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O PRESBITERIANISMO NO BRASIL E NO MUNDO E SUA INFLUÊNCIA

O PRESBITERIANISMO NO BRASIL E NO MUNDO E SUA INFLUÊNCIA

 

No próximo dia 12 de Agosto, a nossa amada Denominação – Igreja Presbiteriana do Brasil, comemora 158 anos de anúncio da fé evangélica em solo brasileiro, sendo esta oficialmente, a primeira Igreja Reformada, Protestante, Calvinista e Evangélica a ser reconhecida pelo Brasil Império, publicado em Diário Oficial, numa Sexta Feira, de 11 de Outubro de 1872, e por conseguinte, a primeira também, na America do Sul.

O presbiterianismo é o quarto maior segmento religioso do mundo, enquanto que os três primeiros são:

  1. O Islamismo – muçulmanos;
  2. O Catolicismo;
  3. O Luteranismo; e
  4. O Presbiterianismo.

 

POR QUE SOMOS PRESBITERIANOS – 158 ANOS NO BRASIL

No mês de Agosto somos levados a reler a história dos primeiros passos do surgimento da Igreja Presbiteriana do Brasil. Na minha humilde opinião temos muito a que comemoramos sim, porém, temos muito mais a que refletirmos sobre a atual situação da IPB. É mês de aniversário, das missões e de muitos festejos. Momento também para relembrarmos os valores que tem sido conservado ao longo da sua história.

  1. Somos cristãos históricos:

A Igreja Presbiteriana nasceu durante o movimento da Reforma Protestante do século XVI, iniciado com Martinho Lutero, na Alemanha. Quando dissemos INICIADOR por Martinho Lutero, não queremos com isto, esquecermos de nossos Pré-cursores desta Bendita Reforma e os tantos movimentos organizados e consolidados com seus objetivos colimados: Uma Nova Era de Relacionamentos com Deus – Uma volta às origens da Igreja Cristã Primitiva.  A nascente Igreja Protestante e Evangélica rompe definitivamente com a Igreja Católica Apostólica Romana e com o Estado que desta igreja promíscua se valia.  O movimento se espalha pela Europa através de outros reformadores e líderes convictos deste avivamento religioso. Na Suíça, em Genebra,  o expoente do movimento reformista chama-se João Calvino, de cuja doutrina calvinista fez-se as igrejas Presbiterianas pela Europa. Na Escócia, através do João Knox, surge a Igreja Presbiteriana que se estabelece em outras partes do mundo.

Em 1647 a Igreja Reformada –  Presbiteriana elaborou a sua Confissão de Fé, chamada de Confissão de Fé de Westminster, e o seu Catecismo Maior e Breve, que expõem com clareza os fundamentos de sua Fé.  Esta Confissão de Fé, declara e reafirma ser a Palavra de Deus, as Escrituras Sagradas, como sendo a nossa Regra Única e Infalível de Fé e de Prática. Tal Confissão é uma continuidade dos Credos, palavra que quer dizer “EU CREIO” desde os dias dos Apóstolos. Muitas foram as Confissões elaboradas neste período de movimento reformista.

A Origem Eclesiástica dos Credos e Confissões

Os credos tiveram a sua origem nos primeiros séculos da igreja cristã, especialmente quando das controvérsias dos séculos IV e V. O primeiro credo conhecido historicamente foi o chamado Credo Apostólico, que provavelmente tenha sido formulado no segundo século, mas sofreu algumas alterações até o século VI, quando algumas coisas lhe foram acrescentadas. Não conhecemos a sua verdadeira origem, nem quem foram os seus autores.

Há outros credos na história da igreja dos quais sabemos bastante, embora o espaço aqui não nos permita dizer muito sobre eles. No ano 325, cerca de 300 bispos formularam um credo no Concílio de Nicéia, na Ásia Menor, que tratou das controvérsias cristológicas relacionadas à trindade e condenou as heresias de Ário. Depois houve o Credo de Constantinopla (381), elaborado por 150 bispos, que é popularmente conhecido como o “Credo Niceno” simplesmente por refletir o ensino de Nicéia. Todavia, ele vai além dos ensinos de Nicéia, pois afirma a plena divindade do Espírito Santo. O Credo de Calcedônia (451) trata especificamente das duas naturezas de Jesus Cristo, sobre as quais a igreja pouco acrescentou posteriormente, em virtude da precisão das suas idéias. Além desses primeiros credos, vários outros apareceram posteriormente, expressando a fé da igreja e dando-lhe um norte teológico para fazer face às heresias.

Somente bem mais tarde, na época da Reforma, é que apareceram as confissões de fé, que trataram da doutrina cristã de um modo bem mais elaborado que os credos. Inicialmente surgiu a Confissão de Augsburgo (1530), de tradição luterana. Depois vieram as de cunho calvinista: a Segunda Confissão Helvética (1566), a Confissão Escocesa (1560) e a Confissão de Fé de Westminster (1646), que foi a última das grandes confissões e certamente a que veio a apresentar as definições mais precisas da doutrina reformada. Houve outras confissões de menor importância histórica, além dos catecismos que formaram a base doutrinária das igrejas, especialmente as de cunho luterano e calvinista.

JESUS SEMPRE DESEJOU QUE OS HOMENS TIVESSEM CONVICÇÃO NAQUILO QUE ELES CRECEM:

É com uma certa apreensão que convivemos hoje, com o chamado pluralismo religioso, realidade esta, que já fora denominada de: O Fermento Religioso.

. O Experiencialismo Vigente em Nossos Dias

O subjetivismo de nossa geração obriga a igreja a voltar aos padrões confessionais. Muitos evangélicos estão embarcando num experiencialismo desenfreado, onde os sentimentos têm sido a medida de todas as coisas, assim como no Iluminismo a razão tornou-se a medida de todas as coisas. Muitos ministros têm desprezado a verdade da Escritura e preferido as experiências místicas, que têm se tornado a sua “regra de fé.” O resultado disso é que a igreja evangélica no mundo tornou-se uma Babel teológica, onde ninguém consegue falar a mesma língua, porque não existe padrão objetivo de verdade em que se possa confiar.

No cristianismo atual não há paradigmas confiáveis. A ênfase está na subjetividade das opiniões que controlam todo o arcabouço teológico de muitos líderes espirituais, os quais, com muita facilidade e maestria, controlam a mente e os sentimentos de “seus fiéis.” É patente a necessidade dos credos nos dias de hoje, para que tenhamos um paradigma confiável baseado na totalidade da Palavra de Deus.

Há mais uma razão a evidenciar a necessidade da reafirmação dos credos e confissões. Trata-se de um problema específico de nossa geração:


. A Influência do Pluralismo Religioso

A presente geração anda tateando às cegas, sem saber onde apoiar-se. Tem sido ensinado nas escolas e, o que é mais desconcertante, em muitas igrejas da Europa, dos Estados Unidos e em algumas aqui do Brasil, que as religiões não-cristãs são caminhos alternativos para Deus. Jesus não é o único modo de chegar-se a Deus. Alguns cristãos admitem que Jesus é até o melhor, mas não o único. Por causa dessa filosofia religiosa, a verdade que foi pregada até o período pré-moderno não é mais a única. Não existe uma verdade na qual as pessoas possam confiar, porque elas têm sido ensinadas que ninguém possui a verdade, e sim que as verdades dependem do ponto de vista de cada um. Há uma variedade de verdades, dependendo do gosto do freguês. E, como não possuem discernimento espiritual, as pessoas andam desnorteadas.

Este tempo é de grande urgência para a igreja cristã, que pode e deve assumir posições teológicas e ético-morais a fim de poder ser uma bússola para as pessoas desorientadas. O tempo presente exige dos genuínos cristãos uma fé seguramente formulada e confessada, a fim de que seja o único caminho de salvação, um guia seguro para o céu, pois aponta a única verdade que é Jesus, e tudo o que ele disse e fez por pecadores perdidos.

Há uma última razão que torna necessária a reafirmação dos credos e confissões em nossos dias. Talvez esta seja a mais importante de todas, porque tem uma conotação positiva:

 

A CONFISSÃO DE FÉ GUANABARA – OU DOS MÁRTIRES!

A Confissão de Fé de Guanabara/RJ

por

Jean de Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon e André la Fon 

 

No dia 7 de março de 1557 chegou a Guanabara um grupo de huguenotes (calvinistas franceses) com o propósito de ajudar a estabelecer um refúgio para os calvinistas perseguidos na França. Perseguidos também na Guanabara em virtude de sua fé reformada, alguns conseguiram escapar; outros, foram condenados à morte por Villegaignon, foram enforcados e seus corpos atirados de um despenhadeiro, em 1558. Antes de morrer, entretanto, foram obrigados a professar por escrito sua fé, no prazo de doze horas, respondendo uma série de perguntas que lhes foram entregues. Eles assim o fizeram, e escreveram a primeira confissão de fé na América (ver Apêndice 2), sabendo que com ela estavam assinando a própria sentença de morte.

NOSSO MISSIONÁRIO ENVIADO POR DEUS:

Família Simonton: Ashbel e Helen Simonton

No Brasil chegou no dia 12 de agosto de 1859, pelo trabalho do jovem missionário norte-americano Ashbel Green Simonton.

  1. Somos bíblicos:

A nossa única Regra de Fé e Prática é a Bíblia como Palavra de Deus.

Cremos que há um único Deus, vivo e atuante, que subsiste em três pessoas – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – que são iguais em  essência, glória e digno de todo louvor e adoração;

Cremos que Jesus Cristo, o Filho de Deus, fez-se carne e viveu entre nós, morrendo na cruz por nossos pecados sendo, por isso, Salvador de todo aquele que confia nEle; entende-se os eleitos de Deus.

Cremos que após ser morto e sepultado, Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos e foi elevado aos céus;

Cremos que Jesus Cristo enviou o Espírito Santo para habitar naqueles que lhe pertence, seu povo escolhido, a sua Igreja;

Cremos que no fim desta era, que não sabemos quando se dará, Cristo retornará glorioso para levar os que são seus, julgar o mundo e estabelecer o seu Reino Eterno.

Cremos e celebramos os dois Sacramentos instituídos por Jesus Cristo: Batismo e a Ceia do Senhor.

Cremos em nossa forma de governo como sendo aquela estabelecida desde a Igreja Peregrina no deserto, sob a liderança de Moisés, com a superintendência dos “Anciãos” ou “Presbíteros” ( Nm. 11:16-30 ); e tal como, foi a praticada na Igreja dos Apóstolos e desta forma, instituída até aos nossos dias (At. 20:28; I Pe. 5:2; Tito 1:5: I Tm. 3:1-7; etc..)

Cremos que Deus tem uma grande missão para a Sua Igreja: ir ao mundo, fazer discípulos para Jesus e ensiná-los a seguir ao Senhor, como está em Mateus 28.18-20. O Senhor Jesus espera a participação de todos nesta obra, e não apenas dos líderes.

Devemos, portanto: 1) Ter uma vida de testemunho; 2) Pregar o Evangelho; 3) Fazer discípulos através do discipulado pessoal; 4) Realizar a obra missionária; 5) Fazer o trabalho social, atendendo aos necessitados, com a participação dos diáconos da igreja.

  1. Somos práticos

Por crermos que a Bíblia é a Palavra de Deus, cremos que ela pode e deve ser aplicada na vida diária. Por este motivo, os nossos cultos de adoração a Deus, nossa Escola Dominical e outras atividades buscam, através do estudo bíblico, aplicar a Bíblia, às situações de vida, no trabalho, na família, nos estudos, no lazer, etc. Através da aplicação da mensagem da Bíblia, outros serão desafiados a obedecer à Palavra de Deus.

 

QUE É O PRESBITERIANISMO E A SUA ORIGEM?

 

A Igreja Presbiteriana é oriunda da Reforma Protestante do século XVI, e mantém o caráter de Igreja Católica (o termo “católico”, derivado da palavra grega: καθολικός (katholikos), significa “universal” ou “geral”), como declarado no Credo dos Apóstolos. É uma denominação cristã comprometida com valores éticos e morais. Sua atuação no contexto social brasileiro, por exemplo, é marcante, através de instituições de ensino desde o infantil até o superior, que têm alcançado excelência e reconhecimento internacional, como por exemplo, Universidade Presbiteriana Mackenziee, Instituto Presbiteriano Gammon, entre outras.

 

A HISTÓRIA DO PRESBITERIANISMO:

O nome destas denominações deriva da palavra grega presbyteros, que significa literalmente “ancião”. O governo no presbiterianismo é comum nas igrejas protestantes que foram modeladas segundo a Reforma Protestante Suiça. Notavelmente na Suíça, Escócia, Países Baixos, França, porções da Prússia e Irlanda, mais tarde, nos Estados Unidos, A crença se baseia na predestinação, segundo João Calvino, o que criou a religião, Deus já havia escolhido, desde o início, os abençoados com a salvação e os condenados à perdição eterna. Aliás, trata-se de uma reinterpretação de quem de Santo Agostinho. O homem, por sua natureza pecadora, não era digno de mudar essa decisão nem de conhecê-la. Para não viver angustiado pela dúvida, o crente deveria buscar sinais da graça divina perseverando em sua fé mantendo uma vida de retidão e de obediência a Deus. Na Inglaterra, Escócia e Irlanda, as igrejas reformadas que adotaram uma forma de governo presbiteriano, em vez de episcopal ficaram conhecidas como igrejas presbiterianas. Na Escócia, John Knox (1505-1572), que estudara com João Calvino em Genebra, levou o Parlamento da Escócia a abraçar a Reforma em 1560. A primeira Igreja Presbiteriana, a Igreja da Escócia (ou Kirk), foi fundada como resultado disso. Na Inglaterra, o presbiterianismo foi estabelecido secretamente em 1572, nos finais do reinado da Rainha Isabel I da Inglaterra. Em 1647, por efeito de uma lei do Longo sob o controle dos puritanos.

Na Irlanda, o presbiterianismo foi estabelecido por imigrantes escoceses e missionários ao Ulster. O presbitério do Ulster, foi formado separadamente da igreja estabelecida, em 1642. Todos os três, ramos muito diversos do presbiterianismo, bem como igrejas independentes e algumas denominações Holandesas, Alemãs e Francesas, foram combinadas nos EUA para formar aquilo que se tornou conhecido como a Igreja Presbiteriana (1705). A igreja presbiteriana na Inglaterra e País de Gales é a  United Reformed Chuech, enquanto que esta tradição também influenciou a Igreja Metodista, fundada em 1736. Os presbiterianos destacam-se pelo incentivo à educação, entre as numerosas instituições presbiterianas espalhadas pelo mundo destacam-se a Yale University, Universidade de Princeton e o Instituto Gammon e Universidade Mackenzie em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

 

O GOVERNO DA IGREJA PRESBITERIANA E SUA BASE BÍBLICA

O governo presbiteriano é uma forma de organização da Igreja que se caracteriza pelo governo de um presbitério, ou seja: uma assembléia de presbíteros, ou anciãos. Esta forma de governo foi desenvolvida como rejeição ao domínio por hierarquias de bispos individuais (forma de governo episcopal). Esta teoria de governo está fortemente associada com os movimentos da Reforma Protestante na Suíça e na Escócia (calvinistas), com as igrejas reformadas e mais particularmente com a Igreja Presbiteriana. Por conseguinte, esta é forma de governado adotado pela Igreja Primitiva – dos Apóstolos, ou seja, o presbiterianismo assenta em pressupostos específicos sobre a forma de governo desejada pelo Novo Testamento:

  • A função do ministério da palavra de Deus, a liturgia e a administração dos sacramentos é ordinariamente atribuída ao Pastor em cada congregação (igreja) local. As congregações são núcleos dependentes da igreja local.
  • A administração da ordenação e legislação está a cargo das assembléias de presbíteros, entre os quais os ministros e outros anciãos são participantes de igual importância. Estas assembléias são chamadas Concílios.
  • Todas as pessoas são sacerdotes, preocupado com a sua própria salvação, em nome dos quais os anciãos são chamados a servir pelo assentimento da congregação (sacerdócio de todos os crentes).

Desta forma, o papel governamental dos presbíteros é limitado à tomada de decisões quando há uma reunião, sendo de resto a função dos pastores e o serviço da congregação, orar por eles e encorajá-los na sua fé. Esta forma de governo permite a flexibilidade na tomada de decisão, em contraste com o que acontece nas Igrejas em que bispos detêm um poder concentrado.

Os concílios presbiterianos crescem em gradação hierárquica. Cada Igreja local tem o seu concílio, chamado de Sessão ou Conselho. As igrejas de uma determinada região compõem um concílio maior chamado Presbitério. Os presbitérios, por sua vez, compõem um Sínodo. O Concílio maior numa igreja presbiteriana é a Assembléia Geral ou Supremo Concílio.

ALGUMAS DENOMINAÇÕES PRESBITERIANAS NO BRASIL E NO MUNDO

  1. Principais Denominações Presbiterianas No Brasil:
  • Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPIB) – Sede: São Paulo/SP
  • Igreja Presbiteriana Conservadora do BrasIl (IPCB) – Sede: São Paulo/SP
  • Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil – de cunho carismático – (IPRB) – Sede: Arapongas/PR
  • Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU) – Sede: Vitória/ES
  • Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil (IPFB) – Sede: Porto Velho/RO
  • Igreja Presbiteriana Tradicional do Brasil(IPTB) – Sede: Taguatinga/DF
  • Igreja Presbiteriana Viva (IPV) – Sede: Volta Redonda/RJ
  • Igreja Evangélica Cristã Presbiteriana (IECP) – Sede: São Paulo/SP

Outros grupos de menor expressão:

  • Igreja Cristã Presbiteriana Pentecostal (ICPP) – Sede: Juquiá/SP
  • Igreja Presbiteriana Reformada do Brasil (IPRB) – Sede: Caratinga/MG
  • Igreja Presbiteriana da Graça (IPG) – Sede: Mogi das Cruzes/SP
  • Igreja Presbiteriana Livre (IPL) – Sede: Colatina/ES
  • Igreja Cristã Presbiteriana (ICP) – Sede: Ponta Grossa/PR
  • Igreja Presbiteriana Contemporânea (IPC) – Sede: Passos/MG
  • Igreja Presbiteriana Coreana –
  • Igreja Indígena Presbiteriana do Brasil (IIPB) – Sede: Dourados/MS
  • Igreja Presbiteriana Pentecostal (IPP) – Sede: Campos dos Goytacazes/RJ
  • Igreja Presbiteriana Chinesa (IPCh) – Sede: Curitiba/PR
  • Igreja Presbiteriana Avivada (IPA) – Sede: Guarulhos/SP

Portugal

  • Igreja Cristã Presbiteriana de Portugal (ICPP)
  • Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal (IEPP
  • EUA
  • Igreja dos Peregrinos (1928) em  Washington D.C.
  • Igreja Presbiteriana (EUA) (PCUSA)
  • Igreja Presbiteriana na América(PCA)
  • Igreja Presbiteriana Ortodoxa (OPC) (EPC)a
  •  Igreja Presbiteriana Evangélica (RPC)
  • Igreja Presbiteriana Bíblica (BPC)
  • Igreja Presbiteriana Reformada Associada (ARPC)
  • Igreja Presbiteriana Cumberland (CPC)
  • Igreja Presbiteriana Cumberland na América (CPCA)
  • Igreja Presbiteriana Westminster nos Estados Unidos (WPCUS)
  • Igreja Presbiteriana Reformada nos Estados Unidos (RPCUS)

Canadá

  • Igreja Presbiteriana no Canadá (PCC)
  • Igrejas Reformadas do Canadá (CanRC)

França

  • Igreja Reformada Francesa (Em Francês: L’Eglise Réformée de France, ÉRF)

Irlanda

  • Igreja Presbiteriana na Irlanda (PCI)
  • Igreja Presbiteriana Livre do Ulster (PCI)
  • Igreja Presbiteriana Não-Subescrevente da Irlanda (NSCPI)
  • Igreja Presbiteriana Reformada da Irlanda (PCI
  • Igreja Presbiteriana Evangélica (Irlanda)

País de Gales

  • Igreja Presbiteriana de Gales (PCW)

Hungria

  • Igreja Reformada na Hungria (HRC)

Coréia do Sul

  • Igreja Presbiteriana Myung Sung

Taiwan

  • Igreja Presbiteriana em Taiwan (PCT)

Austrália

  • Igreja Presbiteriana da Austrália
  • Igrejas Reformadas Livres da Austrália
  • Igreja Presbiteriana Westminster da Austrália

Nova Zelândia

  • Igreja Presbiteriana de Aotearoa Nova Zelândia (PCANZ)

  Vanuatu

  • Igreja Presbiteriana de Vanuatu

 

Relações inter-eclesiásticas

A Igreja Presbiteriana do Brasil recebeu no seu Supremo Concílio, que aconteceu entre 23 e 25 de Março de 2015, documento de pedido para a adesão a Aliança Cristã. Porém foi decidido que a associação da igreja a organização é de competência de decisões da próxima Reunião Ordinária que ocorrerá em 2018. Até lá, a denominação não tem decisão sobre sua adesão a Aliança.

Na mesma ocasião a igreja anunciou sua adesão a Fraternidade Latino-Americana de Igrejas Reformadas e definiu o níveis de comunhão da seguinte forma:

 Nível 1: relações iniciais e diálogos para parcerias específicas.

  • Igreja Presbiteriana da Austráliaa (Presbyterian Church of Australia)
  • Igreja Presbiteriana Westminster da Austrália(Westminster Presbyterian Church of Australia)
  • Igreja Presbiteriana da Coreia (Presbyterian Church of Korea)
  • Igreja Presbiteriana do Chile
  • Igreja Presbiteriana do Canadá (Presbyterian Church of Canada)
  • Igreja Presbiteriana da Irlanda(Presbyterian Church of Ireland)
  • Igreja Presbiteriana Bíblica- Estados Unidos(Bible Presbyterian Church)
  • Igreja da Escócia(Church of Scotland)
  • Igreja Presbiteriana de Moçambique
  • Igreja Presbiteriana Unida na África Austral(Uniting Presbyterian Church in Southern Africa)
  • Igreja Reformada na África – África do Sul(Reformed Church in South Africa)
  • Igreja Presbiteriana no Paraguai (Igreja Presbiteriana en Paraguay)17

Nível 2: Relacionamento correspondente onde reconhece-se mutuamente em termos confessionais:

  • Igreja Presbiteriana de Angola:

Nível 3: Igrejas irmãs com relações fraternais com comunhão eclesiástica plena:

  • Igrejas Reformadas Liberadas – Holanda (Gereformeerde Kerken Nederland)
  • Igreja Presbiteriana Evangélica (EUA) – Estados Unidos (Evangelical Presbyterian Church)
  • Igreja Presbiteriana na América – Estados Unidos (Presbyterian Church of America)
  • Igreja Presbiteriana Nacional do México (Iglesia Presbiteriana Nacional en Mexico)
  • Igreja Presbiteriana Ortodoxa – Estados Unidos(Orthodox Presbyterian Church)

A Igreja decidiu ainda, participar da Assembleia da Igreja Presbiteriana do Japão e do Sínodo Geral de Igrejas Reformadas da África do Sul. Confirmou sua participação na Fraternidade Latino-Americana de Igrejas Reformadas(Confraternidad Latinoamerica de Iglesias Reformadas) e na  Fraternidade Reformada.

O NOSSO MISSIONÁRIO E O SEU LABOR:

 

O Reverendo Ashbel Green Simonton, fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil.

O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do trabalho missionário do americano Ashbel Green Simonton (1833-1867), que chegou ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade. Em abril de 1860, Simonton dirigiu o seu primeiro culto em português; em janeiro de 1862 foi fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. No breve período em que viveu no Brasil, Simonton, auxiliado por alguns colegas, fundou o primeiro jornal evangélico do país (Imprensa Evangélica, 1864), criou o primeiro presbitério (1865) e organizou um seminário (1867). O Rev. Simonton morreu vitimado pela febre amarela aos 34 anos, em 1867 (sua esposa, Helen Murdoch, havia falecida três anos antes).

O ex-padre José Manoel da Conceição (1822-1873), foi o primeiro brasileiro a ser ordenado ministro protestante, em 1865. Visitou incansavelmente dezenas de vilas e cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e sul de Minas, pregando e fundando comunidades. O ano de 1869 marca uma nova etapa na história da IPB por ser o ano da chegada dos missionários da Igreja Presbiteriana do sul dos Estados Unidos. Nesta época, em virtude dos problemas políticos enfrentados nos Estados Unidos, havia duas Igrejas Presbiterianas: uma do norte do país (a PCUSA) — que enviou os primeiros missionários ao Brasil — e outra no sul (a PCUS).

Os primeiros missionários da Igreja do sul dos Estados Unidos a vir para o Brasil foram George Nash Morton e Edward Lane. Seu trabalho concentrou-se no interior de São Paulo, tendo fundado, em 1870, a Igreja Presbiteriana de Campinas. As regiões da Mogiana, o oeste de Minas, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás foram atingidos por outros missionários que os seguiram, dentre eles o Rev. John Boyle, Tanto Lane quanto Boyle tiveram a colaboração do evangelista e colportor alemão Jacob Philip Wingerter, que residira muitos  nos Estados Unidos e veio para o Brasil com imigrantes sulistas em 1867, radicando-se inicialmente em Santa Bárbara D’ Oeste (SP), vinculando-se em seguida à Missão de Nashville. Wingerter foi presbítero da Igreja de Mogi-Mirim, tendo visitado muitos locais na Mariana, Triângulo Mineiro, Paracatu e Goiás. Fez diversas viagens de evangelização na companhia dos Rev. John W. Dabney, John Boyle, Delfino Teixeira e Miguel Torres 10 .

A expansão da IPB no norte e no nordeste do país deve-se ao trabalho pioneiro dos missionários da PCUSA. Dentre os muitos nomes deste período fulguram o do missionário John Rockwell Smith, que fundou a Igreja Presbiteriana do Recife em 1878, e o Rev. Belmiro de Araújo César, um dos primeiros e mais conhecidos pastores brasileiros do nordeste.

Durante este período, a missão da Igreja Presbiteriana do norte dos Estados Unidos (PCUSA) se consolidava no restante do país. Um dos grandes eventos deste período foi a fundação da Escola Americana, em 1870, por George Chamberlain e sua esposa, Mary Chamberlain. A Escola Americana, mais tarde, passaria a se chamar Mackenzie College, chegando a ser o conhecido Instituto Presbiteriano Mackenzie, que abriga, dentre outras instituições, a Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Alguns novos pastores brasileiros são ordenados nesses anos, como Manuel Antônio de Menezes, Delfino dos Anjos Teixeira, José Zacarias de Miranda e Caetano Nogueira Júnior. Um dos grandes nomes, no entanto, viria a ser o do Rev. Eduardo Carlos Pereira, que se celebrizou por sua liderança, bem como por sua atuação no campo educacional, com a produção de livros didáticos, especialmente no campo da Gramática. Liderou o movimento de cisão, que cumulou-se, em julho de 1903, com o surgimento da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, a IPIB, filha da IPB.

Em setembro de 1888 foi organizado o Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil, assim tornou-se autônoma, desligando-se das igrejas norte-americanas.

Depois da Proclamação da República, nasceu um movimento nacionalista no seio da IPB, em que pastores brasileiros se manifestaram contrários à presença intensiva e interferência de missionários americanos, gerando um cisma que levou à fundação da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Um grande líder do começo do século XX foi o pastor (?) Erasmo Braga. O presidente da república Café Filho era presbiteriano e frequentava a 1ª Igreja Presbiteriana de Natal

Ao longo do século XX, surgiram outras igrejas congêneres que também se consideram herdeiras da tradição calvinista. São as seguintes, por ordem cronológica de organização: Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (1903), Igreja Presbiteriana Conservadora,(1940), Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil (1956), Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1978).

Presidentes dos Estados Unidos – Presbiterianos

  1. Andrew JacksonPresbiteriano
  2. James BuchananPresbiteriano
  3. Ulysses GrantPresbiteriano;
  4. Rutherford HayesPresbiteriano;
  5. Grover ClevelandPresbiteriano
  6. Benjamin HarrisonPresbiteriano
  7. Grover ClevelandPresbiteriano
  8. Woodrow WilsonPresbiteriano
  9. Gerald Foed – Presbiteriano
  10. Ronald ReaganPresbiteriano

Presidente do Brasil – Presbiteriano

  1. Café Filho – IPB Natal – RGN.

 

ESTATÍSTICA GERAL DA IPB – 2011

A Igreja Presbiteriana do Brasil, ao ano de 2011, apresentou uma Estatística Geral, com aproximadamente 6.000 igrejas locais, 616 Congregações, Presbíteros 29.969, Diáconos 43.146, Missionários, 5.123, Evangelistas, 1.746; Candidato ao Ministério, 1.438; e total de membros, 1.311.302, de membros da IPB.

. 82 Sínodos; 331 Presbitérios e Presente em todos os Estados e Distrito Federal. Louvado seja Deus pelo anúncio do Evangelho da graça de Jesus Cristo desde 18/12/1859.

O órgão oficial da IPB é o Jornal Brasil Presbiteriano

TRABALHO SOCIAL DA IGREJA NO BRASIL

  1. Na área da Educação:
    1. Universidade Mackenziee – São Paulo, Brasília e Rio de |Janeiro;
    2. Milhares de Escolas de Ensino Médio;
    3. Milhares de Ensino Fundamental;
    4. Milhares de Creches em Templos-Escolas
    5. Seminário Teológico – 09 (Nove)
    6. Institutos Bíblicos – Centenas
    7. Casa Editora Presbiteriana;
    8. Luz Para o Caminho;
    9. Jornal Presbiteriano
    10. Vários Cursos de Alfabetização pelas Igrejas
  2. Na área da Saúde:
    1. Hospitais de porte com leitos e UTIs – 10 (Dez); Goiás, Brasília, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

TRABALHOS DE MISSÃO NACIONAL E INTERNACIONAL

  1. No Brasil mais de 268 missionários pelo País;
  2. No exterior vários casais em vários países
  3. Parcerias radiofônicas com 09 (Nove) países para a transmissão do Evangelho.
  4. Rede TV – e Bandeirantes. Rev. Hernandes Dias Lopes
  5. Internet
  6. Missão Caiuá – com os Indígenas – MEC

TRABALHO SOCIAL DE APOIO E HUMANISMO

  1. Secretaria Geral da Terceira Idade.
  2. Abrigo Presbiteriano para senhoras no Rio de Janeiro;
  3. Abrigo Presbiteriano para Homens no Rio de Janeiro;
  4. Orfanato Presbiteriano para menores (INPAR) no RJ.

AUTARQUIAS – ASSOCIAÇÕES

1.Agência Presb. de Missões Transculturais – APMT;

  1. Associação Beneficente Douradense – ABD;
  2. Associação Nac. de Escolas Presbiterianas – ANEP;
  3. Associação Prev. Assist. Det. de Drogas – APADD;
  4. Casa Editora Presbiteriana – CEP;
  5. Comissão de Relações Inter-Eclesiástica – CRIE;
  6. Comissão Nacional de Evangelização – CNE;
  7. Conselho de Ação Social – CAS;
  8. Fundação Educacional Presbiteriana – FEP;
  9. Plano Missionário Cooperativo – PMC
  10. Rede Presbiteriana de Comunicação – RPC;
  11. Tribunal de Recurso – TR

 

Curitiba-PR, 21 de Abril de 2017.

Rev. Mario Ramos

Pastor Presbiteriano – Igreja Presbiteriana do Tatuquara-Curitiba/PR

 

POR QUE O DÍZIMO?

POR QUE O DÍZIMO?

 Leitura Bíblica: Malaquias 3: 10 -12

 “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro,… provai-me nisto, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não vos derramar sobre vós bênção sem medida. Por vossa causa repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra… Todas as nações vos chamarão felizes…”                 

A palavra “dízimo” quer dizer, “décima parte”, ou seja, (10%) de alguma coisa. As palavras usadas no A. Testamento: “Asar” indica “dez” a raiz original desse termo significa: “acumular”, “crescer”,” ficar rico”. A outra palavra é: “ Maaser, quer dizer: “décima parte”. No Novo Testamento: “Dekatóo”, significa: “dar uma décima parte” ou “dizimar”, e a palavra “Dekáte, “décimo”. Na Bíblia, o dízimo foi instituído como uma condição básica, para o fiel revelar ao Senhor, quando dizimar, sua fidelidade, amor e lealdade. É verdade, que o dízimo, também demonstra fé, amor e gratidão à medida que o dizimista consagra e devolve a Deus os 10%, daquilo que o próprio Deus o concedeu. “Das tuas mãos to damos”. A prática do dízimo é mais antiga do que quando aparece no Antigo Testamento. Os povos mais antigos já praticavam. O dízimo foi introduzido na Comunidade Judaica, no início da história relatada em Gênesis nos tempos de Adão. Vemos que os seus filhos Abel e Caim cultuavam  e apresentavam suas ofertas a Javé ( Gên. 4:4-5 ). Abrão o patriarca da fé, praticava a fidelidade na entrega dos dízimos ( Heb. 7:2 e 9). Seu neto Jacó, a 2200 anos a. C., mostrava a virtude da fidelidade a Deus na devoção dos dízimos e na perpetuidade deste princípio vital na relação espiritual e que tinha resultado direto na sua vida material (Gên. 28:18-22). Certamente, ainda no Egito, como escravos, os Judeus jamais se descuidaram do consagrado ritual de celebração dos dízimos. Percebe-se que o Dízimo, até aqui, ainda não tinha sido estabelecido por Lei, mediante Moisés. Quando da libertação do cativeiro egípcio, o povo Hebreu, separado para servir a Deus com exclusividade, recebeu através de Moisés, no Monte Sinai, às Leis, e agora como nação santa, tinha este Instituto Consagrado – o Dízimo, por força de lei, para por princípio litúrgico-adoracional, revelar fidelidade a Deus, sendo desta forma, sustentado pela obediência (Lev. 27:30-34). O dízimo no Antigo Testamento, foi  condição para se avaliar o grau de fidelidade bem como, a medida de bênção na vida de cada fiel. No dizimar, havia fartura e solidariedade nos proventos (Deut. 12: 17-19). Havia também, o lugar determinado e o dia certo para entregar os dízimos (Deut. 12: 11-14). Os profetas do Antigo testamento, proclamavam em todas as épocas com advertências a necessidade da constante fidelidade nos dízimos a Deus (Amós 4:4). No Novo testamento, o dízimo permanece atendendo aos mesmos princípios e finalidades do Antigo Testamento. O Senhor Jesus assegura, que os crentes na era do Novo Testamento, devem ter motivos  maiores na fidelidade, pois estes, se encontram debaixo da graça superabundante de Deus (Rom. 5:18-21). Jesus não somente reiterou o ensino sobre a fidelidade dos dízimos, como ele mesmo praticou  (Mat. 22: 15-22 ). O Senhor Jesus, fez questão de observar a atitude de uma pobre viúva que aparece para adorar e dizimar, como sendo exemplo digno de fidelidade, amor e fé. Ela entregou do pouco que tinha o seu tudo (Luc. 21: 1-4). Esta pobre viúva, foi elogiada por Jesus. Ao longo da história do nosso cristianismo, sempre existiu e ainda existem cristãos fiéis testemunhando a bênção de ser dizimista. São pessoas que descobriram o caminho fácil à prosperidade pela fidelidade na entrega dos dízimos. Aqueles 10% uma vez consagrados e devolvidos a Deus, acabam por atingir a parte retida dos 90%, com o milagre da multiplicação. Dizimar é investir na poupança divina. Ninguém é mais rico e fiel como é o nosso Deus. Assim, as janelas do Céu são abertas e bênçãos são derramadas. É assim, que o “devorador” é repreendido por Deus, para não tocar no nosso sustento e patrimônio (Mal.3:10-12 ). Assim, passamos a viver como verdadeiros mordomos sempre abundantes e suficientes  2ª Cor. 9: 6-15). Pense Nisto! Faça prova de Deus na sua fidelidade nos dízimos (Sal. 34:8). Se você já é fiel dizimista sabe por que continuar. Se você é dizimista às vezes, experimente a vida de fidelidade. Se você ainda não é dizimista, procure a oportunidade em sê-lo e faça prova de Deus (Mal. 3:10). Se você é apenas ofertante, não ganha salário fixo, faça de coração e com alegria (2ª Cor.9:6-9). Saiba porém,  ao dizimar e ou ofertar, primeiro examine a si mesmo, peça perdão a Deus dos seus pecados e ao próximo e, depois apresente e consagre o dízimo e ou a oferta no altar( Mat. 5:22-24). O lugar próprio da entrega é na Igreja onde você freqüenta e é alimentado com a Palavra de Deus (Deut. 12:11-12). A administração dos recursos é feita pelo tesoureiro eleito anualmente no Conselho. À arrecadação e a contabilização tem a participação dos diáconos a cada culto. Uma Comissão de Exame de Contas é nomeada anualmente pelo Conselho para o acompanhamento e a prestação de relatório ao Conselho e este a Igreja. O balanço físico e financeiro de cada mês é demonstrado no quadro de avisos em local visível aos contribuintes. A marcha dos dízimos acontece dominicalmente, dentro da liturgia, no momento do ato de consagração. Se você deseja conhecer melhor sobre a doutrina do dízimo, na biblioteca de sua Igreja encontra: “Mendigo Jamais”, “O Sentido Ético do Dinheiro”, “O Dízimo”, “Uma vez Dizimista…”entre outros.

Lembre-se: Assim como a mãe alimenta a seus filhos; sua Igreja busca lhe dar o melhor do sustento espiritual. Sua Igreja tem objetivo definido de maior investimento com projetos de vidas. Sua Igreja deseja a quantidade e a qualidade. Sua Igreja tem propósito de expansão ministerial. Sua Igreja depende de sua fidelidade e de sua vida abençoada para servir a Deus e ao próximo. Sua Igreja acredita no Deus da providência. Sua Igreja confia e espera pela sua consagração e colaboração na obra e no crescimento do Reino de Deus. Sua Igreja conta com a resposta do seu grande amor e compreensão na salvação e transformação de vidas. Ser fiel dizimista é ser um descendente de Abraão, amante e defensor da Palavra de Deus. Ser fiel dizimista é prova de uma vida abençoada e abençoadora. Ser fiel dizimista, é ser um bom crente presbiteriano cumpridor dos seus deveres, e ciente dos seus direitos.

Testemunho de dizimistas:

Irmã Rosa: “Sempre fui dizimista. Não saberia servir a Deus, se me faltasse à fidelidade do dízimo”;

Presidente da Colgate: “O prazer de ser dizimista é tão grande; que por vezes, entrego os 90%, e fico com os 10%”;

Presidente do Bradesco: ”O meu Banco é a maior prova daquilo que Deus é capaz de fazer na vida do fiel dizimista”;

Para Pensar e Refletir:

“Quem não é fiel a Deus no pouco que manda o dever; não pode esperar dEle o necessário para se viver”.

Textos sobre o Dízimo e a oferta:

Gên. 14:29; Gên. 28:22; Lv. 27:32; Nm. 18:21; Nm. 18:24; Deut. 12:17; Deut. 14:22; Deut. 26:12; 2ª Cro. 31:05; Ne. 10:37-38; Am. 4:4; Mal:3:10-12; Mat. 23:23; Luc. 11:42; Luc. 18:12; Heb. 7:2; Heb. 7:5; Heb. 7:9; oferta, Gên. 4:4; Êx. 22:29; Êx. 25:2; Lv. 1:2; Nm. 31:50; Deut. 16:10; 1º Rs 3:15; Sal. 20:3; Is. 66:20; Ez. 44:30; Dan. 9:27; Am. 5:22; Mal. 1:10; Mal. 3:3; Mat. 2:11; Mat. 5:23; Mc. 7:11; Luc. 21:4; At. 21:26;

Nós precisamos de Dizimar e de Ofertar…sua Igreja conta com sua generosidade…e o Senhor, espera de você a fidelidade.

 

Curitiba, PR – 10 de Abril de 2016.

 

 

Rev. Mario Ramos                                                   Jair Ribeiro de Souza

Pastor Presidente                                                    Tesoureiro da Igreja

DOUTRINAS BÁSICAS DA FÉ CRISTÃ: CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO

DOUTRINAS BÁSICAS DA FÉ CRISTÃ: CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO

 

001 – Qual é o fim principal do homem

  1. O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre ( Rm. 11:36; I Co.10:31; Sl. 73:25-26; Is. 43:7; Ef. 1:5-6);

 

002 – Que regra deu Deus para nos dirigir na maneira de O glorificar?

  1. A Palavra de Deus que se acha nas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos, é a Única regra infalível de fé e de prática na maneira de O glorificar e gozar (Lc. 24:27,44; 2 Pe. 3:2, 15-16; 2Tm. 3:15-17; Gál. 1:8-9; Jo.15:10-11);

 

003 – Qual é a coisa principal que as Escrituras nos ensinam?

  1. A coisa principal que as Escrituras nos ensinam é que o homem deve crer acerca de Deus, e o dever que Deus requer do homem ( Jo.5:39; Sl. 119:105; Rom. 15:4; 1 Co. 10:11);

 

004 – Quem é Deus?

  1. Deus é amor. Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade ( Jo. 4:24; Êxod. 3:14; Sl. 145:3; Tg. 1:17; Gên. 17:1);

 

005 – Há mais de um Deus?

  1. Há um só Deus, o Vivo e Verdadeiro. ( Deut. 6:4; 1 Co. 8:4; Jer. 10:10; Jo. 17:3);

 

006 – Quantas pessoas há na Divindade?

  1. Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estas três são um Deus, da mesma sustância, iguais em poder e glória ( Mat. 3:16-17; 2 Co.13:13; Jo. 1:1; At. 5:3-4);

 

007 – Que são os decretos de Deus?

  1. Os decretos de Deus são o seu eterno propósito, segundo o conselho da sua vontade, pelo qual, para sua glória, Ele predestinou tudo o que acontece ( Rom. 11:36; Ef. 1:4-6; At.2:23; 1 Co. 2:7; Ef. 3:10-11);

 

008 – Como executa Deus os seus decretos?

  1. Deus executa os seus decretos nas obras da criação e da providência (Sl. 19; Sl. 33; Sl. 24);

 

009 – Qual é a obra da criação?

  1. A obra da criação é aquela pela qual Deus fez todas as coisas do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bem ( Gên. 1:31; 2:1; Apoc. 4:11; Dan. 4:35; Is. 40:26; At. 4:24);

 

010 – Conservaram-se nossos primeiros pais no estado em que foram criados?

  1. Nossos primeiros pais, sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, caíram do estado em que foram criados, pecando contra Deus ( Rom. 5:12; Gên. 3:6);

 

011 – Que é pecado?

  1. Pecado é qualquer falta de conformidade com a Lei de Deus, ou transgressão dessa Lei ( Tg. 2:10; Tg. 4:17; I Jo. 3:4);

 

012 – Qual foi o pecado pelo qual nossos primeiros pais caíram do estado em que foram criados?

  1. O pecado pelo qual nossos primeiros pais caíram do estado em que foram criados foi o comerem do fruto proibido (Gên. 3:12-13; Osé. 6:7) ou ( a desobediência a ordem de Deus );

 

 

013 – Caiu todo o gênero humano pela transgressão de Adão?

  1. Visto que o pacto de obediência foi feito com Adão não só para ele, mas também para a sua posteridade todo o gênero humano que dele procede por geração ordinária, pecou nele e caiu com ele na sua primeira transgressão ( Gên.1:26; At. 17:26; 1Co. 15:21-22; Rom. 5:12-14);

 

014 – Qual foi o estado a que a queda reduziu o gênero humano?

  1. A queda reduziu o gênero humano a um estado de pecado e miséria – morte espiritual (Rom. 5:12; Rom. 6:23);

 

015 – Qual é a miséria do estado em que o homem caiu?

  1. Todo o gênero humano pela sua queda perdeu comunhão com Deus, está debaixo de sua ira e maldição, e assim sujeito a todas as misérias nesta vida, à morte e às penas do Inferno para sempre ( Gên.3: 8, 24; Ef. 2:3; Rom. 6:23; Mat. 25:41-46);

 

016 – Deixou Deus todo o gênero humano perecer no estado de pecado e miséria?

  1. Tendo Deus, unicamente pela sua boa vontade desde toda a eternidade, escolhido alguns para a vida eterna, entrou com eles em um pacto de graça, para os livrar do estado de pecado e miséria e trazer a um estado de salvação por meio de um Redentor – Jesus (Ef.1:4; Tito 1:2; Tito 3:4-7; Jo. 17:6; At. 4:12; Jo. 14:6);

 

017 – Quem é o Redentor dos escolhidos de Deus?

  1. O único Redentor dos escolhidos de Deus é o Senhor Jesus Cristo que, sendo o eterno Filho de Deus, se fez homem, e assim foi e continua a ser Deus e homem em duas naturezas distintas, e uma só pessoa, para sempre ( 1 Tm. 2:5; Jo. 1:14; Rom. 9:5; Col. 2:9; Heb. 13:8);

 

018 – Como Cristo, sendo o Filho de Deus, se fez homem?

  1. Cristo, o Filho de Deus, fez-se homem tomando um verdadeiro corpo, e uma alma racional, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo, no ventre da virgem Maria, e nascido dela, mas sem pecado ( Heb. 2:14; Mat. 26:28; Luc.2:52; Heb. 4:15);

 

019 – Que funções exerce Cristo como nosso Redentor?

  1. Cristo, como nosso Redentor, exerce as funções de profeta, sacerdote e rei, tanto no seu estado de humilhação como no de exaltação ( At. 3:22; Heb. 5: 5-6; Sl.2:6; Jo. 1:49);

 

020 –  Como exerce Cristo as funções de profeta?

  1. Cristo exerce as funções de profeta, revelando-nos, pela sua Palavra e pelo seu Espírito, a vontade de Deus para a nossa salvação ( Jo. 1:18: Heb. 1:1-2; Jo. 14:26);

 

021 – Como exerce Cristo as funções de Sacerdote?

  1. Cristo exerce as funções de Sacerdote, oferecendo-se a Si mesmo uma vez em sacrifício, para satisfazer a justiça divina, reconciliando-nos com Deus e fazendo contínua intercessão por nós ( Heb. 9:28; Rom. 3:24-26; Is. 53:12);

 

022 – Como exerce Cristo as funções de Rei?

  1. Cristo exerce as funções de Rei, sujeitando-nos a Si mesmo, governando-nos e protegendo-nos contendo e subjugando todos os seus inimigos e os nossos também (Sl. 110:1-3; At. 2:36; Is. 9: 6-7; I Co 15: 25-27);

 

023  – Como nos aplica o Espírito a redenção adquirida por Cristo?

  1. O Espírito Santo aplica-nos a redenção adquirida por Cristo, operando em nós a fé, e unindo-nos a Cristo por meio dela em nossa vocação eficaz ( Gal. 2:20; Ef. 2:8; I Co. 12: 12-13);

 

024 – Que é justificação?

  1. Justificação é um ato da livre graça de Deus, no qual Ele perdoa todos os nossos pecados e nos aceita como justo diante de Si, somente por causa da justiça de Cristo a nós imputada, e recebida só pela fé ( Ef. 1:7; 2 Co. 5:21; Rom. 4:6 e Gál. 2:16);

 

025 – O que é adoção?

  1. Adoção é um ato da livre graça de Deus pelo qual somos recebidos no número dos filhos de Deus, e temos direito a todos os seus privilégios ( I Jo. 3:1; Jo. 1 :12; Rom. 8: 14-17);

 

026 – O que é santificação?

  1. Santificação é a obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de Deus, habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão ( I Pe. 1:2; Ef. 4:20-24; Rom. 6:6; Rom. 12: 1-2);

 

027 – Que revelou Deus primeiramente ao homem para regra de sua obediência?

  1. A regra que Deus revelou primeiramente ao homem para sua obediência foi a Lei Moral (Rom. 2:14-15);

 

028 – Onde está a Lei Moral resumidamente compreendida?

  1. A Lei Moral está resumidamente compreendida nos dez mandamentos ( Deut. 10:4; Mat. 19: 17-19);

 

029 – Em que se resumem os dez mandamentos?

  1. Os dez mandamentos se resumem em amar ao Senhor nosso Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de toda as nossas forças e de todo o nosso entendimento; e ao nosso próximo como a nós mesmos ( Mat. 22:32-40);

 

030 – Qual é o primeiro mandamento?

  1. O primeiro mandamento é: “ Não terás outros deuses além de mim”. Êxodo 20:3);

 

031 – Qual é o segundo mandamento?

  1. O segundo mandamento é: “Não farás para ti imagens de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no Céu, e do que há em baixo na terra, nem de coisa alguma que há nas águas, debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor teu Deus, o Deus zeloso, que vinga a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem; e que usa de misericórdia com milhares daqueles que me ama e que guardam os meus preceitos”. ( Êxodo 20: 4-6 );

 

032 – Qual é o terceiro mandamento?

  1. O terceiro mandamento é: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar em vão o nome do Senhor seu Deus” ( êxodo 20:7);

 

033 – Qual é o quarto mandamento?

  1. O quarto mandamento é: “Lembra-te de santificar o dia do sábado. Trabalharás seis dias, farás neles tudo o que tens para fazer. O sétimo dia, porém, é o sábado do Senhor teu Deus. Não farás nesse dia, obra alguma, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem a tua serva, nem teu animal, nem o peregrino que vive das tuas portas para dentro. Porque o Senhor fez em seis dias o Céu, a terra e o mar, e tudo o que neles há, e descansou no sétimo dia. Por isso o Senhor abençoou o dia sétimo e o santificou” ( Êxodo 20: 8-11);

 

 

034 – Qual é o quinto mandamento?

  1. O quinto mandamento é: “Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar” ( êxodo 20:12);

 

035 – Qual é o sexto mandamento?

  1. O sexto mandamento é: “Não matarás” ( êxodo 20:13);

 

036 – Qual é o sétimo mandamento?

  1. O sétimo mandamento É: “Não adulterarás” ( Êxodo 20:14);

 

037 – Qual é o oitavo mandamento?

  1. O oitavo mandamento é: “ Não furtarás” ( Êxodo 20: 15);

 

038 – Qual é o nono mandamento?

  1. O nono mandamento é: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20:16);

 

039 – Qual é o décimo mandamento?

  1. O décimo mandamento é: “Não cobiçarás a casa do teu próximo; não desejarás a mulher, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença” ( Êxodo 20: 17);

 

040 – Que merece cada pecado?

  1. Cada pecado merece a ira de Deus e a maldição de Deus, tanto nesta vida como na vindoura ( Gál. 3:10; Tg. 2:10; Mat. 25:41);

 

041 – Que é fé em Jesus Cristo?

  1. Fé em Jesus Cristo é uma graça salvadora, pela qual o recebemos e confiamos só nEle para a salvação, como Cristo nos é oferecido no Evangelho ( At. 16:31; Heb. 10:39; Jo. 1:12);

 

042 – Que é arrependimento para a vida?

  1. Arrependimento para a vida é uma graça salvadora pela qual o pecador, tendo um verdadeiro sentimento do seu pecado e percepção da misericórdia de Deus em Cristo, se enche de tristeza e de horror pelos seus pecados, abandona-os e volta para Deus, inteiramente resolvidos a prestar-Lhe nova obediência ( 2 Co. 7:10; At. 2:37; Luc. 1:77-79; Jer. 31: 18-19);

 

043 – Que é um sacramento?

  1. Um sacramento é uma santa ordenança instituída por Cristo, na qual, por sinais sensíveis, Cristo e as bênçãos do novo pacto são representadas, seladas e aplicadas aos crentes ( Mat. 26:26-28; Mat. 28: 19; Rom. 4:11);

 

044 – Quais são os sacramentos?

  1. Os sacramentos são o Batismo e a Ceia do Senhor ( At. 10:47; I Co. 11: 23-26);

 

045 – Que é o Batismo?

  1. O Batismo é o sacramento no qual o lavar com a água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, significa e sela a nossa união com Cristo, a participação das bênçãos do pacto da graça, e a promessa de pertencermos ao Senhor ( Mat. 28:19; Jo. 3:5; Rom. 6: 1-11);

 

046 – Que é a Ceia do Senhor?

  1. A Ceia do Senhor é o sacramento no qual, dando-se e recebendo-se pão e vinho, conforme instituição de Cristo, se anuncia a sua morte e vinda, aqueles que participam dignamente tornam-se, não de uma maneira corporal e carnal, mas pela fé, são participantes de seu corpo e do seu sangue, com todas as suas bênçãos para o seu alimento espiritual e crescimento em graça ( I Co. 11: 23-26; At. 3:21; I Co. 10:16);

 

047 – Que é oração?

  1. A Oração é um santo oferecimento dos nossos desejos a Deus, sempre em nome de Jesus Cristo, com confissão de nossos pecados, e um agradecimento reconhecido das suas misericórdias ( Sl. 10:17; I Jo. 5:14; Fil. 4:6; I Tess. 5:18); É falar com Deus em nome de Jesus!

 

048 – Quem ordenou o matrimônio e quais os seus objetivos?

  1. O matrimônio foi ordenado pelo Criador ( Gên. 2:18,24), e tem como objetivo 1) o mútuo auxílio de marido e mulher ( I Co. 7:3-5), 2) a propagação da raça humana por uma sucessão legítima (Gên. 1: 27,28), 3) impedir a impureza e ser uma bênção biológica ( 1 Co. 7: 2,9);

 

049 – Que é Igreja?

  1. É um conjunto formado por todos os verdadeiros servos de Cristo ( Mat. 16:18);
  2. É visível, considerando todos os membros professos da Igreja (At. 20:28);
  3. É invisível, considerando todos os que já foram salvos, os que agora são e os que ainda serão salvos (Heb. 12:23);
  4. É Igreja local, uma Comunidade de crentes num dado lugar como a de Antioquia, a de Jerusalém e a nossa Igreja etc…;
  5. É Igreja Católica (universal), considerando todas as verdadeiras Igrejas de Jesus Cristo por toda a parte, em que Ele é o seu Cabeça e Senhor;
  6. É o corpo de Cristo e nós os seus membros ( Ef. 4: 12-16);

 

050 – Que é o Dízimo?

  1. O dízimo é a décima parte de nossa renda. Entregar e consagrar o dízimo de Deus é devolver ao Senhor 10% de tudo que Ele nos concede ( Mal. 3: 10);

 

051 – Onde encontramos a Lei do dízimo?

  1. Na Lei de Deus. O Senhor ordenou ao seu povo que trouxesse o dízimo. O dízimo está na Bíblia ( Gên. 14:20; 28:22; Núm. 18:21-30; Deut. 14: 22-29; Deut. 26;12);
  2. Na Palavra de Jesus Cristo, Nosso único Mestre ( Mat. 23: 7-10);

 

052 – O que é Escritura Sagrada?

  1. A Escritura Sagrada, a Bíblia, ou Palavra de Deus são a mesma coisa. A Bíblia é a Palavra de Deus expressa de forma escrita e não apenas a contém. É aquele Livro que nos dá o conhecimento de Deus e da Sua vontade necessários para a salvação ( 2 Tm. 3:15-16);

 

053 – Em quantas partes divide a Bíblia?

  1. Em duas partes: O Antigo Testamento com 39 livros; e o Novo Testamento com 27 livros;

 

 

POR QUE SOMOS PRESBITERIANOS?

 

054 – Como surgiu a Igreja Presbiteriana?

  1. Surgiu da Reforma Religiosa do Século XVI. Deus levantou um homem chamado João Calvino ( 1509 a 1564), para conduzir seu povo de volta à Bíblia. E desta volta à Bíblia surgiu a Igreja Presbiteriana – governada por presbíteros ( At. 11:30; At. 14:23; I Tm 5:17; Tito 1:5; Tg. 5: 14);

 

055 – Como se processou a Reforma Religiosa do Século XVI?

  1. A Reforma teve como ponto de partida a fixação das 95 Teses de Lutero contra as Indulgências vendidas pela Igreja de Roma, na porta da Capela de Wittenberg, (Alemanha) no dia 31 de Outubro de 1517; sendo Lutero excomungado pelo Papa, viu-se obrigado a criar um movimento religioso de onde surgiu a Igreja Luterana; Coube a João Calvino, num plano mais elevado a consolidação da Reforma. As Igrejas que adotaram o sistema calvinista denominaram-se Igreja Reformada ou Igreja Presbiteriana. Da Suíça, onde João Calvino era Pastor-governador, o presbiterianismo se espalhou para os países baixos, França, Escócia, Holanda e Inglaterra. Logo atingiu todos os continentes. Da América do Norte, atravessou o atlântico e chegou ao Brasil-Império em 12/08/1859, pelo Rev. Aschbel Green Simonton e sua esposa Hellen com dois filhos. Sendo a primeira Igreja a se constituir oficialmente em nossa pátria, conforme o Diário Oficial do Império do Brasil, em 11/10/1872;

 

056 – Quantos são os presbiterianos no mundo hoje?

  1. Precisar com exatidão é impossível. Mas sabe-se que os presbiterianos são o ( 2º) segundo maior grupo evangélico do mundo, perdendo em número apenas para os luteranos;

 

057 – Quantos somos presbiterianos no Brasil hoje?

  1. Estatística de 2011 apresenta mais de 1,2 milhões de presbiterianos;

 

058 – Quantas são as Igrejas Presbiterianas do Brasil hoje?

  1. Estatística de 2014: 7.638 Igrejas e Congregações; mais de 9.300 Pastores;

 

059 – Quais são as obras sociais e assistenciais da Igreja Presbiteriana no Brasil?

  1. Na educação: Universidade Mackenzie (SP), mais de 140 Escolas Ensino médio; mais de 200 Escolas Ensino Fundamental; inúmeras creches, Casa Editora Presbiteriana, Jornal Presbiteriano; mais de 12 Seminários e vários Institutos de Ensino;
  2. Na Saúde: Vários hospitais em Goiás e Brasília, e Mantenodora do Hospital Evangélico, Orfanatos, Casas de Repouso da 3ª Idade – 09 Hospitais;
  3. Na Evangelização: Missões Nacionais e Missões Internacionais: Difusão Radiofônico em 07 países (Japão, China, ìndia, Inglaterra, Portugal, Chile e Espanha) no Brasil, na TV BAND, programa Verdade e Vida às 11h45 mim);
  4. Na ação social: Uma gama de Projetos sociais, vinculados as Igrejas ( Orfanato INPAR-RJ, Casas de Repousos 3ª Idade masculino e feminino e Assistência social diaconal em nossas Igrejas.
  5. Na Comunicação: Rede TV, TV BAND, várias Rádios locais, Luz para o Caminho, Jornal Brasil Presbiteriano etc…

 

060 – Em que são baseadas as doutrinas da Igreja Presbiteriana?

  1. São baseadas na Bíblia, a Palavra de Deus. A nossa Igreja não aceita nenhuma doutrina que não tenha base sólida na Escritura Sagrada ( Gál. 1: 8-9);

 

061 – O que é “doutrina que tem base sólida na Escritura Sagrada?

  1. É a doutrina que está baseada na Bíblia toda, do Gênesis ao Apocalípse. A nossa Igreja não aceita doutrina baseada apenas em algumas passagens ou textos isolados da Bíblia;

 

062 – Quais são os padrões doutrinários da Igreja Presbiteriana?

  1. Nossa Igreja adota A Escritura Sagrada, e como exposição de doutrinas bíblicas a Confissão de Fé de Westminster, Londres-Inglaterra, em 1643-1649, Catecismo Maior, e o Breve Catecismo pelo fato da Bíblia não trazer as doutrinas já sistematizadas;

 

063 – Quem foi João Calvino?

  1. Foi um dos reformadores do Século XVI. Nasceu em Lyon, na França, no dia 10 de Maio de 1509, e faleceu em Genebra, na Suíça, no dia 27 de Maio de 1564; Aos 14 anos de idade, Calvino entrou para a Universidade de Paris, formando em Direito. Aos 20 anos de idade converteu-se a Cristo. Calvino foi o mais culto e o mais inteligente entre todos os reformadores. Entre tantas obras conhecidas no mundo, a sua obra mais importante chama-se A INSTITUIÇÃO DA RELIGIÃO CRISTÃ, As Institutas, sistema doutrinário bíblico, conhecido como calvinismo.

 

064 – Como uma pessoa se torna membro da Igreja Presbiteriana?

  1. A recepção de membros é através da pública Profissão de fé e batismo (Mc. 16:16);
  2. Quando batizada, na infância, somente a pública profissão de fé;
  3. Quando membro de outra igreja evangélica, apenas a pedido por escrito;
  4. Quando de outra igreja presbiteriana, por carta de transferência ou ex-ofício;
  5. As crianças na puberdade são batizadas, desde que, seja membro da Igreja um dos pais ou responsável por ela – a criança batizada é membro não comungante;ou,
  6. Por apoio explícito de crentes de qualquer Denominação cristã, que seja de livre e espontânea vontade.

 

065 – Como é o governo da Igreja Presbiteriana?

  1. A Igreja local é governada pelo Conselho, que é formado pelo Pastor e pelos Presbíteros. Sob a supervisão do Conselho funciona a Junta Diaconal, constituída dos Diáconos, os quais se encarregam da ordem do templo e suas dependências, cuida da assistência social e socorro aos necessitados ( Atos Cap. 6);

 

066 – Quais são as classes de oficiais da Igreja Presbiteriana?

  1. São duas: Os Presbíteros – docente (Pastor) e o regente (presbítero) governa a Igreja;

Os Diáconos – Administram a causa da beneficência, ordem, e socorro;

 

067 – Como é constituído o governo da Igreja Presbiteriana?

  1. Através do voto da Assembléia da Igreja, quando elege Presbíteros e Diáconos por um período de 05 (cinco) anos de mandato, pautado nos Estatutos da Igreja local;

 

068 – Que representa a Assembléia da Igreja Presbiteriana?

  1. Quando convocada e regularmente instalada pelo Conselho, torna-se o órgão máximo da Igreja local, com poder absoluto em sua atribuição, pautado nos Estatutos da Igreja;

 

069 – Quais são os Concílios da Igreja Presbiteriana?

  1. Conselho: governa a Igreja local;
  2. Presbitério: Jurisdiciona várias Igrejas, ( acima de Quatro), numa certa região;
  3. Sínodo: Jurisdiciona vários presbitérios, (acima de três), numa certa região;
  4. Supremo Concílio: É a Assembléia Geral. O órgão maior da Igreja.

 

070 – Quais são os deveres dos membros da Igreja Presbiteriana?

  1. “Viver de acordo com a doutrina e prática da Escritura Sagrada; honrar e propagar o Evangelho pela vida e pela palavra; sustentar a Igreja e as suas instituições, moral e financeiramente; obedecer às autoridades da Igreja, enquanto estas permanecerem fiéis às Sagradas Escrituras; participar dos trabalhos e reuniões da sua Igreja, inclusive assembléias”;

 

071 – Quais os requisitos para alguém ser eleito Presbítero ou Diácono?

  1. Estar convicto de que Deus o chama para tal ofício, ser membro da Igreja em plena comunhão, do sexo masculino, maior de 18 anos, civilmente capaz, assíduo e pontual no cumprimento dos deveres, irrepreensível na moral, são na fé, prudente no agir, discreto no falar e exemplo de santidade na vida ( I Tm. 3: 1-13; Tito 1: 5-9);

 

 

072 – Por que a Igreja Presbiteriana não batiza por imersão?

  1. A Igreja batiza por Aspersão, e não por “imersão”, porque há relatos e circunstâncias na Bíblia que nos levam a concluir que o batismo bíblico não era aplicado por “imersão”:
  2. a) João Batista, à beira do Jordão, borrifava água nas multidões (Mat. 3:5-6);
  3. b) João Batista, um cumprimento do Velho Testamento, onde se batizava por aspersão e assim também, se purificava todos os objetos de uso da Casa de Deus ( Êxodo 24:8; Ez.36:25-27; 9:19; I Pe. 1:2; Mal. 3:1-3; Mat.3: 11-12);
  4. c) Os “Pais” da Igreja I Séc. ensinaram e escreveram sobre batismo de infante e por aspersão;
  5. d) A Palavra “Aspersão” ou “Aspergir” no sentido de lavar e purificar aparece tanto no Antigo Testamento, quanto no Novo Testamento. Ao passo que a palavra “imersão” não se acha na Bíblia; Apenas inferência, no caso do dilúvio (Noé); e da tragédia egípcia no mar vermelho;
  6. e) O Batismo por Aspersão: O Apóstolo Paulo, o plantador de Igrejas, foi batizado dentro da casa de Judas (At. 9:10-18); O carcereiro de Filipos, foi batizado por volta da meia-noite, depois de um terremoto que fendera as paredes da prisão ( At. 16:23-33);
  7. f) Jesus veio batizar com o Espírito Santo, de igual forma a palavra é derramar ou aspergir; também o sangue de Jesus foi derramado na cruz ( Is. 44:3; Juí. 2:28,29; At. 2:18,33; At. 10:45);
  8. g) As abluções no Velho Testamento eram feitas por aspersão ( Heb. 9:19-21; Núm. 8:7);
  9. h) Todos os reformadores Séc. XVI, ensinaram e escreveram sobre o batismo de infantes e sobre o batismo por aspersão: Lutero, Calvino, Capito, Bruce, Melancton, Ecolampádio;
  10. i) O batismo por Aspersão, não se sujeita aos tanques de águas poluídas, após a entrada da primeira pessoa, até em piscina cuja água não é corrente e nem viva, é preciso de atestado médico; ademais, não se arrisca com rios sujos e contaminados;
  11. j) O batismo com a água corrente e viva é simbólico; não é o rito batismal que regenera; e sim, Jesus Cristo, quando se crer nEle de todo o coração. A água é símbolo do Espírito Santo;

 

073 – Há no Novo Testamento registro de batismo de criança?

  1. O Novo Testamento registra o batismo de cinco famílias inteiras ( At. 10: 23, 24 e 48; At. 16:15, 33; At. 18:8; I Co. 1:16. “Os apóstolos batizavam as crianças”: Dizia Orígenes;

 

074 – Como o crente deve encarar a morte?

  1. O crente não deve ter medo da morte. Cristo já morreu a nossa “morte”, pagou por ela. Para o servo de Deus, morrer é “partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fp. 1:23). “ O morrer é lucro” (Fp. 1:21; Apo.14:13). Mas o crente não tem direito e jamais deve apressar ou autorizar a sua morte. Nossa vida pertence a Deus;

 

075 – O que ocorrerá na Segunda Vinda de Cristo?

  1. Na Segunda Vinda de Cristo os mortos ressuscitarão (Jo. 6:40,44:; I Ts. 4:16); os vivos serão transformados ( I Co. 15: 51-53); Os anjos apóstatas e todas as pessoas incrédulas que viveram sobre a terra serão julgados ( 2 Pe. 2:4; Jd. 6; Mat. 25:31-34,41; Jo. 5: 28,29;  Rom. 14: 10-12;  2 Co. 5:10; Apoc. 20:11-13);  e haverá uma separação eterna entre os salvos e os  perdidos.    Os ímpios irão para o castigo eterno ( Mat. 25:46); e os salvos reinarão eternamente com     Cristo  (I Ts. 4:17; Apoc. 21:1-6).

 

076 – Qual é a posição da Igreja Presbiteriana?

  1. Sexo: somente dentro do casamento ou na relação sólida da convivência familiar debaixo do mesmo teto, entre um homem e uma mulher ( Heb. 13: 4);
  2. Aborto: É expressamente contra a legalização do aborto, com exceção do aborto terapêutico, quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante;
  3. Lei da Homofobia: (que caracteriza crime a manifestação contrária à homossexualidade e o lesbianismo), com base no ensino bíblico sobre a homossexualidade a Igreja é contra. É também contra e repudia toda espécie de violência ao ser humano incluindo os homossexuais e quaisquer outros cidadãos;
  4. Eutanásia: É expressamente contra. Somente Deus é o Senhor da vida;
  5. Doação de sangue; de órgãos; servir o exército; participar da política: A Igreja deve incentivar e apoiar tais iniciativas bem como promovê-las; ( Leia o humanismo social de Calvino – Biblioteca da Igreja);
  6. Fumo e bebida alcoólica: A Igreja é expressamente contra. “ Fugi da impureza e da aparência do mal…”( I Co. 6:18; Lev. 10:9; Núm. 6:3; 23:30; Is. 24:9; Lc. 1:15; Col. 2:16;Rom. 12:9; I Ts. 5:22);  I Co. 6:12; I Co. 10: 23);
  7. Jogos de Azar, Cassinos e As Loterias: A Igreja é expressamente contra;
  8. Ciência e Nanotecnologia(clone, células tranco, transgenia etc.)Prevalecerá sempre os princípios bíblicos, a Ética Cristã e o benefício justificável-igualitário do ser humano;

 

077- O que é Predestinação?

  1. É a doutrina bíblica Segundo a qual Deus, pela sua presciência, já determinou o destino eterno de todo ser humano, tanto dos que serão salvos por Jesus Cristo mediante o Evangelho (Rom. 8: 29,30; Ef. 1: 3-5); como dos que irão para a perdição eterna, por agravo e rejeição ao Evangelho ( Rom. 9: 14-21; Mat. 22: 14);

 

078 – Como a Igreja Presbiteriana do Brasil é regida?

  1. Pela Bíblia, Pela Confissão de Fé de Westminster (1643), e os Catecismos Maior e o Breve, Pela sua Constituição: A 1ª Constituição 1937; A 2ª Constituição, em vigor, promulgada a 20 de Julho de  1950, sob o apanágio da Constituição Federal da República do Brasil.

 

 

Bibliografia:

 

# Escrituras Sagradas;

# Confissão de Fé de Westminster (1643);

# Catecismo Maior;

# Breve Catecismo;

# Chave Bíblica;

# Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil (1950);

# Protestantismo e Cultura Brasileira – Da autonomia ao Cisma;

# João Calvino Era Assim;

# Protestantismo no Brasil Monárquico – A Fé Presbiteriana;

# Jornal Brasil Presbiteriano;

# Constituição da República Federativa do Brasil – (1998);

# Código Civil Brasileiro (2002).

 

 

“A lei e ao testemunho: Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva”

(Isaías 8: 20)- “Buscai no livro do Senhor, e lede” (Isaías 34: 16)

 

 

 

Curitiba/PR, 01 de Março de 2015.

 

 

 

Rev. Mario Ramos – Pastor da Igreja

 

 

 

 

O IMPEACHMENT À LUZ DE ROMANOS 13: 1-14

O “IMPEACHMENT” À LUZ DE ROMANOS 13: 1-14

 

Sabemos que a economia mundial atravessa uma de suas maiores crises. A crise econômica é cíclica. Esta crise é uma das piores da história moderna. Soma-se a esta a maior crise humanitária do pós-guerra: refugiados da guerra, da perseguição política e religiosa e da fome. No Brasil a crise econômica é aprofundada pela crise política. Neste cenário, há uma insatisfação com o governo central – Presidenta Dilma Rousseff. Sabemos que o Estado brasileiro é constituído pelos três poderes: O Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Portanto, todos os poderes respondem pela governabilidade deste Estado. Vemos que diante da crise política na Câmara dos Deputados, o STF – a mais elevada instância judicial precisou intervir e regrar o rito que dará curso ao processo do impeachment. Se o impeachment está previsto na Constituição Federal, no mesmo diploma legal, estão também os motivos em que se fundamenta a instauração deste processo. Sem os tais motivos, restará ao Senado, arquivá-lo. A votação será a descoberto. Os eleitores saberão avaliar os representantes nas ruas, os quais se mobilizam a favor e contra o impedimento do exercício do mandato da presidenta. Há prazos, há apelações, haverá amplo direito de defesa e do contraditório. Sabemos que haverá também fortes e altas negociações. Quanto a nós, como cidadãos e cidadãs e povo de Deus, devemos estar atentos aos noticiários, conscientes das manipulações e mazelas da mídia – nem tudo que se informa é a verdade. Devemos, ajoelhados em oração, conspirarmos com Deus contra toda injustiça, mentiras e corrupção, na defesa do Direito, da verdade e do bem comum – lutar pela nossa Democracia e pela Legalidade, acima de tudo! Estamos aqui para dizermos que somente o impeachment, o qual, eu pessoalmente, entendo que não acontecerá; mas, em se confirmando, não trará a solução que o nosso País precisa e sim, justiça, para todos os culpados, em todos os níveis e em todos os lugares desta República. Que estes sejam “justiçados” no sentido mais limpo, pontual e translúcido da palavra. No texto acima, o Apóstolo Paulo, considera os magistrados como “ministros de Deus para o nosso bem” (v. 4). E que devemos lhes estar sujeitos não apenas por temor da punição, mas também por dever de consciência (v.5). Claro está que a autoridade corrupta não merece a aprovação de Deus, nem a do seu povo. É Deus, antes, quem remove os reis e estabelece os reinos. Eis porque as armas da nossa milícia não são carnais e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas; anulando sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus… (II Cor. 10:4).

Sabemos que a autoridade absoluta somente vem de Deus. Biblicamente, o poder pertence a Deus. Só Ele é o Soberano das nações. Constitucionalmente, o poder pertence ao povo, e em seu nome e por delegação dele, é exercido. Quando o povo “delega o poder”, ele delega apenas e tão somente o exercício do poder. O povo continua a ser, legalmente, o titular do poder e tem direito de fiscalizar o poder, exigir o correto exercício do poder e de cassar os seus representantes. É o que estamos vendo acontecer. A grande esperança é que os nossos representantes façam a vontade do povo e que o povo, pelo menos o povo de Deus, faça a vontade de Deus.

Em seu comentário aos Romanos, no dispositivo acima, ou seja, Rm. 13:4, João Calvino se expressou: “ os magistrados precisam aprender que a sua vocação é que governem para o bem público e não para os seus próprios interesses; eles não estão investidos de um poder sem freios, eles são restringidos pelo bem estar daqueles que lhes estão sujeitos; em resumo, eles são responsáveis perante Deus e os homens no exercício do poder”.

É possível sim, ser fiel a Deus, observar Romanos 13 e exercer a cidadania, nesta hora crítica, histórica e solene que o Brasil está vivendo pela segunda vez em sua jovem democracia. Vamos orar e jejuar sim, mas vamos agir também de forma consciente. É a luta na preservação do Estado Democrático de Direito. Pela sua Democracia. Por suas instituições. Salve, a nossa Pátria!

 

Feliz Natal, com Jesus!

 

 

 

Curitiba/PR, 18 de Dezembro de 2015.

 

 

 

Rev. Mario Ramos

Pastor da Igreja Presbiteriana do Tatuquara

Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil

REVISITANDO E APRENDENDO PELO MUNDO AFORA

REVISITANDO E APRENDENDO PELO MUNDO AFORA

. Retrospectiva e Prospectiva:

 

Deus faz a história: “O homem se agita e Deus o conduz”. (Rev. Mattathias Gomes dos Santos)

+ PERÍODO NEOLÍTICO OU IDADE DA PEDRA POLIDA:

I – DE ABRÃO À MALAQUIAS:

+ Abraão ( 2.100 a 1.925 a.C.) “…Sê tu uma bênção:” (Gn. 12:2); Pai da fé, Abraão é um marco de um povo eleito e da manifestação da graça de Deus. É o rompimento radical com a idolatria em nome da fé, obediência e promessa – Abraão Estadista e Diplomata – Relacionamentos Políticos e estratégicos (Gn.12 a 38);

. Isaque – Jacó – José: Os legítimos representantes da nação eleita ao serviço da revelação de Javé pelo mundo;

 

+ Cativeiro Egípcio: 400 anos (Gn.15:13) ou 430 (Êxd. 12:40; Gl.3:17)  Contradição?

. O Pentateuco Samaritano e a Septuaginta dizem: “no Egito e em Canaã” 430 anos. Ou seja, Moisés e Paulo afirmam: “30 anos em Canaã e 400 anos no Egito”

+ Moisés (1.520 a 1400 a.C.) Representa a Lei. De Igreja Peregrina à Estado (Nação) Êxd. 19:5,6).;

 

+A história do Direito e da Codificação:

-Código de Hamurabi: Escrito pelo Rei Hamurabi em 1700 a.C. Foi encontrado por uma expedição francesa em 1901, na antiga Mesopotâmia – atual Irã;

-Código Mosaico: Moisés recebeu de Deus no Monte Sinai (1520 a1400 a.C.); Leis formados por Mandamentos, Ordens e Proibições – O Decálogo  (Êxd. 20; Js.8:32);

-Código de Manu: Estabeleceu o sistema de castas na sociedade Hindu – Índia no Séc. II a.C.

 

+ O Grande herói, Moisés. A Pedagogia divina ontem e  hoje:

. 40 anos pensando que era alguém;

.40 anos aprendendo que não era ninguém;

.40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém.

 

 +Josué (1360 a 1250 a.C.) Prefigura Cristo – Tomada de Canaã (Js.1:1-8). Josué completa o que Moisés começou! Deus nunca deixa sua obra inacabada;

Moisés – Antecipação:

Moisés atravessou o Mar Vermelho;

Moisés libertou o povo da escravidão;

Moisés deu uma visão de fé;

Moisés falou de uma herança;

Encontramos antecipações em Deuteronômio.

 

Josué – Realização:

Josué atravessou o Rio Jordão;

Josué conduziu o povo à vitória;

Josué os conduziu a uma vida de fé;

Josué os levou à posse da terra prometida;

Encontramos realização no livro de Josué.

+ Período dos Juízes (1360 a 1045 a.C.) Josué – Sansão – Samuel – Governo Teocrático;

+ Reino Unido (1025 a 987 a.C) Saul – Davi – Salomão – 120 anos de Governo;

+ Israel/ Monárquico/Teocrático;

O auge do Império Israelita: prosperidade. Hegemonia Estatal. Construção do 1º Templo. O esplêndido reinado de Salomão (I Re. 1-10).

+ Reino Dividido: No norte, Israel – capital Samaria – 10 tribos , Rei Jeroboão;

No Sul, Judá – Capital Jerusalém – 2 tribos, Rei Roboão (I Re. 11-16);

 

+ Cativeiro Assírio: Reino do Norte em 722 a.C – Rei Oséias, Por Sargão II (2 Re. 17:24;

O profeta Jeremias permanece em Jerusalém em sua missão profética, entre os bolsões de resistência e vai ao Egito;

O povo é levado cativo. É Imposto nova língua, religião e costumes; Assírios tomam posse dos vassalos em Samaria;

 

+ Cativeiro Babilônico: Reino do Sul, em 605 a.C.) Por Nabucodonozor, foram 70 anos. O povo é levado cativo (Daniel, Ezequiel…mas o povo tem a liberdade de culto e de sua religião e do seu Deus) Leia sobre o Zelo de Deus, Jeremias Cap. 52;

 

+ Período Medo-Persa (533 a 519 a.C.) Por Ciro – Assuero – Artaxerxes – Ester – Repatriamento dos Judeus à palestina e reconstrução dos muros, cidade e do 2º Templo (Governador Zorobabel, Esdras, Neemias, Zacarias e Malaquias); Deus usa a quem Ele quer, como e onde quer (Esdras 1:2-3); Veja como Deus Faz a história e manifesta o Seu poder e glória – Daniel Cap. 7;

 

+ Greco Macedônio (333 a 167 a.C.) – Tempo da dominação macedônica no mundo. . . . Alexandre, o Grande e seus 35 mil homens – os guerreiros; Leia Daniel Cap. 7;

. Divisão do Império de Alexandre: Ainda em vida, Alexandre predisse que seus amigos lhe fariam “cruento Funeral”. Cumpriu-se o vaticínio.

Seus três generais assumiram a partilha do império dividido: Ptolomeu no Egito; Antíoco na Ásia e Selêuco na Babilônia;

 

+ Profeta Malaquias (450-400 a.C.) Malaquias quer dizer: “meu mensageiro”.

. Contexto histórico, sociológico, político, econômico e religioso:

  1. Passados 100 anos desde o retorno dos Judeus à Palestina;
  2. A cidade de Jerusalém, muros e templo já haviam construídos;
  3. A fé e o entusiasmo inicial já desapareceram;
  4. Neemias lidera um período de reavivamento religioso (Ne. 10:28-39);
  5. Transformaram a obediência à lei em algo mecânico e rotineiro (Ml.1:6-11);
  6. Tornaram relapsos na adoração: Sacerdote e povo (Ml.1:7);
  7. Foram negligentes quanto à entrega dos dízimos de Javé (Ml.3:8,10);
  8. Jeová se revela insatisfeito como Seu povo (Ml. 2:1-3);
  9. O Senhor faz promessas ao Seu povo (Ml. 3:1-6).

 

+ PERÍODO INTER-BÍBLICO – 400 Anos de Silêncio Desesperador:

A “folha branca” de sua Bíblia representa 400 anos de silêncio desesperador e negro, entre o Velho Testamento (Malaquias) e o Novo Testamento (Mateus).

Nesses 400 anos de silêncio desesperador, o Senhor deixou que os esforços dos homens, na solução dos problemas espirituais falhassem; que a filosofia se esboroasse; que o poder material enfadasse as almas; que a imoralidade religiosa desiludisse a todos, mesmo os corações mais ímpios; que a corrupção campeasse, atingisse as raias da depravação, mostrando assim ao homem a inutilidade de tais sistemas e instituições.

 

+ Os Macabeus – A luta sangrenta dos Judeus por defenderem a religião de Javé;

. Os Sofistas ou pré-Socráticos (481 a 420 a.C): Religião e Mito – emoção, medo e Politeísmo; A Finalidade: Tentativa de explicar os fenômenos do ponto de vista divinas. A idéia dos deuses semelhantes as dos homens. Idéias fantasiosas ou lendárias. (Protágoras, Górgias, Isócrates, Anaxágoras, Anaximandro, Anaximenos, Demócrito, Heráclito, Permênides, Pitágoras e outros; (Em tese, tratam-se de educadores que ganhavam para ensinar a juventude o caminho da virtude ao serviço da Pólis (cidade/Estado);

.  Os Filósofos: Teles de Mileto, Sócrates, Platão, Aristóteles, (Estóicos e Epicureus em Atos Cap. 17:18);

. A questão filosófica é: Quem é o homem? O que eu posso conhecer? O que eu devo esperar? Como eu devo agir na sociedade?

 

+ Predominância Macabéia: Em defesa do Estado e da Religião de Javé – Monoteísmo:

– Revolta de Matias em 167 a.C.

– Judas Macabeu, em166-161 a.C.

– Dedicação do Templo em 165 a.C.

– Jônatas em 165-143 a. C.

– Simão 143-135 a. C.

– João Hircano I, 135-106 a.C. e morre – neto de Matatias

– Aristóbulo “Rei”, 106 a.C.

– Alexandre Janeu, 105-78 a.C.

– Alexandra 78-69 – Farisaismo florescente

– Hircano II e Aristóbulo II, dividem o poder 69 a.C.

– Herodes I, o Grande, (73 – 4 a.C.) edomita de Esaú, Judeu romano – Colossais projeto de construção em Jerusalém e no mundo antigo e a matança de crianças abaixo de 02 anos de idade, sendo o alvo, o menino Jesus (Mat. 2:16-18);

– Herodes I, morre e divide o reino a dois filhos: Herodes Arquelau (Judéia e Samaria) e       Herodes Antipas (Galiléia e Peréia);

– Pompeu recebe a Palestina 63 a.C.

– Nascimento do Salvador Jesus Cristo 04 a.C.

 

+ Platão e a Justiça Metafísica: Meta(lem), física (lei)= além da lei; Ou seja, a Justiça platônica só é possível em outro plano (divino) e não neste mundo dos homens;

+  Aristóteles e a Justiça Ética: centrada na virtude humana.

+  Os Estóicos: (100 a.C.) Promoveram a transição entre os helênicos e o cristianismo (Atos 17).

 

II – ROMA E O CRISTIANISMO – IDADE ANTIGA;

– O Império Romano: O 4º animal da visão de Daniel do Cap. 7- Cumprimento:

Conquistas Romanas – Os Romanos conquistaram o ocidente e voltaram depois suas vistas para o Oriente. Apoderaram-se da Grécia, Síria, Palestina e outros Países. Tornaram-se senhores do mundo. Quando Matatias, o progenitor dos Macabeus, começou a lutar em defesa da religião de Javé e independência de seu país, os romanos eram fracos: agora, porém, eram os dominadores do mundo.

. Israel – Colônia Romana (Árabes e Judeus em convivência pacífica – At.2: 8-11;

. Morte Expiatória e Ressurreição de Jesus em Jerusalém – I Co. 15:1-5;

. Formação da Igreja Primitiva sob com os Apóstolos – Atos 1:8 e 2:1-8;

. Missão apostólica dentro de Jerusalém por 30 anos depois da ascensão de Cristo;

. A primeira DISPERSÃO dos Judeus, o Evangelho além das fronteiras – At. 1:8;

. Conversão de Saulo de Tarso e a expansão missionária com Paulo – At. 9:15;

. A segunda DISPERSÃO dos Judeus e a destruição do Templo por Tito -70 d.C. – Mat. 24:1-2;

.A terceira DISPERSÃO dos Judeus e Jerusalém arrasada pelo Imperador Adriano – 135 d.C;

. A Palestina pára os palestinos, árabes que permaneceram na terra santa (Jerusalém) e outros povos;

. A Palestina é integrada ao Império Muçulmano – “Profeta “Maomé – (634-720);

 

+ O Império Turco Otomano: (1299 – 1922);

. Extensão territorial: Norte da África, Sudeste Europeu e Oriente médio;

.Tolerância às tradições e a religião dos vassalos;

. Declínio do Império Turco Otomano (1917);

. O Colonialismo Europeu – A Ocidentalização dos Séc. XV a XIX;

. O Sionismo Político – retorno dos Judeus à Palestina – Sião;

 

+ Revoltas Israelenses/Árabes – As Intifadas sucessivas e posse da terra Prometida. A instalação de conflitos sem fim, uma Missão Messiânica no porvir – Ap. 19:11-21;

. Israel Estado Moderno – 1948 pela ONU – Conflitos sem fim por território sem limites. O nome “Palestina” significa “terra de ninguém”.

. Palestinos: Estado Observador e não Membro pela ONU 30/11/2012;

 

+ O PRIMEIRO TRIUNVIRATO – Monarquia Romana – A Pax romana:

Os triúnviros dividiram ente si as províncias da República Romana. Júlio Cesar com a Gálias; Pompeu, com Espanha e África; e Crasso, com o Oriente.

. Roma é tida como síntese da sociedade antiga, representando um ELO de ligação entre o mundo antigo e o moderno;

. Roma foi fundada em (753 a.C.) – Quando a Pena era utilizada com aquele caráter SACRAL- do Rei e do Sacerdote – Chamado de Direito Canônico que perdurou até a idade Média em 1453 d.C.;

. Na Roma monárquica, à organização jurídica prevaleceu o Direito Consuetudinário – rígido e formalista;

 

+ A Lei das XII Tábuas: (400 a.C.) o primeiro Código romano escrito – fruto da luta entre os Patrícios e Plebeus;

Com a Lei das XII Tábuas inicia-se o período dos diplomas legais – limitação à vingança privada, adotando a Lei do Talião.

+ Principais Imperadores Romanos: A dinastia dos Cesar.

. Otávio Augusto (27 – 14 a.C.);

. Tibério (14 a.C. a 37 d.C.) – Durante o ministério do Senhor Jesus Cristo;

. Calígula (37 -41);  Cláudio (41 – 54); Nero (54 – 68); Vespasiano (60 – 79);

Domiciano (81- 96 ) – Apóstolo João exilado na Ilha de Pátmos (Ap. 1:9);

 

III – IGREJA E ESTADO/IMPÉRIO: IDADE MÉDIA – A ciência Medieval;

Com a queda do Império Romano no (séc. V), a religião surge lentamente como elemento agregador dos inúmeros reinos bárbaros formados após as sucessivas invasões; seus chefes convertidos ao cristianismo e a igreja se transforma em soberana  e absoluta da vida espiritual do mundo Ocidental. “Crer para compreender, e compreender para crer”.

 

+A Filosofia Patrística: Principais preocupações são as relações entre á fé e ciência, a natureza de Deus, da alma, da vida moral. É retomada a filosofia platônica por necessidade de uma ética rigorosa, da abdicação do mundo, do controle racional das paixões e a predileção pelo supra-sensível. Representantes: Clemente de Alexandria, Orígenes e Tertuliano;

. Santo Agostinho (354-430), a principal figura, da retomada da filosofia platônica, de quem João Calvino vai se espelhar no (Séc. XVI), na qualidade de reformador em Genebra e demais países Baixos;

 

+A Filosofia Escolástica: A escolástica é a especulação filosófico-teológica que se desenvolve do Século IX até o Renascimento. A retomada o pensamento aristotélico traz de novo a física qualitativa e a astronomia geocêntrica;

.Decadência da Escolástica: No Séc. XIV, sofreu um processo de autoritarismo de nefastas influências no pensamento filosófico e científico. Posturas dogmáticas, contrárias à reflexão. Cria-se o tribunal do Santo Ofício – Inquisição;

. O Papa Leão III nomeia Carlos Mágno, Imperador do Ocidente (768-814) e expande o reino Franco;

 

.São Tomás de Aquino: A maior figura representativa da Escolástica no (Séc. XIII – 1225) – Baixa Idade Média – Invasão de Constantinopla – e Império Otomano Turco;

.Para São Tomás de Aquino a Teologia é a ciência mãe de todas as ciências;

.São Tomás de Aquino trabalha por devolver à Igreja de Roma o poder político;

.São Tomás de Aquino desenvolve os princípios filosóficos de Aristóteles.  O mal é em aparência e não em essência.

 

IV – MEDIEVAL/MODERNO– A era dos Contratos (Séc. XV).

.A transição do mundo Medieval ao mundo moderno. Nicolau Maquiavel, separa o que é próprio da religião e da política – Estado Laico ou laicidade do estado (Estado não se intromete nas coisas da Igreja e esta, na do Estado).

.Contratualistas: T. Robbes, John Locke e Jean François Rousseau.

 

 V – REFORMA PROTESTANTE – IDADE MODERNA (31/10/1517):

  1. Os pré-reformadores:

. John Tauler (1300 -1361), Alemão – enfrentou o Papa XXII;

. John Wiclif (1320 – 1384) Teve suas 18 Teses condenadas pelo Papa Gregório XI;

. John Huss (1373 -1415), Reformista na Boêmia;

. William Tyndale (1494 – 1536), Inglês

.Movimentos: Os Valdenses e os Albigenses, vítimas da Inquisição;

 

 

  1. Reformadores em 31/10/1517:

. Martin Lutero (1483 – 1546), Teólogo cristão Alemão;

. Influência: Protestantismo na Alemanha;

. As 95 Teses em 1517;

 

. João Calvino (1509 – 1564), teólogo cristão, francês, filósofo pré-cartesiano e       advogado;

.Influência Calvinista: Protestantismo na Suíça, Países Baixos, África do Sul, Inglaterra, Escócia e Estados Unidos.

. Obra Principal: As Institutas – Tratado da Religião.

 

  1. C) Contra Reforma da Igreja Católica – Medidas Repressivas: Foi um movimento que surgiu no seio da Igreja como resposta a Reforma Protestante;

. Concílio de Trento 1545 – Resposta hostil, Cruel e Cruento;

.Instituição do Index dos livros proibidos: alienação e manipulação;

. Massacre da noite de São Bartolomeu (24/08/1572) mais de 70 mil huguenotes –presbiterianos foram mortos na França;

. Retomada do Tribunal do Santo Ofício – A Inquisição pela Europa:

. Inquisição Medieval (1184);

. Inquisição Portuguesa (1536);

. Inquisição Espanhola (1478);

. Inquisição Romana “Congregação as Sacra Romana (1542); transformou-se em;

. Sacra Congregação do Santo Ofício – Papa Pio X (1908); Transformou-se em; e,

. Congregação Para Doutrina da Fé – Papa Paulo VI (1965). Em vigor no Vaticano.

 

. A Renascença Italiana ou Renascimento (Séc. XIV a XVI) A transição da Idade Média à Idade moderna – grandes transformações e cultura na Europa;

. O Iluminismo ou Esclarecimento: Movimento cultural europeu, cujo epicentro foi à França e destacam-se: Voltaire (1694-1778); Montesquieu (1689 – 1775) e D. Diderot (1713-1784);

 

+ A Revolução Científica do Séc. XVII – “O silêncio desses espaços infinitos me apavora” (Pascal);

.Racionalismo: O poder exclusivo da razão de discernir, distinguir e comparar;

.Antropocentrismo: O homem moderno coloca a sim próprio no centro dos interesses e decisões;

.Saber Ativo: Em oposição ao saber contemplativo, o saber ativo com base na realidade observada e submetida a experimentações – (Galileu, Kepler e Newton);

 

+ A Física na Idade Moderna: “O que é, exatamente por ser tal como é, não vai ficar tal como está.” (Brecht)

. Galileu Galilei (1564-1642), italiano, astrônomo, físico – Uma vida marcada por perseguição política e religiosa por defender a substituição do modelo aristotélico e ptolomaico do mundo (geocentrismo) pelo modelo corpenicano (heliocentrismo);

.Teoria heliocentrismo: Nicolau Copérnico e os Monges Copistas (1514);

.Galileu Galilei defende a tesa sendo condenado pelo Tribunal do Santo Ofício;

+O DEUS QUE INTERVÉM: Josué orou e o sol se deteve e a lua parou? Sim, não importa a ordem dos fatores, Josué e o povo precisavam de tempo, apenas. (Js. 10: 12-15) Josué não tinha conhecimento de “Rotação” e “Translação”. Josué conhecia e bem, o Deus que intervém!

 

+O Absolutismo (Séc. XVI a XVII), na Europa – O poder absoluto dos monarcas;

. Tomas Robbes (588 -1679) O Leviatã – Estado Forte – “No Estado de Natureza, éramos homens; No Contrato/Estado, somos cidadãos”;

. John Locke – Contratualista Pleno – Pai do Liberalismo (1632 -1704);

 

+ Tratado de Westfália (1648), Por fim às guerras, estabelecer o domínio de limite de cada Estado em termo da escolha da religião;

 

+ OS TRÊS PODERES – Charles Louis de Secondat (Montesquieu – 1689-1755), Filósofo, escritor francês em sua obra – “O Espírito das Leis” dividiu os Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário – descentralizando o poder de uma só mão.

 

+ Método Científico da Idade Moderna Séc. XVII – As teorias: A memória (história), a razão (filosofia e ciência) e a imaginação (poesia);  “À natureza não se vence, senão quando se lhe obedece.” – (Francis Bacon);

 

+ Problema do Conhecimento – Racionalismo e empirismo – Séc. XVII – (René Descartes 1596-1650), Filósofo, físico e matemático francês;

 

+ As Ciências após o Séc. XVII –  Desenvolvimentista:

. Newton (1642-1727) – A teoria da gravitação universal;

. Antoine Lavoisier (1743 – 1794) “Emprestou a metodologia da física, tornando a química uma ciência de medidas precisas. Serviu-se do termômetro e do barômetro;

. Jean J. Rousseau (1712 – 1778) – Contratualista Pleno – A Democracia Direta –

“O homem nasce livre e em toda parte se encontra acorrentado.” (Rousseau);

. Gottfriad Leibniz (1646 – 1716) Idealista e absolutista Alemão;

. Benedicti Spinoza (1632 – 1677), Metafísico nacionalista;

.George Berkeley (1685 – 1753) Idealista e ateísta – Ânglo-irlnadês;

. David Hume (1771 – 1776) Empirista e historiador escossês;

. Immanuel Kant (1724 – 1804) Alemão fundador da filosofia crítica;

.Jeremy Bentham (1748 – 1832), Utilitarista Inglês -“Prazer e a dor com a motivação da ação correta”;

 

+ Revolução Industrial do Séc. XVIII- Inglaterra: “Os filósofos não têm feito senão interpretar o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo” (Marx)

. Antes, o trabalho era artesanato e manual;

. Agora, a mecanização do sistema de produção;

.Espírito burguês Industrial, maiores lucros e menores custos;

.Crescimento populacional e o problema da escassez;

.Maior demanda de produtos e mercadorias.

 

+ A Teologia e as Ciências – Séc. XVIII: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.” (Louis Paster)

Liberalismo, Fundamentalismo e ortodoxia:

. O liberalismo: o iluminismo alemão pai do liberalismo teológico – Uma nova abordagem da Escritura em sua interpretação sob a perspectiva científica;

.A Bíblia é considerada um livro religioso comum;

.A aplicação de técnicas apuradas retiraria os “mitos” e o aspecto sobrenatural;

.A supressão dos ensinamentos morais práticos à humanidade;

.Otimistas em relação ao progresso científico e pessimistas em relação à Bíblia;

.Expoentes do liberalismo: Schleiermancher (1768-1834), Ritschl (1822-1889) e Harnack (1851-1930), alemães;

 

.O fundamentalismo: Caindo nos Extremos (Mat.15:1-11).

. O crescimento do liberalismo teológico radical no Séc. XX, entre as principais denominações históricas dos Estados Unidos;

. Teólogos conservadores se coligaram para defender a fé cristã ante o liberalismo;

. De 1910 a 1915, nos Seminários e nas Igrejas uma série de Artigos em 12 volumes conhecidos como “Os Fundamentos”- pontos fundamentais da fé cristã;

. O movimento de oposição foi rotulado de “fundamentalistas” – vários calvinistas;

. Os fundamentalistas se associaram ao “dispensacionalismo” teológico;

. O afastamento de questões sociais e procedimentos sectários;

. A conotação de intransigência, intolerância e anti-intelectualismo.

 

. A Ortodoxia Teológica: “É mais fácil dividir um átomo do que quebrar um dogma.”    (Albert Einstein)

. A ortodoxia se distancia tanto do liberalismo quanto do fundamentalismo;

. O ortodoxo não se vê como melhor que os outros, antes ele se vê como um pecador que carece da graça e da misericórdia de Deus;

. O ortodoxo se vê sempre à necessidade de aprendizado no conhecer e viver a verdade;

 

. Confissão e Confessionalidade: “Não se pode amar verdadeiramente, senão em termos da verdade”: (Lloyd-Jones).

. Confessionalidade como o oposto da laicidade ou laico (Séc. XVI);

. Nicolau Maquiavel (1469-1527) – Separa a política do que é própria da Religião;

.  O renascimento cultural: ausência do controle religioso na política, nas artes, na ciência e na educação;

. A Reforma Protestante: A separação entre o Estado e a Igreja;

.Confessionalidade como conjunto de crenças, princípios, símbolos e práticas;

. Confessionalidade cristrocêntrica – A confissão cristã em Cristo como Salvador e Senhor – O Ser humano é Ser confessional (Mat. 16: 13-17);

. Brasil um Estado Laico: desde 1924 – Não existe uma religião oficial no país; O Estado não interfere na Igreja e esta no Estado;

+ O Nascimento das Ciências Humanas: “Eu penso, logo existo” (Descartes)

.François Auguste Comte (1798 – 1857), francês, Filósofo e Sociólogo (Positivista)

. Sigmund Freud (1856 – 1939) Médico austríaco – Pai da Piscanálise;

 

+ A Filosofia e as Ciências: “Ciência sem consciência não é senão a morte da alma”. (Montaigne);

+ A Crítica do Estado Burguês: “O importante não é o que fazem do homem, mas o que ele faz do que fizeram dele.” (Sartre)

.Carl Marx (1818 – 1883) Alemão, cientista, filósofo, economista, revolucionário.

.Luidwig Feuerbach (1804 – 1872) “O homem é aquilo que come” (Feuerbach);

. Max Weber (1864 – 1920) Uns dos pais da Sociologia moderna;

.Êmile Durkheim (1858 – 1917) Uns dos pais da Sociologia moderna;

.Friedrich Nietzsche (1844 – 1900), Uma crítica radical à moral;

.Ivan Pavlov (1849 – 1936), Rússia, médico e fisiologista –Teoria do “reflexo condicionado” – Prêmio Nobel (1904);

.Jean Piaget (1896 – 1980) Suíço, epistemológico, psicólogo, educador e pensador;

(Novas hipóteses sobre a origem da cognição humana: Inteligência e afetividade)

 

+ PÓS MODERNISMO – (Séc. XX) Condição Sócio-cultural e Estética predominam;

François Lyotard (1924 – 1998) e J. Baudrillard (1929 – 2007);

 

+ O MUNDO EM EBOLIÇÃO – A convulsão geopolítica e a globalização:

. 1ª Guerra Mundial: (28/07/1914 a 1918) Questões políticas imperialistas – Guerra centrada na Europa;

. 2ª Guerra Mundial: Modificou a estrutura social mundial – Guerra total: Os aliados e o eixo – mais 70 milhões de mortes;

 

+ Acordos de Bretton Woods (Julho de 1946) Criação do Banco Mundial e do FMI – Fundo Monetário Internacional – “Socorro ao mundo pós-guerra”;

+ONU – Organização das Nações Unidas – 1946: após a 2ª guerra – Fundada em substituição a “liga das nações”, com objetivo de deter as guerras e criar plataforma de diálogo – Necessidade de reformulação estrutural – Brasil postula a condição de membro permanente;

+ Declaração Universal dos Direitos Humanos e do cidadão: (Dez. de 1948):

 

+ BRASIL O PAÍS PROMISSOR: “E eu não tenho Pátria; eu tenho mádria; eu quero é frátria” (Caetano Veloso);

Brasil Colônia: Tentativas de implantação da fé reformada presbiteriana –franceses (1557- Rio de Janeiro) e holandeses (1636 – Pernambuco); suplantados pelo fogo inquisitorial;

Brasil Império: Estabelecimento da Igreja Presbiteriana em solo brasileiro (12/08/1859 – Rio de Janeiro com o Miss. Ashbel Green Simonton) norte americano;

 

+ Primeira Igreja Presbiteriana no Brasil – Catedral Presbiteriana do Rio (12/01/1862 – na Rua do Ouvidor, nº 31 – 2º andar; Hoje na Rua Silva Jardim nº 23 –Praça Tiradentes – Centro;

 

+ Organização Oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil – Foi Publicado no Diário Oficial do Império do Brasil (11/10/1872) – Princesa Leopoldina;

.1º Ministro Evangélico brasileiro: Rev. José Manoel da Conceição (17/12/1865) O ex-Padre, ao serviço do Reino de Deus e da Igreja de Jesus Cristo;

.1º Seminário Teológico da América Latina – Seminário Presbiteriano do Sul- Campinas/SP;

 

+ Brasil República: Estado Novo (Pres. Getúlio Vargas e Vice Café Filho, presbiteriano do Rio Grande do Norte).

.Sistema de governo Parlamentarismo;

.Sistema de governo Presidencialismo;

.Presidente Getúlio Vargas: CSN (Companhia Siderúrgica Nacional-RJ) e a Petrobrás. Hoje, ambas, umas das maiores do mundo.

.Cidadania e Direitos Políticos e Direitos Trabalhistas Consagrados e hoje são 10 (Dez) Direitos trabalhistas que você precisa conhecer;

.A morte de Getúlio Vargas- suicídio;

.Assume a presidência da República: Pres. Café Filho.

 

+ Brasil Militarizado – Governo Militar (1/4/1964 – 15/3/1985) – Se foi um “mal necessário” a sentir, removido esse mal, o pior mal haveria de vir – Eu fiz parte; e ouvi e vi.       (Rev. Mario Ramos);

 

+ Diretas Já: Liberdade e Democracia no Brasil:

. Movimento popular por eleições presidenciais diretas entre 1983/1984;

.1º Presidente Civil – José Sarney, após 21 anos de Regime Militar – José Sarney, o qual fora o vice na chapa de Tancredo Neves, que faleceu logo após a eleição;

 

+ ECO/92- RIO/92: (3 a 14 de Junho) – “À natureza não se vence, senão quando se lhe obedece.” (Francis Bacon)

. Desenvolvimento sustentável.

.A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento;

. Mais de 100 (cem) chefes de Estados buscam meios de desenvolvimento socioeconômico com a conservação e preservação dos ecos-sistema da terra;

.Reconheceu a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem em direção do desenvolvimento sustentável;

. Principal documento produzido: Agenda 21;

 

+ A RIO + 20 – (13 a 22 de Junho): Com o objetivo de discutir sobre a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável.

 

+ Celebrando Deus Com o Planeta Terra: Na Eco/92, Foi uma manifestação do povo de Deus, cerca de 960 mil evangélicos, na Cinelândia/RJ, em prol do Planeta terra, com caminhada, concentração e culto ao ar livre: Preletores: Rev. Caio Fábio, Pr. Geziel Gomes e Pr. Nilson do A. Fanini. Tive o privilégio de participar da Comissão de Organização do Evento.

 

.35º Presidente da República Federativa do Brasil – Pres. Luis Inácio Lula da Silva (1/1/2003 -2011);

. O Presidente mais popular do Brasil e no período do mandato, do mundo;

.Co-fundador e Presidente de honra do seu partido – o PT;

. Fome Zero e Bolsa Família – a marca de seu governo;

.Consolidou o Real, como moeda, e lhe deu um “espírito renovado”;

.Resgatou a dignidade dos brasileiros perante o mundo como nação e Estado Soberano (Interferência internacional – FMI);

.Destaque nas relações internacionais: Programa Nuclear do Irã e Aquecimento global;

. Foi considerado pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2010;

. Teve o prestígio de eleger a sua candidata a sucessão da presidência – Dilma;

.Deixou o governo com a maior popularidade entre todos, com a fama de ter sido o melhor presidente do Brasil;

. Constituição Federal (1988);

.Reformulação dos Códigos (2002);

.Amadurece a Democracia na Educação;

.A Consolidação do Evangelho Pátrio;

.Estabilidade Econômica;

.Democratização do Ensino Superior e Tecnológico (Enem, Pro-Uni, APEC/415/05-Fundeb, Aprovação da Lei nº 10.832/03 – Salário-Educação, Fies – Financiamento Estudantil etc.);

.Descobertas e progressos: O Pré-sal;

. Incremento na geração de empregos;

.Credibilidade no cenário internacional;

.Energia: New York Times cita Brasil como exemplo de auto-suficiência.

 

+ Prospectivas Globais: “Muito pode, por sua eficácia, a oração do justo.” (Tg. 5:16c)

 

O MUNDO EM XEQUE!

 

>< A minha posição pessoal sobre idéias e ideais:

 

1 – Fim do Estado Laico e a Retenção à Escalada do Mal: Foi aprovada no dia 27/03/2013, pelo Congresso nacional e a Casa do Senado e Promulgado pelo Presidente da República a PEC, 99/11, que acrescentou ao Art. 103 da Constituição Federal o Inciso “X”, a capacidade postulatória das Associações Religiosas, para propor à ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis aos atos normativos, perante a Constituição Federal.

-Autores incluídos:

.CNBB – Confederação Nacional dos Bispos do Brasil;

. CBB – Convenção Batista Brasileira;

. SC/IPB – Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil;

2 – Unificação de todas as Igrejas Presbiterianas no Brasil;

3 –  Ordenação do sexo feminino ao diaconato, presbiterato e Pastorado;

3 –  Ecumenismo entre todas às Igrejas evangélicas históricas;

4 – Desestatização Total do Sistema Prisional – Privatização;

5 – Reconhecimento do Estado Palestino, sendo a Jerusalém Oriental, uma Zona  Neutra, Patrimônio Histórico Internacional, administrado por Israel (O Muro das Lamentações e o futuro 3º Templo). E a área ampla ocupada pelo (Domo da Rocha – Mesquita muçulmana) administração pelos palestinos. E Jerusalém Ocidental, como capital do estado palestino;

5- Concessão da Amazônia Legal – excetuando o mineral água doce;

6 – Novo Modelo Ideológico: A Solidariedade. Esta falta ameaça a Democracia;

7 – Imigração moderna no Séc. XXI, no Brasil – somente a trabalho e de caráter temporário;

8 – Investimento na Educação: De 1,5% do PIB e por Estado de 35 % e mais recursos dos royalties do pré-sal, no setor educacional, a todos os Estados da Federação;

9 – Questões Relacionadas às minorias (CDHM) – exige firmeza doutrinária e um teologia moral;

10 – Necessidade de afirmação cristocêntrico num mundo de escassez;

11 – Fim da era do capitalismo: Tese, Síntese e Antítese Hegeliana – uma nova ordem mundial em marcha;

12 – Desativação em 50% das Usinas Nucleares, por país, num período de 10 anos e fim deste tipo de energia – processo de envelhecimento dos reatores;

13 – Quebra do monopólio de Satélites nas mãos americanas: Immasart e Intelsart;

14 –  Internet: revolução e transformação – um futuro breve de crise institucional, empresas, família, emprego (afastamento e isolamento das pessoas). O mundo real passou a tédio diante do mundo virtual;

15 – Ciência, tecnologia, inovação e recursos hídricos: água um recurso estratégico em exportação. O Brasil detém 17% da água doce do planeta. A água engarrafada em três décadas alcança a taxa anual média de 7% num mercado que já movimenta entre US$ 25 a US$ 35 bilhões, anualmente.

 

 

 

“…de uma classe que já disse tudo que tinha de dizer pela boca da história.”

(Paulo Leminski, Museu do Olho – Curitiba/PR)

 

 

 

Curitiba-PR, 05 de Maio de 2013.

 

 

Rev. Mário Ramos

Pastor Presbiteriano do Brasil

revmario@ig.com.br

(41) 9274-7422 ( WhatS – Vivo)   //  9735-3008 (T)

O CALVINISMO: EIS A HISTÓRIA

O CALVINISMO: EIS A HISTÓRIA

 

Ficha Técnica:

calvinismo

João Calvino – (10-07-1509 a 27-05-1564);

Teólogo, Advogado, Teórico e Pastor

 

Casado: Esposa Idelette de Bure

Filhos: tiveram três e morreram em tenra idade

 

Reformador: Movimento Protestante “o Príncipe “ dos teólogos

Obra Principal: IRC- As Institutas do Tratado da Religião

 

Reverendo, Governador e Líder em Genebra

 

Patrono do Presbiterianismo-Calvinista

 

Relação com o Brasil: Envio de Franceses Presbiterianos (huguenotes) Rio de Janeiro em 1557, a Chamada França Antártica; 1ª tentativa de Igreja e missões;

 

 

Denominações Calvinistas:

 

O Calvinismo é a doutrina de diversas denominações protestante, dentre elas destacamos:

– Igreja Reformada Suíça – Religião oficial dos Cantões da Suíça;

– Igreja Protestante Evangélica Holandesa- Religião ofcial dos Paises Baixos;

– Igreja Reformada Francesa – A Igreja dos Huguenotes;

– Igreja Congregacional – Nova Inglaterra e nos Estados Unidos;

– Igreja Reformada Húngara;

– Igreja Presbiteriana da Escócia;

– Igreja Presbiteriana na Dinamarca;

– Igreja Presbiteriana na Irlanda;

– Igreja Presbiteriana do Brasil;

– Igreja Presbiteriana Independente do Brasil;

-Igreja Presbiteriana Unida do Brasil;

– Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil;

– União das Igrejas Congregacionais do Brasil;

– Igreja Presbiteriana Renovada;

– Igreja Congregação Cristã da Itália e no  Brasil;

 

 

O QUE É O CALVINISMO?

 

O Calvinismo recebeu o seu nome de João Calvino, que exerceu uma influência internacional no desenvolvimento da doutrina da Reforma Protestante, á qual se dedicou com a idade de 25 anos, quando começou a escrever os “Institutos da Religião Cristã” em 1534 e publicado em 1536. O Calvinista é pois no extremo um profundo conhecedor da Bíblia, um moralista, um puritano, um rigor ético que pondera todas as suas relações individual com a moral cristã. O Calvinismo é também o resultado de uma evolução independente das idéias protestantes  no espaço europeu de língua francesa, surgindo sob a influência do exemplo que na Alemanha a figura de Martinho Lutero tinha exercido. A expressão “Calvinismo” foi aparentemente pela primeira vez em 1552, numa carta do Pastor Luterano Joachim Westphal, de Hamburgo.

 

 

INTERPRETAÇÃO SOCIOLÓGICA

 

Sociólogos como Max Beber e Ernest Gellner analisaram a teoria e as conseqüências práticas desta doutrina e chegaram à conclusões paradoxais. Em parte explicam o precoce desenvolvimento do capitalismo nos países onde o Calvinismo foi popular (Holanda, Escócia, França e EUA, sobretudo). Sendo um bom cristão, trabalhando, cuidando da família e sendo fiel a Deus, seguindo sempre os melhores princípios éticos, o Calvinista prova a si mesmo que é uma pessoa abençoada, pelo seu sucesso como cristão. Não é a sua ação mais a ação de Deus, mostrando-lhe que ele é um eleito e que está no bom  caminho da providência divina.

 

ABSOLUTA DEPENDÊNCIA DE DEUS

 

O sistema teológico e as práticas da Igreja, da família ou na vida política, todas elas algo ambiguamente chamadas de “Calvinismo”, são o resultado de uma consciência religiosa fundamental centrada na “soberania de Deus”.

O Calvinismo pressupõe que o poder de Deus tem um alcance total de atividade – e resulta da convicção de que Deus trabalha em todos os domínios da existência, incluindo o espiritual, físico, intelectual, quer seja secular ou sagrado, público ou privado, no céu ou na terra. De acordo com este ponto de vista, qualquer ocorrência é o resultado do plano de Deus, que é o Criador, Preservador, e Governador desde todas as coisas, sem exceção, que é a causa última de tudo. Esta atitude de total dependência de Deus  está associada com quaisquer atos temporários de piedade, por exemplo a oração. Pelo contrário, ela está tão associada ao trabalho de cavar a terra como o de ir ao culto. Para o cristão calvinista, toda a sua vida deve refletir a glória de Deus.

 

CALVINISMO E POLÍTICA

 

Estudiosos de diferentes matizes têm reconhecido a decidida contribuição prestada pelo movimento calvinista ao aperfeiçoamento das instituições políticas do mundo ocidental. As noções reformadas sobre a ordem política foram inicialmente articuladas por João Calvino e posteriormente aprofundadas em alguns pontos e modificadas em outros pontos pelos seus sucessores. Calvino expôs as suas idéias sobre os oitenta capítulos de sua magna obra, a Instituição da Religião Cristã. Por causa de sua reflexão firmemente apoiada nas Escrituras, o reformador tinha um elevado conceito acerca do Estado e dos governantes civis. Como a maior parte dos protestantes do século XVI, Calvino divergiu de Lutero quanto à relação estreita entre a Igreja e o Estado. Segundo Calvino, cada qual respeitando a esfera de atuação do outro. Calvino, seguindo a mesma linha de raciocínio, acentuou que a carreira pública era uma das mais nobres funções a que um cristão podia aspirar e deixou claro que o cidadão tinha o dever de estabelecer as leis e honrar os seus magistrados. Os governantes por sua vez, tinham solenes e graves responsabilidades diante de Deus em relação às pessoas entregues aos seus cuidados.

 

 

 

 

CALVINISMO E CAPITALISMO

 

A questão de como se relacionam o calvinismo e o capitalismo tem sido objeto de enorme controvérsia, estando longe de produzir um consenso entre os estudiosos. O tema popularizou-se a partir do estudo do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) Intitulado A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, publicado em 1904-1905.  Numa tese oposta à de Karl Marx, e Max Weber concluiu que a religião exerce uma profunda influência sobre  VIDA econômica. Mais especificamente, Weber afirmou que a teologia e a ética do Calvinismo foram fatores essenciais no desenvolvimento do capitalismo do norte da europa  e dos Estados Unidos. Weber partiu da constatação de que em certos países da europa um número desproporcional de protestantes estavam envolvidos com ocupações ligadas ao capital, à industria e ao comércio. Além disso, algumas regiões de fé calvinista estavam entre aquelas onde mais floresceu o capitalismo.

 

O PENSAMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DE CALVINO

 

Todo o mundo conhece a imensa importância que o Slogan “a cada um segundo as suas necessidades, de cada um segundo as suas capacidades” tem para o comunismo. Lenine líder soviético, entendeu que o alvo final do comunismo será atingido quando esse slogan puder ser realizado. Lenine pensa que esse slogan vem de Marx; e Marx efetivamente o utilizou. Mas nem Lenine e nem Marx se deram conta de que, nos comentários de Calvino (2 Coríntios 8: 13-14), esse mesmo pensamento fora formulado  trezentos anos antes. Calvino diz:” Deus deseja que haja tal analogia e igualdade entre nós que cada um socorra os pobres segundo as suas possibilidades a fim de que alguns não tenham em excesso enquanto outros sofram penúria”. No humanismo social de Calvino, o seu ensino está fundado sobre o humanismo de Deus, pressupõe uma sociedade onde o homem age na qualidade de responsável perante Deus e responsável por seus irmãos.

 

O CALVINISMO E A ELEIÇÃO INCONDICIONAL

 

No Calvinismo este é o ensino sobre salvação do homem pecador. A escolha divina de certos indivíduos para a salvação, antes da fundação do mundo, repousou tão somente na Sua soberana vontade. A escolha de determinados pecadores feita por Deus não foi baseada em qualquer resposta ou obediência prevista da parte destes, tal como  fé ou arrependimento. Pelo contrário, é Deus quem dá a fé e  o arrependimento a cada pessoa a quem Ele escolheu. Esses atos são resultado e não a causa da escolha divina. A eleição, portanto, não foi determinada nem condicionada por qualquer qualidade ou ato previsto no homem. Aqueles a quem Deus soberanamente elegeu, Ele os traz, através do poder do Espírito, a uma voluntária aceitação de Cristo. Desta forma, a causa última da salvação não é a escolha que o pecador faz de Cristo, mas a escolha que Deus faz do pecador. (João 15,16).

 

 

 

Curitiba-PR, 08 de Agosto de 2015.

 

 

Rev. Mario Ramos

O PRESBITERIANISMO NO BRASIL E NO MUNDO E SUA INFLUÊNCIA

O PRESBITERIANISMO NO BRASIL E NO MUNDO E SUA INFLUÊNCIA

 

No próximo dia 12 de Agosto, a nossa amada Denominação – Igreja Presbiteriana do Brasil, comemora 156 anos de anúncio da fé evangélica em solo brasileiro, sendo esta oficialmente, a primeira Igreja Protestante a ser reconhecida pelo Brasil Império, publicado em Diário Oficial, numa Sexta Feira, de 11 de Outubro de 1872, e por conseguinte, a primeira também na America do Sul.

O presbiterianismo é o quarto maior segmento religioso do mundo, enquanto que os três primeiros são:

  1. O Islamismo – muçulmanos;
  2. O Catolicismo;
  3. O Luteranismo; e
  4. O Presbiterianismo.

 

POR QUE SOMOS PRESBITERIANOS – 156 ANOS NO BRASIL

No mês de Agosto somos levados a reler a história dos primeiros passos do surgimento da Igreja Presbiteriana do Brasil. É mês de aniversário, das missões e de muitos festejos. Momento também para relembrar os valores que tem sido conservado ao longo da sua história.

  1. Somos cristãos históricos:

A Igreja Presbiteriana nasceu durante o movimento da Reforma Protestante do século XVI, iniciado com Martinho Lutero, na Alemanha. A nascente Igreja Protestante ou Evangélica rompe definitivamente com a Igreja Católica Apostólica Romana. O movimento se espalha pela Europa através de outros reformadores. Na Suíça, o expoente do movimento reformista chama-se João Calvino, de cuja doutrina calvinista fez-se as igrejas Presbiterianas pela Europa. Na Escócia, através do João Knox, surge a Igreja Presbiteriana que se estabelece em outras partes do mundo.

Em 1647 a Igreja Presbiteriana elaborou a sua Confissão de Fé, chamada de Confissão de Fé de Westminster, e o seu Catecismo Maior e Breve, que expõem com clareza os fundamentos de sua Fé. Este conclave aconteceu na Inglaterra – cidade de Westminster.

No Brasil chegou no dia 12 de agosto de 1859, pelo trabalho do jovem missionário norte-americano Asbhel Green Simonton.

  1. Somos bíblicos:

A nossa única regra de fé e prática é a Bíblia como Palavra de Deus.

Cremos que há um único Deus, vivo e atuante, que subsiste em três pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo – que são iguais em  essência, glória e digno de todo louvor e adoração;

Cremos que Jesus Cristo, o Filho de Deus, fez-se carne e viveu entre nós, morrendo na cruz por nossos pecados sendo, por isso, Salvador de todo aquele que confia nEle; entende-se os eleitos de Deus.

Cremos que após ser morto e sepultado, Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos e foi elevado aos céus;

Cremos que Jesus Cristo enviou o Espírito Santo para habitar naqueles que lhe pertence, seu povo escolhido, a sua Igreja;

Cremos que no fim desta era, que não sabemos quando se dará, Cristo retornará glorioso para levar os que são seus, julgar o mundo e estabelecer o seu Reino Eterno.

Cremos e celebramos os dois Sacramentos instituídos por Jesus Cristo: Batismo e a Ceia do Senhor.

Cremos em nossa forma de governo como sendo aquela estabelecida desde a Igreja Peregrina no deserto, sob a liderança de Moisés, com a superintendência dos “Anciãos” ou “Presbíteros” ( Nm. 11:16-30 ); e tal como, foi a praticada na Igreja dos Apóstolos e desta forma, instituída até aos nossos dias (At. 20:28; I Pe. 5:2; Tito 1:5: I Tm. 3:1-7; etc..)

Cremos que Deus tem uma grande missão para a Sua Igreja: ir ao mundo, fazer discípulos para Jesus e ensiná-los a seguir ao Senhor, como está em Mateus 28.18-20. O Senhor Jesus espera a participação de todos nesta obra, e não apenas dos líderes.

Devemos, portanto: 1) Ter uma vida de testemunho; 2) Pregar o Evangelho; 3) Fazer discípulos através do discipulado pessoal; 4) Realizar a obra missionária; 5) Fazer o trabalho social, atendendo aos necessitados, com a participação dos diáconos da igreja.

  1. Somos práticos

Por crermos que a Bíblia é a Palavra de Deus, cremos que ela pode e deve ser aplicada na vida diária. Por este motivo, os nossos cultos de adoração a Deus, nossa Escola Dominical e outras atividades buscam, através do estudo bíblico, aplicar a Bíblia, às situações de vida, no trabalho, na família, nos estudos, no lazer, etc. Através da aplicação da mensagem da Bíblia, outros serão desafiados a obedecer à Palavra de Deus.

 

QUE É O PRESBITERIANISMO E A SUA ORIGEM?

 

A Igreja Presbiteriana é oriunda da Reforma Protestante do século XVI, e mantém o caráter de Igreja Católica (o termo “católico”, derivado da palavra grega: καθολικός (katholikos), significa “universal” ou “geral”), como declarado no Credo dos Apóstolos. É uma denominação cristã comprometida com valores éticos e morais. Sua atuação no contexto social brasileiro, por exemplo, é marcante, através de instituições de ensino desde o infantil até o superior, que têm alcançado excelência e reconhecimento internacional, como por exemplo, Universidade Presbiteriana Mackenziee, Instituto Presbiteriano Gammon, entre outras.

 

A HISTÓRIA DO PRESBITERIANISMO:

O nome destas denominações deriva da palavra grega presbyteros, que significa literalmente “ancião”. O governo no presbiterianismo é comum nas igrejas protestantes que foram modeladas segundo a Reforma Protestante Suiça. Notavelmente na Suíça, Escócia, Países Baixos, França, porções da Prússia e Irlanda, mais tarde, nos Estados Unidos, A crença se baseia na predestinação, segundo João Calvino, o que criou a religião, Deus já havia escolhido, desde o início, os abençoados com a salvação e os condenados à perdição eterna. Aliás, trata-se de uma reinterpretação de quem de Santo Agostinho. O homem, por sua natureza pecadora, não era digno de mudar essa decisão nem de conhecê-la. Para não viver angustiado pela dúvida, o crente deveria buscar sinais da graça divina perseverando em sua fé mantendo uma vida de retidão e de obediência a Deus. Na Inglaterra, Escócia e Irlanda, as igrejas reformadas que adotaram uma forma de governo presbiteriano, em vez de episcopal ficaram conhecidas como igrejas presbiterianas. Na Escócia, John Knox (1505-1572), que estudara com João Calvino em Genebra, levou o Parlamento da Escócia a abraçar a Reforma em 1560. A primeira Igreja Presbiteriana, a Igreja da Escócia (ou Kirk), foi fundada como resultado disso. Na Inglaterra, o presbiterianismo foi estabelecido secretamente em 1572, nos finais do reinado da Rainha Isabel I da Inglaterra. Em 1647, por efeito de uma lei do Longo sob o controle dos puritanos.

Na Irlanda, o presbiterianismo foi estabelecido por imigrantes escoceses e missionários ao Ulster. O presbitério do Ulster, foi formado separadamente da igreja estabelecida, em 1642. Todos os três, ramos muito diversos do presbiterianismo, bem como igrejas independentes e algumas denominações Holandesas, Alemãs e Francesas, foram combinadas nos EUA para formar aquilo que se tornou conhecido como a Igreja Presbiteriana (1705). A igreja presbiteriana na Inglaterra e País de Gales é a  United Reformed Chuech, enquanto que esta tradição também influenciou a Igreja Metodista, fundada em 1736. Os presbiterianos destacam-se pelo incentivo à educação, entre as numerosas instituições presbiterianas espalhadas pelo mundo destacam-se a Yale University, Universidade de Princeton e o Instituto Gammon e Universidade Mackenzie em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

 

O GOVERNO DA IGREJA PRESBITERIANA E SUA BASE BÍBLICA

O governo presbiteriano é uma forma de organização da Igreja que se caracteriza pelo governo de um presbitério, ou seja: uma assembléia de presbíteros, ou anciãos. Esta forma de governo foi desenvolvida como rejeição ao domínio por hierarquias de bispos individuais (forma de governo episcopal). Esta teoria de governo está fortemente associada com os movimentos da Reforma Protestante na Suíça e na Escócia (calvinistas), com as igrejas reformadas e mais particularmente com a Igreja Presbiteriana. Por conseguinte, esta é forma de governado adotado pela Igreja Primitiva – dos Apóstolos, ou seja, o presbiterianismo assenta em pressupostos específicos sobre a forma de governo desejada pelo Novo Testamento:

  • A função do ministério da palavra de Deus, a liturgia e a administração dos sacramentos é ordinariamente atribuída ao Pastor em cada congregação (igreja) local. As congregações são núcleos dependentes da igreja local.
  • A administração da ordenação e legislação está a cargo das assembléias de presbíteros, entre os quais os ministros e outros anciãos são participantes de igual importância. Estas assembléias são chamadas Concílios.
  • Todas as pessoas são sacerdotes, preocupado com a sua própria salvação, em nome dos quais os anciãos são chamados a servir pelo assentimento da congregação (sacerdócio de todos os crentes).

Desta forma, o papel governamental dos presbíteros é limitado à tomada de decisões quando há uma reunião, sendo de resto a função dos pastores e o serviço da congregação, orar por eles e encorajá-los na sua fé. Esta forma de governo permite a flexibilidade na tomada de decisão, em contraste com o que acontece nas Igrejas em que bispos detêm um poder concentrado.

Os concílios presbiterianos crescem em gradação hierárquica. Cada Igreja local tem o seu concílio, chamado de Sessão ou Conselho. As igrejas de uma determinada região compõem um concílio maior chamado Presbitério. Os presbitérios, por sua vez, compõem um Sínodo. O Concílio maior numa igreja presbiteriana é a Assembléia Geral ou Supremo Concílio.

ALGUMAS DENOMINAÇÕES PRESBITERIANAS NO BRASIL E NO MUNDO

  1. Principais Denominações Presbiterianas No Brasil:
  • Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPIB) – Sede: São Paulo/SP
  • Igreja Presbiteriana Conservadora do BrasIl (IPCB) – Sede: São Paulo/SP
  • Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil – de cunho carismático – (IPRB) – Sede: Arapongas/PR
  • Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU) – Sede: Vitória/ES
  • Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil (IPFB) – Sede: Porto Velho/RO
  • Igreja Presbiteriana Tradicional do Brasil(IPTB) – Sede: Taguatinga/DF
  • Igreja Presbiteriana Viva (IPV) – Sede: Volta Redonda/RJ
  • Igreja Evangélica Cristã Presbiteriana (IECP) – Sede: São Paulo/SP

Outros grupos de menor expressão:

  • Igreja Cristã Presbiteriana Pentecostal (ICPP) – Sede: Juquiá/SP
  • Igreja Presbiteriana Reformada do Brasil (IPRB) – Sede: Caratinga/MG
  • Igreja Presbiteriana da Graça (IPG) – Sede: Mogi das Cruzes/SP
  • Igreja Presbiteriana Livre (IPL) – Sede: Colatina/ES
  • Igreja Cristã Presbiteriana (ICP) – Sede: Ponta Grossa/PR
  • Igreja Presbiteriana Contemporânea (IPC) – Sede: Passos/MG
  • Igreja Presbiteriana Coreana –
  • Igreja Indígena Presbiteriana do Brasil (IIPB) – Sede: Dourados/MS
  • Igreja Presbiteriana Pentecostal (IPP) – Sede: Campos dos Goytacazes/RJ
  • Igreja Presbiteriana Chinesa (IPCh) – Sede: Curitiba/PR
  • Igreja Presbiteriana Avivada (IPA) – Sede: Guarulhos/SP

Portugal

  • Igreja Cristã Presbiteriana de Portugal (ICPP)
  • Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal (IEPP
  • EUA
  • Igreja dos Peregrinos (1928) em  Washington D.C.
  • Igreja Presbiteriana (EUA) (PCUSA)
  • Igreja Presbiteriana na América(PCA)
  • Igreja Presbiteriana Ortodoxa (OPC) (EPC)a
  •  Igreja Presbiteriana Evangélica (RPC)
  • Igreja Presbiteriana Bíblica (BPC)
  • Igreja Presbiteriana Reformada Associada (ARPC)
  • Igreja Presbiteriana Cumberland (CPC)
  • Igreja Presbiteriana Cumberland na América (CPCA)
  • Igreja Presbiteriana Westminster nos Estados Unidos (WPCUS)
  • Igreja Presbiteriana Reformada nos Estados Unidos (RPCUS)

Canadá

  • Igreja Presbiteriana no Canadá (PCC)
  • Igrejas Reformadas do Canadá (CanRC)

França

  • Igreja Reformada Francesa (Em Francês: L’Eglise Réformée de France, ÉRF)

Irlanda

  • Igreja Presbiteriana na Irlanda (PCI)
  • Igreja Presbiteriana Livre do Ulster (PCI)
  • Igreja Presbiteriana Não-Subescrevente da Irlanda (NSCPI)
  • Igreja Presbiteriana Reformada da Irlanda (PCI
  • Igreja Presbiteriana Evangélica (Irlanda)

País de Gales

  • Igreja Presbiteriana de Gales (PCW)

Hungria

  • Igreja Reformada na Hungria (HRC)

Coréia do Sul

  • Igreja Presbiteriana Myung Sung

Taiwan

  • Igreja Presbiteriana em Taiwan (PCT)

Austrália

  • Igreja Presbiteriana da Austrália
  • Igrejas Reformadas Livres da Austrália
  • Igreja Presbiteriana Westminster da Austrália

Nova Zelândia

  • Igreja Presbiteriana de Aotearoa Nova Zelândia (PCANZ)

  Vanuatu

  • Igreja Presbiteriana de Vanuatu

 

Relações inter-eclesiásticas

A Igreja Presbiteriana do Brasil recebeu no seu Supremo Concílio, que aconteceu entre 23 e 25 de Março de 2015, documento de pedido para a adesão a Aliança Cristã. Porém foi decidido que a associação da igreja a organização é de competência de decisões da próxima Reunião Ordinária que ocorrerá em 2018. Até lá, a denominação não tem decisão sobre sua adesão a Aliança16

Na mesma ocasião a igreja anunciou sua adesão a Fraternidade Latino-Americana de Igrejas Reformadas e definiu o níveis de comunhão da seguinte forma:

 Nível 1: relações iniciais e diálogos para parcerias específicas.

  • Igreja Presbiteriana da Austráliaa (Presbyterian Church of Australia)
  • Igreja Presbiteriana Westminster da Austrália(Westminster Presbyterian Church of Australia)
  • Igreja Presbiteriana da Coreia (Presbyterian Church of Korea)
  • Igreja Presbiteriana do Chile
  • Igreja Presbiteriana do Canadá (Presbyterian Church of Canada)
  • Igreja Presbiteriana da Irlanda(Presbyterian Church of Ireland)
  • Igreja Presbiteriana Bíblica- Estados Unidos(Bible Presbyterian Church)
  • Igreja da Escócia(Church of Scotland)
  • Igreja Presbiteriana de Moçambique
  • Igreja Presbiteriana Unida na África Austral(Uniting Presbyterian Church in Southern Africa)
  • Igreja Reformada na África – África do Sul(Reformed Church in South Africa)
  • Igreja Presbiteriana no Paraguai (Igreja Presbiteriana en Paraguay)17

Nível 2: Relacionamento correspondente onde reconhece-se mutuamente em termos confessionais:

  • Igreja Presbiteriana de Angola:

Nível 3: Igrejas irmãs com relações fraternais com comunhão eclesiástica plena:

  • Igrejas Reformadas Liberadas – Holanda (Gereformeerde Kerken Nederland)
  • Igreja Presbiteriana Evangélica (EUA) – Estados Unidos (Evangelical Presbyterian Church)
  • Igreja Presbiteriana na América – Estados Unidos (Presbyterian Church of America)
  • Igreja Presbiteriana Nacional do México (Iglesia Presbiteriana Nacional en Mexico)
  • Igreja Presbiteriana Ortodoxa – Estados Unidos(Orthodox Presbyterian Church)

A Igreja decidiu ainda, participar da Assembleia da Igreja Presbiteriana do Japão e do Sínodo Geral de Igrejas Reformadas da África do Sul. Confirmou sua participação na Fraternidade Latino-Americana de Igrejas Reformadas(Confraternidad Latinoamerica de Iglesias Reformadas) e na  Fraternidade Reformada.

O NOSSO MISSIONÁRIO:

 

O Reverendo Ashbel Green Simonton, fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil.

O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do trabalho missionário do americano Ashbel Green Simonton (1833-1867), que chegou ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade. Em abril de 1860, Simonton dirigiu o seu primeiro culto em português; em janeiro de 1862 foi fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. No breve período em que viveu no Brasil, Simonton, auxiliado por alguns colegas, fundou o primeiro jornal evangélico do país (Imprensa Evangélica, 1864), criou o primeiro presbitério (1865) e organizou um seminário (1867). O Rev. Simonton morreu vitimado pela febre amarela aos 34 anos, em 1867 (sua esposa, Helen Murdoch, havia falecida três anos antes).

O ex-padre José Manoel da Conceição (1822-1873), foi o primeiro brasileiro a ser ordenado ministro protestante, em 1865. Visitou incansavelmente dezenas de vilas e cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e sul de Minas, pregando e fundando comunidades. O ano de 1869 marca uma nova etapa na história da IPB por ser o ano da chegada dos missionários da Igreja Presbiteriana do sul dos Estados Unidos. Nesta época, em virtude dos problemas políticos enfrentados nos Estados Unidos, havia duas Igrejas Presbiterianas: uma do norte do país (a PCUSA) — que enviou os primeiros missionários ao Brasil — e outra no sul (a PCUS).

Os primeiros missionários da Igreja do sul dos Estados Unidos a vir para o Brasil foram George Nash Morton e Edward Lane. Seu trabalho concentrou-se no interior de São Paulo, tendo fundado, em 1870, a Igreja Presbiteriana de Campinas. As regiões da Mogiana, o oeste de Minas, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás foram atingidos por outros missionários que os seguiram, dentre eles o Rev. John Boyle, Tanto Lane quanto Boyle tiveram a colaboração do evangelista e colportor alemão Jacob Philip Wingerter, que residira muitos  nos Estados Unidos e veio para o Brasil com imigrantes sulistas em 1867, radicando-se inicialmente em Santa Bárbara D’ Oeste (SP), vinculando-se em seguida à Missão de Nashville. Wingerter foi presbítero da Igreja de Mogi-Mirim, tendo visitado muitos locais na Mariana, Triângulo Mineiro, Paracatu e Goiás. Fez diversas viagens de evangelização na companhia dos Rev. John W. Dabney, John Boyle, Delfino Teixeira e Miguel Torres 10 .

A expansão da IPB no norte e no nordeste do país deve-se ao trabalho pioneiro dos missionários da PCUSA. Dentre os muitos nomes deste período fulguram o do missionário John Rockwell Smith, que fundou a Igreja Presbiteriana do Recife em 1878, e o Rev. Belmiro de Araújo César, um dos primeiros e mais conhecidos pastores brasileiros do nordeste.

Durante este período, a missão da Igreja Presbiteriana do norte dos Estados Unidos (PCUSA) se consolidava no restante do país. Um dos grandes eventos deste período foi a fundação da Escola Americana, em 1870, por George Chamberlain e sua esposa, Mary Chamberlain. A Escola Americana, mais tarde, passaria a se chamar Mackenzie College, chegando a ser o conhecido Instituto Presbiteriano Mackenzie, que abriga, dentre outras instituições, a Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Alguns novos pastores brasileiros são ordenados nesses anos, como Manuel Antônio de Menezes, Delfino dos Anjos Teixeira, José Zacarias de Miranda e Caetano Nogueira Júnior. Um dos grandes nomes, no entanto, viria a ser o do Rev. Eduardo Carlos Pereira, que se celebrizou por sua liderança, bem como por sua atuação no campo educacional, com a produção de livros didáticos, especialmente no campo da Gramática. Liderou o movimento de cisão, que cumulou-se, em julho de 1903, com o surgimento da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, a IPIB, filha da IPB.

Em setembro de 1888 foi organizado o Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil, assim tornou-se autônoma, desligando-se das igrejas norte-americanas.

Depois da Proclamação da República, nasceu um movimento nacionalista no seio da IPB, em que pastores brasileiros se manifestaram contrários à presença intensiva e interferência de missionários americanos, gerando um cisma que levou à fundação da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Um grande líder do começo do século XX foi o pastor (?) Erasmo Braga. O presidente da república Café Filho era presbiteriano e frequentava a 1ª Igreja Presbiteriana de Natal

Ao longo do século XX, surgiram outras igrejas congêneres que também se consideram herdeiras da tradição calvinista. São as seguintes, por ordem cronológica de organização: Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (1903), Igreja Presbiteriana Conservadora,(1940), Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil (1956), Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1978).

Presidentes dos Estados Unidos – Presbiterianos

  1. Andrew JacksonPresbiteriano
  2. James BuchananPresbiteriano
  3. Ulysses GrantPresbiteriano;
  4. Rutherford HayesPresbiteriano;
  5. Grover ClevelandPresbiteriano
  6. Benjamin HarrisonPresbiteriano
  7. Grover ClevelandPresbiteriano
  8. Woodrow WilsonPresbiteriano
  9. Gerald Foed – Presbiteriano
  10. Ronald ReaganPresbiteriano

Presidente do Brasil – Presbiteriano

  1. Café Filho – IPB Natal – RGN.

 

ESTATÍSTICA GERAL DA IPB – 2011

A Igreja Presbiteriana do Brasil, ao ano de 2011, apresentou uma Estatística Geral, com aproximadamente 6.992 igrejas locais, 6.016 Congregações, (Igrejas 13.008), Ponto de Pregação 3.064, Presbíteros 24.969, Diáconos 33.146, Missionários, 3.123, Evangelistas, 1.646; Candidato ao Ministério, 1.238; e total de membros, 1.311.302, de membros da IPB.

Quando consideramos todas as Denominações Presbiterianas no Brasil, segundo os mais otimistas, especula-se que somamos quase 4 milhões de presbiterianos. Num País, em que o IBGE, em seu último censo fala em 35 milhões de evangélicos no Brasil, se é correto afirmarmos que somos 4 milhões, significa que nós presbiterianos, correspondemos com quase 9% deste total. Vale lembrar que no Brasil temos mais de mil Denominações evangélicas.

O órgão oficial da IPB é o Jornal Brasil Presbiteriano

TRABALHO SOCIAL DA IGREJA NO BRASIL

  1. Na área da Educação:
    1. Universidade Mackenziee – São Paulo, Brasília e Rio de |Janeiro;
    2. Milhares de Escolas de Ensino Médio;
    3. Milhares de Ensino Fundamental;
    4. Milhares de Creches em Templos-Escolas
    5. Seminário Teológico – 09 (Nove)
    6. Institutos Bíblicos – Centenas
    7. Casa Editora Presbiteriana;
    8. Luz Para o Caminho;
    9. Jornal Presbiteriano
    10. Vários Cursos de Alfabetização pelas Igrejas
  2. Na área da Saúde:
    1. Hospitais de porte com leitos e UTIs – 10 (Dez); Goiás, Brasília, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

TRABALHOS DE MISSÃO NACIONAL E INTERNACIONAL

  1. No Brasil mais de 268 missionários pelo País;
  2. No exterior vários casais em vários países
  3. Parcerias radiofônicas com 09 (Nove) países para a transmissão do Evangelho.
  4. Rede TV – e Bandeirantes. Rev. Hernandes Dias Lopes
  5. Internet
  6. Missão Caiuá – com os Indígenas – MEC

TRABALHO SOCIAL DE APOIO E HUMANISMO

  1. Secretaria Geral da Terceira Idade.
  2. Abrigo Presbiteriano para senhoras no Rio de Janeiro;
  3. Abrigo Presbiteriano para Homens no Rio de Janeiro;
  4. Orfanato Presbiteriano para menores (INPAR) no RJ.

 

AUTARQUIAS – ASSOCIAÇÕES

1.Agência Presb. de Missões Transculturais – APMT;

  1. Associação Beneficente Douradense – ABD;
  2. Associação Nac. de Escolas Presbiterianas – ANEP;
  3. Associação Prev. Assist. Det. de Drogas – APADD;
  4. Casa Editora Presbiteriana – CEP;
  5. Comissão de Relações Inter-Eclesiástica – CRIE;
  6. Comissão Nacional de Evangelização – CNE;
  7. Conselho de Ação Social – CAS;
  8. Fundação Educacional Presbiteriana – FEP;
  9. Plano Missionário Cooperativo – PMC
  10. Rede Presbiteriana de Comunicação – RPC;
  11. Tribunal de Recurso – TR

 

 

 

Curitiba-PR, 08 de Agosto de 2015.

 

Rev. Mario Ramos

 

OS FILHOS DE ADÃO E EVA NO JARDIM DO EDEN

OS FILHOS DE ADÃO E EVA NO JARDIM DO EDEN

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SUPLIMENTO AO ESTUDO DA LIÇÃO SOBRE A TRAGÉDIA DO PECADO E O ALCANCE DE SUAS CONSEQUENCIAS

 

“A ciência sem a religião é coxa; e a religião sem a ciência é cega” – (Albert Einstein)

 

ANTES DE MAIS NADA É PRECISO CONSIDERAR QUE:

1 – Tema polêmico como este não é doutrina da Igreja;

2 – O historiador Flavio Josefo, Judeu, considerou o reducionismo dos relatos bíblicos, porém, não se ofereceu aos enígmas;

 

3 –  Os Pais da Igreja, não trataram deste assunto – entre eles:

Tertuliano, Santo Ambrósio, Santo Agostinho, São Jerônimo, Orígenes, Atanásio, Cipriano, Eusébio, Ário e outros

 

Vale apenas, refletir no que disseram Tertuliano e Agostinho sobre a criação:

 

Tertuliano: “Maria concebeu o Verbo Encarnado (Filho de Deus) Sendo ela uma espécie de Eva no seu estado de retidão”

 

Agostinho: “também não acreditava que o pecado original tenha provocado mudanças estruturais no universo e chegou a sugerir que os corpos de Adão e Eva já teriam sido criados mortais antes da “queda”65 . Finalmente, Agostinho reconhece que a interpretação da história da criação é difícil e lembra que devemos estar dispostos a mudar nossas ideias conforme novas informações forem aparecendo66 .

 

4 – Os Reformadores ignoram este tema por terem algo mais importante e urgente na época a serem tratados;

5 – Os exegetas e hermeneutas atuais, na sua maioria, são a favor a geração edênica (Éden) conforme Gn. 1: 27-28;

6 – Somos cristãos, e a nossa religião não se constitui de mistérios, devemos dar explicações e respostas do porque cremos a ciência e aos céticos; e por fim;

7 – Devemos considerar sempre o que nos fala Deut. 29:29 – diante de pontos turvos ou enigmáticos;

 

É preciso conhecer e ter em mãos o uso de instrumentos ou ferramentas que nos auxiliem na interpretação de assuntos polêmicos (Exegese, a hermenêutica e a semântica); não basta apenas a literalidade das Escrituras;

 

Por último, está no Deus Espírito Santo, o Nosso Instruidor por excelência, a chave verdadeira para compreendermos toda a revelação de Deus – nas Escrituras; o Ponto de Partida e de Chegada é Jesus Cristo;

 

ASSIM POSTO, DEVEMOS COM CAUTELA, ENTRARMOS EM ÁGUAS MAIS PROFUNDAS, NO TOCANTE AO ESTUDO DA PALAVRA:

 

 

O Casal Federal e Representante da Humana – Adão e Eva, tiveram filhos no Éden?

 

Sendo Adão a imagem e a semelhança de Deus, tinha a necessidade de pecar? E se o seu pecado teve como o fruto a desobediência sexual, tornou-se Deus Co-culpado?

 

Se Adão e Eva tiveram a sua primeira relação sexual e teve filhos a partir da queda, isso não contradiz Gen 1: 27 e 28? E ainda não faz do sexo e dos filhos uma eterna maldição? Sendo o próprio Deus culpado direto por lhes ter dado o sexo e “fê-los fecundos”?

 

A natureza do Jardim do Éden era diferente da terra?

 

Quanto tempo (anos ou eras) eles viveram no Éden, até a Queda?

 

Teria Deus abençoado o fruto do pecado – se é correto afirmar que o sexo só foi conhecido após a desobediência?

 

Teria o casal Adão e Eva, desobedecidos a Deus na determinação de crescer, multiplicar e encher a terra em Gn 1:27 e 28 – mesmo antes da queda em Gn. 3?

 

Deus, por causa da desobediência de Adão, amaldiçoou a terra após a queda, aquilo que antes fora um paraíso por longas eras, num ambiente de perfeição e de bênçãos perene.

 

Deus, multiplicou a Eva, as dores na gravidez e no parto, após a queda, significando que a sua experiência anterior na conceição era natural, ou seja, como multiplicar se Eva não tinha tal experiência?

 

Por que, o reducionismo de relatos bíblicos sobre a raça adâmica por longas eras antes da queda?

 

Com a filha de quem, Caim se casou, se é correto afirmar que Adão e Eva não tiveram filhos antes da queda?

 

Como explicar a cidade de Node, no oriente do Éden, (Gn. 4:16) para onde Caim vai se refugiar de seus perseguidores em (Gn. 4:15)?

 

Quem são os Nefilins de Gn. 6:2, de que raça humana vieram esses gigantes, já que temos Adão e Eva por único pai da raça humana?

 

Estas e outras perguntas têm mexido com a mente teológica e motivo de questionamento de cépticos.

 

TEORIA FAVORAVEL DE QUE ADÃO E EVA NÃO TIVERAM FILHOS NO ÉDEN

 

. Se o casal tivesse estes filhos antes da queda eles não teriam pecado;

. Se tivesse tais filhos no Éden teríamos duas raças: uma em retidão original;

E outra pós-queda, em depravação total; Isto contraria a Bíblia (Todos pecaram);

. A Bíblia menciona que tiveram filhos depois de expulso do Jardim no pós-queda – Gn. 4:1;

 

 

 

 

 

ESTE ARGUMENTO É FALACIOSO E INCONSISTENTE:

 

. Adão, o representante da raça humana, ao desobedecer a Deus, sendo este o Cabeça Federal da humanidade, caiu, e com ele, toda a espécie da criação foi atingida por seu pecado – Toda a Natureza (Rm. 8:18-30);

. Adão comprometeu o seu passado original de retidão bem como de toda a sua descendência edênica – Assim sendo (Todos pecaram, inclusive os filhos antes da Queda);

A genealogia edênica (Éden) Moisés omitiu pelo fato de se tratar de filhos na natureza de Adão e Eva no estado de retidão; enquanto a genealogia adâmica pós-Queda, trata-se de filhos de Deus mediante o pacto do Pró-Evangelho feito em, Gn. 3:15. Assim, Caim representa o incrédulo e Abel representa o filho da obediência – o eleito;

 

A REDENÇÃO E A RESTAURAÇÃO DA IMAGO DEI

 

Jesus Cristo, Nosso substituto na cruz, redime o homem do pecado desde Adão até ao último homem que nEle crer na atual dispensação. Desta forma, em Jesus Cristo, a Imagem de Deus, perdida no homem pós-Queda, é redimida e restaurada da corrupção espiritual –  Gn. 3:15;  I Cor. 15; Rm. 8;   –  Lois Berkhof – Teólogo Calvinista.

 

Esta informação é para quem deseja acompanhar á luz da Bíblia.  A Bíblia não é um livro comum. Ela contém verdades encobertas por determinação Divina.

 

Entre essas verdades está uma questão que mexe com a mente dos Teólogos: Adão e Eva tiveram filhos ou filhas no Paraíso (Éden)?

 

Quantos anos eles viveram no Paraíso? Éden?

 

A Bíblia não tem respostas claras e literais, entretanto logo após serem criados, Deus deu-lhes ordens para serem fecundos e multiplicarem-se, enchendo a terra – “Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei [a terra] e sujeitai-a…” (Gn 1,27,28). Deus disse: “enchei a terra”.

 

“…enchei a terra e sujeitai-a” – Esta ordem só foi possível de ser cumprida enquanto o homem no estado de retidão; ou seja, dotado de da imagem e semelhança de Deus; porém, com a queda, ele perdeu esta imagem e o seu livre arbítrio espiritual; passou a ser dominado.

 

Adão e Eva foram criados no sexto dia. Logo em seguida Deus descansou no sétimo dia.

 

Do exposto fica mais a seguinte indagação: um dia era apenas 24 horas ou um período indeterminado de tempo. Pedro em sua 2ª. Carta diz – “Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como [mil anos], e [mil anos] como um dia.”

 

Se os dias foram 24 horas como responder aos cépticos e a Ciência em nossos dias?

 

Se for um período indeterminado de tempo, então Adão e Eva tiveram amplas possibilidades já que tinham a potencialidade “Sede fecundos e Multiplicai” de terem filhos no Paraíso (Éden). Desta forma, obedecendo de plano o propósito divino em Gn. 1:27,28.

 

O detalhe mais significativo e que não deve ser motivo de escândalo sobre os filhos de Adão e Eva no Éden, está na ordem de Deus para que eles fossem fecundos e se multiplicassem e enchendo a terra – “Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei [a terra] e sujeitai-a…” (Gn 1,28).

 

Esta ordem Gn 1:27 e 28, foi antes de serem expulsos pela desobediência, logo, eles foram criados adultos e com todo vigor para o sexo e fecundos; por isso, obedeceram ao seu Criador, até à QUEDA de Gn 3;

O relacionamento sexual de Adão e Eva no Éden, transcende o nosso entendimento, pois trata-se de algo vivido num estado de pureza e santidade, que hoje, a humanidade não tem.

 

Que fizeram sexo no Éden e tiveram filhos, eu não tenho a menor duvida, conforme vou mostrar contextualizando e paulatinamente.

 

São muitas as evidências de que houve um longo período Edênico, porém, não registrado literalmente por Deus, mas sim, enigmaticamente.

 

Outra questão intriga a tantos quantos procuram uma explicação para o texto Bíblico de Gn 6,2.4 – “viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na Antigüidade.” – que faz menção de filhos de Deus e filhas dos Homens.

 

Como em muitos outros assuntos em que os textos não estão em ordem, isto é, separados de forma enigmática, este também pode ter sua resposta ou explicação fazendo uma ligação dos filhos de Deus em Gn 6,2.4, como resposta de que são filhos de Adão e Eva no Paraíso (Éden). Os quais foram atingidos pelo mesmo pecado cometido por Adão, sendo este o representante da raça humana.

 

Porque Deus não inspirou o registro dos filhos / filhas de Adão e Eva no Éden?

 

Por se tratar de um período transcendental. Deus o registrou de forma enigmática como vamos ver a seguir.

 

O texto de Gn 4,17 –  “Conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu, e deu à luz a Enoque. Caim edificou uma cidade, e lhe deu o nome do filho, Enoque.” – pode conter a confirmação sobre filhos / filhas de Adão e Eva no Paraíso – Éden, quando diz que Caim conheceu sua mulher.

 

Tudo indica, que se trata de uma descendente de descendente de Adão e Eva do período Edênico (Éden), que certamente não conhecia sua Historia, pela distancia, já que Caim afastou-se para longe, após matar seu irmão Abel.

 

Com certeza você deve estar questionando, para não dizer outra coisa, as minhas colocações, mas continue lendo, por favor!

 

Observe:

 

Gn 3,16 – “…E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.” – Deus disse para Eva que ela a partir daquele momento teria as dores de sua gravidez multiplicada e em dores daria a luz, numa declaração lógica de que ela o fazia com uma natureza diferente da atual – ou não?!

Ao afirmar que multiplicou é sinal de que partiu de um patamar já existente. Só se multiplica o que tenha acontecido ou acontecendo.

 

Somente este texto tem levantado muita polêmica  a favor de que houve nascimento de filhos no período Edênico. Não deixa duvida que antes de Caim e Abel nasceram, Eva já tinha experimentado gravidez sem dor, sem problemas, gestação e nascimento que não se compara com as atuais;

 

Vou lembra o que Deus disse para Adão e Eva – “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra” – Gn 1:27 e 28.

 

FECUNDOS: Que tem a faculdade de produzir ou reproduzir; fértil. A procriação sempre passou pelo caminho da sexualidade.

 

Eu sempre notei uma preocupação em não abordar estes assuntos, nas Igrejas, em face da sua enigmática explicação. Quero deixar claro que faço conscientemente.

 

Medite em Gn 4,14-45 – “Eis que hoje me lanças da face da terra; também da tua presença ficarei escondido; serei fugitivo e vagabundo na terra; e qualquer que me encontrar matar-me-á. O Senhor, porém, lhe disse: Portanto quem matar a Caim, sete vezes sobre ele cairá à vingança. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse.” – e observe que existiam muitos descendentes de Adão e Eva que foram gerados inicialmente no Período Edênico e que foram se espalhando e multiplicando-se pela terra, conforme Deus ordenou em Gn 1,28 – “enchei a terra”, como explicação para quem pudesse matar a Caim.

 

Quanto ao tempo que durou o período Edênico, a Arqueologia afirma que os indícios do aparecimento do Homem deu-se  de forma marcante e indiscutível, a partir de  10 mil anos atrás, podendo retroceder a um período maior e indefinido.

 

A cronologia Bíblica afirma que Adão e Eva foram criados a partir de cerca de 6 mil anos atrás.

 

Dentro desse raciocínio eu não tenho a menor duvida que o período Edênico durou pelo menos 04 mil anos, tempo que Adão e Eva encheram a terra, conforme Gn 1,28, antes de serem expulsos do Éden. A partir da saída do Éden (queda), a terra tem 6 mil anos conforme a Bíblia, mas, lembrando que as datas são aproximados.

 

Assim podemos de imediato explicar a afirmação de que pudesse matar a Caim em Gn 4,14-15, bem como, a mulher com quem ele se cassou, e, de onde saiu à população necessária e suficiente para fundar uma cidade, por Caim, com toda uma estrutura que a define – “Conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu, e deu à luz a Enoque. Caim edificou uma cidade, e lhe deu o nome do filho, Enoque.”.

 

MEDITAR:

 

O Atlas da Historia Universal – The Times – Centro Cultural Banco do Brasil, em sua pagina 12 afirma o seguinte:

 

“É surpreendente como a agricultura se desenvolveu, aparentemente, de forma independente em diversas zonas do Mundo tão distantes entre elas, e aproximadamente na mesma época. No Oriente Médio por volta de 8.000 a.C.; Na china aproximadamente 6.000 a.C. Na Mesoamérica ao redor do sétimo milênio… Além disso… foi desenvolvida a criação de animais: ovelhas e cabras, porcos e gados bovinos.”

 

Estou fazendo esta pausa  no propósito de chamar a atenção para os dados históricos e suas datas que são muito importantes para a compreensão do que afirmo em relação a Arqueologia e a Cronologia Bíblica.

 

8.000 a.C, isto é, a 10.000 anos atrás, a Arqueologia afirma a presença do Homem no Oriente Médio – 8.000 aC. + 2.000 dC. = 10.000 anos.

Oriente Médio – região que a narrativa Bíblica indica como localização do Éden e Jardim do Éden – Gn. 2,8 -15.

 

6.000 a.C, isto é, a 8.000 anos atrás, na China, numa demonstração de que o homem foi paulatinamente, se espalhando (emigrando) para lugares mais distantes.

 

7.000 a.C., Na Mesoamérica, isto é, a 9.000 anos atrás, do mesmo modo de explicação.

 

Não esquecer que a cronologia bíblica data a criação do homem (Adão e Eva), a aproximadamente a 4.000 a.C, Isto é, a 6.000 anos atrás, logo não há duvidas de que o Período Edênico durou mais de 4.000 anos, enigmaticamente e de forma transcendental.

 

Tudo indica que esse período de cerca de 4 (quatro) mil anos entre o aparecimento do Homem comprovado pela Ciência e o registro bíblico (diferença de 10 (dez) mil anos para 6 (seis) mil anos).Está relacionado com o homem (Adão e Eva) no Jardim do Éden, isto é, Adão e Eva ficaram 4 (quatro) mil anos, aproximados, no Éden, enchendo a terra conforme Deus ordenou. Por favor! Não se escandalize com o que vem mais adiante.

 

GENEALOGIA NÃO REGISTRADA

 

Quero chamar atenção para um outro detalhe que pode indicar que Adão e Eva tiveram filhos no Paraíso – Éden.

 

Quando Deus criou o homem em Gn. 1,26 Ele disse Imagem e Semelhança.

 

Em Gn 1,27 Ele enfatiza a Imagem como prova da sua importância.

 

Em Gn 5,1 Deus diz apenas Semelhança ao iniciar a Genealogia de Adão, após a queda, numa indicação de que houve uma perda do homem em relação a Deus. A imagem perdida.

 

Minha dedução é que houve uma descendência ainda no Éden, que Deus não registrou por ser especial, enquanto durou o Éden, e que se espalhou pela terra – “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra” (Gn 1,28).

 

Porque Deus não registrou a Genealogia Edênica?

 

– Porque o período Edênico foi transcendental.

– A terra como em todo era um Paraíso.

– Não Havia morte.

– Não havia doença.

– Não havia o mau. O mau estava sobe controle (queda de Lúcifer).

– Os anjos davam proteção contra acidentes e perigos.

– Os Salmos 34,7 – “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.” – e o Salmos 91,10-12 – “nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.”, certamente se explicavam  no Período Edênico, assim como hoje, se aplicam aos filhos de Deus. Posso afirmar isso com experiência própria quatro vezes.

 

A árvore do bem e do mal é a representação simbólica  de que o mal existia, mas estava sob controle de Deus. Embora ainda esteja, no entanto, Ele permite e delimita as ações do mal.Leia Jó: 1.

 

Adão não podia se contaminar com o mal, pois através de Adão o mal contaminaria toda a terra, como aconteceu enigmaticamente – “E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.” – Gn 3,17; “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.” – Rm 5,12.

 

A expressão filhos de Deus – “viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas;” – (Gn 6,2) pode ser a comprovação desta minha opinião, ao lermos em Gn 6,4 – “Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade.” – que os filhos de Deus eram diferentes, ou melhor, eram homens especiais, e geraram filhos especiais.

 

Do exposto, analise o seguinte:

 

  1. Gn 1,26 – Deus cria um homem à Sua Imagem e conforme a sua Semelhança;
  2. Gn 1,27 – Deus enfatiza a Sua Imagem na criação do Homem (Adão e Eva). Porem, após a Queda (pecado), Ele omite a Imagem quando diz que criou o homem apenas em Sua Semelhança, em Gn 5,1, numa demonstração de que o homem deixou de ser Imagem do criador do ponto de vista funcional. Tal imagem passa a ser estrutural e não mais funcional.
  3. Gn 3,16 – Eva tem modificado a sua gestação e concepção explicada anteriormente. Deus diz para a Eva que ela a partir daquele momento teria as dores de sua gravidez multiplicada e em dores daria a luz, numa declaração lógica de que ela fazia com uma natureza diferente da atual – ou não?! Ao afirmar que multiplicou é sinal de que partiu de um patamar já existente. Só se multiplica o que tenha acontecido ou acontecendo.
  4. Gn 4,1 – “… adquiri um varão com auxilio do Senhor”. Na expressão, ao que tudo indica, Eva passou por situações difíceis após as mudanças nas condições de gravidez, gestação e nascimento podendo estar incluso na expressão em destaque um possível aborto antes de Caim nascer, motivo pelo qual Adão apelou (clamou) ao Senhor, por ajuda.
  5. Gn 4,15-16 – existem pessoas nascidas antes de Caim, para que pudesse matá-lo, onde ele foi habitar, na terra de Node, bem distante do Éden.
  6. Gn 4,17 – Caim casa-se com uma mulher ao qual tudo indica descendente de descendente de Adão e Eva, a ponto de fundar uma cidade.
  7. Gn 5,1 – Deus cita apenas a criação do homem em Semelhança e omite a imagem, numa demonstração de perda material e espiritual do homem em relação a Deus.
  8. Gn – 5,1 – Mostra que havia uma diferença de linhagem (não registrado) caracterizada por filhos de Deus (gerados antes da queda de Adão e Eva) e filhos dos homens (gerados após a queda de Adão e Eva).
  9. Gn 6,4 – A linhagem dos filhos de Deus era especial a ponto de gerar filhos de renomes.

 

 

A pergunta que se faz e que você também deve estar fazendo:

 

Quem pecou foi Adão e Eva, como seus descendentes antes do pecado foram atingidos?

 

Adão por ser o Cabeça Federal e representante da humanidade ao pecar (desobedeceu) Adão comprometeu todo o seu passado de retidão original bem como de toda a sua posteridade criada no Éden.

Deus, em não registrar esses nascidos, mostra a profundidade do pecado cometido, a ponto de atingir a todos os descendentes com a perda da Imagem funcional, do livre arbítrio e da imortalidade, e com a omissão da genealogia. Gn 3,17 – “Maldita a terra por sua causa …”.

 

Houve um principio transcendental de contaminação que levou os descendentes de Adão e Eva nascidos antes da queda – chamados Filhos de Deus (Gn 6,2.4) – a perderem a Imagem, a Imortalidade e o Registro da Genealogia.

 

Existe, porém, um princípio transcendental de purificação que restaura a imagem funcional, o livre arbítrio e a imortalidade e a condição de Filhos de Deus, por intermédio da Graça – Jesus Cristo.

 

“Pois como em [Adão] todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados.” 1º. Cort 15,22.

 

O PECADO E  SUA TRAGÉDIA

 

Quem pecou foi Adão, assim sendo contaminou os seus descendentes nascidos antes do pecado (Queda), ao ponto de perderem a Imagem funcional (Imortalidade), e, desta forma Adão passou por hereditariedade ordinária o pecado a toda a humanidade (Rm. 3: 21-23).

 

A contaminação de Adão pelo mal e a purificação pelo Sangue de Jesus, eliminando o pecado, é um ato de Justiça/amor (Jo. 3:16),  que somente na Eternidade poderemos entender claramente.

 

Quem pecou (contaminou-se) primeiro foi Eva, mas Deus disse que em Adão estava o problema da morte, que tornou a terra maldita – “E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.” – Gn 3,17.

 

Eva certamente iria morrer sem maiores conseqüências para nós, se Adão não tivesse desobedecido – Pecado – comido e contaminando-se. Esta é a conclusão que a afirmação de Deus nos dá entender: “… maldita é a terra por tua causa” – por causa de Adão.

 

 

 

PENSE NISTO!

 

Adão foi criado com cerca de 18 elementos químicos existentes na Tabela Periódica de elementos químicos que estão presentes na natureza orgânica e inorgânica do Universo.

 

Adão estava ligado diretamente ao mundo físico e espiritual, em Deus. Espiritual, pois era uma espécie de Sumo Sacerdote intercessor.

 

Outro detalhe que merece muita atenção esta no fato de Adão ter recebido o Sopro de Vida (Alma e Espírito) de Deus (Gn 2,7). Tudo indica que através do espermatozóide está a “essência” da alma e do espírito, que transmitida de geração em geração, e se forma juntamente com o corpo, durante a concepção e gestação, na mulher.

 

Eva foi criada a partir das costelas de Adão, enigmaticamente e transcendental.

 

Deus não diz que soprou a Alma e o Espírito em Eva.

 

Creio não ser exagerado relacionar a criação de Eva, por Deus, como algo quer a Ciência Genética está pesquisando, e, contrariando a ordem de Deus de crescer e multiplicar, e não clonar.

 

Agricultura e a Pecuária.

 

A arquitetura mostra que o Homo Sapiens (Homem atual) “surgiu” na terra por volta de 10.000 anos atrás.

 

A agricultura e a Pecuária são os vestígios mais evidentes de sua atividade, a partir dessa data (8.000 anos a.C),

 

A Bíblia afirma que Deus criou um Jardim e mandou o homem (Adão) a lavrar e o guardar (Gn 2,15), bem como, dominar os animais (Gn. 1,28).

 

Adão, ao que tudo indica, tinha uma inteligência ao nível de toda a capacidade cerebral que hoje o Homem não tem, e ensinava a arte de lavrar a terra e criar animais, aos seus descendentes ainda no Éden.

Como a ciência afirma que a agricultura e a pecuária eram do conhecimento do homem por volta de 8.000 a.C., em várias zonas do mundo, tudo indica que os nascidos de Adão e Eva ainda no Jardim do Éden, foram emigrando com o conhecimento adquirido de Adão e enchendo a terra como Deus ordenara (Gn 1,28).

 

Por volta do ano 4.000 a.C. Quando aconteceu de Adão e Eva serem expulsos do Paraíso (Éden) e Caim e Abel nasceram, um foi lavrador e o outro pecuarista (Gn 4,2), numa prova de que estas atividades já eram amplamente desenvolvidas pelos descendentes de Adão e Eva antes da Queda (pecado).

 

Preste atenção! Caim viveu por volta do ano 4.000 a.C., aproximadamente, e a ciência afirma que já por volta do ano 8.000 a.C., a agricultura e a pecuária eram amplamente conhecida e praticadas no Oriente Médio – Atlas da Historia Universal – região onde Caim foi habitar quando matou seu irmão Abel.

 

Node, região onde Caim foi habitar (Gn 4,16) ficava próximo ao Golfo Pérsico (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia).

 

Caim é um exemplo claro de escolha de que conheceu Deus de perto e seguiu o caminho da perdição (Gn. 4,7).

 

O mesmo aconteceu com Judas Iscariotes que durante três anos conviveu com Jesus. Ainda assim teve por causa de seu pecado um fim trágico.

 

Em homenagem ao Deão Thiago Rocha, meu professor da língua hebraica, ao falar sobre o Jardim do Éden, ele se empolgava, por se tratar de um lugar de delícia, Paraíso, onde a família edênica, podia até antegozar, a utopia celestial, naquele estado de retidão, justiça e santidade. Assim o Mestre Thiago ensinava:

 

“que em vista da ordem de ‘serem fecundos e tornarem-se muitos, e de encherem a terra’ (Gên 1:28), o fruto da árvore não poderia ser o símbolo de relações sexuais, visto que esta seria a única maneira de haver procriação”.

 

Curitiba-PR, 01 de Agosto de 2015.

 

 

Rev. Mario Ramos

 

DOUTRINAS BÁSICAS DA FÉ CRISTÃ: CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO

DOUTRINAS BÁSICAS DA FÉ CRISTÃ: CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO

 

001 – Qual é o fim principal do homem

  1. O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre ( Rm. 11:36; I Co.10:31; Sl. 73:25-26; Is. 43:7; Ef. 1:5-6);

 

002 – Que regra deu Deus para nos dirigir na maneira de O glorificar?

  1. A Palavra de Deus que se acha nas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos, é a Única regra infalível de fé e de prática na maneira de O glorificar e gozar (Lc. 24:27,44; 2 Pe. 3:2, 15-16; 2Tm. 3:15-17; Gál. 1:8-9; Jo.15:10-11);

 

003 – Qual é a coisa principal que as Escrituras nos ensinam?

  1. A coisa principal que as Escrituras nos ensinam é que o homem deve crer acerca de Deus, e o dever que Deus requer do homem ( Jo.5:39; Sl. 119:105; Rom. 15:4; 1 Co. 10:11);

 

004 – Quem é Deus?

  1. Deus é amor. Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade ( Jo. 4:24; Êxod. 3:14; Sl. 145:3; Tg. 1:17; Gên. 17:1);

 

005 – Há mais de um Deus?

  1. Há um só Deus, o Vivo e Verdadeiro. ( Deut. 6:4; 1 Co. 8:4; Jer. 10:10; Jo. 17:3);

 

006 – Quantas pessoas há na Divindade?

  1. Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estas três são um Deus, da mesma sustância, iguais em poder e glória ( Mat. 3:16-17; 2 Co.13:13; Jo. 1:1; At. 5:3-4);

 

007 – Que são os decretos de Deus?

  1. Os decretos de Deus são o seu eterno propósito, segundo o conselho da sua vontade, pelo qual, para sua glória, Ele predestinou tudo o que acontece ( Rom. 11:36; Ef. 1:4-6; At.2:23; 1 Co. 2:7; Ef. 3:10-11);

 

008 – Como executa Deus os seus decretos?

  1. Deus executa os seus decretos nas obras da criação e da providência (Sl. 19; Sl. 33; Sl. 24);

 

009 – Qual é a obra da criação?

  1. A obra da criação é aquela pela qual Deus fez todas as coisas do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bem ( Gên. 1:31; 2:1; Apoc. 4:11; Dan. 4:35; Is. 40:26; At. 4:24);

 

010 – Conservaram-se nossos primeiros pais no estado em que foram criados?

  1. Nossos primeiros pais, sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, caíram do estado em que foram criados, pecando contra Deus ( Rom. 5:12; Gên. 3:6);

 

011 – Que é pecado?

  1. Pecado é qualquer falta de conformidade com a Lei de Deus, ou transgressão dessa Lei ( Tg. 2:10; Tg. 4:17; I Jo. 3:4);

 

012 – Qual foi o pecado pelo qual nossos primeiros pais caíram do estado em que foram criados?

  1. O pecado pelo qual nossos primeiros pais caíram do estado em que foram criados foi o comerem do fruto proibido (Gên. 3:12-13; Osé. 6:7) ou ( a desobediência a ordem de Deus );

 

 

013 – Caiu todo o gênero humano pela transgressão de Adão?

  1. Visto que o pacto de obediência foi feito com Adão não só para ele, mas também para a sua posteridade todo o gênero humano que dele procede por geração ordinária, pecou nele e caiu com ele na sua primeira transgressão ( Gên.1:26; At. 17:26; 1Co. 15:21-22; Rom. 5:12-14);

 

014 – Qual foi o estado a que a queda reduziu o gênero humano?

  1. A queda reduziu o gênero humano a um estado de pecado e miséria – morte espiritual (Rom. 5:12; Rom. 6:23);

 

015 – Qual é a miséria do estado em que o homem caiu?

  1. Todo o gênero humano pela sua queda perdeu comunhão com Deus, está debaixo de sua ira e maldição, e assim sujeito a todas as misérias nesta vida, à morte e às penas do Inferno para sempre ( Gên.3: 8, 24; Ef. 2:3; Rom. 6:23; Mat. 25:41-46);

 

016 – Deixou Deus todo o gênero humano perecer no estado de pecado e miséria?

  1. Tendo Deus, unicamente pela sua boa vontade desde toda a eternidade, escolhido alguns para a vida eterna, entrou com eles em um pacto de graça, para os livrar do estado de pecado e miséria e trazer a um estado de salvação por meio de um Redentor – Jesus (Ef.1:4; Tito 1:2; Tito 3:4-7; Jo. 17:6; At. 4:12; Jo. 14:6);

 

017 – Quem é o Redentor dos escolhidos de Deus?

  1. O único Redentor dos escolhidos de Deus é o Senhor Jesus Cristo que, sendo o eterno Filho de Deus, se fez homem, e assim foi e continua a ser Deus e homem em duas naturezas distintas, e uma só pessoa, para sempre ( 1 Tm. 2:5; Jo. 1:14; Rom. 9:5; Col. 2:9; Heb. 13:8);

 

018 – Como Cristo, sendo o Filho de Deus, se fez homem?

  1. Cristo, o Filho de Deus, fez-se homem tomando um verdadeiro corpo, e uma alma racional, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo, no ventre da virgem Maria, e nascido dela, mas sem pecado ( Heb. 2:14; Mat. 26:28; Luc.2:52; Heb. 4:15);

 

019 – Que funções exerce Cristo como nosso Redentor?

  1. Cristo, como nosso Redentor, exerce as funções de profeta, sacerdote e rei, tanto no seu estado de humilhação como no de exaltação ( At. 3:22; Heb. 5: 5-6; Sl.2:6; Jo. 1:49);

 

020 –  Como exerce Cristo as funções de profeta?

  1. Cristo exerce as funções de profeta, revelando-nos, pela sua Palavra e pelo seu Espírito, a vontade de Deus para a nossa salvação ( Jo. 1:18: Heb. 1:1-2; Jo. 14:26);

 

021 – Como exerce Cristo as funções de Sacerdote?

  1. Cristo exerce as funções de Sacerdote, oferecendo-se a Si mesmo uma vez em sacrifício, para satisfazer a justiça divina, reconciliando-nos com Deus e fazendo contínua intercessão por nós ( Heb. 9:28; Rom. 3:24-26; Is. 53:12);

 

022 – Como exerce Cristo as funções de Rei?

  1. Cristo exerce as funções de Rei, sujeitando-nos a Si mesmo, governando-nos e protegendo-nos contendo e subjugando todos os seus inimigos e os nossos também (Sl. 110:1-3; At. 2:36; Is. 9: 6-7; I Co 15: 25-27);

 

023  – Como nos aplica o Espírito a redenção adquirida por Cristo?

  1. O Espírito Santo aplica-nos a redenção adquirida por Cristo, operando em nós a fé, e unindo-nos a Cristo por meio dela em nossa vocação eficaz ( Gal. 2:20; Ef. 2:8; I Co. 12: 12-13);

 

024 – Que é justificação?

  1. Justificação é um ato da livre graça de Deus, no qual Ele perdoa todos os nossos pecados e nos aceita como justo diante de Si, somente por causa da justiça de Cristo a nós imputada, e recebida só pela fé ( Ef. 1:7; 2 Co. 5:21; Rom. 4:6 e Gál. 2:16);

 

025 – O que é adoção?

  1. Adoção é um ato da livre graça de Deus pelo qual somos recebidos no número dos filhos de Deus, e temos direito a todos os seus privilégios ( I Jo. 3:1; Jo. 1 :12; Rom. 8: 14-17);

 

026 – O que é santificação?

  1. Santificação é a obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de Deus, habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão ( I Pe. 1:2; Ef. 4:20-24; Rom. 6:6; Rom. 12: 1-2);

 

027 – Que revelou Deus primeiramente ao homem para regra de sua obediência?

  1. A regra que Deus revelou primeiramente ao homem para sua obediência foi a Lei Moral (Rom. 2:14-15);

 

028 – Onde está a Lei Moral resumidamente compreendida?

  1. A Lei Moral está resumidamente compreendida nos dez mandamentos ( Deut. 10:4; Mat. 19: 17-19);

 

029 – Em que se resumem os dez mandamentos?

  1. Os dez mandamentos se resumem em amar ao Senhor nosso Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de toda as nossas forças e de todo o nosso entendimento; e ao nosso próximo como a nós mesmos ( Mat. 22:32-40);

 

030 – Qual é o primeiro mandamento?

  1. O primeiro mandamento é: “ Não terás outros deuses além de mim”. Êxodo 20:3);

 

031 – Qual é o segundo mandamento?

  1. O segundo mandamento é: “Não farás para ti imagens de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no Céu, e do que há em baixo na terra, nem de coisa alguma que há nas águas, debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor teu Deus, o Deus zeloso, que vinga a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem; e que usa de misericórdia com milhares daqueles que me ama e que guardam os meus preceitos”. ( Êxodo 20: 4-6 );

 

032 – Qual é o terceiro mandamento?

  1. O terceiro mandamento é: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar em vão o nome do Senhor seu Deus” ( êxodo 20:7);

 

033 – Qual é o quarto mandamento?

  1. O quarto mandamento é: “Lembra-te de santificar o dia do sábado. Trabalharás seis dias, farás neles tudo o que tens para fazer. O sétimo dia, porém, é o sábado do Senhor teu Deus. Não farás nesse dia, obra alguma, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem a tua serva, nem teu animal, nem o peregrino que vive das tuas portas para dentro. Porque o Senhor fez em seis dias o Céu, a terra e o mar, e tudo o que neles há, e descansou no sétimo dia. Por isso o Senhor abençoou o dia sétimo e o santificou” ( Êxodo 20: 8-11);

 

 

034 – Qual é o quinto mandamento?

  1. O quinto mandamento é: “Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar” ( êxodo 20:12);

 

035 – Qual é o sexto mandamento?

  1. O sexto mandamento é: “Não matarás” ( êxodo 20:13);

 

036 – Qual é o sétimo mandamento?

  1. O sétimo mandamento É: “Não adulterarás” ( Êxodo 20:14);

 

037 – Qual é o oitavo mandamento?

  1. O oitavo mandamento é: “ Não furtarás” ( Êxodo 20: 15);

 

038 – Qual é o nono mandamento?

  1. O nono mandamento é: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20:16);

 

039 – Qual é o décimo mandamento?

  1. O décimo mandamento é: “Não cobiçarás a casa do teu próximo; não desejarás a mulher, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença” ( Êxodo 20: 17);

 

040 – Que merece cada pecado?

  1. Cada pecado merece a ira de Deus e a maldição de Deus, tanto nesta vida como na vindoura ( Gál. 3:10; Tg. 2:10; Mat. 25:41);

 

041 – Que é fé em Jesus Cristo?

  1. Fé em Jesus Cristo é uma graça salvadora, pela qual o recebemos e confiamos só nEle para a salvação, como Cristo nos é oferecido no Evangelho ( At. 16:31; Heb. 10:39; Jo. 1:12);

 

042 – Que é arrependimento para a vida?

  1. Arrependimento para a vida é uma graça salvadora pela qual o pecador, tendo um verdadeiro sentimento do seu pecado e percepção da misericórdia de Deus em Cristo, se enche de tristeza e de horror pelos seus pecados, abandona-os e volta para Deus, inteiramente resolvidos a prestar-Lhe nova obediência ( 2 Co. 7:10; At. 2:37; Luc. 1:77-79; Jer. 31: 18-19);

 

043 – Que é um sacramento?

  1. Um sacramento é uma santa ordenança instituída por Cristo, na qual, por sinais sensíveis, Cristo e as bênçãos do novo pacto são representadas, seladas e aplicadas aos crentes ( Mat. 26:26-28; Mat. 28: 19; Rom. 4:11);

 

044 – Quais são os sacramentos?

  1. Os sacramentos são o Batismo e a Ceia do Senhor ( At. 10:47; I Co. 11: 23-26);

 

045 – Que é o Batismo?

  1. O Batismo é o sacramento no qual o lavar com a água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, significa e sela a nossa união com Cristo, a participação das bênçãos do pacto da graça, e a promessa de pertencermos ao Senhor ( Mat. 28:19; Jo. 3:5; Rom. 6: 1-11);

 

046 – Que é a Ceia do Senhor?

  1. A Ceia do Senhor é o sacramento no qual, dando-se e recebendo-se pão e vinho, conforme instituição de Cristo, se anuncia a sua morte e vinda, aqueles que participam dignamente tornam-se, não de uma maneira corporal e carnal, mas pela fé, são participantes de seu corpo e do seu sangue, com todas as suas bênçãos para o seu alimento espiritual e crescimento em graça ( I Co. 11: 23-26; At. 3:21; I Co. 10:16);

 

047 – Que é oração?

  1. A Oração é um santo oferecimento dos nossos desejos a Deus, sempre em nome de Jesus Cristo, com confissão de nossos pecados, e um agradecimento reconhecido das suas misericórdias ( Sl. 10:17; I Jo. 5:14; Fil. 4:6; I Tess. 5:18); É falar com Deus em nome de Jesus!

 

048 – Quem ordenou o matrimônio e quais os seus objetivos?

  1. O matrimônio foi ordenado pelo Criador ( Gên. 2:18,24), e tem como objetivo 1) o mútuo auxílio de marido e mulher ( I Co. 7:3-5), 2) a propagação da raça humana por uma sucessão legítima (Gên. 1: 27,28), 3) impedir a impureza e ser uma bênção biológica ( 1 Co. 7: 2,9);

 

049 – Que é Igreja?

  1. É um conjunto formado por todos os verdadeiros servos de Cristo ( Mat. 16:18);
  2. É visível, considerando todos os membros professos da Igreja (At. 20:28);
  3. É invisível, considerando todos os que já foram salvos, os que agora são e os que ainda serão salvos (Heb. 12:23);
  4. É Igreja local, uma Comunidade de crentes num dado lugar como a de Antioquia, a de Jerusalém e a nossa Igreja etc…;
  5. É Igreja Católica (universal), considerando todas as verdadeiras Igrejas de Jesus Cristo por toda a parte, em que Ele é o seu Cabeça e Senhor;
  6. É o corpo de Cristo e nós os seus membros ( Ef. 4: 12-16);

 

050 – Que é o Dízimo?

  1. O dízimo é a décima parte de nossa renda. Entregar e consagrar o dízimo de Deus é devolver ao Senhor 10% de tudo que Ele nos concede ( Mal. 3: 10);

 

051 – Onde encontramos a Lei do dízimo?

  1. Na Lei de Deus. O Senhor ordenou ao seu povo que trouxesse o dízimo. O dízimo está na Bíblia ( Gên. 14:20; 28:22; Núm. 18:21-30; Deut. 14: 22-29; Deut. 26;12);
  2. Na Palavra de Jesus Cristo, Nosso único Mestre ( Mat. 23: 7-10);

 

052 – O que é Escritura Sagrada?

  1. A Escritura Sagrada, a Bíblia, ou Palavra de Deus são a mesma coisa. A Bíblia é a Palavra de Deus expressa de forma escrita e não apenas a contém. É aquele Livro que nos dá o conhecimento de Deus e da Sua vontade necessários para a salvação ( 2 Tm. 3:15-16);

 

053 – Em quantas partes divide a Bíblia?

  1. Em duas partes: O Antigo Testamento com 39 livros; e o Novo Testamento com 27 livros;

 

 

POR QUE SOMOS PRESBITERIANOS?

 

054 – Como surgiu a Igreja Presbiteriana?

  1. Surgiu da Reforma Religiosa do Século XVI. Deus levantou um homem chamado João Calvino ( 1509 a 1564), para conduzir seu povo de volta à Bíblia. E desta volta à Bíblia surgiu a Igreja Presbiteriana – governada por presbíteros ( At. 11:30; At. 14:23; I Tm 5:17; Tito 1:5; Tg. 5: 14);

 

055 – Como se processou a Reforma Religiosa do Século XVI?

  1. A Reforma teve como ponto de partida a fixação das 95 Teses de Lutero contra as Indulgências vendidas pela Igreja de Roma, na porta da Capela de Wittenberg, (Alemanha) no dia 31 de Outubro de 1517; sendo Lutero excomungado pelo Papa, viu-se obrigado a criar um movimento religioso de onde surgiu a Igreja Luterana; Coube a João Calvino, num plano mais elevado a consolidação da Reforma. As Igrejas que adotaram o sistema calvinista denominaram-se Igreja Reformada ou Igreja Presbiteriana. Da Suíça, onde João Calvino era Pastor-governador, o presbiterianismo se espalhou para os países baixos, França, Escócia, Holanda e Inglaterra. Logo atingiu todos os continentes. Da América do Norte, atravessou o atlântico e chegou ao Brasil-Império em 12/08/1859, pelo Rev. Aschbel Green Simonton e sua esposa Hellen com dois filhos. Sendo a primeira Igreja a se constituir oficialmente em nossa pátria, conforme o Diário Oficial do Império do Brasil, em 11/10/1872;

 

056 – Quantos são os presbiterianos no mundo hoje?

  1. Precisar com exatidão é impossível. Mas sabe-se que os presbiterianos são o ( 2º) segundo maior grupo evangélico do mundo, perdendo em número apenas para os luteranos;

 

057 – Quantos somos presbiterianos no Brasil hoje?

  1. Estatística de 2011 apresenta mais de 1,2 milhões de presbiterianos;

 

058 – Quantas são as Igrejas Presbiterianas do Brasil hoje?

  1. Estatística de 2014: 7.638 Igrejas e Congregações; mais de 9.300 Pastores;

 

059 – Quais são as obras sociais e assistenciais da Igreja Presbiteriana no Brasil?

  1. Na educação: Universidade Mackenzie (SP), mais de 140 Escolas Ensino médio; mais de 200 Escolas Ensino Fundamental; inúmeras creches, Casa Editora Presbiteriana, Jornal Presbiteriano; mais de 12 Seminários e vários Institutos de Ensino;
  2. Na Saúde: Vários hospitais em Goiás e Brasília, e Mantenodora do Hospital Evangélico, Orfanatos, Casas de Repouso da 3ª Idade – 09 Hospitais;
  3. Na Evangelização: Missões Nacionais e Missões Internacionais: Difusão Radiofônico em 07 países (Japão, China, ìndia, Inglaterra, Portugal, Chile e Espanha) no Brasil, na TV BAND, programa Verdade e Vida às 11h45 mim);
  4. Na ação social: Uma gama de Projetos sociais, vinculados as Igrejas ( Orfanato INPAR-RJ, Casas de Repousos 3ª Idade masculino e feminino e Assistência social diaconal em nossas Igrejas.
  5. Na Comunicação: Rede TV, TV BAND, várias Rádios locais, Luz para o Caminho, Jornal Brasil Presbiteriano etc…

 

060 – Em que são baseadas as doutrinas da Igreja Presbiteriana?

  1. São baseadas na Bíblia, a Palavra de Deus. A nossa Igreja não aceita nenhuma doutrina que não tenha base sólida na Escritura Sagrada ( Gál. 1: 8-9);

 

061 – O que é “doutrina que tem base sólida na Escritura Sagrada?

  1. É a doutrina que está baseada na Bíblia toda, do Gênesis ao Apocalípse. A nossa Igreja não aceita doutrina baseada apenas em algumas passagens ou textos isolados da Bíblia;

 

062 – Quais são os padrões doutrinários da Igreja Presbiteriana?

  1. Nossa Igreja adota A Escritura Sagrada, e como exposição de doutrinas bíblicas a Confissão de Fé de Westminster, Londres-Inglaterra, em 1643-1649, Catecismo Maior, e o Breve Catecismo pelo fato da Bíblia não trazer as doutrinas já sistematizadas;

 

063 – Quem foi João Calvino?

  1. Foi um dos reformadores do Século XVI. Nasceu em Lyon, na França, no dia 10 de Maio de 1509, e faleceu em Genebra, na Suíça, no dia 27 de Maio de 1564; Aos 14 anos de idade, Calvino entrou para a Universidade de Paris, formando em Direito. Aos 20 anos de idade converteu-se a Cristo. Calvino foi o mais culto e o mais inteligente entre todos os reformadores. Entre tantas obras conhecidas no mundo, a sua obra mais importante chama-se A INSTITUIÇÃO DA RELIGIÃO CRISTÃ, As Institutas, sistema doutrinário bíblico, conhecido como calvinismo.

 

064 – Como uma pessoa se torna membro da Igreja Presbiteriana?

  1. A recepção de membros é através da pública Profissão de fé e batismo (Mc. 16:16);
  2. Quando batizada, na infância, somente a pública profissão de fé;
  3. Quando membro de outra igreja evangélica, apenas a pedido por escrito;
  4. Quando de outra igreja presbiteriana, por carta de transferência ou ex-ofício;
  5. As crianças na puberdade são batizadas, desde que, seja membro da Igreja um dos pais ou responsável por ela – a criança batizada é membro não comungante;ou,
  6. Por apoio explícito de crentes de qualquer Denominação cristã, que seja de livre e espontânea vontade.

 

065 – Como é o governo da Igreja Presbiteriana?

  1. A Igreja local é governada pelo Conselho, que é formado pelo Pastor e pelos Presbíteros. Sob a supervisão do Conselho funciona a Junta Diaconal, constituída dos Diáconos, os quais se encarregam da ordem do templo e suas dependências, cuida da assistência social e socorro aos necessitados ( Atos Cap. 6);

 

066 – Quais são as classes de oficiais da Igreja Presbiteriana?

  1. São duas: Os Presbíteros – docente (Pastor) e o regente (presbítero) governa a Igreja;

Os Diáconos – Administram a causa da beneficência, ordem, e socorro;

 

067 – Como é constituído o governo da Igreja Presbiteriana?

  1. Através do voto da Assembléia da Igreja, quando elege Presbíteros e Diáconos por um período de 05 (cinco) anos de mandato, pautado nos Estatutos da Igreja local;

 

068 – Que representa a Assembléia da Igreja Presbiteriana?

  1. Quando convocada e regularmente instalada pelo Conselho, torna-se o órgão máximo da Igreja local, com poder absoluto em sua atribuição, pautado nos Estatutos da Igreja;

 

069 – Quais são os Concílios da Igreja Presbiteriana?

  1. Conselho: governa a Igreja local;
  2. Presbitério: Jurisdiciona várias Igrejas, ( acima de Quatro), numa certa região;
  3. Sínodo: Jurisdiciona vários presbitérios, (acima de três), numa certa região;
  4. Supremo Concílio: É a Assembléia Geral. O órgão maior da Igreja.

 

070 – Quais são os deveres dos membros da Igreja Presbiteriana?

  1. “Viver de acordo com a doutrina e prática da Escritura Sagrada; honrar e propagar o Evangelho pela vida e pela palavra; sustentar a Igreja e as suas instituições, moral e financeiramente; obedecer às autoridades da Igreja, enquanto estas permanecerem fiéis às Sagradas Escrituras; participar dos trabalhos e reuniões da sua Igreja, inclusive assembléias”;

 

071 – Quais os requisitos para alguém ser eleito Presbítero ou Diácono?

  1. Estar convicto de que Deus o chama para tal ofício, ser membro da Igreja em plena comunhão, do sexo masculino, maior de 18 anos, civilmente capaz, assíduo e pontual no cumprimento dos deveres, irrepreensível na moral, são na fé, prudente no agir, discreto no falar e exemplo de santidade na vida ( I Tm. 3: 1-13; Tito 1: 5-9);

 

 

072 – Por que a Igreja Presbiteriana não batiza por imersão?

  1. A Igreja batiza por Aspersão, e não por “imersão”, porque há relatos e circunstâncias na Bíblia que nos levam a concluir que o batismo bíblico não era aplicado por “imersão”:
  2. a) João Batista, à beira do Jordão, borrifava água nas multidões (Mat. 3:5-6);
  3. b) João Batista, um cumprimento do Velho Testamento, onde se batizava por aspersão e assim também, se purificava todos os objetos de uso da Casa de Deus ( Êxodo 24:8; Ez.36:25-27; 9:19; I Pe. 1:2; Mal. 3:1-3; Mat.3: 11-12);
  4. c) Os “Pais” da Igreja I Séc. ensinaram e escreveram sobre batismo de infante e por aspersão;
  5. d) A Palavra “Aspersão” ou “Aspergir” no sentido de lavar e purificar aparece tanto no Antigo Testamento, quanto no Novo Testamento. Ao passo que a palavra “imersão” não se acha na Bíblia; Apenas inferência, no caso do dilúvio (Noé); e da tragédia egípcia no mar vermelho;
  6. e) O Batismo por Aspersão: O Apóstolo Paulo, o plantador de Igrejas, foi batizado dentro da casa de Judas (At. 9:10-18); O carcereiro de Filipos, foi batizado por volta da meia-noite, depois de um terremoto que fendera as paredes da prisão ( At. 16:23-33);
  7. f) Jesus veio batizar com o Espírito Santo, de igual forma a palavra é derramar ou aspergir; também o sangue de Jesus foi derramado na cruz ( Is. 44:3; Juí. 2:28,29; At. 2:18,33; At. 10:45);
  8. g) As abluções no Velho Testamento eram feitas por aspersão ( Heb. 9:19-21; Núm. 8:7);
  9. h) Todos os reformadores Séc. XVI, ensinaram e escreveram sobre o batismo de infantes e sobre o batismo por aspersão: Lutero, Calvino, Capito, Bruce, Melancton, Ecolampádio;
  10. i) O batismo por Aspersão, não se sujeita aos tanques de águas poluídas, após a entrada da primeira pessoa, até em piscina cuja água não é corrente e nem viva, é preciso de atestado médico; ademais, não se arrisca com rios sujos e contaminados;
  11. j) O batismo com a água corrente e viva é simbólico; não é o rito batismal que regenera; e sim, Jesus Cristo, quando se crer nEle de todo o coração. A água é símbolo do Espírito Santo;

 

073 – Há no Novo Testamento registro de batismo de criança?

  1. O Novo Testamento registra o batismo de cinco famílias inteiras ( At. 10: 23, 24 e 48; At. 16:15, 33; At. 18:8; I Co. 1:16. “Os apóstolos batizavam as crianças”: Dizia Orígenes;

 

074 – Como o crente deve encarar a morte?

  1. O crente não deve ter medo da morte. Cristo já morreu a nossa “morte”, pagou por ela. Para o servo de Deus, morrer é “partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fp. 1:23). “ O morrer é lucro” (Fp. 1:21; Apo.14:13). Mas o crente não tem direito e jamais deve apressar ou autorizar a sua morte. Nossa vida pertence a Deus;

 

075 – O que ocorrerá na Segunda Vinda de Cristo?

  1. Na Segunda Vinda de Cristo os mortos ressuscitarão (Jo. 6:40,44:; I Ts. 4:16); os vivos serão transformados ( I Co. 15: 51-53); Os anjos apóstatas e todas as pessoas incrédulas que viveram sobre a terra serão julgados ( 2 Pe. 2:4; Jd. 6; Mat. 25:31-34,41; Jo. 5: 28,29;  Rom. 14: 10-12;  2 Co. 5:10; Apoc. 20:11-13);  e haverá uma separação eterna entre os salvos e os  perdidos.    Os ímpios irão para o castigo eterno ( Mat. 25:46); e os salvos reinarão eternamente com     Cristo  (I Ts. 4:17; Apoc. 21:1-6).

 

076 – Qual é a posição da Igreja Presbiteriana?

  1. Sexo: somente dentro do casamento ou na relação sólida da convivência familiar debaixo do mesmo teto, entre um homem e uma mulher ( Heb. 13: 4);
  2. Aborto: É expressamente contra a legalização do aborto, com exceção do aborto terapêutico, quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante;
  3. Lei da Homofobia: (que caracteriza crime a manifestação contrária à homossexualidade e o lesbianismo), com base no ensino bíblico sobre a homossexualidade a Igreja é contra. É também contra e repudia toda espécie de violência ao ser humano incluindo os homossexuais e quaisquer outros cidadãos;
  4. Eutanásia: É expressamente contra. Somente Deus é o Senhor da vida;
  5. Doação de sangue; de órgãos; servir o exército; participar da política: A Igreja deve incentivar e apoiar tais iniciativas bem como promovê-las; ( Leia o humanismo social de Calvino – Biblioteca da Igreja);
  6. Fumo e bebida alcoólica: A Igreja é expressamente contra. “ Fugi da impureza e da aparência do mal…”( I Co. 6:18; Lev. 10:9; Núm. 6:3; 23:30; Is. 24:9; Lc. 1:15; Col. 2:16;Rom. 12:9; I Ts. 5:22);  I Co. 6:12; I Co. 10: 23);
  7. Jogos de Azar, Cassinos e As Loterias: A Igreja é expressamente contra;
  8. Ciência e Nanotecnologia(clone, células tranco, transgenia etc.)Prevalecerá sempre os princípios bíblicos, a Ética Cristã e o benefício justificável-igualitário do ser humano;

 

077- O que é Predestinação?

  1. É a doutrina bíblica Segundo a qual Deus, pela sua presciência, já determinou o destino eterno de todo ser humano, tanto dos que serão salvos por Jesus Cristo mediante o Evangelho (Rom. 8: 29,30; Ef. 1: 3-5); como dos que irão para a perdição eterna, por agravo e rejeição ao Evangelho ( Rom. 9: 14-21; Mat. 22: 14);

 

078 – Como a Igreja Presbiteriana do Brasil é regida?

  1. Pela Bíblia, Pela Confissão de Fé de Westminster (1643), e os Catecismos Maior e o Breve, Pela sua Constituição: A 1ª Constituição 1937; A 2ª Constituição, em vigor, promulgada a 20 de Julho de  1950, sob o apanágio da Constituição Federal da República do Brasil.

 

 

Bibliografia:

 

# Escrituras Sagradas;

# Confissão de Fé de Westminster (1643);

# Catecismo Maior;

# Breve Catecismo;

# Chave Bíblica;

# Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil (1950);

# Protestantismo e Cultura Brasileira – Da autonomia ao Cisma;

# João Calvino Era Assim;

# Protestantismo no Brasil Monárquico – A Fé Presbiteriana;

# Jornal Brasil Presbiteriano;

# Constituição da República Federativa do Brasil – (1998);

# Código Civil Brasileiro (2002).

 

 

“A lei e ao testemunho: Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva”

(Isaías 8: 20)- “Buscai no livro do Senhor, e lede” (Isaías 34: 16)

 

 

 

Curitiba/PR, 01 de Março de 2015.

 

 

 

Rev. Mario Ramos – Pastor da Igreja

 

 

 

 

O que são presbíteros?

O que são presbíteros?

 

Quando o apóstolo Paulo convocou os presbíteros da igreja de Éfeso para que se reunissem em Mileto, nas instruções que lhes passou, ele se referiu a eles como supervisores (bispos) e lhes deu a incumbência de apascentar (cuidar, apascentar) a igreja (Atos 20:28). Com esses termos aprendemos muito sobre os presbíteros regentes e docentes, sobre a natureza de sua tarefa.

São “anciãos” porque não são novatos, mas sim mais velhos na fé e já tiveram tempo para desenvolver a sua maturidade espiritual (1 Timóteo 3:6). Como supervisores, eles “governam” a igreja local como um homem “governa” a sua própria família (1 Timóteo 5:17; 3:5,12). Isso inclui claro, a tomada de decisões dentro do âmbito daquilo que é autorizado por Deus, embora eles devam tomar o cuidado de não “dominar” os irmãos (1 Pedro 5:3). Como pastores, estão para a congregação como um pastor de ovelhas para o rebanho. Por isso, eles alimentam com a palavra de Deus, ajudando o rebanho a crescer espiritualmente e ficando alertas contra quaisquer perigos de erro ou pecado, que seria uma ameaça para o bem-estar espiritual do rebanho. Não somente se fará necessária uma dieta espiritual bem equilibrada, mas eles também precisarão advertir ou admoestar os insubmissos, consolar os desanimados, amparar os fracos e ser longânimo para com todos (1 Tessalonicenses 5:14).

Muitos cristãos novos não conhecem os perigos que enfrentam, desconhecendo também a plenitude de suas necessidades espirituais. Cristo providenciou para que esses presbíteros velam por vossa alma(Hebreus 13:17). Todos os que se tornam cristãos devem fazer questão de que “acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam” (1 Tessalonicenses 5:12-13).

Os presbíteros qualificados servirão de exemplo para o rebanho quanto ao caráter, à atitude e ao decoro (1 Pedro 5:3). Quando vemos o ensino de Cristo exemplificado na prática, fica mais fácil segui-lo. Essa é uma das maneiras dos cristãos seguirem a orientação dos presbíteros. Além disso, quando a experiência deles com a palavra os leva a um discernimento mais claro de como aplicar devidamente a Palavra de Deus à nossa vida individual ou ao funcionamento coletivo da igreja. Devemos ser receptivos para com os seus esforços de nos conduzir através do ensino. Isso não significa simplesmente nos entregarmos à fé deles, mas deixar que eles nos orientem no desenvolvimento de nossa própria fé, pela qual ficamos de pé ou caímos diante do Senhor.

Não só os irmãos devem procurar conhecer os seus presbíteros, estimá-los devidamente e seguir o seu exemplo e ensinamento à medida que eles seguem Cristo, mas são ordenados que: Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma(Hebreus 13:17). Quando eles tomam as decisões que estão em harmonia com a vontade de Deus, os irmãos devem unir-se e com um só propósito trabalhar em harmonia em relação à liderança dos presbíteros. Quando reconhecemos o caráter, a maturidade e a experiência deles e reconhecemos também que eles se esforçam para evitar um governo arbitrário (governando antes para o bem da obra do Senhor), podemo-nos entregar mais facilmente à opinião deles, ainda que as nossas próprias opiniões divirjam das deles.

Devemos cultivar um espírito de submissão para que fique mais fácil nos entregar e obedecer. Se entendermos a oração que Cristo fez pedindo a unidade do corpo, também veremos a necessidade de nos submeter (João 17:17). Se acontecer de alguma vez o presbítero conduzir a igreja erroneamente a um ato contrário ao que Cristo autorizou, a obrigação do cristão é bem clara:Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens(Atos 5:29).

O plano de Deus é que haja vários presbíteros em cada igreja local (Atos 14:23; Filipenses 1:1). Os homens designados como presbíteros devem estar de acordo com a descrição que Deus fornece nas Escrituras (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). Os presbíteros cuidam do rebanho de Deus, no meio que estão, exercendo a supervisão dele (1 Pedro 5:1-2). Deve-se ressaltar que os presbíteros não cuidam de rebanhos (plural) de Deus, mas do rebanho (singular) de Deus, no meio que estão. A supervisão deles se limita a uma igreja local em que foram eleitos. Embora é comum a idéia de que um bispo esteja a frente de uma diocese composta de várias igrejas, a palavra diocese nem se encontra nas Escrituras e a supervisão dos bispos e presbíteros é sobre a igreja local em que são ordenados. Devemos nos ater à organização que Deus estabeleceu para a sua igreja e não fazer dos presbíteros algo que o Senhor jamais quis. A autoridade do Presbítero é exercida no colegiado de presbíteros – o Conselho da Igreja, do qual o seu presidente será sempre o Pastor da Igreja – o qual é um Presbítero Docente. Oremos pelos nossos presbíteros.

 

Seção 3ª – Presbíteros da CI/IPB

Art. 50 – O presbítero regente é o representante imediato do povo, por este eleito e ordenado pelo Conselho, para, juntamente com o Pastor, exercer o governo e a disciplina e zelar pelos interesses da igreja a que pertencer, bem como pelos de toda a comunidade, quando para isso eleito ou designado.

Art. 51 – Compete ao Presbítero:

a)    Levar ao conhecimento do Conselho as faltas que não puder corrigir por meio de admoestação particular;

b)    Auxiliar o pastor no trabalho de visitas;

c)    Instruir os neófitos, consolar os aflitos e cuidar da infância e da juventude;

d)    Orar com os crentes e por eles;

e)    Informar o pastor dos casos de doenças e aflições;

f)     Distribuir os elementos da Santa Ceia;

g)    Tomar parte na ordenação de ministros e oficiais;

h)    Representar o Conselho no Presbitério, este no Sínodo e no Supremo Concílio.

Art. 52 – O presbítero tem nos concílios da igreja autoridade igual à dos ministros.

 

POR QUE O NOME PRESBITERIANA?

Nossa Denominação chama-se – Igreja Presbiteriana do Brasil.

O nome advém de Presbítero, por ser esta Igreja governada pelos presbíteros, daí a sua derivação: Igreja Presbiteriana.

Este nome foi dado pelo Pastor e reformador na Escócia: John Knox, em 1557, quando implantou o calvinismo em seu país.

Nossa igreja é herdeira direta da Reforma Religiosa de 31/10/1517;

Nossa Denominação tem dimensão e história mundial desde a Reforma na Suíça/Genebra por João Calvino 1544 a 1569.

A Denominação se expandiu pelo mundo afora como Europa, países baixos, América do Norte e Brasil (12/08/1859) Miss. Ashbel.Green Simonton e por conseguinte America do sul.

No Brasil vamos comemorar 156 anos de anuncio do Evangelho;

No mundo vamos comemorar 498 anos de Reforma  Religiosa e anuncio do Evangelho às nações.

Parabéns por você conhecer Jesus como seu Senhor e Salvador nesta Igreja querida, respeitada e considerada. E por sua história reconhecida no mundo.

Vamos servir a Jesus e Seu Reino e representar bem nossa Denominação.

 

Curitiba, PR – 18 de Fevereiro de 2015.

 

Rev. Mario Ramos

Pastor da Igreja