E.B.D. PPIG 2013

REVITALIZAÇÃO DA THEOTOKOS

REVITALIZAÇÃO DA THEOTOKOS

Celebração à Virgem Maria “Mãe de Deus”.

Acontecerá na Cidade do Rio de Janeiro, nessa semana, mais uma Jornada Mundial da Juventude, atraindo peregrinos do mundo inteiro. O aparato estrutural de locomoção e de proteção do Papa de Roma, já aterrizou em solo brasileiro, trazido pelo avião da FAB, o que significa um alto custo a mais que sai do bolso dos contribuintes representantes de todos os credos. A Jornada Mundial da Juventude é um evento religioso criado pelo Papa João Paulo II, em 1984, que consiste na reunião de milhões de pessoas católicas, sobretudo jovens. O evento é celebrado a cada dois ou três anos, numa cidade escolhida para celebrar a grande jornada em que participam pessoas do mundo inteiro. Nos anos intermédios, as Jornadas são vividas localmente, no Domingo de Ramos, pelas dioceses ao redor do mundo. Durante as JMJ, acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, penitências, momentos de oração, palestras, partilhas e shows. Tudo isso em diversas línguas. Países que já receberam o Evento: Roma, pela primeira vez a Jornada Mundial foi celebrada, no Domingo de Ramos em 1986; Argentina, 1987, os Jovens foram convocados a Buenos Aires; quando o Papa declarou-lhes: “Repito ante de vós o que venho dizendo desde o primeiro dia do meu pontificado: que vós sois a esperança do Papa, a esperança da igreja”. Espanha, 1989; Polônia, 1991; E.U.A, 1993; Filipinas, 1995;  França, 1997; Canadá, 2002; Alemanha, 2005; Austrália, 2008, Espanha, 2011, na cidade de Madrid, o último evento, realizado na praça Cibele, quando o Papa, Bento XVI, anunciou o mega evento católico no Brasil em 2013;  A propósito, Cibele era uma deusa oriental originária da Frígia. Designada como “Mãe dos Deuses” ou Deusa mãe. O seu culto iniciou-se na região da Ásia Menor e espalhou-se por diversos territórios da Grécia Antiga. O culto a Cibele, em Roma, foi introduzido em 245 a.C., tornando-se uma divindade do ciclo de vida-morte-renascimento ligada à ressureição do filho e amante Átis. Na religião politeísta, era comum a figura da deusa-mãe. Esta tradição pagã, estar presente no catolicismo: Foi deificada a Virgem Maria, como sendo a “mãe de Deus”. Este fato histórico tem como berço o Concílio de Éfeso em 431 d.C., quando em meio às controvérsias, foi decretado e consagrado a THEOTOKOS, ou seja, no grego “Theo”, igual a Deus e “Tokos” igual a parto, a que dá a luz, mãe.  Daí a Virgem Maria “Mãe de Deus”. Em relação a este dógma, a teologia romanista não se interessa pelo fator tempo. Ou seja, se a Virgem é a “mãe de Deus”, no tempo Kairós (desde a eternidade) ou no tempo Kronos (nascimento de Jesus). Seja como for, antes do Concílio de Éfeso, não existia a doutrina da Virgem Maria “mãe de Deus”. Até então, não fora introduzido o culto à Maria ou a mariolatria, que é adoração a Maria, a “Mãe de Deus e de todos nós”. Assim posto, estar ao sabor num programa na Rádio Globo, em cadeia nacional, a qual apresenta: Salve, Maria! “Mãezinha Passa na Frente”. Temos por certo que, a presença honrosa do Papa Francisco aqui no Brasil, enquanto Chefe de Estado e autoridade eclesiástica, sem dúvida alguma, merece o nosso melhor acolhimento e respeito. Sabemos, que a sua missão aqui no Brasil, o maior país de expressão católica do mundo, entre os jovens no mundo inteiro não é outra, se não a de REVITALZAR A FÉ NO DÓGMA DA THEOTOKOS. Vemos que a preparação do evento começa-se sempre com a Peregrinação do Ícone de “Nossa Senhora da Sabedoria”, cuja imagem da Virgem Maria, a “Mãe de Deus” é adorada pelas ruas, como ocorreu no Rio Grande do Sul. A parada do Papa na Basílica de “Nossa Senhora da Aparecida” torna-se obrigatória. São os papas móveis, à prova de bala e que garantem não só a proteção do Papa, bem como serve para manter a separação do “Pastor e as ovelhas”, seja nas ruas, nas praças ou nas catedrais. Ficamos à necessidade de respostas dos benefícios espirituais advindos com a visita do Papa tão propalada pela mídia, pelos fiéis e pela própria Instituição. Voltemos nossos olhares aos resultados de sua visita última à Espanha. Passados exatos dois anos, encontramos como lastro deixado para trás um País em recessão, o desemprego atinge a 27% da população ativa no mercado de trabalho e a cabeça do governo enferma pela doença incurável da corrupção. Enfim, toda a Zona do Euro – a Europa, o continente mais visitado pelo Papa desde então, estar de ponta cabeça no que tange a economia, direitos humanos e vida cristã. Isto é bênção ou maldição? Consideramos, e não se trata de intolerância religiosa, de que a Jornada Mundial da Juventude, peregrinando pelo mundo afora, não passa de uma vã e inútil tentativa de vedação desses jovens se rendendo ao Evangelho por toda parte. Temos por certo que o AVIVAMENTO ou a REVITALIZAÇÃO espiritual é obra de Deus. Somente pela Palavra de Deus é que vem o despertamento espiritual.  Avivamento é volta aos princípios bíblicos na vida diária e não sinônimo de doutrinas à margem da história das doutrinas dos Apóstolos. Diz o Apóstolo Paulo: “e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedente da verdade” (Efésios 4: 23-24). Consideramos também, como relevante, o fato de que enquanto acontece à visita do Papa Francisco aqui no Brasil, o maior reduto da religião católica no mundo, simultaneamente, os Papas João Paulo II e João XXIII, foram na última Sexta Feira, canonizados. Apesar de um curto mandato de apenas cinco (05) anos, o Papa João XXIII, foi o responsável pela realização do Concílio Vaticano II, cujas medidas foram a de aproximar a Igreja Católica do povo e suas relações na esfera da ação social. Entendemos o desespero por que passa a igreja romana, em meios às constantes denúncias de pedofilia, corrupção e perdas consideráveis de seus fiéis migrando às Igrejas Evangélicas. Vemos claramente, que tais medidas atendem ao antigo receituário do Concílio de Trento (1545), como uma resposta imediata, hostil e permanente à Reforma Religiosa ocorrida em 31 de Outubro de 1517. Prevemos que esta manifestação de fé romanista caberá tributos com danças, músicas e veneração ao Papa. Prevemos que do Planalto Central, sairá uma aeronave lotada de políticos católicos, não para confissão de pecados, mas para o divertimento, nesta festa pagã. Todos bem instalados e a salvos da indignação do povo, como Zaqueu, no alto das sacadas, varandas e coberturas de seus apartamentos na Av. Atlântica em Copacabana e na Av. Vieira Souto em Ipanema, degustando finos petiscos e bebidas importadas. Enquanto o povo bem abaixo destes, isolados por barreiras de proteção, na areia da praia, famintos, sedentos e sem pastor. Porém, no palco, no altar e no papa móvel brindado, incólume, o desfile do Santo Papa, acenando com a mão àquele gesto tradicional em forma de cruz, cuja mensagem jamais atinge a multidão arrima somente de Deus. O cenário da praia de Copacabana é perfeito, coerente e bíblico: “Vi emergir do mar uma besta, que tinha dez chifres e sete cabeças… dez diademas… nomes de blasfêmias. Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão” (Apoc. 13: 1,11). Prevemos por último, que este cenário perfeito, caiba também, a manifestação popular cívica, ordeira e objetiva para denunciar ante ao “Profeta” de Roma, os pecados produzidos em Brasília pelos seus fiéis catequizados desde a tenra idade nas Basílicas.

Curitiba, 18 de Julho de 2013.

Rev. Mario Ramos – Igreja Presbiteriana Kadosh – São José dos Pinhais/PR

BRASIL! MOSTRA A TUA CARA…!

BRASIL! MOSTRA A TUA CARA…!

Curitiba-PR, 30 de Junho de 2013.

Entretanto, certo homem, chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, mas de acordo com sua mulher, reteve parte do preço, e, levando o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos. Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois assentasse no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus. (Atos 5: 1-4). O grifo é nosso.

Cazuza, um dos maiores poeta do Rock nacional, e pelo viés do seu talento rebelde e lírico, e, eu acrescento ainda, um cidadão inconformado, quanto à vida política, econômica e social dos brasileiros, compôs e cantou: “Brasil! mostra a tua cara quero ver quem paga pra gente ficar assim, Brasil!” Cazuza, chama a atenção dos brasileiros para a realidade do Brasil. Cazuza não mais vive entre nós, porém, o seu vaticínio que se cumpre nas ruas e na agenda do Itamaraty, o faz presente. Cazuza não viu, mas se cumpriu. A “cara” do Brasil, não é o futebol, o carnaval, as mulatas e bambas e sim, o seu povo consciente de seus Direitos e Deveres de cidadãos e cidadãs. O espelho pelo qual o Brasil se enxerga é a rua. São nas ruas, nas praças e nos pátios que se verificam a verdadeira identidade do Brasil – o movimento estudantil – “as caras pintadas”. Esta é a real imagem da aquarela brasileira. É o Estado, a Nação e o povo se fundindo num só.  É a “cara” do Leviatã de T. Robbes, Séc. XVI, passando por uma cirurgia plástica e mais domesticada. É uma síntese de sociedade. É a concretização mútua “dos fins objetivos (Estado) e dos fins subjetivos (fins individuais). Assim almejou Caetano Veloso: “E eu não tenho Pátria; eu tenho mádria; eu quero frátria”. O dia 13 de Junho de 2013, já é histórico no calendário Pátrio, o “Dia da Inconformação”. Passados 20 anos em que o movimento estudantil – “as caras pintadas”, destronaram o ex-presidente Collor de Melo – o impeachment, voltaram de uma vez por toda, com atitude cívica, ordeira e apolítica, quando o mundo inteiro olha para o Brasil – Copa das Confederações – para que o Brasil, fosse visto em sua plenitude, por dentro e por fora, sem a maquiagem. -“O que é, exatamente por ser tal como é, não vai ficar tal como está” (Brecht). Os efeitos dos maiores protestos de rua da história do país, que começaram com a redução em massa das tarifas de transporte, tomaram de assalto o Congresso. Com votações em série e em madrugada adentro, Câmara e Senado desengavetaram projetos diretamente relacionados com as demandas dos manifestantes e que tramitavam há anos.  A PEC/37 foi derrubada. As tarifas de transporte foram reduzidas. Foi aprovado como crime hediondo, o crime de corrupção com a elevação da pena. A pauta está longe de esvaziar-se. Hedionda é a descompostura das excelências que agora correm para tentar zerar o passivo acumulado durante décadas. É preciso manter-nos prontos, disponíveis e dispostos ao clamor das ruas. Repudia-se, entretanto, os excessos, em dissonância com as reivindicações e na contramão dos objetivos colimados. É tempo de arrojo nacionalista, bem ao tom da Canção do Soldado: “Nós somos da Pátria amada fiéis soldados por ela amados…em nosso valor se encerra toda a esperança que o povo alcança…amor febril pelo Brasil no coração nosso que passe…”. O Brasil dos brasileiros tem cara sim, senhor! Quer moralização nos serviços públicos: na educação, na saúde, na segurança, na habitação, na transparência das verbas públicas e sua destinação, quer ética permeando as Instituições sejam elas públicas ou privadas, quer combate e intolerância zero com os corruptos e corruptores, quer atuação isenta do Estado nos desmandos de líderes religiosos de todos os seguimentos, para que, assaltos, saques e desvios dos dízimos e ofertas dos fiéis, como os de R$ 30 milhões por exemplo, não tenha a conotação de “traição por 30 moedas”, quer ser ouvida em plebiscito e referendum, quer celeridade em anos de pasmaceira de processos emperrados. E para o nosso próprio espanto e indignação, notemos alguns números em torno destes “seres”, pelo fato, deste caótico “modu operandi” governamental. O Brasil tem um Produto Interno Bruto estimado em R$ 4.14 trilhões. Sabe-se que a corrupção é estimada em até 2,4% do PIB. Portanto, uns R$ 100 bilhões. Estimativas mais modestas apontam para R$ 70 bilhões/ano. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) relata que 2.918 ações e procedimentos relativos à corrupção, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa prescreveram por falta de julgamento em 2012. Ou seja, em quase 3 mil casos os responsáveis escaparam por falta de julgamento. Por outro lado, em 1.637 ações na justiça, 205 terminaram em condenação. Ainda a justiça e a corrupção: Tornaram-se em ações 1.763 denúncias contra acusados de corrupção e lavagem de dinheiro e 3.742 procedimentos judiciais relacionados à prática de improbidade administrativa. No final do ano tramitavam 25.799 ações sobre corrupção, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. Os réus nessas ações são centenas de milhares de brasileiros. Se não prescrever, deverão ser julgados. Veja ainda este histórico pretérito de corrupção: Nos idos do governo Collor, estimava-se que as operações comandadas por Paulo Cesar Farias, subtraíram mais ou menos R$ 1 bilhão. No rastro, a Polícia Federal, indiciou mais de 400 empresas e 110 grandes empresários. Só um grande personagem foi condenado. Qual? O finado Paulo Cesar Farias. Tudo mais prescreveu. Ou seja, o dinheiro do povo foi levado. De volta à justiça, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), rastreou e mostrou: entre os anos 2000 a 2010, as movimentações financeiras atípicas nos tribunais somaram R$ 855 milhões. Por esses e outros tantos motivos, estava certo o Cazuza, em nos advertir a que mostremos a Cara, a cara da nação. A cara do povo brasileiro esculpida de dignidade, de luta e de esperança. O Brasil que está sendo refeito será a cara dos brasileiros?

Afinal, o Brasil, que CARA terá? Que seja a minha e a sua!

Brasil é o homem que tem sede ou que vive na seca do sertão?

Ou será que o Brasil dos dois é o mesmo que vai, é o mesmo que vem na contramão?

Brasil é o que tem talher de prata ou aquele que só come com a mão?

Ou será que o Brasil é o que não come; Brasil gordo na contradição?

Brasil que bate tambor de lata ou aquele  que bate carteira na estação?

Brasil é o lixo que consome ou que tem nele o maná da criação?

Brasil é uma foto do Betinho, ou um vídeo da Favela do Complexo da Maré?

Brasil dos trens da alegria de Brasília ou os trens do subúrbio da Central do Brasil?

Qual a Cara da cara da nação?

REV. MARIO RAMOS

REVISITANDO E APRENDENDO PELO MUNDO AFORA

REVISITANDO E APRENDENDO PELO MUNDO AFORA

. Retrospectiva e Prospectiva:

A CAMINHADA PELO MUNDO ii

Deus faz a história: “O homem se agita e Deus o conduz”. (Rev. Mattathias Gomes dos Santos)

+ PERÍODO NEOLÍTICO OU IDADE DA PEDRA POLIDA:

I – DE ABRÃO À MALAQUIAS:

+ Abraão ( 2.100 a 1.925 a.C.) “…Sê tu uma bênção:” (Gn. 12:2); Pai da fé, Abraão é um marco de um povo eleito e da manifestação da graça de Deus. É o rompimento radical com a idolatria em nome da fé, obediência e promessa – Abraão Estadista e Diplomata – Relacionamentos Políticos e estratégicos (Gn.12 a 38);

. Isaque – Jacó – José: Os legítimos representantes da nação eleita ao serviço da revelação de Javé pelo mundo;

 

+ Cativeiro Egípcio: 400 anos (Gn.15:13) ou 430 (Êxd. 12:40; Gl.3:17)  Contradição?

. O Pentateuco Samaritano e a Septuaginta dizem: “no Egito e em Canaã” 430 anos. Ou seja, Moisés e Paulo afirmam: “30 anos em Canaã e 400 anos no Egito”

+ Moisés (1.520 a 1400 a.C.) Representa a Lei. De Igreja Peregrina à Estado (Nação) Êxd. 19:5,6).;

 

+A história do Direito e da Codificação:

-Código de Hamurabi: Escrito pelo Rei Hamurabi em 1700 a.C. Foi encontrado por uma expedição francesa em 1901, na antiga Mesopotâmia – atual Irã;

-Código Mosaico: Moisés recebeu de Deus no Monte Sinai (1520 a1400 a.C.); Leis formados por Mandamentos, Ordens e Proibições – O Decálogo  (Êxd. 20; Js.8:32);

-Código de Manu: Estabeleceu o sistema de castas na sociedade Hindu – Índia no Séc. II a.C.

 

+ O Grande herói, Moisés. A Pedagogia divina ontem e  hoje:

. 40 anos pensando que era alguém;

.40 anos aprendendo que não era ninguém;

.40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém.

 

 +Josué (1360 a 1250 a.C.) Prefigura Cristo – Tomada de Canaã (Js.1:1-8). Josué completa o que Moisés começou! Deus nunca deixa sua obra inacabada;

Moisés – Antecipação:

Moisés atravessou o Mar Vermelho;

Moisés libertou o povo da escravidão;

Moisés deu uma visão de fé;

Moisés falou de uma herança;

Encontramos antecipações em Deuteronômio.

 

Josué – Realização:

Josué atravessou o Rio Jordão;

Josué conduziu o povo à vitória;

Josué os conduziu a uma vida de fé;

Josué os levou à posse da terra prometida;

Encontramos realização no livro de Josué.

+ Período dos Juízes (1360 a 1045 a.C.) Josué – Sansão – Samuel – Governo Teocrático;

+ Reino Unido (1025 a 987 a.C) Saul – Davi – Salomão – 120 anos de Governo;

+ Israel/ Monárquico/Teocrático;

O auge do Império Israelita: prosperidade. Hegemonia Estatal. Construção do 1º Templo. O esplêndido reinado de Salomão (I Re. 1-10).

+ Reino Dividido: No norte, Israel – capital Samaria – 10 tribos , Rei Jeroboão;

No Sul, Judá – Capital Jerusalém – 2 tribos, Rei Roboão (I Re. 11-16);

 

+ Cativeiro Assírio: Reino do Norte em 722 a.C – Rei Oséias, Por Sargão II (2 Re. 17:24;

O profeta Jeremias permanece em Jerusalém em sua missão profética, entre os bolsões de resistência e vai ao Egito;

O povo é levado cativo. É Imposto nova língua, religião e costumes; Assírios tomam posse dos vassalos em Samaria;

 

+ Cativeiro Babilônico: Reino do Sul, em 605 a.C.) Por Nabucodonozor, foram 70 anos. O povo é levado cativo (Daniel, Ezequiel…mas o povo tem a liberdade de culto e de sua religião e do seu Deus) Leia sobre o Zelo de Deus, Jeremias Cap. 52;

 

+ Período Medo-Persa (533 a 519 a.C.) Por Ciro – Assuero – Artaxerxes – Ester – Repatriamento dos Judeus à palestina e reconstrução dos muros, cidade e do 2º Templo (Governador Zorobabel, Esdras, Neemias, Zacarias e Malaquias); Deus usa a quem Ele quer, como e onde quer (Esdras 1:2-3); Veja como Deus Faz a história e manifesta o Seu poder e glória – Daniel Cap. 7;

 

+ Greco Macedônio (333 a 167 a.C.) – Tempo da dominação macedônica no mundo. . . . Alexandre, o Grande e seus 35 mil homens – os guerreiros; Leia Daniel Cap. 7;

. Divisão do Império de Alexandre: Ainda em vida, Alexandre predisse que seus amigos lhe fariam “cruento Funeral”. Cumpriu-se o vaticínio.

Seus três generais assumiram a partilha do império dividido: Ptolomeu no Egito; Antíoco na Ásia e Selêuco na Babilônia;

 

+ Profeta Malaquias (450-400 a.C.) Malaquias quer dizer: “meu mensageiro”.

. Contexto histórico, sociológico, político, econômico e religioso:

a)      Passados 100 anos desde o retorno dos Judeus à Palestina;

b)      A cidade de Jerusalém, muros e templo já haviam construídos;

c)      A fé e o entusiasmo inicial já desapareceram;

d)      Neemias lidera um período de reavivamento religioso (Ne. 10:28-39);

e)      Transformaram a obediência à lei em algo mecânico e rotineiro (Ml.1:6-11);

f)       Tornaram relapsos na adoração: Sacerdote e povo (Ml.1:7);

g)      Foram negligentes quanto à entrega dos dízimos de Javé (Ml.3:8,10);

h)      Jeová se revela insatisfeito como Seu povo (Ml. 2:1-3);

i)        O Senhor faz promessas ao Seu povo (Ml. 3:1-6).

 

+ PERÍODO INTER-BÍBLICO – 400 Anos de Silêncio Desesperador:

A “folha branca” de sua Bíblia representa 400 anos de silêncio desesperador e negro, entre o Velho Testamento (Malaquias) e o Novo Testamento (Mateus).

Nesses 400 anos de silêncio desesperador, o Senhor deixou que os esforços dos homens, na solução dos problemas espirituais falhassem; que a filosofia se esboroasse; que o poder material enfadasse as almas; que a imoralidade religiosa desiludisse a todos, mesmo os corações mais ímpios; que a corrupção campeasse, atingisse as raias da depravação, mostrando assim ao homem a inutilidade de tais sistemas e instituições.

 

+ Os Macabeus – A luta sangrenta dos Judeus por defenderem a religião de Javé;

. Os Sofistas ou pré-Socráticos (481 a 420 a.C): Religião e Mito – emoção, medo e Politeísmo; A Finalidade: Tentativa de explicar os fenômenos do ponto de vista divinas. A idéia dos deuses semelhantes as dos homens. Idéias fantasiosas ou lendárias. (Protágoras, Górgias, Isócrates, Anaxágoras, Anaximandro, Anaximenos, Demócrito, Heráclito, Permênides, Pitágoras e outros; (Em tese, tratam-se de educadores que ganhavam para ensinar a juventude o caminho da virtude ao serviço da Pólis (cidade/Estado);

.  Os Filósofos: Teles de Mileto, Sócrates, Platão, Aristóteles, (Estóicos e Epicureus em Atos Cap. 17:18);

. A questão filosófica é: Quem é o homem? O que eu posso conhecer? O que eu devo esperar? Como eu devo agir na sociedade?

 

+ Predominância Macabéia: Em defesa do Estado e da Religião de Javé – Monoteísmo:

– Revolta de Matias em 167 a.C.

– Judas Macabeu, em166-161 a.C.

– Dedicação do Templo em 165 a.C.

– Jônatas em 165-143 a. C.

– Simão 143-135 a. C.

– João Hircano I, 135-106 a.C. e morre – neto de Matatias

– Aristóbulo “Rei”, 106 a.C.

– Alexandre Janeu, 105-78 a.C.

– Alexandra 78-69 – Farisaismo florescente

– Hircano II e Aristóbulo II, dividem o poder 69 a.C.

– Herodes I, o Grande, (73 – 4 a.C.) edomita de Esaú, Judeu romano – Colossais projeto de construção em Jerusalém e no mundo antigo e a matança de crianças abaixo de 02 anos de idade, sendo o alvo, o menino Jesus (Mat. 2:16-18);

– Herodes I, morre e divide o reino a dois filhos: Herodes Arquelau (Judéia e Samaria) e       Herodes Antipas (Galiléia e Peréia);

– Pompeu recebe a Palestina 63 a.C.

– Nascimento do Salvador Jesus Cristo 04 a.C.

 

+ Platão e a Justiça Metafísica: Meta(lem), física (lei)= além da lei; Ou seja, a Justiça platônica só é possível em outro plano (divino) e não neste mundo dos homens;

+  Aristóteles e a Justiça Ética: centrada na virtude humana.

+  Os Estóicos: (100 a.C.) Promoveram a transição entre os helênicos e o cristianismo (Atos 17).

 

II – ROMA E O CRISTIANISMO – IDADE ANTIGA;

– O Império Romano: O 4º animal da visão de Daniel do Cap. 7- Cumprimento:

Conquistas Romanas – Os Romanos conquistaram o ocidente e voltaram depois suas vistas para o Oriente. Apoderaram-se da Grécia, Síria, Palestina e outros Países. Tornaram-se senhores do mundo. Quando Matatias, o progenitor dos Macabeus, começou a lutar em defesa da religião de Javé e independência de seu país, os romanos eram fracos: agora, porém, eram os dominadores do mundo.

. Israel – Colônia Romana (Árabes e Judeus em convivência pacífica – At.2: 8-11;

. Morte Expiatória e Ressurreição de Jesus em Jerusalém – I Co. 15:1-5;

. Formação da Igreja Primitiva sob com os Apóstolos – Atos 1:8 e 2:1-8;

. Missão apostólica dentro de Jerusalém por 30 anos depois da ascensão de Cristo;

. A primeira DISPERSÃO dos Judeus, o Evangelho além das fronteiras – At. 1:8;

. Conversão de Saulo de Tarso e a expansão missionária com Paulo – At. 9:15;

. A segunda DISPERSÃO dos Judeus e a destruição do Templo por Tito -70 d.C. – Mat. 24:1-2;

.A terceira DISPERSÃO dos Judeus e Jerusalém arrasada pelo Imperador Adriano – 135 d.C;

. A Palestina pára os palestinos, árabes que permaneceram na terra santa (Jerusalém) e outros povos;

. A Palestina é integrada ao Império Muçulmano – “Profeta “Maomé – (634-720);

 

+ O Império Turco Otomano: (1299 – 1922);

. Extensão territorial: Norte da África, Sudeste Europeu e Oriente médio;

.Tolerância às tradições e a religião dos vassalos;

. Declínio do Império Turco Otomano (1917);

. O Colonialismo Europeu – A Ocidentalização dos Séc. XV a XIX;

. O Sionismo Político – retorno dos Judeus à Palestina – Sião;

 

+ Revoltas Israelenses/Árabes – As Intifadas sucessivas e posse da terra Prometida. A instalação de conflitos sem fim, uma Missão Messiânica no porvir – Ap. 19:11-21;

. Israel Estado Moderno – 1948 pela ONU – Conflitos sem fim por território sem limites. O nome “Palestina” significa “terra de ninguém”.

. Palestinos: Estado Observador e não Membro pela ONU 30/11/2012;

 

+ O PRIMEIRO TRIUNVIRATO – Monarquia Romana – A Pax romana:

Os triúnviros dividiram ente si as províncias da República Romana. Júlio Cesar com a Gálias; Pompeu, com Espanha e África; e Crasso, com o Oriente.

. Roma é tida como síntese da sociedade antiga, representando um ELO de ligação entre o mundo antigo e o moderno;

. Roma foi fundada em (753 a.C.) – Quando a Pena era utilizada com aquele caráter SACRAL- do Rei e do Sacerdote – Chamado de Direito Canônico que perdurou até a idade Média em 1453 d.C.;

. Na Roma monárquica, à organização jurídica prevaleceu o Direito Consuetudinário – rígido e formalista;

 

+ A Lei das XII Tábuas: (400 a.C.) o primeiro Código romano escrito – fruto da luta entre os Patrícios e Plebeus;

Com a Lei das XII Tábuas inicia-se o período dos diplomas legais – limitação à vingança privada, adotando a Lei do Talião.

+ Principais Imperadores Romanos: A dinastia dos Cesar.

. Otávio Augusto (27 – 14 a.C.);

. Tibério (14 a.C. a 37 d.C.) – Durante o ministério do Senhor Jesus Cristo;

. Calígula (37 -41);  Cláudio (41 – 54); Nero (54 – 68); Vespasiano (60 – 79);

Domiciano (81- 96 ) – Apóstolo João exilado na Ilha de Pátmos (Ap. 1:9);

 

III – IGREJA E ESTADO/IMPÉRIO: IDADE MÉDIA – A ciência Medieval;

Com a queda do Império Romano no (séc. V), a religião surge lentamente como elemento agregador dos inúmeros reinos bárbaros formados após as sucessivas invasões; seus chefes convertidos ao cristianismo e a igreja se transforma em soberana  e absoluta da vida espiritual do mundo Ocidental. “Crer para compreender, e compreender para crer”.

 

+A Filosofia Patrística: Principais preocupações são as relações entre á fé e ciência, a natureza de Deus, da alma, da vida moral. É retomada a filosofia platônica por necessidade de uma ética rigorosa, da abdicação do mundo, do controle racional das paixões e a predileção pelo supra-sensível. Representantes: Clemente de Alexandria, Orígenes e Tertuliano;

. Santo Agostinho (354-430), a principal figura, da retomada da filosofia platônica, de quem João Calvino vai se espelhar no (Séc. XVI), na qualidade de reformador em Genebra e demais países Baixos;

 

+A Filosofia Escolástica: A escolástica é a especulação filosófico-teológica que se desenvolve do Século IX até o Renascimento. A retomada o pensamento aristotélico traz de novo a física qualitativa e a astronomia geocêntrica;

.Decadência da Escolástica: No Séc. XIV, sofreu um processo de autoritarismo de nefastas influências no pensamento filosófico e científico. Posturas dogmáticas, contrárias à reflexão. Cria-se o tribunal do Santo Ofício – Inquisição;

. O Papa Leão III nomeia Carlos Mágno, Imperador do Ocidente (768-814) e expande o reino Franco;

 

.São Tomás de Aquino: A maior figura representativa da Escolástica no (Séc. XIII – 1225) – Baixa Idade Média – Invasão de Constantinopla – e Império Otomano Turco;

.Para São Tomás de Aquino a Teologia é a ciência mãe de todas as ciências;

.São Tomás de Aquino trabalha por devolver à Igreja de Roma o poder político;

.São Tomás de Aquino desenvolve os princípios filosóficos de Aristóteles.  O mal é em aparência e não em essência.

 

IV – MEDIEVAL/MODERNO– A era dos Contratos (Séc. XV).

.A transição do mundo Medieval ao mundo moderno. Nicolau Maquiavel, separa o que é próprio da religião e da política – Estado Laico ou laicidade do estado (Estado não se intromete nas coisas da Igreja e esta, na do Estado).

.Contratualistas: T. Robbes, John Locke e Jean François Rousseau.

 

 V – REFORMA PROTESTANTE – IDADE MODERNA (31/10/1517):

a)      Os pré-reformadores:

. John Tauler (1300 -1361), Alemão – enfrentou o Papa XXII;

. John Wiclif (1320 – 1384) Teve suas 18 Teses condenadas pelo Papa Gregório XI;

. John Huss (1373 -1415), Reformista na Boêmia;

. William Tyndale (1494 – 1536), Inglês

.Movimentos: Os Valdenses e os Albigenses, vítimas da Inquisição;

 

 

b)      Reformadores em 31/10/1517:

. Martin Lutero (1483 – 1546), Teólogo cristão Alemão;

. Influência: Protestantismo na Alemanha;

. As 95 Teses em 1517;

 

. João Calvino (1509 – 1564), teólogo cristão, francês, filósofo pré-cartesiano e       advogado;

.Influência Calvinista: Protestantismo na Suíça, Países Baixos, África do Sul, Inglaterra, Escócia e Estados Unidos.

. Obra Principal: As Institutas – Tratado da Religião.

 

C) Contra Reforma da Igreja Católica – Medidas Repressivas: Foi um movimento que surgiu no seio da Igreja como resposta a Reforma Protestante;

. Concílio de Trento 1545 – Resposta hostil, Cruel e Cruento;

.Instituição do Index dos livros proibidos: alienação e manipulação;

. Massacre da noite de São Bartolomeu (24/08/1572) mais de 70 mil huguenotes –presbiterianos foram mortos na França;

. Retomada do Tribunal do Santo Ofício – A Inquisição pela Europa:

. Inquisição Medieval (1184);

. Inquisição Portuguesa (1536);

. Inquisição Espanhola (1478);

. Inquisição Romana “Congregação as Sacra Romana (1542); transformou-se em;

. Sacra Congregação do Santo Ofício – Papa Pio X (1908); Transformou-se em; e,

. Congregação Para Doutrina da Fé – Papa Paulo VI (1965). Em vigor no Vaticano.

 

. A Renascença Italiana ou Renascimento (Séc. XIV a XVI) A transição da Idade Média à Idade moderna – grandes transformações e cultura na Europa;

. O Iluminismo ou Esclarecimento: Movimento cultural europeu, cujo epicentro foi à França e destacam-se: Voltaire (1694-1778); Montesquieu (1689 – 1775) e D. Diderot (1713-1784);

 

+ A Revolução Científica do Séc. XVII – “O silêncio desses espaços infinitos me apavora” (Pascal);

.Racionalismo: O poder exclusivo da razão de discernir, distinguir e comparar;

.Antropocentrismo: O homem moderno coloca a sim próprio no centro dos interesses e decisões;

.Saber Ativo: Em oposição ao saber contemplativo, o saber ativo com base na realidade observada e submetida a experimentações – (Galileu, Kepler e Newton);

 

+ A Física na Idade Moderna: “O que é, exatamente por ser tal como é, não vai ficar tal como está.” (Brecht)

. Galileu Galilei (1564-1642), italiano, astrônomo, físico – Uma vida marcada por perseguição política e religiosa por defender a substituição do modelo aristotélico e ptolomaico do mundo (geocentrismo) pelo modelo corpenicano (heliocentrismo);

.Teoria heliocentrismo: Nicolau Copérnico e os Monges Copistas (1514);

.Galileu Galilei defende a tesa sendo condenado pelo Tribunal do Santo Ofício;

+O DEUS QUE INTERVÉM: Josué orou e o sol se deteve e a lua parou? Sim, não importa a ordem dos fatores, Josué e o povo precisavam de tempo, apenas. (Js. 10: 12-15) Josué não tinha conhecimento de “Rotação” e “Translação”. Josué conhecia e bem, o Deus que intervém!

 

+O Absolutismo (Séc. XVI a XVII), na Europa – O poder absoluto dos monarcas;

. Tomas Robbes (588 -1679) O Leviatã – Estado Forte – “No Estado de Natureza, éramos homens; No Contrato/Estado, somos cidadãos”;

. John Locke – Contratualista Pleno – Pai do Liberalismo (1632 -1704);

 

+ Tratado de Westfália (1648), Por fim às guerras, estabelecer o domínio de limite de cada Estado em termo da escolha da religião;

 

+ OS TRÊS PODERES – Charles Louis de Secondat (Montesquieu – 1689-1755), Filósofo, escritor francês em sua obra – “O Espírito das Leis” dividiu os Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário – descentralizando o poder de uma só mão.

 

+ Método Científico da Idade Moderna Séc. XVII – As teorias: A memória (história), a razão (filosofia e ciência) e a imaginação (poesia);  “À natureza não se vence, senão quando se lhe obedece.” – (Francis Bacon);

 

+ Problema do Conhecimento – Racionalismo e empirismo – Séc. XVII – (René Descartes 1596-1650), Filósofo, físico e matemático francês;

 

+ As Ciências após o Séc. XVII –  Desenvolvimentista:

. Newton (1642-1727) – A teoria da gravitação universal;

. Antoine Lavoisier (1743 – 1794) “Emprestou a metodologia da física, tornando a química uma ciência de medidas precisas. Serviu-se do termômetro e do barômetro;

. Jean J. Rousseau (1712 – 1778) – Contratualista Pleno – A Democracia Direta –

“O homem nasce livre e em toda parte se encontra acorrentado.” (Rousseau);

. Gottfriad Leibniz (1646 – 1716) Idealista e absolutista Alemão;

. Benedicti Spinoza (1632 – 1677), Metafísico nacionalista;

.George Berkeley (1685 – 1753) Idealista e ateísta – Ânglo-irlnadês;

. David Hume (1771 – 1776) Empirista e historiador escossês;

. Immanuel Kant (1724 – 1804) Alemão fundador da filosofia crítica;

.Jeremy Bentham (1748 – 1832), Utilitarista Inglês -“Prazer e a dor com a motivação da ação correta”;

 

+ Revolução Industrial do Séc. XVIII- Inglaterra: “Os filósofos não têm feito senão interpretar o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo” (Marx)

. Antes, o trabalho era artesanato e manual;

. Agora, a mecanização do sistema de produção;

.Espírito burguês Industrial, maiores lucros e menores custos;

.Crescimento populacional e o problema da escassez;

.Maior demanda de produtos e mercadorias.

 

+ A Teologia e as Ciências – Séc. XVIII: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.” (Louis Paster)

  Liberalismo, Fundamentalismo e ortodoxia:

. O liberalismo: o iluminismo alemão pai do liberalismo teológico – Uma nova abordagem da Escritura em sua interpretação sob a perspectiva científica;

.A Bíblia é considerada um livro religioso comum;

.A aplicação de técnicas apuradas retiraria os “mitos” e o aspecto sobrenatural;

.A supressão dos ensinamentos morais práticos à humanidade;

.Otimistas em relação ao progresso científico e pessimistas em relação à Bíblia;

.Expoentes do liberalismo: Schleiermancher (1768-1834), Ritschl (1822-1889) e Harnack (1851-1930), alemães;

 

.O fundamentalismo: Caindo nos Extremos (Mat.15:1-11).

. O crescimento do liberalismo teológico radical no Séc. XX, entre as principais denominações históricas dos Estados Unidos;

. Teólogos conservadores se coligaram para defender a fé cristã ante o liberalismo;

. De 1910 a 1915, nos Seminários e nas Igrejas uma série de Artigos em 12 volumes conhecidos como “Os Fundamentos”- pontos fundamentais da fé cristã;

. O movimento de oposição foi rotulado de “fundamentalistas” – vários calvinistas;

. Os fundamentalistas se associaram ao “dispensacionalismo” teológico;

. O afastamento de questões sociais e procedimentos sectários;

. A conotação de intransigência, intolerância e anti-intelectualismo.

 

. A Ortodoxia Teológica: “É mais fácil dividir um átomo do que quebrar um dogma.”    (Albert Einstein)

. A ortodoxia se distancia tanto do liberalismo quanto do fundamentalismo;

. O ortodoxo não se vê como melhor que os outros, antes ele se vê como um pecador que carece da graça e da misericórdia de Deus;

. O ortodoxo se vê sempre à necessidade de aprendizado no conhecer e viver a verdade;

 

. Confissão e Confessionalidade: “Não se pode amar verdadeiramente, senão em termos da verdade”: (Lloyd-Jones).

. Confessionalidade como o oposto da laicidade ou laico (Séc. XVI);

. Nicolau Maquiavel (1469-1527) – Separa a política do que é própria da Religião;

.  O renascimento cultural: ausência do controle religioso na política, nas artes, na ciência e na educação;

. A Reforma Protestante: A separação entre o Estado e a Igreja;

.Confessionalidade como conjunto de crenças, princípios, símbolos e práticas;

. Confessionalidade cristrocêntrica – A confissão cristã em Cristo como Salvador e Senhor – O Ser humano é Ser confessional (Mat. 16: 13-17);

. Brasil um Estado Laico: desde 1924 – Não existe uma religião oficial no país; O Estado não interfere na Igreja e esta no Estado;

+ O Nascimento das Ciências Humanas: “Eu penso, logo existo” (Descartes)

.François Auguste Comte (1798 – 1857), francês, Filósofo e Sociólogo (Positivista)

. Sigmund Freud (1856 – 1939) Médico austríaco – Pai da Piscanálise;

 

+ A Filosofia e as Ciências: “Ciência sem consciência não é senão a morte da alma”. (Montaigne);

+ A Crítica do Estado Burguês: “O importante não é o que fazem do homem, mas o que ele faz do que fizeram dele.” (Sartre)

.Carl Marx (1818 – 1883) Alemão, cientista, filósofo, economista, revolucionário.

.Luidwig Feuerbach (1804 – 1872) “O homem é aquilo que come” (Feuerbach);

. Max Weber (1864 – 1920) Uns dos pais da Sociologia moderna;

.Êmile Durkheim (1858 – 1917) Uns dos pais da Sociologia moderna;

.Friedrich Nietzsche (1844 – 1900), Uma crítica radical à moral;

.Ivan Pavlov (1849 – 1936), Rússia, médico e fisiologista –Teoria do “reflexo condicionado” – Prêmio Nobel (1904);

.Jean Piaget (1896 – 1980) Suíço, epistemológico, psicólogo, educador e pensador;

(Novas hipóteses sobre a origem da cognição humana: Inteligência e afetividade)

 

+ PÓS MODERNISMO – (Séc. XX) Condição Sócio-cultural e Estética predominam;

François Lyotard (1924 – 1998) e J. Baudrillard (1929 – 2007);

 

+ O MUNDO EM EBOLIÇÃO – A convulsão geopolítica e a globalização:

. 1ª Guerra Mundial: (28/07/1914 a 1918) Questões políticas imperialistas – Guerra centrada na Europa;

. 2ª Guerra Mundial: Modificou a estrutura social mundial – Guerra total: Os aliados e o eixo – mais 70 milhões de mortes;

 

+ Acordos de Bretton Woods (Julho de 1946) Criação do Banco Mundial e do FMI – Fundo Monetário Internacional – “Socorro ao mundo pós-guerra”;

+ONU – Organização das Nações Unidas – 1946: após a 2ª guerra – Fundada em substituição a “liga das nações”, com objetivo de deter as guerras e criar plataforma de diálogo – Necessidade de reformulação estrutural – Brasil postula a condição de membro permanente;

+ Declaração Universal dos Direitos Humanos e do cidadão: (Dez. de 1948):

 

+ BRASIL O PAÍS PROMISSOR: “E eu não tenho Pátria; eu tenho mádria; eu quero é frátria” (Caetano Veloso);

Brasil Colônia: Tentativas de implantação da fé reformada presbiteriana –franceses (1557- Rio de Janeiro) e holandeses (1636 – Pernambuco); suplantados pelo fogo inquisitorial;

Brasil Império: Estabelecimento da Igreja Presbiteriana em solo brasileiro (12/08/1859 – Rio de Janeiro com o Miss. Ashbel Green Simonton) norte americano;

 

+ Primeira Igreja Presbiteriana no Brasil – Catedral Presbiteriana do Rio (12/01/1862 – na Rua do Ouvidor, nº 31 – 2º andar; Hoje na Rua Silva Jardim nº 23 –Praça Tiradentes – Centro;

 

+ Organização Oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil – Foi Publicado no Diário Oficial do Império do Brasil (11/10/1872) – Princesa Leopoldina;

.1º Ministro Evangélico brasileiro: Rev. José Manoel da Conceição (17/12/1865) O ex-Padre, ao serviço do Reino de Deus e da Igreja de Jesus Cristo;

.1º Seminário Teológico da América Latina – Seminário Presbiteriano do Sul- Campinas/SP;

 

+ Brasil República: Estado Novo (Pres. Getúlio Vargas e Vice Café Filho, presbiteriano do Rio Grande do Norte).

.Sistema de governo Parlamentarismo;

.Sistema de governo Presidencialismo;

.Presidente Getúlio Vargas: CSN (Companhia Siderúrgica Nacional-RJ) e a Petrobrás. Hoje, ambas, umas das maiores do mundo.

.Cidadania e Direitos Políticos e Direitos Trabalhistas Consagrados e hoje são 10 (Dez) Direitos trabalhistas que você precisa conhecer;

.A morte de Getúlio Vargas- suicídio;

.Assume a presidência da República: Pres. Café Filho.

 

+ Brasil Militarizado – Governo Militar (1/4/1964 – 15/3/1985) – Se foi um “mal necessário” a sentir, removido esse mal, o pior mal haveria de vir – Eu fiz parte; e ouvi e vi.       (Rev. Mario Ramos);

 

+ Diretas Já: Liberdade e Democracia no Brasil:

. Movimento popular por eleições presidenciais diretas entre 1983/1984;

.1º Presidente Civil – José Sarney, após 21 anos de Regime Militar – José Sarney, o qual fora o vice na chapa de Tancredo Neves, que faleceu logo após a eleição;

 

+ ECO/92- RIO/92: (3 a 14 de Junho) – “À natureza não se vence, senão quando se lhe obedece.” (Francis Bacon)

. Desenvolvimento sustentável.

.A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento;

. Mais de 100 (cem) chefes de Estados buscam meios de desenvolvimento socioeconômico com a conservação e preservação dos ecos-sistema da terra;

.Reconheceu a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem em direção do desenvolvimento sustentável;

. Principal documento produzido: Agenda 21;

 

+ A RIO + 20 – (13 a 22 de Junho): Com o objetivo de discutir sobre a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável.

 

+ Celebrando Deus Com o Planeta Terra: Na Eco/92, Foi uma manifestação do povo de Deus, cerca de 960 mil evangélicos, na Cinelândia/RJ, em prol do Planeta terra, com caminhada, concentração e culto ao ar livre: Preletores: Rev. Caio Fábio, Pr. Geziel Gomes e Pr. Nilson do A. Fanini. Tive o privilégio de participar da Comissão de Organização do Evento.

 

.35º Presidente da República Federativa do Brasil – Pres. Luis Inácio Lula da Silva (1/1/2003 -2011);

. O Presidente mais popular do Brasil e no período do mandato, do mundo;

.Co-fundador e Presidente de honra do seu partido – o PT;

. Fome Zero e Bolsa Família – a marca de seu governo;

.Consolidou o Real, como moeda, e lhe deu um “espírito renovado”;

.Resgatou a dignidade dos brasileiros perante o mundo como nação e Estado Soberano (Interferência internacional – FMI);

.Destaque nas relações internacionais: Programa Nuclear do Irã e Aquecimento global;

. Foi considerado pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2010;

. Teve o prestígio de eleger a sua candidata a sucessão da presidência – Dilma;

.Deixou o governo com a maior popularidade entre todos, com a fama de ter sido o melhor presidente do Brasil;

. Constituição Federal (1988);

.Reformulação dos Códigos (2002);

.Amadurece a Democracia na Educação;

.A Consolidação do Evangelho Pátrio;

.Estabilidade Econômica;

.Democratização do Ensino Superior e Tecnológico (Enem, Pro-Uni, APEC/415/05-Fundeb, Aprovação da Lei nº 10.832/03 – Salário-Educação, Fies – Financiamento Estudantil etc.);

.Descobertas e progressos: O Pré-sal;

. Incremento na geração de empregos;

.Credibilidade no cenário internacional;

.Energia: New York Times cita Brasil como exemplo de auto-suficiência.

 

+ Prospectivas Globais: “Muito pode, por sua eficácia, a oração do justo.” (Tg. 5:16c)

O MUNDO EM XEQUE!

 

>< A minha posição pessoal sobre idéias e ideais:

1 – Fim do Estado Laico e a Retenção à Escalada do Mal: Foi aprovada no dia 27/03/2013, pelo Congresso nacional e a Casa do Senado e Promulgado pelo Presidente da República a PEC, 99/11, que acrescentou ao Art. 103 da Constituição Federal o Inciso “X”, a capacidade postulatória das Associações Religiosas, para propor à ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis aos atos normativos, perante a Constituição Federal.

-Autores incluídos:

.CNBB – Confederação Nacional dos Bispos do Brasil;

. CBB – Convenção Batista Brasileira;

. SC/IPB – Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil;

2 – Unificação de todas as Igrejas Presbiterianas no Brasil;

3 –  Ordenação do sexo feminino ao diaconato, presbiterato e Pastorado;

3 –  Ecumenismo entre todas às Igrejas evangélicas históricas;

4 – Desestatização Total do Sistema Prisional – Privatização;

5 – Reconhecimento do Estado Palestino, sendo a Jerusalém Oriental, uma Zona  Neutra, Patrimônio Histórico Internacional, administrado por Israel (O Muro das Lamentações e o futuro 3º Templo). E a área ampla ocupada pelo (Domo da Rocha – Mesquita muçulmana) administração pelos palestinos. E Jerusalém Ocidental, como capital do estado palestino;

5- Concessão da Amazônia Legal – excetuando o mineral água doce;

6 – Novo Modelo Ideológico: A Solidariedade. Esta falta ameaça a Democracia;

7 – Imigração moderna no Séc. XXI, no Brasil – somente a trabalho e de caráter temporário;

8 – Investimento na Educação: De 1,5% do PIB e por Estado de 35 % e mais recursos dos royalties do pré-sal, no setor educacional, a todos os Estados da Federação;

9 – Questões Relacionadas às minorias (CDHM) – exige firmeza doutrinária e um teologia moral;

10 – Necessidade de afirmação cristocêntrico num mundo de escassez;

11 – Fim da era do capitalismo: Tese, Síntese e Antítese Hegeliana – uma nova ordem mundial em marcha;

12 – Desativação em 50% das Usinas Nucleares, por país, num período de 10 anos e fim deste tipo de energia – processo de envelhecimento dos reatores;

13 – Quebra do monopólio de Satélites nas mãos americanas: Immasart e Intelsart;

14 –  Internet: revolução e transformação – um futuro breve de crise institucional, empresas, família, emprego (afastamento e isolamento das pessoas). O mundo real passou a tédio diante do mundo virtual;

15 – Ciência, tecnologia, inovação e recursos hídricos: água um recurso estratégico em exportação. O Brasil detém 17% da água doce do planeta. A água engarrafada em três décadas alcança a taxa anual média de 7% num mercado que já movimenta entre US$ 25 a US$ 35 bilhões, anualmente.

 

 

 

“…de uma classe que já disse tudo que tinha de dizer pela boca da história.”

(Paulo Leminski, Museu do Olho – Curitiba/PR)

 

 

Curitiba-PR, 05 de Maio de 2013.

 

 

Rev. Mário Ramos

Pastor Presbiteriano do Brasil

revmario@ig.com.br

(41) 9168-7422//9735-3008

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA – DEZ/2012 – PPIG

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA –  DEZ/2012 – PPIG

. Relatório da Secretaria de Educação Religiosa. Senhores Conciliares, Graça e Paz!

Agradecemos o Concílio pela nomeação do nosso nome à frente da Secretaria de Educação Religiosa do PPIG, no exercício de 2012. Tivemos o tempo todo o profundo desejo de uma boa, oportuna e necessária contribuição na esfera do singular ministério da Educação Religiosa nas igrejas deste Concílio, através da Escola Bíblica Dominical. Estamos conscientes de que a Fé, a Razão e o conhecimento a partir da Reforma Protestante, foram postulados como sendo o caminho mais seguro e legítimo no tocante a vida da igreja, às concepções doutrinárias, às formulações conceituais sobre a natureza, a educação, a economia, a cidadania, a família, a moral, a ética, a ciência, a política e ao universo.  Tivemos, entretanto, dificuldades mil, em face o engajamento na obra de Reforma e Ampliação do templo de nossa igreja, quando quase todo o 1º Semestre nos ocupou. Chegamos formalizar convite a alguns Superintendentes, na pretensão de um primeiro balão de ensaio, com o objetivo de conhecer como estão funcionando atualmente as suas respectivas Escolas entre os pontos “fracos” e “fortes”, perfis dos alunos, professores, material pedagógico utilizado, material de apoio disponibilizado, tamanho dessas Escolas, reais necessidades e seus objetivos. Tínhamos o interesse a partir deste encontro em estabelecer um FORUM, para debater sobre o conteúdo, atualização e sua relevância para o nosso presente tempo, ensejando novas propostas temáticas e encaminhando aos Conselhos jurisdicionados deste Presbitério, para sob a sua grei o julgar da conveniência ou não. Portanto, nada sendo realizado no período eclesiástico, servimo-nos ainda, desta Secretaria, para encaminhar ao PPIG, uma singela PROPOSTA QUANTO A FORMA E O CONTEÚDO, das Escolas Bíblicas Dominical na circunscrição deste Concílio. À proposta, caberá com certeza emendas, adições e supressões até mesmo para melhor se adaptar à realidade de cada Escola.  Desejamos ardentemente  que o Espírito de Deus permeie corações e mentes de professores e alunos, ao bom gosto do Cântico Sacro, nº 354 – A ESCOLA DOMINICAL, em sua primeira estrofe quando diz:  “Dominical é a grande a antiga Escola em que se estuda o Livro do Senhor; a vida aqui se exalta, se acrisola, e alcança em Cristo seu real valor. É na esperança da bênção do nosso Pai Eterno e pela valorização deste Patrimônio do Povo de Deus – A Escola Bíblica Dominical, que propomos, no espírito da lei do Art. 15, alínea “c” do Regimento Interno do Presbitério – CI/IPB.

São José dos Pinhais/PR, 12 de Dezembro de 2012.

Rev. Mario Ramos

Secretário de Educação Religiosa

REESTRUTURAÇÃO DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

Com fulcro no Art. 70 alínea “c” e Art. 83 alínea “h” da CI/IPB, um NOVO PROGRAMA DA ESCOLA DOMINICAL, a ser implantado no 2º Trimestre (Abril/Junho) de 2013, nas Igrejas jurisdicionadas deste Concílio. Salientamos que nesta fase de implantação, necessitamos do engajamento de todos os membros, para superar as dificuldades que se interponham, adaptando-nos a uma nova dinâmica, que inclui aprimoramento de CONTEÚDO (questões atuais e globalizadas na vida brasileira) e de FORMA na Educação Cristã. É no cumprimento dessa missão da Igreja que Ensina, valoriza e prioriza a obra de educação cristã através Escola Bíblica Dominical que há séculos realiza, que apresentamos.

A Escola Bíblica Dominical, em nosso Concílio, há de ser uma referência pela sua organização, participação e qualidade na educação. Para tanto, será constituído um Conselho de Ensino, coordenado pela Secretaria de Educação Religiosa.

 

Devemos lembrar que a Escola Dominical não é uma parte da igreja. É a própria igreja ministrando ensino bíblico metódico. É a igreja ministrando a si mesma. Enquanto as igrejas históricas estão repensando a EDB, as igrejas pentecostais começaram ainda que tardio, a pensar na relevância do ensino bíblico sistemático de algumas décadas para cá. (A CPAD através do Setor de Educação Cristã e especificamente do CAPED vem realizando um excelente trabalho de conscientização nesta área). Há algumas décadas atrás, na maioria de nossas igrejas, era comum o número de matriculados na EDB ser superior ao número de membros da igreja. O que está acontecendo com a Escola Bíblica Dominical? O que as Estatísticas e os Relatórios dos Conselhos das Igrejas têm a nos mostrar nesta 6ª Reunião Ordinária? Será que tais indicativos servirão, finalmente, para despertar a nossa atenção e nos levar ao comprometimento de uma ação em conjunto? Sinceramente, não podemos e não devemos voltar aos nossos respectivos “Campos” sem que haja uma decisão favorável a Escola Bíblica Dominical.

 

 

“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça. A fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (II TM. 3: 16-17).

 

 

PROGRAMA DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

ÍNDICE

I – Introdução:………………………………………………………………………………………..04

II – Fundamentos Gerais…………………………………………………………………………..04

a-      Período Pré-Natal

b-      Primeira Infância (os primeiros dois anos de idade)

c-      Pré-Escola (2 a 5 anos)

d-      Segunda Infância (6 aos 12 anos)

e-      Adolescência (12 aos 17 anos)

f-       A Idade Adulta (a partir dos 18 anos)

III – Perspectivas de Mudanças………………………………………………………………….23

IV – Classificação Por Desenvolvimento………………………………………………………26

V – Objetivo da Escola Bíblica Dominical…………………………………………………….26

VI – Abordagem Temática à Atualização de Professores……………………………….27

VII – Conteúdos: Temas e Lições do Trimestre……………………………………………..28

VIII – Quadro de Acesso……………………………………………………………………………..30

IX – Distribuição de Salas……………………………………………………………………………30

X – Plano de Lição……………………………………………………………………………………..30

XI – Ensinando e Evangelizando Através da Escola B. Dominical………………………31

XII – Conselho de Ensino………………………………………………………………………………32

XIII – Dinâmica da Escola Bíblica Dominical…………………………………………………..32

XIV – Organograma da Escola Bíblica Dominical……………………………………………33

 

 

 

 

 

 

 

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

FUNDAMENTOS E OBJETIVOS

 

I – INTRODUÇÃO

 A EDUCAÇÃO CRISTÃ é uma das dimensões fundamentais do magistério da igreja de Cristo. No processo de Educação Cristã, insere-se de modo proeminente a ESCOLA B. DOMINICAL, comprovadamente um dos recursos mais eficientes no preparo dos discípulos do Senhor Jesus Cristo.

Sua eficiência independe de fatores externos: uma boa Escola Dominical pode ser dada à sombra de uma árvore, quanto mais na sala bem equipada. Pode ser ministrada tanto por uma pessoa de instrução elementar como por uma pessoa de alto nível intelectual. A chave do ensino bíblico está contida em declarações de Cristo: “Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus” (Jo. 6:45ª). O Pai ensina: “Todo aquele que é da parte do pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim” (Jo. 6:45b). O Filho ensina: “Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (Jo. 18:37); O Espírito Santo ensina: “ O Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas” (Jo. 14:26).

Logo, a boa Escola Bíblica Dominical é aquela em que o aluno e professores se deixam ministrar pelo Trino Deus. Jesus, o Mestre, usou todos os recursos disponíveis em seu tempo. Nós, pessoas do nosso tempo, devemos usar todos os recursos ao nosso alcance. Entre os recursos do nosso tempo, encontram-se os conhecimentos científicos sobre o ser humano. Várias ciências se conjugam para o melhor conhecimento do homem, entre elas a Psicologia, a Biologia, a Medicina, a Biogenética e a Filosofia.

II – FUNDAMENTOS GERAIS

Para definirmos os objetivos da Escola Bíblica Dominical, devemos fundamentá-las no conhecimento do ser humano ao qual se destinam. Assim, Vimos basear-nos em pesquisas científicas que nos fornecerão as noções gerais de que precisamos. O desenvolvimento do ser humano primeiro no útero e, depois, como um indivíduo em desenvolvimento, compõe o processo em várias etapas: maturação física, desenvolvimento continuo das capacidades perceptivas e formação dos poderes intelectuais. O resultado é o desdobramento de uma personalidade nova e única.

A – PERÍODO PRÉ-NATAL:

Há dois fatores fundamentais na formação do ser humano: a hereditariedade e o ambiente pré-natal.

 

Hereditariedade:

A hereditariedade é a transmissão dos caracteres de um ser vivo aos seus descendentes. É produto dos genes no desenvolvimento de uma pessoa.

Inúmeras características fundamentais, inclusive desvios, são transmitidas       hereditariamente. A Biogenética avança vertiginosamente e já se tem informações de inúmeras intervenções nos genes, o que era impensável até recentemente. A hereditariedade é, pois, responsável pelos caracteres físicos, determinando também, certos fatores da personalidade. No entanto, várias características hereditárias, como o temperamento e a capacidade intelectual podem ser bastante modificadas pelo meio-ambiente e pela experiência humana (o empirismo).

  1. O Ambiente Pré-Natal:

Influências ambientais são decisivas na formação e desenvolvimento do ser humano, destacando-se aí, fundamentalmente, a atitude da gestante. Gestantes bem alimentadas, tranqüilas e afetuosas muito colaboram para a boa formação dos seus bebês.  De igual modo, uma gestante sem a devida orientação, prejudicará irreparavelmente o desenvolvimento sadio do feto. O uso do fumo e a ingestão de substâncias danosas, como o álcool, poderão provocar anomalias tanto físicas quanto mentais. A nicotina, por exemplo, provoca a contração dos vasos sanguíneos na placenta. A tensão materna é prejudicial por aumentar a atividade fetal. Certas doenças contraídas por mulheres grávidas podem atingir o feto. Estudos e pesquisas modernas sobre a formação do ser humano levam em conta os fatores hereditários e os ambientais.

B – PRIMEIRA INFÂNCIA (os dois primeiros anos de vida)

  1. 1.                  Conceitos Gerais:

As crianças seguem, em geral, um padrão comum de desenvolvimento físico, obedecendo, no entanto, a seus próprios ritmos individuais. O bebê aprende a controlar primeiro a cabeça, seguindo-se o controle do tronco, dos membros, dos artelhos e dos dedos. Durante o primeiro ano de vida, os hábitos de sono e de alimentação tornam-se estáveis. O desenvolvimento do bebê depende, em grande parte, da nutrição e da influência ambiental.

  1. 2.                  Desenvolvimento Motor:

A maioria das células cerebrais se forma durante a gestação. À medida que o cérebro amadurece e o córtex cerebral vai se tornando mais capaz de presidir os movimentos, o bebê vai, aos poucos, adquirindo a capacidade de usar as diferentes partes do corpo: o controle da cabeça, a manipulação, o virar-se, o sentar-se, o andar, etc.

 

Desenvolvimento Físico:

A criança se desenvolve fisicamente obedecendo a ritmos diferentes, de acordo      com     a tabela geneticamente determinadas. No entanto, o seu desenvolvimento pode ser melhorado, ou retardado, por fatores tais como: nutrição, circunstâncias ambientais e exercitação especial. Em condições normais não se torna necessário ensinar novas atividades às criancinhas. No entanto, por vezes, um ambiente restrito pode impedi-las de progredir. Verificou-se que os bebês que vivem em ambientes desinteressantes, recebendo apenas cuidados míninos, têm o desenvolvimento retardo, acontecendo o inverso com crianças estimuladas pelo ambiente. Portanto, a capacidade de aprender uma habilidade nova depende de dois fatores, entre outros: a maturidade física e a oportunidade de praticar.

  1. 3.      Desenvolvimento Cognitivo:

Todas as crianças experimentam uma sequência de etapas da aprendizagem, porém a idade varia de individuo para individuo em cada etapa. Há aprendizado quando a criança adquire um comportamento novo ou modifica um comportamento anteriormente adquirido.

  1. 4.      Processos Básicos de Aprendizado:

Destacamos o condicionamento clássico, o condicionamento operante e  aprendizado por intuição.

              i – Condicionamento Clássico:

É uma das formas mais simples e fundamentais de aprendizado. Experiência realizada com um grupo de recém-nascidos provou que este aprendizado,  que se prolonga vida afora, começa na primeira semana de vida. Por exemplo: a resposta inata do roçar do bico ou mamilo sobre os lábios do recém-nascido é ele começar a sugar. Este tipo de resposta condicionada foi pesquisado e estudado pelo sociólogo russo PAVLOV.

               ii – Condicionamento Operante:

Este processo também implica no estabelecimento de uma conexão entre um estimulo e uma resposta. Depende, porém, das conseqüências produzidas pela resposta. Aqui, a resposta é emitida pelo individuo, e não suscitada por um estimulo especifico. O aprendizado operante pode ser reforçado de forma positiva ou negativa. Quando a criança recebe um chocolate por ter comido toda a sua refeição, o chocolate constituirá um reforço positivo se a criança vier a tomar sempre toda a sua refeição. Porém, o serviço será negativo quando a resposta vier depois de um estímulo desagradável. Quando a criança queima o dedinho no fogo, ela retira a mão imediatamente. No futuro ela o retirará ainda mais rapidamente, ou evitará completamente o fogo, que nesse caso, agiu como reforço negativo. O castigo é menos eficaz que o reforço positivo ou negativo.

                iii – Aprendizado Por Imitação:

A criança é propensa a imitar o comportamento das pessoas com quem se identifica e o dos que são importantes para ela ( pais, avós, tios, ou outras pessoas que cuidam dela). Raramente imita o comportamento dos estranhos. Observou também que a criança imita mais facilmente as ações que lhe trazem uma compensação.

  1. 5.      Desenvolvimento da Inteligência

O psicólogo suíço JEAN PIAGET é o autor da teoria mais geralmente aceita sobre como se desenvolve a inteligência na infância. Piaget considera o aprendizado como função da interação entre o nível de maturidade de uma criança e o ambiente em que ela vive. Toda criança passa por uma sequência de estágios no aprendizado e cada estágio é o prosseguimento do anterior. Todas as crianças passam por esses estágios na mesma ordem, variando, porém, de indivíduo para indivíduo, a idade em que tem início cada um deles. Nisto consiste a sua teoria dos estágios cognitivos no processo de aprendizagem. Piaget qualificou os dois primeiros anos de desenvolvimento intelectual de período sensório-motor. Durante esse período a criança é governada sobretudo pelos cinco sentidos e pelo crescente controle as respostas motoras. Antes dos dois anos de idade, as crianças têm uma compreensão muito pequena da linguagem e dos símbolos. Por isso lidam amais com o concreto. O período sensório-motor divide-se em várias etapas. O desenvolvimento mais importante desse período é aquele em que a criança passa a se sentir capaz de resolver mentalmente os problemas.

  1. 6.      Aquisição de Linguagem:

Muito antes de poder usar as palavras, as crianças são capazes de compreender seu significado. Desde a terceira semana de vida, os bebês já distinguem uma voz humana de outros sons. Uma voz tem mais probabilidade de acalmar uma criança do que, por exemplo, uma música. Por volta do terceiro mês, os bebês se sobressaltam ao ouvir uma voz colérica, assim como mostram agrado ao ouvir uma voz carinhosa. Entre os oito e dez anos de vida, ou no começo do segundo, o balbucio que tem início aos três ou quatro meses de idade, é substituído pela fala, em suas primeiras tentativas. As palavras constituem na realidade, sentença de uma só palavra, denominadas holofrases, usadas para designar um pensamento completo. Assim, a palavra “carro” pode significar: “eu quero entrar no carro.”

A imitação constitui uma parte importante no aprendizado da linguagem. Acreditam alguns psicolinguistas que a aquisição da linguagem é resultado da imitação, mas se a criança aprendesse a falar somente por imitação, ela ficaria limitada ao uso das sentenças que ouve, e não é isto o que acontece. As crianças inventam suas próprias frases, inferem as regras gramaticais e as utilizam à sua própria maneira. CHOMSKY sustenta que as crianças crescem dotadas de um aparelho para a aquisição praticamente automática da linguagem. Seus seguidores também acreditam que a criança é dotada de uma predisposição natural, inata para aprender a compreender e a usar a linguagem. A ciência, porém, ainda não deu a última palavra a esse respeito.

  1. Inteligência e Influência Ambientais:

O psicólogo BURTON L. WHITE, baseou seus estudos nas experiências domésticas das crianças, independente do ponto de vista racial, da educação dos pais e das respectivas condições econômicas. Dividindo um grande grupo de crianças em três subgrupos, White concluiu que o desenvolvimento diferenciado das crianças era devido ao ambiente doméstico. Até aos dez meses de idade, não havia diferença entre os bebês dos três grupos. A grande diferença surgiu quando as crianças completaram um ano e meio. A capacidade intelectual e social de algumas crianças eram superiores às de outras, provando que as mães eram as responsáveis, podendo ajudar seus bebês a desenvolver essas habilidades. White descobriu também que o período crucial de desenvolvimento se situa entre os dez e os dezoito meses de idade (1 ano e meio). Ainda de acordo com White, os efeitos produzidos pelo lar são inteiramente irreversíveis. Os dados de White indicam que os pais devem ser orientados, a fim de enriquecerem as experiências da criança. Isto acarretaria um melhor desenvolvimento intelectual dos filhos, bem superior ao produzido pela pré-escola e por outros programas complementares que oferecem às crianças de mais de três anos.

 

  1. 8.                  O Brinquedo:

As descobertas de White e de seus associados indicam que cabe ao brinquedo uma parte muito importante no desenvolvimento intelectual e no da linguagem. Através do brinquedo, as crianças exteriorizam os seus sentimentos, adquirem habilidades, imitam comportamentos, criam laços de sociais, praticam sua linguagem etc. À media que amadurecem, as crianças vão se entregando a diferentes tipos de brinquedos: o brinquedo solitário, o brinquedo paralelo, em que a criança brinca simplesmente ao lado de outra, e o brinquedo associativo, em que há interação.

 

 

 

 

  1. 9.      O Desenvolvimento Social:

Uma criança passa da primeira para a segunda infância, atravessando uma série de estágios. Em cada estágio, a criança precisa resolver um conflito entre seus desejos internos e as exigências externas. Este conflito começa a modelar a sua futura personalidade. Tal como os animais, as pessoas estabelecem laços fortes com os indivíduos que cuidam delas em seus primeiros tempos de vida. Estes laços levam a algum tipo de aprendizado. Chama-se socialização o processo através do qual se ensina a uma criança os tio de comportamento que são, ou não, corretos e aceitáveis em sua sociedade. Em geral, a socialização implica numa disciplina de um tipo qualquer: elogios ou reprimendas. Entre os comportamentos aprendidos através da socialização, lembramos o uso adequado do vaso sanitário, o uso de talheres, o mostrar-se amistoso, o respeitar a propriedade alheia, etc.

 

  1. 10.  Ligações Afetivas:

O primeiro laço social do bebê é, em geral, com a mãe. Este laço estabelece as bases para os futuros relacionamentos com outras pessoas, dando à criança segurança para confiar em si mesma e nas outras novas situações. As pessoas que venham a substituir a mãe poderão cuidar muito bem dos bebês, desde que sejam carinhosas e compreensíveis. A interação contínua entre a criança e a pessoa que cuidar dela tem como resultado um elo afetivo que traz bem-estar emocional à criança.

As crianças apegadas fortemente à mães passam a recear os estranhos aos oito meses, aproximadamente.No entanto, bebês que vivem em instituições não demonstram, em geral, nenhuma angústia diante de desconhecidos.

 

12 – Conclusão:

As pessoas tendem a educar os filhos do mesmo modo pelo qual elas próprias foram educadas, conforme o exemplo de seus pais. Entretanto, em nossos dias, tem-se dado ênfase aos efeitos psicológicos de muitas novas técnicas aplicadas à educação dos filhos. Criemos filhos para Deus e para o “mundo” e nunca para nós mesmos! (Sl. 127).

 

C – PRÉ-ESCOLA (dos dois aos cinco anos de idade)

  1. 1.      Conceitos Gerais:

Nos anos pré-escolares, o crescimento físico torna-se mais lento e o desenvolvimento vai sendo moldado pela consciência que a criança vai adquirindo de si mesma. O desenvolvimento perceptivo prossegue rapidamente e o intervalo de atenção da criança aumenta. Seu processo mental entre no chamado “estágio pré-operacional”, quando a criança aprende a usar símbolos abstratos.  A capacidade de utilização da linguagem aumenta muitíssimo. Pesquisas compravam que a criança precisa de um lar a que estimule ou de um ambiente pré-escolar que a leve a desenvolver suas capacidades de aprendizado.

 

  1. Crescimento Físico:

Entre os dois e três anos de idade, a criança passa da primeira infância para o estágio pré-escolar. Os dois primeiros anos são assinalados pelo rápido crescimento físico. Durante esse período, o desenvolvimento está voltado para a interação da maturidade biológica com a realidade ambiental. Durante os três anos seguintes, haverá uma ênfase no crescimento cognitivo e social. O desenvolvimento será afetado menos pelas forças biológicas e mais pela autoconsciência crescente da criança, pela imagem que ela está começando a receber. O crescimento físico adequado depende, além dos fatores genéticos, de boa saúde, de alimentação adequada e do bem-estar emocional, a percepção diz respeito à organização da informação colhida pelos sentidos: visão, audição, paladar e tato. É importante que os pré-escolares aprendam a fazer distinção entre objetos ou situações, e a classificar os objetos através da generalização de seus traços comuns. Os pré-escolares costumam valorizar uma parte proeminente de um objeto, ignorando o resto. Assim, nos desenhos, os rostos são particularmente grandes e pormenorizados em relação ao corpo, pela importância daqueles que cercam a criança. À medida que amadurecem, as crianças aprendem a reconhecer que um todo é constituído de diferentes partes. Entre os dois e os quatro anos de idade, as crianças começam a avaliar até certo ponto as distâncias e os tamanhos relativos. Com um pouco mais de experiência, elas começam a compreender as relações especiais. A partir do terceiro ano de vida, já percebem corretamente os objetos, independentemente da sua posição. A percepção da criança é influenciada pelo ambiente em que vive e pela linguagem que aprende

 

  1. 3.      Desenvolvimento Cognitivo e Estágio Pré-operacional de Piaget:

O estágio pré-operacional tem inicio quando a criança começa a pensar simbolicamente. Aos dois anos, a criança é capaz de forma a imagem mental de um objeto ou de uma experiência, e até mesmo empregar palavras como símbolos de algumas idéias. Segundo Piaget, o pensamento é um processo de organização de uma nova informação num conjunto de esquema já estabelecido. A criança se adapta às novas experiências, ajustando-as aos conceitos que ela já domina, e acomodando o seu pensamento de forma a incluir as novas informações. A utilização de símbolos capacita a criança a pensar além do presente, a lembrar o passado e a antecipar o que pode acontecer no futuro.

Durante esse estágio a criança passa a se interessar por brinquedos imitadores e também pelos imaginativos. De maneira que o pensamento pré-operacional apresente determinadas características:

.Egocentrismo: a criança leva em conta o seu ponto de vista, a sua lógica e não a dos outros;

.Centralização: é a tendência de focalizar um aspecto do acontecimento, ignorando o todo;

.Irreversibilidade: incapacidade de inverter mentalmente um processo;

.Seriação capacidade de compreender as relações de tamanho, podendo colocar em ordem objetos, segundo as suas dimensões;

.Realismo: é a idéia de que tudo no mundo é real: objetos, pessoas, palavras, idéias, sonhos. Trata-se de um aspecto ilógico do pensamento pré-operacional. A criança aceita o animismo, atribuindo características humanas a objetos inanimados como os brinquedos, com os quais conversa e a que atribui vida.

 

  1. 4.      Desenvolvimento da Linguagem:

A capacidade infantil de formar imagens, assim como o seu grau de percepção estão relacionados com o seu conhecimento da linguagem. Esta pode limitar ou ampliar o que é percebido. A aptidão para a linguagem melhora prodigiosamente durante os anos pré-escolares. As crianças não se limitam apenas a usar um vocabulário muito rico, mas ordenam suas frases de modo correto, embora ainda não possam usar todos os verbos irregulares corretamente.

 

  1. 5.      Influências Sobre o Desenvolvimento Cognitivo:

Os pais desempenham papel fundamental no desenvolvimento cognitivo da criança em seus primeiros anos de vida. A alimentação, o clima emocional e as experiências no lar têm efeito fundamental sobre a inteligência da criança. Atitudes de amor, de elogio, de atenção e de presteza em responder às perguntas estimulam beneficamente a criança. A escola maternal ou a creche, desde que preencham seus requisitos de qualidade, proporcionam excelentes oportunidades para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo do pré-escolar. Q pré-escola desejável deve ser equipada de móveis adequados, brinquedos que estimulam a imaginação, instrumentos musicais, espaço para atividades, físicas, decoração, salas bem ventiladas e bem iluminadas etc.

A pré-escola deve estimular a autonomia, a autoconfiança, o raciocínio, a indagação, a análise. Atenção especial a autonomia, a autoconfiança, o raciocínio, a indagação, a análise. Atenção especial deve ser dada aos relacionados. Há, ainda, fatores complementares que exercem poderosa e múltipla influência nesta fase Pré-Escolar: a TV, o vídeo, os jogos eletrônicos etc.

 

 

  1. 6.      Desenvolvimento de Personalidade:

Alguns de nossos sentimentos e atitudes, tais como a confiança ou a desconfiança em nós mesmos e nos outros, são partes integrantes de nossa personalidade. Em geral, esses sentimentos são modificados apenas temporariamente pelas experiências positivas ou negativas. O temperamento de uma criança já é, pelo menos parcialmente, determinado pela genética, entretanto suas experiências durante a primeira infância com os pais e demais pessoas fornecem-lhe vários tipos de atitudes que poderá empregar no decorrer da vida. Durante os anos pré-escolares, a criança vai se transformando numa pessoa relativamente autônoma, capaz de lidar com situações conflitantes. Ao se relacionar com outras pessoas, ela é capaz de levar em conta, relativamente, os desejos e emoções delas.

 

  1. 7.      Identificação e Tipo Sexual:

A identificação é um valor fundamental que favorecer-se o processo de socialização. Uma criança tende a se identificar com um dos progenitores porque ela deseja parecer-se com ele, pelos seus sentimentos, autoridade, valores e comportamento. Os pais em geral, são modelos positivos, e a criança é propensa a imitar mais esses modelos do que os negativos. Uma das conseqüências da identificação com os pais é o aprendizado do comportamento sexual adequado. A maioria das diferenças de conduta entre meninos e meninas resulta da socialização. Até certo ponto, elas se identificam com os dois progenitores. Quando ambos são vistos como modelos positivos, a criança adota as atitudes e comportamento de ambos. No entanto, num dado momento, ela percebe que se assemelha mais a um do que ao outro, e é propensa a copiar as atitudes e sentimentos do progenitor do mesmo sexo.

 

  1. 8.      Identidade e Dependência:

A identidade ou auto-imagem surge aos poucos, à medida que diminui a dependência da criança em relação aos pais.

A criança muito dependente agarra-se aos pais, professores e colegas, buscando a aprovação deles. Um pré-escolar relativamente independente necessita de menos atenção. Uma auto-imagem positiva ou a confiança em si mesmo, parece ter certa relação com uma independência relativa.

Por volta dos cinco anos de idade, a criança já deve ser capaz de se desincumbir de muitas tarefas, sem ajuda. Deve estar também disposta à passar algum tempo sozinha, quando entregue a algum brinquedo interessante.

 

 

  1. 9.      Desenvolvimento Social e Moral:

Aprender a agir segundo um padrão moral é uma função do desenvolvimento da consciência. De acordo com FREUD, a consciência é adquirida através da identificação. O pré-escolar interioriza os valores e atitudes dos seus pais, à medida que se vai identificando com eles. As crianças aprendem facilmente e controlar seu próprio comportamento quando os pais são afetuosos, gratificantes e relutam em aplicar castigos físicos. O ambiente propício leva a uma identificação mais íntima e a uma futura motivação para agir de maneira moralmente aceitável. PIAGET pesquisou o julgamento moral das crianças verificando que elas respondiam aos códigos morais de forma diferentes, à medida que amadureciam.

Um pré-escolar compreende que deveria seguir as regras, mas é incapaz de compreender a sua razão de ser. Segundo Piaget, as crianças muito pequenas seguem um código moral a fim imitarem os adultos, e não porque tenham um senso ético. Ele afirma, ainda, que muitos pré-escolares se controlam mais com o intuito de evitar as punições, e não por acreditarem a moralidade em si mesma seja mais eficaz. São também incapazes de distinguir o ato intencional do acidental. O declínio do raciocínio egocêntrico tem como resultado uma preocupação crescente com os sentimentos dos outros. No final do estágio pré-escolar, as crianças já se sentem capazes de agir de acordo com as regras morais. À medida que amadurecem, passam a controlar as suas atitudes devido a uma necessidade, e pelos princípios morais das outras pessoas do que pelo receio de castigo ou desaprovação.

 

  1. 10.  O Brinquedo:

O brinquedo, já disse alguém, é o “trabalho” das crianças. Ele ensina lições fundamentais. As crianças, brincando, adquirem uma compreensão das relações entre estímulos e respostas. Uma pré-escolar nem sempre distingue entre a realidade e a fantasia: os sonhos são reais, e os personagens das histórias têm vida. Sua imaginação faz com que ela percebe nos adultos. Funciona como uma válvula para AA emoções, permitindo que a criança identidades diferentes, tornando-a capaz de imitar comportamentos adultos. Há a fase do brinquedo solitário e a do brinquedo paralelo, como já vimos, porém a fase mais produtiva é a do brinquedo cooperativo. Este contribui especialmente para que a criança se conscientize dos desejos e emoções dos outros, aprendendo a levar em conta os pontos de vista diferentes dos dela. Além disso, ela aprende a perceber a sua própria identidade ao observar as reações de seus companheiros. É também nos anos pré-escolares que a criança aprende a competir com seus pares. É uma fase rica a criar companheiros imaginários. Estes proporcionam, não apenas companhia, mas ainda permitem que a criança expresse seus sentimentos inadmissíveis os seus desejos ocultos, podendo agir como uma segunda consciência.

 

D – SEGUNDA INFÂNCIA (dos seis aos dez anos)

  1. Conceitos Gerais:

Durante este período o crescimento e grande e relativamente tranqüilo. Com maior maturidade cognitiva, os processos mentais começam a se assemelhar aos dos adultos. É nos anos da segunda infância que o desenvolvimento moral tem realmente início. Segundo Piaget, o desenvolvimento moral é, em grande parte, uma questão de treinamento social; para KOHLBERG, é em grande parte, uma questão interior. Nesta fase, as crianças, em geral, são submetidas a testes de inteligência e aptidão, mas os resultados nem sempre são claros e confiáveis.

 

  1. 2.      Desenvolvimento Físico:

Na segunda infância, o desenvolvimento físico é mais constante e gradual do que durante os anos da pré-escola e os da adolescência.

Nessa fase, o cérebro está quase completamente desenvolvido. Os olhos vão adquirindo sua forma definitiva e a visão vai se tornando como a do adulto.

Entre os seis e os dez anos, os dentes de leite são submetidos pelos permanentes. Como algumas partes do corpo apresentam um crescimento não proporcional, a criança pode parecer um tanto desajeitada. As meninas pesam mais que os meninos e, nos últimos anos dessa fase, são mais adultas.

 

  1. Desenvolvimento Motor:

O desenvolvimento motor aumenta prodigiosamente entre os seis e os dez anos, daí as inúmeras habilidades adquiridas: correr, pular, chutar, subir, andar de bicicleta etc.

Note-se, ainda, que as habilidades motoras estão estreitamente ligadas à estrutura, ao arcabouço e, em alguns casos, ao sexo. Os meninos tendem a melhorar continuamente suas habilidades motoras entre os cinco e os sete anos, enquanto as meninas o seu máximo aos treze anos. As meninas, em geral, amadurecem mais cedo alcançando, portanto, ais cedo que os meninos, a altura e o desenvolvimento máximo, assim como suas características sexuais secundárias.

 

  1. 4.      Maturidade Psicológica:

Relativamente à primeira infância e à pré-escolar com suas pressões e à adolescência com suas inquietações e problemas, a segunda infância é uma fase tranqüila. Nesse período, a criança já não é tão dominada pelas imagens paternas. Agora, ela tem um potencial que a leva preferir suas próprias atividades e seus próprios valores. Os meios de comunicação e o avanço tecnológico abrem-lhe horizontes até então inimagináveis, para os quais ela já tem uma apreciável maturidade psicológica.

  1. 5.      Período Operacional Concreto:

Piaget, como já vimos, dividiu o processo de aprendizagem da criança em vários estágios. Os dois primeiros são o da inteligência sensório-motora, que ocorre durante os dois primeiros anos de vida, e o do pensamento intuitivo ou simbólico, também chamado de pré-operacional, que se desenvolve nos anos pré-escolares. O estágio cognitivo subseqüente, Piaget denominou “operacional concreto”, experimentando nos primeiros anos da segunda infância. Durante este período, a criança é capaz de efetuar operações mentais sobre objetos materiais, visualizando diferentes formas e aspectos. Ela consegue imaginar um objeto tal com era antes, ou como será mais tarde. Essa capacidade essencial ao desenvolvimento operacional concreto chama-se  “conservação”. Essa capacidade ficou provada numa experiência clássica. Despeja-se certa quantidade de água de um copo alto e estreito dentro de outro mais baixo e largo. A criança na pré-escola se deixa iludir pelo aspecto dos recipientes, não percebendo que o volume de água é o mesmo. Alcançada à segunda infância a criança não deixa se enganar por essas operações.  Em suma na segunda infância já compreendem que os objetos podem passar de uma forma para outra conservando, no entanto, a mesma quantidade desde que nada  tenha sido tirado ou acrescentado.

Outra característica no período operacional concreto é a “descentralização”. Agora a criança não vê o mundo que a cerca apenas em termos de situações imediatas e momentâneas. Ultrapassando o período “egocêntrico”, a criança é capaz de “descentralizar-se”, isto  é, interessar-se por mais de um aspecto de uma situação ao mesmo tempo. A reversibilidade é outra característica desse estágio cognitivo. Por ela a criança percebe a possibilidade de um processo mais de uma direção. Assim como uma subtração pode desfazer uma adição, também uma ação posterior pode desfazer uma ação anterior. A grande importância do fator reversibilidade encontra-se no fato de a criança poder prever as conseqüências dos seus atos. O estágio que acabamos de considerar leva a criança a sair de dentro de si mesma e a voltar-se para o mundo exterior. Ela se torna apta a classificar os fatos e armazená-los para a utilização em diferentes processos de pensamento. É nessa fase, e não antes, que se manifestam as aptidões. Sem esse nível de maturação, a educação precoce representa frequentemente um período de frustração e sofrimento para as crianças e para os adultos. Entretanto, a aptidão para o aprendizado não depende apenas da idade cronológica. A maturidade emocional, o ambiente, a alimentação e a educação desempenham também funções substanciais na maturidade cognitiva.

 

  1. 6.      Aptidão Moral:

A habilidade adquirida na segunda infância de considerar um ponto de vista diferente do seu e de compreender que as ações podem ser revertidas, altera a atitude da criança na sociedade. Tornam-se possíveis novas ações e o autocontrole. É nesse estágio que a criança começa a desenvolver atitudes de comportamento social e moral.

Piaget propôs o ponto de vista segundo o qual os valores morais se desenvolvem através de um processo racional. Esse ponto de vista é dotado por muitos psicólogos e educadores modernos. Tal processo corresponde aos estágios da maturidade cognitiva. Logo o desenvolvimento dos valores morais constitui uma parte previsível da maturidade.

Proposta de Piaget: “As regras do jogo de bolinhas de gude.” Piaget e seus companheiros entrevistaram crianças de diversas idades, após observá-las quando jogavam. As perguntas eram do tipo: “Você pode inventar novas regras?”.  As perguntas de Piaget, sobre as regras, originaram-se de sua convicção de que, tal como um jogo, a moralidade se baseia em regras, significando que o individuo tem de aprender a respeitar as regras.

Piaget complementou o seu estudo contando história às crianças. Essas histórias sempre propunham um dilema moral. A criança deveria fazer uma opção diante de duas alternativas. O resultado dessas pesquisas capacitou Piaget a traçar um padrão bastante regular de desenvolvimento oral durante a segunda Infância (6 aos 12 anos). Ele dividiu esse padrão em três estágios:

. Aos cinco anos, as regras se tornam muito importante para a criança. Parecem-lhe ter uma existência independente, até certo modo,  semelhantes às regras naturais. É o realismo moral. Elas não podem, de modo algum, ser infringidas. Se o são, o conceito de justiça da criança exige o castigo imediato e proporcional.

. Aos dez anos, a criança é mais flexível em seu conceito de regras. Pode até dispor-se a alterar as regras de um jogo se os demais jogadores concordarem. Nesse estágio a criança já não dá atenção apenas à sua própria interpretação das regras. Isso corresponde ao desenvolvimento da descentralização: a aceitação de pontos de vista diferentes.

. Aos doze anos, a criança começa a considerar justa qualquer regra, desde que haja consenso geral. Nessa fase, já é bem acentuado o seu senso social. Agora, ela já se sente capaz de alterar as regras, não aceitando sem discussão as propostas dos adultos. Ao julgarem as ações, elas estão começando a fazer uma distinção entre a moralidade da intenção e a moralidade do afeto objetivo.

  1. 7.      Inteligência:

Para bons psicólogos, a inteligência é a combinação de vários componentes: a memória, o raciocínio, os conceitos de número, a rapidez de percepção, a noção de espaço, a compreensão e a fluência verbais. A maioria dos testes que definem o nível de inteligência, QI, tem como chave a linguagem, e esta, por sua vez, tem como suporte a cultura. O que se tem como indiscutível é que os testes de inteligência apresentaram muitas distorções. BERKELEY fez uma importante descoberta: a de que a inteligência não se mantém constante; os resultados dos testes durante a primeira infância têm pouca relação com os resultados dos testes aplicados depois que a criança adquiriu habilidades lingüísticas.

Atualmente é colocada em relevo a “ Inteligência emocional – a capacidade de se dar bem com as pessoas e tomar boas decisões – é mais importante para o processo do que a inteligência acadêmica avaliada em teste de QI contribui com apenas 20% para os fatores que determinam o sucesso na vida, e a maioria dos pais tem deixado os outros 80% ao sabor do acaso, segundo DANIEL GOLEMAN, psicólogo e consultor comportamental do New York Times, que publicou “Inteligência Emocional”. O QI é importante, mas não é tudo. Muitas pessoas de QI elevado trabalharão para outras pessoas com índices mais baixo e que têm maior inteligência emocional.

“A nova inteligência é baseada em cinco elementos: conhecer os próprios sentimentos e usá-los para boas decisões; gerenciar os sentimentos de forma a evitar que os problemas afetam a capacidade de pensar; motivar-se a despeito das dificuldades persistentes; conservar a esperança; simpatizar-se com as pessoas e ser capaz de relacionar, cooperar e administrar sentimentos nas relações”. (Lynn Smith – “Los Angeles Times” – Jornal do Brasil 24/09/1995).

 

  1. O Desenvolvimento da Personalidade:

É bastante acentuado o desenvolvimento da personalidade na segunda infância. Meninos e meninas se tornam conscientes de suas diferenças sexuais, modificando, portanto, o seu comportamento. As crianças começam, também, a se interessar pelas habilidades e ocupações dos adultos, empenhando-se por adquiri-los. Nessa fase o superego infantil se estabiliza e se fortalece. As influências externas, tais como a autoridade paterna e o temor de castigo, como guia de conduta e de critério nas decisões sociais e morais começam a ser substituídos. Esse desenvolvimento, no entanto, não é tranqüilo, pois a criança vai encontrar inúmeros obstáculos em seu ambiente, o que lhe trará conflito e angústia. Nessa fase, é importante não estimular o comportamento super competitivo, o que iria afastar os seus companheiros, dificultando o ajustamento que lhe cabe fazer para viver em sociedade.

 

  1. 9.      Autoconceito:

O fator mais importante para o desenvolvimento de uma autoconceito elevado durante a segunda infância é a personalidade e a conduta dos pais. Os pais amorosos suscitam aparentemente uma auto-estima elevada, já a disciplina aplicada de forma incoerente tende a gerar na criança uma reduzida auto-estima. Os filhos de famílias pequenas, assim como os primogênitos e os filhos únicos, se têm, aparentemente, em alta conta. As crianças provindas de ambientes socioeconômicos pobres são mais propensas a terem de si mesmas uma opinião mais elevada que seus companheiros mais bem situados. As experiências de um menino ou menina durante a segunda infância contribuem muito para determinar seu futuro senso de auto-estima.

 

  1. 10.  Desenvolvimento Social:

Durante a segunda infância a criança penetra no mundo da escola e dos companheiros de brinquedo, começando aos poucos a passar um tempo cada vez mais prolongado longe dos pais e da família, com a consequente diminuição da autoridade dos pais. O grupo que ela freqüenta passa a determinar os seus padrões de comportamento e de atitudes. A associação com o grupo confere à criança certa impressão de aumento de poder e uma oportunidade de agir independentemente dos pais. Como se vê o grupo de companheiros. Nos tempos atuais, as famílias têm cada vez menos tempo para as crianças. Essas transformações sociais intensificam na segunda infância o Pedrão de filiação aos companheiros que assumem o encargo de ensinar à outra criança seu papel na sociedade. No convívio com os companheiros, a criança aprende o valor de uma identidade e a necessidade de aceitar a que lhe é própria.  O fato de se tratar de uma sociedade exclusivamente sua fornece-lhe uma justificativa para aceitá-la. No entanto, o grupo de companheiros não domina inteiramente a existência da criança na segunda infância. Diferentes tipos de valores sociais são simultaneamente transmitidos a ela: os dos pais, os da escola, os de origem religiosa, os da leitura, os da TV etc. Uma das características mais importantes que uma criança pode desenvolver em casa é a autonomia. Os pais podem conseguir isto aplicando uma disciplina firme, porém justa oferecendo reforço coerente e positivo para o comportamento e tendo pela criança uma consideração muito grande e carinha. Os pais que trabalham fora podem evitar os efeitos nocivos desse distanciamento mantendo em alto nível a qualidade de seus contatos com os filhos.

 

  1. 11.  A Escola:

Uma das transformações mais marcantes e duradouras da vida acontece no início da segunda infância: a primeira experiência da criança com a escolarização formal. Ela, de certa forma, já está preparada para isso, mas muitos obstáculos vão se interpor em seu novo clima escolar: o tipo de escola, a qualidade de professores, os métodos de aprendizado, seus antecedentes sociais e culturais, o grau de liberdade que lhe é concedido, as exigências dos “deveres de casa”, as expectativas quanto a si mesma e aos outros. Esse primeiro contato pode ser decisivo para o seu grau de êxito ou de frustração numa caminhada de longos anos de estudos.

Havia várias categorias de escolas, mas a influência profunda virá dos professores. Há casos em que a sua influência rivaliza com os dos pais. Muitos professores são os principais responsáveis pelo êxito, ou pelo fracasso profissional dos seus alunos. Para a criança, a compreensão é a característica mais importante do professor.

No ambiente de uma “classe aberta”, de uma escola voltada para a criança, esta pode trabalhar com independência, seguindo seu próprio ritmo, e com alta chance de ser vitoriosa.

 

 

 

E – ADOLESCÊNCIA (dos 12 aos 17 anos)

  1. 1.      Conceitos Gerais:

A adolescência é uma fase profunda de transformações, assinalando o fim da infância. São inúmeras as teorias sobre as causas e a extensão dessas transformações. Muitas dessas teorias são, entretanto, divergentes.

Em todas as culturas tem-se grande consciência da importância dessa fase da vida, considerada uma época de preparo para os privilégios e responsabilidades da idade adulta. Para George STANLEY, FREUD e Anna FREUD, a grande ênfase está nas transformações internas, geneticamente determinadas. Esses psicólogos vêem na maturação sexual e no aumento do impulso instintivo a força energética e organizadora desse estágio na vida. PIAGET e ERIKON sustentam opções intermediárias com referência aos determinantes do desenvolvimento do adolescente. Ambos reconhecem naturalmente, a  relevância dos fatores intrínsecos, mas Piaget afirma que os conflitos da adolescência decorrem também, em grande parte, da capacidade intelectual do adolescente de criar realidades potenciais perfeitas, que se chocam com a realidade da vida.

Na opinião de ERIKSON o conflito surge entre a busca de identidade e a confusão dos papéis. A maturação física indica o início da idade adulta, mas sob outros aspectos, adolescente age como criança e é tratado como tal. Essa ambigüidade do papel do adolescente o deixa confuso. Por isso ele se organiza em grupo de faixa etária, estabelecendo códigos de comportamento estritamente definidos, a fim de poder enfrentar essa confusão. O adolescente pergunta: “Quem sou eu?” Essa pergunta tão difícil encontra fácil resposta no grupo,  porque eles se assemelham.

ERIKSON considera que a tarefa essencial da adolescência é o estabelecimento da identidade sexual ocupacional. Nesse contexto, tornam-se fundamentais as relações entre os pares e também as relações amorosas. O período da adolescência varia de uma cultura para outra.

 

  1. 2.      Crescimento Físico:

A adolescência é tida, como um período crítico do desenvolvimento. O corpo cresce mais rapidamente do que em qualquer outra fase, depois dos seis primeiros meses. O surto crescimento inicia-se antes da puberdade (fase em que o ser humano começa a se tornar capaz de reproduzir-se sexualmente). Há uma estreita relação entre o crescimento e puberdade ligados à questão hormonal. Na maioria dos adolescentes, crescem sobretudo o tronco e os membros. Antes do surto de crescimento, o cérebro já terá atingindo 95% de seu peso adulto. O alongamento das mãos, dos pés e do pescoço contribui para dar ao adolescente certa desproporção que o torna desajeitado. No ano que precede a puberdade, há o crescimento máximo. Durante a puberdade, o ritmo do crescimento começa a diminuir. Chama-se assíncrona as diferenças de ritmo e índice de crescimento nas diversas partes do organismo. Essa assíncrona diminui com o final do surto de crescimento. O máximo do desenvolvimento físico, assim como a idade que tem início, são determinados geneticamente, embora as condições  de vida (alimento, exercício, etc.) possam também exercer considerável influência. Durante a infância meninos e meninas não apresentam grandes diferenças de proporções. Na adolescência, porém, a diferença é quase dramática. Uma angustiante preocupação com a aparência física assalta o adolescente, quando ocorrem os fatores que enumeramos: a aceleração profunda do ritmo de crescimento, o desenvolvimento assincrônico e as diferenças individuais de época em que esses fatores ocorrem. É a fase dos complexos de inferioridade.

 

  1. 3.      Desenvolvimento Cognitivo:

Na adolescência, a atividade cognitiva apresenta segundo Piaget, a capacidade de raciocinar sobre o raciocínio. É o que ele denominou “representação de segunda ordem”. Nesse estágio o adolescente utiliza as novas capacidades para refletir a respeito de si mesmo e do mundo exterior. Nessa fase de representação ao de segunda ordem, destacam-se duas formas de pensamento: “as operações mentais formais” e as “operações mentais concretas”. As operações mentais concretas focalizam a realidade concreta, enquanto as operações mentais formais têm como base o raciocínio abstrato. Essa capacidade possibilita ao adolescente introspectar; especular e abstrair. É por essa capacidade que ele pode, com eficiência, resolver problemas. Três capacidades de solução de problemas caracterizam as operações formais: a capacidade de pensar em todas as alternativas, a de refletir sobre a atividade mental e a de abstrair. Nem todos os adolescentes ou adultos de todas as culturas atingem o nível de pensamento operacional final. São necessários para isso, tanto a maturação quanto a experiência.

 

  1. 4.      A Família:

Em geral, a família é um centro de conflitos porque é mais garantido rebelar-se num relacionamento seguro. Outro motivo é o fato de ser a família o núcleo social do qual o adolescente precisa separar-se.

É muito difícil para os pais tratar os filhos como adultos em desenvolvimento, como de fato o são. Por outro lado, a maturação sexual do adolescente aumenta os seus conflitos com os pais, já que a possibilidade de externar os impulsos sexuais no seio da família representa para esta uma ameaça à sua estrutura. A luta do adolescente pela sua independência pode diminuir ao filho a sensação de segurança; quando não cedem podem ser considerados excessivamente restritivos. O principal motivo pelo qual os pais relutam em conceder independência ais filhos é a forte sensação de que estes não se encontram preparados para entender as solicitações da sociedade adulta.  Não se deve esperar um relacionamento harmonioso entre pais e os filhos adolescentes, porque nessa fase, o conflito entre as gerações constitui um aspecto normal e por vezes necessário ao desenvolvimento.

 

  1. 5.      Cultura Adolescente:

Durante a adolescência, aumenta muitíssimo a importância do grupo de mesma faixa etária porque o grupo ajuda o adolescente a separa-se da família, além de que os adolescentes se sentem alienados de outros setores da sociedade. Uma das causas da formação de uma subcultura da adolescência em nossa sociedade são os meios de comunicação, a multimídia.  Eles não se difundem a cultura jovem, como sobretudo a estimulam o que contribuiu para que ficasse um mercado consumidor da adolescência. O nome particular (apelido), a maneira de vestir-se e os costumes que cada grupo desenvolve conferem a seus membros uma identidade coletiva. Observando os outros membros do grupo o adolescente consegue ter uma imagem da sua aparência e do seu comportamento. Definindo os códigos aceitáveis de vestuário, de comportamento e de valores compartilhados, o grupo contribui para a definição da identidade de cada uma de seus membros. Por outro lado, a utilização do grupo para definir a sua identidade de valores faz com que o adolescente, muitas vezes, demore a assumir a responsabilidade opor aquilo que ele é realmente. A fim de conquistarem popularidade, os adolescentes se submetem às regras di grupo. Eles sabem que um meio de torna-se apreciado por alguém é assemelhar-se a esse alguém.

Não é comum travar amizades nem namoros fora do grupo. Aqueles que assim o fazem, em geral, mudam de grupo pata continuar o relacionamento. Existe, também, um pequeno número de adolescentes que jamais se associam a grupos em particular por já haverem escolhidos os seus próprios caminhos. Em geral, esses adolescentes se envolvem em diversas atividades, ou dão prioridade à determinada meta pessoal. È natural que em tais condições a adolescência transcorra de modo mais tranquilo, já que não ficou à mercê do grupo.

 

  1. 6.      Práticas e Atitudes Sexuais:

Nos últimos trinta anos, houve uma verdadeira revolução sexual que atingiu a sociedade em geral. Esta revolução não alcançou apenas os jovens. Entretanto, os adolescentes são os mais atingidos por Ela, já que o esforço psicológico para chegar a um acordo com a própria identidade sexual aumenta a importância que o adolescente atribui ao sexo. As normas que haviam sido estabelecidas em nossa sociedade para a conduta sexual foram rompidas. Outra, era em geral a condenação do sexo fora do matrimônio. Hoje, não somente os adolescentes, mas também muitos pais modificaram seus princípios sobre esta questão. As sociedades menos complexas retiveram regras rígidas com referência ao sexo. No mês de Setembro do ano de 1995, por iniciativa da ONU, realizou-se na China a Quarta Conferência Mundial para a Mulher. Uma das resoluções aprovadas foi a de que a mulher tem direito sobre o seu próprio corpo. Nada mais natural, não fossem todas as implicações e interpretações que tal resolução terá em diferentes sociedades humanas. Essa resolução trará, na verdade, uma nova revolução. Causará um forte impacto sobre a adolescência. Pesquisa recente mostrou que até certo tempo atrás 50% dos jovens de ambos os sexos tiveram sua primeira relação sexual aos 19 anos. Atualmente rapazes e moças admitem francamente terem tido experiência sexual bem antes desta idade.  No âmbito da sexualidade, os adolescentes não obtêm dos pais, de modo geral, os esclarecimentos de que necessitam. Os cursos de educação sexual é que apresentam uma resposta ao desejo de maior informação. O aparecimento do vírus HIV trouxe nova revolução, esta no sentido de evitar a promiscuidade e a necessidade da educação e informação sobre os preservativos.

 

F – A IDADE ADULTA (a partir de 18 anos)

No Novo Dicionário de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, encontramos as definições de “adulto”;

. “Que chegou ao uso da razão ou à idade vigorosa”;

. “Que atingiu a maioridade”;

. “Diz-se do ser vivo que atingiu plena maturidade, expressa em termos de adequada integração social e adequado controle do intelecto e das emoções. No Dicionário francês de Paul Robert, encontramos as seguintes definições:

. “Adulto” – (do latim “adultus”, particípio passado de “adolescere”, “crescer”)

. “Diz-se de um ser vivo que atingiu o máximo de seu crescimento. No homem, do fim da adolescência ao começo da velhice”.

São muitos os indícios que destingue, a idade adulta na sociedade brasileira. A idade em que se chega a cada um desses indícios varia de uma parte do país para outra. Até mesmo num único local, difere a idade para que sejam conferidos os privilégios típicos da idade adulta.

Muito direitos legais representam um sinal de idade adulta: Casar-se, guiar carros, obter créditos, etc. – mas nenhum deles isoladamente ou em conjunto garante que a pessoa já é adulta. A idade adulta assinala, pois, o fim da adolescência, como esta assinala o fim da infância. Podemos considerar três fases na idade adulta: adulto jovem, a idade madura e a terceira idade. O que não é cabível, é desvincular o jovem da idade adulta.

O adulto jovem, na plenitude de sua capacidade física, cognitiva, emocional e social em por motivações principais a capacitação profissional e a constituição da família. A idade madura caracteriza pela plena posse e experiência nas capacidades acima referida. A terceira idade supõe o usufruir do trabalho e da experiência de toda uma vida que deve, agora, ser coroada pela sabedoria e pela serenidade.

 

 

III – PERSPECTIVAS DE MUDANÇA

a)      Conclame:

A Escola B. Dominical não é simplesmente uma opção de estudo bíblico dominical. É antes um dever, quase uma obrigação, e atende à necessidade de cada crente de alimentar-se pelo estudo compartilhado da Palavra, para um crescimento equilibrado da vida cristã. E, tal como na vida quotidiana, quem não se alimenta adequadamente não cresce, mas antes definha e morre.

Vemos que muitos crentes agem como se a Escola Dominical fosse apenas alternativa de vir à igreja pela manhã e se liberar do culto à noite. Não obstante a Escola Dominical se constitui quase na única oportunidade para um encontro semanal, regular de cristãos comprometidos com o Reino de Deus, ocasião em que podemos escutar atentamente uns aos outros, e compartilhar à luz da Palavra de Deus nossas experiências de vida cristã, num contexto de igreja/família. Neste sentido propicia um ambiente favorável, desejado por Deus, de crescimento dentro do “Corpo de Cristo” rompendo as barreiras da impessoalidade que fazem com que muitos freqüentem a Igreja sem dela efetivamente participar.

        Conclamamos a todos a que valorizem este PATRIMÔNIO DO POVO DE DEUS  participando ativamente e se comprometendo com a Educação Cristã, da qual todos sem exceção fazemos parte.

 

b)    Reformados Sempre Se Reformando:

A “Igreja Reformada, sempre se reformando” é a garantia de não sermos surpreendidos ou atropelados por esse fator inexorável no qual tudo acontece: O tempo. Nesse sentido, estamos repassando a Escola Bíblica Dominical, o que é oportuno, sobretudo na transmissão do Século e Terceiro Milênio – a Nova Ordem. Viva, porque bíblica em sua natureza, a Escola Dominical carece, no entanto, de se atualizar, de alargar a visão e de se aprofundar neste momento da vida brasileira. Como filhos da luz, precisamos ser mais atilados com a nossa própria geração do que os filhos deste século (Lc. 16:8).

c)     Qualidade e Realinhamento no PPIG:

A Escola Dominical quer dar um salto qualitativo e quantitativo. Para tanto, é preciso repensá-la em termos de currículos,, de preparo dos professores, de metodologia, de material didático, de adequação das classes e níveis diversos etc. Definidos, ainda que sumariamente, os Fundamentos e Objetivos da Escola Bíblica Dominical, propõem-se, agora, realinhá-los às faixas atuais da escolaridade secular e padronizá-la em seu conteúdo e forma, às igrejas jurisdicionadas deste Concílio. Neste setor, processam-se as mudanças baseadas em novas pesquisas científicas e sociais, o que justifica o realinhamento da Escola B. Dominical.

d)      Escola – Aspecto Legal:

A Pré-Escola encontra-se passou por reformulação, visando colocá-la como parte integrante da própria escola-básica, retirando-lhe o aspecto meramente assistencialista, compensatório e preparatório.

A escola básica, por sua vez, experimentou a implantação gradual do Programa Integrado de Atualização Continuada. Esse programa congrega a erudição e a experiência de integrantes de grandes instituições a nível federal e estadual. As modificações que se processam não estão, no entanto, sendo impostas por autoridades governamentais. Estas sim, estão se inspirando em grandes pedagogos e psicólogos, através de suas publicações, e via congressos.

Para nossa informação, alinhamos algumas observações:

1-                Quanto à terminologia, há empregos concomitantes:

. Pré-Escola – Educação Infantil (0 a 6 anos).

. 1º Grau Menor e 1º Grau Maior – 1º Grau: séries iniciais e 1º Grau: séries terminais

2-O conceito de “adolescente” como pessoa em desenvolvimento  estende-se dos doze anos incompletos aos dezoito anos de idade (Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.069/ 13-07-90, Art. 2º).

No entanto, “nos casos expressos na lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte anos de idade” – Art. 2º, Parágrafo Único.

Esses cursos expressos em Lei referem-se a:

a)        – “Da Tutela”, Art. 36;

b)-  – “Da adoção”, Art.42 e Art. 42 Par. 2º;

c)-  – “Da Internação”, Art. 121 Par. 5º;

d)- “Do acesso à Justiça”, Art. 142.

Com esses dados, fica demonstrado que não se pode considerar Indiscriminadamente, a adolescência como a faixa etária dos doze aos vinte e um anos de idade.

2-      Teve início, naquele amo de 1995, a implantação da nova divisão por faixa da Educação Infantil/Pré-Escola, como a seguir apresentada:

 

 

 

 

 

 

 

IV – CLASSIFICAÇÃO POR DESENVOLVIMENTO

                                                                      Creche………..( 0 a 2 anos)

Educação/Infantil…………………………………..Maternal…………………..(2 a 3 anos)

Pré-Escola…………………………………………….Jardim 1 ………………….. (3 a 4 anos)

Jardim 2 …………………..(4 a 5 anos)

Jardim 3 …………………..(5 a 6 anos)

Primeira Infância. …………………………………………………………………..(0 a 2 anos)

Pré-Escola………………………………………………………………………………(2 a 5 anos)

Segunda Infância…………………………………………………………………….(6 a 12 anos)

Adolescência…………………………………………………………………………(12 a 17 anos)

Adulto…………………………………………………………………………………..(18 anos em diante)

V – OBJETIVOS DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL:

  1. Alcançar toda a família – crianças, jovens e adultos – através de reuniões de Escola B. Dominical, para o ensino e / ou estudo compartilhado das Escrituras;
  2. Difundir valores que permitam construir de modo firme e sólido a vida cristã;
  3. Ser instrumento eficaz de educação cristã que facilite a transmissão de “vida abundante” prometida por Jesus (Jo. 10:10);
  4. Propiciar um ambiente adequado onde possamos escutar atentamente às opiniões uns dos outros, e bem assim as preocupações mais profundas que as ensejam;
  5. Formar quadros que permitem tornar permanente o desenvolvimento de recursos humanos para a Educação Cristã;
  6. Promover periodicamente por meio do Conselho de Ensino composto de todos os Pastores em exercício, e dos Superintendentes, encontros de atualização de Professores da Escola Dominical.

 

 

 

 

VI – ABORDAGEM TEMÁTICA À ATUALIZAÇÃO DE PROFESSORES:

. Psicopedagogia da Educação Cristã;

. A Educação Cristã Significativa e a Inteligência Emocional;

. Ética Cristã Numa Sociedade Marcada Pela Competitividade;

. A Cristofobia e a Homofobia do Ponto de Vista Midiático Pautada na Agenda Gay de Direita e de Esquerda (PSDB/PT) e o Desafio à Ortodoxia Bíblico Teológica;

. Problemas Sociais: A Biodiversidade e a Soberania Alimentar – (7 bilhões de Humanos no Planeta) e a Justiça Social Cristã;

. A Geopolítica e a economia no Pós-Guerra e Novas Ameaças Em Razão da Crise Econômica e Social Global e o Papel da igreja Cristã;

.A Imigração Moderna no Brasil: Necessidade de Mão de Obra Qualificada (8 Milhões até 2015), e a Crise Mundial de 2008 – A Expressão do Evangelho de Redenção Total e a Responsabilidade da Cidadania Cristã na Atual Conjunta Política, Econômica e Religiosa.

. Ecumenismo, Avanço ou Uma Ameaça à Igreja: A Missão Cristã Num Contexto do Diálogo Inter Religioso (Fp. 2:5-11);

. A Hinódia Protestante e a Música Gospel na Liturgia das Igrejas Reformadas: Uma  Realidade do Pluralismo Religioso Contemporâneo;

. Governo Eclesiástico  Presbiterial  Em Jhon Knok (1505/172) e Suas Diferenças Quanto ao Sistema de Governo Episcopal e  Congregacional –  Vantagens e Dificuldades Práticas;

. Religião, Sensibilidades Religiosas e Pós-Modernidade: A Ciranda Entre Religião e Secularização;

. O Judaísmo e a Pós-Modernidade: Ciência e Fé;

.Neopentecostalismo: Metodologismo Versus Evangelismo, Antropocentrismo Versus o Teocentrismo e a Relação Emoção e Razão Pós-Modernidade.

. Conflitos Entre Palestinos e Israelitas: Diáspora Judaica, Anti-Semitismo e o Sionismo, cumprimento das profecias;

. A Cristologia a Partir da América Latina e a Teologia da Libertação: Jesus Cristo Libertador (Jon Sobrino, S.J.);

. Nova Ordem Mundial o Maior Perigo Que Ameaça o Cristianismo: Os Valores Judaicos-Cristãos; ( Monsenhor Cláudio Sanahuja) e Etc.

. Teologia da Educação Cristã (o homem corpo e alma: um método que forma e não somente informa);

.Vida Cristã Integral (às dimensões devocionais e  emocional; sociopolítica; eclesiástica; familiar; profissional; lúdica);

. Relembrando os Fundamentos da Igreja (a Palavra de Deus: como se formou; sua estrutura; como estudar e ensinar; principais Doutrinas do Cristianismo; origens da Igreja Reformada; História da IPB no Brasil e Organização eclesiástica da IPB;

. Terceira Idade: O que a Igreja pode efetivamente fazer por esses que tanto já fizeram por ela? São 15 milhões de brasileiros acima dos 60 anos de idade. Direitos (Lei nº 8.842/94). Cartilha do Idoso: Serviços Disponíveis: Gov.br

. A Criança e o Adolescente: Nossos filhos correm riscos? Direitos – Lei nº 2.069/90;

.  A Crescente Onda de Violência nas Escolas: Uma Prática Medieval Inaceitável em Pleno Séc. XXI. Que Tipo de Projeto de Aprendizado Carece nossas Escolas?

 

VII – CONTEÚDOS: TEMAS E LIÇÕES DO TRIMESTRE:

(Proposta do 2º Trimestre: (Abril-Junho/2013)

. Os temas e lições do trimestre refletem uma situação de TRANSIÇÃO ainda para a adoção do novo currículo progressivamente ao longo de 2013.

 

1-      PRÉ-ESCOLA:

a)      Berçário

b)      Maternal: A Criação, A Arca de Noé, Moisés, Deus ouve as orações, Nascimento de Jesus

c)      Jardim de Infância I:

Jesus Era Amigo dos Pescadores:

. Jesus sentava no barco e contava histórias

.Jesus ajuda os pescadores

. Os pescadores ajudam Jesus

. Jesus vai à casa do pescador Simão

 

O Menino Que Ajudou Jesus:

.Um bom menino

.Jesus aceitou o lanche do menino

.Outros amigos ajudam a Jesus

.Todos se assentam para comer

Zaqueu, o Homem Que Queria Ver Jesus:

.Zaqueu sobe na árvore

.Jesus vê Zaqueu

.Zaqueu fica amigo de Jesus

.O amigo de Jesus

d)     Jardim de Infância II

Homens e Mulheres da Minha Bíblia:

.Ló sua mulher- a desobediência da mulher de Ló

.Rebeca- o encontro com Isaque

.Esaú e Jacó- a oferta a Deus; a bênção da primogenitura

.Raquel- o casamento com Jacó

.José – José e seus irmãos

.Míriam – a irmã de Moisés

.Moisés – o chamado de Moisés

.Josué – as muralhas de Jericó

.Raabe – os doze espias

.Débora – o exército de Baraque

.Gideão – o novelo de lã

 

2. ENSINO FUNDAMENTAL:

2.1- 1ª Série

Revista: Aprendendo através da Bíblia (Ed. Cultura Cristã)

2.2- 2ª Série

Revista: Viajando pela Bíblia (Ed. Cultura Cristã)

2.3- 3ª e 4ª Séries

Revista: Deus pensou em Mim, e

Aventuras através da Bíblia (Ed. Cultura Cristã)

3. ADOLESCENTES E 2º GRAU

3.1- 5ª E 6ª Séries

Revista: O Jogo da Verdade (Ed. Cultura Cristã)

Origens dos Povos de Deus (Ed. Cultura Cristã)

3.2- 7ª e 8ª Séries

. Comunhão  . Proclamação  . Serviço  . Ensino   . Cultura   . Multi-mídia

3.3- 2º GRAU

.O Espírito Santo .Seitas heréticas  .Escatologia e Apocalípse .Criação e Evolução .Misticismo e Sobrenatural  .Anjos .Sexualidade e AIDS .Namoro . Música .Como saber o certo e o errado? .Moda e Consumismo . Drogas e Vícios .Auto-Imagem .Relacionamentos (Família e amizades) . Discriminação (Racismo, Homofobia etc.)  .Testemunho

 

4.MOCIDADE:

Revista: ( Ed. Cultura Cristã)

5.ADULTOS:

Revista: (Ed. Cultura Cristã)

6.CLASSE DE INTEGRAÇÃO ou CATACÚMENOS:

. Símbolos de Fé da IPB: Breve Catecismo e Catecismo Maior

7.CLASSE DE DISCIPULADO:

. Estudos sobre o Evangelho de João

VIII – QUADRO DE ACESSO:

1-      Considerando que o adolescente poderá querer prestar profissão de fé, faculta-lhe o acesso à classe de integração e com para uma melhor preparação;

2-      Alunos com bom aproveitamento na classe de integração e com nítido dom para o ensino poderão ser encaminhados pala coordenação para a formação de professores;

3-      O acesso de qualquer pessoa à formação de professores deverá ser avaliado pelo Corpo Docente da Escola B. Dominical, cabendo a supervisão do estágio nos dois primeiros meses, do novo professor;

 

IX – DISTRIBUIÇÃO DE SALAS:

De acordo com as dependências existentes e disponíveis ao uso da Escola.

 

X – PLANO DA LIÇÃO:

I-                    Introdução

Propósito: Preparar a mente e o coração do aluno

a)      Fazendo-o pensar

b)      Despertando o seu interesse

c)      Declarando-lhe com clareza o tema

II-                  Apresentação

Propósito: Compartilhar os fatos principais da lição:

a)      Resumindo a lição (não divague)

b)      Desenvolvendo a lição com perguntas, discussões e explicações

c)      Ilustrações

 

 

 III –       Conclusão

Propósito: Resumir a lição aplicando à vida com duas petições:

a)      Uma petição dirigida à mente

b)      Outra petição dirigida ao coração

c)       Aplicação

XI – ENSINANDO E EVANGELIZANDO ATRAVÉS DA ESCOLA B. DOMINICAL

 

Programar à tarde da criança – 1º Sábado de cada mês às 15hs: Convide as crianças do bairro e com as crianças da igreja trace uma atividade dinâmica, com brincadeiras, recreação, fotografias e lanche – Faça um cadastro completo – matricule na classe correspondente da Escola B. Dominical;

Visitar e revisitar – manter contato constante valorizando as crianças, buscando conhecer os pais delas;

Promover uma apresentação com as crianças– Escolha um domingo para a apresentação dessas crianças no encerramento da Escola com a presença de seus pais ou responsáveis;

Promover esporte e lazer – Usando a praça pública, quadra de esporte, campo de futebol, com a presença, da Secretaria de recreação e lazer da Prefeitura do Município – concluindo com um  delicioso lanche na igreja;

Promover palestras em classe única – periodicamente, promover palestra que vise direitos e deveres do pequeno cidadão e cidadã, convidando profissional especialista na área;

Visitar os lares – Aqueles lares mais receptíveis à igreja, promover visitas adredemente agendada com a presença de seus respectivos professores;

Ofertar a Bíblia – Aqueles lares que tronaram amigos da igreja e que estejam apoiando a importância das crianças à Escola B. Dominical;

Promover o Natal Feliz – Celebrar o Natal Feliz com as crianças que estejam frequentando à Escola Bíblica com a participação na vida da igreja. Nessa oportunidade cada criança receberá um singelo presente;

Promover o Retiro da criança – Promover o Retiro da criança com a presença de seus responsáveis numa chácara, sítio, Parques etc., com a participação de todas as crianças do PPIG;

Promover Escola Bíblica de Férias – Nas férias de meio de ano, realizar a Escola B. de Férias, em pelo menos, três dias, com o encerramento no domingo pela manhã, na Escola Dominical;

Observar e executar o calendário Litúrgico e Comemorativo – Apresentação através de Enquetes, Jograis, Coreografias, teatros, músicas, bandas, corais, sempre em classe única ao término da Escola;

        Conscientizar os alunos – É preciso o incentivo, a motivação e o entusiasmo de todos os membros da igreja à participação da Escola B. Dominical. Os professores, os oficiais e o Pastor devem solicitar daqueles que ainda não estejam comprometidos no processo de crescimento e valorização deste Patrimônio do Povo de Deus – a Escola Bíblica Dominical, e;

        Promover Conferências – conferencistas de escol, oportunizando aos participantes, a dinâmica da praticidade do aprendizado proposto. Nesta oportunidade caberia a presença de todo o Sínodo de Curitiba. À medida do possível contar com a participação do Editor das edições Cultura Cristã, para exposição e explicação do material planejado para as próximas edições das revistas da Escola B. Dominical.

XII – CONSELHO DE ENSINO

A Escola Bíblica Dominical, em nosso Concílio, há de ser uma referência pela sua organização, participação e qualidade na educação. Para tanto, será constituído um Conselho de Ensino, composto por todos os Pastores em exercício ministerial ou não, por Professores e Pedagogos e por Superintendes das Escolas Dominicais do PPIG. Este Conselho de Ensino terá a coordenação da Secretaria de Educação Religiosa. O Curso de Preparação e de Atualização dos Professores da Escola Bíblica, funcionará no mínino duas vezes ao ano no período eclesiástico.

XIII – DINÂMICA DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

. Domingos pela Manhã 9:30 às 11hs   ou à Tarde 17hs às 18:30

. Devocional: em 30 min: Leitura, Cânticos e Oração;

. Início/Distribuição Classes – Manhã às 10hs // à Tarde às 17:30 hs;

. Distribuição de lanche à Pré-Escola (em classe);

. Retorno das classes às 11hs ou às 18:30min;

. Apresentação: Visitantes – Aniversariantes da semana

. Encerramento: Oração do Pai Nosso e Bênção Apostólica

 

Curso e formação para professores de escola bíblica (EBD)

CURSO DE LIDERANÇAS PARA A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

EBD PPIG liderebd

CONTEÚDO:

  1. EBD – VISÃO GERAL

 

  1. LIDERANÇA

 

  1. RELAÇÕES HUMANAS

 

  1. INOVAÇÕES E MÉTODOS

 

  1. MOTIVAÇÃO E TREINAMENTO

 

  1. PRINCÍPIOS DE TRABALHO EM EQUIPE

 

  1. DESAFIOS: COMO ENFRENTÁ-LOS E VENCÊ-LOS

 

  1. ORÇAMENTO E PRINCÍPIOS DE FINANÇAS

 

  1. ORGANIZAÇÃO, FUNÇÕES E CRONOGRAMAS DA EBD

 

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” 1 Coríntios 15.58

 

 

Nota do autor sobre os exercícios sugeridos:

 

Não elaborei um gabarito contendo as respostas dos exercícios deste curso – isto porque a idéia do mesmo é interatividade com os participantes – e a formação do consenso do grupo quando às conclusões dos exercícios. Entendo que assim o curso é mais participativo, e exige reflexão (além do aprendizado) do material.

 

Secretaria de Educação Religiosa do PPIG:

 

Olá, amados irmãos (ãs),

Segue a guisa de apoio a mais ao que já nos dispomos para o melhor desempenho de nossa Escola Bíblica Dominical. Por favor, leia com carinho e seja um indutor em sua Igreja em tornar o conhecimento ao alcance dos demais. Sê uma bênção em compartilhar as riquezas de Deus.

 

 

MÓDULO 1 – ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL (EBD) – VISÃO GERAL

 

CONCEITOS PRELIMINARES:

A educação é o processo pelo qual uma pessoa se desenvolve nos seus conhecimentos.

  • Educação religiosa: ensino dado aos fiéis de qualquer religião (judaica, islâmica, etc.).
  • Educação cristã: ensino dado especificamente sobre base cristã.

 

EDUCAÇÃO CRISTÃ ORDENADA: A palavra ensinar é repetida mais de 200 vezes na Bíblia. Exemplos: Dt 4.1,5, 6.1. Especificamente, o ensino foi ordenado por Cristo em Mt 28.19-20.

 

ENSINO BÍBLICO ÁS CRIANÇAS: o ensino bíblico não deve ser ministrado somente a jovens e adultos. Há vários exemplos bíblicos da ênfase de ensinar a criança dentro da Palavra de Deus: Pv 22.6, Dt 6.7, Mt 19.13-14, 1 Tm 3.14-15.

 

BREVE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ: Nos primeiros dois séculos da era cristã, a Igreja obedeceu a ordem de ensinar. Porém, do terceiro século em diante, a Igreja cresceu muito e a obra de educação cristã não acompanhou este crescimento. Milhares de pessoas foram batizadas sem instruções. Daí muitas práticas erradas entraram no cristianismo. Isto perdurou até o século XVI, quando os reformadores Lutero e Calvino reintroduziram o ensino bíblico ao povo. Na Alemanha, Lutero enfatizou que cada cristão tivesse a Bíblia em sua própria língua para poder ler as Escrituras por si mesmo. Traduziu a Bíblia latina para o alemão. Depois, escreveu dois catecismos (livros de instrução cristã): um para adultos e outro para crianças. Calvino fundou, em Genebra, uma Faculdade Evangélica de Teologia. Foi o autor do Tratado da Religião Cristã – As Institutas (4 volumes). No século XVII, Robert Raikes começou a levar as crianças a sua casa aos domingos, ensinando-as a ler e escrever tendo a Bíblia como texto. John Wesley gostou da idéia e ela espalhou-se em grande escala. Nascia assim a EBD.

 

EDUCAÇÃO CRISTÃ NA IGREJA LOCAL: A educação cristã na Igreja de sua cidade não é só responsabilidade do Pastor. Outros oficiais e líderes têm esta responsabilidade etc.. Em quase todas as igrejas, há várias agências de ensino: UCP – União de Crianças Presbiterianas; UPA – União Presbiteriana de Adolescentes; UMP – União de Mocidade Presbiteriana; SAF – Sociedade Auxiliadora Feminina; e UPH, União Presbiteriana de Homens e demais classes dominicais. O propósito de todos eles é prover a comunhão, ser agente de evangelização e proporcionar o ensino integral e integrado.

 

O Superintendente, representa o Conselho da Igreja, como o responsável pela supervisão da EBD. Todo nosso treinamento será dirigido para o exercício desta supervisão, como fazê-la, como preparar e motivar professores, como liderar formando novos líderes e professores, enfim, a partir de agora, via Internet < ebdppig2013.com.br > e no mês de Julho (13/07), estaremos preparando-nos para que a EBD seja um agente eficaz da educação cristã em nossas Igrejas! Contamos com a sua oração e participação desse novo processo de Educação Cristã.

 

O QUE É A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL (EBD)?

 

É o método de ensino da Bíblia, semanalmente, visando levar o aluno a:

1)      Aceitar Jesus como Único Senhor e Salvador;

2)      Crescer na fé e no conhecimento bíblico;

3)      Por em prática os ensinos bíblicos compartilhados;

4)      É um instrumento de evangelização-integração na Igreja.

 

O QUE A EBD NÃO É:

  • Um grupo de estudiosos e literatos da Bíblia;
  • Uma forma de passar o tempo, no domingo pela manhã;
  • Uma organização paralela á Igreja, com seus próprios objetivos;
  • Um clube para piqueniques, passeios, esportes, etc.

 

DOIS GRUPOS DE PESSOAS IMPORTANTÍSSIMOS NA EBD:

1)      Alunos  – o corpo dicente;

2)      Professores – o corpo docente

Nós, os líderes da EBD, estamos a serviço destes dois grupos de pessoas!

 

TRÊS BASES IMPRESCINDÍVEIS DA EBD:

1)      A Bíblia e demais símbolos de Fé da IPB;

2)       Paixão pelas almas;

3)       Instrumento humano preparado e disposto.

 

SETE CONDIÇÕES PARA UMA EBD IDEAL:

1)      Líderes convictos que o ensino bíblico é útil;

2)      Apoio dos Pastores, Professores e Pedagogos da igreja;

3)      Apoio do Presbitério;

4)      Professores treinados e motivados;

5)      Local adequado para ensino;

6)      Um programa de ensino bíblico, regularmente ministrado; e,

7)      Priorizar o aluno.

 

VISÃO DOS VERDADEIROS LÍDERES DA EBD:

1)      A Bíblia é a Palavra de Deus, viva e eficaz para mudar vidas;

2)      Trabalhamos com pessoas (alunos e professores), elas são mais importantes do que os métodos, a disciplina, etc.;

3)      Somos servos, chamados por Deus para servir através da EBD;

4)      No domingo, estaremos presentes na EBD. Só faltaremos se estivermos doentes ou tivermos absoluta necessidade!;

5)      Zelo e amor. Evitaremos assumir outros compromissos que atrapalhem este ministério. Dedicaremos tempo a este ministério;

6)      Nosso exemplo é muito importante;

7)      Qualquer mérito pelo serviço bem realizado é de Cristo.


RECURSOS DA EBD:

1)      Professores motivados e bem treinados;

2)      Um currículo bíblico;

3)      Materiais adequados (mapas, quadros, apostilas, etc.);

4)      Uma biblioteca;

5)      Salas de aulas para divisão das classes por faixas etárias;

 

CLASSES DA EBD MODELAR:

Classe

Idade dos alunos

Número de alunos/professor

Rol do Berço

0 a 2 anos

5

Jardim da Infância

3 a 6 anos

8

Primário         7  a 9 anos

10

Juniores

10 a 12 anos

15

Adolescentes

13 a 17 anos

20

Jovens

18 a 21 anos

20

Adultos

Acima de 21 anos

25

 

AVALIAÇÃO DO NÚMERO DE PROFESSORES

A partir do quadro anterior, determinar a quantidade de professores mínima para uma EBD que tenha os seguintes alunos:

Idade dos alunos

Número de pessoas

Número professores

0 a 2 anos

6

2

3 a 6 anos

10

2

7 a 9 anos

8

1

10 a 12 anos

12

1

13 a 17 anos

7

1

18 a 21 anos

13

1

Acima de 21 anos

30

2

TOTAL

93

10

 

EXERCÍCIO

Determine a quantidade de professores mínima para a seguinte EBD:

Idade dos alunos

Número de pessoas

Número professores

0 a 2 anos

5

3 a 6 anos

15

7 a 9 anos

20

10 a 12 anos

15

13 a 17 anos

20

18 a 21 anos

25

Acima de 21 anos

49

TOTAL

149


TESTE DA PRIORIDADE:

 

Classifique de acordo com esta escala: (5) Muito Importante (4) Importante (3) Mais ou Menos (2) Pouco Importante (1) Nada importante

A.(   ) Jogo de futebol, vôlei ou outro esporte qualquer

B.(   ) EBD

C.(   ) Louvor

D.(   ) Almas

E.(   ) Televisão

F.(   ) Leitura

G.(   ) Passeios e outros lazeres familiares

H.(   ) Artes, Teatros e atividades semelhantes

Some os pontos de A, E, G e H e anote aqui: ………………………..

Some os pontos de B, C, D e F e anote aqui: …………………………

Se a primeira soma for maior, igual ou muito próxima a segunda, você está com problemas de prioridades!

EXPECTATIVAS

  1. O que você espera deste Curso de Lideranças?

(  ) Aprender a ser um melhor líder;

(  ) Organizar uma EBD na minha Igreja;

(  ) Trabalhar melhor para o Senhor Jesus;

(  ) Auxiliar as lideranças da Igreja;

(  ) Compartilhar experiências com outros líderes;

(  ) Outros. Escreva:

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

 

  1. Qual será o impacto na sua vida e na dos outros, com este Curso?

(   ) Enfim, vou poder trabalhar para meu Mestre;

(   ) Irei aprender e praticar, sendo uma bênção para outros;

(   ) Vou aproveitar para relaxar na viagem, e descansar a mente;

(   ) Conhecendo outras pessoas, poderei fazer novas amizades;

(   ) A disciplina do estudo e dedicação poderá ajudar-me em outras áreas de minha vida;

(   ) Se o meu Pastor confiou em mim, vou honrar esta confiança;

(   ) Outros. Escreva:

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

 

O IMPACTO DA EBD

 

A maioria de nós é fruto de professores dedicados que nos ensinaram anos através da EBD. Nossa futura geração de cristãos terá a força que ensinarmos hoje!

 

Leia parte do testemunho de Linda Frederick na revista “Evangelista de Crianças” APEC:

 

“Por anos trabalho com crianças da idade de primários, ensinando-lhes que Jesus Cristo morreu e ressuscitou por elas a fim de conceder-lhes vida eterna. Mas meu ritmo frenético de trabalho levando e trazendo crianças de ônibus, tolerando-as durante a classe na Escola Dominical… francamente, por vezes me sinto cansada e questiono: “Será que vale a pena todo esse esforço?” …. Quando me sinto assim, procuro lembrar de Gálatas 6.9: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos…”.

O verso me alenta também quando vejo as crianças se tornando adolescentes rebeldes… Ricardo foi um desses meninos que mais me cansou. … Como poderia alcançar aquela criança? … Neste dilema, minha mente só apontava um caminho: “Ame-o assim como é. Sem tentar mudá-lo. Ame-o.” Tão logo comecei a seguir a direção do Espírito …. Naquele dia notei também que ele usava um  brinco em forma de punho cerrado na orelha e … Por um ano inteiro ele não retribuiu meu interesse… Nos 3 anos seguintes, Ricardo fez muitos progressos….Mas quando chegava o momento de tomar uma decisão por Cristo, o menino hesitava… depois desapareceu…

Quando ele já tinha 12 anos, subitamente… reapareceu… quando ele tinha 13 anos, tive uma oportunidade de falar com ele a sós…mas ele se recusou a abaixar a cabeça e orar aceitando a Cristo. Com isso, fiquei também muito desanimada. Mas o verso de Gálatas falou alto mais uma vez em minha mente… Mais alguns meses depois o professor da Escola Dominical do Ricardo me contou que ele fizera sua decisão… Na quinta feira seguinte, ao abrir o jornal, havia uma manchete chocante sobre a morte de um menino. E esse menino era o Ricardo. Ele se afogara… Ricardo estava com Cristo… O que seria dele se tivesse deixado o cansaço e a irritação tomar conta de mim? Ao entrar na casa do funeral… olhei para seu rosto. Por todos os anos que o conheci, Ricardo nunca me comunicou paz ou felicidade. Mas ali, na morte, havia paz. Depois de enxugar as lágrimas, notei seu novo brinco. Em lugar do punho cerrado havia uma cruz. Uma cruz de ouro. Vi e me regozijei!”

 

“Alcançar esta geração para Jesus” é nosso lema, servos do Senhor! Não há caso perdido, o que há é nossa limitação, que sempre será superada pela ação do Espírito Santo (Zacarias 4.6). A EBD é o principal meio de ensino e um dos principais de evangelização (não foi feito uma estatística, mas creio que é maior o número de salvos veio da EBD!).

 

Somos chamados por Deus para esta tarefa. Você é um líder, e juntos, iremos desempenhar esta tarefa importantíssima. Vale à pena!

 

ENTUSIASMO: para enxergar o potencial dos alunos e professores da EBD;

AMOR: para preencher nossa insuficiência e nos animar sempre;

PERDÃO: para oferecer, quando nem sempre tudo dá certo;

FÉ: para crer no poder do Espírito Santo, agindo através da EBD;

HUMILDADE: para mudar e aprender, ouvir sugestões e partilhar desafios;

 

MÓDULO 2 – LIDERANÇA

 

Liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas a um objetivo comum.

 

Líder é aquele que recebe tal responsabilidade, assumindo o compromisso de levar o grupo àquele objetivo.

 

Portanto, liderar exige conhecimentos, técnicas e aprendizado contínuo no trato de pessoas.

 

Não confunda administrar coisas com liderar pessoas!

 

Liderar não é administrar templos, finanças, organizações. Você pode ser um ótimo administrador das finanças da sua igreja, por exemplo, e não ter nenhuma liderança nesta área.

 

FOCOS DO LÍDER:

  1. PESSOAS: elas são o alvo da liderança. Não se lidera coisas. Lidera-se pessoas!
  2. OBJETIVO: sem objetivo, o grupo se perde, o líder não sabe para onde liderar seu grupo. Um objetivo principal. Exemplo: EBD – objetivo: levar almas ao conhecimento de Jesus, através do ensino da Bíblia.

 

ESTILOS DE LIDERANÇA:

  1. Autocrática: decide tudo sozinho. Não dá espaço para novos líderes. Exigente. Foco nos “resultados” e não nas pessoas;
  2. Democrática: não decide nada, deixa tudo para que os liderados decidam. Foco nas pessoas e não no objetivo;
  3. Volúvel: vai de acordo com a “onda”. Muda o objetivo de acordo com “as novidades”;
  4. Detalhista: perde-se em detalhes e perfeccionismos. Preocupa-se mais com os métodos que o objetivo;
  5. Responsável: assume a responsabilidade da liderança, motivando o grupo a atingir o objetivo. Trabalha com foco nas pessoas sem perder de vista o objetivo;

 

TÉCNICAS DO BOM LÍDER:

  1. COMUNICAR: informar de maneira clara, direta e simples. Transmitir a visão da necessidade de conseguir o objetivo;
  2. DELEGAR: acionar os recursos dos seus liderados (“dons”) na direção do objetivo. Fazer com que 1+1 seja igual a 3, e não 2. Organizar tarefas e funções. Formar equipes;
  3. INOVAR: aceitar mudanças e novas idéias. A única coisa que o bom líder não cede é quanto ao objetivo. No caso do líder cristão, não cede quanto á doutrina bíblica;
  4. MOTIVAR: incentivar novas lideranças. Elogiar. Estimular a participação dos liderados nos processos que levam ao objetivo final. Ser exemplo de conduta;
  5. PLANEJAR: ter uma visão de longo prazo, definindo prioridades. Treinar as lideranças. Adotar metodologias compatíveis com os objetivo.

 

 

EXEMPLO DE LIDERANÇA: JESUS

Seu objetivo: salvar os homens do pecado, do mal e da morte (Mat. 1:18-25)

 

Comunicou: sua mensagem de amor e nova vida, na linguagem do povo da época (parábolas). Pregou em aramaico (lingua corrente da Palestina).

 

Delegou: a missão de espalhar a mensagem de salvação a todo o mundo (At. 2:1-8);

 

Inovou: rompeu com as arcaicas tradições religiosas da época. Ensinou ao ar livre,  concedeu perdão a prostitutas e cobradores de impostos, curou no sábado.

 

Motivou: enviou Seu Espírito para que seus discípulos saíssem das casas-esconderijos. Foi exemplo de conduta em todas as áreas humanas.

 

Planejou: deu ordens específicas (“amai-vos uns aos outros…” etc.) e escolheu 12 homens para a liderança, treinando-os durante 3 anos.

 

A ESCALA DE VALORES DO LÍDER CRISTÃO

1)      CRISTO

2)      PESSOAS

3)      IGREJA

4)      EU

 

O objetivo é: “Servir a Cristo e Seu Reino, como embaixadores” (Mt 6.33, 2 Co 5.19-20)

 

A prioridade é: “Almas.” (Mt 28.18-20)

 

O método é: “Missionário, através do Corpo de Cristo (a Igreja)” (Mt 16.18-19)

 

O menor servo é: “eu” (Mc 19.35, Lc 9.46-48)

 

AS 10 BEM AVENTURANÇAS DE UM LÍDER

 

  1. Bem aventurado o líder que não busca posições elevadas, mas que foi convocado ao serviço pela sua habilidade e disposição de servir;

 

  1. Bem aventurado o líder que sabe para onde está indo e como chegar lá;

 

  1. Bem aventurado o líder que não fica desencorajado e que não apresenta alegações para isto;

 

  1. Bem aventurado o líder que sabe liderar sem ser ditador. Os verdadeiros líderes são humildes;

 

  1. Bem aventurado o líder que busca o melhor para os seus liderados;

 

  1. Bem aventurado o líder que lidera conforme o bem da maioria e não segundo a gratificação pessoal de suas próprias idéias;

 

  1. Bem aventurado o líder que desenvolve líderes ao liderar;

 

  1. Bem aventurado o líder que marcha com o grupo, interpretando corretamente os sinais do caminho que conduzem ao sucesso.

 

  1. Bem aventurado o líder que tem a sua cabeça nas nuvens, mas os seus pés na terra;

 

  1. Bem aventurado o líder que considera a liderança como uma oportunidade de servir;

 

Exercício: comente os itens designados a sua equipe:

 

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

 

EXERCÍCIOS:

 

1. Reflita:

“Liderança é a capacidade de acionar e manter elevada a motivação das pessoas para o alcance dos objetivos propostos”.

 

(  ) Concordo

(  ) Não concordo

Por que?

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

 

2. “Os líderes devem relacionar-se para que possam criar mais líderes”.

Como fazer isto?

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

 

  1. Identifique o estilo de liderança nas situações seguintes:

 

(   ) “Existe uma crise. Vou mudar meus objetivos por ora, para obter maior apoio nesta situação.”

(     ) “Não importa o que pensam. Nosso objetivo terá que ser alcançado.”

(     ) “Está faltando muita coisa para nosso plano ser atingido. Vamos ter que rever cada passo, para ver onde erramos.”

(     ) “Trabalhar com 12 pessoas, como fez Jesus, é o melhor método. Acho que vou implantar este sistema por aqui.”

(      ) “Ainda há muito o que fazer. Precisamos cultivar a motivação na equipe para alcançarmos o objetivo.”

 

4. Análise histórica:

 

Analise a história de um líder e redija 30 linhas demonstrando que o mesmo foi/ou não foi bem sucedido e porque do sucesso/fracasso de sua liderança.

 

Sugestões: Martin Luter King, Madre Teresa de Calcutá, Luis Inácio Lula da Silva, Rainha Vitória, Ashbel Green Simonto, etc.

 

LIDERANÇA – UM DESAFIO AO SERVIÇO

A verdadeira liderança não pode ser concedida, nomeada ou atribuída. Deve ser conquistada. O líder tem que inspirar a confiança e merecer o respeito de seus liderados.

 

PRINCÍPIOS DE LIDERANÇA

 

1)      Os líderes tocam o coração antes de pedir ajuda:

Você não pode estimular as pessoas à ação a menos que primeiro as estimule com a emoção. O coração em primeiro lugar, depois e cabeça. Quanto mais fortes a relação e a ligação entre as pessoas, maior será a probabilidade do consenso e da união. Mesmo num grupo você precisa se relacionar com cada pessoa individualmente. As pessoas não se preocupam com o quanto você sabe até que saibam o quanto você se preocupa com elas. Para liderar a si mesmo use a cabeça; para liderar os outros, use o coração.

2)      O potencial de um líder é determinado pelas pessoas mais próximas dele:

Se as pessoas são fortes, o líder pode realizar grandes coisas. Sendo fracas, nada feito. Essa é a lei do círculo íntimo. Quando você forma a equipe certa, o potencial dispara. Não existem líderes do tipo “Aventureiro Solitário”. Se você está só, não está liderando ninguém. O líder encontra grandeza no grupo, e ajuda os membros a encontrá-la em si mesmos. Pense em qualquer líder altamente eficaz, e achará alguém que se cercou de um forte círculo íntimo.

3)      Não existe sucesso do dia para a noite. Liderança é aprendizado:

É a sua capacidade de desenvolver e lapidar as suas habilidades que distingue os líderes dos seus seguidores. O segredo do nosso sucesso está nos compromissos diários. Líderes são aprendizes.
Liderança é como investimento; rende juros, mas exige: respeito, experiência, força emocional, habilidade com pessoas, disciplina, visão, ímpeto e senso de oportunidade.

4) A verdadeira medida da Liderança é a influência – nada mais, nada menos:
A emergência de um Líder – “Você alcançou excelência como Líder quando as pessoas o seguem aonde você for, mesmo que por mera curiosidade.” A verdadeira liderança não pode ser concedida, nomeada ou atribuída.

5) Qualquer um pode pilotar o barco, mas só um Líder sabe traçar o percurso:
As pessoas precisam de líderes capazes de navegar eficientemente. Os navegadores vislumbram a viagem com antecedência. ” O líder é aquele que vê mais do que os outros, que vê mais longe do que os outros, que vê antes dos outros”. Leroy Eims

6) Quando o verdadeiro líder fala, as pessoas ouvem:

Os olhos revelam (em uma reunião):

1. Quando alguém faz uma pergunta, para quem olham as pessoas?

2. Quem elas esperam ouvir?

O verdadeiro teste de liderança não é o ponto de partida, mas o ponto de chegada.

èSete aspectos fundamentais na vida dos líderes que os fazem se destacar:

Caráter, Relações, Conhecimento, Intuição, Experiência, Êxitos passados e Capacidade.

7) Só líderes seguros delegam poder aos outros:

Existem líderes que tem o hábito horrível de se livrar dos líderes fortes. O melhor líder é aquele que tem percepção suficiente para escolher homens competentes que façam o que ele quer que se faça, e autodomínio suficiente para não se intrometer no trabalho deles. O modelo de liderança de delegação do poder, no qual todas as pessoas recebem funções de liderança, se opõe ao poder da posição. A capacidade que as pessoas têm de realizar é determinada pela capacidade que tem o seu líder de delegar poder. O líder sabe exaltar os pontos positivos de seus liderados, bem como identificar os pontos críticos e lidar com eles, advertindo, aconselhando e discutindo as soluções.

8) Credibilidade: A intuição aponta caminhos que não são tão óbvios nem tão facilmente explicáveis. Experiência não garante credibilidade, mas encoraja as pessoas a lhe dar uma chance de provar que você é capaz. A atuação das duas é ponto forte para a credibilidade do líder.

 

LIDERANÇA – BARREIRAS E ERROS

Barreiras à Delegação do Poder

  1. Desejo de segurança e “status” – O único líder verdadeiro é aquele que se reproduz!;
  2. Resistência à mudança;
  3. Falta de auto-estima;
  4. Só os líderes seguros são capazes de doar;
  5. As melhores coisas acontecem somente quando você dá a fama aos outros;

PRINCÍPIOS DOS LÍDERES MEDÍOCRES:


1) Têm que estar sempre certos: Eles precisam sempre ganhar as discussões, forçar as pessoas a concordarem com elas e fazer tudo do seu jeito. Seu ego nunca permite que eles aceitem que estão errados ou que cometeram um erro. Isso acaba destruindo qualquer possibilidade de criatividade ou inovação dentro da equipe.

2) Perdem a calma por qualquer coisa: A maioria dos chefes medíocres usará sua raiva e temperamento explosivo para controlar ou intimidar os outros.

3) Externam seus problemas jogando a culpa nos outros: Ao fazer isso, ao invés de ajudar a resolver o problema e evitar que ele ocorra novamente, só conseguem aumentar os ressentimentos e a desmotivação dentro da equipe.

4) Têm pouca tolerância e nenhuma paciência: Tendem a desrespeitar e diminuir sua equipe, tornando bastante desagradável o ambiente de atividades, matando a paixão e a energia de todos.

5) Têm sérios problemas para controlar-se: A maioria dos líderes medíocres têm que estar permanentemente no controle. Sentem-se perdidos ou desconfortáveis quando algum outro está no comando. Acreditam que têm todas as respostas, e acham que sempre devem ter a resposta certa.

6) Têm medo de delegar: rodeiam-se de pessoas parecidas com eles na forma de pensar, acreditar, comportar e mesmo de vestir. Depois tratam essas pessoas como se fossem escravos sem cérebro, que existem apenas para seguir suas ordens e produzir os resultados adequados. Obviamente, isso acaba matando a liberdade de expressão, a diversidade e qualquer possibilidade de mudança!

7) Não têm um propósito maior na vida: A maioria dos líderes medíocres se preocupam mais com as estatísticas do que as pessoas. Cobram sem parar, e perturbam o ambiente, ao invés de estimular as pessoas.

8) Não têm a habilidade de reconhecer sinceramente: Não conhecem as pessoas pelo que elas são – somente pelo que produzem. Ao serem questionados sobre o assunto, já que existem benefícios comprovados em cuidar do lado humano da equipe, os medíocres sentem-se altamente desconfortáveis, pois se são incompetentes em lidar com suas próprias emoções, imagine então com a dos outros.

9) Têm baixíssima inteligência emocional: Enquanto muitos medíocres tem níveis altos de inteligência e treinamento, com formação em Universidades famosas e muito conhecimento técnico, tendem também à pobreza nas qualidades pessoais, de personalidade e caráter fundamentais para liderar e inspirar uma equipe. Este defeito acaba provocando reflexos em outras áreas, como por exemplo, constantes mudanças nos trabalhos e planos.

10) Não têm autenticidade e honestidade: acha que pode enganar o público com pequenas mentiras, meias verdades e falsas promessas, esquecendo-se que com estes ‘pequenos detalhes’ na verdade estão cavando sua própria ruína.

 

As pessoas podem até esquecer-se de algo que você tenha feito ou dito – mas nunca se esquecerão de quem você é, como é e como as tratou. O mundo é pequeno – trate-as bem!

MÓDULO 3 – RELAÇÕES HUMANAS

 

  • O que é “relações humanas”?

E a arte do relacionamento humano, que surge quando dois indivíduos se encontram. Quando Deus criou Eva, para ser companheira de Adão, teve inicio o convívio entre os dois, e em consequência, o amor, a ira, o engano, etc.

  • Para que estudar relações humanas?

A fim de evitar que haja entraves ao progresso de nossas atividades, da igreja, enfim, para vivermos uma vida mais próxima do mandamento do Senhor (Jo 15.12)

 

Há dois tipos de relações humanas:

1.  Comunicação interpessoal: é o relacionamento entre pessoas, caracterizada através dos  eventos ou acontecimentos que se verificam no lar, na escola, na empresa, na igreja, etc

2.  Comunicação intrapessoal: é a comunicação que mantemos conosco mesmo. E o diálogo interior. Exemplos: Salmo 116.11-14, Lucas 15.17-19.

 

Neste curso, estaremos preocupados em analisar e desenvolver nossa comunicação interpessoal. Veja alguns relacionamentos cujo aprendizado poderemos desenvolver:

 

Marido e Mulher

Evangelizador e Evangelizando

Os integrantes do lar

Professor e alunos da Escola Dominical

Pastor e membros de nossa igreja

 

Exercícios:

  • Escreva dois relacionamentos importantes para você:

………………………………………………………………………………………………………………………………………………

  • Escreva dois tipos de conflitos que podem ocorrer entre as pessoas;

………………………………………………………………………………………………………………………………………………

  • Marque com x os tipos de atitudes que você entende ser corretos:

(  ) “Cada um deve ter suas próprias preocupações, já basta as minhas”

(  ) “Sou professor da Escola Dominical. Será que estou ensinando adequadamente?”

(  ) “Isto é um problema que os lideres da igreja devem resolver”

(  ) “Não tenho dinheiro. Mas como poderei auxiliar este amigo neste problema?”

(  ) “Que bom, já tenho a salvação Posso ficar tranquilo, não preciso fazer mais nada”

(  ) “Vou estudar relações humanas. Certamente melhorarei alguma coisa”

(  ) “Dou meu dizimo e tenho as bênçãos de Deus. Que mais eu quero?”

(  ) João prejudicou Maria. Retornou duas semanas após e disse que “tudo não passou de uma

brincadeira”

(  ) O regente do coral adverte em público um integrante do coral desafinado

(  ) Antônio escuta calado as reclamações de sua esposa. Logo após, ajoelha-se para orar em seu

quarto

(  )   Todo mundo critica certa pessoa. Você então julga ser melhor do que ela.

 

EMPATIA E ESTILO DE COMUNICAÇÃO

 

A seguir, as conclusões que chegou um grupo de psicólogos, que pesquisou acuradamente num treinamento de Relações Humanas:

 

1.  Grande parte do nosso trabalho é feito por meio do contato com os outros, quer como indivíduos, quer como grupo;

2.  A eficiência em lidar com outras pessoas, é muitas vezes prejudicada pela falta de habilidade, de compreensão e de trato interpessoal;

3.  As pessoas que tem mais habilidade em compreender os outros e traquejo interpessoal são mais eficazes no relacionamento humano;

4.  A experiência tem comprovado que as pessoas podem aprender e aperfeiçoar a sua habilidade em compreender os outros e a si próprias, adquirindo traquejo nas relações interpessoais.

 

Nós às vezes, não compreendemos por que temos certos tipos de comportamentos ou atitudes Não tentamos verificar que isso pode acontecer, por que temos dentro de nós conflitos que não conseguimos resolver. Esses conflitos íntimos impedem nossa maneira eficiente de agir. Exemplo: o marido que ‘briga” com a esposa, porque o patrão “briga” com ele.

Se as pessoas descobrem como agem, por que agem e tentam descobrir maneiras para compensar tais comportamentos, isso as ajudará a agir com mais eficiência no relacionamento interpessoal e na compreensão intrapessoal.

A compreensão dos outros (um dos aspectos mais importantes nas Relações Humanas) é a aptidão para sentir o que os outros pensam e sentem. sem portanto, envolver-se com tais sentimentos. Esta aptidão denomina-se empatia.

Jesus, o Mestre, foi o exemplo de empatia. Ele ouvia e compreendia (Jo 8.4-11), não julgou (Jo 9.3), aceitou (Lc 15.1-2), interessou-se (Mc 6.38-42), ensinou o perdão (Mt 18.2l-22), etc. Seu padrão: o amor!

 

Exercícios:

  • Ache e comente duas passagens em sua bíblia que demonstram que Jesus era um mestre em relações humanas.
  1. ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
  2. …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. ……………………………………………………………………………………………………………………………………
  • Em seu grupo, diversas pessoas têm opiniões diferentes da sua. Os assuntos mais polêmicos costumam ser as preferências religiosas e políticas. Descubra duas pessoas que votaram em dois candidatos diferentes dos seus nas últimas eleições presidenciais e descubra o porquê tais pessoas escolheram aquele candidato (você só vai escutar e entender, sem querer comprovar que seu candidato foi ou era o melhor!)

 

ESTILO DE COMUNICAÇÃO

 

O  obreiro cristão, o professor, o líder, deve ter muito cuidado com seu estilo de comunicação, caso contrário, seu estilo pode ser o responsável pelo desinteresse do grupo com o qual você trabalha, podendo ate, afastá-lo do mesmo.

 

“Estilo de comunicação” nada mais é do que o conjunto das qualidades de expressão. características de um emissor em comunicação.

 

Exemplos:  “estilo autoritário”, aquele que dá ordens, sem se preocupar com os sentimentos ou opiniões dos outros; estilo “zombador”, só quer rebaixar o que os outros pensam, etc.

 

Sete qualidades de um bom estilo de comunicação:

 

1. DIRETO: procura falar frases simples, indo direto ao assunto (não fica “enrolando”);

2. DESEMBARAÇADO: é “leve”, sem palavras “difíceis” ou “gírias”;

  1. 3.  EQUILIBRADO: procura ouvir tanto quanto falar e não interrompe a conversa dos outros;

4. ADEQUADO: procura não agredir os sentimentos ou opiniões divergentes;

5. CALMO: ritmo de voz pausado e volume médio;

6  RECEPTIVO: aceita objeções, procurando descobrir quais os motivos para tais;

  1. POSITIVO: expressa algo que beneficia o receptor da mensagem (ouvinte), elogia.

 

OBS.: Tais cacofonias podem ser evitadas:

1-      Eu oro por cada pessoa… (porcada);

2-      Uma pessoa despeitada… (despeitada);

3-      Ele havia dado… (aviadado). Etc

 

EXERCÍCIO

 

Alberto, um líder cristão, deseja mudar a escola dominical de sua igreja. Marque com C as alternativas que você acha corretas para que ele atinja seu objetivo:

 

(   ) “Vou criticar todo o sistema atual”

(   )  “Vou copiar as idéias que li naquele livro sobre planejamento de EBD

(   ) “É melhor desistir, já que ninguém se interessa mesmo”

(   ) “Se alguém for contra, não vou mais apoiá-lo em outras questões na igreja”

(  ) “Vou falar sobre outros assuntos, e no final da reunião, faço um rápido comentário. Ai todo mundo estará com pressa para sair e vão aprovar rapidamente as mudanças”

(   ) “Elaborarei um plano, por escrito. Depois, aperfeiçoarei o mesmo, com as sugestões do pastor e dos professores da ED. Dai então farei uma exposição na reunião de lideres”

(  ) “Acho que o atual sistema está bom, mas poderá ser melhorado com a inclusão de um novo currículo de escola dominical”

(  ) “Vou expor minha idéia em termos técnicos e bonitos. Vou usar palavras como “metodologia de crescimento”. “modernidade na escola dominical”, etc. Todos vão achar que eu sei muito e aprovarão minhas idéias”

 

RELAÇÕES HUMANAS –  CONCLUSÃO SOBRE OS EXERCÍCIOS

 

Nos exercícios anteriores, verificamos algumas ações de relacionamentos com pessoas, uns benéficos e outros maléficos:

 

AÇÕES NEGATIVAS:

 

COMODISMO: torna tudo “morno” e sem sal;

JULGAMENTO: destrói imediatamente qualquer relacionamento;

IRRITAÇAO: transfere a carga de algo errado para outra pessoa;

LEVIANDADE: desconsidera que os outros têm sentimentos e preocupações;

MENTIRA: acaba com a confiança entre duas pessoas;

CRÍTICAS: forma uma “muralha da China” nos relacionamentos.

 

AÇOES POSITIVAS:

 

ACEITAÇAO: compreende que as pessoas são falhas e precisam de ajuda;

OUVIR:  permite entender os sentimentos dos outros;

PACIÊNCIA: permite suportar-nos uns aos outros;

ELOGIAR: auxilia nos laços de simpatia mútua;

INTERESSAR-SE: mostra a outra pessoa que ela pode “contar conosco;

SORRIR:       o exercício mais relaxante e simpático que Deus criou.

 

Vamos analisar porque todos nós temos a ganhar com a melhoria de nossos relacionamentos e diversas formas de fazê-lo.

 

 

Reflexões:

 

1.   “Antes de criticar alguém, pesquise porque a pessoa agiu/age daquela forma”;

2.  “Entender porque as pessoas agem de determinada forma não é concordar com suas atitudes”;

3.  “A missão do cristão não é julgar, mas testemunhar. Por isso, nosso relacionamento com outras pessoas é de paz, mansidão e amor, e não de juízo”;

4.   “Relacionar-se com outros custa nosso tempo e paciência. Mas vale a pena, porque nós nos tornamos mais úteis ao nossos semelhantes.”

 

REDE DE RELACIONAMENTOS

 

Uma rede de relacionamentos é mais do que uma “relação de amigos”. Trata-se de uma teia de pessoas, ligadas entre si pelas mais diferentes formas de relacionamento (coleguismo, amizade, profissionalismo, lazer, parentesco, vizinhança, etc).

 

è Cada vez que se amplia nossa rede de relacionamentos, mais oportunidades teremos de realizar-nos como pessoas humanas, de sermos úteis, de termos satisfação e alegria. Por exemplo: numa viagem para o Rio de Janeiro, se você conhece pessoas naquela cidade, poderá obter boas “dicas” dos pontos turísticos, desfrutando assim muito melhor sua viagem. Outro exemplo: você gostaria de formar um grupo de solidariedade cristã, visando evangelizar as crianças carentes. Ao invés de correr para os “políticos”, você poderá solicitar auxilio financeiro e apoio nas pessoas que você conhece!

 

è Como aumentar nossa rede de relacionamentos?

1.   Converse com estranhos, ou pessoas que nunca conversou antes. Os mais acessíveis a estes novos contatos são os adolescentes e os idosos.

2.   Lembre-se de pessoas que há. muito tempo você não conversa. Mande uma carta, telefone, ou vá pessoalmente.

3.   Combine algum tipo de atividade com seus colegas de estudo ou profissão, tipo: assistir um filme juntos, “churrascada”, etc.

4.   Tenha uma agenda e anote todos os nomes de seus conhecidos, seus endereços e telefones. Guarde os cartões de visita que receber e procure visitá-los periodicamente.

5.   Quando for a algum seminário, curso ou viagem, procure conhecer novas pessoas, anotando o nome, telefone e endereço.

6.   Aproxime-se dos visitantes da igreja. Se possível, anote seus nomes, endereços e telefones.

 

Uma boa rede de relacionamentos poderá facilitar em muito as seguintes atividades:

 

1.   Arrumar um novo emprego;

2.   Referências pessoais para algum negócio;

3.   Evangelismo pessoal;

4.   Conhecer novas pessoas;

5.   Obter muitas informações como: concursos públicos, impostos, questões trabalhistas e previdenciárias, dúvidas sobre leis, orientações sobre financiamentos, etc.

 

Quem tem muitos relacionamentos, tende a ter mais facilidades em desenvolver suas atividades. Por exemplo: um estudante poderá ter suas pesquisas escolares ampliadas se tiver entre seus bons relacionamentos, alguém que tenha uma biblioteca, etc.

 

Exercício:

José é um rapaz que anda muito isolado e triste. Escreva como você poderá. ajudá-lo, baseado no que você aprendeu neste curso:

 

RELACIONAMENTOS

 

è COMO MELHORAR NOSSOS RELACIONAMENTOS

 

1. Cumprimente as pessoas. Nada há tão agradável e animado, quanto uma palavra de saudação; particularmente hoje em dia quando precisamos mais de “sorrisos amáveis”;

2. Sorria para as pessoas. Acionamos 72 músculos para franzir a testa e somente 14 para sorrir;

3. Chame as pessoas pelo nome. A música mais suave para muitos ainda é ouvir seu próprio nome;

4. Seja amigo prestativo. Se você quiser ter amigos, seja amigo;

5. Seja cordial. Fale e haja com toda sinceridade;

6. Interesse-se sinceramente pelos outros;

7. Seja generoso e sincero ao elogiar, cauteloso ao criticar. Os lideres elogiam, sabem encorajar, dar confiança e elevar os outros;

8. Considere os sentimentos dos outros. Existem três lados numa controvérsia:. o seu, o da outra pessoa, e o lado de quem está certo;

9. Ouça, aprenda e saiba reconhecer o valor dos outros;

10. Seja prestativo, sem esperar nada em troca;

11. Ao dizer “não”, o faça com delicadeza;

12. Nunca devolva um ataque verbal. Nessas horas, é melhor ficar calado do que dizer bobagens e alterar os ânimos. Veja Pv 10.18-20, 15.1;

13. Não se meta onde não é chamado: 2 Ts 3.11;

14. Jamais passe comentários negativos;

15. Não fale do que não sabe.

 

EXERCÍCIO:

 

  • Você recebe uma promoção em seu emprego. Mas seu colega de trabalho, mais antigo do que você na função, não recebe promoção. A partir de então, seu relacionamento com este colega torna-se “frio”, sua conversa com ele ocorre somente no contexto do trabalho, e a antiga cordialidade entre vocês desapareceu. Defina uma estratégia para recuperar este relacionamento: ……..

 

MÓDULO 4 – A INOVAÇÃO NA EBD

 

O QUE É INOVAÇÃO?

 

É o ato de inovar, introduzir novidades, produzir algo novo, encontrar novo processo, renovar.

 

Lembre-se: a única coisa que não muda é a Palavra de Deus! (Lc 21.33 e Hb 13.8).

 

PERIGO!

 

Um dos maiores perigos da EBD é a rotina. Muitos cristãos julgam “frieza espiritual” quando os alunos mostram-se desinteressados, especialmente os adolescentes. Mas o que tem sido feito para inovar na EBD?

 

OBJETIVOS DA INOVAÇÃO NA EBD:

 

è Explorar participação dos alunos;

è Valorizar novas idéias;

è Atrair novas pessoas;

è Aumentar a qualidade e atualização do ensino; e,

è Aumentar a absorção do conteúdo das lições pelos alunos.

 

MÉTODOS PARA OBTER IDÉIAS INOVADORAS

 

1)      “Explosão de Idéias” – Não tenha receio da tecnologia;

2)      Visitas a outras EBD ou igrejas, escolas, etc.

3)      Leitura de livros sobre ensino, EBD, educação, dinâmica de grupos, etc.

4)      Encontros de atualização teológica, didáticas e pedagógicas;

5)      Consultas aos Conselhos das Igrejas, e aos Pastores do PPIG.

 

EXEMPLOS DE ATIVIDADES INOVADORAS (são só exemplos, esta lista não esgota as sugestões de inovar):

 

1)      “Trocar os professores” uma vez a cada trimestre, entre as classes;

2)      Fazer a aula ao ar livre, embaixo de uma árvore;

3)      Convidar um aluno para dar a aula;

4)      Convidar 2 alunos de outra classe para assistir a aula e dar suas opiniões;

5)      Ensinar “em silêncio”;

6)      Usar uma bíblia com linguagem moderna (Bíblia Viva, por exemplo);

7)      Ler o texto bíblico comparando com várias traduções;

8)      Convidar um professor de outra EBD/Igreja para dar uma aula especial;

9)      Eleger o “aluno destaque” da EBD, a cada mês;

10)  Representação do tema da lição, pelos próprios alunos.

 

AVALIAÇÃO RÁPIDA DO NÍVEL INOVADOR DE SUA EQUIPE EBD

 

1)      Quantas inovações houve em sua EBD nos últimos 3 meses?

a) (     ) Zero b) (    ) Uma ou Duas c)  (    ) Três ou mais

 

2)      Qual foi a última vez que alguém sugeriu algo novo para a EBD?

a) (     ) Não me lembro! b) (    ) Faz mais de 2 meses c)  (    ) Há menos de 2 meses

 

3)      Qual foi a última vez que houve uma atividade de integração (visita) com outra EBD/Igreja?

a) (     ) Não me lembro! b) (    ) Faz mais de 6 meses c)  (    ) Há menos de 6 meses

 

4)      Qual foi a data do último treinamento ou reciclagem para professores da EBD?

a) (     ) Não me lembro! b) (    ) Faz mais de 6 meses c)  (    ) Há menos de 6 meses

 

5)      Quantas matrículas novas sua EBD registrou nos últimos 6 meses?

a) (     ) 0 a 3 b) (    ) 4 a 9 c)  (    ) Acima de 9

 

6)      Quantos alunos abandonaram a EBD nos últimos 6 meses?

a) (     ) Acima de 8 b) (    ) 4 a 7 c)  (    ) 0 a 3

 

Avaliação:

Cada resposta a) = zero pontos

Cada resposta b) = 1 ponto

Cada resposta c) = 2 pontos

 

Soma da avaliação =    ……………………….

 

RESULTADO:

è De 0 a 5 pontos: CUIDADO! Sua EBD precisa, urgentemente, de inovações e um programa de reativação!

è De 6 a 8 pontos: Sua EBD tem algum aspecto inovador, porém há necessidade de implementar uma dinâmica maior de renovação.

è De 9 a 12 pontos: PARABÉNS! Você está numa EBD inovadora. Procure mantê-la assim, vale a pena todo o esforço!

 

a) Formule pelo menos 10 sugestões (“explosão de idéias”), para obter novos alunos na EBD.

b) “A inovação é um processo contínuo de criatividade e renovação”. Comente:

…………………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………

 

c) “A EBD segue os padrões consagrados. Não precisamos de mudanças. Tudo está bem.” Analise este pensamento e faça suas considerações.

 

MÉTODOS DE ADMINISTRAÇÃO DA EBD

 

Utilizar métodos significa usar um conjunto de meios (procedimentos) para alcançar um fim (objetivo).

 

A inovação não implica em abandono dos métodos e formas de administrar a EBD. Os métodos aqui expostos são genéricos e devem ser adaptados ás circunstâncias locais e aos costumes de cada EBD. Recomenda-se a adoção dos seguintes métodos de administração da EBD:

 

1)      PLANEJAMENTO DE AULAS

A dispersão do ensino é a pior coisa para a qualidade do mesmo. É necessário organizar o programa (currículo) a ser ensinado.

Antes do início de cada trimestre, os professores e o coordenador da EBD devem se reunir e definir o planejamento de aulas e atividades. Por exemplo: em algumas igrejas, toda última EBD do trimestre é dedicada à consagração e apelo para conversão.

 

Os seguintes assuntos devem ser incluídos no planejamento das aulas:

1.1 Ensino da oração (pelo menos 2 aulas por trimestre): a prática e a disciplina da oração são vitais a qualquer cristão. Desprezar seu ensino é criar dementes espirituais.

1.2 Prática cristã (santidade e obediência): os ensinos bíblicos são práticos, em relação à finanças, sexualidade, família, autoridades, etc. Pelo menos 1 lição a cada mês, devem ser tratados assuntos atuais, relacionados á vivência do dia-a-dia do aluno.

1.3 Enfoque na defesa da fé cristã (razão das doutrinas e crenças): muitos alunos têm sido perdidos porque, ao entrarem na universidade, se deparam com ateus e agnósticos, que zombam da fé. Se não houver um adequado ensino, estaremos preparando “acéfalos mentais da fé”. A fé é maior que a razão, porém a razão não nega a fé!

1.4 História bíblica: variação de ensino entre Velho Testamento e Novo Testamento. Mostrar o contexto (as condições e costumes da época) e como se relaciona esta “antiga” história a nós, cristãos do século XXI.

 

Algumas igrejas utilizam uma “Revista trimestral”. Antes de adotá-la, verifique a qualidade e a consistência com os parâmetros acima indicados. Valoriza a nossa Editora Cristã Presbiteriana.

 

2)      TREINAMENTO E MOTIVAÇÃO DOS PROFESSORES:

De nada adianta um bom planejamento ou uma ótima “Revista trimestral”, se os professores não estiverem motivados e treinados! Trataremos deste assunto, mais especificamente e com detalhes, nas próximas aulas. O Conselho de Ensino da Secretaria de Educação Religiosa do PPIG, tem esta atribuição do preparo e da atualização dos Professores.

 

3)      INOVAÇÕES:

Novamente, este assunto aqui? É que a inovação é um método também. Especialmente na EBD, onde as estruturas arraigadas durante anos fizeram com que muitos tiveram ojerizas ás novidades, nós precisamos enfatizar que a inovação é uma necessidade, um método dinâmico para obter uma EBD (lembre-se: Jesus inovou, ao ensinar ao ar livre, fora das sinagogas, usando parábolas, etc.).

 

4) ESTRATÉGIAS DE ACORDO COM O CONTEXTO (SITUAÇÃO):

Obtêm-se bons métodos de trabalho na EBD com a adoção de estratégias de acordo com o contextos onde está situada (problemas sociais, questões públicas, econômicas, etc.). Exemplos: se a maioria dos alunos é analfabeta, seria bom criar uma classe especial de pré-alfabetização; se no bairro não há opções de lazer, criar uma EBD com alternativas de recreação, etc.

 

EXERCÍCIOS

a) Planejar as aulas da EBD no trimestre:

Datas:

Texto – Chave

Ênfase

29/03/2013 (Paixão de Cristo)

31/03/2013 (Páscoa)

21/04/2013 (Tiradentes)

22.04.2013 (Descobrimento)

28.04.2013  (Educação)

12.05.2013  (Dia das Mães)

19.05.2013  (Defensor Púb)

26/05/2013  (Dia do Museu)

30/05/2013  (Dia do Geólogo

02/06/2013  (Dia do Pólen)

09/06/2013  (Dia do Tenista)

16/06/2013

23 e 30/06/2013

 

b) Uma EBD está situada em uma região onde existem as seguintes características:

  1. A maioria dos alunos é de famílias de classe média baixa e alta;
  2. Existem gangues que recrutam crianças e adolescentes para suas atividades.

 

Quais as estratégias que você julga adequado para esta EBD?

(   ) Doar brinquedos ás crianças carentes;

(   ) Fazer a EBD somente de 2 em 2 semanas, para economizar luz e água;

(   ) Propiciar atividades extras, de modo a permitir uma alternativa á delinqüência;

(   ) Incentivar a participação e frequência na EBD, com prêmios e reconhecimento público dos méritos;

(   ) Criar um programa de renda alternativa para os jovens e adolescentes (artesanato, etc.)

(   ) Outros…..escreva:

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

 

c) Avaliação de Métodos na sua EBD:

1. Sua EBD tem um planejamento trimestral de aulas?

(   )  Sim       (    ) Não

2. Existe um programa de motivação para os professores?

(   )  Sim       (    ) Não

 

d) Defina o contexto da sua EBD:

…………………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………

 

e) Agora, com base no contexto acima, tente traçar uma estratégia para atingir os objetivos da sua EBD: …………………………..

 

PASSOS PARA O PLANEJAMENTO

Planejar não é só colocar as coisas no papel e sair distribuindo funções e cargos. É muito mais que isto!

O grande erro de planejamento é a “teorização”: ter uma teoria sobre o assunto e querer implementar, na prática, aquela teoria, nem sempre verdadeira…

Como planejar?

 

1)      Lembre-se que o planejamento é dinâmico, ou seja, pode ser maleável. Mas é importante adotar uma estratégia, ou no máximo duas. Não adianta tentar de tudo, isto só gasta energia.

2)      Não pense que você terá todas as respostas para tudo. A liderança da EBD deve ter conselheiros (sugestões: o pastor, outros líderes locais, professores aposentados, etc.).

3)      Planejar exige humildade para reconhecer erros, disposição para mudar e mente aberta para aprender.

4)      O melhor planejamento é o mais simples. Nada de “2 páginas cheias de planos”. Melhor 2 parágrafos que possam ser praticados!

 

EXEMPLO DE PLANEJAMENTO ANUAL DA EBD

(Este é apenas um exemplo. Não o copie. Utilize seu próprio planejamento!)

 

PERÍODO ou DATAS ATIVIDADES
Março/2013 Reunião Trimestral dos Professores
Abril Curso de reciclagem dos Professores
Abril/2013 Visita a outra EBD
Maio/2013 Campanha da confraternização – agasalhos
Maio/2013 Gincana Bíblica
Junho/2013 Campanha “Adote um livro”
Julho 13/07/2013 Curso de Formação de Professores
Julho/2013 Escola Bíblica de Férias
Agosto/2013 Semana da Leitura – Livro de Neemias
Setembro/2013 Campanha Evangelística sobre Missões
Setembro/2013 Reunião Trimestral dos Professores
Outubro/2013 Conhecendo os valores da Reforma Protest.
Novembro/2013 Planejamento para 2014
17/11/2013 – Dia da Criatividade – Eleição dos Alunos Destaques
Dezembro/2013 Atividades de Natal e Encerramento
14/12/2013 – Sábado Jantar de Confraternização dos Professores

 

Notas do Planejamento:

1) As datas definitivas serão definidas de acordo com o cronograma na reunião trimestral dos professores;

2) Colocar este Planejamento no Mural da Igreja;

3) O presente Planejamento está sujeito á aprovação do Conselho da Igreja, para evitar conflitos de datas e eventos com a Igreja.

 

PLANEJAMENTO ESPECÍFICO DE ATIVIDADES OU EVENTOS

 

Para cada evento citado, haverá um planejamento específico. Por exemplo:

 

CURSO DE RECICLAGEM DE PROFESSORES:

Local: Igreja Presbiteriana do Parque Iguaçu – Sede do PPIG;

Data: 13 de Julho de 2013;

Horário: das 8 ás 12 horas, com intervalo para o cafezinho;

Ministrante: Pastores e Professores do PPIG

Teor da reciclagem:

1)      Como ler mais rápido e absorver maior conteúdo;

2)      Dicção e oratória: técnicas

3)      O aluno do século XXI: abordagem de novos conceitos e “globalização”;

4)      Motivação Ministerial para o Ensino;

Observações: Serão os preletores: Pastores, Professores, Pedagogos do Presbitério.

Orçamento:

Descrição das Despesas

Custo Estimado R$

Aluguel do auditório        000
Lanches/refrigerantes/guardanapos

000

Reembolsos de passes de ônibus         000
Custo do almoço e gasolina dos Ministrantes         000
TOTAL PREVISTO: Despesa da Sec. Educação Religiosa do PPIG  R$

 

Dicas:

  1. Compre um caderno. Use 1 folha para planejar cada assunto da EBD;
  2. Não desanime. Ninguém nasce sabendo. Um bom planejamento envolve experiência e boa coordenação da sua equipe;
  3. Vale à pena planejar. A desorganização só leva ao nada (leia Jeremias 48.10).

 

Exercício:

 

Você tem que organizar um encontro anual de professores da EBD. Faça o Planejamento completo:

…………………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………

 

MÓDULO 5 – COMO CRIAR E MANTER MOTIVAÇÃO

 

MOTIVAR = animar, incentivar, estimular. MOT (de motor), dar idéia de “colocar motor” para que as coisas “andem”.

 

Uma das mais importantes tarefas do líder é proporcionar motivação. Certamente chegarão os dias em que as dificuldades, os problemas pessoais, as críticas, etc. farão com que percamos o “pique”.

 

A chave do sucesso da liderança é motivar, levando os professores e alunos a serem ganhadores de almas, fiéis aos princípios divinos.

 

Nossa visão: as almas

Nossa base: a Bíblia

Nosso método: o ensino

Nossa paixão: Jesus

Nosso alvo: a edificação e crescimento da Igreja de Cristo

 

O problema de nós é querer começar grande. Pensar grande é diferente de começar grande. A obra é grande, mas podemos começar com um passo de cada vez!

 

Motivar alunos e professores é levá-los a ter:

 

Um grande compromisso è com Jesus

Uma grande visão è as almas

Uma grande vontade è viver segundo os princípios bíblicos

 

COMO MOTIVAR?

 

Motivar é muito mais que simplesmente elogiar. Engane-se quem acha que algumas palavras elogiosas e uns “tapinhas” na costa irá conseguir motivação permanente. A motivação na EBD deve ser cativada, buscada.

 

A primeira motivação é por servir ao Mestre. Ele é a nossa motivação, nossa vida, nosso propósito. Serví-lo é uma grande honra. Tendo isto em mente, já teremos um ponto de partida importantíssimo.

 

Lembra-se da nossa visão? As almas! Se tivermos uma EBD com 10 alunos e professores, e cada aluno e professor testemunhar para outra pessoa e ganhar uma alma para Cristo, a cada ano:

 

No 1º ano: a EBD terá 10 pessoas (alunos + professores)

No 2º ano: 10 + 10 = 20

No 3º ano: 20 + 20 = 40

No 4º ano: 40 + 40 = 80

No 5º ano: 80 + 80 = 160

No 6º ano: 160 + 160 = 320

No 7º ano: 320 + 320 = 640 !!!

 

EXERCÍCIOS:

1. Você precisa explicar á igreja o porquê da EBD é importante. Resuma, em 4 linhas, a importância da EBD no crescimento da Igreja:

………………………………………………………………………………………………………………………………………… …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… …………………………………………………………………………………………………………………………………………

2. Qual o nível de motivação da sua EBD? Vamos fazer um breve teste:

Houve algum prêmio, destaque ou recompensa, nos últimos 12 meses, a algum professor?  (    )   Sim    (    ) Não

Algum aluno novo trouxe sua família para visitar a EBD, nos últimos 2 meses?

(    ) Sim  (    ) Não

Sua EBD tem uma biblioteca e a mesma está sendo utilizada pelos professores?

(    ) Sim  (    ) Não

Houve algum almoço/jantar ou confraternização entre professores da EBD?

(    ) Sim   (    ) Não

Houve algum prêmio, destaque ou recompensa, nos últimos 12 meses, a algum aluno?  (    )  Sim   (    ) Não

Some as respostas Sim e anote o valor aqui …………..

Avaliação:

4 e 5 – Ótimo! Sua EBD é um exemplo de motivação!

2 e 3 – Sua EBD tem algum nível de motivação, mas é necessário aumentá-lo

0 e 1 – Sua EBD não tem motivação suficiente! Cuidado!

 

3. “Precisamos orar que toda a motivação necessária virá da oração”. Concorda? Explique sua opinião:

………………………………………………………………………………………………………………………………………… …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… …………………………………………………………………………………………………………………………………………

4. Converse com seu colega e pesquise o que motiva ele para servir ao Senhor. Anote suas respostas:

………………………………………………………………………………………………………………………………………… …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… …………………………………………………………………………………………………………………………………………

 

IDÉIAS PARA UM PROGRAMA DE MOTIVAÇÃO PARA PROFESSORES EBD

 

Não basta apenas criar a motivação, é preciso mantê-la. Motivação não se obtém com palavras elogiosas e não se mantém com as atividades normais e comuns da igreja. É preciso um PROGRAMA DE MOTIVAÇÃO. Sugere-se os seguintes recursos:

 

  1. Criação da biblioteca da igreja, sob organização do conselho de professores da EBD, buscando, entre outros objetivos, facilitar a pesquisa, estimular a leitura e permitir que óbices financeiros não sejam empecilhos para o professor ensinar;

 

  1. Congresso anual de professores de EBD: escolhendo-se uma data, de preferência em outubro (15/10 dia do professor) para reunir, em solenidade especial, todos os professores, valorizando o ministério dos mesmos e dando especial destaque àqueles que completaram 1, 5, 10, 15, 20 e 25 anos ou mais de ministério no ensino;

 

  1. Cursos de reciclagem trimestral: convidando um ou mais palestrantes, para apresentar tópicos relacionados á EBD. Na ocasião, seriam apresentados também as estatísticas trimestrais sobre a EBD local. Sugestões de palestrantes: Pastores, professores e líderes de EBD de outras igrejas, autores de livros, líderes da juventude, etc;

 

  1. Almoço de planejamento mensal: os professores serão reunidos para elaboração de planos, visando também trocar entre si as experiências e acontecimentos ocorridos no mês, bem como aconselharem-se mutuamente nos desafios encontrados;

 

  1. Boletim EBD: a ser redigido pelos próprios professores, divulgando tópicos da EBD local, idéias criativas e outros assuntos de interesse;

 

  1. Eleição do professor-destaque: a ser realizado anualmente, reconhecendo-se o mérito por assiduidade, compromisso, pesquisa e outros tópicos. O prêmio poderia ser uma bolsa de livros, onde determinada verba seria destinada para que aquele professor adquirisse livros para sua biblioteca particular de pesquisas e estudos;

 

  1. Culto especial: a ser realizado no final do ano, apresentando-se individualmente cada professor, com a consagração dos dons de ensino e reconhecimento da importância do ministério educacional, perante toda a igreja reunida em culto festivo.

 

Exercícios:

 

a)      Das idéias listadas acima, selecione uma que não esteja sendo feito em sua igreja. Planeje como implantá-las.

b)      Crie uma nova idéia para motivação dos professores da EBD.

 

COMO SELECIONAR E TREINAR PROFESSORES

 

SELEÇÃO DE PROFESSORES

 

A seleção dos professores não é uma “pescagem” de um final de semana, correndo atrás de pessoas e dizendo: na próxima semana você estará dando aulas na EBD… muito obrigado!

 

De jeito nenhum!

 

Escolher e selecionar pessoas para uma tão importante tarefa é algo muito mais sério, que deve ser feito com o devido cuidado, zelo e oração.

 

ETAPAS DE SELEÇÃO DE PROFESSORES

 

1) relacione o nome de todas as pessoas da sua igreja que poderiam ser eventuais professores. Não descarte alguém só porque é muito novo (ou, ao contrário, muito idoso);

 

2) converse com seu Pastor, para que ele indique alguns possíveis nomes. Acrescente-os à lista;

 

3) inicie orações, pedindo a Deus sabedoria para descobrir, dentro da lista, nomes que realmente serão dignos de tão grandioso trabalho de ensinar;

 

4) marque um encontro INFORMAL com todos os relacionados em sua lista. Comece a reunião com oração e explique-lhes que todos eles poderão ser convidados para formar a equipe de professores da EBD. Vá anotando os nomes daqueles que se prontificarem de imediato. Não force ninguém a se voluntariar;

 

5) obtenha a aprovação do seu Pastor para os nomes selecionados. Em seguida, apresente-os publicamente á igreja, no culto de domingo.

 

Exercícios:

a) Escreva o nome de pessoas em sua igreja que poderiam ser professores de EBD:

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

 

b) Você deixou o nome de algumas pessoas de fora? Por que?

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

 

 

TREINAMENTO DE PROFESSORES

 

Não basta somente escolher os professores e “largar a turma” sobre eles! Você precisa TREINÁ-LOS. Não se trata de um “cursinho de final de semana”, mas um treinamento permanente, no mínimo 4 vezes por ano.

 

Algumas pessoas têm mais facilidade de ensinar do que outras. Você precisará elaborar um currículo mínimo para que cada professor tenha os seguintes conhecimentos:

 

1)      Psicologia infanto-juvenil;

2)      Interpretação bíblica;

3)      Liderança básica;

4)      Técnicas de ensino;

5)      Objetivos da EBD.

 

Os materiais mais adequados são da Casa Editora Presbiteriana. Mas não faça tudo sozinho: convide outras pessoas (incluindo professores da EBD e professores de escola) para ministrar os treinamentos.

 

Enfatize bem a cada professor da EBD que é imprescindível o treinamento regular.

 

è ETAPAS PARA ORGANIZAR O TREINAMEANTO

 

1) Elaboração de uma agenda para o treinamento fundamental, considerando a relevância de nossas crianças no contexto ministerial, da família e da Igreja.

 

2) verificação da relevância do assunto em sua Igreja, numa conversa com os pais e ou responsáveis da criança e envolve-os na importância da participação deste tema.

 

  • O teor (conteúdo) do que será ensinado e elaboração da apostila;
  • O local do treinamento (questões como almoço, lanche, limpeza, etc.);
  • Quem irá ensinar a criança;
  • Quais os custos envolvidos;
  • As cartas de aviso para os professores;
  • Convite para o Pastor estar presente.

 

3) comunique á igreja o treinamento e peça oração de todos. Coloque um cartaz contendo o cronograma do treinamento no mural da igreja (veja exemplo na página seguinte).

 

Nomeie duas ou três pessoas para ajudarem na organização de cada treinamento (não faça tudo sozinho! Você se lembra do que aprendemos sobre delegar?).

 

Elabore um CRONOGRAMA para o dia do treinamento. Exemplo:

 

TREINAMENTO DOS PROFESSORES DA EBD NA IGREJA DO PARQUE IGUAÇU

DATA: 28/09/2013

Local: Salão Social da Igreja

Tema: Psicologia Infanto-Juvenil

Preletores: Pastores, Professores do PPIG.

 

PROGRAMA:

10 horas – Abertura

10.30 horas – 1a palestra: Como a criança espera encontrar uma EBD?

12 horas – Almoço na Igreja

13.30 horas – 2a palestra: O impacto da televisão na formação da criança e do jovem

15 horas – Café

15.15 horas – Mesa redonda, com debates e perguntas

16 horas – Exercícios práticos de assimilação

OBS.: Senhores Superintendentes é muito importante a sua coordenação:

 

4) Um ou dois dias antes da data do treinamento, telefone para cada um dos professores para confirmar presença;

 

5) No dia do treinamento, chegue com bastante antecedência ao local para receber os participantes;

 

6) Faça um breve relatório do treinamento, para arquivo na Igreja e também para inclusão no quadro de anúncios da Igreja, e/ou leitura na parte dos anúncios do culto;

 

7) Verifique, informalmente, quais foram os resultados práticos do treinamento. Os professores obtiveram melhor conteúdo para suas atividades? Houve alguma mudança na EBD?;

 

8) Anote, num caderno particular (só seu) os erros e falhas cometidas durante o treinamento, para que no próximo possam ser corrigidos.

 

Exercícios:

1. Quais, em sua opinião, são os assuntos de treinamento mais urgentes na sua Igreja?

…………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………

 

2. “Não necessitamos de treinamento. Basta o Espírito Santo nos preencher, e sermos santos”. Conteste esta opinião, se possível com argumentos bíblicos.

 

3. Você está fazendo este curso de treinamento para líder da EBD. Faça a etapa 8 (erros e falhas) – tanto individualmente quanto em relação ao curso como um todo.

 

MÓDULO 6 – PRINCÍPIOS DE TRABALHO EM EQUIPE

 

Uma das tarefas primordiais de qualquer liderança é formar uma boa equipe de trabalho. Este é um princípio que o próprio Moisés, no deserto, teve que aprender (Ex 18.13-26).

 

Todos nós sabemos que trabalhar em equipe, em geral, representa um grande ganho de produtividade, uma melhor distribuição de tarefas, um menor esforço individual. Então, porque tão poucas pessoas se dispõem a estruturar equipes?

 

Não fomos treinados para trabalhar em equipes. Nas escolas, no esporte e no trabalho, somos encorajados a competir em vez de colaborar. Os problemas são apresentados para indivíduos e não para equipes. As recompensas são designadas para indivíduos (notas de provas), os alunos são treinados para serem “auto-suficientes” e não pedirem ajuda, os alvos são estabelecidos por outros, pede-se a indivíduos que os alcancem.

 

Como a recompensa e o reconhecimento são divididos, entra também aí nosso “ego”, pois se tivermos que dividir os louros com outros… Para nós, cristãos, todos os louros são de Cristo, portanto, podemos dispensar esta busca do “ouro olímpico” e tratar de buscar o Reino de Deus, em primeiro lugar (Mt 6.33).

 

QUAIS SÃO OS PASSOS PARA FORMAR UMA BOA EQUIPE?

1)      Convidar e selecionar a equipe de LÍDERES da EBD;

2)      Estabelecer objetivos alcançáveis e de acordo (consenso) mútuo;

3)      Distribuir tarefas e funções de acordo com a capacidade de cada membro;

4)      Ter avaliações periódicas e criar programa de motivação contínuo.

 

PASSO 1: COMO ESCOLHER A EQUIPE DE COORDENAÇÃO DA EBD?

 

1)      Faça uma sondagem informal: a pior coisa é “anunciar em público”, pois a tendência das pessoas é fugir de responsabilidades “proclamadas”! Vá visitar os possíveis candidatos. Ore com eles, converse sobre os objetivos… enfim, a primeira tarefa para escolher um bom candidato é conquistá-lo!

2)      Selecione: após ter 4 a 6 nomes em mente, faça uma seleção, para formar uma equipe inicial de 4 (quatro pessoas): você e mais 3. Ore por 7 dias antes de escolher com quem vai trabalhar.

3)      Convoque a primeira reunião, informalmente: nada de cartazes, anúncios, etc. Confirme com cada um dos nomes selecionados a participação em data e horário marcados. Comunique seu pastor, e convide-o para estar presente.

4)      Não distribua cargos já na primeira reunião. Esta deve ser informal, com espírito de oração, louvor, e gratidão. Mas já estabeleça os objetivos para a EBD, anotando-os em ata. Lembre-se: objetivos simples e fáceis de memorizar.

 

PASSO 2: ESTABELECENDO OBJETIVOS:

Há 4 regras imprescindíveis para fixar objetivos adequadamente:

1)      ESPECÍFICO: suficientemente claro para que a equipe saiba o que fazer para alcançar o objetivo. Exemplo: “4 classes de Estudo Bíblico dominical: rol do berço, infantil, adolescentes,  jovens/adultos”;

2)      MEDIDO: para que todos possam saber se foi alcançado ou não. Exemplo: “Biblioteca com 45 livros até o final do ano”;

3)      ALCANÇÁVEL: realista (não otimista, nem pessimista), sobre o qual se concorda;

4)      TEMPORAL: fixado em função do tempo. Exemplo: “ter 10 novas matrículas até o final de agosto”.

 

NOTE QUE è Objetivos: o que se pretende alcançar (exemplo: ter uma EBD com 40 alunos matriculados até 31.12.2013). Métodos: maneiras práticas de se alcançar os objetivos (exemplo: convidar no bairro 10 famílias para conhecerem a EBD). Normalmente, os objetivos são em pequeno número (de 1 a 5) e os métodos para obtê-los, podem ser múltiplos (exemplo: um objetivo pode ter vários métodos para alcançá-los).

 

PASSO 3: DISTRIBUIR TAREFAS E FUNÇÕES

 

Aparentemente, este é um passo fácil. Entretanto, ocorrem sutilezas. Observe que:

1)      Distribuir tarefas que ninguém quer exige um alto nível de coesão (união) e visão dos membros sobre o objetivo a alcançar. Em último caso, fique com as tarefas desagradáveis para você mesmo. Mas não se sobrecarregue, acumulando tarefas e funções.

2)      As funções não deveriam ser mais que 2 por pessoas: exemplo: ensinar na EBD e ser o líder da juventude. Uma terceira função desqualifica a pessoa, por falta de tempo!

3)      Nas tarefas que exigem esforço extra, nomeie 2 ou mais pessoas para cuidarem do assunto. Exemplo: visitação aos professores da EBD.

4)      Treine as pessoas para tarefas e funções: não importa tanto a qualificação da pessoa, mas sua motivação em desempenhar seu serviço. Um “mini manual” da função ou descrição da tarefa, pode ajudar. Deixe as pessoas do grupo compartilharem experiências e funções.

5)      Não “jogue funções”: você se lembra das horríveis “reuniões de cobrança”? Nunca faça isto. Dê responsabilidades, mas não exija mais que a pessoa possa, de fato, realizar. Se houve fracassos, toda a equipe deve assumir a responsabilidade. Quando um ou mais membros falham, é sinal que houve falta de motivação ou treinamento, e isto é responsabilidade de todos (inclusive de você!).

 

 

Reflita:

  1. “As pessoas tendem a se transformar no que você as encoraja a ser – e não naquilo que diz que devem ser enquanto as aborrece e incomoda” – N.Parker
  2. Identifique onde estão os talentos da pessoa e então, suavemente, conduza-a para estas áreas. Isto é maximizar a força do indivíduo para o grupo.
  3. Comunicação, Treinamento, Motivação: os combustíveis movimentam uma equipe de sucesso!

 

PASSO 4: AVALIAÇÕES E MOTIVAÇÃO

Muitos coordenadores fazem muito bem os passos 1 a 3, mas esquecem da continuidade:

1)      Avaliação periódica: revise, com frequência, o desempenho de sua equipe. O que está falhando? Por que? Há necessidades de mudanças? Quais? Procure sempre trabalhar com o consenso. Quando este não é possível, explique claramente sua decisão e os motivos que levaram a tomá-lo.

2)      Dê espaço para o crescimento e novas idéias: você não é insubstituível. É melhor ir estimulando novas lideranças. Crie um ambiente propício para novidades. Assim a equipe trabalha dinamicamente. Não imponha mudanças, discuta-as antes de implantá-las, teste-as.

3)      Visite-os, para conhecê-los melhor. Cada pessoa tem virtudes a serem aproveitadas e limitações a serem respeitadas. Elogie os resultados alcançados. Cultive relacionamentos pessoais. Lembre-se que trabalhar com pessoas é um dos principais focos do líder.

4)      Estimule sua equipe: aproveite os pontos fortes e evite expor a fraqueza dos membros. Exemplo: coloque as pessoas que tem voz clara e entusiasmo para frente da reunião da EBD, mas evite colocar alguém sem ritmo musical na liderança do louvor. Há também pessoas que só gostam de trabalhar “na retaguarda”. Não force-os a se expor. Cada pessoa tem pelo menos UM ponto forte! Sua tarefa é achar este ponto e VALORIZÁ-LO, UTILIZÁ-LO E APRIMORÁ-LO. Nosso objetivo é o MESMO, mas nem todos precisam fazer a mesma TAREFA.

 

èCOMO CONSEGUIR QUE AS PESSOAS COOPEREM ENTRE SI?

“Se você puder descobrir uma pessoa que se some a você na sua luta, não terá duplicado, e sim aumentado exponencialmente as suas chances” (do livro “Como despertar o melhor das pessoas” – Alan Loy McGinnis, Editora Sinodal).

 

É importante estabelecer que os objetivos não são os seus, mas os do grupo. As pessoas vão colaborar porque se sentem estimuladas, não porque sua idéia é brilhante! Deixe qualquer mérito seu de lado, e trabalhe com o grupo para atingir os objetivos!

 

Os bons líderes encorajam as pessoas a sentirem-se responsáveis pelos resultados, como equipe. Sucessos e fracassos são da equipe, não de pessoas. Todos são responsáveis (inclusive você). Se alguém não gosta de EBD, não o inclua na sua equipe!

 

Não faça promessas de sucesso fácil, ou sem trabalho árduo. Se alguém acha que o ministério EBD é algo “fácil”, é melhor procurar outra função! A colaboração deve vir das pessoas comprometidas, e não das que buscam um cargo “light” (leve)!

 

Um dos princípios básicos da motivação é a justiça: não trate as pessoas de maneira diferente, privilegiando uns em detrimento de outros. Trate a todas com respeito. Recompense igualmente.

 

Valorize as pessoas. Trabalhamos com indivíduos. Lembre-se das prioridades: os objetivos e as pessoas. Não menospreze os indivíduos, suas qualidades e necessidades.

 

REUNIÕES DE COORDENAÇÃO

Uma reunião para coordenação e planejamento da equipe pode ter resultados horríveis ou ótimos. Depende de como conduzir:

 

1)      Horário: tenha horário para iniciar e terminar. Uma boa reunião NUNCA dura mais que uma hora;

2)      Conteúdo: informe, de preferência por escrito, alguns dias antes, os ASSUNTOS  (tópicos) da reunião;

3)      Tópicos: Tenha uma sequência de tópicos e não saia delas. Programe com antecedência os assuntos. Liste poucos e defina UM objetivo para cada reunião. Em caso de impasse, nomeie duas pessoas qualificadas da equipe para resolverem o problema posteriormente (assumindo a responsabilidade sobre o assunto);

4)      Peça a sua equipe de sempre trazer por escrito idéias e sugestões;

5)      Ata: peça para uma pessoa fazer um registro das decisões tomadas num livro de atas;

6)      Não “cobre”: reuniões não são cobrança. Se há algum membro de sua equipe que está falho, vá inquirí-lo pessoal e reservadamente!; e,

7)      Não debata assuntos polêmicos. Isto só cria desgaste.

 

EXEMPLO DE CONVOCAÇÃO PARA REUNIÃO DA EQUIPE EBD

 

O Departamento Infantil desta Igreja convoca a todos os professores da EBD para que compareçam a:

 

Reunião para Equipe de Professores da EBD da Igreja local

Data: 15/10/2000 Hora: 9.00 ás 10.00 horas

Local: salão social da Igreja

Tópicos a serem tratados:

1)      Avaliação do trimestre julho/agosto/setembro 2013;

2)      Implantação da biblioteca;

3)      Programação de atividades da EBD para final do ano;

4)      Assuntos gerais (se houver tempo).

 

Pedimos a todos que tragam idéias e sugestões POR ESCRITO, entregando-as com ANTECEDÊNCIA. Eventualmente, algumas sugestões poderão ser apreciadas posteriormente.

Colabore! Sua presença, opinião e colaboração são importantes!

 

 

Reflita:

  1. Não existem boas ou más reuniões. Só existem as boas ou mal organizadas;
  2. Liderar não é convocar reuniões. Convocar reuniões é um método para obter comunicação e integração entre os membros da equipe;
  3. Uma reunião não resolve os problemas do grupo. Mas permite que as pessoas compreendam que sem consenso e responsabilidade não se chegará a lugar algum.

 

Exercícios em Equipe

1. Distinguir entre objetivo (O) e método (M):

a. (   ) “Conseguir 3 novos auxiliares juvenis até o mês de Maio”

b. (   ) “Distribuir cartões com convites pela vizinhança”

c. (   ) “Treinar os professores sobre novas tendências de ensino

d. (   ) “Motivar os jovens a virem a EBD, através de temas atuais

 

2. Para formar sua equipe de EBD, você convidaria (marque todas que julgar corretas):

a. (   ) Um membro de outra igreja

b. (   ) Um jovem inexperiente, mas consagrado

c. (   ) Um antigo professor de EBD

d. (   ) Seu pastor

e. (   ) Deixaria a escolha para outra pessoa mais experiente

 

3. Análises:

a)      “Não estabeleça objetivos em demasia. Melhor estabelecer um ou dois que sejam alcançados do que muitos que confudam ou dissipem o esforço. Em qualquer tempo, é possível estabelecer novos objetivos.”

Explique o que sua equipe entendeu:

………………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

 

b) “A causa mais frequente do fracasso de uma equipe é a união das pessoas erradas”

(   ) Concordamos    (    ) Discordamos

Porquê? ………………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

 

c) “A construção de uma equipe ocorre no decorrer de semanas, meses, anos, e não de dias”. Comentem esta afirmativa:

………………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

 

d) “JESUS COMO CONSTRUTOR DE EQUIPES:

 

  1. DESIGNOU 70 e formou “mini-equipes” de 2 (Lc 10.1)
  2. SELECIONOU 12, após passar a noite orando (Lc 6.13)
  3. ESCOLHEU 3 para a cúpula de liderança (Mt 17.1, 26.37)
  4. AMOU a todos (Jo 13.1)

Escolha um dos tópicos acima e comente-o.

 

 

MÓDULO 7 – DESAFIOS: COMO ENFRENTÁ-LOS E VENCÊ-LOS

 

O fato que o ministério da EBD é realizado através de pessoa faz com que tenhamos necessidade de buscar as formas e métodos de trabalhar com os desafios que surgirão (administração de conflitos, diferenças culturais, visões ministeriais diferentes, etc.).

 

Espere-os. Todo o empreendimento há reveses e dificuldades. São inevitáveis. Nós, os líderes, temos que preparar-nos para eles. Exemplos de desafios:

 

  • O professor que abandona o ministério do ensino, subitamente;
  • Uma crítica aos métodos de ensino;
  • Um pai que proíbe seu filho de ir a EBD, etc.

 

è ATITUDES BÁSICAS DIANTE DE DESAFIOS E CRISES:

 

1)      Humildade para reconhecer que nem tudo é perfeito;

2)      Aconselhar-se nos casos mais complexos (pessoas indicadas: demais professores da EBD, Pastor, Liderança da igreja, Oficiais Divisionais de Juventude e Oficiais Divisionais);

3)      “Não fazer nada em 24 horas”, para não fazer algo errado. Controlar as emoções negativas (ira, frustração, vingança, etc.);

4)      Aprender com a situação. Experiência gera conhecimento. Temos a tendência de errar menos, á medida que nosso aprendizado com a adversidade cresce;

Richar J. Needham afirma: “Pessoas fortes fazem tantos erros e erros tão medonhos como as pessoas fracas. A diferença é que as pessoas fortes os admitem, riem deles e aprendem com eles. É assim que ficam fortes”;

5)      Orar, pedindo sabedoria a Deus.

 

è Em qualquer crise ou problema na EBD, duas coisas devem ser mantidas:

 

1)      O objetivo da EBD, que é ensinar a Palavra de Deus.

2)      Valorizar mais as pessoas, mais que os métodos.

 

EXEMPLOS DE LÍDERES QUE ENFRENTARAM DESAFIOS E VENCERAM:

 

  1. Neemias enfrentou oposição violenta para a reconstrução dos muros de Jerusalém. Mas sua determinação na obra foi notável (veja Ne 4.1-23, 6.1-19). Leia os trechos citados e verifique quais foram suas atitudes e comente-as;
  2. A missão de Jesus foi combatida por Satanás (Mt 4), pelos homens (fariseus e saduceus), e ainda teve que enfrentar traição de um de seus discípulos e a ignorância de todos os demais! Comente como Jesus venceu:

a)      O medo; b) A dúvida; c) As falhas humanas

  1. William Booth, líder e fundador do Exército de Salvação, começou a obra com sua esposa, em Londres. Não havia estrutura, pessoal, ou apoio financeiro. De bar em bar, evangelizando, pregava a salvação.  Você acha que ele se sentia desanimado? Porque ele não abandonou a obra para viver uma vida mais confortável, segundo os padrões da época? Dê sua opinião.

 

ABORDAGEM DE PROBLEMAS

 

  1. Analise os ângulos (origem, conseqüências, extensão): verifique principalmente quais são as origens de problema. Faça questionamentos: a EBD está perdendo o rumo (objetivos)? Há falha no ensino? O que acontecerá se nada for feito? Quantas pessoas são afetadas?
  2. Evidencie soluções: quais são as possíveis soluções? O que irá, provavelmente, ocorrer se a (s) solução (ões) forem implementadas? Qual o envolvimento, nas soluções prováveis, de professores, alunos, líderes e oficiais dirigentes?
  3. Teste opções: não implemente uma solução imediata sem retorno. Ás vezes a solução aumenta ou cria outro problema. Faça um teste. Verifique as reações ou resultados.
  4. Modifique as alternativas: se o que você testou não foi suficiente, modifique a solução, peça aconselhamento, busque alternativas. Nem sempre acertamos na primeira vez, especialmente nos problemas mais complexos.

 

è PROCEDIMENTOS PADRÕES A SEREM ADOTADOS EM CASOS DE:

 

Há vários procedimentos que poderiam ser definidos como “padrões” para situações comuns na EBD. Adiante, os principais problemas e sua seqüência de possíveis soluções:

 

Pecado ou distorção doutrinária: aconselhamento, afastamento, arrependimento e reconciliação. De qualquer forma, o acompanhamento pastoral é imprescindível.

 

Divergências: método da interação (conciliação, arbitragem). Não utilize imposição. De preferência, utilize a arbitragem do pastor.

 

Desleixo ministerial: pesquisa das causas (entrevista), aconselhamento, afastamento (provisório), observação, readmissão ou afastamento (permanente), acompanhamento pastoral.

 

Críticas: análise da fonte e conteúdo. Se a fonte é fraca, a crítica não deve ter importância. Se o conteúdo é verídico, deve-se agir imediatamente. Caso contrário, simplesmente esqueça!

 

è ESTRATÉGIAS PARA O LÍDER DA EBD NA BUSCA DE SOLUÇÕES:

 

Independentemente das soluções padrões ou não, você deverá adotar algumas estratégias para que todos os ângulos do problema possam ser analisados. Faça o seguinte:

 

1)      Visitação á (s) pessoa (s) envolvida (s) no (s) problema (s);

2)      Comunicação (restrita, reservada) quando o problema envolver uma única pessoa ou tiver uma extensão restrita;

3)      Comunicação (aberta e pública) quando o problema envolver a igreja ou for muito grave;

4)      Conciliação: nem sempre a solução será a ideal, mas a administrável, real nas circunstâncias e limitações existentes.

 

ESTUDO DE CASO 1:

Alzira era uma excelente professora de EBD. Amada pelos alunos, querida pelos líderes. Fiel. Dizimista. “Perfeita”. Solteira. Uma dia enamorou-se com um rapaz simpático. Ficou grávida dele (antes do casamento). Sua classe era de jovens de 14 a 17 anos. O que fazer?

  1. Afastá-la imediatamente, para não dar “escândalo”.
  2. Ocultar o problema, fingindo que nada aconteceu, que é “normal”.
  3. Dar todo o apoio espiritual, mas explicando que sua atitude exige que seja afastada, temporariamente, da classe.

 

ESTUDO DE CASO 2:

Você tem uma EBD pequena. Um líder da igreja propõe que você pare de coordenar a EBD, e utilize seu tempo disponível para atividades mais “proveitosas”, como: coordenar o grupo de jovens, visitar os doentes, etc. Você:

  1. Repudia imediatamente a idéia!
  2. Leva ao pastor esta “crise” e pede uma solução para ele.
  3. Verifica a possibilidade de utilizar pessoas da própria EBD para as atividades sugeridas.
  4. Não faz nada, considerando aquele líder “fraco”.

 

ESTUDO DE CASO 3:

Um professor começa a ensinar seus alunos de modo “liberal”. Apesar do ensino não ser contrariamente á Bíblia, usa métodos “novos” e “estranhos” para fazê-lo. Alguns pais de alunos reclamam do professor para você. Qual sua atitude:

  1. Leva o assunto ao conselho de professores.
  2. Participa da classe e analisa os novos métodos, se de fato são úteis ou não.
  3. Chama imediatamente a atenção do professor, e pede que pare com tais métodos.
  4. Envia uma nota de esclarecimento aos pais dos alunos, apoiando o professor.

 

ESTUDO DE CASO 4:

 

Surge um novo “líder” na EBD. Tem várias idéias “novas” na cabeça e começa querer tomar lugar na liderança. Sugere mudanças “radicais”. Explica que várias coisas estão erradas. Que fazer?

 

ESTUDO DE CASO 5:

 

Você está cansado. Está 5 anos a frente da coordenação da EBD. Ninguém lhe cumprimentou pelo trabalho realizado. Ao contrário, existe uma certa “cobrança” de melhores resultados, por parte dos pais dos alunos e dos demais líderes. Você:

  1. Deixa o assunto com o pastor e dá um prazo para sair do cargo.
  2. Deixa tudo como está, levando o ministério em frente, do jeito que está.
  3. Leva o assunto para o conselho de professores e solicita ajuda.
  4. Prepara uma reunião de esclarecimento e apoio com a igreja.

 

Explique suas decisões.

 

Alguns exemplos de ocorrências e suas possíveis soluções:

 

PROFESSOR QUE DESISTE, SUBITAMENTE:

O importante é não “condenar” o professor. Todos nós podemos ter uma queda ministerial. Se ele abandonou a obra, pode ser oriundo de uma dificuldade, doença, ou mesmo pecado oculto. Nesta hora, é importante conseguir novamente a confiança deste professor. Visitá-lo. Orar com ele. Ouça-o. Talvez alguém o tenha desprezado. Um aluno o insultou. Ou você mesmo tenha, sem querer, falado algumas palavras e o atingido. Mas como os alunos não podem ficar sem aula, o professor substituto deve assumir a classe (mas não ser nomeado). Dê pelo menos 2 meses antes de promover o professor substituto. Se não houver professor substituto, assuma você mesmo a classe, até encontrar uma solução. Lembre-se: os alunos são mais importantes, e o professor desistente poderá vir a ser uma bênção futura!

 

LIDANDO COM “PESSOA DIFÍCIL”

 

Para alguns, a única maneira de lidar com criadores de problemas é substituí-los.

O fato é que todos nós temos nossas características, problemas, formação cultural, etc. Nem sempre uma “pessoa difícil” o é para todas!

Uma vez que cada um aceita o outro como e pelo que ele é, torna-se possível empregar métodos para um relacionamento eficaz.

Não espere mais dos outros do que esperaria de si mesmo.

 

Algumas sugestões para lidar com pessoas problemáticas:

 

  1. Investigue a causa: não faça julgamentos precipitados sobre o comportamento de uma pessoa. Porque ela age assim? Qual seu ambiente familiar? Que tensões ela está sujeita?
  2. Ela é problemática para você, ou para todo o grupo? Às vezes exageramos a extensão do problema. Só porque aquela pessoa não possui o “perfil ideal” para que seja liderada, não quer dizer que a permanência dela irá destruir a união do grupo!
  3. Procure enxergar as qualidades da pessoa: verifique os itens honestidade, fidelidade, santidade e paciência. São qualidades sempre desejáveis para as pessoas que trabalham na EBD. Talvez os “defeitos” que a pessoa tenha sejam superados, e em muito, por estas qualidades!
  4. Peça ajuda: envolva a pessoa na solução do problema. Explique francamente que você não está conseguindo o melhor dela na equipe. Seja humilde neste trato. Ordens e sermões costumam gerar barreiras intransponíveis.
  5. Verifique se o problema não é falta de treinamento ou motivação: por vezes, o erro está em nós, que não disponibilizamos as ferramentas para a pessoa ser útil na EBD. O que temos feito por ela neste sentido?

 

Dica: Recapitule os módulos sobre relações humanas, motivação e treinamento, para verificar tópicos já discutidos que permitam tratar o problema de uma forma mais objetiva e correta.

 

 

è CONDUZINDO UMA CONVERSA FRANCA

 

Cedo ou tarde, nos defrontamos com a necessidade de confrontar alguém sobre determinado assunto. Como não é possível sempre termos a razão, há necessidade de ouvir a pessoa e ponderar (argumentar). Siga as seguintes dicas para que a conversa não se transforme numa discussão inútil:

 

  1. Identifique o verdadeiro problema: nem sempre o que é dito é o real. Muitas pessoas dissimulam seus reais problemas ou suas motivações. Não tenha medo de perguntar ou de analisar a questão por vários ângulos, mesmo antes de entender o problema. Não existe solução para um problema, se você não o conhece!;
  2. Resolver qualquer desacordo entre vocês: é necessário limpar o passado, perdoar e deixar tudo bem claro, inclusive as motivações;
  3. Combinar um plano de ação que ajude ambos a alcançar a meta: se vocês têm os mesmos objetivos, porque não alcançá-los juntos? Identifique como faze-lo e trate de cumprir sua parte. Tenha paciência, a convivência poderá demorar a ser perfeita;
  4. Recapitule o que foi combinado e aceito entre as partes. Frise bem as conclusões, para não haver mais mal entendidos futuros!

 

DIAS DE DESÂNIMO E FRUSTRAÇÕES

 

É inevitável que ocorram percalços (dificuldades). Prepare-se para elas!

 

“Ao ser derrotado em uma batalha, lembre-se: você ainda não perdeu a guerra…”

 

“A derrota definitiva só existe quando nós decidimos não nos levantar mais…”

 

“No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jesus, em Jo 16.33).

 

Uma das táticas mais importantes para vencer o desânimo é enxergar o fruto, e não o labor. Nosso objetivo é salvar e edificar vidas, através da EBD. Todas as dificuldades, custos e labores serão pequenos, em comparação com o triunfo de uma alma salva!

 

Não desanime só porque, aparentemente, os métodos e os trabalhos da EBD tem um desempenho relativamente fraco. Você precisa agir, mudando as ações (relembre-se das lições sobre “inovação, motivação e metodologias”). Sentimentos vem e vão, mas os objetivos ficam!

 

“Espere oposição e críticas. Você nunca poderá agradar a todos ou fazer algo perfeito. Sempre cometerá erros. A grande questão é aprender com eles e seguir em direção aos objetivos já traçados.”

 

IMPORTANTE! Valorize mais os objetivos do que seus sentimentos e decepções!

 

MÓDULO 8 – ORÇAMENTO E PRINCÍPIOS DE FINANÇAS NA EBD

 

  • Por que é necessário organizar as finanças da EBD?

Além dos recursos humanos (pessoas) o desenvolvimento da EBD exige recursos materiais que precisam ser geridos com o zelo adequado ás coisas do Senhor.

 

  • Mas todos os recursos não virão “de acordo com a necessidade”?

A provisão divina não significa que devemos abandonar a prudência e o cuidado das coisas relativas á Sua obra. Deus suprirá todas nossas necessidades, é verdade, porém isso não significa que devemos esquecer de nos vestir, nos alimentar, administrar e prever novas fontes de recursos, etc.

 

Observe as exortações para não negligenciarmos as questões financeiras e as necessidades dos outros: Ef 4.28, 2 Ts 3.10-12, 1 Jo 3.17 etc.

 

  • “Não precisamos de orçamento e planejamento. O Espírito fará tudo…”

Porque deixar para o Espírito Santo o que nós mesmos devemos fazer? A obra do Espírito é convencer (Jo 16.8), guiar a verdade (Jo 16.13) e glorificar o Filho (Jo 16.14). Nossa parte é ensinar e pregar (Mt 28.19-20). O ensino pressupõe ordem, submissão, estudo e organização.

 

Se nossa visão for de negligência com a área financeira, então este mesmo raciocínio seria aplicável ao ensino: “não precisamos estudar a Bíblia. O Espírito Santo nos revelará as verdades…”. Você concorda com esta afirmativa? Se você concorda, estará igual ás seitas heréticas, que desprezaram o estudo da Palavra para se aplicar às revelações e visões…!

 

Finanças é um assunto bíblico. Existem dezenas de versículos relacionados a este assunto. Já que vamos ensinar a Bíblia na EBD, porque não praticá-la também…?

 

AS FINANÇAS DA EBD NÃO SÃO BASICAMENTE UM PROBLEMA DE DINHEIRO

 

Uma EBD não precisa muito dinheiro, mas uma boa administração financeira!

 

O maior desafio em finanças não é propriamente uma falta de dinheiro, mas uma falta de compreensão que influencia a atitude do cristão para com:

 

  • Suas prioridades orçamentais (o que é mais importante para mim? Gastar ou contribuir?)
  • Seu entendimento de valores (o Reino de Deus acima de tudo – Mt 6.33)
  • Seus hábitos de contribuir (separar valores para consagração á Causa de Cristo: 1 Co 16.2).

 

Sem definir claramente os propósitos da vontade divina sobre finanças, para a própria igreja, como vamos ensiná-la a outros, aos alunos da EBD, de dizimarem e organizarem suas próprias finanças?

 

É muito fácil se desculpar e dizer que “temos que esperar melhores dias” ou que há “falta de verbas”. Tudo isto tem sido justificativa para a preguiça, o desleixo e a negligência para com as necessidades materiais da obra de Deus! Observe a repreensão de Jeremias 48.10.

 

COMO ORGANIZAR AS FINANÇAS DA EBD

 

1. ESCOLHA UM TESOUREIRO PARA A EBD

 

Primeiro, você precisa de uma pessoa de confiança, para administrar os recursos. Esta pessoa é o TESOUREIRO.

 

Esta pessoa deve ser treinada com os princípios expostos nesta apostila. Seu nome deve ser aprovado pelo pastor ou conselho da igreja.

 

2. LIVRO CAIXA DA EBD

Há necessidade de registrar as entradas e saídas de dinheiro. Isto deve ser feito com o LIVRO CAIXA, de modelo bem simples. Basta adquirir um caderno com capa dura e adaptá-lo como segue neste exemplo:

 

DATA HISTÓRICO

ENTRADA

SAÍDA

SALDO

31.05.13 Saldo inicial em caixa

27,50

03.06.13 Coleta da EBD

12,20

39,70

03.06.13 Dízimo para a Igreja

1,22

38,48

04.06.13 Pago Material NF 187 Livraria HF

2,00

36,48

08.06.13 Pago Xerox NF 155 Copiadora XY

1,40

35,08

 

O saldo de caixa deve ser conferido semanalmente, de preferência na presença do Tesoureiro da Igreja, ou, na sua ausência, com o Superintendente.

 

Os TOTAIS do mês de entradas e saídas devem ser informados, por escrito e com a rubrica do Tesoureiro da EBD, ao Tesoureiro da Igreja (ou na ausência, ao pastor), para serem lançados no Livro Caixa da Igreja.

 

O Livro Caixa deverá ser rubricado pelo Tesoureiro da EBD e pelo Tesoureiro da Igreja.

 

Todas as saídas devem ser DOCUMENTADAS, com nota fiscal ou recibos, preenchidos adequadamente, sem erros, rasuras ou borrões. Isto é uma exigência legal das autoridades governamentais, além de ser um princípio administrativo de qualquer organização.

 

3. ELABORE E ACOMPANHE O ORÇAMENTO DA EBD

Com base na estatística mensal de entradas e saídas, é possível prever um ORÇAMENTO para o ano, visando assim um planejamento mais eficiente dos recursos.

Por quê elaborar um orçamento? Para melhorar nossa compreensão de quanto, como e onde surgem e são aplicados os recursos. Para disciplinar os gastos e melhorar a qualidade dos mesmos. Para criar transparência. Para melhor administrar os recursos.

A desorganização e o desconhecimento, em matéria financeira, causam o caos e inviabilizam adotar as melhores atitudes em relação ao dinheiro. A administração eficiente da EBD não implica somente num bom currículo, em bons professores e na organização didática. Administrar os recursos quer dizer controlá-los para obter os melhores resultados de seu uso!

 

Exemplo:

 

ORÇAMENTO DA ESCOLA DOMINICAL – PERÍODO DE JANEIRO A DEZEMBRO/2013:

 

ORÇAMENTO PARA O ANO 2.013

PREVISTO (1)

REALIZADO (2)

SALDO A REALIZAR (1 – 2)

Linha

ENTRADAS:

1

Coletas

600,00

   

2

Ofertas Designadas e Taxas

350,00

   

3

Campanha do R$

300,00

   

4

TOTAL DAS ENTRADAS

1.250,00

   

SAÍDAS:

5

Dízimos para a Igreja

90,00

   

6

Aquisição Materiais e Manutenção

225,00

   

7

Aquisição Livros

285,00

   

8

Congresso Anual dos Professores

225,00

   

9

Treinamentos

215,00

   

10

Prêmios

120,00

   

11

TOTAL DAS SAÍDAS

1.160,00

   

12

Depósitos menos saques Poupança

90,00

   

13

TOTAL DO ORÇAMENTO

1.250,00

   

 

USANDO O ORÇAMENTO COMO UM INSTRUMENTO PARA AUXÍLIO NA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA:

 

  1. As entradas do ano (linhas 1 a 3) serão baseadas na média de entradas do ano anterior, com previsão de incremento pelas campanhas e esforço.
  2. As ofertas designadas (linha 2) para algum objetivo específico pelo doador, não são dizimadas para a Igreja (linha 5). O mesmo procedimento é adotado quando há cobrança de taxas para eventos.
  3. A Campanha do R$ (linha 3) objetiva que cada aluno ou professor da EBD economize R$ 1,00 por mês e contribua para a EBD. Se 25 alunos e professores estiverem envolvidos, então a arrecadação será de R$ 300,00/ano. Outras idéias podem ser elaboradas e apresentadas para obtenção de recursos.
  4. O total de ENTRADAS (linha 4) deve ser superior ao total de SAÍDAS (linha 11). Recomenda-se que pelo menos 10% das entradas das coletas e campanhas (linhas 1 e 3) sejam reservadas ao Fundo de Poupança (linha 12), para projetos especiais.
  5. O total do ORÇAMENTO (linha 13) deve ser IGUAL ao total de ENTRADAS (linha 4).
  6. A linha 12 (Depósitos menos saques da Poupança) deve registrar os recursos que foram colocados ou retirados dos Fundos de Reserva da EBD, pelo valor líquido, isto é: valor dos depósitos menos valor das retiradas.
  7. Divulgar este orçamento entre os professores, alunos e a igreja. Cria-se assim um profundo senso de responsabilidades recíprocas e compreensão da mordomia financeira.

 

PARA ACOMPANHAMENTO MENSAL DO ORÇAMENTO:

 

O tesoureiro anota na coluna 2 (Realizado) os valores recebidos ou desembolsados conforme o Livro Caixa (acumulado no ano).

 

A coluna 3 (Saldo a Realizar) é a diferença da coluna 1 (Previsto) menos a coluna 2 (Realizado).

 

Colocar no mural da igreja, para acompanhamento de todos.

 

POR QUE TANTO CONTROLE E TRABALHO?

 

A obtenção dos recursos e objetivos da EBD é uma tarefa a ser perseguida constantemente. Sem algum planejamento, todos os esforços para equipar, treinar e manter seus objetivos podem ser perdidos.

O importante não é a exatidão dos controles, mas a transparência.

 

As pessoas que contribuem, saberão para onde vai seu dinheiro.

As pessoas que utilizam os materiais e aplicam o dinheiro terão maior rigor com os gastos, evitando desperdiçá-los.

A igreja observará que a EBD tem objetivos, planos e métodos, e assim haverá maior interesse em apoiar este importante ministério educacional/evangelístico.

A transparência poderá levar pessoas abnegadas a doarem fundos para os projetos da EBD. Muitas pessoas são tocadas mais pela realidade do que por uma exposição verbal de “insuficiëncia de verbas” (quando o orçamento é exposto, fica óbvio as limitações que há no trabalho da EBD).

 

Um planejamento também permite enxergar mais claramente quais os recursos necessários e disponíveis, e o que se poderá realizar.

 

Racionalizando os gastos, é possível poupar, para que a EBD possa ter recursos para projetos especiais (por exemplo, pintura das salas de aula, compra de ventiladores, etc.).

 

Menos dependente das verbas da igreja, poderá ter mais liberdade quanto a seu próprio planejamento financeiro.

 

Pessoas interessadas poderão apresentar idéias e sugestões para aprimoramento das entradas (novas campanhas e formas de incentivo para ofertantes).

 

Enfim, há uma série de vantagens em que haja controles de caixa e orçamento, que justificam atenção ao assunto.

 

Nos primeiros meses, a tarefa de controlar, somar, etc. poderá ser relativamente enfadonha. Mas as vantagens a médio prazo (6 meses ou mais) compensarão os esforços.

 

è “Se há limites financeiros, devo conhecê-los. Conhecendo-os, aplicarei melhor o que tenho. Aplicando melhor, irei ampliar meus limites”. Comente……

 

EXERCÍCIOS:

 

a) Qual o nível de transparência financeira na sua igreja? Responda para saber:

  1. Você sabe quanto a sua igreja arrecada, mensalmente?  (    )  Sim    (    ) Não
  2. Existe um demonstrativo de entradas e saídas, no mural ou no boletim? (    ) Sim  (    ) Não
  3. O tesoureiro informa o estado das finanças para a congregação? (   ) Sim   (   ) Não
  4. Os resultados das campanhas de arrecadação efetuadas são divulgados? (   ) Sim  (   ) Não
  5. Houve seminário sobre finanças nos últimos 12 meses na sua igreja? (   ) Sim  (   ) Não
  6. As decisões sobre gastos e orçamento são aprovadas em assembléia? (   ) Sim  (   ) Não

 

De 0 a 1 respostas sim: sua igreja, definitivamente, não tem transparência financeira!

De 2 a 3 respostas sim: sua igreja tem alguma transparência financeira, mas precisa melhorar.

De 4 a 5 respostas sim: sua igreja tem transparência financeira.

6 respostas sim: parabéns! Este é o nível ideal de comunicação financeira dentro da igreja.

 

b) Você precisa explicar aos professores da EBD porque o assunto finanças deve ser de conhecimento de todos. Resuma seus argumentos.

 

c) Escolha 1 ou 2 nomes, dentre as pessoas de sua igreja, que poderiam desempenhar o papel de tesoureiros da EBD. Pense em convidá-lo para participar da sua equipe (não sem antes consultar o seu Pastor).

 

d) Quanto sua EBD arrecada por ano? Faça o seguinte cálculo: multiplique as ofertas de cada semana por 50. O resultado é R$ ……………… Tire 10% para o dízimo. Sobra R$ ……………….

 

e) Com base no cálculo feito anteriormente:

O que você acha que poderá ser feito com este valor? (seja específico).

O que você acha que é possível fazer para aumentar a arrecadação?

 

f) Agora, liste as prioridades da EBD (exemplo: 1 quadro flip charp, 1 quadro branco, etc.) e estime os custos dos mesmos. Idealize uma campanha para adquirir os materiais não se esqueça de incluir os valores. Faça uma estimativa, se não conhece o valor exato.

 

Nome da campanha: …………………………………………………………………………………………………

Objetivo:…………………………………………………………………………………………………………………

Como será feita: ………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

Quem participará: ……………………………………………………………………………………………………

Alvo de arrecadação: R$ …………………………………….

Data de início: ……../………/………..

Data de fim: ………/………./…………

Como será a divulgação e motivação da campanha: ……………………………………………………….

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

g) “A EBD não precisa de dinheiro. A igreja já assume os gastos do departamento”. Certo? Errado? Por quê?

 

APÊNDICE: A IMPORTÂNCIA BÍBLICA DO ASSUNTO “FINANÇAS”

 

Você gasta tempo de sua vida para ganhar dinheiro. A Bíblia ensina que tudo o que fazemos deve glorificar a Deus (1 Co 10.31). Assim, nós podemos e devemos glorificar a Deus através do dinheiro. A Palavra de Deus tem muitas orientações sobre dinheiro, bens materiais, dívidas, etc. Isso porque Deus sabia das dificuldades, pressões e tentações  que iríamos enfrentar nesta área.

DE QUEM É O DINHEIRO? Ag 2.8, Sl 24.1, Dt 8.18.

 

O PLANO DE DEUS PARA O DINHEIRO:

  1. 1.   Suprir nossas necessidades: Deus promete suprir-nos com tudo: Fl 4.19, Mt 6.31-33
  2. 2.   Suprir necessidades de outros por nosso intermédio: Rm 12.13, Sl 37.21, Ef 4.28
  3. 3.   Sustentar o ministério de Deus no mundo: 1 Co 16.2, Fl 4.10-20

 

ATITUDES E DECISÕES EM RELAÇÃO AO DINHEIRO:

O dinheiro em si é neutro. Tudo depende do uso que se faz dele. 1 Tm 6.10 ensina que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, e não o dinheiro em si.

  1. Reconhecer que tudo é de Deus, e devolver pelo menos o dízimo: Ml 3.10-11.
  2. Trabalhar e ganhar dinheiro honestamente: Pv 6.6-11, 2 Ts 3.10-12
  3. Não entrar em dívidas e procurar sair delas: Pv 22.7, Rm 13.8, 1 Co 7.21-23
  4. Não colocar o coração em dinheiro ou em coisas materiais: Pv 23.4-5, 28.22, Mt 6.19-21
  5. Não viver ansioso ou preocupado: Fl 4.6-7, 1 Pe 5.7
  6. Não ser avarento: Ec 5.10, Lc 12.15, Cl 3.5
  7. Planejar os gastos: Pv 16.9. Faça um orçamento (modelo anexo) e pare com os gastos desnecessários! Coloque seus propósitos diante do Senhor: Sl 37.4
  8. Economizar: Pv 18.9 e 21.20. Guardar para quando precisar (emergências): Pv 27.18.
  9. Ser sensível em relação ás necessidades dos outros: Lc 3.11, Rm 12.13. Atenção! Não se deve ficar alimentando o preguiçoso: Pv 19.19 e 2 Ts 3.6-16.

10.Contribuir regularmente para o sustento da causa de Cristo: 2 Co 8.3-5, Fp 4.18

 

COMO CONTRIBUIR PARA O REINO DE DEUS?

  1. Sacrificalmente, isto é, algo que custo alguma coisa para você: 2 Co 8.2, Pv 11.24-25
  2. Alegremente: 2 Co 9.7
  3. Voluntariamente, não por que é “lei”: 2 Co 8.3, 9.7
  4. Regularmente (pelo menos uma vez por mês): 1 Co 16.2
  5. Começar pelo dízimo (10% da renda total): Ml 3.8, 10-11, Lc 11.42

 

DUAS COISAS QUE VOCÊ DEVE TOMAR CUIDADO:

  1. Emprestar dinheiro se ele vai lhe fazer falta; 2.Ficar por fiador: Pv 6.1-5

 

RIQUEZAS, BÊNÇÃO OU PERIGO?

  1. Se nossas prioridades são acumular dinheiro, teremos um grande fardo: Pv 1.19, 23.4 e 30.7-9.
  2. Dependendo de nossas atitudes, o dinheiro pode ser bênção ou um entrave ao nosso crescimento espiritual: 1 Tm 6.6-10, 17-19, 2 Tm 2.4, Hb 13.5-6.

 

MÓDULO 9 – ORGANIZAÇÃO, FUNÇÕES E CRONOGRAMAS NA EBD

 

  • Porque precisamos de uma estrutura organizacional na EBD?

 

Não posso fazer tudo sozinho. O Pastor também não. As estruturas, formadas por pessoas e recursos, ajudam a manter e alcançar os objetivos.

 

  • A organização tem fundamentos bíblicos?

 

Sim. Exemplos: Moisés constituiu uma equipe de juízes (Ex 18.13-26); no templo, havia cargos, como levitas cantores e sacerdotes (Nm 3.6-10); entre os 12 apóstolos, 1 era tesoureiro (Jo 12.6); na igreja primitiva, havia ordem na assistência a viúvas (At 6.1-6); a necessidade de ordem no culto (1 Co 14.26-33); etc.

 

  • As igrejas, em geral, não têm uma estrutura “pesada”?

 

Não. A estrutura de cada igreja é a ideal para o funcionamento administrativo, financeiro e da obra do Senhor, de forma harmoniosa. Cada setor, sendo organizado, poderá desempenhar melhor suas funções.

 

  • Como vamos montar uma estrutura para a EBD?

 

Começando pequeno. Você, 1 tesoureiro e o atual núcleo de professores da EBD.

Precisamos entender que o famoso “jeitinho” (improviso) deve ser exceção e não a regra.

 

CONCEITOS:

Organização: ato de organizar, reunir sob uma direção lógica os melhores dons e talentos, com objetivos específicos.

Funções: atribuição individual ou a equipes de determinadas tarefas. Exemplo: Líder de Menores, Tesoureiro, Professor da EBD, etc.

Cronograma: planejamento de forma gráfica expresso no papel com a data do início e do término das fases de cada atividade prevista.

 

EXEMPLO DE CRONOGRAMA SEMESTRAL DA EBD:

ATIVIDADES/MESES

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Planejamento do Currículo para o 2º Trimestre: 31.2013            
Gincana Bíblica: 01.02 a 31.03            
Treinamento dos Professores: 15.02 e 17.03            
Planejamento do Currículo para o 3º Trimestre: 29.04            
Campanha do Real: 01.02 a 30.06            
Domingo de Decisão: 31.03 e 30.06            
Intercâmbios com EBD de outras Igrejas: 17.05 e 17.06            
Elaboração do Cronograma para o 2º Semestre: 05.06            

 

COORDENAÇÃO DE UMA EBD

 

A EBD exige uma coordenação entre recursos humanos (pessoas) e materiais

 

Por recursos humanos, entende-se não só as pessoas para execução das tarefas, mas também suas idéias e experiências aplicadas à melhoria do ensino, acima de tudo, seu tempo e disponibilidade como executores desta nobre tarefa. O verdadeiro líder passa pelo menos 50% de seu tempo junto com a equipe ou se comunicando com ela, principalmente escutando.

 

Por recursos materiais, entende-se o conjunto de condições físicas para que o ensino seja ministrado de forma adequada (cadeiras, material didático, recursos audiovisuais, iluminação, instalações, etc.).

 

UMA IGREJA ORGANIZADA – ESTRUTURA FUNCIONAL SUGERIDA:

 

·         PASTOR E DIRETORIA (Conselho e Mesa Diretiva)

  • CORPO DE ADULTOS: Sociedades Internas
  • CORPO JUVENIL: Sociedades Internas e Departamento Infantil

 

CORPO JUVENIL – OFICIAIS LOCAIS

 

Departamento Infantil: responsável por todos os ramos da obra juvenil. Pode haver um auxiliar. Dentre suas atribuições: orientar os Oficiais Locais do Corpo de Menores, organizar as reuniões, dirigir a classe de preparação dos professores da EBD, supervisionar todo o trabalho de menores.

Conselheiro: responsável pelo treinamento e atividades de futuros líderes entre os jovens.

Secretário: anota a frequência da EBD.

Professores da EBD, e seus respectivos auxiliares.

 

 

Todos os cargos devem ser aprovados e nomeados pelo Conselho da Igreja, pastor e respectiva liderança da igreja, quando se tratar de Congregação.

 

PLANEJAMENTO DA ESTRUTURA DE UMA EBD

 

Ao assumir o cargo de coordenador da EBD, faça um planejamento prévio para obter uma estrutura mínima de funcionamento. Por exemplo:

 

PESSOAS: 1 tesoureiro, 1 auxiliar, professores e auxiliares para cada classe.

MATERIAIS: 3 quadros brancos, 1 biblioteca, livros do trimestre, papéis, canetas, lápis.

 

A REUNIÃO DA EBD

 

Conteúdo:

 

a)      Louvor e Adoração;

b)      Leitura Bíblica e Orações;

c)      Exercícios responsivos;

d)     Lição Bíblica (em classes)

e)      Atividades.

 

Recomenda-se nomear uma pessoa para recepcionista da EBD, ficando á porta do salão e organizando a entrada.

 

Exige-se pontualidade no início. Uma reunião de EBD não pode ultrapassar 1 ½ hora.

 

ELEMENTOS DE UMA BOA REUNIÃO EBD:

1)      Brevidade: orações longas e muito falar levam á desordem.

2)      Linguagem: simples. As palavras, cânticos, afirmações e passagens bíblicas necessitam, frequentemente, de explicação.

3)      Variedade e movimento: cânticos com gestos, palmas e práticas semelhantes. Ensino de novos coros. Orações em uníssono (o dirigente fala a frase e as crianças repetem).

4)      Utilização de ilustrações, desenhos, flanelógrafo, fantoches, etc. para atrair a atenção.

5)      Atividades simples, como perguntas e respostas bíblicas, entrevistas, brincadeiras rápidas,etc.

 

Domingo de Decisão

 

Todo último Domingo de cada trimestre, deverá haver uma EBD especial, com apelo à salvação.

 

Escola Bíblica de Férias (EBF)

 

Durante as férias escolares, é recomendável que se realize a EBF, durante uma semana, visando atrair as crianças para a EBD regular.

 

Auxiliares dos Professores da EBD

 

Os alunos de 14 anos ou mais, que se destacarem no zelo e aprendizado, poderão ser convidados a auxiliarem os professores da EBD. Cada professor deveria ter pelo menos um auxiliar, para controlar a ordem na classe, distribuir material e, eventualmente, substituir o professor na sua ausência.

 

Aula de Preparação da Lição Bíblica

 

É importante que, semanalmente, haja uma aula de preparação sobre o assunto a ser ensinado na EBD. Na impossibilidade de a mesma ser durante a semana, pode-se providenciar para que seja antes da própria EBD.

 

Matrícula dos Alunos

 

O Livro de Matrícula deve sempre ser atualizado pelo Oficial de Registro. As estatísticas devem ser analisadas, nas reuniões dos professores. Especial ênfase:

 

1)      Ás novas matrículas.

2)      Aos novos convertidos nos domingos de Decisão.

3)      Aos alunos que abandonaram a EBD (deve haver visitação aos mesmos).

 

O Livro de Matrículas é um registro importante, objetivo, para avaliação dos resultados da EBD. Não se trata de um simples caderno com números, mas de um instrumento de avaliação. Use-o!

 

RECURSOS MÍNIMOS INDICADOS PARA O FUNCIONAMENTO DE UMA EBD

 

Realize um planejamento visando obter os seguintes materiais ou condições mínimas:

 

1 quadro branco (pequeno) para cada classe

1 Flip Charp (com folhas). Servirá também como flanelógrafo.

1 Biblioteca

 

LIVRO DE INVENTÁRIO DA EBD

 

Os materiais devem ser registrados no Livro de Inventário da EBD, para controle respectivo.

 

Exemplo de preenchimento:

Material

Data Entrada

Classe/Seção

Observação

1 Flip Charp

16.07.2013

Adolescentes

Doado pela igreja

1 Quadro Branco

01.08.2013

Juniores

Comprado com coletas

Trimestralmente é necessário a conferência dos materiais, se possível na presença do pastor.

 

PRIORIDADES

Faça uma lista de prioridades de curto prazo (6 meses) para sua EBD. Exemplo:

 

Prioridade 1: treinar os atuais professores

Prioridade 2: nomear auxiliares para os atuais professores

Prioridade 3: revisar o currículo, para motivar os alunos

 

Após listar as prioridades (não devem ser superior a 3), faça um cronograma de ações. Exemplo:

 

15/09/2013: reunião para marcar as datas de treinamento em conjunto com os professores; Até 30/09/2013: definir os temas; Até 10/10/2013: convidar preletores; Até 20/10/2013: nomear a equipe de coordenação dos treinamentos, etc.

 

Será muito útil você usar o modelo de CRONOGRAMA, apresentado neste curso, para controlar a sequência de eventos para atingir cada prioridade.

 

EXERCÍCIOS:

 

  1. Se você fosse começar do ZERO uma EBD em uma nova Congregação, por onde começaria?

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

  1. Análise do grau de organização da obra Juvenil em sua Igreja ou Congregação.

Sua igreja dispõe de (assinale):

Quesito de avaliação:

Sim

Não

a. Líder do Corpo de Menores (ativo)    
b. Salas de EBD (incluindo cadeiras e boa iluminação)    
c. EBD em funcionamento semanal    
d. Tesoureiro da Escola Bíblica (ativo)    
e. Domingo de Decisão a cada fim de trimestre    
f. Aula semanal de preparação para os Professores da EBD    
g. Livro de Matrícula da EBD (devidamente atualizado)    
h. Livro de Inventário da EBD (devidamente atualizado)    
i. Escola Bíblica de Férias, ao menos uma vez por ano    
j. Pelo menos um professor para cada classe da EBD    
l. Flip Charp, Flanelógrafo ou Quadro-Branco (em bom estado)    
m. Livro Caixa da EBD (devidamente atualizado)    

 

ATENÇÃO! Se você marcou “Não” no quesito “c”, desconte 5 pontos.

Para cada resposta SIM = 1 ponto

Total de pontos ……………..

 

Avaliação:

0 a 6 pontos – há necessidade URGENTE de organizar sua EBD.

6 a 9 pontos – sua EBD tem certa organização, mas é necessário aprimorá-la.

10 ou mais pontos – parabéns! Sua EBD está próxima ao ideal!

 

3. Com base na avaliação anterior, defina as prioridades mais imediatas, para organizar a EBD:

Prioridade 1: ………………………………………………………………………………………………………………………….

Prioridade 2: ………………………………………………………………………………………………………………………….

Prioridade 3: ………………………………………………………………………………………………………………………….

 

4. Com base nas prioridades do exercício anterior, crie um plano de trabalho, para 6 meses, visando atender a estas prioridades:

 

PRIORIDADE 1: …………………………………….

Data Ações
   
   
   

(complete no o planejamento para prioridades 2 e 3).

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