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IGREJA E PANDEMIA: DESAFIO MÚTUO

Nº 253 –  BOLETIM DOMINICAL 02 DE AGOSTO DE 2020

IGREJA E PANDEMIA: DESAFIO MÚTUO – Lc. 21:1-28; Mt.24:4-14

Estendemos nossas condolências as mais de 90.300 famílias enlutadas e mais 2.566,000 diagnósticos de Covid. A História é bíblica. Deus é o Ator e o Autor da História. Não existe vencidos e nem vencedores da Covid-19. Deus criou, governa, sustenta e espera que a Sua criação O louve, adore e glorifique.O nosso Deus é Deus vivo, santo e verdadeiro. Ele se importa com voce. Ele não  criou voce  para sofrer. Voce tem direito de viver e de ser feliz ou pelo menos, tem direito de buscar a felicidade. ”exultai e erguei as vossas cabeças; porque a vossa redenção se aproxima.” (Lc.21:28b). A Igreja de Cristo é a Comunidade Terapêutica. Um lugar de perdão,de reconciliação e de amor. Um lar de fé, de paz e de esperança. Vitórias e derrotas nos habitam! É um “hospital, um pronto socorro” espiritual sim para pecadores. As ciências humanas refletem sobre a sociedade pós-pandemia. A história e a própria experiência humana nos contam sobre as pandemias que o mundo já enfrentou. O que não nos contam é como será daqui para frente após a Covid. Cremos na relevância do Evangelho para o mundo pós-cristão e pós pandemia. Nossos reformadores conheceram a Peste Negra 1346/1671; a IPB nasceu em meio a Febre Amarela (1849); e, passamos bem pela Gripe Espanhola (1918). O 2º Congresso de Lausanne (1989) tambem manifestava preocupação quanto à defesa do Evangelho, desacreditado na sociedade secularizada. Em 1993 realizou na Suécia, a Consulta de Lausanne sobre a Fé e  Modernidade, à pauta  secularização. Entedemos que o 3º milênio estar começando agora com a Covid-19. Qual será a postura da Igreja do pós-pandemia? Qual tem sido a postura da igreja ante as filosofias  do presente? Paulo em (Cl. 2:8-17), questiona ao traçar a grandeza de Cristo e as práticas religiosas falsas. A teologia estar para a providência divina, assim como, a ciência para as probabilidades. Cremos que em breve voltaremos ao normal. Mas, qual normal? Sabemos que:”Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo”.“ (Hb.13:8). A Igreja está assentada na História da criação a redenção e superou todos os seus estágios com destinação até a “consumação”. (Mat. 28:18-20). Nem mesmo no período de 400 anos, de tétrico silêncio profético e cerimonial, do tríplice fundamento judaico: Lei Moral, Civil e Cerimonial, do Antigo Pacto, extremecido por guerras, entre Macabeus e os quatro generais de Alexandre, o Grande, e do império romano 63 a.C/636 d.C, pôs fim, os planos de Deus e de Sua Igreja. O Evangelho não muda, mas os métodos sim. É preciso investir em mídias! Não queremos crescer a qualquer preço. É preciso ter ética nos métodos de evangelização.Os métodos devem ser priorizados em função do perfil da igreja e do ministério. A Igreja não pode sacrificar a sua identidade ou descacterizá-la. Portanto, não vale qualquer método. Para nós presbiterianos  os fins não justificam os meios. A igreja no pós-pandemia, terá como desafio o manter às “portas abertas” – responsabilidade social. Tempo de desemprego, fome e miséria.  A missão precisa ser integral; pregar, ensinar e curar. Rev. Mario

OS ABSURDOS DO EVANGELHO

Nº 252 –  BOLETIM DOMINICAL 26 DE  JULHO DE 2020

OS ABSURDOS DO EVANGELHO   –  I Co. 1:18-31

“Que farei de Jesus, chamado Cristo?” (Mt.27:22). Este foi o drama, a síndrome e a fadiga crônica, que sem poder falar, lavou as mãos. Pilatos, um homem cruel, pusilânime e indefinido. “E daí?…seja Deus verdadeiro,e mentiroso todo homem…” (Rom. 3:3,4) É má coisa não escolher o bem logo no princípio, mas é pior não mudar mesmo depois. Cristo é o Evangelho, a Palavra encarnada! O Evangelho, tal como empregamos hoje, significa a mensagem anunciada pelo cristianismo. Na literatura grega, “evanggelion”, designa a recompensa dada a alguém pela entrega de boas notícias. Mais tarde, veio a significar as Boas No-vas em Cristo, que Deus cumpriu as Suas promessas e Seu plano eterno (Ef.1), enviando o Seu Unigênito Filho ao mundo para resgatar e salvar a todo aquele que nele crê (Jo.3:15-21). Quem crê em Cristo tem a vida eterna. Não entra em Juizo. Passa da morte para vida (Jo.5:24). Quem rejeita Jesus ou se mantem indiferente, não tem a salvação. Quem crê, confessa; e só quem confessa crê (Rm. 10:9-11). Não há lugar para discípulos secretos:ou voce é ou não é. Não existe “quase” ou “meio” cristão. O Evangelho só será boas novas se chegar a tempo e de forma correta. Os  absurdos do Evangelho estão na pauta judicial da plausibilidade da soberana vontade de Deus. A decisão divina é teratológica (absurda) e vinculante a Cristo, os profetas, os apóstolos e a igreja (Sujeito ao Pacto da Antiga e Nova Aliança),vale dizer, adstrito à previsão  (Lei e Graça), a Predestinação/preordenação de todas cousas em Cristo. “de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as cousas, tanto as do céu como as da terra;” (Ef.1:10). Os absurdos do Evangelho, não combinam com um evangelho “idiotizado”, infantil e imaturo, qual seja, a própria negação do Reino. D. Bonhoeffer, em cristianismo a-religioso diz:”Jesus Cristo é o centro, é a força da Bíblia, da Igreja, da teologia, e tambem da humanidade, da razão, da justiça, e da cultura. Tudo deve retornar a Ele e só sob a Sua proteção pode viver”. Assim, ao consideramos o Tentatêuco, necessário se faz, a hermenêutica reformada, “orare et labutare” (oração e ação) no estudo diligente do texto e do contexto histórico na sua interpretação (J. Calvino). Os aparentes absurdos dos eventos históricos e odiendos  do Pacto da Lei, têm como principal lição ensinar ao povo de Deus o dever-ser pela fé, confiando em Suas promessas, para poder avançar e alcançar à terra da promissão. Revela ainda a incredulidade; a recusa da promessa; o pecado dos líderes e do povo em geral; a disposição desta idolatria; o fracasso de Israel como nação eleita, a inclusão dos gentios, por fim, a promessa do Messias-Cristo. Ora, Paulo diz que: “a lei nos serviu de aio-serviçal até nos conduzir a Cristo (Gl.3:24-25). Considerando o Cristo total, descobrimos na encarnação o amor de Deus por sua criação; na crucificação, o juizo de Deus sobre a carne; na ressurreição, a justiça e vontade de Deus sobre o mundo. O Evangelho é justiça e juízo (Mc.16:15-16) Enfrente os absurdos pela fé!  “Que farei de Jesus, chamado Cristo?” Qual é sua resposta?  Rev. Mario

O EVANGELHO BÍBLICO E A  FÉ REFORMADA

Nº 251 –  BOLETIM DOMINICAL – 19 DE  JULHO DE 2020

O EVANGELHO BÍBLICO E A  FÉ REFORMADA –  Rom. 5:1-21

Vamos botar os Pingos nos Is! Ch. Spurgeon, teólogo britânico, Pastor Batista, pregador internacional foi um dos maiores calvinistas de todos os tempos. Em sua euforia, disse Spurgeon: “O Calvinismo é o próprio Evangelho” – “Eu prego o calvinismo porque João Calvino, Santo Agostinho, o Apóstolo Paulo pregaram e ensinaram.” Há uma sensação de que no Brasil, “sequestraram” o Evangelho, a Fé Reformada e a Política. A Reforma Protestante no Séc. XVI, entre outras coisas, separou o Estado da Igreja. Estabeleceu os pilares da fé reformada.  As Solas, do latim, “somente”. Sola Fide (Fé), Sola Scriptura (Escritura), Solus Christus (Cristo), Sola Gratia (Graça), e Soli Deo Glória (Glória só a Deus). “A fé calvinista é mais do que Status vazio, e que o homem reformado vive plenamente, partindo da Palavra, cujo alvo final é a gloria de Deus. Grandeza humana reside em sua semelhança com Deus.” (Rv. Hermisten). A Reforma Teológica, além de resgatar o Evangelho Bíblico, retornou à tradição da fé ensinada, pregada e vivida na Igreja Primitiva, inaugurada, pelo Cristo Ressurreto, por processão do Espírito Santo em Atos Cap. 2. Como disse Oscar Cullmann, em seu método “histórico-soteriológico:”Para conhecer a linha que conduz de Israel a Cristo e de Cristo à Igreja, não basta sermos historiadores, mas tambem, é preciso sermos teológos.” O movimento reformista, sopesou  a política, a economia e a religião, produzindo rupturas e expurgos do autêntico cristianismo do romanismo. O fundamento do Evangelho genuino, pulverizado, tem como teor bíblico e não as experiências pessoais. A Reforma Protestante legitimou a quebra da fé na autoridade pela autoridade da fé. A quebra da ideologia do poder, no poder da ideologia ( Marx ). A Religião serve ao Estado e tem como devoção o deus-mamom (Mt 6:24). A este Jesus respondeu (Mt.6:33). Café Filho, membro da Igreja Presbiteriana em Natal/RN, foi o único evangélico  Presidente do Brasil, 1954, sendo o 18º Presidente da República, sua ascensão ao posto, longe foi, do  triunfalismo político, demonstrou em seu governo e vida pessoal, o real valor do Evangelho. No atual governo alguns Ministros presbiterianos têm a oportunidade de servir ao País e do bom testemunho do Evangelho. Oremos! Deus responde as orações mas, não atende caprichos. A Reforma Religiosa é sinônimo de erudição teológica. Na história correspondeu aos anseios de maior espiritualidade. Foi a partir das Espítolas Pastorais, Gerais e Teologais de Paulo, que o Evangelho foi escrito. A Reforma Religiosa, foi possível, neste contexto de sublimidade teológico-espiritual. O Evangelho bíblico de cuja fé reformada, tem como conteúdo o próprio Cristo, e como resultado a eternidade de Glória em Deus. O Evangelho é: 1) A Proclamação Bíblica Que Gera Autoridade (I Tm.4:9); 2) A Proclamação Bíblica Que Põe Em Evidência a Verdade Divina (II Pd.1:16,19); 3) A Proclamação Bíblica Que Atinge Propósito Divino (Is. 55:11). Sem o apoio das Escrituras a proclamação não é evangélica e torna-se incapaz para preencher o vazio da alma. Rev. Mario

O EVANGELHO ETERNO: JUSTIÇA E JUÍZO

Nº 250 –  BOLETIM DOMINICAL – 12 DE  JULHO DE 2020

O EVANGELHO ETERNO: JUSTIÇA E JUÍZO – Isaías 6:1-13

Confessamos que a salvação é  só em Cristo. Declaramos que As Boas No-vas do Evangelho é o anúncio dessa salvação: Jesus Cristo! Contra a teologia liberal, que eliminara a infinita distância que separa o homem de Deus e a razão da Revelação, K. Barth, inspirando-se em Kierkegaard, reivindica a “infinita diferença qualitativa” entre religião natural e Revelação, entre filosofia e Bíblia. A palavra EVANGELHO, quer dizer “Boas Novas” de Deus aos homens. Para P. Tillich, “ a teologia é o Logos da Revelação, é a palavra racional sobre aquilo que se manifesta na Revelação. Daí que, a consequencia primeira da alienação ontológica ocorrida na Queda (Adão-Eva), é alienação “teológica”. A Queda consiste do desligamento (ruptura), da vida do fundamento do Ser ( Deus), e na constituição de sua finitude. As Boas Novas, o Evangelho, é a mensagem da Nova Criação em Cristo, do Novo Ser, da Nova Realidade, que apareceu com a Encarnação do Verbo. No Evangelho, Deus proclama Seu amor ao mundo e o desejo de que todos sejam salvos (Redenção é universal, Salvação é pessoal); No Evangelho, Deus revela o único Caminho da salvação: Jesus Cristo; No Evangelho Deus promete a vida eterna a todos os que verdadeiramente se arrependem e creêm em Cristo (a expiação em Cristo é suficiente a todos porém, eficiente a aguns); No Evangelho, Deus convida a todos para que aceitem e recebam a misericórdia, a Graça e a fé evangélica que lhes são ofe- recidas (Encarnação do Verbo – Reino de Deus); O Profeta Isaías, no texto em epígrafe, anuncia o Evangelho eterno, cuja natureza é pré-existente. É divino e vem de Deus! Assim como no Apocalípse, 14:6-12, “…um evangelho eterno para aos que se assentam sobre a terra…os que guardam  os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (vs. 6 e 12). No Evangelho, Deus insiste com os homens, através do Espírito Santos, para que aceitem o Seu bondoso convite para a salvação e para a vida eterna. As voses dos anjos soam, anunciando salvação e julgamento. As Boas Novas do Evangelho, salvam e julgam. É preciso falar esta verdade. A pregação do Evangelho não é curanderismo, exorcismo, psicologia, utopismo e escapismo. Disse Isaías: “Ai de mim!” Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio dum povo de impuros lábios” (Vs. 5). Mas o Senhor Todo-Poderoso está no Altar. O Altar simbolisa e tipifica Cristo. O Redentor. A iniquidade de Isaías foi tirada e perdoado o teu pecado (V.7). Isaías recebe o desafio do  convite e do anuncio do Evangelho.O profeta é honesto quanto a essência da mensagem do amor de Deus e da ira divina. Isaías estar consciente da essência e natureza do Evangelho: Justiça e Juízo. Isaías ouve e obedece a voz de Deus: “Vai, e dize a este povo:” (v.9-13). Se a religião é uma produção da sociedade globalizada (Marx, Weber e Durkheim), e que não é um fenômeno recente, diz  historiador francês, F. Coulanges. O Evangelho é a boa notícia de que Deus, em Cristo, cumpriu a Sua Eterna Promessa ( Ef.1:3-22 ), enviando o Seu Filho  ao mundo para salvar e julgar (Mc.16:15-16)  Rev. Mario

SALVAÇÃO SOMENTE EM CRISTO!

Nº 249 –  BOLETIM DOMINICAL – 05 DE  JULHO DE 2020

SALVAÇÃO SOMENTE EM CRISTO! –  Hebreus 10:1-25 (vs.12,16-17).

O Novo Coronavírus, impôs ao mundo novos princípios, novos tempos e Nova Ordem. Parece-nos que o 3º Milênio, começou com a Covid-19, sacudindo o mundo e extremecendo as suas estruturas arcaícas e vencidas. Não há remédio, medicina e vacina! O que existe até agora é o PLACEBO! Placebo em latim, quer dizer: “agradarei”. É aquele uso do paliativo que agrada mas que não corresponde a real CURA! Assim é com a religião, o placebo espiritual, que agrada mas que não tem solução para curar  o “VÍRUS” do pecado. Por isso, que só há salvação em Cristo Jesus! (At. 4:12; I Tm. 2:5; Heb. 10:12,16,17;19-23; Jo.3:16 etc,). Ser chamado ao arrependimento e a fé em Jesus e possuir algumas operações comuns do Espírito Santo, não necessariamente, chegou a Cristo e, consequentemente, não são salvos. Por vezes são pessoas boas, generosas e religiosas, que até manifestam tudo aquilo que se espera de  um crente, ou quase tudo; porém, ainda não O confessaram como Seu Senhor e Salvador Único e Pessoal. Esta confissão de fé  em Cristo é uma exigência bíblica, pessoal e pública. Diz Paulo, o Apóstolo: “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para a justiça, e com a  boca se confessa a respeito da salvação.” (Rm. 10:9-10). Pense nisto! Voce pode estar bem perto! Só Deus tem poder para, pelo Espírito Santo, converter e convencer do pecado, da justiça e do juizo (Jo.15:7). Ore, confesse e entregue sua vida a Jesus (Sl.37:4-5). O médico e historiador Lucas assim prescreveu: “ E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado… pelo qual importa sejamos salvos”. (At. 4:12).Jesus Cristo é a dádiva do amor redentor de Deus (Jo.3:16). Jesus é o único fundamento da nossa salvação e único cabeça da Igreja. Ninguém pode lançar outro fundamento. Ningnuém pode pretender ser o cabeça da Igreja. O guardião das vidas. O Pastor universal das ovelhas chama Jesus (Jo.10:1-10). Jesus declarou de Si Mesmo: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo.14:6). E revela Sua Soberana autoridade de Quem tem poder de escolher, apenas, Seus escolhidos (Jo.15:13-16). Vamos conhecer  os testemunhos de alguns teólogos que “testaram positivo ao pecado” em suas consciências e receberam a Vacina/Cristo: Lutero, ex monge católico, a Salvação só pela fé em Cristo; Calvino, Salvação só em Cristo pela Graça; S. Agostinho, Só em Cristo pelo Evangelho; Para S. Bulgakov, teólogo ortodoxo católico, russo, na Salvação, Maria, a Virgem, participa como co-redentora, porém, afetada pelo pecado original, ela própria, carece do Salvador Jesus. Para K. Barth, o teólogo da Palavra, a Salvação só pela revelação, Bíblia e a pregação, e que Deus é Deus, com precisão teológica, ou seja, com toda a exultação que a acompanha:”Jesus é o Cristo”. E, pra voce? Tome agora, sua decisão e receba a “Vacina-Cristo” contra o “VIRUS” do pecado!     Rev. Mario

 

 

 

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O DEUS QUE INTERVEM

Nº 248 –  BOLETIM DOMINICAL – 28 DE JUNHO DE 2020

O DEUS QUE INTERVEM – Habac. 1:12 a 2:1

Em tempos de crise, Deus sempre levanta e usa profetas. Deus fala no meio da crise. Deus revela os seus verdadeiros eleitos (as) no meio da crise. Orienta os seus escolhidos. Não os deixa confusos. Deus conhece o que está para além da turbulência. Ele ordena as circunstâncias. O nosso Deus não é passivo. Ele é o Ator e o Autor da História. Seu povo não é refratário, entretanto, possui a fé pró-ativa (Hb.10:38; Rm.1:16-17). A teodiceia aqui esculpida é assentada na “Confissão de Fé” dos fieis. (2:4) “… o justo viverá pela sua fé”. A teoria de R. Bultmann, da demitização, não se sustenta à fé audaz num Deus que intervem. O Deus Providente rege a crise e intervem com justiça, bondade e graça contra o mal. Aqui nos perguntamos: Como pode o Deus Eterno usar instrumentos como nós? Habacuque tremeu na base ao confrontar-se com o seu Deus no chamado profético – 606 a.C. O profeta foi comissionado a anunciar a intenção divina de punir Judá com a vindoura deportação para Babilônia. O rei da época era Jeoaquim. Um rei  fantoche dos babilônicos. Ele é descrito por outro profeta, Jeremias, assim:” os teus olhos e o teu coração não atentam senão para a tua ganância, e para derramar sangue inocentes, e para levar a efeito, a intriga, o litígio, a contenda, a parcialidade das leis, a difamação, a violência e a extorsão” (Jr. 22:17; cf.Hc. 1:2-4; II Re.23:34-24:5). A pergunta de Habacuque foram duas: 1) Por que Deus permitia impune o mal crescente contra o povo (Hc.1: 2-4; e, 2) Por que um Deus santo justificava as forças tenebrosas mais poderosa que do Seu povo? (1:12-2:1). Eis a crise: grande crise espiritual onde a desinformação dava sustentação a religião; crise moral e social. Há uma relação com o Brasil hoje, ao acrescer, a crise sanitária, política e econômica. As lições entre tantas são: Deus intervem sempre; o povo deve questionar para não se conformar; não se conformar para transformar; transformar para experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm. 12:2). Para Bonhoeffer, o “cristianismo não pode ser mais nivelado a uma religião “tapa-buracos”, mas sim, uma religião integral, que atinja todo o homem em todas as suas manifestações”. Todo o Evangelho, para o homem todo. Habacuque, questiona não o povo, mas a Deus. O profeta estar solilóquio entre ele mesmo e Deus Todo-Poderoso. Ele procurava respostas para a suas queixas (2:1). Ele se dispõe a ficar na torre de vigília, a colocar-se sobre a fortaleza, a vigiar para ver o que Deus lhe diria em resposta as suas queixas. A igreja que insiste a bater em corda de violão e a contarolar, perdeu a visão, a oração e a profecia. Deixou de crer no Deus que intervem e espera apenas nas intervenções do homem. Habacuque se dispõe a modificar a situação agonizante a partir das orientações de Deus. O Senhor ordena o profeta “escrever a visão, com letras  grandes, em tábuas, para que possa ler (outdoor-mídia) até quem passa correndo.” (2:2). O nosso Deus age e intervem no processo histórico. Usa homens e mulheres, aos nossos olhos, inadequados, falhos e imperfeitos. Mas, Deus nos usa e intervem.  Rev. Mario

ENVIA-ME A MIM!

Nº 247 –  BOLETIM DOMINICAL – 21 DE JUNHO DE 2020

ENVIA-ME A MIM! – Isaías 6:1-13

Eis a interrogação do Deus pioneiro das Boas Novas:”A quem enviarei, e quem há de ir por nós? A resposta veio imediato: “eis-me aqui, eniva-me a mim” (v.8). Mesmo num silêncio tétrico, horrível e fúnebre da Igreja no Brasil, o Deus Vivo, amoroso e gracioso continua no Seu Trono. Há uma falsa impressão de que nenhuma falta faz a igreja fechada. Deus, o pioneiro da Missão redentora em Jesus continua a chamar. O Evangelho é uma tarefa inacabada. O Reino de Deus tem muito a conquistar. O Rev. Benjamim L. Araujo Cesar, de saudosa memorária, respondeu ao chamado divino em seu tempo. Tal como o profeta Isaías, ele respondeu:  “Eis-me aqui, envia-me”, louvando: “Nem sempre será para onde eu quiser que o Mestre me quer enviar”! N.C 284 – “Betânia”, não! Campos, sim! Era 30 de Junho de 1928, há 92 anos. A Igreja Presbiteriana Central de Campos foi organizada em 1877, havendo 20 anos  fechada, pois que, à Providência divina não coadunou a prudência humana. Com sua esposa, Elvira M. Cesar,foram oficialmente, os pioneiros do Presbiterianismo no Norte Fluminense, por determinação de Deus e do seu Presbitério Leste Fluminense. Toda a família já com seus seis filhos, dedicada ao Senhor e a serviço do Seu Reino: Júnia, Marline, Kléos, Éber, Elben e Clebem. Os filhos homens todos Pastores de Deus. Sabemos que a visão missionária e o ardor evangelístico são as evidências maiores da conversão genuina. Somente vidas transformadas têm a autoridade necessária para serem veículos autênticos para transformar outras vidas. Cabe o aforismo, tanto quanto importante é ter doutrina certa, é ter vida correta. A mensagem é fertilíssima em lições práticas.  A visão e o chamado de Isaías é tecnicamente chamada de “incubação”. O profeta de Deus está no Templo. Fica no Templo. Medita e dorme no Templo. No Templo, Isaías espera pelo Senhor. Ele vê e ouve o Senhor a lhe chamar, e conversa com Deus. Ao voce ler com propósito os (vs.6-8), Deus está renovando a sua visão e o seu chamado. Era um tempo de crise. Assim como hoje no Brasil, uma crise política e econômica sem precedentes e mais, conflito entre as Instituições e ameaças a democracia. Na verdade, o processo civilizatório no Brasil foi interrompido. As igrejas estão fechadas. Líderes das grandes demoninações estão calados. Pregadores midiáticos estão omissos. Lives fora do contexto. Denunciar o peca-do e anunciar a justiça é a base da voz altiva profética (Nieburhr). Nos dias do Profeta Isaías,o rei de Israel havia morrido, o trono estava vazio na visão do povo, mas não na visão do profeta Isaías, pois, este não era profeta por conveniência, por interesse e compromissado com o sistema. A visão de Isaías, foi a visão do Seu Deus e não a do rei, da política e de seus interesses pessoais. “Ele viu o Senhor assentado num alto e sublime trono” (v.1). “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos! Não. A vida do profeta e de Israel falam de uma relação intimista com Jeová. O Deus Filho, encarnou-Se, veio habitar conosco em nossos corações.  Ele veio falar através de nós! Responda com fé e firmeza:”envia-me“. Rev. Mario

PROVIDENCIA DIVINA NA CAMINHADA DO POVO DE DEUS

Nº 246 –  BOLETIM DOMINICAL – 14 DE JUNHO DE 2020

PROVIDENCIA DIVINA NA CAMINHADA DO POVO DE DEUS – Fp. 3:4-14

Cornélio Antônio Filipe, 84 anos, Diácono fervoroso, amante da ortodoxia viva, conjugava a teologia  a vida, o Credo  a conduta. Pregador do Evangelho no púlpito e com a vida no testemunho pessoal. Filipe nos deixou. Filipe foi morar no céu na presença de Jesus! Um herói-guerreiro! No caminho da providência, Deus,deu-lhe como esposa Rosemeri o seu “anjo” – “Idalete Calvino”. Todos nós estamos a caminho. Entretanto, é necessário entender que não basta apenas caminhar. É preciso caminhar de maneira correta, na direção correta e sob motivações corretas. Quem não sabe onde vai, não chega a lugar nenhum! ( Fp. 3:12-14). O êxito de qualquer empreendimento depende de pessoas dispostas, que se esforcem no sentido de se concentrar forças para a realização da tarefa proposta. A participação de todos é necessária. Cada um deve responder, participando como pode. Desde o príncípio da História Sagrada, Deus Se vale de pessoas para a realização da Sua obra. Na caminhada do povo de Deus hoje, o Senhor conta com voce tambem. Filipe “combateu o bom combate, terminou a carreira e guardou a sua fé”. A igreja de Jesus Cristo é o povo do caminho; e isto tem vários significados. O caminho é o Próprio Jesus (Jo. 14:6). Neste caminho Jesus é a única “ponte”, o Sumo Pontífice – Único Mediador entre Deus e os homens ( I Tm.2:5) Eis a Providência Deus, no concurso da caminhada histórica do Seu povo: Proveu Deus o Nosso substituto. Jesus fez mediação através de Sua morte na cruz (I Tm. 2:6; Heb. 9:15; 12:24). Se a teologia trabalha com o conceito de providência;  a ciência, labora com a noção de probabilidades. Se as profecias se cumprem; trabalho terá a ciência. Na caminhada do povo de Deus, estão os óbices. Mas a providência divina se manifesta mesmo nas adversidades. A pandemia do coronavírus assusta, modifica comportamento e mata. Mas a ação divina espetacular não falha e nem falta. Se a Vacina contra a Covid-19, européia, está a caminho; a comunidade científica brasileira, mediante a Fiocruz, pôs a mão no arado. Vamos torcer!  O mesmo Deus que acena para as adversidades, na caminhada do Seu povo é o Deus que convalida as profecias e entra em ação pela pragação do Evangelho, mediante Sua igreja. Assim, a providência divina utiliza tudo o que Deus quiser utilizar. Diz o poeta sacro no N.C 305 – Quem Quiser: (2ª E) “É Jesus caminho para ao céu chegar.” Sabemos que a providência não nos impede algum desânimo eventual. João Batista sentiu desanimado, a ponto de duvidar se Jesus era mesmo o Cristo. Jesus não o condenou por isso, pelo contrário, deu-lhe um novo entendimento, consolo e esperança (Lc.7:18-23). A providência divina continua na igreja hoje. Em cada época, a igreja precisa ser o Cap. 28 de Atos, dando continuidade a missão proclamadora do Evangelho de Jesus. Paulo, deixa claro, que não havia “chegado”, mas ainda participava ativamente da corrida da vida (Fp.3:13). O prosseguir é ressultado da providência de Deus. Calvino disse: “Enquanto o  homem se move, Deus o conduz”! Rev. Mario Ramos

PROVIDENCIA DIVINA NO ÂMBITO DA VIDA HUMANA

Nº 245 –  BOLETIM DOMINICAL – 07 DE JUNHO DE 2020

PROVIDENCIA DIVINA NO ÂMBITO DA VIDA HUMANA – Prov. 16:1-33

“Por favor, não consigo respirar”: George Floyd. O antirracismo e o antifascismo estão em ebulição. Perdemos a nossa consciência. Ao dar as costas à história, perdem-se a consciência e o juízo. Para o orador romano Cicero, a história era a “mestra da vida”. Em meio a pandemia do Coronavírus, o “vírus” do racismo  macula o ser humano. Voce é um poeta de Deus! “…feitura de Deus, criado em Cristo Jesus para as boas obras…” (Ef.2:10). O mundo não tem donos, brancos, altos e de olhos azuis ou verdes; e muito menos, pertence a uma determinada raça. Aliás, a palavra “raça” tornou-se popular no Brasil a partir da expressão do nazismo. Alguns ideólogos-políticos, insistem, mendazes, na superioridade da “raca”. Trump, o “benfeitor” de muros, empunhou a Bíblia, como símbolo de fé e representação divina, numa mensagem aos seus seguidores, em acinte ao movimento cívico antirracial e antifascista. No Brasil, o racismo entre nós, diz-se,condenado em leis e com as bênçãos da Igreja. Contudo, testemunhamos, dia após dia, o racismo e o preconceito perpetrados a cor negra.  Por outro lado, os púlpitos trovejam a justiça social, porém, fogem desse casamento. Vemos o homem, a família e a sociedade contemporâneos, morrendo sem respiração. Se têem Deus por Pai, não mais, a igreja por mãe. A voz da igreja ecoa em plagas inóspitas. Quase que apenas muletas de pastores. Leontino dos Santos,  sobre racismo e preconceito disse: “mesmo que a legislação brasileira proíba todo e qualquer tipo de racismo, ele existe, pois milhões de não-brancos sofrem discriminações todo dia: na busca do emprego, moradia, parceiro amoroso, clube social, médico, escola e até igreja, entre outros”. Na História são muitos os personagens ilustres que lutaram em favor da igualdade das raças: Abraão Lincoln, Princesa Isabel, Rev. Martin L. King, Nelson Mandela, Rev. Desmond Tutu e outros. É necessário que o Reino de Deus exerça forte combate a qualquer tipo de discriminação. O Apóstolo Pedro é um exemplo no combate ao preconceito: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas”. (At.10:34). A Bíblia, ensina que Deus, por ser justo, rejeita todo o tipo de discriminação (Jó 34:18,19; Dt. 10:17; Ef.6:9). Aqui se pergunta: Que elemento nivelador encontramos para a eliminação do racismo (Cl.3:9-17); Qual é o propósito de Deus para os povos? (I Tm. 2:4-5); Exciste alguma limitação racial na proclamação do Evangelho de Cristo? (At. 1:8). Qual a providência para reunir em Seu Reino povos de todas as nações da terra? (Ef.2:13-19). Porque sabemos que o mundo foi criado precipuamente por causa do gênero humano, impõe-se-nos contemplar este própósito tambem em seu governo. O profeta Jeremias exclama: “Sei, ó Senhor, que não é do homem o seu caminho, nem do varão que dirija os seus passos” (Jr. 10:23). E Salomão: “Do Senhor procedem os passos do varão e como disporá o homem o seu caminho?” (Prov. 16: 9,20,24). Ridícula insânia, sem dúvida, que deliberam agir sem Deus, míseros homens que nem podem falar, senão o que Deus haja querido. Rev. Mario Ramos

A REVERÊNCIA DEVIDA À PROVIDÊNCIA DIVINA

Nº 244 –  BOLETIM DOMINICAL – 31 DE MAIO DE 2020

A REVERÊNCIA DEVIDA À PROVIDÊNCIA DIVINA –  Jó. 26:1-14; 28:21,28

Se as profecias da Bíblia se cumprem, trabalho dão elas, à ciência. Se as profecias se realizam, exigem-se do homem, a reverência devida à providência,  sabedoria e governo de Deus. A Teologia labora com o conceito de providência; a ciência, com a noção de probabilidades. Não há oposição, entre teologia e ciência. Portanto, professar a fé cristã e negar a ciência é a atitude mais tola do cristão. Calvino diz: “Invocar a fé em Deus, para tentar escapar da lei natural, a serviço de Deus,  pecar é, contra o Próprio Deus.” Diz Agostinho: “Porque não conhecemos tudo que, na melhor disposição possível, Deus opera em relação a nós, em só boa vontade agimos nós, segundo a Lei; contudo, segundo a Lei, em outras cousas sobre si age, pois que, Sua providência é uma Lei imutável.” Jesus Cristo, previu para a nossa presente geração, o Coronavirus (Lc.21:11). “Haverá grandes terremotos, epidemias…” Tambem a ciência se multiplicará (Dn 12:4). A VACINA contra o Coronavirus estar aprovada na sua segunda fase nos EUA.  Jesus disse: “Bem-aventurados aqueles que leêm e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as cousas nela escritas, pois o tempo está próximo. Jesus ordena: “…O que vês, escreve em livro e manda às sete Igrejas…” (Ap.1:11). A música pop de Marisa Monte diz: “AINDA BEM”!,fala de alguém já desacreditado, mas que, reencontrou a razão de ser feliz. “AINDA BEM”, A locução adverbial avaliativa, nos leva a reflexão, do atual momento brasileiro, com o advento da pandemia. É preciso resisitr firme a este processo de idiotização, bíblico-teológico-fundamentalista, o qual, desaguou numa lagoa, sócio-político-econômico, neoliberal, em asilo no Brasil. Ainda bem, que, a Alta Corte, o STF, acordou, em tempo. A reverência devida à providência divina, perpassa o campo circunscrito ilusório da vida eclesial. Necessário se faz, conscientizar-nos da serenidade que a certeza da divina providência faculta ante as adversidades. A fé cristã tem por atração o meditar na providência de Deus, conforme a lição do personagem histórico Jó (26:1-14; 28:21,28).  Se, ou por negligência, ou por imprudência, houver experimentado alguma perda, terá para si que isso se deu mercê, realmente, da vontade do Senhor; contudo, tambem a si próprio a culpa imputará. A enfermidade de Jó, revela-nos que, a condicionalidade dos fatos na perspectiva da soberana providência de Deus, estabelece dois fundamentos: 1) A Soberna Vontade de Deus; 2) A Soberania Permissiva de Deus. Deus permitiu e ao mesmo tempo exigiu de Jó a fé verdadeira, qual seja, fruto do conhecimento de Deus polarizada a vontade divina. A magnífica conclusão de Jó é esta: quanto conhecimento sobre Deus existe além do que podemos ver e ouvir (vs. 14). Jó até então, julgava-se um cristão com Deus no coração! Jó diante de Deus, achava-se auto-suficiente e dono da sua “verdade”, auto-justificação.O homem, com sua engenhosidade e expertise humana, extraiu os tesouros da terra, mas não é capaz de encontrar a sabedoria (28:12-14). Jó, aprendeu a reverenciar a providência (v.28). Rev. Mario Ramos