-23; 35-49; 51-58).

 

  • – CONCLUSÃO:

O Apóstolo João, tece elogios aos fiéis, que não se deixaram contaminar pelas doutrinas de Jezabel e de Balaão. Sãos os cristãos perseverantes, conscientes do Evangelho de Cristo e das doutrinas dos Apóstolos, que conhecem as riquezas profundas de uma vida com Cristo. O tempo presente é por demais desafiador à nossa fé cristã. As comodidades e acessibilidades aos meios de comunicações e as redes sociais, enfim, o mudo moderno regido pela tecnologia e a internet, torna-se, muito mais avassalador a vida cristã e espiritual do que em todas as épocas. Outrossim, as forças corrosivas e beligerantes ao testemunho cristão no lar, na Igreja e na sociedade, tem-se tisnado a mente e a razão.  Mas, em todos os tempos, o Deus Espírito Santo, o qual, convence-nos “do PECADO, DA JUSTIÇA E DO JUÍZO” sobre a vida diária em Deus e à santidade pessoal o mesmo. Jesus é o mesmo (Heb. 13:8). A Palavra de Deus é a mesma – “ Nossa regra infalível de fé e de prática” – (CFW). Devemos no temor do Senhor, fé em Cristo, plenos da Graça, e amor a Deus e a Sua Igreja,  conservarmos o que temos. E assim, recebermos a vida eterna como herança: “julgar as nações e receber a brilhante estrela da manha”.

Deus em muito abençoe, meus queridos irmãos!

5ª CARTA – IGREJA EM SARDES

 Texto: Ap. 3:1-6

 

A Queda de Sardes: O Vil Pecado e a Falta de Vigilância.

 

Introdução:

Sardes, a antiga capital da Lídia, o império do célebre e rico Creso, o último rei da Lídia, era famosa por seu luxo e suas riquezas. Conforme diz a tradição, foi à primeira cidade da região a receber o Evangelho, sob a pregação do Apóstolo João, bem como a primeira a desviar-se da fé e uma das primeiras a, desmoronar-se, cair em ruínas. O lugar é hoje uma admirável aldeia num meio das ruínas de passadas grandezas, possuindo uma caravançará – útil às caravanas que dirigem da Pérsia a Esmirna. Foi sede de uma das Sete Igrejas da Ásia (Ap. 1:11).

 

  • Quem Fala é o Deus Trino – Simbolizado e tipificado “…os sete Espíritos de Deus…” (v. 1) Em todas as sete cartas, o remetente é o mesmo: A Trindade Excelsa na figura do Cristo glorificado, pois, a mensagem do Apocalípse enviada as Igrejas visam revelar a ação do Cristo Triunfante, na qualidade de Reis dos reis. Os sete Espíritos, tipificam e simbolizam a onisciência e perfeição da do Deus,  Tri-Uno.

“…Conheço as tuas obras…” – è uma demonstração dos atributos incomunicáveis de Deus: onisciência, onipresença e a onipotência (Salmo 139). É muito bom e tranquilizante saber que servimos a um Deus que tudo sabe e sabe tudo; tudo pode e pode tudo; porém, é tremendo esta mesma responsabilidade de se transigir com um Deus que nada escapa ao Seu conhecimento. O Cristo Glorificado conhecia por dentro a vida da Igreja de Éfeso (Ap. 2:2) e a Igreja de Sardes (v. 1c). Assim Cristo conhece como ninguém a Igreja Presbiteriana do Caju e todas as demais Igrejas.

 

  • A Queda de Sardes: O Pecado Vil e a Falta de Vigilância: (v.2) Sardes, foi por duas vezes destruída, visto não haver guardas junto aos seus muros e suas portas. A palavra de ordem do Senhor Jesus aos seus fieis é: “vigiai sem cessar” (Mat. 26:41), e do Apostolo Paulo é: “orai sem cessar” (1 Ts. 5:17).

A Igreja de Sardes era o exato reflexo da degeneração dos usos e costumes reinante na cidade entre os pagãos. Ela perdeu o seu “pode de fogo” – de ser luz e sal; terminou sendo influenciada, por não influenciar. Quem não evangeliza, é alvo a ser “evangelizado”. Somos agentes transformados na transformação deste mundo. A luz Igreja de Sardes, já não mais brilhava, precisava ser substituída. Tornara-se sal sem sabor, ou simplesmente, areia…

 

  • Sardes, Morta em Vida – (v. 2) – “…Tens nome de que vives, estás morto”. Aparentemente viva e atuante, na realidade a pessoa – tal qual a Igreja de Sardes – pode estar morta, sem vida espiritual.

Esta Palavra vem daquele que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas. Não é demais lembrarmos que tal referência é Aquele que habita a plenitude do Espírito, com sua presença, poder e autoridade, o dono e Senhor da Igreja, em sua dimensão universal (Católica) e local. A Igreja é de Cristo.

Vemos aqui uma advertência aos que ambicionam ser “donos da igreja”, no que tange à sua administração e governo. Acontece que a Igreja de Cristo é uma Instituição divina, na qual a obediência deve ser dirigida à vontade de Deus, nunca a indivíduos ou grupos. A Igreja é de Cristo, e nela todos temos os deveres, direitos e obrigações. Quem não cumpre seus deveres não podem exigir direitos ou regalias.

 

  • Sardes – Ativismo Religioso e Ausência Espiritual – (v.2) “…tenho achado íntegras as tuas obras…” Algo terrível acontecia na Igreja de Sardes. Vemos crentes com excelente aparência, mas completamente frios, sem vida. São defuntos maquiados. Este era o preocupante problema daquela igreja, e de muitas outras, ao longo da história, até os nossos dias. Graças a Deus pelo remanescente fiel, que não permite que o todo de deteriore (vs. 2 – 4). A doença da igreja se chama pecado – que em resumo é a morte, a eliminação da vontade.

Ao pecar pela primeira vez a pessoa vacila, titubeia; inclusive se promete não ceder à tentação, não fraquejar uma segunda vez. Isto não vai mais acontecer de novo! Mas, por vezes, volta a pecar, mostrando fraqueza espiritual e negação do Reino de Deus em si mesmo.

 

  • Sardes, Uma Igreja Sem Vida – O culto ao imperador era muito forte ali. “…estás morto…” (v.1) – Conquanto a Igreja tivesse uma atividade religiosa, era desprovida de vida e poder espiritual. A morte da Igreja foi diagnosticada como perda da vitalidade, do sabor, do brilho, da luz, da beleza, e da dignidade. A Igreja se acomodou aos erros – ao pecado. Naturalizou-se aos usos e costumes daquela sociedade pagã. Não havia perseguição, e muito menos heresia. O pior é que não havia absolutamente vida – “estás morto”!

 

  • Sardes, “Sê Vigilante”… (v.2,3) – A cidade, por falta de vigilância, fora destruída por duas vezes. Tambem a Igreja estava entregue ao descuido; os cristãos que a integravam não estavam atentos aos sinais dos tempos. Tanto quanto importante é ter doutrinas certas, é ter vidas corretas. A necessidade de doutrina e convicção é proporcional a correção do rumo da Igreja na fé, na ação e no testemunho pessoal. Requer-se a igreja o Fórum da conscientização cristã e sua atualização aos eventos consumados na sociedade. (O Humanismo Social de Calvino – André Biéler -1970)

 

  • Sardes e os Imperativos do Senhor Ressuscitado – “Lembra-te, pois, de como tens recebido, e ouvido, guarda-o, e arrepende-te…” (v.3). “Lembra-te” de como tens recebido e ouvido o Evangelho; guarda-o, e arrepende-te”. Este é o caminho para o cristão, o imperativo divino.

 

  • Sardes e o Remanescente Fiel: “Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram….” (v.4 )- As vestiduras – símbolo da pureza e santidade (separação) para o seu Deus. Pessoas que tinham permanecido em Cristo. O Senhor Deus em sua muita misericórdia sempre há de preservar os Seus remanescentes como o caso do profeta Elias e mais sete mil fieis na batalha pelo nome de Jeová e de sua religião (1 Re. 19). O complexo do profeta Elias. Solidão em meio a apostasia – Em todo o tempo há sempre alguém que persevera fiel, ainda que como os demais enfrentado a crises muito sérias. “Deus não fica sem testemunhas.” Alguns não se deixaram contaminar. Estes andarão comigo com vestiduras brancas” – diz o texto. Após o batismo cristão, o crente, recebe uma toga branca, sem mancha, embora invisível; porém, tão real quanto a unção dos santos.

 

  • O Vencedor Terá Vestes Brancas: O seu nome não será apagado do livro da vida. Os reis possuíam um livro no qual registravam os fatos relacionados aos seus súditos, bem como aos seus feitos. Se um crime fosse cometido contra o Estado, seu nome era riscado do livro dos vivos.  “Conheço as tuas”! Deus sabe quem você é, e como estar se comportando. Pense nisto!

 

  • Conclusão:

 

Por fim, o que podemos e devemos aprender com os crentes da Igreja de Sardes?  A perseverança dos santos?

A salvação se dá em três tempos: Passado, Presente e Futuro (Rm. 8:30)

1 – Quanto a justificação – já fomos salvos – Na justificação Deus nos livra da condenação do pecado. A justificação é um ato e não um processo. Acontece fora de nós, e não em nós.  A justificação ocorre no tribunal de Deus, e não em nosso coração (Rm. 5:1-21;)

2 – Quanto a Santificação – é um processo que se inicia na conversão e só termina na glorificação. O Espírito Santo transforma-nos de glória em glória na imagem de Cristo, e ( Rm. 6:1-23);

3 – Quanto a Glorificação – é a consumação da nossa redenção, quando recebermos, na segunda vinda de Cristo, um novo corpo, imortal, incorruptível, glorioso, poderoso e celestial, semelhante ao corpo da glória de Cristo. Então, seremos arrebatados para encontrar o Senhor nos ares e, assim, estaremos para sempre com o Senhor (v. 5) e (Rm. 8:18-30);

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz as igrejas (v.6).

 

Deus abençoe ricamente, a sua vida meu amado irmão e irmã.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A 6ª CARTA – IGREJA EM FILADELFIA

Texto: Ap. 3:7-13

 

Uma Igreja Fiel e Missionária:

 

Introdução:

Filadelfia, ou Alasehir, era uma cidade da Lídia, 40 km distante de Sardes. A Igreja era a menor e mais nova que as outras seis cidades das cartas do Apocalípse.

Filadelfia, tinha um vasto campo rural e pastoril. Por causa de um forte terremoto em 17 d.C., muitos de seus habitantes preferiam morar nos campos ao redor. Como a cidade-Igreja de Esmirna, a de Filadelfia também sofria perseguições de Judeus hostis. Mesmo sendo uma igreja humanamente fraca, por suas posses,) Jesus ressurreto abre a porta para ela, provavelmente, a oportunidade de realizar o aparentemente impossível, a evangelização dos próprios Judeus rebeldes que a estão perseguindo! E, de fato, a Igreja lá tornou-se uma igreja missionária. Conhecendo a sua pobreza, compartilhava o seu único bem, o Evangelho de Jesus. A Igreja de Filadelfia, assim como a de Esmirna, eram igrejas de poucas expressão. Por isso mesmo são as únicas igrejas que não recebem repreensão. Elas não sabem senão de Jesus crucificado e, não tendo o poder humano como seu aliado, em quaisquer das suas formas, dependem unicamente do Ressurreto. Esta Igreja, em especial, não tinha a prata e  nem o ouro (recurso), como a motivação e oportunidade para ser qualificada como uma Igreja Missionária. A Igreja não tinha também nenhuma parceria ou convênio, ou um consórcio com qualquer outra Organização para alavancar as Missões. Porém, esta Igreja tinha a consciência da Fé viva e da experiência de que o Jesus glorificado era essa Porta aberta. Nesta carta em especial, encontramos uma promessa de oportunidade para o esforço missionário para proclamar as Boas-Novas do Evangelho de Cristo.

 

  • A Mensagem a Filadelfia: A Igreja Fiel e Missionária: (v.1) “Estas cousas diz o “santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi…”- Jesus é o único que possui as “chaves” seja a chave de Davi (v1); as chaves da morte e do inferno (1:18); a chave do poço do abismo (9:1); as chaves do reino dos céus (Mt. 16:19). É uma heresia a interpretação de que a chaves dos céus foram entregues a São Pedro, como ensina o romanismo. Todas as chaves estão sob o domínio de Jesus Cristo, o Senhor. É possível ser uma Igreja irrepreensível? Fazendo uma sincera reflexão deste modo de ser como igreja Presbiteriana do Caju, o que podemos dizer? Qual seria a nossa resposta?

A Igreja de Filadelfia e de Esmirna eram sim, igrejas irrepreensíveis diante de Deus e do mundo. Das 7, são as únicas que o Senhor não tinha de que censurar;

  • Eis Que Ponho Diante de Ti Uma Porta Aberta – (v.8) Parece-nos que a Igreja em Filadelfia, como a Igreja em Antioquia (At. 13:1-3), ministrava perante o Senhor em Jejum e oração, até Ele abrir a porta para a grande obra missionária para a salvação de uma grande número de perdidos – entre estes os Judeus. É Cristo que abre a porta de oportunidade paras as suas Igrejas. As portas do coração dos ouvintes; abre as portas da salvação para os perdidos entrarem; abre as portas para a entrada de Seu povo no lar eterno. Cristo também fecha as portas. Quando lhe apraz, fecha a porta as oportunidades, a porta de proclamar a Palavra, deixando o obstinado pecador no endurecimento do seu coração; fecha a porta da comunhão contra os membros infiéis; fecha a porta dos céus contra as virgens insensatas e contra os que praticam a iniqüidade; não obstante, sua firme proposta a entrarem.

Note-se como se diz que ninguém pode fechar a porta que Cristo abre.  Se Cristo não abre a porta, não existe poder na terra, nem no inferno, capaz de fechá-la. Podemos entrar e avançar apesar do Diabo e seus anjos até transfigurados e com todo os falsos mestres ( 2 Cor. 11:13-15; 2Tm. 4:3-4; 1 Tm. 4:1-2).

OBS.: Para Refletirmos – O trabalho missionário aqui na cidade de Campos foi organizado em 1877. A igreja ficou fechada por 20 anos. Os poucos crentes que permaneceram foram se refugiar na Igreja Batista. Somente em 1909, com a chegada do Rev. Benjamim Lenz Cesar, com 26 anos de idade, e sua esposa Elvira, o trabalho foi reorganizado com 42 membros. Por que o trabalho não progrediu no primeiro momento – a Igreja fechou a porta – e os pastores foram embora? (O Livro: Nem Sempre Será…” Elvira Magalhães Cesar e Benjamim Lenz de A. Cesar- pág, 75-77));

 

  • Guardaste a Minha Palavra, e Não Negaste o Meu Nome (v.8) – A Igreja de Filadelfia deixou dois exemplos eternamente indispensáveis a todos os crentes: o de guardar a Palavra de Cristo, a qualquer custo; e o de nunca negar o Seu nome Bendito. Assim fizeram os movimento pré-reformadores do Séc XVI como por exemplo: Os Valdenses, os Lolardos, Os albigenses – eles decoravam toda a Bíblia e a mantinha em suas mentes, por causa da inquisição e do martírio na contra reforma.
  • Sinagoga de Satanás (v.9) – Em toas as épocas, o Diabo tem suas Igrejas, seitas e grupos. Seus apóstolos se transfiguram em anjo de Luz (2 Cor. 11: 13-14);
  • Farei Que Venham e Adorem Prostrados a Teus Pés (v.9) – Os crentes em Filadelfia não se vingaram de seus inimigos. Reconhecendo que a vingança pertence somente a Deus (Rm. 12:19). Dulcíssima é tal vingança, guando o Senhor faz que os perseguidores se prostrem a seus pés para adorarem a Deus. Compare com Salmo 23:5. A perseguição mais amarga, torna-se em prazer para os que se refugiam no Senhor sua consolação;
  • Eu Te Guardarei da Hora da Tentação (Provação)…” (v.10) – Que esta afirmação se refere “à grande Tribulação” (Ap. 7:14), é evidente; no entanto, aqueles crentes que forem achados fiéis, escaparão deste período terrível que virá sobre forma juízo aos incrédulos e profanos da Graça Maravilhosa de Jesus. O arrebatamento já terá acontecido a essas alturas, antes mesmo, à abertura do Primeiro Selo. Estes 7 selos seguiram a poderosa salvação escatológica resultante da Segunda Volta de Cristo ( 1 Ts. 3:13; 1 Ts. 4:13-18; 1 Ts. 5:1-11). Por esta promessa Cristo lhe garante hoje que “te guardarei!” em amor e poder. A promessa está circunscrita apenas aos fiéis pois, os demais cristão que ficarem passarão na companhia dos Judeus pela “Grande Tribulação” que virá ;
  • “Os Que Habitam na Terra (v.10) – Há duas classes no mundo: (1) Os que habitam na terra. Salmos 17:14; Ap. 6:10; 8:13; 13:8; (2) Os que tem a Pátria no céu (Fil. 3:20; Heb. 11:13-16. Depende de onde estiver o coração. Se o nosso interesse estiver em casas e terrenos, em dinheiro e bens temporais e materiais, somos necessariamente, habitantes da terra. Ao contrário, se o nosso coração estiver ocupado com a salvação dos perdidos e envolvidos com o Reino e por sua afirmação em nós e na família e na sociedade, somo da Pátria celestial. “Onde estiver o vosso tesouro, ai estará também o vosso coração”. (Mt. 6:21). Sobre os que habitam na terra baterão com ímpeto os tremendos efeitos dos juízos dos Selos, das trombetas e das taças. Portanto, é tempo de arrependimento, de consagração e de “santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” (Heb. 12:14);

 

  • “A Quem Vencer, Eu Farei Coluna No Templo de Meu Deus, E Dele Nunca Sairá” (v.12) – Por sua fidelidade, Cristo fará deles um elemento importante no Santuário – simbolizado aqui pela coluna que sustenta o templo. Filadelfia defenderá a verdade e cumprirá sua missão; então, experimentaria o cumprimento da promessa de Deus. O cristianismo, autêntico, e não esse atingido pelo paganismo romano e adulterado em sua forma  e conteúdo; está presente aqui como uma ideologia de vida autêntica no viver e proceder de conformidade com a santa vocação a que fomos chamados. O historiador  Gibbon, afirma que das Igrejas da Ásia, a de Filadelfia permanece ereta, uma coluna em pé no meio de ruínas, consolador exemplo de que o caminho da honra é o caminho da segurança. Melhorando  o pensamento de Gibbon, podemos afirmar que, o caminho da honra, é em última análise, sempre o caminho da segurança.

 Conclusão:

O que podemos e devemos aprender com os crentes em Filadelfia? Esta é a Igreja da promissão do amor, do cuidado divino e das promessas maravilhosas para o nosso tempo presente e futuro; Temos a nossa total responsabilidade mediante o pacto bilateral firmado na cruz de Cristo. Estejamos convictos, no presente, deste futuro próximo, não de uma utopia, apenas de expectação, e sim, de uma topia de paz, de alegria e gozo eterno. “Não olhes a teu redor a história universal; antes deves dirigir o olhar para a tua própria história. O sentido da história jaz sempre em cada presente, e não o podes observar como espectador, mas apenas em tua decisão responsável.” Aqui, descrevemos a promessa tal como o faz Moltmann: “ Uma promessa é uma oferta que anuncia uma realidade que ainda não existe….” (Livro: Cristologia – A Partir da América Latina – Jon Sobrino, S. J. págs, 259/261).

Que o Deus Eterno abençoe poderosamente os meus queridos irmãos.

7ª CARTA – IGREJA EM LAODICEIA

Texto Básico: Ap. 3:14-22

A Igreja Que Deixou Cristo do Lado de Fora!

(Apatia e indiferença – um pecado fatal a Comunidade)

 

Introdução:

Laodicéia, edificada como Roma, sobre sete montes, era famosa por seus amplos muros. Destruída por um terremoto em 61 a.D., foi reconstruída por seu próprio povo e recurso, sem ajuda de espécie alguma –  Tácito, Anais 14:27). Suas riquezas e seu poder, resultado da excelência de suas lãs, tiveram como resultado um ambiente de profunda apatia espiritual e tamanha indiferença dentro da Igreja. Em relação à sua vida espiritual diz a Cristo à Sua Igreja: “És infeliz, miserável, pobre, cego e nu”. (v. 17b). Parece que o Apóstolo Paulo se esforçou para introduzir o Evangelho em Laodicéia, de onde escreveu uma Epístola, acerca da qual se refere em (Col. 4:16). A mensagem à Igreja em Laodicéia é a última às sete Igrejas da Ásia. Das sete Cartas, é a mais triste, sendo contrário da carta a Filadelfia; enquanto esta não tem coisa alguma de censura, aquela não tem qualquer coisa de aprovação. Alguns especialistas afirmam que Filadelfia, representa a Igreja idônea, saudável e missionária, no período dos grandes avivamentos dos Séc. XVI ao XIX.  Enquanto que Laodicéia, representa, a igreja doente, deformada, desprovida da graça e secularizada – do Séc. XX até a 2ª Volta de Cristo. Esta Igreja, no geral, tem “deixado Cristo do lado de fora”!

1 – “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem és quente” (v. 15):  NEM UMA COISA, NEM OUTRA – A indefinição, a ambivalência e a instabilidade denuncia, fraqueza de caráter – características essa, inerentes à Igreja de Laodicéia. Por isso a carta a ela dirigida, tem contraste com a carta a Filadelfia. O cristão – como a igreja, tem que ser decidido, ter personalidade própria, a identidade de Cristo. Ter posição definida e saber o que quer. Não se invalidar ou se esconder, para agradar os outros, ou por se manter em benefício próprio, ou para se poupar de questionamentos – a eleição nacional em 2018 – revelou tristemente, a dissimulação de muitos cristãos, inclusive de pastores – a verdadeira face! Quantos mascarados e polidos da falsa piedade?

Aos que não apresentam-se com as virtudes próprias do seguidor de Jesus, a Escritura dirige uma palavra dura, chocante: estes não são frios nem quentes, mas mornos, provocando náuseas e vômito.

O cristão não pode ser neutro, indiferente, nominal ou formal apenas. Quanto mais ligado a Cristo, mais se identifica com Ele.

2 – A Riqueza Que é Pobreza: Se a mensagem a Laodicéia findasse com estas palavras, julgaríamos que eram de louvor e não de censura. Sem dúvidas essa Igreja agradava a todos os homens, não dando qualquer oportunidade de “escândalos”, nem para os que quisessem dormir espiritualmente nem para os descrentes que assistissem aos cultos. Convém-nos evitar a frieza de Sardes – a Igreja morta; é justo desviarmo-nos de todos os excessos, de todo o fanatismo, mas devemos fugir, tambem, do espírito mormo e insípido, que assiduamente procura entrada em todos os corações. Laodiceía era totalmente desagradável ao Senhor. E isso não só por causa de seus grandes pecados (tais como diagnosticados em Pérgamo e Tiatira), mas por causa da apatia e da indiferença. Deus quer que seus filhos sejam fervorosos – isso é, fervendo, no espírito (Rm. 12:11). Ai da Igreja que canta os hinos de Deus, ora e até se emociona; porém, não tem mais prazer na mensagem central do Evangelho – mas, promovem um culto informal, antropológico, liturgia oca, vazia, apenas sentimental, e sem o verdadeiro poder de Deus. Por outro lado, ai da igreja cujos membros defendem a sã doutrina, mas sem conhecer as experiências sublimes dos que tem contato com Deus. Sabemos que a água morna é repugnante, servindo mais como VOMITÓRIO. Ai da igreja que se vangloria nas suas riquezas e influência, mas a qual Deus declara que vomitará da Sua boca (Ap. 3:16) –  A vizinhança degusta o sabor da  igreja pelo testemunho de seus membros – Cuidado!

Leia o Livro: A Mensagem do Apocalípse: Dígno é o Cordeiro – (Ray Summers)

3 – Como Dizes: “Rico sou… de nada tenho falta”: (v. 17) –  Infeliz é o crente que se acha satisfeito e seguro sem nada lhe faltar. É-nos impossível receber o verdadeiro espírito de oração, sem primeiro, sentir profundamente quilo que carecemos. Bem-aventurados, os que têm fome e sede daquilo que lhes falta; os que anelam, não somente a vida, mas vida em abundância em Jesus; os que anseiam de Deus “uma bênção até que não haja mais lugar para a recolherdes. Estes são os fervorosos de espírito, aqueles, os mornos, Deus vomitará de sua boca. Roguemos ao Senhor que não nos deixe enganarmo-nos a nós mesmos, mas que nos mostre a nossa pobreza, cegueira e nudez.

Há pessoas que possuem riquezas e bens materiais em abundância, no entanto são pobres e limitadas na mentalidade, na criatividade e sensibilidade. Não há riqueza maior que o interior, aquela que cria beleza das menores coisas, dos fatos corriqueiros e da vida cotidiana. Um coração sensível vale mais que o ouro e as pedras preciosas.

É esta riqueza espiritual que sustenta a pessoa na solidão e no isolamento, nas dificuldades materiais, nas decepções e tristezas da vida. De que vale todo o dinheiro do mundo se a mente está desértica e vazia?

  • – “Não sabes que és um desgraçado, um miserável, e pobre, e cego, e nu” (v. 17): Desgraçado, significa – sem graça – Laodiceia estava sem a graça de Deus. Miserável é o crente que vive sem a graça do Senhor. Apesar de ser rica financeiramente, esta igreja era uma igreja miserável. Estranho paradoxo. O crente sem a graça de Deus em sua vida,  torna-se um crente sovinapão duro – não entrega o Dízimo do Deus! Não ama de fato e de verdade a obra do Senhor! Realmente miserável, mesmo tendo saúde e dinheiro que o Próprio Deus lhe dá. “Tudo vem de ti, e tuas mãos to damos ( I Cro. 29:11-16; II Co. 9: 6-15).

Laodicéia era o centro bancário da região. Enormes fortunas estavam reunidas na cidade. Dizem: “Temos muito ouro; não precisamos da ajuda de ninguém”.

O segundo grande negócio em Laodicéia era o comercio de lã escura. Produzia-se ali uma lã escura acetinada com a qual se confeccionava lindos vestidos, procurados por gente de todas as nações. Cristo diz: “apesar disso, estava nu”. E completa no versícuilo 18 “precisas vir a mim e comprar de mim vestidos que realmente cubram tua nudez diante de Deus.

O Senhor tinha para ela uma riqueza diferente para ser adiquirido – a riqueza espiritual (v. 18).

O terceiro grande negócio da cidade era a preparação de um ungüento usado como bálsamo para os olhos. Havia, pois, na cidade uma espécie de laboratório que tornava a cidade um centro terapêutico. Viajante que por ali circulavam, após estafante caminhada pelo areal do deserto, com seus olhos congestionados, encontrava, naquele ungüento o suspirado alívio. “És cego, e não sabes”. Vem a mim e te darei colírio espiritual (v. 18). Os fariseus eram cegos espirituais porque eram formalistas e legalistas. Deus tem colírio que é ministrado pelo Espírito Santo que nos abre os olhos da fé para contemplarmos as suas maravilhas.

  • – “Eu repreendo e castigo a quantos amo” (v. 19) – A DISCIPLINA DO AMOR – Quem ama corrige, repreende, critica e aplica a disciplina só que com amor e consideração, visando sempre o bem da pessoa. É dessa maneira que Deus age em relação a seus filhos; como age também o pai amoroso e deve ser o agir na igreja (Ap. 3:19; Prov. 3:12; 13:24; 23:13-14; 29:15-17; Heb. 12:6). A crítica bem intencionada só pode ser benéfica. Precisamos não só fazê-la, quando oportuno, como também recebê-la e avalizá-la. Assim entendida, ela só pode nos favorecer.
  • – “Eis Que Estou a Porta e Bato” (v.20): CRISTO DO LADO DE FORA! – É melancólico o testemunho de uma Igreja que deixou Cristo do lado, enquanto sua vida interna, parecia transcorrer “normalmente” – será? Planos, reformas, encontros, reuniões, programas em andamento. Muitos interpretam e aplicam este versículo ao coração humano, individualmente; contudo o pensamento direcionado à Igreja, aqui exposto, é endossado por excelentes comentaristas. Eu, particularmente, entendo que essas palavras não são um apelo aos perdidos descrentes mas, são dirigidos à Igreja. Tanto assim, que a exortação ao arrependimento é dirigida à Igreja, quase a todas elas, exceção a Esmirna e a Filadelfia. A única cura possível a Igreja de Laodiceia é a de abrir a porta e deixar Jesus Cristo entrar. Os cultos sem Cristo são sempre sem graça (antropocentrismo), pode até haver certa fervura, em alguns casos, fogo estranho mesmo no altar, mas os adoradores saem vazios e com apetite de algo que lhes foram negados. É do púlpito que sai o “maná” que alimenta, conscientiza, informa e dá vida. A maturidade espiritual reside na Palavra.
  • – “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono…” (v. 21) – Admira-nos o fato de a promessa aos membros da mais censurada das sete igrejas, ser a mais esplêndida e graciosa feita a qualquer das sete. A mais indigna igreja, ou crente, pode alcançar o mais alto lugar, se houver sincero arrependimento e fruto. O vencedor vai reinar com Cristo (Ap. 11:15; 20:4). O trono de Cristo é o trono de seu Pai, Davi, em Jerusalém (II Sam. 7:12-13; Lc. 1:32; At. 15:14-18). Cristo ainda não está ocupando o trono de Davi – eu disse de Davi, mas está a dextra do Pai, no trono do céu, como o Sumo Sacerdote, Profeta e Rei, em seu tríplice ofício. Este trono de Davi será ocupado em breve, na sua Segunda Vinda. Então reinaremos com Ele nesse trono milenar (Ap. 20:4,6); Porém, Cristo reina Hoje no plano espiritual e assim estar presente até a consumação deste século (Mat. 28:18-20), e reinará eternamente. Assim entendemos e expressamos o messianismo e seu milenismo, Topia e não utopia, independente de qual seja a corrente: Amilenismo, Pré-milenismo e Pós-milenismo, sob os aspectos da dialética: “AGORA SIM, AINDA NÃO!”.

“Quem tem ouvidos, ouça” – (v. 21). O filho de Deus, não se importa com aquilo que o mundo diz. O tempo está próximo. A nossa salvação está mais perto do que quando cremos. Há muitas vozes no mundo, mas “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito Santo diz às igrejas”.

 

 

Conclusão:

 

O que podemos e devemos aprender com a Igreja em Laodicéia? Mais Trigo, mais joio! A separação é certa, mas não agora. O trigo e o joio  precisam amadurecer primeiro. Então, na colheita de um e de outro, no fim desta era de mistura e confusão – paganismo/cristianismo –  os encarregados da colheita separarão o joio do trigo, com a facilidade com o pastor separa as ovelhas dos bodes. O problema é de âmbito mundial, pois o campo onde as duas sementes foram lançadas é o  mundo. É também insolúvel, pois a parecença do joio com o trigo é enorme, e o dono do campo não quer correr o risco de arrancar o trigo como se fosse joio. Há de se levar em conta também na qualidade deste produto. O proprietário é rigoroso, o trigo para ser guardado no celeiro. Não pode haver precipitação. Não se pode mais sacrificar sequer um pé de trigo. A Palavra vem sem qualquer rodeio na perspectiva do Juízo Final . Há trigo e joio, há crentes verdadeiros e falsos crentes. Falsos mestres, falsos profetas, falsos apóstolos e falsos cristos. A falsidade está temporariamente escondida atrás de uma capa bonita e atraente, atrás da capacidade de profetizar, da capacidade de expelir demônios e da capacidade de fazer muitos milagres (Mt. 7:32; 24:23-24). Esta parábola do trigo e do joio é bem atual, pois ninguém pode negar a intensidade e a velocidade do crescimento da igreja neste início de século. E o crescimento do joio vem junto com o crescimento do trigo. Ela explica uma série de coisas esquisitas que estão acontecendo e conduzirão os cristãos, as Igrejas e até os Concílios, tanto a ingenuidade da fé e doutrina, como da precipitação ao erro fatal. Além de fazê-los guardar na perseverança e na santidade com maior entusiasmo o fim da presente era e o inicio da Nova Era, novo céu e nova terra, com o retorno em glória de Jesus Cristo. À ética cristã postula: Os meios é que justificam os fins e não contrário, proposto no mundo dos homens e da política tomada pelo conservadorismo religioso, sem o Jesus da crucificação e o Cristo da Ressurreição. Pensemos nisto!

Que Deus abençoe ricamente os amados irmãos.

SÍNTESE HISTÓRICA DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL

SÍNTESE HISTÓRICA DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL

Alderi Souza de Matos

Com fins didáticos, a história da IPB tem sido dividida em alguns períodos claramente delimitados. A seguir são apresentados os principais dados de cada um desses períodos.

  1. Implantação (1859-1869)

O missionário fundador da IPB, Ashbel Green Simonton (1833-1867), da Igreja Presbiteriana do Norte dos EUA (PCUSA), chegou ao Brasil em 1859. Nos anos seguintes, ele criou a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (1862), o jornal Imprensa Evangélica (1864), o Presbitério do Rio de Janeiro (1865) e o “Seminário Primitivo” (1867). Outras igrejas fundadas nesse período foram as de São Paulo, Brotas, Lorena, Borda da Mata e Sorocaba. Chegaram novos obreiros, como Alexander Blackford, Francis Schneider e George Chamberlain, e foi ordenado o primeiro pastor nacional, José Manoel da Conceição (1822-1873).

 

  1. Consolidação (1869-1888)

 Em 1869, chegaram os primeiros missionários da Igreja do Sul dos EUA (PCUS), George N. Morton e Edward Lane, que se estabeleceram em Campinas. Os missionários da PCUS evangelizaram a região da Mogiana, o oeste de Minas, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás. Também atuaram no Nordeste e no Norte, de Alagoas até a Amazônia. Os principais foram John R. Smith, John Boyle, DeLacey Wardlaw e George W. Butler. Por sua vez, os missionários da Igreja do Norte atuaram na Bahia e Sergipe e no sudeste-sul (do Rio de Janeiro a Santa Catarina). Em 1870, o Rev. Chamberlain fundou a Escola Americana de São Paulo, precursora do Mackenzie College, e em 1873 Morton e Lane criaram o Colégio Internacional, em Campinas. Entre os pastores nacionais desse período estiveram Modesto Carvalhosa, Antônio Trajano, Miguel Torres, Antônio Pedro de Cerqueira Leite, Eduardo Carlos Pereira, Zacarias de Miranda e Belmiro César. As igrejas-mães também enviaram educadoras como Mary Dascomb, Elmira Kuhl e Charlotte Kemper.

 

  1. Dissensão (1888-1903)

 Em setembro de 1888 foi organizado o Sínodo, composto de três presbitérios, 20 missionários, 12 pastores e 60 igrejas. A IPB tornou-se autônoma, desligando-se das igrejas norte-americanas. O Seminário começou a funcionar em Nova Friburgo e depois se transferiu para São Paulo. O Mackenzie College foi criado em 1891, sendo seu primeiro presidente o Dr. Horace Manley Lane. Por causa da febre amarela, o Colégio Internacional foi transferido de Campinas para Lavras, e mais tarde veio a chamar-se Instituto Gammon. A cidade de Garanhuns começou a tornar-se um grande centro da obra presbiteriana no Nordeste. Foram lançadas as bases de duas importantes instituições: o Colégio Quinze de Novembro e o Seminário do Norte. No final desse período a Igreja Presbiteriana chegou ao Pará, ao Amazonas e a Santa Catarina. A igreja também iniciou a ocupação do leste de Minas. Em 1903, o Rev. Eduardo Carlos Pereira e seus companheiros fundaram a Igreja Presbiteriana Independente.

 

  1. Reconstituição (1903-1917)

 Em 1906 o Sínodo contava com 77 igrejas e cerca de 6500 membros. Em fevereiro de 1907, o Seminário foi transferido para Campinas, ocupando a antiga propriedade do Colégio Internacional. No mesmo ano, o Sínodo dividiu-se em dois (Norte e Sul) e em 1910 foi organizada a Assembléia Geral, tendo como primeiro moderador o Rev. Álvaro Reis. Nessa época, a IPB já estava com 10 mil membros comungantes e cerca de 150 igrejas, em sete presbitérios. Em 1911, a igreja enviou a Portugal o seu primeiro missionário, Rev. João Marques da Mota Sobrinho. A Missão Sul da PCUS passou a atuar em duas frentes: Missão Leste (Lavras) e Missão Oeste (Campinas). O Rev. William Waddell fundou uma influente escola em Ponte Nova, na Bahia. Teve início a obra presbiteriana no Mato Grosso: os pioneiros foram Franklin Graham (1913) e Filipe Landes (1915). Em 1917, foi aprovado o Modus Operandi, um acordo entre a igreja brasileira e as missões norte-americanas pelo qual os missionários desligaram-se dos concílios da IPB, separando-se os campos nacionais (presbitérios) dos campos das missões.

 

  1. Cooperação (1917-1932)

 O maior líder desse período foi o Rev. Erasmo Braga (1877-1932). Em 1916, ele participou com dois colegas do Congresso da Obra Cristã na América Latina, no Panamá. Poucos anos depois, tornou-se o secretário da Comissão Brasileira de Cooperação, entidade que liderou um grande esforço cooperativo entre as igrejas evangélicas do Brasil. Foi fundado no Rio de Janeiro o Seminário Unido. Outros esforços cooperativos do período foram o Instituto José Manoel da Conceição, fundado pelo Rev. William Waddell em Jandira, perto de São Paulo (1928), e a Associação de Catequese dos Índios (1928), depois Missão Evangélica Caiuá, em Dourados (MS). Em 1921, o Seminário do Norte foi transferido para Recife. Os principais periódicos presbiterianos eram O Puritano e o Norte Evangélico. Em 1921 morreu o Rev. Antônio Bandeira Trajano. Com ele desapareceu a primeira geração de obreiros presbiterianos no Brasil. Vários pastores deram valiosa contribuição de ordem intelectual e literária: Antônio Trajano (Álgebra Elementar), Eduardo Carlos Pereira (Gramática Expositiva), Otoniel Mota (O Meu Idioma) e Erasmo Braga (Série Braga).

 

  1. Organização (1932-1959)

 Nas décadas de 1930 a 1950, a IPB aperfeiçoou a sua estrutura, criando entidades voltadas para o trabalho feminino, a mocidade, missões nacionais e estrangeiras, literatura e ação social. Em 1940 foi organizada a Junta Mista de Missões Nacionais, com representantes da igreja e das missões norte-americanas. Em 1944 surgiu a Junta de Missões Estrangeiras e em 1950 foi criada a Missão Presbiteriana da Amazônia. Também houve a criação da Casa Editora Presbiteriana (1945). Neste período, a IPB participou de vários outros movimentos cooperativos: Associação Evangélica Beneficente, Confederação Evangélica do Brasil, Sociedade Bíblica do Brasil, Centro Áudio-Visual Evangélico. Em 1957 a IPB contava com seis sínodos, 41 presbitérios, 489 igrejas, 369 ministros, 89.741 membros comungantes e 71.650 não-comungantes. O período terminou com a comemoração do centenário do presbiterianismo no Brasil. A Campanha do Centenário foi lançada em 1946. Realizou-se uma grande campanha evangelística em 1952. Outras medidas foram a criação do Museu Presbiteriano, do Seminário do Centenário e do jornal Brasil Presbiteriano (1958), resultante da fusão de O Puritano Norte Evangélico. O lema do centenário foi: “Um ano de gratidão por um século de bênçãos”.

 

  1. Polarização (1959-1986)

 Nesse período, a igreja sofreu o forte impacto dos acontecimentos políticos ocorridos no Brasil, que resultaram no regime militar (1964-1984). Intensificou-se a polarização entre conservadores e progressistas que já vinha se manifestando há alguns anos. Os conservadores, defensores da teologia reformada tradicional, foram vitoriosos nesse confronto quando o Rev. Boanerges Ribeiro foi eleito presidente do Supremo Concílio, e reeleito duas vezes, a única vez em que isso ocorreu na história da IPB (1966-1978). Boanerges foi sucedido por Paulo Breda Filho (1978-1986), o único presbítero a ocupar o cargo maior da igreja. Ao lado de grandes tensões, também houve desdobramentos construtivos como a transferência da Universidade Mackenzie para a IPB, a ampliação do trabalho de missões nacionais e estrangeiras, o aumento significativo do número de igrejas e concílios, e o crescimento numérico da denominação, que se aproximou da marca de meio milhão de membros comungantes e não-comungantes.

 

  1. Período atual

 Nas últimas décadas a IPB continuou a crescer e a diversificar as suas atividades. O ambiente político e teológico tornou-se mais conciliador, num ambiente de crescente pluralismo, mas ainda persistem tensões latentes. A igreja sofre o impacto dos novos movimentos que tem afetado o protestantismo brasileiro, especialmente nas áreas litúrgica e doutrinária. O neopentecostalismo tem exercido fascínio sobre muitos pastores e comunidades. No aspecto positivo, destacam-se a maior preocupação com a educação teológica, a criação de vínculos com igrejas reformadas ao redor do mundo, o investimento em missões transculturais, o notável crescimento na área de publicações e a utilização dos meios de comunicação de massa, como a televisão e a Internet.

 

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

. Como aplicar os conceitos revolucionários da Inteligência Emocional nas suas relações pessoais, interpessoais e profissionais, reduzindo o estresse, aumentando a satisfação no  dia-a-dia, numa aldeia de conflitos beligerantes nos dias de hoje?

. Airton Sena: “O meu equilíbrio vem de minha família.”

PROPOSTA TEMÁTICA:

# FAMILIA: Sabedoria e Equilíbrio ( Gn. 1: 27,28)

  • Espiritualidade Integral;
  • Inteligência emocional;
  • Sabedoria e Equilíbrio;
  • A Fórmula Boa Dessa Química: < M.S + H.P = Lar feliz…

M.S < Prov. 14:01 + H.P. < Lc. 6: 46-48 = Casa Edificada na Rocha! (v. 49) Profecia sobre a Família em Crise e ruína…

< Sabedoria, é sinônimo de equilíbrio na Bíblia >

# Sabedoria: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça a Deus,…” (Tg. 1:5);

# Sabedoria: “Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.” (Prov. 3:13);

# Equilíbrio/Prudência: “O bom siso te guardará e a inteligência te conservará.” (Prov. 2:11);

 

  1. “Criou Deus…homem e mulher os criou.”
  2. “Deus os abençoou,…”
  3. “Sede fecundos, multiplicai-vos…”
  4. “…enchei a terra e sujeitai-a; dominai…”
  5.  FAMÍLIA: Pela graça de Deus, para a glória de Deus e para o bem do mundo.
  • A Família na Crise Atual (Gn. 3:1-6; 2 Tm. 2:24-26; 3: 1-7);
    • Os tempos são maus! Muitos pensam que a família está à deriva. De fato, ela está sendo submetida a um processo insano de destruição, que afronta o Criador e tem efeitos nefastos para a sociedade.
    • A família é bênção! É um projeto que foi idealizado e estabelecido por Deus como parte da Criação. A família é uma expressão da graça de Deus. Ela existe para a glória de Deus. É um instrumento de bênção para o mundo.
    • Esse Simpósio bem pensado e oportuno tem como objetivo além de instruir, tem como propósito desafiar e motivar cada um de nós a reconhecer e cumprir o nosso papel no ambiente familiar, aonde mais se exige a sabedoria e o equilíbrio para o bem-estar de todos, de acordo com as orientações da Palavra de Deus.
    • A Escritura Sagrada é a nossa regra infalível de fé e de prática (Jargão Reformado).

 

  • SABEDORIA E EQUILÍBRIO NA CONSTRUÇÃO DO LAR CRISTÃO:

# Sabedoria (Latim – Sapere “sabor”, e “gosto” Conhecimento e erudição;

# Sabedoria ( Grego  – Sofia – equivale ao “saber”;

# Equilíbrio: S.m. harmonia, estabilidade e solidez.

# A origem da sabedoria – De Deus procede à sabedoria. A Ele pertence – Prov. 8:22-31; Cristo é a revelação da sabedoria de Deus (1ª Co.1:24); o temor ao Senhor: Sl.111:10; Prov. 9:10);

2.1- A Edificação da Família (Sl. 127-128). Deve se dar segundo os princípios cristãos. Marido, mulher e filhos devem se emprenhar em abraçar os mandamentos do Senhor, para a construção de uma família que reflita a glória de Deus, que proporcione alegria e felicidade aos seus membros e que seja uma inspiração para as famílias que estão à volta. “…em ti serão bendita todas as famílias da terra.” ( Gen. 12:3c).

2.2- Atenção à Palavra de Deus (At.2:37-38) 3.000 mil pessoas se converteram nesse Pentecostes;

2.3- Experiência da Conversão a Cristo e Vida no Espírito: Quando a presença do Espírito Santo enche uma casa, a vida familiar se torna uma experiência extremamente gratificante. Exemplo: Família do Carcereiro de Filipos (At. 16:29-34);

2.4- Zelo Quanto à Vida Espiritual dos Filhos (At. 2:39) A promessa é para os nossos filhos também.No processo de construção do lar cristão, os filhos têm um lugar especial. Eles devem ser alvo constante de oração e evangelização;

 

2.5- Perseverança na Fé Em Meio a Um Mundo Pervertido: “Salvai-vos desta geração perversa.” (At. 2:40);

2.5.1- Interação Familiar – Comunicação intensa e profunda que toque no coração e na mente e não conversa superficial; (vídeo);

2.5.2- Falar Somente Após Ouvir e Compreender (Prov. 15:23);

2.5.3- Falar Sempre de Forma Respeitosa e Com Ternura (Prov. 15.1);

2.5.4- Conflitos Familiares Devem Ser Resolvidos Em Família (Ef. 4: 26,27) “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo.”  Resolva o problema o mais breve possível a fim de não se enraizarem no coração (Hb. 12:14,15). Não viva com o mal-estar;

# Vídeo sobre conflito Familiar

 

  1. SABEDORIA E EQUILÍBRIO NA CONDUÇÃO DOS FILHOS:
    1. Vamos ao conhecido conselho do sábio Salomão: Prov. 22:6; A recomendação do Apóstolo Paulo: Ef. 6:1-4; Sl. 127: 03; 128:3;
    2. Pais Exemplo na Vida Cristã Para os Filhos e Netos – Timóteo “fé sem fingimento a mesma que habitou na sua avó Loide e sua mãe Eunice 2 Tm.1:4-5;
    3. Pais Devem Compreender Que as Lutas da Vida Fazem Nossos Filhos Crescer – Necessidades pelas quais passou Timóteo: Diz Paulo: “Lembrado das tuas lágrimas, estou ansioso por ver-te.” ( 2 Tm. 1: 4-)
    4. Como Crescia Jesus Segundo o Relato dos Evangelhos?

# Crescimento físico – “crescia o menino e se fortalecia”;

#  Crescimento Intelectual – “E crescia o menino em sabedoria.”;

# Crescimento espiritual – “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça diante de Deus.”

# Crescimento social – “E crescia diante de Deus e dos homens;

# Vídeo sobre Pais e Filhos:

4- SABEDORIA E EQUILÍBRIO NA INTERAÇÃO FAMILIAR: A COMUNICAÇÃO SAUDÁVEL!!!

“É melhor comer um pedaço de pão seco, tendo paz de espírito, do que ter um banquete numa casa cheia de brigas.” (Prov. 17:01).

4.1-Os Elementos da Comunicação: Emissor – mensagem – receptor;

ACIONANDO A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NA COMUNICAÇÃO

A Palavra de Deus apresenta algumas regras muito eficazes para uma boa comunicação. A observância dessas regras garantirá aos membros da família um nível de comunicação capaz de superar a superficialidade, a imaturidade e as dificuldades.

# Pensemos Nisto!

4.2- Falar Somente Após ouvir e Compreender; Prov. 15:23, “O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é!”.

Prov. 15:28, “O coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos perversos transborda das maldades.”

4.3- Falar Sempre de Forma Respeitosa e Com Ternura:

Conselho bom e oportuno de Salomão: Prov. 15:1, “a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” Cuidado, com homem iracundo 19:19!”

# Numa discussão entre o casal, não se deve falar da família do cônjuge, pois isso fere profundamente. Não se deve jamais praticar o bullying: violência física ou psicológica para humilhar o outro.

Ex. A sua sogra é a mulher mais perfeita que eu conheço!

# Relação entre Pais e Filhos, devem prevalecer o respeito, a amizade e a ternura: “ Filhos, em tudo odebecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante do Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados.” (Cl.3:20,21);

4.4- Conflitos Familiares devem Ser Resolvidos em Família:

# Diz o velho Ditado: “Roupa suja se lava em casa”

# A Comunicação não pode ser interrompida entre o casal e entre pais e filhos. A solução é enquanto antes. Eis a orientação da Palavra de Deus: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo.” (Ef. 4: 26,27).

A boa interação familiar cria um ambiente de paz e alegria, fortalece a família, glorifica a Deus. Portanto, vale a pena todo o esforço nesse sentido.

5- SOBREVIVENDO AOS TEMPOS DE CRISE COM SABEDORIA E EQUILÍBRIO:

#Desafios a INTELIGÊNCIA EMOCIONAL: a Sabedoria e o Equilíbrio:  (Mq. 7:1-7)

  1. Lamento pela pecaminosidade do povo que é universal (v.1)
  2. A pecaminosidade é irrestrita (VV. 2,3);
  3. Ela Envolve os líderes: Príncipes e Juízes (v.3);
  4. Os ricos espoliam os pobres (v.3);
  5. Ela demonstra de maneira pervertida (v.4);
  6. A pecaminosidade é desnaturais: social e familiar (VV.5,6);
  7. Deus, entretanto, é misericordioso e nEle há esperança (v.7-10; 19,20);

 

# Nesses tempos de crise sem precedentes na história do nosso Brasil e no mundo, com a escalada de crimes humanitários, somados às ameaças de uma guerra entre as potências com o uso de armas atômicas e químicas, resta-nos pedirmos muita sabedoria e equilíbrio nessa hora de convulsão política, econômica, social e espiritual:

5.1- A Família Precisa Ter Percepção do Tempo Em Que Está Vivendo:

 

5.2- O mundo mudou minha gente! Desfrutamos hoje do conforto e recursos advindos do progresso da humanidade, isso é inegável, por outro lado, também vivemos tempos difíceis, dias que tanto desafiam a família. É precciso de sabedoria e muito equilíbrio – Inteligência Emocional:

Bem-vindos, ao 3º milênio! Era da tecnologia, da internet, da Indústria 4.0 e da robótica.

 

# Atentai também, para a crise de paradigmas que caracteriza a pós-modernidade que tem solapado os alicerces da família. Os novos modelos de estruturação social e de comportamento têm desafiado a viabilidade da família conforme o modelo bíblico – a família convencional;

 

5.3- A Esperança da Família Deve Se Firmar no Senhor

5.3.1-  O que fazer num cenário igual ao do profeta Miquéias? É confiar que existe uma tênue luz que começa a brilhar: é a luz da esperança; não da esperança no homem, na sociedade, mas da esperança em Deus: “Eu, porém, olharei para o Senhor; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá.”

 

5.4- O Senhor Tem Uma Aliança Com As Nossas Famílias:

4.4.1- Ao chamar Abraão, Deus firmou com ele um concerto, dizendo: “ de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção:…” (Gn. 12: 2,3).

 

DE BEM COM A VIDA!

Como viver de bem com a vida, se as circunstâncias se tornam tão desfavoráveis? O fato de sermos crentes em Jesus não nos isenta de experimentar aflições, mas a Palavra de Deus nos ensina a enfrentar e superar as adversidades.

# Revisitando os lares de nossos heróis da fé na história da revelação de Deus. Qual deles revela ter usado a sabedoria e o equilíbrio em família?

Ex. Adão e Eva no Paraíso; Abraão e Sara  em atender o chamado divino; Isac e Rebeca no caso de Jacó e Esaú; Josué e sua Família  em permanecer em Deus; Moisés e Zípora, o abandono de sua família; Filipos e sua família em tomar a decisão de seguir a Jesus; Maria, mãe de Jesus na festa de casamento.

 

  1. BUSCANDO A SAÚDE FÍSICA E MENTAL EM SABEDORIA E EQUILÍBRIO

6.1- Quando as circunstâncias exigem a sabedoria e o equilíbrio na superação:

# Doenças Psicossomáticas: são doenças que se relacionam com a natureza física e a emocional:

. Do aparelho Digestivo: anorexia, bulimia, náusea, cólica e diarréia – traumas e estressada;

. Do aparelho respiratório: tosse, perturbações de linguagem, falta de ar e respiração ofegante;

. Do aparelho cardiovascular: Taquicardia ou hipertensões arteriais passageiras;

 

O QUE FAZER?

6.2- Compreender Que As Doenças São Parte de Nossa Vida:

Ex: a) Doença Física de Jó – Jo 19:25-27;

  1. b) As Dores de Davi – 38:1-10;
  2. c) As Doenças de Paulo – 2 Cor.12:7-10;
  3. d) As Doenças de Timóteo:

6.3- Utilizar Os Recurso Científicos Como Instrumentos de Deus para a nossa Saúde:

#Ensina a Bíblia que: “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.” (Tg. 1:17);

 

 

6.4- Cultivar Uma Vida Saudável e Equilibrada:

# Uma Visão Integral da Vida– Não se pode conceber o organismo em compartimentos. Nossa saúde depende de estarmos bem em todas as áreas da vida;

# Uma Visão Equilibrada da Vida – Não se pode enfatizar demais uma área da vida em detrimento de outra;

# Uma Visão Feliz da Vida – “Ser Feliz!”

 

CONCLUSÃO:

 

Não podemos ignorar que os dias são maus e ameaçam a família. Entretanto, devemos pedir a Deus muita sabedoria e equilíbrio – Inteligência Emocional, para o enfrentamento diário. Devemos ainda, esperar no Deus de nossa Salvação, pois o Senhor tem uma ALIANÇA com nossas famílias, uma ALIANÇA estabelecida com Cristo, na qual, somos beneficiários como declara o Apóstolo Pedro, em Atos 2:39,  “Para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor,nosso Deus chamar.”

 

 

 

Curitiba, PR – 19 de Maio de 2018.

 

 

Rev. Mario Ramos

Pastor da Igreja Presbiteriana do Tatuquara

Curitiba-PR

AS 95 TESES CUNHADAS PELO EX-FRADE MARTINHO LUTERO

AS 95 TESES CUNHADAS PELO EX-FRADE MARTINHO LUTERO


Em 31 de Outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da capela de Wittemberg 95 teses que gostaria de discutir com os teólogos católicos, as quais versavam principalmente sobre penitência, indulgências e a salvação pela fé. O evento marca o início da Reforma Protestante, de onde posteriormente veio a Igreja Presbiteriana, e representa um marco e um ponto de partida para a recuperação das sãs doutrinas. 

Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do padre Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito.

Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

 

1ª Tese Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos…., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.
2ª Tese E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.
3ª Tese Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.
4ª Tese Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.
5ª Tese O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.
6ª Tese O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.
7ª Tese Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.
8ª Tese Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.
9ª Tese Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema
10ª Tese Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.
11ª Tese Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.
12ª Tese Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.
13ª Tese Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.
14ª Tese Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.
15ª Tese Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.
16ª Tese Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.
17ª Tese Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.
18ª Tese Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.
19ª Tese Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.
20ª Tese Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.
21ª Tese Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.
22ª Tese Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.
23ª Tese Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.
24ª Tese Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.
25ª Tese Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d’almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.
26ª Tese O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.
27ª Tese Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.
28ª Tese Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.
29ª Tese E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal.
30ª Tese Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.
31ª Tese Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.
32ª Tese Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.
33ª Tese Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.
34ª Tese Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.
35ª Tese Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.
36ª Tese Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.
37ª Tese Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.
38ª Tese Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.
39ª Tese É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.
40ª Tese O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.
41ª Tese É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.
42ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.
43ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.
44ª Tese Ê que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.
45ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa. mas provoca a ira de Deus.
46ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura , fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.
47ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada
48ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.
49ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.
50ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro.
52º Tese Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.
53ª Tese São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.
54ª Tese Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.
55ª Tese A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.
56ª Tese Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo.
57ª Tese Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.
58ª Tese Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.
59ª Tese São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.
60ª Tese Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.
61ª Tese Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.
62ª Tese O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63ª Tese Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.
64ª Tese Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.
65ª Tese Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.
66ª Tese Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.
67ª Tese As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.
68ª Tese Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais Intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69ª Tese Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência-
70ª Tese Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.
71ª Tese Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.
72ª Tese Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.
73ª Tese Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.
74ª Tese Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.
75ª Tese Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.
78 ª Tese Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui.
77ª Tese Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar S. Pedro e o papa.
78ª Tese Em contrario dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12.
79ª Tese Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.
80ª Tese Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.
81ª Tese Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.
82 ª Tese Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima’ caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante Insignificante?
83ª Tese Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto’ ser Injusto continuar a rezar pelos já resgatados?
84ª Tese Ainda: Que nova piedade de Deus e dó papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga?
85ª Tese Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?
86ª Tese Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de S. Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?
87ª Tese Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?
88ª Tese Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como Já O faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.
89ª Tese Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?
90ª Tese Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91ª Tese Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.
92ª Tese Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz.
93ª Tese Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz.
94ª Tese Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno
95ª Tese E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.

 

 

 

 

OBS.: DEVEMOS ESTUDAR, COMPARAR E INTERPRATAR O CONTEÚDO DAS 95 TESES DE LUTERO, À LUZ DAS ESCRITURAS SAGRADAS, DA TEOLOGIA CALVINISTA E PRINCIPALMENTE, DAS TESES FEITAS POR JONH HUSS E JONH WYCLIFF HÁ 150 ANOS  DO PRÓPRIO LUTERO.

 

UMA RECOMENDAÇÃO PESSOAL

 

REV. MARIO RAMOS

PASTOR PRESBITERIANO

 

 

 

CURITIBA, 05 DE NOVEMBRO DE 2017.

 

CASAMENTO E SUAS VARIÁVEIS

CASAMENTO E SUAS VARIÁVEIS

EU QUERO SABER!

O QUE A BÍLBIA DIZ SOBRE O CASAMENTO? O QUE ENSINAMOS,  O QUE PREGRAMOS E COMO CELEBRAMOS AQUI? QUAL É A POSIÇÃO DE NOSSA DENOMINAÇÃO?

PRERROGATIVA DOS PRESBITÉRIOS E CASAMENTO

CE-SC/IPB-2007-MAIO – DOC. CXXXVII – QUANTO AO DOCUMENTO 130 – RESOLVE: Manter como PRERROGATIVA dos Presbitérios a análise e julgamento dos casos de sua jurisdição, conforme preceitua o Art. 88 da CI/IPB.

A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER E O CASAMENTO

I – O casamento deve ser entre um homem e uma mulher; ao homem não é lícito ter mais de uma mulher nem à mulher mais de um marido, ao mesmo tempo. (Gen. 2:24; Mat. 19:4-6; Rom. 7:3);

II – O matrimônio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher, para a propagação da raça humana por uma sucessão legítima e da Igreja por uma semente santa, a para impedir a impureza. (Gen. 2:18, e 9:1; Mal. 2:15; I Cor. 7:2,9);

III – A Todos que São Capazes de dar um consentimento ajuizado, é licito casar; mas é dever do cristão casar somente no Senhor;… (Heb. 13:4: I Tm. 4:3; Gen. 24: 57-58; I Cor. 7:39; II Cor. 6:14).

IV – Não devem casar-se as pessoas entre as quais existem os graus de consanguinidade ou afinidades proibidos na Palavra de Deus, tais como casamento incestuosos jamais poderão tornar-se lícitos pelas leis humanas ou consentimento das partes, de modo  PODEREM COABITAR COMO MARIDO E MULHER…( Gen. 3:16b; Dt. 24:1-4; Mt. 19:7-8)

 

1 –  ORIENTAÇÃO BÁSICA SOBRE ALGUNS ASPÉCTOS RELEVANTES SOBRE O CASAMENTO E SUAS VARIÁVEIS:

 

  • O CRISTÃO, O CASAMENTO, A REALIDADE DO DIVÓRCIO E DO NOVO CASAMENTO:

Até que a morte os separe!” Família, Igreja e Sociedade – um drama a ser enfrentado de frente; discutido à luz da Bíblia; refletido e dialogado em família; ensinado, orientado e tratado na igreja. Que sociedade nós estamos criando?

 

  1. Natureza do Casamento: É uma Instituição divina. Deus Criou o Homem e a Mulher e fez uma aliança terrena de carne e coração – “uma só carne” (Gen. 1:27; 2:24);
  2. Propósito do Casamento: Cumprir a finalidade principal do homem de glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. ( Gen. 1: 26,27).
  3. Perenidade no Casamento – “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. (Marc. 10:9; Mat. 19:6).

Por que Separam?

  1. Ética baseada mais nos direitos, do que nos deveres…;
  2. Licenciosidade moral e a liberdade autônoma…;
  3. Falta de fé, compreensão e obediência (I Cor. 10:13).

 

1.2 – Divórcio na Bíblia Segundo Jesus:

  1. a) Repúdio e abandono: (I Cor. 7:10-16; Mc. 10:1-12: Dt. 24:1-4);
  2. b) Jesus admite o divórcio por exceção “Porneia” – adultério” ( Mat. 5:31-32);

 

1.3 – Divórcio e Novo Casamento:

  1. a) Jesus: Se a separação-divórcio for por infidelidade – relações sexuais ilícitas ( Mat. 19:9-12);

 

1.4 – Casamento e Celibato Segundo Paulo: (I Cor. 7:1,7,8,9,27)

1.5 – Paulo admite o casamento: ( I Cor. 7:2,27,28);

 

1.6 – Casamento no Senhor (mesma Confissão de fé) – (Heb.13:4; I Tm.4:3; Gen. 24:57-58; I Cor. 7:39; II Cor.6:14);

 

1.7 – Divórcio Indevido – O Amor acabou?

  1. a) Amor jamais acaba (I Cor.13:8);
  2. b) Sentimento de amor é que acaba, quando a FONTE do amor, Deus, não é considerada ( I Jo. 3:18-22);
  3. c) Sentimento do amor não é causa; é a conseqüência – compromisso de amar;
  4. d) Deus não mandou se casar com a pessoa que ama (é sempre bom!)
  5. e) Deus mandou se amara pessoa com quem se casa.

1.8 – A Realidade do Divórcio e Ação Redentora Para Preveni-lo:

  1. a) Deus odeia o repúdio – (Mal. 2:16);
  2. b) Nos tempos bíblicos o casamento e o divórcio não eram matérias legais da alçada do Estado;
  3. c) Estes Institutos sempre foram de domínio da religião;
  4. d) O fato de o casamento ter amparo na lei civil não isenta da responsabilidade e da fidelidade diante de Deus e da Igreja;
  5. e) Nem todos os divórcios são igualmente injustos: Caso de Jose e Maria ela noiva, morando debaixo do mesmo teto conforme o costume da época – Talmude;
  6. f) Jesus diz que Moisés permitiu dar carta de divórcio por causa da dureza do coração – rebeldia (Marc. 10:5);
  7. g) Jesus admite o divórcio apenas em caso de relações sexuais ilícitas – Adultério – “porneia” – ( Mt. 5:31-32);

 

1.8 – Casamento – Divórcio e Novo Casamento de Pastores e Presbíteros;

  1. a) Segue as mesmas regras para o povo de Deus acima exposto:
  2. B) CE-SC/IPB-2007/MAIO – DOC. CLXXVI – Quanto ao Documento 130 –RESOLVE: Manter como Prerrogativa dos Presbitérios a análise e julgamento dos casos de sua jurisdição, conforme preceitua o Art. 88 da CI/IPB;

                       1.9 – Casamento e Lei Civil:

  1. a) Nos tempos bíblicos o casamento e o divórcio não eram                                                                            

                          matérias legais de alçada do Estado e sim, da Religião;

  1. b) No Brasil – CC. de 1890/01 – passou a vigorar em nossa

                            Pátria; na Europa, no séc. XVIII e XIX.            

LEI DO DIVÓRCIO NO BRASIL

            LEI Nº 6.515, DE 26 DE DEZEMBRO DE 1977.– Autor. Sen. Nelson Carneiro; 

 

CASAMENTO CIVIL COM EFEITO RELIGIOSO             

LEI No 1.110, DE 23 DE MAIO DE 1950.

 

Constelação Familiar ou Aconselhamento Noutético

  1. Constelação Familiar – Os Tribunais no Brasil já admitem a prática deste método psicoterapêutico – a busca de solução de traumas em separação – divórcio – método que visa a desencarnar pessoas vivas problemáticas e até mortos sobre as pessoas com dificuldade na solução divórcio (Espiritismo e ocultismo – manipulação das emoções….
  2. Aconselhamento noutético – Utilização da Palavra, da graça e da verdade como fonte de vida, impressa na mente da pessoa na ajuda de solução dos  mais variados problemas.

 

 

MODELO DE CASAMENTO CRISTÃO

 

Deus Instituiu o casamento monogâmico (Um homem e uma mulher) e heterossexual ( homem e mulher)

 

 

A BÍBLIA E O SEXO NO CONTEXTO DO CASAMENTO

 

                O sexo foi uma criação de Deus.  Deve ser feito no contexto do casamento, entre um homem e uma mulher. Fora do casamento, a prática sexual é um pecado de acordo com a Bíblia.

Para o casal, a vida sexual é muito importante, e o marido e a mulher devem ter intimidade sexual e desfrutar um do outro. Mas o sexo antes do casamento não faz parte da vontade de Deus para ninguém, e por isso deve ser evitado por todos aqueles que querem agradar a Deus.

 

 

 

 

 

Curitiba/PR – 16 de Maio de2017.

 

Rev. Mario Ramos

Pastor da Igreja Presbiteriana do Tatuquara – Curitiba/PR

PLANO DE AULA INTRODUÇÃO A TEOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTO

REVISITANDO E APRENDENDO PELO MUNDO AFORA

. Retrospectiva, Introspectiva e Prospectiva:

# Aula de Introdução ao Antigo testamento e a Evolução do Direito:

 

Deus faz a história: “O homem se agita e Deus o conduz”. Eis o extrato da Soberania de Deus. (Rev. Mattathias Gomes dos Santos)

+ PERÍODO NEOLÍTICO OU IDADE DA PEDRA POLIDA:

I – DE ABRÃO À MALAQUIAS:

+ Abraão ( 2.100 a 1.925 a.C.) “…Sê tu uma bênção:” (Gn. 12:2); Pai da fé, Abraão é um marco de um povo eleito e da manifestação da graça de Deus. É o rompimento radical com a idolatria em nome da fé, obediência e promessa – Abraão Estadista e Diplomata – Relacionamentos Políticos e estratégicos (Gn.12 a 38);

. Isaque – Jacó – José: Os legítimos representantes da nação eleita ao serviço da revelação de Javé pelo mundo;

 

+ Cativeiro Egípcio: 400 anos (Gn.15:13) ou 430 (Êxd. 12:40; Gl.3:17)  Contradição?

. O Pentateuco Samaritano e a Septuaginta dizem: “no Egito e em Canaã” 430 anos. Ou seja, Moisés e Paulo afirmam: “30 anos em Canaã e 400 anos no Egito”

+ Moisés (1.520 a 1400 a.C.) Representa a Lei. Código Mosaico – De Igreja Peregrina à Estado (Nação) Êxd. 19:5,6);

 

+A história do Direito e da Codificação:

-Código de Hamurabi: Escrito pelo Rei Hamurabi em 1700 a.C. Foi encontrado por uma expedição francesa em 1901, na antiga Mesopotâmia – atual Irã;

-Código Mosaico: Moisés recebeu de Deus no Monte Sinai (1520 a1400 a.C.); Leis Constituídas por Mandamentos, Ordens e Proibições – O Decálogo  (Êxd. 20; Js.8:32);

 -Código de Manu: Estabeleceu o sistema de Castas na sociedade Hindu – Índia no Séc. II a.C.

 

+ O Grande herói, Moisés. A Pedagogia e Maiêuca divina ontem e hoje:

. 40 anos pensando que era alguém;

.40 anos aprendendo que não era ninguém;

.40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém.

 

 +Josué (1360 a 1250 a.C.) Prefigura Cristo – Tomada de Canaã (Js.1:1-8). Josué completa o que Moisés começou! Deus nunca deixa sua obra inacabada;

Moisés – Antecipação:

Moisés atravessou o Mar Vermelho;

Moisés libertou o povo da escravidão;

Moisés deu uma visão de fé;

Moisés falou de uma herança;

Encontramos antecipações em Deuteronômio.

 

Josué – Realização:

Josué atravessou o Rio Jordão;

Josué conduziu o povo à vitória;

Josué os conduziu a uma vida de fé;

Josué os levou à posse da terra prometida;

Encontramos realização no livro de Josué.

+ Período dos Juízes (1360 a 1045 a.C.) Josué – Sansão – Samuel – Governo Teocrático;

+ Reino Unido (1025 a 987 a.C) Saul – Davi – Salomão – 120 anos de Governo;

+ Israel/ Monárquico/Teocrático;

O auge do Império Israelita: prosperidade. Hegemonia Estatal. Construção do 1º Templo. O esplêndido reinado de Salomão (I Re. 1-10).

+ Reino Dividido: No norte, Israel – capital Samaria – 10 tribos , Rei Jeroboão;

                                No Sul, Judá – Capital Jerusalém – 2 tribos, Rei Roboão (I Re. 11-16);

 

+ Cativeiro Assírio: Reino do Norte em 722 a.C – Rei Oséias, Por Sargão II (2 Re. 17:24;

O profeta Jeremias permanece em Jerusalém em sua missão profética, entre os bolsões de resistência e vai ao Egito;

O povo é levado cativo. É Imposto nova língua, religião e costumes; Assírios tomam posse dos vassalos em Samaria;

 

+ Cativeiro Babilônico: Reino do Sul, em 605 a.C.) Por Nabucodonozor, foram 70 anos. O povo é levado cativo (Daniel, Ezequiel…mas o povo tem a liberdade de culto e de sua religião e do seu Deus) Leia sobre o Zelo de Deus, Jeremias Cap. 52;

 

+ Período Medo-Persa (533 a 519 a.C.) Por Ciro – Assuero – Artaxerxes – Ester – Repatriamento dos Judeus à palestina e reconstrução dos muros, cidade e do 2º Templo (Governador Zorobabel, Esdras, Neemias, Zacarias e Malaquias); Deus usa a quem Ele quer, como e onde quer (Esdras 1:2-3); Veja como Deus Faz a história e manifesta o Seu poder e glória – Daniel Cap. 7;

 

+ Greco Macedônio (333 a 167 a.C.) – Tempo da dominação macedônica no mundo. . . . Alexandre, o Grande e seus 35 mil homens – os guerreiros; Leia Daniel Cap. 7;

. Divisão do Império de Alexandre: Ainda em vida, Alexandre predisse que seus amigos lhe fariam “cruento Funeral”. Cumpriu-se o vaticínio.

Seus três generais assumiram a partilha do império dividido: Ptolomeu no Egito; Antíoco na Ásia e Selêuco na Babilônia;

 

+ Profeta Malaquias (450-400 a.C.) Malaquias quer dizer: “meu mensageiro”.

. Contexto histórico, sociológico, político, econômico e religioso:

  1. Passados 100 anos desde o retorno dos Judeus à Palestina;
  2. A cidade de Jerusalém, muros e templo já haviam construídos;
  3. A fé e o entusiasmo inicial já desapareceram;
  4. Neemias lidera um período de reavivamento religioso (Ne. 10:28-39);
  5. Transformaram a obediência à lei em algo mecânico e rotineiro (Ml.1:6-11);
  6. Tornaram relapsos na adoração: Sacerdote e povo (Ml.1:7);
  7. Foram negligentes quanto à entrega dos dízimos de Javé (Ml.3:8,10);
  8. Jeová se revela insatisfeito como Seu povo (Ml. 2:1-3);
  9. O Senhor faz promessas ao Seu povo (Ml. 3:1-6).

 

+ PERÍODO INTER-BÍBLICO – 400 Anos de Silêncio Desesperador:

A “folha branca” de sua Bíblia representa 400 anos de silêncio desesperador e negro, entre o Velho Testamento (Malaquias) e o Novo Testamento (Mateus).

Nesses 400 anos de silêncio desesperador, o Senhor deixou que os esforços dos homens, na solução dos problemas espirituais falhassem; que a filosofia se esboroasse; que o poder material enfadasse as almas; que a imoralidade religiosa desiludisse a todos, mesmo os corações mais ímpios; que a corrupção campeasse, atingisse as raias da depravação, mostrando assim ao homem a inutilidade de tais sistemas e instituições.

 

+ Os Macabeus – A luta sangrenta dos Judeus por defenderem a religião de Javé;

. Os Sofistas ou pré-Socráticos (481 a 420 a.C): Religião e Mito – emoção, medo e Politeísmo; A Finalidade: Tentativa de explicar os fenômenos do ponto de vista divinas. A idéia dos deuses semelhantes as dos homens. Idéias fantasiosas ou lendárias. (Protágoras, Górgias, Isócrates, Anaxágoras, Anaximandro, Anaximenos, Demócrito, Heráclito, Permênides, Pitágoras e outros; (Em tese, tratam-se de educadores que ganhavam para ensinar a juventude o caminho da virtude ao serviço da Pólis (cidade/Estado);

.  Os Filósofos: Teles de Mileto, Sócrates, Platão, Aristóteles, (Estóicos e Epicureus em Atos Cap. 17:18);

. A questão filosófica é: Quem é o homem? O que eu posso conhecer? O que eu devo esperar? Como eu devo agir na sociedade?

 

+ Predominância Macabéia: Em defesa do Estado e da Religião de Javé – Monoteísmo:

– Revolta de Matias em 167 a.C.

– Judas Macabeu, em166-161 a.C.

– Dedicação do Templo em 165 a.C.

– Jônatas em 165-143 a. C.

– Simão 143-135 a. C.

– João Hircano I, 135-106 a.C. e morre – neto de Matatias

– Aristóbulo “Rei”, 106 a.C.

– Alexandre Janeu, 105-78 a.C.

– Alexandra 78-69 – Farisaismo florescente

– Hircano II e Aristóbulo II, dividem o poder 69 a.C.

– Herodes I, o Grande, (73 – 4 a.C.) edomita de Esaú, Judeu romano – Colossais projeto de construção em Jerusalém e no mundo antigo e a matança de crianças abaixo de 02 anos de idade, sendo o alvo, o menino Jesus (Mat. 2:16-18);

– Herodes I, morre e divide o reino a dois filhos: Herodes Arquelau (Judéia e Samaria) e       Herodes Antipas (Galiléia e Peréia);

– Pompeu recebe a Palestina 63 a.C.

– Nascimento do Salvador Jesus Cristo 04 a.C.

 

+ Platão e a Justiça Metafísica: Meta(lem), física (lei)= além da lei; Ou seja, a Justiça platônica só é possível em outro plano (divino) e não neste mundo dos homens;

+  Aristóteles e a Justiça Ética: centrada na virtude humana.

+  Os Estóicos: (100 a.C.) Promoveram a transição entre os helênicos e o cristianismo (Atos 17).

 

II – ROMA E O CRISTIANISMO – IDADE ANTIGA;

– O Império Romano: O 4º animal da visão de Daniel do Cap. 7- Cumprimento:

Conquistas Romanas – Os Romanos conquistaram o ocidente e voltaram depois suas vistas para o Oriente. Apoderaram-se da Grécia, Síria, Palestina e outros Países. Tornaram-se senhores do mundo. Quando Matatias, o progenitor dos Macabeus, começou a lutar em defesa da religião de Javé e independência de seu país, os romanos eram fracos: agora, porém, eram os dominadores do mundo.

. Israel – Colônia Romana (Árabes e Judeus em convivência pacífica – At.2: 8-11;

. Morte Expiatória e Ressurreição de Jesus em Jerusalém – I Co. 15:1-5;

. Formação da Igreja Primitiva sob com os Apóstolos – Atos 1:8 e 2:1-8;

. Missão apostólica dentro de Jerusalém por 30 anos depois da ascensão de Cristo;

. A primeira DISPERSÃO dos Judeus, o Evangelho além das fronteiras – At. 1:8;

. Conversão de Saulo de Tarso e a expansão missionária com Paulo – At. 9:15;

. A segunda DISPERSÃO dos Judeus e a destruição do Templo por Tito -70 d.C. – Mat. 24:1-2;

.A terceira DISPERSÃO dos Judeus e Jerusalém arrasada pelo Imperador Adriano – 135 d.C;

. A Palestina pára os palestinos, árabes que permaneceram na terra santa (Jerusalém) e outros povos;

. A Palestina é integrada ao Império Muçulmano – “Profeta “Maomé – (634-720);

 

+ O Império Turco Otomano: (1299 – 1922);

. Extensão territorial: Norte da África, Sudeste Europeu e Oriente médio;

.Tolerância às tradições e a religião dos vassalos;

. Declínio do Império Turco Otomano (1917);

. O Colonialismo Europeu – A Ocidentalização dos Séc. XV a XIX;

. O Sionismo Político – retorno dos Judeus à Palestina – Sião;

 

+ Revoltas Israelenses/Árabes – As Intifadas sucessivas e posse da terra Prometida. A instalação de conflitos sem fim, uma Missão Messiânica no porvir – Ap. 19:11-21;

. Israel Estado Moderno – 1948 pela ONU – Conflitos sem fim por território sem limites. O nome “Palestina” significa “terra de ninguém”.

. Palestinos: Estado Observador e não Membro pela ONU 30/11/2012;

 

+ O PRIMEIRO TRIUNVIRATO – Monarquia Romana – A Pax romana:

Os triúnviros dividiram ente si as províncias da República Romana. Júlio Cesar com a Gálias; Pompeu, com Espanha e África; e Crasso, com o Oriente.

. Roma é tida como síntese da sociedade antiga, representando um ELO de ligação entre o mundo antigo e o moderno;

. Roma foi fundada em (753 a.C.) – Quando a Pena era utilizada com aquele caráter SACRAL- do Rei e do Sacerdote – Chamado de Direito Canônico que perdurou até a idade Média em 1453 d.C.;

. Na Roma monárquica, à organização jurídica prevaleceu o Direito Consuetudinário – rígido e formalista;

 

+ A Lei das XII Tábuas: (400 a.C.) o primeiro Código romano escrito – fruto da luta entre os Patrícios e Plebeus;

Com a Lei das XII Tábuas inicia-se o período dos diplomas legais – limitação à vingança privada, adotando a Lei do Talião.

+ Principais Imperadores Romanos: A dinastia dos Cesar.

. Otávio Augusto (27 – 14 a.C.);

. Tibério (14 a.C. a 37 d.C.) – Durante o ministério do Senhor Jesus Cristo;

. Calígula (37 -41);  Cláudio (41 – 54); Nero (54 – 68); Vespasiano (60 – 79);

   Domiciano (81- 96 ) – Apóstolo João exilado na Ilha de Pátmos (Ap. 1:9);

 

A Teosofia na Construção de uma Nova Civilização:

 

III – IGREJA E ESTADO/IMPÉRIO: IDADE MÉDIA – A ciência Medieval;

Com a queda do Império Romano no (séc. V), a religião surge lentamente como elemento agregador dos inúmeros reinos bárbaros formados após as sucessivas invasões; seus chefes convertidos ao cristianismo e a igreja se transforma em soberana  e absoluta da vida espiritual do mundo Ocidental. “Crer para compreender, e compreender para crer”.

 

+A Filosofia Patrística: Principais preocupações são as relações entre á fé e ciência, a natureza de Deus, da alma, da vida moral. É retomada a filosofia platônica por necessidade de uma ética rigorosa, da abdicação do mundo, do controle racional das paixões e a predileção pelo supra-sensível. Representantes: Clemente de Alexandria, Orígenes e Tertuliano;

. Santo Agostinho (354-430), a principal figura, da retomada da filosofia platônica, de quem João Calvino vai se espelhar no (Séc. XVI), na qualidade de reformador em Genebra e demais países Baixos;

 

+A Filosofia Escolástica: A escolástica é a especulação filosófico-teológica que se desenvolve do Século IX até o Renascimento. A retomada o pensamento aristotélico traz de novo a física qualitativa e a astronomia geocêntrica;

.Decadência da Escolástica: No Séc. XIV, sofreu um processo de autoritarismo de nefastas influências no pensamento filosófico e científico. Posturas dogmáticas, contrárias à reflexão. Cria-se o tribunal do Santo Ofício – Inquisição;

. O Papa Leão III nomeia Carlos Mágno, Imperador do Ocidente (768-814) e expande o reino Franco;

 

.São Tomás de Aquino: A maior figura representativa da Escolástica no (Séc. XIII – 1225) – Baixa Idade Média – Invasão de Constantinopla – e Império Otomano Turco;

.Para São Tomás de Aquino a Teologia é a ciência mãe de todas as ciências;

.São Tomás de Aquino trabalha por devolver à Igreja de Roma o poder político;

.São Tomás de Aquino desenvolve os princípios filosóficos de Aristóteles.  O mal é em aparência e não em essência.

 

IV – MEDIEVAL/MODERNO– A era dos Contratos (Séc. XV).

.A transição do mundo Medieval ao mundo moderno. Nicolau Maquiavel, separa o que é próprio da religião e da política – Estado Laico ou laicidade do estado (Estado não se intromete nas coisas da Igreja e esta, na do Estado).

.Contratualistas: T. Robbes, John Locke e Jean François Rousseau.

 

 

 V – REFORMA PROTESTANTE – IDADE MODERNA (31/10/1517):

  1. Os pré-reformadores:

. John Tauler (1300 -1361), Alemão – enfrentou o Papa XXII;

. John Wiclif (1320 – 1384) Teve suas 18 Teses condenadas pelo Papa Gregório XI;

. John Huss (1373 -1415), Reformista na Boêmia;

. William Tyndale (1494 – 1536), Inglês

. Savanarola: O príncipe do humanismo na Itália.

.Movimentos: Os Valdenses e os Albigenses, vítimas da Inquisição;

 

  1. Reformadores em 31/10/1517:

        . Martin Lutero (1483 – 1546), Teólogo cristão Alemão;

        . Influência: Protestantismo na Alemanha;

        . As 95 Teses em 1517;

 

         . João Calvino (1509 – 1564), teólogo cristão, francês, filósofo pré-cartesiano e       advogado;

         .Influência Calvinista: Protestantismo na Suíça, Países Baixos, África do Sul, Inglaterra, Escócia e Estados Unidos.

         . Obra Principal: As Institutas – Tratado da Religião.

         . John Kinox: Reformador escocês (1505) – cunhou o nome “ presbiteriano “

 

  1. C) Contra Reforma da Igreja Católica – Medidas Repressivas: Foi um movimento que surgiu no seio da Igreja como resposta a Reforma Protestante;

. Concílio de Trento 1545 – Resposta hostil, Cruel e Cruento;

.Instituição do Index dos livros proibidos: alienação e manipulação;

. Massacre da noite de São Bartolomeu (24/08/1572) mais de 70 mil huguenotes –presbiterianos foram mortos na França;

. Retomada do Tribunal do Santo Ofício – A Inquisição pela Europa:

. Inquisição Medieval (1184);

. Inquisição Portuguesa (1536);

. Inquisição Espanhola (1478);

. Inquisição Romana “Congregação as Sacra Romana (1542); transformou-se em;

. Sacra Congregação do Santo Ofício – Papa Pio X (1908); Transformou-se em; e,

. Congregação Para Doutrina da Fé – Papa Paulo VI (1965). Em vigor no Vaticano.

 

 . A Renascença Italiana ou Renascimento (Séc. XIV a XVI) A transição da Idade Média à Idade moderna – grandes transformações e cultura na Europa;

 . O Iluminismo ou Esclarecimento: Movimento cultural europeu, cujo epicentro foi à França e destacam-se: Voltaire (1694-1778); Montesquieu (1689 – 1775) e D. Diderot (1713-1784);

 

+ A Revolução Científica do Séc. XVII – “O silêncio desses espaços infinitos me apavora” (Pascal);

.Racionalismo: O poder exclusivo da razão de discernir, distinguir e comparar;

.Antropocentrismo: O homem moderno coloca a sim próprio no centro dos interesses e decisões;

.Saber Ativo: Em oposição ao saber contemplativo, o saber ativo com base na realidade observada e submetida a experimentações – (Galileu, Kepler e Newton);

 

+ A Física na Idade Moderna: “O que é, exatamente por ser tal como é, não vai ficar tal como está.” (Brecht)

. Galileu Galilei (1564-1642), italiano, astrônomo, físico – Uma vida marcada por perseguição política e religiosa por defender a substituição do modelo aristotélico e ptolomaico do mundo (geocentrismo) pelo modelo corpenicano (heliocentrismo);

.Teoria heliocentrismo: Nicolau Copérnico e os Monges Copistas (1514);

.Galileu Galilei defende a tesa sendo condenado pelo Tribunal do Santo Ofício;

+O DEUS QUE INTERVÉM: Josué orou e o sol se deteve e a lua parou? Sim, não importa a ordem dos fatores, Josué e o povo precisavam de tempo, apenas. (Js. 10: 12-15) Josué não tinha conhecimento de “Rotação” e “Translação”. Josué conhecia e bem, o Deus que intervém!

 

+O Absolutismo (Séc. XVI a XVII), na Europa – O poder absoluto dos monarcas;

. Tomas Robbes (588 -1679) O Leviatã – Estado Forte – “No Estado de Natureza, éramos homens; No Contrato/Estado, somos cidadãos”;

. John Locke – Contratualista Pleno – Pai do Liberalismo (1632 -1704);

 

+ Tratado de Westfália (1648), Por fim às guerras, estabelecer o domínio de limite de cada Estado em termo da escolha da religião;

 

+ OS TRÊS PODERES – Charles Louis de Secondat (Montesquieu – 1689-1755), Filósofo, escritor francês em sua obra – “O Espírito das Leis” dividiu os Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário – descentralizando o poder de uma só mão.

 

+ Método Científico da Idade Moderna Séc. XVII – As teorias: A memória (história), a razão (filosofia e ciência) e a imaginação (poesia);  “À natureza não se vence, senão quando se lhe obedece.” – (Francis Bacon);

 

+ Problema do Conhecimento – Racionalismo e empirismo – Séc. XVII – (René Descartes 1596-1650), Filósofo, físico e matemático francês;

 

+ As Ciências após o Séc. XVII –  Desenvolvimentista:

. Newton (1642-1727) – A teoria da gravitação universal;

. Antoine Lavoisier (1743 – 1794) “Emprestou a metodologia da física, tornando a química uma ciência de medidas precisas. Serviu-se do termômetro e do barômetro;

. Jean J. Rousseau (1712 – 1778) – Contratualista Pleno – A Democracia Direta –

“O homem nasce livre e em toda parte se encontra acorrentado.” (Rousseau);

. Gottfriad Leibniz (1646 – 1716) Idealista e absolutista Alemão;

. Benedicti Spinoza (1632 – 1677), Metafísico nacionalista;

.George Berkeley (1685 – 1753) Idealista e ateísta – Ânglo-irlnadês;

. David Hume (1771 – 1776) Empirista e historiador escocês;

. Immanuel Kant (1724 – 1804) Alemão fundador da filosofia crítica;

.Jeremy Bentham (1748 – 1832), Utilitarista Inglês -“Prazer e a dor com a motivação da ação correta”;

 

+ Revolução Industrial do Séc. XVIII- Inglaterra: “Os filósofos não têm feito senão interpretar o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo” (Marx)

. Antes, o trabalho era artesanato e manual;

. Agora, a mecanização do sistema de produção;

.Espírito burguês Industrial, maiores lucros e menores custos;

.Crescimento populacional e o problema da escassez;

.Maior demanda de produtos e mercadorias.

 

+ A Teologia e as Ciências – Séc. XVIII: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.” (Louis Paster)

 

  Liberalismo, Fundamentalismo e ortodoxia:

. O liberalismo: o iluminismo alemão pai do liberalismo teológico – Uma nova abordagem da Escritura em sua interpretação sob a perspectiva científica;

.A Bíblia é considerada um livro religioso comum;

.A aplicação de técnicas apuradas retiraria os “mitos” e o aspecto sobrenatural;

.A supressão dos ensinamentos morais práticos à humanidade;

.Otimistas em relação ao progresso científico e pessimistas em relação à Bíblia;

.Expoentes do liberalismo: Schleiermancher (1768-1834), Ritschl (1822-1889) e Harnack (1851-1930), alemães;

 

.O fundamentalismo: Caindo nos Extremos (Mat.15:1-11).

 . O crescimento do liberalismo teológico radical no Séc. XX, entre as principais denominações históricas dos Estados Unidos;

. Teólogos conservadores se coligaram para defender a fé cristã ante o liberalismo;

. De 1910 a 1915, nos Seminários e nas Igrejas uma série de Artigos em 12 volumes conhecidos como “Os Fundamentos”- pontos fundamentais da fé cristã;

. O movimento de oposição foi rotulado de “fundamentalistas” – vários calvinistas;

. Os fundamentalistas se associaram ao “dispensacionalismo” teológico;

. O afastamento de questões sociais e procedimentos sectários;

. A conotação de intransigência, intolerância e anti-intelectualismo.

 

. A Ortodoxia Teológica: “É mais fácil dividir um átomo do que quebrar um dogma.”    (Albert Einstein)

. A ortodoxia se distancia tanto do liberalismo quanto do fundamentalismo;

. O ortodoxo não se vê como melhor que os outros, antes ele se vê como um pecador que carece da graça e da misericórdia de Deus;

. O ortodoxo se vê sempre à necessidade de aprendizado no conhecer e viver a verdade;

 

. Confissão e Confessionalidade: “Não se pode amar verdadeiramente, senão em termos da verdade”: (Loyd-Jones).

. Confessionalidade como o oposto da laicidade ou laico (Séc. XVI);

. Nicolau Maquiavel (1469-1527) – Separa a política do que é própria da Religião;

.  O renascimento cultural: ausência do controle religioso na política, nas artes, na ciência e na educação;

. A Reforma Protestante: A separação entre o Estado e a Igreja;

.Confessionalidade como conjunto de crenças, princípios, símbolos e práticas;

. Confessionalidade cristrocêntrica – A confissão cristã em Cristo como Salvador e Senhor – O Ser humano é Ser confessional (Mat. 16: 13-17);

. Brasil um Estado Laico: desde 1924 – Não existe uma religião oficial no país; O Estado não interfere na Igreja e esta no Estado;

+ O Nascimento das Ciências Humanas: “Eu penso, logo existo” (Descartes)

.François Auguste Comte (1798 – 1857), francês, Filósofo e Sociólogo (Positivista)

. Sigmund Freud (1856 – 1939) Médico austríaco – Pai da Psicanálise;

 

+ A Filosofia e as Ciências: “Ciência sem consciência não é senão a morte da alma”. (Montaigne);

+ A Crítica do Estado Burguês: “O importante não é o que fazem do homem, mas o que ele faz do que fizeram dele.” (Sartre)

.Carl Marx (1818 – 1883) Alemão, cientista, filósofo, economista, revolucionário.

.Luidwig Feuerbach (1804 – 1872) “O homem é aquilo que come” (Feuerbach);

. Max Weber (1864 – 1920) Uns dos pais da Sociologia moderna;

.Êmile Durkheim (1858 – 1917) Uns dos pais da Sociologia moderna;

.Friedrich Nietzsche (1844 – 1900), Uma crítica radical à moral;

.Ivan Pavlov (1849 – 1936), Rússia, médico e fisiologista –Teoria do “reflexo condicionado” – Prêmio Nobel (1904);

.Jean Piaget (1896 – 1980) Suíço, epistemológico, psicólogo, educador e pensador;

         (Novas hipóteses sobre a origem da cognição humana: Inteligência e afetividade)

 

+ PÓS MODERNISMO – (Séc. XX) Condição Sócio-cultural e Estética predominam;

 François Lyotard (1924 – 1998) e J. Baudrillard (1929 – 2007);

 

+ O MUNDO EM EBOLIÇÃO – A convulsão geopolítica e a globalização:

. 1ª Guerra Mundial: (28/07/1914 a 1918) Questões políticas imperialistas – Guerra centrada na Europa;

. 2ª Guerra Mundial: Modificou a estrutura social mundial – Guerra total: Os aliados e o eixo – mais 70 milhões de mortes;

 

+ Acordos de Bretton Woods (Julho de 1946) Criação do Banco Mundial e do FMI – Fundo Monetário Internacional – “Socorro ao mundo pós-guerra”;

+ONU – Organização das Nações Unidas – 1946: após a 2ª guerra – Fundada em substituição a “liga das nações”, com objetivo de deter as guerras e criar plataforma de diálogo – Necessidade de reformulação estrutural – Brasil postula a condição de membro permanente;

+ Declaração Universal dos Direitos Humanos e do cidadão: (Dez. de 1948):

 

O Tamanho de um País não é medido pela sua extensão geográfica e sim, pelo caráter de seu povo.

 

+ BRASIL O PAÍS PROMISSOR: “E eu não tenho Pátria; eu tenho mádria; eu quero é frátria” (Caetano Veloso);

Brasil Colônia: Tentativas de implantação da fé reformada presbiteriana – franceses (1555 – Rio de Janeiro) e holandeses (1636 – Pernambuco); suplantados pelo fogo inquisitorial;

Brasil Império: Estabelecimento da Igreja Presbiteriana em solo brasileiro (12/08/1859 – Rio de Janeiro com o Miss. Ashbel Green Simonton) norte americano;

 

+ Primeira Igreja Presbiteriana no Brasil – Catedral Presbiteriana do Rio (12/01/1862 – na Rua do Ouvidor, nº 31 – 2º andar; Hoje na Rua Silva Jardim nº 23 –Praça Tiradentes – Centro;

 

+ Organização Oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil – Foi Publicado no Diário Oficial do Império do Brasil (11/10/1872) – Princesa Leopoldina;

 .1º Ministro Evangélico brasileiro: Rev. José Manoel da Conceição (17/12/1865) O ex-Padre, ao serviço do Reino de Deus e da Igreja de Jesus Cristo;

 .1º Seminário Teológico da América Latina – Seminário Presbiteriano do Sul- Campinas/SP;

 

 + Brasil República: Estado Novo (Pres. Getúlio Vargas e Vice Café Filho, presbiteriano do Rio Grande do Norte).

.Sistema de governo Parlamentarismo;

.Sistema de governo Presidencialismo;

.Presidente Getúlio Vargas: CSN (Companhia Siderúrgica Nacional-RJ) e a Petrobrás. Hoje, ambas, umas das maiores do mundo.

.Cidadania e Direitos Políticos e Direitos Trabalhistas Consagrados e hoje são 10 (Dez) Direitos trabalhistas que você precisa conhecer;

.A morte de Getúlio Vargas- suicídio;

.Assume a presidência da República: Pres. Café Filho.

 

+ Brasil Militarizado – Governo Militar (1/4/1964 – 15/3/1985) – Se foi um “mal necessário” a sentir, removido esse mal, o pior mal haveria de vir “  – Eu fiz parte; e ouvi e vi.       (Rev. Mario Ramos);

 

+ Diretas Já: Liberdade e Democracia no Brasil:

 . Movimento popular por eleições presidenciais diretas entre 1983/1984;

.1º Presidente Civil – José Sarney, após 21 anos de Regime Militar – José Sarney, o qual fora o vice na chapa de Tancredo Neves, que faleceu logo após a eleição;

 

+ ECO/92- RIO/92: (3 a 14 de Junho) – “À natureza não se vence, senão quando se lhe obedece.” (Francis Bacon)

. Desenvolvimento sustentável.

.A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento;

. Mais de 100 (cem) chefes de Estados buscam meios de desenvolvimento socioeconômico com a conservação e preservação dos ecos-sistema da terra;

.Reconheceu a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem em direção do desenvolvimento sustentável;

. Principal documento produzido: Agenda 21;

 

+ A RIO + 20 – (13 a 22 de Junho): Com o objetivo de discutir sobre a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável.

 

+ Celebrando Deus Com o Planeta Terra: Na Eco/92, Foi uma manifestação do povo de Deus, cerca de 960 mil evangélicos, na Cinelândia/RJ, em prol do Planeta terra, com caminhada, concentração e culto ao ar livre: Preletores: Rev. Caio Fábio, Pr. Geziel Gomes e Pr. Nilson do A. Fanini. Tive o privilégio de participar da Comissão de Organização deste Evento.

 

.35º Presidente da República Federativa do Brasil – Pres. Luis Inácio Lula da Silva (1/1/2003 -2011);

. O Presidente mais popular do Brasil e no período do mandato, do mundo;

.Co-fundador e Presidente de honra do seu partido – o PT;

. Fome Zero e Bolsa Família – a marca de seu governo;

.Consolidou o Real, como moeda, e lhe deu um “espírito renovado”;

.Resgatou a dignidade dos brasileiros perante o mundo como nação e Estado Soberano (Interferência internacional – FMI);

.Destaque nas relações internacionais: Programa Nuclear do Irã e Aquecimento global;

. Foi considerado pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2010;

. Teve o prestígio de eleger a sua candidata a sucessão da presidência – Dilma;

.Deixou o governo com a maior popularidade entre todos, com a fama de ter sido o melhor presidente do Brasil;

. Constituição Federal (1988);

.Reformulação dos Códigos (2002);

.Amadurece a Democracia na Educação;

.A Consolidação do Evangelho Pátrio;

.Estabilidade Econômica;

.Democratização do Ensino Superior e Tecnológico (Enem, Pro-Uni, APEC/415/05-Fundeb, Aprovação da Lei nº 10.832/03 – Salário-Educação, Fies – Financiamento Estudantil etc.);

.Descobertas e progressos: O Pré-sal;

. Incremento na geração de empregos;

.Credibilidade no cenário internacional;

.Energia: New York Times cita Brasil como exemplo de auto-suficiência.

 

+ Prospectivas Globais: “Muito pode, por sua eficácia, a oração do justo.” (Tg. 5:16c)

 

O MUNDO EM XEQUE!

. A Nova Ordem:  Globalização – Blocos Econômicos – Meio Ambiente – Terrorismo  – A Volta da Guerra Fria – Bipolarização da Política Internacional – Crimes de Guerra – Flagelo Humanitário – Arsenal Nuclear – 3ª Guerra Mundial – 2ª Volta de Cristo:

 

>< A minha posição pessoal sobre ideias e ideais:

 

1 – Fim do Estado Laico e a Retenção à Escalada do Mal: Foi aprovada no dia 27/03/2013, pelo Congresso nacional e a Casa do Senado e Promulgado pelo Presidente da República a PEC, 99/11, que acrescentou ao Art. 103 da Constituição Federal o Inciso “X”, a capacidade postulatória das Associações Religiosas, para propor à ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis aos atos normativos, perante a Constituição Federal.

-Autores incluídos:

.CNBB – Confederação Nacional dos Bispos do Brasil;

. CBB – Convenção Batista Brasileira; 

. SC/IPB – Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil;

2 – Unificação de todas as Igrejas Presbiterianas no Brasil;

3 –  Ordenação do sexo feminino ao diaconato, presbiterato e Pastorado;

3 –  Ecumenismo entre todas às Igrejas evangélicas históricas;

4 – Desestatização Total do Sistema Prisional – Privatização;

5 – Reconhecimento do Estado Palestino, sendo a Jerusalém Oriental, uma Zona  Neutra, Patrimônio Histórico Internacional, administrado por Israel (O Muro das Lamentações e o futuro 3º Templo). E a área ampla ocupada pelo (Domo da Rocha – Mesquita muçulmana) administração pelos palestinos. E Jerusalém Ocidental, como capital do estado palestino;

5- Concessão da Amazônia Legal – incluindo o mineral água doce;

6 – Novo Modelo Ideológico: A Solidariedade. Esta falta ameaça a Democracia;

7 – Imigração moderna no Séc. XXI, no Brasil – somente a trabalho e de caráter temporário;

8 – Investimento na Educação: De 1,5% do PIB e por Estado de 35 % e mais recursos dos royalties do pré-sal, no setor educacional, a todos os Estados da Federação;

9 – Questões Relacionadas às minorias (CDHM) – exige firmeza doutrinária e um teologia moral;

10 – Necessidade de afirmação cristocêntrico num mundo de escassez;

11 – Fim da era do capitalismo: Tese, Síntese e Antítese Hegeliana – uma nova ordem mundial em marcha;

12 – Desativação em 50% das Usinas Nucleares, por país, num período de 10 anos e fim deste tipo de energia – processo de envelhecimento dos reatores;

13 – Quebra do monopólio de Satélites nas mãos americanas: Immasart e Intelsart;

14 –  Internet: revolução e transformação – um futuro breve de crise institucional, empresas, família, emprego (afastamento e isolamento das pessoas). O mundo real passou a tédio diante do mundo virtual;

15 – Ciência, tecnologia, inovação e recursos hídricos: água um recurso estratégico em exportação. O Brasil detém 17% da água doce do planeta. A água engarrafada em três décadas alcança a taxa anual média de 7% num mercado que já movimenta entre US$ 25 a US$ 35 bilhões, anualmente;

26 – A escalada de refugiados de crimes de guerra pelo mundo afora;

27 – A volta da guerra fria com arsenal nuclear e uso de armas químicas;

28 – O prenúncio milenar de choque sócio-econômico, político e religioso árabe/ israelenses;

29 – A grande ameaça da volta do ecumenismo religioso sob à bandeira Romana sob o único chefe da Igreja – o Papa de Roma;

30 – O Desmanche do Estado Democrático e da democracia na América Latina e o populismo de direita no mundo;

31 – O avanço sem limites da tecnologia, da ciência e dos experimentos biológicos, na contra mão da ética cristã;

32 – O Planeta terra com mais 7 bilhões pessoas, sendo 1/3 destes, privados do básico a sua sobre existência.

 

 

 

“…de uma classe que já disse tudo que tinha de dizer pela boca da história.”

(Paulo Leminski, Museu do Olho – Curitiba/PR)

 

 

 

Curitiba-PR, 05 de Maio de 2013.

 

 

Rev. Mário Ramos

Pastor das Igreja Presbiteriana do Tatuquara – Curitiba/PR

Pastor Presbiteriano do Brasil

rev.marioramos@gmail.com

(41) 99101-7422 ( WhatS – Vivo)   // 99735-3008 (T)

 

 

.

 

.

 

 

 

 

 

 

 

 

.

POR QUE O DÍZIMO?

POR QUE O DÍZIMO?

 Leitura Bíblica: Malaquias 3: 10 -12

 “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro,… provai-me nisto, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não vos derramar sobre vós bênção sem medida. Por vossa causa repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra… Todas as nações vos chamarão felizes…”                 

A palavra “dízimo” quer dizer, “décima parte”, ou seja, (10%) de alguma coisa. As palavras usadas no A. Testamento: “Asar” indica “dez” a raiz original desse termo significa: “acumular”, “crescer”,” ficar rico”. A outra palavra é: “ Maaser, quer dizer: “décima parte”. No Novo Testamento: “Dekatóo”, significa: “dar uma décima parte” ou “dizimar”, e a palavra “Dekáte, “décimo”. Na Bíblia, o dízimo foi instituído como uma condição básica, para o fiel revelar ao Senhor, quando dizimar, sua fidelidade, amor e lealdade. É verdade, que o dízimo, também demonstra fé, amor e gratidão à medida que o dizimista consagra e devolve a Deus os 10%, daquilo que o próprio Deus o concedeu. “Das tuas mãos to damos”. A prática do dízimo é mais antiga do que quando aparece no Antigo Testamento. Os povos mais antigos já praticavam. O dízimo foi introduzido na Comunidade Judaica, no início da história relatada em Gênesis nos tempos de Adão. Vemos que os seus filhos Abel e Caim cultuavam  e apresentavam suas ofertas a Javé ( Gên. 4:4-5 ). Abrão o patriarca da fé, praticava a fidelidade na entrega dos dízimos ( Heb. 7:2 e 9). Seu neto Jacó, a 2200 anos a. C., mostrava a virtude da fidelidade a Deus na devoção dos dízimos e na perpetuidade deste princípio vital na relação espiritual e que tinha resultado direto na sua vida material (Gên. 28:18-22). Certamente, ainda no Egito, como escravos, os Judeus jamais se descuidaram do consagrado ritual de celebração dos dízimos. Percebe-se que o Dízimo, até aqui, ainda não tinha sido estabelecido por Lei, mediante Moisés. Quando da libertação do cativeiro egípcio, o povo Hebreu, separado para servir a Deus com exclusividade, recebeu através de Moisés, no Monte Sinai, às Leis, e agora como nação santa, tinha este Instituto Consagrado – o Dízimo, por força de lei, para por princípio litúrgico-adoracional, revelar fidelidade a Deus, sendo desta forma, sustentado pela obediência (Lev. 27:30-34). O dízimo no Antigo Testamento, foi  condição para se avaliar o grau de fidelidade bem como, a medida de bênção na vida de cada fiel. No dizimar, havia fartura e solidariedade nos proventos (Deut. 12: 17-19). Havia também, o lugar determinado e o dia certo para entregar os dízimos (Deut. 12: 11-14). Os profetas do Antigo testamento, proclamavam em todas as épocas com advertências a necessidade da constante fidelidade nos dízimos a Deus (Amós 4:4). No Novo testamento, o dízimo permanece atendendo aos mesmos princípios e finalidades do Antigo Testamento. O Senhor Jesus assegura, que os crentes na era do Novo Testamento, devem ter motivos  maiores na fidelidade, pois estes, se encontram debaixo da graça superabundante de Deus (Rom. 5:18-21). Jesus não somente reiterou o ensino sobre a fidelidade dos dízimos, como ele mesmo praticou  (Mat. 22: 15-22 ). O Senhor Jesus, fez questão de observar a atitude de uma pobre viúva que aparece para adorar e dizimar, como sendo exemplo digno de fidelidade, amor e fé. Ela entregou do pouco que tinha o seu tudo (Luc. 21: 1-4). Esta pobre viúva, foi elogiada por Jesus. Ao longo da história do nosso cristianismo, sempre existiu e ainda existem cristãos fiéis testemunhando a bênção de ser dizimista. São pessoas que descobriram o caminho fácil à prosperidade pela fidelidade na entrega dos dízimos. Aqueles 10% uma vez consagrados e devolvidos a Deus, acabam por atingir a parte retida dos 90%, com o milagre da multiplicação. Dizimar é investir na poupança divina. Ninguém é mais rico e fiel como é o nosso Deus. Assim, as janelas do Céu são abertas e bênçãos são derramadas. É assim, que o “devorador” é repreendido por Deus, para não tocar no nosso sustento e patrimônio (Mal.3:10-12 ). Assim, passamos a viver como verdadeiros mordomos sempre abundantes e suficientes  2ª Cor. 9: 6-15). Pense Nisto! Faça prova de Deus na sua fidelidade nos dízimos (Sal. 34:8). Se você já é fiel dizimista sabe por que continuar. Se você é dizimista às vezes, experimente a vida de fidelidade. Se você ainda não é dizimista, procure a oportunidade em sê-lo e faça prova de Deus (Mal. 3:10). Se você é apenas ofertante, não ganha salário fixo, faça de coração e com alegria (2ª Cor.9:6-9). Saiba porém,  ao dizimar e ou ofertar, primeiro examine a si mesmo, peça perdão a Deus dos seus pecados e ao próximo e, depois apresente e consagre o dízimo e ou a oferta no altar( Mat. 5:22-24). O lugar próprio da entrega é na Igreja onde você freqüenta e é alimentado com a Palavra de Deus (Deut. 12:11-12). A administração dos recursos é feita pelo tesoureiro eleito anualmente no Conselho. À arrecadação e a contabilização tem a participação dos diáconos a cada culto. Uma Comissão de Exame de Contas é nomeada anualmente pelo Conselho para o acompanhamento e a prestação de relatório ao Conselho e este a Igreja. O balanço físico e financeiro de cada mês é demonstrado no quadro de avisos em local visível aos contribuintes. A marcha dos dízimos acontece dominicalmente, dentro da liturgia, no momento do ato de consagração. Se você deseja conhecer melhor sobre a doutrina do dízimo, na biblioteca de sua Igreja encontra: “Mendigo Jamais”, “O Sentido Ético do Dinheiro”, “O Dízimo”, “Uma vez Dizimista…”entre outros.

Lembre-se: Assim como a mãe alimenta a seus filhos; sua Igreja busca lhe dar o melhor do sustento espiritual. Sua Igreja tem objetivo definido de maior investimento com projetos de vidas. Sua Igreja deseja a quantidade e a qualidade. Sua Igreja tem propósito de expansão ministerial. Sua Igreja depende de sua fidelidade e de sua vida abençoada para servir a Deus e ao próximo. Sua Igreja acredita no Deus da providência. Sua Igreja confia e espera pela sua consagração e colaboração na obra e no crescimento do Reino de Deus. Sua Igreja conta com a resposta do seu grande amor e compreensão na salvação e transformação de vidas. Ser fiel dizimista é ser um descendente de Abraão, amante e defensor da Palavra de Deus. Ser fiel dizimista é prova de uma vida abençoada e abençoadora. Ser fiel dizimista, é ser um bom crente presbiteriano cumpridor dos seus deveres, e ciente dos seus direitos.

Testemunho de dizimistas:

Irmã Rosa: “Sempre fui dizimista. Não saberia servir a Deus, se me faltasse à fidelidade do dízimo”;

Presidente da Colgate: “O prazer de ser dizimista é tão grande; que por vezes, entrego os 90%, e fico com os 10%”;

Presidente do Bradesco: ”O meu Banco é a maior prova daquilo que Deus é capaz de fazer na vida do fiel dizimista”;

Para Pensar e Refletir:

“Quem não é fiel a Deus no pouco que manda o dever; não pode esperar dEle o necessário para se viver”.

Textos sobre o Dízimo e a oferta:

Gên. 14:29; Gên. 28:22; Lv. 27:32; Nm. 18:21; Nm. 18:24; Deut. 12:17; Deut. 14:22; Deut. 26:12; 2ª Cro. 31:05; Ne. 10:37-38; Am. 4:4; Mal:3:10-12; Mat. 23:23; Luc. 11:42; Luc. 18:12; Heb. 7:2; Heb. 7:5; Heb. 7:9; oferta, Gên. 4:4; Êx. 22:29; Êx. 25:2; Lv. 1:2; Nm. 31:50; Deut. 16:10; 1º Rs 3:15; Sal. 20:3; Is. 66:20; Ez. 44:30; Dan. 9:27; Am. 5:22; Mal. 1:10; Mal. 3:3; Mat. 2:11; Mat. 5:23; Mc. 7:11; Luc. 21:4; At. 21:26;

Nós precisamos de Dizimar e de Ofertar…sua Igreja conta com sua generosidade…e o Senhor, espera de você a fidelidade.

 

Curitiba, PR – 10 de Abril de 2016.

 

 

Rev. Mario Ramos                                                   Jair Ribeiro de Souza

Pastor Presidente                                                    Tesoureiro da Igreja

DOUTRINAS BÁSICAS DA FÉ CRISTÃ: CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO

DOUTRINAS BÁSICAS DA FÉ CRISTÃ: CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO

 

001 – Qual é o fim principal do homem

  1. O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre ( Rm. 11:36; I Co.10:31; Sl. 73:25-26; Is. 43:7; Ef. 1:5-6);

 

002 – Que regra deu Deus para nos dirigir na maneira de O glorificar?

  1. A Palavra de Deus que se acha nas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos, é a Única regra infalível de fé e de prática na maneira de O glorificar e gozar (Lc. 24:27,44; 2 Pe. 3:2, 15-16; 2Tm. 3:15-17; Gál. 1:8-9; Jo.15:10-11);

 

003 – Qual é a coisa principal que as Escrituras nos ensinam?

  1. A coisa principal que as Escrituras nos ensinam é que o homem deve crer acerca de Deus, e o dever que Deus requer do homem ( Jo.5:39; Sl. 119:105; Rom. 15:4; 1 Co. 10:11);

 

004 – Quem é Deus?

  1. Deus é amor. Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade ( Jo. 4:24; Êxod. 3:14; Sl. 145:3; Tg. 1:17; Gên. 17:1);

 

005 – Há mais de um Deus?

  1. Há um só Deus, o Vivo e Verdadeiro. ( Deut. 6:4; 1 Co. 8:4; Jer. 10:10; Jo. 17:3);

 

006 – Quantas pessoas há na Divindade?

  1. Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estas três são um Deus, da mesma sustância, iguais em poder e glória ( Mat. 3:16-17; 2 Co.13:13; Jo. 1:1; At. 5:3-4);

 

007 – Que são os decretos de Deus?

  1. Os decretos de Deus são o seu eterno propósito, segundo o conselho da sua vontade, pelo qual, para sua glória, Ele predestinou tudo o que acontece ( Rom. 11:36; Ef. 1:4-6; At.2:23; 1 Co. 2:7; Ef. 3:10-11);

 

008 – Como executa Deus os seus decretos?

  1. Deus executa os seus decretos nas obras da criação e da providência (Sl. 19; Sl. 33; Sl. 24);

 

009 – Qual é a obra da criação?

  1. A obra da criação é aquela pela qual Deus fez todas as coisas do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bem ( Gên. 1:31; 2:1; Apoc. 4:11; Dan. 4:35; Is. 40:26; At. 4:24);

 

010 – Conservaram-se nossos primeiros pais no estado em que foram criados?

  1. Nossos primeiros pais, sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, caíram do estado em que foram criados, pecando contra Deus ( Rom. 5:12; Gên. 3:6);

 

011 – Que é pecado?

  1. Pecado é qualquer falta de conformidade com a Lei de Deus, ou transgressão dessa Lei ( Tg. 2:10; Tg. 4:17; I Jo. 3:4);

 

012 – Qual foi o pecado pelo qual nossos primeiros pais caíram do estado em que foram criados?

  1. O pecado pelo qual nossos primeiros pais caíram do estado em que foram criados foi o comerem do fruto proibido (Gên. 3:12-13; Osé. 6:7) ou ( a desobediência a ordem de Deus );

 

 

013 – Caiu todo o gênero humano pela transgressão de Adão?

  1. Visto que o pacto de obediência foi feito com Adão não só para ele, mas também para a sua posteridade todo o gênero humano que dele procede por geração ordinária, pecou nele e caiu com ele na sua primeira transgressão ( Gên.1:26; At. 17:26; 1Co. 15:21-22; Rom. 5:12-14);

 

014 – Qual foi o estado a que a queda reduziu o gênero humano?

  1. A queda reduziu o gênero humano a um estado de pecado e miséria – morte espiritual (Rom. 5:12; Rom. 6:23);

 

015 – Qual é a miséria do estado em que o homem caiu?

  1. Todo o gênero humano pela sua queda perdeu comunhão com Deus, está debaixo de sua ira e maldição, e assim sujeito a todas as misérias nesta vida, à morte e às penas do Inferno para sempre ( Gên.3: 8, 24; Ef. 2:3; Rom. 6:23; Mat. 25:41-46);

 

016 – Deixou Deus todo o gênero humano perecer no estado de pecado e miséria?

  1. Tendo Deus, unicamente pela sua boa vontade desde toda a eternidade, escolhido alguns para a vida eterna, entrou com eles em um pacto de graça, para os livrar do estado de pecado e miséria e trazer a um estado de salvação por meio de um Redentor – Jesus (Ef.1:4; Tito 1:2; Tito 3:4-7; Jo. 17:6; At. 4:12; Jo. 14:6);

 

017 – Quem é o Redentor dos escolhidos de Deus?

  1. O único Redentor dos escolhidos de Deus é o Senhor Jesus Cristo que, sendo o eterno Filho de Deus, se fez homem, e assim foi e continua a ser Deus e homem em duas naturezas distintas, e uma só pessoa, para sempre ( 1 Tm. 2:5; Jo. 1:14; Rom. 9:5; Col. 2:9; Heb. 13:8);

 

018 – Como Cristo, sendo o Filho de Deus, se fez homem?

  1. Cristo, o Filho de Deus, fez-se homem tomando um verdadeiro corpo, e uma alma racional, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo, no ventre da virgem Maria, e nascido dela, mas sem pecado ( Heb. 2:14; Mat. 26:28; Luc.2:52; Heb. 4:15);

 

019 – Que funções exerce Cristo como nosso Redentor?

  1. Cristo, como nosso Redentor, exerce as funções de profeta, sacerdote e rei, tanto no seu estado de humilhação como no de exaltação ( At. 3:22; Heb. 5: 5-6; Sl.2:6; Jo. 1:49);

 

020 –  Como exerce Cristo as funções de profeta?

  1. Cristo exerce as funções de profeta, revelando-nos, pela sua Palavra e pelo seu Espírito, a vontade de Deus para a nossa salvação ( Jo. 1:18: Heb. 1:1-2; Jo. 14:26);

 

021 – Como exerce Cristo as funções de Sacerdote?

  1. Cristo exerce as funções de Sacerdote, oferecendo-se a Si mesmo uma vez em sacrifício, para satisfazer a justiça divina, reconciliando-nos com Deus e fazendo contínua intercessão por nós ( Heb. 9:28; Rom. 3:24-26; Is. 53:12);

 

022 – Como exerce Cristo as funções de Rei?

  1. Cristo exerce as funções de Rei, sujeitando-nos a Si mesmo, governando-nos e protegendo-nos contendo e subjugando todos os seus inimigos e os nossos também (Sl. 110:1-3; At. 2:36; Is. 9: 6-7; I Co 15: 25-27);

 

023  – Como nos aplica o Espírito a redenção adquirida por Cristo?

  1. O Espírito Santo aplica-nos a redenção adquirida por Cristo, operando em nós a fé, e unindo-nos a Cristo por meio dela em nossa vocação eficaz ( Gal. 2:20; Ef. 2:8; I Co. 12: 12-13);

 

024 – Que é justificação?

  1. Justificação é um ato da livre graça de Deus, no qual Ele perdoa todos os nossos pecados e nos aceita como justo diante de Si, somente por causa da justiça de Cristo a nós imputada, e recebida só pela fé ( Ef. 1:7; 2 Co. 5:21; Rom. 4:6 e Gál. 2:16);

 

025 – O que é adoção?

  1. Adoção é um ato da livre graça de Deus pelo qual somos recebidos no número dos filhos de Deus, e temos direito a todos os seus privilégios ( I Jo. 3:1; Jo. 1 :12; Rom. 8: 14-17);

 

026 – O que é santificação?

  1. Santificação é a obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de Deus, habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão ( I Pe. 1:2; Ef. 4:20-24; Rom. 6:6; Rom. 12: 1-2);

 

027 – Que revelou Deus primeiramente ao homem para regra de sua obediência?

  1. A regra que Deus revelou primeiramente ao homem para sua obediência foi a Lei Moral (Rom. 2:14-15);

 

028 – Onde está a Lei Moral resumidamente compreendida?

  1. A Lei Moral está resumidamente compreendida nos dez mandamentos ( Deut. 10:4; Mat. 19: 17-19);

 

029 – Em que se resumem os dez mandamentos?

  1. Os dez mandamentos se resumem em amar ao Senhor nosso Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de toda as nossas forças e de todo o nosso entendimento; e ao nosso próximo como a nós mesmos ( Mat. 22:32-40);

 

030 – Qual é o primeiro mandamento?

  1. O primeiro mandamento é: “ Não terás outros deuses além de mim”. Êxodo 20:3);

 

031 – Qual é o segundo mandamento?

  1. O segundo mandamento é: “Não farás para ti imagens de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no Céu, e do que há em baixo na terra, nem de coisa alguma que há nas águas, debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor teu Deus, o Deus zeloso, que vinga a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem; e que usa de misericórdia com milhares daqueles que me ama e que guardam os meus preceitos”. ( Êxodo 20: 4-6 );

 

032 – Qual é o terceiro mandamento?

  1. O terceiro mandamento é: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar em vão o nome do Senhor seu Deus” ( êxodo 20:7);

 

033 – Qual é o quarto mandamento?

  1. O quarto mandamento é: “Lembra-te de santificar o dia do sábado. Trabalharás seis dias, farás neles tudo o que tens para fazer. O sétimo dia, porém, é o sábado do Senhor teu Deus. Não farás nesse dia, obra alguma, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem a tua serva, nem teu animal, nem o peregrino que vive das tuas portas para dentro. Porque o Senhor fez em seis dias o Céu, a terra e o mar, e tudo o que neles há, e descansou no sétimo dia. Por isso o Senhor abençoou o dia sétimo e o santificou” ( Êxodo 20: 8-11);

 

 

034 – Qual é o quinto mandamento?

  1. O quinto mandamento é: “Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar” ( êxodo 20:12);

 

035 – Qual é o sexto mandamento?

  1. O sexto mandamento é: “Não matarás” ( êxodo 20:13);

 

036 – Qual é o sétimo mandamento?

  1. O sétimo mandamento É: “Não adulterarás” ( Êxodo 20:14);

 

037 – Qual é o oitavo mandamento?

  1. O oitavo mandamento é: “ Não furtarás” ( Êxodo 20: 15);

 

038 – Qual é o nono mandamento?

  1. O nono mandamento é: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20:16);

 

039 – Qual é o décimo mandamento?

  1. O décimo mandamento é: “Não cobiçarás a casa do teu próximo; não desejarás a mulher, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença” ( Êxodo 20: 17);

 

040 – Que merece cada pecado?

  1. Cada pecado merece a ira de Deus e a maldição de Deus, tanto nesta vida como na vindoura ( Gál. 3:10; Tg. 2:10; Mat. 25:41);

 

041 – Que é fé em Jesus Cristo?

  1. Fé em Jesus Cristo é uma graça salvadora, pela qual o recebemos e confiamos só nEle para a salvação, como Cristo nos é oferecido no Evangelho ( At. 16:31; Heb. 10:39; Jo. 1:12);

 

042 – Que é arrependimento para a vida?

  1. Arrependimento para a vida é uma graça salvadora pela qual o pecador, tendo um verdadeiro sentimento do seu pecado e percepção da misericórdia de Deus em Cristo, se enche de tristeza e de horror pelos seus pecados, abandona-os e volta para Deus, inteiramente resolvidos a prestar-Lhe nova obediência ( 2 Co. 7:10; At. 2:37; Luc. 1:77-79; Jer. 31: 18-19);

 

043 – Que é um sacramento?

  1. Um sacramento é uma santa ordenança instituída por Cristo, na qual, por sinais sensíveis, Cristo e as bênçãos do novo pacto são representadas, seladas e aplicadas aos crentes ( Mat. 26:26-28; Mat. 28: 19; Rom. 4:11);

 

044 – Quais são os sacramentos?

  1. Os sacramentos são o Batismo e a Ceia do Senhor ( At. 10:47; I Co. 11: 23-26);

 

045 – Que é o Batismo?

  1. O Batismo é o sacramento no qual o lavar com a água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, significa e sela a nossa união com Cristo, a participação das bênçãos do pacto da graça, e a promessa de pertencermos ao Senhor ( Mat. 28:19; Jo. 3:5; Rom. 6: 1-11);

 

046 – Que é a Ceia do Senhor?

  1. A Ceia do Senhor é o sacramento no qual, dando-se e recebendo-se pão e vinho, conforme instituição de Cristo, se anuncia a sua morte e vinda, aqueles que participam dignamente tornam-se, não de uma maneira corporal e carnal, mas pela fé, são participantes de seu corpo e do seu sangue, com todas as suas bênçãos para o seu alimento espiritual e crescimento em graça ( I Co. 11: 23-26; At. 3:21; I Co. 10:16);

 

047 – Que é oração?

  1. A Oração é um santo oferecimento dos nossos desejos a Deus, sempre em nome de Jesus Cristo, com confissão de nossos pecados, e um agradecimento reconhecido das suas misericórdias ( Sl. 10:17; I Jo. 5:14; Fil. 4:6; I Tess. 5:18); É falar com Deus em nome de Jesus!

 

048 – Quem ordenou o matrimônio e quais os seus objetivos?

  1. O matrimônio foi ordenado pelo Criador ( Gên. 2:18,24), e tem como objetivo 1) o mútuo auxílio de marido e mulher ( I Co. 7:3-5), 2) a propagação da raça humana por uma sucessão legítima (Gên. 1: 27,28), 3) impedir a impureza e ser uma bênção biológica ( 1 Co. 7: 2,9);

 

049 – Que é Igreja?

  1. É um conjunto formado por todos os verdadeiros servos de Cristo ( Mat. 16:18);
  2. É visível, considerando todos os membros professos da Igreja (At. 20:28);
  3. É invisível, considerando todos os que já foram salvos, os que agora são e os que ainda serão salvos (Heb. 12:23);
  4. É Igreja local, uma Comunidade de crentes num dado lugar como a de Antioquia, a de Jerusalém e a nossa Igreja etc…;
  5. É Igreja Católica (universal), considerando todas as verdadeiras Igrejas de Jesus Cristo por toda a parte, em que Ele é o seu Cabeça e Senhor;
  6. É o corpo de Cristo e nós os seus membros ( Ef. 4: 12-16);

 

050 – Que é o Dízimo?

  1. O dízimo é a décima parte de nossa renda. Entregar e consagrar o dízimo de Deus é devolver ao Senhor 10% de tudo que Ele nos concede ( Mal. 3: 10);

 

051 – Onde encontramos a Lei do dízimo?

  1. Na Lei de Deus. O Senhor ordenou ao seu povo que trouxesse o dízimo. O dízimo está na Bíblia ( Gên. 14:20; 28:22; Núm. 18:21-30; Deut. 14: 22-29; Deut. 26;12);
  2. Na Palavra de Jesus Cristo, Nosso único Mestre ( Mat. 23: 7-10);

 

052 – O que é Escritura Sagrada?

  1. A Escritura Sagrada, a Bíblia, ou Palavra de Deus são a mesma coisa. A Bíblia é a Palavra de Deus expressa de forma escrita e não apenas a contém. É aquele Livro que nos dá o conhecimento de Deus e da Sua vontade necessários para a salvação ( 2 Tm. 3:15-16);

 

053 – Em quantas partes divide a Bíblia?

  1. Em duas partes: O Antigo Testamento com 39 livros; e o Novo Testamento com 27 livros;

 

 

POR QUE SOMOS PRESBITERIANOS?

 

054 – Como surgiu a Igreja Presbiteriana?

  1. Surgiu da Reforma Religiosa do Século XVI. Deus levantou um homem chamado João Calvino ( 1509 a 1564), para conduzir seu povo de volta à Bíblia. E desta volta à Bíblia surgiu a Igreja Presbiteriana – governada por presbíteros ( At. 11:30; At. 14:23; I Tm 5:17; Tito 1:5; Tg. 5: 14);

 

055 – Como se processou a Reforma Religiosa do Século XVI?

  1. A Reforma teve como ponto de partida a fixação das 95 Teses de Lutero contra as Indulgências vendidas pela Igreja de Roma, na porta da Capela de Wittenberg, (Alemanha) no dia 31 de Outubro de 1517; sendo Lutero excomungado pelo Papa, viu-se obrigado a criar um movimento religioso de onde surgiu a Igreja Luterana; Coube a João Calvino, num plano mais elevado a consolidação da Reforma. As Igrejas que adotaram o sistema calvinista denominaram-se Igreja Reformada ou Igreja Presbiteriana. Da Suíça, onde João Calvino era Pastor-governador, o presbiterianismo se espalhou para os países baixos, França, Escócia, Holanda e Inglaterra. Logo atingiu todos os continentes. Da América do Norte, atravessou o atlântico e chegou ao Brasil-Império em 12/08/1859, pelo Rev. Aschbel Green Simonton e sua esposa Hellen com dois filhos. Sendo a primeira Igreja a se constituir oficialmente em nossa pátria, conforme o Diário Oficial do Império do Brasil, em 11/10/1872;

 

056 – Quantos são os presbiterianos no mundo hoje?

  1. Precisar com exatidão é impossível. Mas sabe-se que os presbiterianos são o ( 2º) segundo maior grupo evangélico do mundo, perdendo em número apenas para os luteranos;

 

057 – Quantos somos presbiterianos no Brasil hoje?

  1. Estatística de 2011 apresenta mais de 1,2 milhões de presbiterianos;

 

058 – Quantas são as Igrejas Presbiterianas do Brasil hoje?

  1. Estatística de 2014: 7.638 Igrejas e Congregações; mais de 9.300 Pastores;

 

059 – Quais são as obras sociais e assistenciais da Igreja Presbiteriana no Brasil?

  1. Na educação: Universidade Mackenzie (SP), mais de 140 Escolas Ensino médio; mais de 200 Escolas Ensino Fundamental; inúmeras creches, Casa Editora Presbiteriana, Jornal Presbiteriano; mais de 12 Seminários e vários Institutos de Ensino;
  2. Na Saúde: Vários hospitais em Goiás e Brasília, e Mantenodora do Hospital Evangélico, Orfanatos, Casas de Repouso da 3ª Idade – 09 Hospitais;
  3. Na Evangelização: Missões Nacionais e Missões Internacionais: Difusão Radiofônico em 07 países (Japão, China, ìndia, Inglaterra, Portugal, Chile e Espanha) no Brasil, na TV BAND, programa Verdade e Vida às 11h45 mim);
  4. Na ação social: Uma gama de Projetos sociais, vinculados as Igrejas ( Orfanato INPAR-RJ, Casas de Repousos 3ª Idade masculino e feminino e Assistência social diaconal em nossas Igrejas.
  5. Na Comunicação: Rede TV, TV BAND, várias Rádios locais, Luz para o Caminho, Jornal Brasil Presbiteriano etc…

 

060 – Em que são baseadas as doutrinas da Igreja Presbiteriana?

  1. São baseadas na Bíblia, a Palavra de Deus. A nossa Igreja não aceita nenhuma doutrina que não tenha base sólida na Escritura Sagrada ( Gál. 1: 8-9);

 

061 – O que é “doutrina que tem base sólida na Escritura Sagrada?

  1. É a doutrina que está baseada na Bíblia toda, do Gênesis ao Apocalípse. A nossa Igreja não aceita doutrina baseada apenas em algumas passagens ou textos isolados da Bíblia;

 

062 – Quais são os padrões doutrinários da Igreja Presbiteriana?

  1. Nossa Igreja adota A Escritura Sagrada, e como exposição de doutrinas bíblicas a Confissão de Fé de Westminster, Londres-Inglaterra, em 1643-1649, Catecismo Maior, e o Breve Catecismo pelo fato da Bíblia não trazer as doutrinas já sistematizadas;

 

063 – Quem foi João Calvino?

  1. Foi um dos reformadores do Século XVI. Nasceu em Lyon, na França, no dia 10 de Maio de 1509, e faleceu em Genebra, na Suíça, no dia 27 de Maio de 1564; Aos 14 anos de idade, Calvino entrou para a Universidade de Paris, formando em Direito. Aos 20 anos de idade converteu-se a Cristo. Calvino foi o mais culto e o mais inteligente entre todos os reformadores. Entre tantas obras conhecidas no mundo, a sua obra mais importante chama-se A INSTITUIÇÃO DA RELIGIÃO CRISTÃ, As Institutas, sistema doutrinário bíblico, conhecido como calvinismo.

 

064 – Como uma pessoa se torna membro da Igreja Presbiteriana?

  1. A recepção de membros é através da pública Profissão de fé e batismo (Mc. 16:16);
  2. Quando batizada, na infância, somente a pública profissão de fé;
  3. Quando membro de outra igreja evangélica, apenas a pedido por escrito;
  4. Quando de outra igreja presbiteriana, por carta de transferência ou ex-ofício;
  5. As crianças na puberdade são batizadas, desde que, seja membro da Igreja um dos pais ou responsável por ela – a criança batizada é membro não comungante;ou,
  6. Por apoio explícito de crentes de qualquer Denominação cristã, que seja de livre e espontânea vontade.

 

065 – Como é o governo da Igreja Presbiteriana?

  1. A Igreja local é governada pelo Conselho, que é formado pelo Pastor e pelos Presbíteros. Sob a supervisão do Conselho funciona a Junta Diaconal, constituída dos Diáconos, os quais se encarregam da ordem do templo e suas dependências, cuida da assistência social e socorro aos necessitados ( Atos Cap. 6);

 

066 – Quais são as classes de oficiais da Igreja Presbiteriana?

  1. São duas: Os Presbíteros – docente (Pastor) e o regente (presbítero) governa a Igreja;

Os Diáconos – Administram a causa da beneficência, ordem, e socorro;

 

067 – Como é constituído o governo da Igreja Presbiteriana?

  1. Através do voto da Assembléia da Igreja, quando elege Presbíteros e Diáconos por um período de 05 (cinco) anos de mandato, pautado nos Estatutos da Igreja local;

 

068 – Que representa a Assembléia da Igreja Presbiteriana?

  1. Quando convocada e regularmente instalada pelo Conselho, torna-se o órgão máximo da Igreja local, com poder absoluto em sua atribuição, pautado nos Estatutos da Igreja;

 

069 – Quais são os Concílios da Igreja Presbiteriana?

  1. Conselho: governa a Igreja local;
  2. Presbitério: Jurisdiciona várias Igrejas, ( acima de Quatro), numa certa região;
  3. Sínodo: Jurisdiciona vários presbitérios, (acima de três), numa certa região;
  4. Supremo Concílio: É a Assembléia Geral. O órgão maior da Igreja.

 

070 – Quais são os deveres dos membros da Igreja Presbiteriana?

  1. “Viver de acordo com a doutrina e prática da Escritura Sagrada; honrar e propagar o Evangelho pela vida e pela palavra; sustentar a Igreja e as suas instituições, moral e financeiramente; obedecer às autoridades da Igreja, enquanto estas permanecerem fiéis às Sagradas Escrituras; participar dos trabalhos e reuniões da sua Igreja, inclusive assembléias”;

 

071 – Quais os requisitos para alguém ser eleito Presbítero ou Diácono?

  1. Estar convicto de que Deus o chama para tal ofício, ser membro da Igreja em plena comunhão, do sexo masculino, maior de 18 anos, civilmente capaz, assíduo e pontual no cumprimento dos deveres, irrepreensível na moral, são na fé, prudente no agir, discreto no falar e exemplo de santidade na vida ( I Tm. 3: 1-13; Tito 1: 5-9);

 

 

072 – Por que a Igreja Presbiteriana não batiza por imersão?

  1. A Igreja batiza por Aspersão, e não por “imersão”, porque há relatos e circunstâncias na Bíblia que nos levam a concluir que o batismo bíblico não era aplicado por “imersão”:
  2. a) João Batista, à beira do Jordão, borrifava água nas multidões (Mat. 3:5-6);
  3. b) João Batista, um cumprimento do Velho Testamento, onde se batizava por aspersão e assim também, se purificava todos os objetos de uso da Casa de Deus ( Êxodo 24:8; Ez.36:25-27; 9:19; I Pe. 1:2; Mal. 3:1-3; Mat.3: 11-12);
  4. c) Os “Pais” da Igreja I Séc. ensinaram e escreveram sobre batismo de infante e por aspersão;
  5. d) A Palavra “Aspersão” ou “Aspergir” no sentido de lavar e purificar aparece tanto no Antigo Testamento, quanto no Novo Testamento. Ao passo que a palavra “imersão” não se acha na Bíblia; Apenas inferência, no caso do dilúvio (Noé); e da tragédia egípcia no mar vermelho;
  6. e) O Batismo por Aspersão: O Apóstolo Paulo, o plantador de Igrejas, foi batizado dentro da casa de Judas (At. 9:10-18); O carcereiro de Filipos, foi batizado por volta da meia-noite, depois de um terremoto que fendera as paredes da prisão ( At. 16:23-33);
  7. f) Jesus veio batizar com o Espírito Santo, de igual forma a palavra é derramar ou aspergir; também o sangue de Jesus foi derramado na cruz ( Is. 44:3; Juí. 2:28,29; At. 2:18,33; At. 10:45);
  8. g) As abluções no Velho Testamento eram feitas por aspersão ( Heb. 9:19-21; Núm. 8:7);
  9. h) Todos os reformadores Séc. XVI, ensinaram e escreveram sobre o batismo de infantes e sobre o batismo por aspersão: Lutero, Calvino, Capito, Bruce, Melancton, Ecolampádio;
  10. i) O batismo por Aspersão, não se sujeita aos tanques de águas poluídas, após a entrada da primeira pessoa, até em piscina cuja água não é corrente e nem viva, é preciso de atestado médico; ademais, não se arrisca com rios sujos e contaminados;
  11. j) O batismo com a água corrente e viva é simbólico; não é o rito batismal que regenera; e sim, Jesus Cristo, quando se crer nEle de todo o coração. A água é símbolo do Espírito Santo;

 

073 – Há no Novo Testamento registro de batismo de criança?

  1. O Novo Testamento registra o batismo de cinco famílias inteiras ( At. 10: 23, 24 e 48; At. 16:15, 33; At. 18:8; I Co. 1:16. “Os apóstolos batizavam as crianças”: Dizia Orígenes;

 

074 – Como o crente deve encarar a morte?

  1. O crente não deve ter medo da morte. Cristo já morreu a nossa “morte”, pagou por ela. Para o servo de Deus, morrer é “partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fp. 1:23). “ O morrer é lucro” (Fp. 1:21; Apo.14:13). Mas o crente não tem direito e jamais deve apressar ou autorizar a sua morte. Nossa vida pertence a Deus;

 

075 – O que ocorrerá na Segunda Vinda de Cristo?

  1. Na Segunda Vinda de Cristo os mortos ressuscitarão (Jo. 6:40,44:; I Ts. 4:16); os vivos serão transformados ( I Co. 15: 51-53); Os anjos apóstatas e todas as pessoas incrédulas que viveram sobre a terra serão julgados ( 2 Pe. 2:4; Jd. 6; Mat. 25:31-34,41; Jo. 5: 28,29;  Rom. 14: 10-12;  2 Co. 5:10; Apoc. 20:11-13);  e haverá uma separação eterna entre os salvos e os  perdidos.    Os ímpios irão para o castigo eterno ( Mat. 25:46); e os salvos reinarão eternamente com     Cristo  (I Ts. 4:17; Apoc. 21:1-6).

 

076 – Qual é a posição da Igreja Presbiteriana?

  1. Sexo: somente dentro do casamento ou na relação sólida da convivência familiar debaixo do mesmo teto, entre um homem e uma mulher ( Heb. 13: 4);
  2. Aborto: É expressamente contra a legalização do aborto, com exceção do aborto terapêutico, quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante;
  3. Lei da Homofobia: (que caracteriza crime a manifestação contrária à homossexualidade e o lesbianismo), com base no ensino bíblico sobre a homossexualidade a Igreja é contra. É também contra e repudia toda espécie de violência ao ser humano incluindo os homossexuais e quaisquer outros cidadãos;
  4. Eutanásia: É expressamente contra. Somente Deus é o Senhor da vida;
  5. Doação de sangue; de órgãos; servir o exército; participar da política: A Igreja deve incentivar e apoiar tais iniciativas bem como promovê-las; ( Leia o humanismo social de Calvino – Biblioteca da Igreja);
  6. Fumo e bebida alcoólica: A Igreja é expressamente contra. “ Fugi da impureza e da aparência do mal…”( I Co. 6:18; Lev. 10:9; Núm. 6:3; 23:30; Is. 24:9; Lc. 1:15; Col. 2:16;Rom. 12:9; I Ts. 5:22);  I Co. 6:12; I Co. 10: 23);
  7. Jogos de Azar, Cassinos e As Loterias: A Igreja é expressamente contra;
  8. Ciência e Nanotecnologia(clone, células tranco, transgenia etc.)Prevalecerá sempre os princípios bíblicos, a Ética Cristã e o benefício justificável-igualitário do ser humano;

 

077- O que é Predestinação?

  1. É a doutrina bíblica Segundo a qual Deus, pela sua presciência, já determinou o destino eterno de todo ser humano, tanto dos que serão salvos por Jesus Cristo mediante o Evangelho (Rom. 8: 29,30; Ef. 1: 3-5); como dos que irão para a perdição eterna, por agravo e rejeição ao Evangelho ( Rom. 9: 14-21; Mat. 22: 14);

 

078 – Como a Igreja Presbiteriana do Brasil é regida?

  1. Pela Bíblia, Pela Confissão de Fé de Westminster (1643), e os Catecismos Maior e o Breve, Pela sua Constituição: A 1ª Constituição 1937; A 2ª Constituição, em vigor, promulgada a 20 de Julho de  1950, sob o apanágio da Constituição Federal da República do Brasil.

 

 

Bibliografia:

 

# Escrituras Sagradas;

# Confissão de Fé de Westminster (1643);

# Catecismo Maior;

# Breve Catecismo;

# Chave Bíblica;

# Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil (1950);

# Protestantismo e Cultura Brasileira – Da autonomia ao Cisma;

# João Calvino Era Assim;

# Protestantismo no Brasil Monárquico – A Fé Presbiteriana;

# Jornal Brasil Presbiteriano;

# Constituição da República Federativa do Brasil – (1998);

# Código Civil Brasileiro (2002).

 

 

“A lei e ao testemunho: Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva”

(Isaías 8: 20)- “Buscai no livro do Senhor, e lede” (Isaías 34: 16)

 

 

 

Curitiba/PR, 01 de Março de 2015.

 

 

 

Rev. Mario Ramos – Pastor da Igreja

 

 

 

 

REVISITANDO E APRENDENDO PELO MUNDO AFORA

REVISITANDO E APRENDENDO PELO MUNDO AFORA

. Retrospectiva e Prospectiva:

 

Deus faz a história: “O homem se agita e Deus o conduz”. (Rev. Mattathias Gomes dos Santos)

+ PERÍODO NEOLÍTICO OU IDADE DA PEDRA POLIDA:

I – DE ABRÃO À MALAQUIAS:

+ Abraão ( 2.100 a 1.925 a.C.) “…Sê tu uma bênção:” (Gn. 12:2); Pai da fé, Abraão é um marco de um povo eleito e da manifestação da graça de Deus. É o rompimento radical com a idolatria em nome da fé, obediência e promessa – Abraão Estadista e Diplomata – Relacionamentos Políticos e estratégicos (Gn.12 a 38);

. Isaque – Jacó – José: Os legítimos representantes da nação eleita ao serviço da revelação de Javé pelo mundo;

 

+ Cativeiro Egípcio: 400 anos (Gn.15:13) ou 430 (Êxd. 12:40; Gl.3:17)  Contradição?

. O Pentateuco Samaritano e a Septuaginta dizem: “no Egito e em Canaã” 430 anos. Ou seja, Moisés e Paulo afirmam: “30 anos em Canaã e 400 anos no Egito”

+ Moisés (1.520 a 1400 a.C.) Representa a Lei. De Igreja Peregrina à Estado (Nação) Êxd. 19:5,6).;

 

+A história do Direito e da Codificação:

-Código de Hamurabi: Escrito pelo Rei Hamurabi em 1700 a.C. Foi encontrado por uma expedição francesa em 1901, na antiga Mesopotâmia – atual Irã;

-Código Mosaico: Moisés recebeu de Deus no Monte Sinai (1520 a1400 a.C.); Leis formados por Mandamentos, Ordens e Proibições – O Decálogo  (Êxd. 20; Js.8:32);

-Código de Manu: Estabeleceu o sistema de castas na sociedade Hindu – Índia no Séc. II a.C.

 

+ O Grande herói, Moisés. A Pedagogia divina ontem e  hoje:

. 40 anos pensando que era alguém;

.40 anos aprendendo que não era ninguém;

.40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém.

 

 +Josué (1360 a 1250 a.C.) Prefigura Cristo – Tomada de Canaã (Js.1:1-8). Josué completa o que Moisés começou! Deus nunca deixa sua obra inacabada;

Moisés – Antecipação:

Moisés atravessou o Mar Vermelho;

Moisés libertou o povo da escravidão;

Moisés deu uma visão de fé;

Moisés falou de uma herança;

Encontramos antecipações em Deuteronômio.

 

Josué – Realização:

Josué atravessou o Rio Jordão;

Josué conduziu o povo à vitória;

Josué os conduziu a uma vida de fé;

Josué os levou à posse da terra prometida;

Encontramos realização no livro de Josué.

+ Período dos Juízes (1360 a 1045 a.C.) Josué – Sansão – Samuel – Governo Teocrático;

+ Reino Unido (1025 a 987 a.C) Saul – Davi – Salomão – 120 anos de Governo;

+ Israel/ Monárquico/Teocrático;

O auge do Império Israelita: prosperidade. Hegemonia Estatal. Construção do 1º Templo. O esplêndido reinado de Salomão (I Re. 1-10).

+ Reino Dividido: No norte, Israel – capital Samaria – 10 tribos , Rei Jeroboão;

No Sul, Judá – Capital Jerusalém – 2 tribos, Rei Roboão (I Re. 11-16);

 

+ Cativeiro Assírio: Reino do Norte em 722 a.C – Rei Oséias, Por Sargão II (2 Re. 17:24;

O profeta Jeremias permanece em Jerusalém em sua missão profética, entre os bolsões de resistência e vai ao Egito;

O povo é levado cativo. É Imposto nova língua, religião e costumes; Assírios tomam posse dos vassalos em Samaria;

 

+ Cativeiro Babilônico: Reino do Sul, em 605 a.C.) Por Nabucodonozor, foram 70 anos. O povo é levado cativo (Daniel, Ezequiel…mas o povo tem a liberdade de culto e de sua religião e do seu Deus) Leia sobre o Zelo de Deus, Jeremias Cap. 52;

 

+ Período Medo-Persa (533 a 519 a.C.) Por Ciro – Assuero – Artaxerxes – Ester – Repatriamento dos Judeus à palestina e reconstrução dos muros, cidade e do 2º Templo (Governador Zorobabel, Esdras, Neemias, Zacarias e Malaquias); Deus usa a quem Ele quer, como e onde quer (Esdras 1:2-3); Veja como Deus Faz a história e manifesta o Seu poder e glória – Daniel Cap. 7;

 

+ Greco Macedônio (333 a 167 a.C.) – Tempo da dominação macedônica no mundo. . . . Alexandre, o Grande e seus 35 mil homens – os guerreiros; Leia Daniel Cap. 7;

. Divisão do Império de Alexandre: Ainda em vida, Alexandre predisse que seus amigos lhe fariam “cruento Funeral”. Cumpriu-se o vaticínio.

Seus três generais assumiram a partilha do império dividido: Ptolomeu no Egito; Antíoco na Ásia e Selêuco na Babilônia;

 

+ Profeta Malaquias (450-400 a.C.) Malaquias quer dizer: “meu mensageiro”.

. Contexto histórico, sociológico, político, econômico e religioso:

  1. Passados 100 anos desde o retorno dos Judeus à Palestina;
  2. A cidade de Jerusalém, muros e templo já haviam construídos;
  3. A fé e o entusiasmo inicial já desapareceram;
  4. Neemias lidera um período de reavivamento religioso (Ne. 10:28-39);
  5. Transformaram a obediência à lei em algo mecânico e rotineiro (Ml.1:6-11);
  6. Tornaram relapsos na adoração: Sacerdote e povo (Ml.1:7);
  7. Foram negligentes quanto à entrega dos dízimos de Javé (Ml.3:8,10);
  8. Jeová se revela insatisfeito como Seu povo (Ml. 2:1-3);
  9. O Senhor faz promessas ao Seu povo (Ml. 3:1-6).

 

+ PERÍODO INTER-BÍBLICO – 400 Anos de Silêncio Desesperador:

A “folha branca” de sua Bíblia representa 400 anos de silêncio desesperador e negro, entre o Velho Testamento (Malaquias) e o Novo Testamento (Mateus).

Nesses 400 anos de silêncio desesperador, o Senhor deixou que os esforços dos homens, na solução dos problemas espirituais falhassem; que a filosofia se esboroasse; que o poder material enfadasse as almas; que a imoralidade religiosa desiludisse a todos, mesmo os corações mais ímpios; que a corrupção campeasse, atingisse as raias da depravação, mostrando assim ao homem a inutilidade de tais sistemas e instituições.

 

+ Os Macabeus – A luta sangrenta dos Judeus por defenderem a religião de Javé;

. Os Sofistas ou pré-Socráticos (481 a 420 a.C): Religião e Mito – emoção, medo e Politeísmo; A Finalidade: Tentativa de explicar os fenômenos do ponto de vista divinas. A idéia dos deuses semelhantes as dos homens. Idéias fantasiosas ou lendárias. (Protágoras, Górgias, Isócrates, Anaxágoras, Anaximandro, Anaximenos, Demócrito, Heráclito, Permênides, Pitágoras e outros; (Em tese, tratam-se de educadores que ganhavam para ensinar a juventude o caminho da virtude ao serviço da Pólis (cidade/Estado);

.  Os Filósofos: Teles de Mileto, Sócrates, Platão, Aristóteles, (Estóicos e Epicureus em Atos Cap. 17:18);

. A questão filosófica é: Quem é o homem? O que eu posso conhecer? O que eu devo esperar? Como eu devo agir na sociedade?

 

+ Predominância Macabéia: Em defesa do Estado e da Religião de Javé – Monoteísmo:

– Revolta de Matias em 167 a.C.

– Judas Macabeu, em166-161 a.C.

– Dedicação do Templo em 165 a.C.

– Jônatas em 165-143 a. C.

– Simão 143-135 a. C.

– João Hircano I, 135-106 a.C. e morre – neto de Matatias

– Aristóbulo “Rei”, 106 a.C.

– Alexandre Janeu, 105-78 a.C.

– Alexandra 78-69 – Farisaismo florescente

– Hircano II e Aristóbulo II, dividem o poder 69 a.C.

– Herodes I, o Grande, (73 – 4 a.C.) edomita de Esaú, Judeu romano – Colossais projeto de construção em Jerusalém e no mundo antigo e a matança de crianças abaixo de 02 anos de idade, sendo o alvo, o menino Jesus (Mat. 2:16-18);

– Herodes I, morre e divide o reino a dois filhos: Herodes Arquelau (Judéia e Samaria) e       Herodes Antipas (Galiléia e Peréia);

– Pompeu recebe a Palestina 63 a.C.

– Nascimento do Salvador Jesus Cristo 04 a.C.

 

+ Platão e a Justiça Metafísica: Meta(lem), física (lei)= além da lei; Ou seja, a Justiça platônica só é possível em outro plano (divino) e não neste mundo dos homens;

+  Aristóteles e a Justiça Ética: centrada na virtude humana.

+  Os Estóicos: (100 a.C.) Promoveram a transição entre os helênicos e o cristianismo (Atos 17).

 

II – ROMA E O CRISTIANISMO – IDADE ANTIGA;

– O Império Romano: O 4º animal da visão de Daniel do Cap. 7- Cumprimento:

Conquistas Romanas – Os Romanos conquistaram o ocidente e voltaram depois suas vistas para o Oriente. Apoderaram-se da Grécia, Síria, Palestina e outros Países. Tornaram-se senhores do mundo. Quando Matatias, o progenitor dos Macabeus, começou a lutar em defesa da religião de Javé e independência de seu país, os romanos eram fracos: agora, porém, eram os dominadores do mundo.

. Israel – Colônia Romana (Árabes e Judeus em convivência pacífica – At.2: 8-11;

. Morte Expiatória e Ressurreição de Jesus em Jerusalém – I Co. 15:1-5;

. Formação da Igreja Primitiva sob com os Apóstolos – Atos 1:8 e 2:1-8;

. Missão apostólica dentro de Jerusalém por 30 anos depois da ascensão de Cristo;

. A primeira DISPERSÃO dos Judeus, o Evangelho além das fronteiras – At. 1:8;

. Conversão de Saulo de Tarso e a expansão missionária com Paulo – At. 9:15;

. A segunda DISPERSÃO dos Judeus e a destruição do Templo por Tito -70 d.C. – Mat. 24:1-2;

.A terceira DISPERSÃO dos Judeus e Jerusalém arrasada pelo Imperador Adriano – 135 d.C;

. A Palestina pára os palestinos, árabes que permaneceram na terra santa (Jerusalém) e outros povos;

. A Palestina é integrada ao Império Muçulmano – “Profeta “Maomé – (634-720);

 

+ O Império Turco Otomano: (1299 – 1922);

. Extensão territorial: Norte da África, Sudeste Europeu e Oriente médio;

.Tolerância às tradições e a religião dos vassalos;

. Declínio do Império Turco Otomano (1917);

. O Colonialismo Europeu – A Ocidentalização dos Séc. XV a XIX;

. O Sionismo Político – retorno dos Judeus à Palestina – Sião;

 

+ Revoltas Israelenses/Árabes – As Intifadas sucessivas e posse da terra Prometida. A instalação de conflitos sem fim, uma Missão Messiânica no porvir – Ap. 19:11-21;

. Israel Estado Moderno – 1948 pela ONU – Conflitos sem fim por território sem limites. O nome “Palestina” significa “terra de ninguém”.

. Palestinos: Estado Observador e não Membro pela ONU 30/11/2012;

 

+ O PRIMEIRO TRIUNVIRATO – Monarquia Romana – A Pax romana:

Os triúnviros dividiram ente si as províncias da República Romana. Júlio Cesar com a Gálias; Pompeu, com Espanha e África; e Crasso, com o Oriente.

. Roma é tida como síntese da sociedade antiga, representando um ELO de ligação entre o mundo antigo e o moderno;

. Roma foi fundada em (753 a.C.) – Quando a Pena era utilizada com aquele caráter SACRAL- do Rei e do Sacerdote – Chamado de Direito Canônico que perdurou até a idade Média em 1453 d.C.;

. Na Roma monárquica, à organização jurídica prevaleceu o Direito Consuetudinário – rígido e formalista;

 

+ A Lei das XII Tábuas: (400 a.C.) o primeiro Código romano escrito – fruto da luta entre os Patrícios e Plebeus;

Com a Lei das XII Tábuas inicia-se o período dos diplomas legais – limitação à vingança privada, adotando a Lei do Talião.

+ Principais Imperadores Romanos: A dinastia dos Cesar.

. Otávio Augusto (27 – 14 a.C.);

. Tibério (14 a.C. a 37 d.C.) – Durante o ministério do Senhor Jesus Cristo;

. Calígula (37 -41);  Cláudio (41 – 54); Nero (54 – 68); Vespasiano (60 – 79);

Domiciano (81- 96 ) – Apóstolo João exilado na Ilha de Pátmos (Ap. 1:9);

 

III – IGREJA E ESTADO/IMPÉRIO: IDADE MÉDIA – A ciência Medieval;

Com a queda do Império Romano no (séc. V), a religião surge lentamente como elemento agregador dos inúmeros reinos bárbaros formados após as sucessivas invasões; seus chefes convertidos ao cristianismo e a igreja se transforma em soberana  e absoluta da vida espiritual do mundo Ocidental. “Crer para compreender, e compreender para crer”.

 

+A Filosofia Patrística: Principais preocupações são as relações entre á fé e ciência, a natureza de Deus, da alma, da vida moral. É retomada a filosofia platônica por necessidade de uma ética rigorosa, da abdicação do mundo, do controle racional das paixões e a predileção pelo supra-sensível. Representantes: Clemente de Alexandria, Orígenes e Tertuliano;

. Santo Agostinho (354-430), a principal figura, da retomada da filosofia platônica, de quem João Calvino vai se espelhar no (Séc. XVI), na qualidade de reformador em Genebra e demais países Baixos;

 

+A Filosofia Escolástica: A escolástica é a especulação filosófico-teológica que se desenvolve do Século IX até o Renascimento. A retomada o pensamento aristotélico traz de novo a física qualitativa e a astronomia geocêntrica;

.Decadência da Escolástica: No Séc. XIV, sofreu um processo de autoritarismo de nefastas influências no pensamento filosófico e científico. Posturas dogmáticas, contrárias à reflexão. Cria-se o tribunal do Santo Ofício – Inquisição;

. O Papa Leão III nomeia Carlos Mágno, Imperador do Ocidente (768-814) e expande o reino Franco;

 

.São Tomás de Aquino: A maior figura representativa da Escolástica no (Séc. XIII – 1225) – Baixa Idade Média – Invasão de Constantinopla – e Império Otomano Turco;

.Para São Tomás de Aquino a Teologia é a ciência mãe de todas as ciências;

.São Tomás de Aquino trabalha por devolver à Igreja de Roma o poder político;

.São Tomás de Aquino desenvolve os princípios filosóficos de Aristóteles.  O mal é em aparência e não em essência.

 

IV – MEDIEVAL/MODERNO– A era dos Contratos (Séc. XV).

.A transição do mundo Medieval ao mundo moderno. Nicolau Maquiavel, separa o que é próprio da religião e da política – Estado Laico ou laicidade do estado (Estado não se intromete nas coisas da Igreja e esta, na do Estado).

.Contratualistas: T. Robbes, John Locke e Jean François Rousseau.

 

 V – REFORMA PROTESTANTE – IDADE MODERNA (31/10/1517):

  1. Os pré-reformadores:

. John Tauler (1300 -1361), Alemão – enfrentou o Papa XXII;

. John Wiclif (1320 – 1384) Teve suas 18 Teses condenadas pelo Papa Gregório XI;

. John Huss (1373 -1415), Reformista na Boêmia;

. William Tyndale (1494 – 1536), Inglês

.Movimentos: Os Valdenses e os Albigenses, vítimas da Inquisição;

 

 

  1. Reformadores em 31/10/1517:

. Martin Lutero (1483 – 1546), Teólogo cristão Alemão;

. Influência: Protestantismo na Alemanha;

. As 95 Teses em 1517;

 

. João Calvino (1509 – 1564), teólogo cristão, francês, filósofo pré-cartesiano e       advogado;

.Influência Calvinista: Protestantismo na Suíça, Países Baixos, África do Sul, Inglaterra, Escócia e Estados Unidos.

. Obra Principal: As Institutas – Tratado da Religião.

 

  1. C) Contra Reforma da Igreja Católica – Medidas Repressivas: Foi um movimento que surgiu no seio da Igreja como resposta a Reforma Protestante;

. Concílio de Trento 1545 – Resposta hostil, Cruel e Cruento;

.Instituição do Index dos livros proibidos: alienação e manipulação;

. Massacre da noite de São Bartolomeu (24/08/1572) mais de 70 mil huguenotes –presbiterianos foram mortos na França;

. Retomada do Tribunal do Santo Ofício – A Inquisição pela Europa:

. Inquisição Medieval (1184);

. Inquisição Portuguesa (1536);

. Inquisição Espanhola (1478);

. Inquisição Romana “Congregação as Sacra Romana (1542); transformou-se em;

. Sacra Congregação do Santo Ofício – Papa Pio X (1908); Transformou-se em; e,

. Congregação Para Doutrina da Fé – Papa Paulo VI (1965). Em vigor no Vaticano.

 

. A Renascença Italiana ou Renascimento (Séc. XIV a XVI) A transição da Idade Média à Idade moderna – grandes transformações e cultura na Europa;

. O Iluminismo ou Esclarecimento: Movimento cultural europeu, cujo epicentro foi à França e destacam-se: Voltaire (1694-1778); Montesquieu (1689 – 1775) e D. Diderot (1713-1784);

 

+ A Revolução Científica do Séc. XVII – “O silêncio desses espaços infinitos me apavora” (Pascal);

.Racionalismo: O poder exclusivo da razão de discernir, distinguir e comparar;

.Antropocentrismo: O homem moderno coloca a sim próprio no centro dos interesses e decisões;

.Saber Ativo: Em oposição ao saber contemplativo, o saber ativo com base na realidade observada e submetida a experimentações – (Galileu, Kepler e Newton);

 

+ A Física na Idade Moderna: “O que é, exatamente por ser tal como é, não vai ficar tal como está.” (Brecht)

. Galileu Galilei (1564-1642), italiano, astrônomo, físico – Uma vida marcada por perseguição política e religiosa por defender a substituição do modelo aristotélico e ptolomaico do mundo (geocentrismo) pelo modelo corpenicano (heliocentrismo);

.Teoria heliocentrismo: Nicolau Copérnico e os Monges Copistas (1514);

.Galileu Galilei defende a tesa sendo condenado pelo Tribunal do Santo Ofício;

+O DEUS QUE INTERVÉM: Josué orou e o sol se deteve e a lua parou? Sim, não importa a ordem dos fatores, Josué e o povo precisavam de tempo, apenas. (Js. 10: 12-15) Josué não tinha conhecimento de “Rotação” e “Translação”. Josué conhecia e bem, o Deus que intervém!

 

+O Absolutismo (Séc. XVI a XVII), na Europa – O poder absoluto dos monarcas;

. Tomas Robbes (588 -1679) O Leviatã – Estado Forte – “No Estado de Natureza, éramos homens; No Contrato/Estado, somos cidadãos”;

. John Locke – Contratualista Pleno – Pai do Liberalismo (1632 -1704);

 

+ Tratado de Westfália (1648), Por fim às guerras, estabelecer o domínio de limite de cada Estado em termo da escolha da religião;

 

+ OS TRÊS PODERES – Charles Louis de Secondat (Montesquieu – 1689-1755), Filósofo, escritor francês em sua obra – “O Espírito das Leis” dividiu os Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário – descentralizando o poder de uma só mão.

 

+ Método Científico da Idade Moderna Séc. XVII – As teorias: A memória (história), a razão (filosofia e ciência) e a imaginação (poesia);  “À natureza não se vence, senão quando se lhe obedece.” – (Francis Bacon);

 

+ Problema do Conhecimento – Racionalismo e empirismo – Séc. XVII – (René Descartes 1596-1650), Filósofo, físico e matemático francês;

 

+ As Ciências após o Séc. XVII –  Desenvolvimentista:

. Newton (1642-1727) – A teoria da gravitação universal;

. Antoine Lavoisier (1743 – 1794) “Emprestou a metodologia da física, tornando a química uma ciência de medidas precisas. Serviu-se do termômetro e do barômetro;

. Jean J. Rousseau (1712 – 1778) – Contratualista Pleno – A Democracia Direta –

“O homem nasce livre e em toda parte se encontra acorrentado.” (Rousseau);

. Gottfriad Leibniz (1646 – 1716) Idealista e absolutista Alemão;

. Benedicti Spinoza (1632 – 1677), Metafísico nacionalista;

.George Berkeley (1685 – 1753) Idealista e ateísta – Ânglo-irlnadês;

. David Hume (1771 – 1776) Empirista e historiador escossês;

. Immanuel Kant (1724 – 1804) Alemão fundador da filosofia crítica;

.Jeremy Bentham (1748 – 1832), Utilitarista Inglês -“Prazer e a dor com a motivação da ação correta”;

 

+ Revolução Industrial do Séc. XVIII- Inglaterra: “Os filósofos não têm feito senão interpretar o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo” (Marx)

. Antes, o trabalho era artesanato e manual;

. Agora, a mecanização do sistema de produção;

.Espírito burguês Industrial, maiores lucros e menores custos;

.Crescimento populacional e o problema da escassez;

.Maior demanda de produtos e mercadorias.

 

+ A Teologia e as Ciências – Séc. XVIII: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.” (Louis Paster)

Liberalismo, Fundamentalismo e ortodoxia:

. O liberalismo: o iluminismo alemão pai do liberalismo teológico – Uma nova abordagem da Escritura em sua interpretação sob a perspectiva científica;

.A Bíblia é considerada um livro religioso comum;

.A aplicação de técnicas apuradas retiraria os “mitos” e o aspecto sobrenatural;

.A supressão dos ensinamentos morais práticos à humanidade;

.Otimistas em relação ao progresso científico e pessimistas em relação à Bíblia;

.Expoentes do liberalismo: Schleiermancher (1768-1834), Ritschl (1822-1889) e Harnack (1851-1930), alemães;

 

.O fundamentalismo: Caindo nos Extremos (Mat.15:1-11).

. O crescimento do liberalismo teológico radical no Séc. XX, entre as principais denominações históricas dos Estados Unidos;

. Teólogos conservadores se coligaram para defender a fé cristã ante o liberalismo;

. De 1910 a 1915, nos Seminários e nas Igrejas uma série de Artigos em 12 volumes conhecidos como “Os Fundamentos”- pontos fundamentais da fé cristã;

. O movimento de oposição foi rotulado de “fundamentalistas” – vários calvinistas;

. Os fundamentalistas se associaram ao “dispensacionalismo” teológico;

. O afastamento de questões sociais e procedimentos sectários;

. A conotação de intransigência, intolerância e anti-intelectualismo.

 

. A Ortodoxia Teológica: “É mais fácil dividir um átomo do que quebrar um dogma.”    (Albert Einstein)

. A ortodoxia se distancia tanto do liberalismo quanto do fundamentalismo;

. O ortodoxo não se vê como melhor que os outros, antes ele se vê como um pecador que carece da graça e da misericórdia de Deus;

. O ortodoxo se vê sempre à necessidade de aprendizado no conhecer e viver a verdade;

 

. Confissão e Confessionalidade: “Não se pode amar verdadeiramente, senão em termos da verdade”: (Lloyd-Jones).

. Confessionalidade como o oposto da laicidade ou laico (Séc. XVI);

. Nicolau Maquiavel (1469-1527) – Separa a política do que é própria da Religião;

.  O renascimento cultural: ausência do controle religioso na política, nas artes, na ciência e na educação;

. A Reforma Protestante: A separação entre o Estado e a Igreja;

.Confessionalidade como conjunto de crenças, princípios, símbolos e práticas;

. Confessionalidade cristrocêntrica – A confissão cristã em Cristo como Salvador e Senhor – O Ser humano é Ser confessional (Mat. 16: 13-17);

. Brasil um Estado Laico: desde 1924 – Não existe uma religião oficial no país; O Estado não interfere na Igreja e esta no Estado;

+ O Nascimento das Ciências Humanas: “Eu penso, logo existo” (Descartes)

.François Auguste Comte (1798 – 1857), francês, Filósofo e Sociólogo (Positivista)

. Sigmund Freud (1856 – 1939) Médico austríaco – Pai da Piscanálise;

 

+ A Filosofia e as Ciências: “Ciência sem consciência não é senão a morte da alma”. (Montaigne);

+ A Crítica do Estado Burguês: “O importante não é o que fazem do homem, mas o que ele faz do que fizeram dele.” (Sartre)

.Carl Marx (1818 – 1883) Alemão, cientista, filósofo, economista, revolucionário.

.Luidwig Feuerbach (1804 – 1872) “O homem é aquilo que come” (Feuerbach);

. Max Weber (1864 – 1920) Uns dos pais da Sociologia moderna;

.Êmile Durkheim (1858 – 1917) Uns dos pais da Sociologia moderna;

.Friedrich Nietzsche (1844 – 1900), Uma crítica radical à moral;

.Ivan Pavlov (1849 – 1936), Rússia, médico e fisiologista –Teoria do “reflexo condicionado” – Prêmio Nobel (1904);

.Jean Piaget (1896 – 1980) Suíço, epistemológico, psicólogo, educador e pensador;

(Novas hipóteses sobre a origem da cognição humana: Inteligência e afetividade)

 

+ PÓS MODERNISMO – (Séc. XX) Condição Sócio-cultural e Estética predominam;

François Lyotard (1924 – 1998) e J. Baudrillard (1929 – 2007);

 

+ O MUNDO EM EBOLIÇÃO – A convulsão geopolítica e a globalização:

. 1ª Guerra Mundial: (28/07/1914 a 1918) Questões políticas imperialistas – Guerra centrada na Europa;

. 2ª Guerra Mundial: Modificou a estrutura social mundial – Guerra total: Os aliados e o eixo – mais 70 milhões de mortes;

 

+ Acordos de Bretton Woods (Julho de 1946) Criação do Banco Mundial e do FMI – Fundo Monetário Internacional – “Socorro ao mundo pós-guerra”;

+ONU – Organização das Nações Unidas – 1946: após a 2ª guerra – Fundada em substituição a “liga das nações”, com objetivo de deter as guerras e criar plataforma de diálogo – Necessidade de reformulação estrutural – Brasil postula a condição de membro permanente;

+ Declaração Universal dos Direitos Humanos e do cidadão: (Dez. de 1948):

 

+ BRASIL O PAÍS PROMISSOR: “E eu não tenho Pátria; eu tenho mádria; eu quero é frátria” (Caetano Veloso);

Brasil Colônia: Tentativas de implantação da fé reformada presbiteriana –franceses (1557- Rio de Janeiro) e holandeses (1636 – Pernambuco); suplantados pelo fogo inquisitorial;

Brasil Império: Estabelecimento da Igreja Presbiteriana em solo brasileiro (12/08/1859 – Rio de Janeiro com o Miss. Ashbel Green Simonton) norte americano;

 

+ Primeira Igreja Presbiteriana no Brasil – Catedral Presbiteriana do Rio (12/01/1862 – na Rua do Ouvidor, nº 31 – 2º andar; Hoje na Rua Silva Jardim nº 23 –Praça Tiradentes – Centro;

 

+ Organização Oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil – Foi Publicado no Diário Oficial do Império do Brasil (11/10/1872) – Princesa Leopoldina;

.1º Ministro Evangélico brasileiro: Rev. José Manoel da Conceição (17/12/1865) O ex-Padre, ao serviço do Reino de Deus e da Igreja de Jesus Cristo;

.1º Seminário Teológico da América Latina – Seminário Presbiteriano do Sul- Campinas/SP;

 

+ Brasil República: Estado Novo (Pres. Getúlio Vargas e Vice Café Filho, presbiteriano do Rio Grande do Norte).

.Sistema de governo Parlamentarismo;

.Sistema de governo Presidencialismo;

.Presidente Getúlio Vargas: CSN (Companhia Siderúrgica Nacional-RJ) e a Petrobrás. Hoje, ambas, umas das maiores do mundo.

.Cidadania e Direitos Políticos e Direitos Trabalhistas Consagrados e hoje são 10 (Dez) Direitos trabalhistas que você precisa conhecer;

.A morte de Getúlio Vargas- suicídio;

.Assume a presidência da República: Pres. Café Filho.

 

+ Brasil Militarizado – Governo Militar (1/4/1964 – 15/3/1985) – Se foi um “mal necessário” a sentir, removido esse mal, o pior mal haveria de vir – Eu fiz parte; e ouvi e vi.       (Rev. Mario Ramos);

 

+ Diretas Já: Liberdade e Democracia no Brasil:

. Movimento popular por eleições presidenciais diretas entre 1983/1984;

.1º Presidente Civil – José Sarney, após 21 anos de Regime Militar – José Sarney, o qual fora o vice na chapa de Tancredo Neves, que faleceu logo após a eleição;

 

+ ECO/92- RIO/92: (3 a 14 de Junho) – “À natureza não se vence, senão quando se lhe obedece.” (Francis Bacon)

. Desenvolvimento sustentável.

.A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento;

. Mais de 100 (cem) chefes de Estados buscam meios de desenvolvimento socioeconômico com a conservação e preservação dos ecos-sistema da terra;

.Reconheceu a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem em direção do desenvolvimento sustentável;

. Principal documento produzido: Agenda 21;

 

+ A RIO + 20 – (13 a 22 de Junho): Com o objetivo de discutir sobre a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável.

 

+ Celebrando Deus Com o Planeta Terra: Na Eco/92, Foi uma manifestação do povo de Deus, cerca de 960 mil evangélicos, na Cinelândia/RJ, em prol do Planeta terra, com caminhada, concentração e culto ao ar livre: Preletores: Rev. Caio Fábio, Pr. Geziel Gomes e Pr. Nilson do A. Fanini. Tive o privilégio de participar da Comissão de Organização do Evento.

 

.35º Presidente da República Federativa do Brasil – Pres. Luis Inácio Lula da Silva (1/1/2003 -2011);

. O Presidente mais popular do Brasil e no período do mandato, do mundo;

.Co-fundador e Presidente de honra do seu partido – o PT;

. Fome Zero e Bolsa Família – a marca de seu governo;

.Consolidou o Real, como moeda, e lhe deu um “espírito renovado”;

.Resgatou a dignidade dos brasileiros perante o mundo como nação e Estado Soberano (Interferência internacional – FMI);

.Destaque nas relações internacionais: Programa Nuclear do Irã e Aquecimento global;

. Foi considerado pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2010;

. Teve o prestígio de eleger a sua candidata a sucessão da presidência – Dilma;

.Deixou o governo com a maior popularidade entre todos, com a fama de ter sido o melhor presidente do Brasil;

. Constituição Federal (1988);

.Reformulação dos Códigos (2002);

.Amadurece a Democracia na Educação;

.A Consolidação do Evangelho Pátrio;

.Estabilidade Econômica;

.Democratização do Ensino Superior e Tecnológico (Enem, Pro-Uni, APEC/415/05-Fundeb, Aprovação da Lei nº 10.832/03 – Salário-Educação, Fies – Financiamento Estudantil etc.);

.Descobertas e progressos: O Pré-sal;

. Incremento na geração de empregos;

.Credibilidade no cenário internacional;

.Energia: New York Times cita Brasil como exemplo de auto-suficiência.

 

+ Prospectivas Globais: “Muito pode, por sua eficácia, a oração do justo.” (Tg. 5:16c)

 

O MUNDO EM XEQUE!

 

>< A minha posição pessoal sobre idéias e ideais:

 

1 – Fim do Estado Laico e a Retenção à Escalada do Mal: Foi aprovada no dia 27/03/2013, pelo Congresso nacional e a Casa do Senado e Promulgado pelo Presidente da República a PEC, 99/11, que acrescentou ao Art. 103 da Constituição Federal o Inciso “X”, a capacidade postulatória das Associações Religiosas, para propor à ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis aos atos normativos, perante a Constituição Federal.

-Autores incluídos:

.CNBB – Confederação Nacional dos Bispos do Brasil;

. CBB – Convenção Batista Brasileira;

. SC/IPB – Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil;

2 – Unificação de todas as Igrejas Presbiterianas no Brasil;

3 –  Ordenação do sexo feminino ao diaconato, presbiterato e Pastorado;

3 –  Ecumenismo entre todas às Igrejas evangélicas históricas;

4 – Desestatização Total do Sistema Prisional – Privatização;

5 – Reconhecimento do Estado Palestino, sendo a Jerusalém Oriental, uma Zona  Neutra, Patrimônio Histórico Internacional, administrado por Israel (O Muro das Lamentações e o futuro 3º Templo). E a área ampla ocupada pelo (Domo da Rocha – Mesquita muçulmana) administração pelos palestinos. E Jerusalém Ocidental, como capital do estado palestino;

5- Concessão da Amazônia Legal – excetuando o mineral água doce;

6 – Novo Modelo Ideológico: A Solidariedade. Esta falta ameaça a Democracia;

7 – Imigração moderna no Séc. XXI, no Brasil – somente a trabalho e de caráter temporário;

8 – Investimento na Educação: De 1,5% do PIB e por Estado de 35 % e mais recursos dos royalties do pré-sal, no setor educacional, a todos os Estados da Federação;

9 – Questões Relacionadas às minorias (CDHM) – exige firmeza doutrinária e um teologia moral;

10 – Necessidade de afirmação cristocêntrico num mundo de escassez;

11 – Fim da era do capitalismo: Tese, Síntese e Antítese Hegeliana – uma nova ordem mundial em marcha;

12 – Desativação em 50% das Usinas Nucleares, por país, num período de 10 anos e fim deste tipo de energia – processo de envelhecimento dos reatores;

13 – Quebra do monopólio de Satélites nas mãos americanas: Immasart e Intelsart;

14 –  Internet: revolução e transformação – um futuro breve de crise institucional, empresas, família, emprego (afastamento e isolamento das pessoas). O mundo real passou a tédio diante do mundo virtual;

15 – Ciência, tecnologia, inovação e recursos hídricos: água um recurso estratégico em exportação. O Brasil detém 17% da água doce do planeta. A água engarrafada em três décadas alcança a taxa anual média de 7% num mercado que já movimenta entre US$ 25 a US$ 35 bilhões, anualmente.

 

 

 

“…de uma classe que já disse tudo que tinha de dizer pela boca da história.”

(Paulo Leminski, Museu do Olho – Curitiba/PR)

 

 

 

Curitiba-PR, 05 de Maio de 2013.

 

 

Rev. Mário Ramos

Pastor Presbiteriano do Brasil

revmario@ig.com.br

(41) 9274-7422 ( WhatS – Vivo)   //  9735-3008 (T)

O CALVINISMO: EIS A HISTÓRIA

O CALVINISMO: EIS A HISTÓRIA

 

Ficha Técnica:

calvinismo

João Calvino – (10-07-1509 a 27-05-1564);

Teólogo, Advogado, Teórico e Pastor

 

Casado: Esposa Idelette de Bure

Filhos: tiveram três e morreram em tenra idade

 

Reformador: Movimento Protestante “o Príncipe “ dos teólogos

Obra Principal: IRC- As Institutas do Tratado da Religião

 

Reverendo, Governador e Líder em Genebra

 

Patrono do Presbiterianismo-Calvinista

 

Relação com o Brasil: Envio de Franceses Presbiterianos (huguenotes) Rio de Janeiro em 1557, a Chamada França Antártica; 1ª tentativa de Igreja e missões;

 

 

Denominações Calvinistas:

 

O Calvinismo é a doutrina de diversas denominações protestante, dentre elas destacamos:

– Igreja Reformada Suíça – Religião oficial dos Cantões da Suíça;

– Igreja Protestante Evangélica Holandesa- Religião ofcial dos Paises Baixos;

– Igreja Reformada Francesa – A Igreja dos Huguenotes;

– Igreja Congregacional – Nova Inglaterra e nos Estados Unidos;

– Igreja Reformada Húngara;

– Igreja Presbiteriana da Escócia;

– Igreja Presbiteriana na Dinamarca;

– Igreja Presbiteriana na Irlanda;

– Igreja Presbiteriana do Brasil;

– Igreja Presbiteriana Independente do Brasil;

-Igreja Presbiteriana Unida do Brasil;

– Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil;

– União das Igrejas Congregacionais do Brasil;

– Igreja Presbiteriana Renovada;

– Igreja Congregação Cristã da Itália e no  Brasil;

 

 

O QUE É O CALVINISMO?

 

O Calvinismo recebeu o seu nome de João Calvino, que exerceu uma influência internacional no desenvolvimento da doutrina da Reforma Protestante, á qual se dedicou com a idade de 25 anos, quando começou a escrever os “Institutos da Religião Cristã” em 1534 e publicado em 1536. O Calvinista é pois no extremo um profundo conhecedor da Bíblia, um moralista, um puritano, um rigor ético que pondera todas as suas relações individual com a moral cristã. O Calvinismo é também o resultado de uma evolução independente das idéias protestantes  no espaço europeu de língua francesa, surgindo sob a influência do exemplo que na Alemanha a figura de Martinho Lutero tinha exercido. A expressão “Calvinismo” foi aparentemente pela primeira vez em 1552, numa carta do Pastor Luterano Joachim Westphal, de Hamburgo.

 

 

INTERPRETAÇÃO SOCIOLÓGICA

 

Sociólogos como Max Beber e Ernest Gellner analisaram a teoria e as conseqüências práticas desta doutrina e chegaram à conclusões paradoxais. Em parte explicam o precoce desenvolvimento do capitalismo nos países onde o Calvinismo foi popular (Holanda, Escócia, França e EUA, sobretudo). Sendo um bom cristão, trabalhando, cuidando da família e sendo fiel a Deus, seguindo sempre os melhores princípios éticos, o Calvinista prova a si mesmo que é uma pessoa abençoada, pelo seu sucesso como cristão. Não é a sua ação mais a ação de Deus, mostrando-lhe que ele é um eleito e que está no bom  caminho da providência divina.

 

ABSOLUTA DEPENDÊNCIA DE DEUS

 

O sistema teológico e as práticas da Igreja, da família ou na vida política, todas elas algo ambiguamente chamadas de “Calvinismo”, são o resultado de uma consciência religiosa fundamental centrada na “soberania de Deus”.

O Calvinismo pressupõe que o poder de Deus tem um alcance total de atividade – e resulta da convicção de que Deus trabalha em todos os domínios da existência, incluindo o espiritual, físico, intelectual, quer seja secular ou sagrado, público ou privado, no céu ou na terra. De acordo com este ponto de vista, qualquer ocorrência é o resultado do plano de Deus, que é o Criador, Preservador, e Governador desde todas as coisas, sem exceção, que é a causa última de tudo. Esta atitude de total dependência de Deus  está associada com quaisquer atos temporários de piedade, por exemplo a oração. Pelo contrário, ela está tão associada ao trabalho de cavar a terra como o de ir ao culto. Para o cristão calvinista, toda a sua vida deve refletir a glória de Deus.

 

CALVINISMO E POLÍTICA

 

Estudiosos de diferentes matizes têm reconhecido a decidida contribuição prestada pelo movimento calvinista ao aperfeiçoamento das instituições políticas do mundo ocidental. As noções reformadas sobre a ordem política foram inicialmente articuladas por João Calvino e posteriormente aprofundadas em alguns pontos e modificadas em outros pontos pelos seus sucessores. Calvino expôs as suas idéias sobre os oitenta capítulos de sua magna obra, a Instituição da Religião Cristã. Por causa de sua reflexão firmemente apoiada nas Escrituras, o reformador tinha um elevado conceito acerca do Estado e dos governantes civis. Como a maior parte dos protestantes do século XVI, Calvino divergiu de Lutero quanto à relação estreita entre a Igreja e o Estado. Segundo Calvino, cada qual respeitando a esfera de atuação do outro. Calvino, seguindo a mesma linha de raciocínio, acentuou que a carreira pública era uma das mais nobres funções a que um cristão podia aspirar e deixou claro que o cidadão tinha o dever de estabelecer as leis e honrar os seus magistrados. Os governantes por sua vez, tinham solenes e graves responsabilidades diante de Deus em relação às pessoas entregues aos seus cuidados.

 

 

 

 

CALVINISMO E CAPITALISMO

 

A questão de como se relacionam o calvinismo e o capitalismo tem sido objeto de enorme controvérsia, estando longe de produzir um consenso entre os estudiosos. O tema popularizou-se a partir do estudo do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) Intitulado A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, publicado em 1904-1905.  Numa tese oposta à de Karl Marx, e Max Weber concluiu que a religião exerce uma profunda influência sobre  VIDA econômica. Mais especificamente, Weber afirmou que a teologia e a ética do Calvinismo foram fatores essenciais no desenvolvimento do capitalismo do norte da europa  e dos Estados Unidos. Weber partiu da constatação de que em certos países da europa um número desproporcional de protestantes estavam envolvidos com ocupações ligadas ao capital, à industria e ao comércio. Além disso, algumas regiões de fé calvinista estavam entre aquelas onde mais floresceu o capitalismo.

 

O PENSAMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DE CALVINO

 

Todo o mundo conhece a imensa importância que o Slogan “a cada um segundo as suas necessidades, de cada um segundo as suas capacidades” tem para o comunismo. Lenine líder soviético, entendeu que o alvo final do comunismo será atingido quando esse slogan puder ser realizado. Lenine pensa que esse slogan vem de Marx; e Marx efetivamente o utilizou. Mas nem Lenine e nem Marx se deram conta de que, nos comentários de Calvino (2 Coríntios 8: 13-14), esse mesmo pensamento fora formulado  trezentos anos antes. Calvino diz:” Deus deseja que haja tal analogia e igualdade entre nós que cada um socorra os pobres segundo as suas possibilidades a fim de que alguns não tenham em excesso enquanto outros sofram penúria”. No humanismo social de Calvino, o seu ensino está fundado sobre o humanismo de Deus, pressupõe uma sociedade onde o homem age na qualidade de responsável perante Deus e responsável por seus irmãos.

 

O CALVINISMO E A ELEIÇÃO INCONDICIONAL

 

No Calvinismo este é o ensino sobre salvação do homem pecador. A escolha divina de certos indivíduos para a salvação, antes da fundação do mundo, repousou tão somente na Sua soberana vontade. A escolha de determinados pecadores feita por Deus não foi baseada em qualquer resposta ou obediência prevista da parte destes, tal como  fé ou arrependimento. Pelo contrário, é Deus quem dá a fé e  o arrependimento a cada pessoa a quem Ele escolheu. Esses atos são resultado e não a causa da escolha divina. A eleição, portanto, não foi determinada nem condicionada por qualquer qualidade ou ato previsto no homem. Aqueles a quem Deus soberanamente elegeu, Ele os traz, através do poder do Espírito, a uma voluntária aceitação de Cristo. Desta forma, a causa última da salvação não é a escolha que o pecador faz de Cristo, mas a escolha que Deus faz do pecador. (João 15,16).

 

 

 

Curitiba-PR, 08 de Agosto de 2015.

 

 

Rev. Mario Ramos