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DEMOCRACIA ATUAL INDUZIDA

DEMOCRACIA ATUAL INDUZIDA – CONTROLADA – CIRCUNSCRITA

 

VOCÊ É DONO DO SEU VOTO!

 

 

 

 

EM TEMPOS DE MENTIRAS UNIVERSAIS, DIZER A VERDADE SE TORNA UM ATO REVOLUCIONÁRIO

 

Democracia é o governo do povo. Regime em que o cidadão comum participa do governo, através do voto ético, livre, responsável e consciente. Participa diretamente, no caso de um plebiscito; e indiretamente, quando elege os seus representantes pelo sufrágio universal  do voto. Todo o poder do Estado emana do povo. A democracia não recusa o fundamento do poder do Estado. A fonte do poder é do povo. A força do povo está no voto, na poderosa manifestação cívica  e na influência da opinião pública. É possível, doutrinariamente, expressar esta mesma verdade de outra forma ou seja: “O poder pertence ao povo e, somente por delegação explicita do povo é, legitimamente exercido em seu nome, temporariamente”. O povo delega o exercício do poder, mas continua sendo seu legítimo detentor deste poder. Ao postulado da liberdade e igualdade dos indivíduos responde o postulado de incorporar-se à comunidade e reconhecer a autoridade que exercem os eleitos sobre o povo, por delegação do próprio povo. A livre crítica aos atos governamentais é a essência da democracia; e o seu exercício, pelo parlamento, constitui a missão da oposição responsável. A liberdade morre na democracia, quando a maioria exerce violência sobre a minoria. A condição primeira da democracia é a educação política do individuo. Aprende-se democracia, exercendo-a. Adquire-se conhecimento político, refletindo, debatendo e comparando os governos. A história dos Partidos e a vida de seus candidatos são o conteúdo da boa formação.  Socialmente, a democracia exige uma economia orientada para a utilidade pública, para o bem comum e para uma melhor qualidade de vida. A democracia material e efetiva é aquela em que todos têm a oportunidade de igualdade; ou seja, uma gestão pública em que a inclusão social contemple todas às classes. A democracia é saudável sem adjetivação: Democracia Popular, pode desembocar na ditadura do partido único; Democracia Dirigida, pode dar lugar às oligarquias no poder; Democracia Cristã, um termo usado pela primeira vez, na “RERUM NOVARUM”pelo Papa Leão XIII (1981), não faz justiça ao adjetivo cristã. É pura ilusão pensar em democracia plenamente cristã. A essência da liberdade e dos valores tem muito do cristianismo, mas ela não chega a ser cristã; Democracia Social, pode embutir ideologia que tem o potencial de ser sua própria antítese; Democracia Atual, Induzida e Controlada, é o que estamos presenciando há décadas no Brasil. A Grande Mídia se constituiu num “QUARTO PODER”. Trata-se de uma relação de moeda de troca política. O “Quarto poder” é uma expressão criada para qualificar, de modo livre, o poder das mídias em alusão aos outros três poderes típicos do Estado democrático: Legislativo, Executivo e Judiciário. Esta expressão refere-se ao poder dos meios de comunicação quanto à sua capacidade de manejar a opinião pública, a ponto de ditar regras de comportamento, influenciar as escolhas dos indivíduos e da própria sociedade, controlando de forma circunscrita, em que os resultados são trabalhados pelos Institutos de Pesquisas para um determinado Partido Político de sua total conveniência. Lembremo-nos do escândalo – (GLOBO – TELEBRÁS – FHC) na era FHC/PSDB, (1998-2002). Transcrevo: J.W.C. “…quando começaram as PRIVATIZAÇÕES,  o (Globo Comunicações e Participações S/A) recebeu as benesses do Estado através do BNDES R$ 16.9 milhões. Não bastasse, os Sistemas de Comunicações foram contemplados, nos leilões das privatizações, como foi o caso da TELEBRÁS, Globopar, e a cobertura jornalística do diário O Globo sobre os dois principais fatos do ano de 1998 em política e economia: a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso e a privatização das empresas de telecomunicações do sistema Telebrás – processo no qual a Globopar foi compradora de três operadoras de telefonia celular. O trabalho discute o posicionamento ético e de lealdade com o leitor da empresa jornalística de Roberto Marinho, sendo o próprio governo de FHC um dos credores da Globo, por meio do BNDES”. Leonel Brizola foi o único político a posicionar-se claramente sobre o assunto, afirmando que sem a democratização dos meios de comunicação tornar-se impossível atingirmos a democracia em nosso país. Os pleitos são influenciados pelo poder da mídia, pelo país afora assistimos proprietários de rádio, jornais, serem candidatos a cargos eletivos ou alguém da família, ou do circulo de poder. Estamos, mais uma vez, diante de um escândalo de intervenção na Democracia brasileira pelo “Quarto Poder”. Vamos denunciar e agir na defesa de nossa Democracia a qual estar sendo conduzida ao matadouro.

 

 

 

.LUTEMOS POR NOSSA DEMOCRACIA!

.SEJA DONO DO SEU VOTO!

.VOTE EM PAZ, LIVRE E CONSCIENTE!

 

 

 

 

“A democracia não pretende criar santos, mas fazer justiça”.  (Paulo Freire)

Curitiba – PR, 16 de Outubro de 2014.

 

 

 

Mario Ramos

 

REVITALIZAÇÃO DA THEOTOKOS

REVITALIZAÇÃO DA THEOTOKOS

Celebração à Virgem Maria “Mãe de Deus”.

Acontecerá na Cidade do Rio de Janeiro, nessa semana, mais uma Jornada Mundial da Juventude, atraindo peregrinos do mundo inteiro. O aparato estrutural de locomoção e de proteção do Papa de Roma, já aterrizou em solo brasileiro, trazido pelo avião da FAB, o que significa um alto custo a mais que sai do bolso dos contribuintes representantes de todos os credos. A Jornada Mundial da Juventude é um evento religioso criado pelo Papa João Paulo II, em 1984, que consiste na reunião de milhões de pessoas católicas, sobretudo jovens. O evento é celebrado a cada dois ou três anos, numa cidade escolhida para celebrar a grande jornada em que participam pessoas do mundo inteiro. Nos anos intermédios, as Jornadas são vividas localmente, no Domingo de Ramos, pelas dioceses ao redor do mundo. Durante as JMJ, acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, penitências, momentos de oração, palestras, partilhas e shows. Tudo isso em diversas línguas. Países que já receberam o Evento: Roma, pela primeira vez a Jornada Mundial foi celebrada, no Domingo de Ramos em 1986; Argentina, 1987, os Jovens foram convocados a Buenos Aires; quando o Papa declarou-lhes: “Repito ante de vós o que venho dizendo desde o primeiro dia do meu pontificado: que vós sois a esperança do Papa, a esperança da igreja”. Espanha, 1989; Polônia, 1991; E.U.A, 1993; Filipinas, 1995;  França, 1997; Canadá, 2002; Alemanha, 2005; Austrália, 2008, Espanha, 2011, na cidade de Madrid, o último evento, realizado na praça Cibele, quando o Papa, Bento XVI, anunciou o mega evento católico no Brasil em 2013;  A propósito, Cibele era uma deusa oriental originária da Frígia. Designada como “Mãe dos Deuses” ou Deusa mãe. O seu culto iniciou-se na região da Ásia Menor e espalhou-se por diversos territórios da Grécia Antiga. O culto a Cibele, em Roma, foi introduzido em 245 a.C., tornando-se uma divindade do ciclo de vida-morte-renascimento ligada à ressureição do filho e amante Átis. Na religião politeísta, era comum a figura da deusa-mãe. Esta tradição pagã, estar presente no catolicismo: Foi deificada a Virgem Maria, como sendo a “mãe de Deus”. Este fato histórico tem como berço o Concílio de Éfeso em 431 d.C., quando em meio às controvérsias, foi decretado e consagrado a THEOTOKOS, ou seja, no grego “Theo”, igual a Deus e “Tokos” igual a parto, a que dá a luz, mãe.  Daí a Virgem Maria “Mãe de Deus”. Em relação a este dógma, a teologia romanista não se interessa pelo fator tempo. Ou seja, se a Virgem é a “mãe de Deus”, no tempo Kairós (desde a eternidade) ou no tempo Kronos (nascimento de Jesus). Seja como for, antes do Concílio de Éfeso, não existia a doutrina da Virgem Maria “mãe de Deus”. Até então, não fora introduzido o culto à Maria ou a mariolatria, que é adoração a Maria, a “Mãe de Deus e de todos nós”. Assim posto, estar ao sabor num programa na Rádio Globo, em cadeia nacional, a qual apresenta: Salve, Maria! “Mãezinha Passa na Frente”. Temos por certo que, a presença honrosa do Papa Francisco aqui no Brasil, enquanto Chefe de Estado e autoridade eclesiástica, sem dúvida alguma, merece o nosso melhor acolhimento e respeito. Sabemos, que a sua missão aqui no Brasil, o maior país de expressão católica do mundo, entre os jovens no mundo inteiro não é outra, se não a de REVITALZAR A FÉ NO DÓGMA DA THEOTOKOS. Vemos que a preparação do evento começa-se sempre com a Peregrinação do Ícone de “Nossa Senhora da Sabedoria”, cuja imagem da Virgem Maria, a “Mãe de Deus” é adorada pelas ruas, como ocorreu no Rio Grande do Sul. A parada do Papa na Basílica de “Nossa Senhora da Aparecida” torna-se obrigatória. São os papas móveis, à prova de bala e que garantem não só a proteção do Papa, bem como serve para manter a separação do “Pastor e as ovelhas”, seja nas ruas, nas praças ou nas catedrais. Ficamos à necessidade de respostas dos benefícios espirituais advindos com a visita do Papa tão propalada pela mídia, pelos fiéis e pela própria Instituição. Voltemos nossos olhares aos resultados de sua visita última à Espanha. Passados exatos dois anos, encontramos como lastro deixado para trás um País em recessão, o desemprego atinge a 27% da população ativa no mercado de trabalho e a cabeça do governo enferma pela doença incurável da corrupção. Enfim, toda a Zona do Euro – a Europa, o continente mais visitado pelo Papa desde então, estar de ponta cabeça no que tange a economia, direitos humanos e vida cristã. Isto é bênção ou maldição? Consideramos, e não se trata de intolerância religiosa, de que a Jornada Mundial da Juventude, peregrinando pelo mundo afora, não passa de uma vã e inútil tentativa de vedação desses jovens se rendendo ao Evangelho por toda parte. Temos por certo que o AVIVAMENTO ou a REVITALIZAÇÃO espiritual é obra de Deus. Somente pela Palavra de Deus é que vem o despertamento espiritual.  Avivamento é volta aos princípios bíblicos na vida diária e não sinônimo de doutrinas à margem da história das doutrinas dos Apóstolos. Diz o Apóstolo Paulo: “e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedente da verdade” (Efésios 4: 23-24). Consideramos também, como relevante, o fato de que enquanto acontece à visita do Papa Francisco aqui no Brasil, o maior reduto da religião católica no mundo, simultaneamente, os Papas João Paulo II e João XXIII, foram na última Sexta Feira, canonizados. Apesar de um curto mandato de apenas cinco (05) anos, o Papa João XXIII, foi o responsável pela realização do Concílio Vaticano II, cujas medidas foram a de aproximar a Igreja Católica do povo e suas relações na esfera da ação social. Entendemos o desespero por que passa a igreja romana, em meios às constantes denúncias de pedofilia, corrupção e perdas consideráveis de seus fiéis migrando às Igrejas Evangélicas. Vemos claramente, que tais medidas atendem ao antigo receituário do Concílio de Trento (1545), como uma resposta imediata, hostil e permanente à Reforma Religiosa ocorrida em 31 de Outubro de 1517. Prevemos que esta manifestação de fé romanista caberá tributos com danças, músicas e veneração ao Papa. Prevemos que do Planalto Central, sairá uma aeronave lotada de políticos católicos, não para confissão de pecados, mas para o divertimento, nesta festa pagã. Todos bem instalados e a salvos da indignação do povo, como Zaqueu, no alto das sacadas, varandas e coberturas de seus apartamentos na Av. Atlântica em Copacabana e na Av. Vieira Souto em Ipanema, degustando finos petiscos e bebidas importadas. Enquanto o povo bem abaixo destes, isolados por barreiras de proteção, na areia da praia, famintos, sedentos e sem pastor. Porém, no palco, no altar e no papa móvel brindado, incólume, o desfile do Santo Papa, acenando com a mão àquele gesto tradicional em forma de cruz, cuja mensagem jamais atinge a multidão arrima somente de Deus. O cenário da praia de Copacabana é perfeito, coerente e bíblico: “Vi emergir do mar uma besta, que tinha dez chifres e sete cabeças… dez diademas… nomes de blasfêmias. Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão” (Apoc. 13: 1,11). Prevemos por último, que este cenário perfeito, caiba também, a manifestação popular cívica, ordeira e objetiva para denunciar ante ao “Profeta” de Roma, os pecados produzidos em Brasília pelos seus fiéis catequizados desde a tenra idade nas Basílicas.

Curitiba, 18 de Julho de 2013.

Rev. Mario Ramos – Igreja Presbiteriana Kadosh – São José dos Pinhais/PR

BRASIL! MOSTRA A TUA CARA…!

BRASIL! MOSTRA A TUA CARA…!

Curitiba-PR, 30 de Junho de 2013.

Entretanto, certo homem, chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, mas de acordo com sua mulher, reteve parte do preço, e, levando o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos. Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois assentasse no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus. (Atos 5: 1-4). O grifo é nosso.

Cazuza, um dos maiores poeta do Rock nacional, e pelo viés do seu talento rebelde e lírico, e, eu acrescento ainda, um cidadão inconformado, quanto à vida política, econômica e social dos brasileiros, compôs e cantou: “Brasil! mostra a tua cara quero ver quem paga pra gente ficar assim, Brasil!” Cazuza, chama a atenção dos brasileiros para a realidade do Brasil. Cazuza não mais vive entre nós, porém, o seu vaticínio que se cumpre nas ruas e na agenda do Itamaraty, o faz presente. Cazuza não viu, mas se cumpriu. A “cara” do Brasil, não é o futebol, o carnaval, as mulatas e bambas e sim, o seu povo consciente de seus Direitos e Deveres de cidadãos e cidadãs. O espelho pelo qual o Brasil se enxerga é a rua. São nas ruas, nas praças e nos pátios que se verificam a verdadeira identidade do Brasil – o movimento estudantil – “as caras pintadas”. Esta é a real imagem da aquarela brasileira. É o Estado, a Nação e o povo se fundindo num só.  É a “cara” do Leviatã de T. Robbes, Séc. XVI, passando por uma cirurgia plástica e mais domesticada. É uma síntese de sociedade. É a concretização mútua “dos fins objetivos (Estado) e dos fins subjetivos (fins individuais). Assim almejou Caetano Veloso: “E eu não tenho Pátria; eu tenho mádria; eu quero frátria”. O dia 13 de Junho de 2013, já é histórico no calendário Pátrio, o “Dia da Inconformação”. Passados 20 anos em que o movimento estudantil – “as caras pintadas”, destronaram o ex-presidente Collor de Melo – o impeachment, voltaram de uma vez por toda, com atitude cívica, ordeira e apolítica, quando o mundo inteiro olha para o Brasil – Copa das Confederações – para que o Brasil, fosse visto em sua plenitude, por dentro e por fora, sem a maquiagem. -“O que é, exatamente por ser tal como é, não vai ficar tal como está” (Brecht). Os efeitos dos maiores protestos de rua da história do país, que começaram com a redução em massa das tarifas de transporte, tomaram de assalto o Congresso. Com votações em série e em madrugada adentro, Câmara e Senado desengavetaram projetos diretamente relacionados com as demandas dos manifestantes e que tramitavam há anos.  A PEC/37 foi derrubada. As tarifas de transporte foram reduzidas. Foi aprovado como crime hediondo, o crime de corrupção com a elevação da pena. A pauta está longe de esvaziar-se. Hedionda é a descompostura das excelências que agora correm para tentar zerar o passivo acumulado durante décadas. É preciso manter-nos prontos, disponíveis e dispostos ao clamor das ruas. Repudia-se, entretanto, os excessos, em dissonância com as reivindicações e na contramão dos objetivos colimados. É tempo de arrojo nacionalista, bem ao tom da Canção do Soldado: “Nós somos da Pátria amada fiéis soldados por ela amados…em nosso valor se encerra toda a esperança que o povo alcança…amor febril pelo Brasil no coração nosso que passe…”. O Brasil dos brasileiros tem cara sim, senhor! Quer moralização nos serviços públicos: na educação, na saúde, na segurança, na habitação, na transparência das verbas públicas e sua destinação, quer ética permeando as Instituições sejam elas públicas ou privadas, quer combate e intolerância zero com os corruptos e corruptores, quer atuação isenta do Estado nos desmandos de líderes religiosos de todos os seguimentos, para que, assaltos, saques e desvios dos dízimos e ofertas dos fiéis, como os de R$ 30 milhões por exemplo, não tenha a conotação de “traição por 30 moedas”, quer ser ouvida em plebiscito e referendum, quer celeridade em anos de pasmaceira de processos emperrados. E para o nosso próprio espanto e indignação, notemos alguns números em torno destes “seres”, pelo fato, deste caótico “modu operandi” governamental. O Brasil tem um Produto Interno Bruto estimado em R$ 4.14 trilhões. Sabe-se que a corrupção é estimada em até 2,4% do PIB. Portanto, uns R$ 100 bilhões. Estimativas mais modestas apontam para R$ 70 bilhões/ano. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) relata que 2.918 ações e procedimentos relativos à corrupção, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa prescreveram por falta de julgamento em 2012. Ou seja, em quase 3 mil casos os responsáveis escaparam por falta de julgamento. Por outro lado, em 1.637 ações na justiça, 205 terminaram em condenação. Ainda a justiça e a corrupção: Tornaram-se em ações 1.763 denúncias contra acusados de corrupção e lavagem de dinheiro e 3.742 procedimentos judiciais relacionados à prática de improbidade administrativa. No final do ano tramitavam 25.799 ações sobre corrupção, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. Os réus nessas ações são centenas de milhares de brasileiros. Se não prescrever, deverão ser julgados. Veja ainda este histórico pretérito de corrupção: Nos idos do governo Collor, estimava-se que as operações comandadas por Paulo Cesar Farias, subtraíram mais ou menos R$ 1 bilhão. No rastro, a Polícia Federal, indiciou mais de 400 empresas e 110 grandes empresários. Só um grande personagem foi condenado. Qual? O finado Paulo Cesar Farias. Tudo mais prescreveu. Ou seja, o dinheiro do povo foi levado. De volta à justiça, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), rastreou e mostrou: entre os anos 2000 a 2010, as movimentações financeiras atípicas nos tribunais somaram R$ 855 milhões. Por esses e outros tantos motivos, estava certo o Cazuza, em nos advertir a que mostremos a Cara, a cara da nação. A cara do povo brasileiro esculpida de dignidade, de luta e de esperança. O Brasil que está sendo refeito será a cara dos brasileiros?

Afinal, o Brasil, que CARA terá? Que seja a minha e a sua!

Brasil é o homem que tem sede ou que vive na seca do sertão?

Ou será que o Brasil dos dois é o mesmo que vai, é o mesmo que vem na contramão?

Brasil é o que tem talher de prata ou aquele que só come com a mão?

Ou será que o Brasil é o que não come; Brasil gordo na contradição?

Brasil que bate tambor de lata ou aquele  que bate carteira na estação?

Brasil é o lixo que consome ou que tem nele o maná da criação?

Brasil é uma foto do Betinho, ou um vídeo da Favela do Complexo da Maré?

Brasil dos trens da alegria de Brasília ou os trens do subúrbio da Central do Brasil?

Qual a Cara da cara da nação?

REV. MARIO RAMOS