Artigos

O APOCALÍPSE

O APOCALÍPSE

AS SETE CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA MENOR

  1. Uma síntese bem apertada a título de Introdução ao Estudo as Sete Cartas às Sete Igrejas.
  2. Do Autor: Sabemos que o autor de todos os livros da Bíblia é o Deus Espírito Santo. No entanto, Deus se agradou em usar homens para este mister (2 Pe. 1:21). Deus trabalha junto com o homem. O homem coopera, Deus opera! Para nos trazer a revelação apocalíptica, o Espírito de Deus usou um ancião (Presbítero), chamado João, o conhecido como o “Apóstolo do amor” (Jo. 13:23-25).
  3. Do Nome: “A REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO…”

Com estas palavras João inicia o livro do Apocalípse (1:1). Como nos outros livros da Bíblia ( Gn; Nm; Pv; Ecl.´; Etc..), o livro Apocalípse adquiriu seu título do primeiro versículo. No nosso caso “Revelação, ou Ato de Fazer Conhecido“. Certamente o Apocalípse não é um enigma sem solução, para a Igreja do Senhor, desprezar, mas a REVELAÇÃO de Jesus Cristo, em que Ele nos revela muitas coisas práticas e indispensáveis em todas às épocas e lugares.

  1. Do Tempo do Cumprimento:

Nós seres humanos temos a mania de querer enquadrar as coisas de Deus dentro de nossa lógica e tempo. O nosso subjetivismo tende a submeter a Deus aos nossos caprichos. Os estudos das profecias não escapam a esse desejo humano. Precisamos examinar as Escrituras porque nelas está revelada a Vida Eterna. Elas testificam de Jesus Cristo (Jo. 5:39).

 

 

  1. A Quem Essa Revelação?

João a dedica às Sete Igrejas que estão na Ásia Menor (1:4). Por ordem superior (do Senhor – 1:1). Há uma hierarquia celestial neste processo revelacional da Consumação de todas as coisas – Deus, O Pai entrega ao Filho; o Filho, transmite ao Anjo; o Anjo, comunica a João; e João, entrega aos servos do Senhor em suas Igrejas. Portanto, estas Sete Igrejas (Éfeso, Smirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadéllfia e Laodicéia), localizam-se na Província da Ásia Menor, elas são o alvo desta saudação e dedicação. Mas, porque se menciona apenas as Sete Igrejas? Jesus andava somente entre as Sete Igrejas? Jesus tinha em sua dextra (mão direita) somente as Sete Igrejas da Ásia? Jesus se comprometeu apenas com estas Sete Igrejas? Não havia também a Igreja em Colossos, e a de Hierápolis, na Ásia? Não estão incluídas outras Igrejas do mundo? A reposta, estar na simbologia e numerologia Judaica –  é que se usa o número (7) como em noutros lugares do Apocalípse como: (7 estrelas, 7 selos, 7 chifres, 7 olhos, 7 trovões, 7 cabeças, 7 anjos, 7 taças, 7 trombetas, 7 montes etc.), para significar a perfeição e a plenitude do Deus Tri-Uno ou Trindade.

 

  1. Saudação: Graça e Paz Seja Convosco: (Apoc. 1:4,5)

João Saúda essas igrejas, as quais representam a Igreja de Jesus Cristo, de todos os tempos e lugares, incluindo, a Igreja Presbiteriana do Cajú. A saudação, é feita em “nome daquele que é, e que era e que há de vir e também dos 7 Espíritos que estão diante do Seu Trono; e da de Jesus Cristo que é além da fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra. Aquele que nos ama e nos lavou em seu sangue dos nossos pecados.” Vemos aqui a Trindade presente: o Deus Pai; o Deus Filho, e o Deus Espírito Santo.

  1. As três Divisões do Livro do Apocalípse:

Uma coisa que pretendemos que fique claro neste Estudo de Apocalípse é a DIVISÃO do Livro em três (3) Partes. No Capítulo (1:19), está estampado claramente esta divisão. Vejamos então:

I – Que tens visto –            (Capítulo 1);

II – E as coisas que são       ( Capítulo 2 e 3 );

III –  E as que depois destas hão de acontecer  (Cap. 4 a 22);

I – A primeira parte do livro fala-nos das cousas que João estava vendo no momento: A visão do Cristo Ressurreto e Sua Glória  Cap. (1);

II- A segunda parte do livro trata das cousas que são, isto é;  A Igreja no presente (Cap. 2 e 3). Logicamente esta mensagem as Sete (7) Igrejas da Ásia Menor NÃO PODEMOS NEGAR,  que a mensagem abarca todo o período da NOVA DISPENSAÇÃO da Graça Eficáz (Jesus) até a Consumação dos Séculos;

III- A terceira divisão do livro, de 4 a 22, é a parte PROFÉTICA, é introduzida por uma vislumbrante visão de Deus, como o Grande Rei, assentado no Seu Trono no céu e rodeado por inumeráveis seres celestiais. Esta 3ª parte, trata-se das coisas do FUTURO, vale dizer, preste bem atenção, aqui NÃO se trata mais do Cordeiro de Deus, na qualidade de Salvador e sim; do grande Rei – o Messias, em juízo, sobre a terra. Este momento apocalíptico a missão não é Redentora e sim; da 2ª Volta do Senhor (Parousia), portanto, de Juízo sobre as nações ímpias e rebeldes. A questão sobre a Redenção dos Judeus incrédulos na tribulação ou a Salvação Escatológica, esta perfaz, também o Juízo ( Cap. 6). Vale afirmar que a partir do Capítulo 5 a Igreja do Senhor já fora ARREBATADA. É bem verdade, que este FUTURO escatológico, já começa a se confundir com o nosso presente.

  1. Um Panorama do que há em comum sobre as Sete Igrejas, antes mesmo, adentrarmos, a sua consideração nesta revisitação ao passado/presente/futuro, extraindo às preciosas lições ao presente:
  • A todas as Igrejas, são dirigidas “ao anjo da Igreja” – Hoje Servo ou Pastor;
  • Jesus Cristo afirma a cada Igreja: “Eu conheço” as tuas obras, se por um lado, é angustiante aquilo que o Senhor vê em nós; por outro, é tranqüilizante ao cristão consciente de suas obras saber que este Jesus é Deus presente e fiel;
  • A todas as Igrejas tem uma palavra de louvor ou uma de censura – excetuando as Igrejas de Esmirna e Filadélfia;
  • Cristo lembra as Sete Igrejas quanto a Sua Vinda e o pode acontecer com a conduta da própria pessoa;
  • A cada Igreja é repetida: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas”;
  • Há abundantes promessas asseguradas àqueles que perseverarem até ao fim – aos vencedores.

 

 

 

 

 

MENSAGEM A IGREJA DE ÉFESO

(Apoc. 2: 1- 7)

  • O PRIMEIRO AMOR:

Éfeso, é aquela a Igreja Autêntica, mas sem amor (deixaste o teu primeiro amor (Apoc. 2:4).

A Igreja de Éfeso era, das Sete (7), a mais próxima de Pátmos, onde João recebeu as sete mensagens. Éfeso era a principal das Sete (7) províncias chamada a Ásia, província romana do tamanho, aproximadamente do Estado do Ceará. Ali havia o templo de Diana, uma das sete (7) maravilhas do mundo. Ali o Apóstolo Paulo enfrentou centro ativo do ocultismo, da magia negra e da religião sacredotal de Sevas, portanto, início das missões transculturais, multiculturais, tendo por base a vida sócio-política e econômica, em processo de globalização religiosa. Veja que Satanás sempre esteve vivo, ativo e solto neste planeta terra, realizando os seus “milagres extraordinários”, razão, do confronto violento com o Apóstolo do Senhor à serviço do Reino de Deus no mundo dos gentios. (Atos 19). Foi em Éfeso que João, nos últimos anos da sua vida, escolheu como o centro da sua obra e regência do Bispado na região. Foi ali, talvez, que Maria, a mãe de Jesus, acolhida na casa deste Apóstolo, morreu. (o dógma da “assunção ou da dormição” – de Maria, mãe de Jesus, pelo Papa Pio XII, em 01/11/1950, é uma heresia. Assim, como o dógma da Theotókos – mãe de Deus e rainha do céu – no 1º Concílio ecumênico de Éfeso em 1431 é igualmente, uma heresia. A morte de Maria até hoje não foi dogmatizada. Éfeso atualmente é somente um sítio arqueológico – uma região em ruínas.

 

  • UMA IGREJA PROVADA E APROVADA:

As provações e sofrimentos criam oportunidades para que a fidelidade a Cristo se manifeste. Os “falsos apóstolos“ são postos à prova e achados mentirosos. São igualmente reprovados os nicolaítas, movimento herético e divisionista liderado por um certo Nicolau (possível ex diácono) de Atos 6:5, por sua liderança – os quais representavam uma tendência gnóstico – libertina nas igrejas de Éfeso (2:6) e Pérgamo ( 2:15).

 

  1. As verdadeiras Igrejas estão à dextra, (mão direita) de Deus, em cuja mão está o teu fôlego de vida (Dn. 5:23). De cuja mãos estão os meus e o seus dias ( Sl. 31:15). Cristo anda no meio dos castiçais. Jesus nunca pára de trabalhar (João 15). A igreja de Éfeso tinha um ponto positivo: Não podia sofrer os maus, (maus crentes), que eram posto à prova (2:2). Esta Igreja trabalhava bastante, parecia haver uma fé operante, uma programação vasta, mas isto só não vale nada sem amor.
  2. Efeso e o amor perdido: Aquele 1º amor, que precisa ser ofertado e não para ser exigido (v.4). O próprio João diz que não ama não é de Deus ( I Jo. 3:10). O Senhor então recomenda: “Lembra-te, pois donde caíste e arrepende-te…” Quais seriam as características de ter deixado o 1º amor?
  3. Os que sentem a Deus só exteriormente, formalmente;
  4. Os que sentem a Deus interiormente, mas, vivem somente, em função da fé nas experiências pessoais e não buscam o crescimento no conhecimento da Palavra e na Graça.
  5. Os que buscam o poder divino em função do autodomínio porém, não se comprometem com este mesmo poder na transformação da sociedade;
  6. Os que sem temor, ao pecar em coisas consideradas insignificantes como: mentir, fraudar, cobiçar, oprimir, sonegar, corromper e ser corrompido, indiferença e insensibilidade para os pobres, etc…
  7. Os que nada sentem ao ausentar dos cultos e a negligência dos meios de graça – os Sacramentos;
  8. Os que não se esforçam para levar o próximo a Cristo;
  9. Os que voltam ao convívio dos descrentes e comunga com este naquilo que é contraditório a conduta do cristão;
  10. Os que não mais se sacrificam em prol da causa de Cristo;
  11. É quase certo que a igreja, ou crente, que gosta de discutir doutrina já deixou o 1º amor. Ter firmeza doutrinária para a perseverança da fé e maturidade cristã é preciso, mas ser dogmático-fundamentalista é prejudicial.

 

  1. ARRENPEBDE-TE E PRATICA AS PRIMEIRAS OBRAS:
    • – O CRISTÃO DESVIADO:

Ele já foi cristão; já pertenceu a uma igreja. Hoje ele é desviado do Evangelho e um fugitivo da família da fé, ou é, apenas um “congregado”, o periférico. A Palavra de Deus prescreve quatro passos com respeito a esta situação. O remédio é amargo mas, fará muito a alma:

  1. Lembra-te de onde caíste;
  2. Arrepende-te;
  3. Levanta-te;
  4. Tem bom ânimo;
  5. Volta à prática das primeiras obras – ou seja, as vividas no primeiro amor.
  6. CONCLUSÃO:

 

Esta é a mensagem conclusiva a Igreja de Éfeso. O verdadeiro arrependimento (Metanoia), sempre conduz a uma vida de restauração, de renovação e de recomeço e de boas obras (Dan 4:27; Mt. 3:8; Atos 26:28 etc.) Quando não, vem uma terrível advertência – “tirarei do teu lugar castiçal” (v. 5). Qual será o mistério de Igrejas que não mais ardem com o fogo divino e não mais iluminam os arredores da igreja, da família e da sociedade com a glória dos céus? Ou, por que será tanto “fogo” estranho diante de Deus, por seus falsos crentes e profetas? São estes os “Nabades e Abiús” os filhos rebeldes de Arão ? (Lev. 10). É possível que Cristo já removeu o castiçal deles. Deus aborrece dos Nicolaítas (v.6) que é sinônimo de imorais, e seguidores das doutrinas de Balaão que ensinou a Balaque a pecar e a lançar tropeço diante dos filhos de Israel (Nm. 24 e 25). Mas Deus tem um prêmio ao vencedor: Este comerá da árvore da vida (V.7). São duas classes: a dos vencedores e a dos vencidos (2Pe. 2:20) Aos vencedores será concedido o anelante desejo de comer da árvore e viver eternamente.

Que o Senhor nos dê a Graça Maravilhosa que plenifique a minha vida,  e a minha igreja.

Espero que você tenha ouvidos abertos e o coração pronto a obedecer à voz de Deus.

No amor de Cristo Jesus!

 

 

 

2ª CARTA – MENSAGEM A IGREJA DE ESMIRNA

A Igreja Fiel e Perseguida: Ap: 2: 8-11

“Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap. 2:10).

  1. Uma Breve Visão Panorâmica:

A 2ª mensagem, a mais resumida das sete Cartas, foi dirigida a Igreja de Esmirna, cidade opulenta, próspera e dissoluta. É a única das sete Cidades que permanece até hoje, com grandeza que tinha no tempo João. Economia: Seu porto marítimo cerca de 56 km ao norte de Éfeso. Hoje Esmirna é a principal cidade da Turquia. Religião: Era um centro do culto imperial de Roma. A Igreja sofreu ali uma forte oposição por parte dos Judeus, que com o intuito de condenar à fogueira Policarpo, Bispo do lugar, se uniram aos pagãos. “Tereis tribulação de 10 dias.” (v. 10). Frase esta que pode se referir a um período de 10 dias ou de dez períodos de perseguição, no tempo de Nero ou reinado de Diocleciano. Ministério: Esmirna era o Centro e o lugar do martírio de Policarpo (Presbítero), que fora separado para o ministério pelo Apóstolo João.

  • QUEM FALA É JESUS CRISTO – O Cristo glorificado tem a preeminência e a primazia na Sua Igreja de todos os tempos (v. 8). Quem fala é Jesus aquele que é “de eternidade a eternidade” (Sl. 90:02); Aquele que “é o mesmo ontem hoje, e eternamente” (Heb. 13:8). O Senhor continua a falar hoje e conforta esta Igreja perseguida com o seu próprio testemunho. Isto diz “aquele que foi morto e reviveu”.
  • SOMENTE JESUS CONHECE TODAS AS NOSSAS TRIBULAÇÕES (v. 9) Não somente sabe de todas que sofremos, mas é Ele que nos concede padecer por Ele (Fil. 1:29). Antes de qualquer outra finalidade, a provação tem o seu efeito pedagógico cuja destinação é o amadurecimento do crente e a idoneidade da própria Igreja (Rm. 5:3-5);
  • ÉS POBRE, MAS TU ÉS RICO (v.9). Jesus foi pobre. Ele não tinha sequer onde reclinar a sua cabeça. Ele sabe quando nos falta o pão. A pobreza da Igreja de Esmirna era ainda acentuada no meio duma cidade rica e florescente.   (Cristãos ricos em tempos de fome) –  Livro – (Ronald J. Sider). Note o contraste entre a Igreja de Esmirna e de Laodicéia. Esmirna era pobre (mas rica); Laodicéia era rica, mas pobre, cego, nu e miserável). Ou seja, a Igreja de Laodicéia ajuntava tesouros para si e a de Esmirna era rica para com Deus. (Lc. 12:21). Comparemos ainda, ( Lc. 12:33-34; Tg. 2:5);
  • NEM TODOS SÃO JUDEUS, AINDA QUE OS DIGAM. (v.9)

Eram Judeus de nascimento, mas, espiritualmente eram “Sinagoga de Satanás”. O judaismo, seja ele ortodoxo, conservador ou liberal, é mais atraente à carne do que a simplicidade da fé no Senhor invisível; uma religião terrestre e mecânica é mais atrativa aos frios espirituais do que uma vida celestial na terra. Cuja às experiência vêem da fé; e não, fé nas experiências pessoais. Cuja autoridade é centrada a fé; e não, a fé centrada na autoridade – Fé reformada Séc. XVI;

Portanto, este tal fervor do  conservadorismo às tradições da moral, da cultura e dos costumes judaicos, tão divinizado nas igrejas, hoje, como exemplo de cristianismo e devida cristã é perigoso e falso. Este povo “escolhido“ é inimigo declarado de nosso Jesus de Nazaré, o Messias de Deus – o Enviado – o Libertador e o Redentor de novas vidas. Garante o Apóstolo Paulo (Rm. 2:9)

“Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, do Judeu primeiro, e também do grego.” São eles inimigos do Evangelho, continua Paulo:  “Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa;…” (Rm. 11:28);

5- A IGREJA IDÔNEA E DESTEMIDA – “Não temas!” Esta palavra de Consolo e de encorajamento é proclamada  na sua Bíblia 365 vezes; uma para cada dia. Portanto nada tema das coisas que hão de padecer (v.10). Jesus não nos promete isenção de sofrimentos, de dores, de angústias e de choro e de lágrimas. Mas ao contrário diz o Mestre: “No mundo tereis aflições”. O verbo está no plural. “Aflições”. A isso, porém, acrescentou Jesus: “Eu venci o mundo” (Jo. 16:33). Aleluía! Jesus venceu o mundo; portanto, os homens não podem perseguir mais do que Ele, na sabedoria divina e no amor leal infinito, permitir ( I Cor. 10:33);

6 – IGREJA, EIS QUE SATANÁS LANÇARÁ ALGUNS (v. 10) Isto faz lembra as palavras de Jesus em outra ocasião; “Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo” (Lc. 22:31).

 

7- A IGREJA FIEL ATÉ A MORTE  (v. 10). Isto significa: “Sê fiel até ao martírio”. O testemunho fiel a Jesus requer por vezes até a própria vida – a morte. Leia as “Catacumbas de Roma” – Benjamin Scott);

A Bíblia aqui não ensina “Sê fiel até o dia da sua morte”, mas “Sê fiel até morrer, se necessário for”, no caso pelo martírio. Todos os Discípulos de Jesus foram martirizados, exceto João. Portanto, eles sequer, conheceram o Apocalípse. Enquanto você está tendo este privilégio de examinar as profecias do fim dos tempos. Igreja Presbiteriana do Caju, é portanto, bem-aventurada. Glorifique a Deus pelo privilégio. Cresça na graça e no conhecimento.

A Palavra de Deus não se preocupa muito com a morte física porque quem estar em Cristo  já “passou da morte para a vida” (Jo. 5:24). O que Cristo deseja, para a minha vida e a sua, meu irmão, é que estejamos preparados para o real encontro com Ele, a 2ª Vinda do Amado Salvador e Rei. Cristo quando viu a Igreja de Éfeso assim fria no amor, exortou-a a arrepender-se logo, para não ser surpreendida na Vinda de Cristo (2:5). Os crentes de Esmirna, foram avisados a esperar uma grande prova de Tribulação, foram exortados a serem fiéis, à vista das coroas que lhe estavam reservadas para aquele dia (2:10).

8- DAR-TE-EI A COROA DA VIDA – (V.10). Refere-se “a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam” (Tg. 1:12). Não é na morte, mas ao aparecer o Sumo Pastor que alcançaremos a incorruptível coroa de glória ( I Pe. 5:4). O dia de ser coroado na é o dia da morte, como pensam, mas sim, o da vida Vinda de Cristo ( II Tm. 4:8).  Ganharão a coroa da vida aqueles que se mostram prontos a perderem a vida no mundo, no serviço de Cristo (Mt.6:25; Apoc. 12:11). Há outra vida além desta, que é mais propriamente vida (Jo. 11:25,26) e há outra morte além daquela que conhecemos aqui na terra, que é infinitamente mais trágica e dramática – um apocalipse ( Lc. 12:4,5: Apoc. 20:6,14).

 

9 – SE VOCE TEM OUVIDOS, OUÇA…(v.11). – Não são todos os crente que iam sofrer tribulação em Esmirna. Porém, poucos teriam ouvidos para ouvir, dar crédito à Palavra da profecia, da advertência espiritual quanto às ciladas do Diabo. Diz-se que hisrael não deu ouvidos a Moises por causa ânsia de espírito e da dura servidão”.

 

10 – O ESPÍRITO AINDA FALA ÀS IGREJAS (V.11). Quantas vezes perdemos a mensagem divina, porque não cremos que Cristo nos fala através pelo Espírito Santo? Quem é douto o suficiente para julgar se a Palavra é ou não do Senhor? Será por que a Palavra é dura? Por que o sermão é demorado? Por que a Palavra tocou duramente ao seu coração? O será você senhor da interpretação subjetiva da Palavra que vem do púlpito? Quem tem ouvidos, ouça!

 

11- AO VENCEDOR A MORTE NÃO FARÁ DANO (V.11) – Os santos têm de submeter-se aos que executam a sentença da primeira morte, aos que “matam o corpo”; mas “sobre estes crentes fieis e perseverantes não tem poder a segunda morte. ( Ap. 20:6).

 

12 – CONCLUSÃO:

Os esmirnenses, são exemplos da segurança e confiança que devemos depositar nas mãos de Jesus. Ele selou a sua pública profissão de fé com a própria vida. Portanto, tendo servido a Cristo e a sua Igreja com absoluta e tenaz fidelidade, jamais seremos decepcionados. “Sê fiel até morte, dar-te-ei a coroa da via” (2:10)

Deus o abençoe, copiosamente, em Jesus Cristo.

 

 

 

3ª CARTA – A IGREJA DE PÉRGAMO

O Deus da promessa Se faz cumprir! – (Ap. 2: 12 -17).

 

Ao vencedor, dar-te-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.” (Ap. v.17)

 

  1. Uma Breve Visão Panorâmica:

Pérgamo, cerca de 70 km, ao norte de Esmirna, a mais importante cidade da Ásia, célebre pelo pergaminho, pois ali que pela primeira vez ele foi preparado, como também por sua famosa biblioteca de 200.000 volumes,  depois levados para Alexandria. Foi um grande centro cultural e político desde o III Século a.C., tendo sido no ano 282 a.C., capital do reino Selêucida, uma das divisões do Império de Alexandre Magno. Em 133 a.C., Átalo III deixou, em testamento, este reino e sua capital como herança do Império Romano. Sob o domínio dos reis Atálicos, tornou-se Pérgamo uma cidade de templos, colégios e palácios reais, sendo considerada a primeira cidade da Ásia. Estas breves informações históricas ajudam entender a Carta apocalíptica. É o que veremos a seguir: Abra a sua Bíblia em espírito de oração:

 

  • QUEM FALA É JESUS – (v.12) “… Estas cousas diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes”: Jesus Cristo, é a 2ª Pessoa da Trindade – Jesus é o Unigênito Filho de Deus – “O Ungido” – o Messias – o Cristo, cujo nome é celestial. O Redentor, o Salvador, o Libertador, o Senhor. O único Mediador entre Deus e os homens (I Tm. 2:5; At. 4:12). Jesus Cristo é Deus (Jo. 10:30). No seu prólogo, João nos dá boa esperança ao declarar que o Senhor Jesus veio a este mundo, entre outras cousas, para Se comunicar conosco, habitar ou tabernacular, com os homens. Jesus veio para se interagir, falar, viver e se comunicar. Jesus se importa com voce e comigo. Jesus veio a revelar nEle, a glória de Deus (Jo. 1:14,18). E o que diz Jesus: O Cristo glorificado denuncia o seu arque inimigo bem como o inimigo de Seu povo e de Sua Igreja – Satanás.
  • ONDE SATANÁS HABITA (V.12). Após o arrebatamento da Igreja, Satanás tomará posse completa da terra. Ele já dissera a Jesus: “Tudo isto (as nações) te darei se, prostrado, me adorares.” (Mt. 4). Na literatura apocalíptica, Satanás, tem o seu trono. Satanás sempre teve os seus adoradores, até mesmo uma legião de “anjos”. (Ap. 12:4; 13:4); Leia: Antes da Última Batalha (Arthur E. Bloomfield).

“Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás. Qual o sentido desta declaração? Havia em Pérgamo vários altares dedicados a deuses pagãos. No alto de uma colina de quase 300 metros foi construído uma altar de 14 metros de altura, encimado por uma enorme estátua de Zeus, que ficava em frente ao altar da deusa ATENAS. O trono de Satanás seria aquele altar. Não te impressiones com as fantasias templários suntuosos, imponentes e luxuosos. Jesus jamais andaria em tapete vermelho;

3 – O “DEUS” DA CURA – ESCULÁPIO: Romanismo ou cristianismo? O Paganismo e o seu culto: Velhos tempos, novas práticas! “Os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade”. ( Salmo 74:20). “Deuses injustos, mutáveis, iracundos, Só na vingança e podridão fecundos.” (Poeta Pope).

Hoje, nas igrejas brasileiras, é mais fácil achar semideuses do que um verdadeiro crente em Jesus. Jeremias, o profeta, já adiantava em seu tempo: “Eles são cruéis e não usarão de misericórdia”. (Jer. 6:23). Assim, concorriam as multidões ao templo dedicado a Esculápio; o deus da cura, no qual sacerdotes e médicos se confundiam não raramente os sacerdotes eram médicos, e estes, sacerdotes Galeno, que só foi superado como médico por Hipócrates, que era natural de Pérgamo. O paganismo era de tal ordem naquela cidade, que Esculápio era chamado de “o salvador”. Ora, sabemos que só Jesus Cristo cabe este nome! O emblema de Esculápio era uma serpente, resultado de a medicina de então acreditar nos encantos e encantamentos como agentes de cura. Para o Judeu, como para o cristão, a serpente sempre foi símbolo de Satanás;

4 – PÉRGAMO A CIDADE DO PAPEL (v.12) O nome de Pérgamo, deriva do “pergaminho” do papel abundante fabricado nesta cidade. Era fabricado com a pela de bode, de carneiro ou de outro animal. (A seita Qumran, grupo monástico judaico, nasceu da descoberta dos pergaminhos – Rolos do  Mar Morto).

5- ANTIPAS, O MÁRTIR FIEL (v.13). A palavra mártir vem do grego “Martus”, que significa vítima, mártir, aquele que sofre tormentos por sustentar uma fé, idéia ou opinião. Tambem significa “testemunha” (At. 1:8), esta foi a virtude destemida  de Antipas, um ancião ou Presbítero;

6 – A CONDENAÇÃO DOS ERROS (v. 14). “…Caminho de Balaão” (2 Pe. 2:15; Jd. 11). A denúncia é sobre erro da ganância. A cobiça daqueles que alugam um espaço para fazer serviços religiosos (as franquias de Igrejas – a terceirização institucional religiosa – a mercantilização da fé, buscando lucro e projeção sociopolítico pessoal. (Nm. 22:7; 17 Jd.11). Este caminho de Balaão é contrastado com o “reto caminho”. Ou seja. A falta de ética com Evangelho, com o Ministério, com a Palavra, com a pregação e com os dízimos e as ofertas. É falta de temor ao Senhor. É falta de vergonha na cara! A Igreja do Senhor Jesus não pode de forma alguma ser conivente ou tolerantes com o mal, o erro, o pecado. Com as injustiças sociais. Somos Protestantes, evangélicos, somos postos em defesa do Evangelho (Fil. 1:16);

a – “Os que sustentavam a doutrina de Balaão – (V.14). A qual induzia os Filhos de Deus (os santos) à prática da idolatria e da prostituição, seja ela carnal ou espiritual. Aliás, havia na igreja uma ameaçadora frouxidão moral que representava a sexualidade doentia, a promiscuidade, o que contraria profundamente a lei divina, que só legitima o sexo com o compromisso da bênção de Deus, do amor e do casamento entre um homem e uma mulher (Gn. 2:24).

  1. Os que sustentavam a doutrina dos nicolaítas. (v. 15). Acreditava-se que Nicolau era o Diácono da Igreja Primitiva (At. 6:5), que se tornou um desviado da Verdade, e sendo prejudicial à própria fé. Os nicolaítas ensinavam que os cristãos deviam adaptar-se aos usos e costumes do mundo; eles eram extremamente permissivos quanto às práticas éticas e morais pagãs. O cristão precisa ter a ousadia e a coragem de ser santo (separado) para Deus, tendo a certeza de que finalmente, receberá do “maná escondido, uma pedrinha branca e um nome novo” (Ap. v. 17);

 

7- “Portanto, arrepende-te… senão venho contra ti, com a espada da minha boca” – (v. 16). Em todas as Cartas, Deus revela o seu amor leal, chamando a todos ao arrependimento – metanoia. O Senhor Jesus, não tem prazer na morte do ímpio, antes deseja a sua conversão (Ez. 33:11);

 

8- “Ao Vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido… a pedrinha branca e um novo nome.” (v. 17):

  1. “Maná escondido” – Outrora um mistério, antes da eternidade, mas, revelado na Encarnação do Verbo de Deus (Jo. 1:14,18). Uma referência à suficiência de Cristo, em Sua obra de expiação na cruz por todos, porém, eficiente para alguns. A capacidade divina em dessedentar a sede e sustentar com o pão celestial a vida do crente fiel; e todas as suas necessidades básicas e existenciais (Sl 23, 34, 27, 37 etc.). Os Hebreus durante a peregrinação no deserto provaram desta divina providência deste maná (Êxodo 16:1-36);
  2. “Pedrinha branca e um novo nome”- Nos jogos olímpicos de Roma os vitoriosos recebiam uma pedrinha branca, a qual lhes dava acesso a todos os espetáculos. Tambem nos tribunais era usual entregar-se uma pedrinha branca aos absolvidos, uma pedra preta aos condenados (Rm. 12:1).
  3. “O novo nome” – prometido no texto de Apocalípse é o nome de Cristão, que deriva de Cristo, nome que traduz o que a pessoa é e o que faz. Ele fala de uma nova identidade e personalidade, embutida num fraco e limitado, capaz agora de fazer – em Cristo – o que lhe é humanamente impossível realizar (Fip. 4:13). Mas em Cristo, que o fortalece, ele agora tudo pode. Ele já não é um vencido pelas forças inimigas da própria carne e do mundo exterior, mas é o vencedor em Jesus, o Seu Salvador;

 

9 – CONCLUSÃO:

O Livro: O Novo Oriente Médio – Shimon Peres/ 1993, “Os bastidores do histórico Tratado de Paz entre Israel e a OLP e as propostas de Shimon Peres para um Oriente Médio com Paz, Segurança e Prosperidade, revelou-se, no entanto, que os esforços humanos, são devidos sim, enquanto sejam estes cooperadores, de um Deus OPERA. Se o homem coopera, Deus opera! Assim, significa a fé vital, na vida do Crente, da Igreja, da família e da Sociedade. Pérgamo, tinha tudo para ser uma Igreja/Cidade de paz, segurança e prosperidade. No entanto, a cidade, era o lugar onde habitava Satanás. Ali os crentes fieis como Antipas, foram martirizados por sua boa confissão de fé em Jesus. O testemunho de Antipas e parte dos crentes daquela Igreja, nos ensina que vale apenas ser um cristão fervoroso, dedicado a Cristo e à Sua igreja. Servindo a Deus e à Sociedade no tempo chamado hoje. Tenhamos prazer no testemunho cristão e vivamos as aventuras da fé.

Que Deus abençoe ricamente a sua vida. Sê tu, um agente transformador, na transformação do mundo.

“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus” (Fip. 1:6).

 

 

4ª CARTA – IGREJA DE TIATIRA

Ap. 2:18-29

“TEMPO PARA ARREPENDIMENTO” – (v.21).

Introdução:

A Carta à Igreja em Tiatira é a mais extensa e enigmática das sete cartas escritas para as Igrejas da Ásia Menor. Sobre as ruínas da antiga cidade Tiatira, está edificada a atual cidade turca de Akhisar. A cidade de Tiatira, conhecida como centro comercial e artesanal, ficava no caminho entre Pérgamo e Sardes, há 55 km, no fértil vale do lico. Era a cidade de Lídia, cristã, temente a Deus e piedosa de Filipos, vendedora de púrpura, fruto do ministério de Paulo e Silas. Não sabemos se foi ela quem levou o Evangelho até ali, o certo é que havia na cidade uma Igreja muito próspera. A cidade era famosa pelas suas associações de classe, industriais de lã e tinturas (At. 16:14). Nem tudo na Igreja era tranqüilo. Havia nesta Igreja algo pernicioso que malgrado,  contribuía para os conflitos internos e que em muito machucava a parte fiel da Igreja –  Ela se chamava Jezabel.

  • QUEM FALA À IGREJA É JESUS – (v.18): Em todas as sete Cartas enviadas às igrejas, o remetente é Jesus Cristo –“o Filho de Deus, que tem olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes ao bronze polido”: É Jesus quem fala ao coração do homem pela Palavra, no concurso do Deus Espírito Santo. Este é Cristo! A Terceira Pessoa da Trindade – o Deus Espírito Santo, Ele é o “alter ego” ou seja, “o outro eu”. (Jo. 14:16-21; 16:7-11;16; 25-26; Heb. 1:1-2);

 

  • – “EU CONHEÇO AS TUAS OBRAS…” (v.19) Está declarado que somente Deus é onisciente, onipresente e onipotente. (Sl. 139). O Deus que nós servimos é o Único que possui qualidades morais e metafísicas que são inerentes à Sua divindade. É o que chamamos de “atributos de Deus” – Isto significa dizer: Onde estiver um crente orando, lá está Deus; onde houver um ímpio pecando, lá está Deus, ao mesmo tempo! Deus está aqui em nossa Igreja enquanto eu ensino e também junto de voce, enquanto aprende. Ele conhece-nos de verdade! (Sl. 139:1).

 

  • A ENCARNAÇÃO DA MALDADE E DA IDOLATRIA (v. 20) “Tenho porém, contra ti, o toleres esta mulher, Jezabel…” O problema dessa Igreja era interno e muito grave, e girava em torno da figura de Jezabel. Em seu todo a Comunidade ia bem; havia no entanto um grupo que seguia os princípios dessa mulher. Esta falsa profetisa pode de fato ter-se chamada Jezabel; mais provavelmente, todavia, era uma mulher bem conhecida na região e de muito prestígio na Igreja ou a sua influência com pessoas importantes da Comunidade – parentes e amigos. Jezabel, era uma só confusão de religião e símbolo de idolatria, da rebeldia, da maldade e da prostituição. Para ela, seus amantes e filhos adulterinos, não estavam dispostos e disponíveis ao tempo do arrependimento. Jezabel é a encarnação da maldade e da idolatria. Não se sabe como ela era, apenas como ela agia. Jezabel era filha do Rei dos Sidônios Etbaal ( 1 Re. 16:31). Jezabel perseguiu o profeta Elias, levou o marido, o pusilânime rei Acabe, à idolatria, exigiu a adoração de Baal paralelamente à adoração a Javé (prostituição espiritual) deplorável aos olhos do Senhor. Além de defender o sincretismo religioso, admitia a prostituição e a feitiçaria     ( 2Re. 9:22; Deut. 18: 9-14; Ap. 21:8).
  • O PECADO COMO NEGAÇÃO DO REINO – (v.22-24c) A Jezabel de Tiatira era uma corruptora, que seduzia os cristãos, utilizava-se de artifícios aparentemente dígnos, bons e prazerosos à prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos (Campos e Brasil – festas pagãs e até cristãs – intenção pode ser boa; mas ação às vezes malígna. Na ética cristã são os meios que justificam os fins, e não ao contrário. O pecado deliberado ou não é a negação do Reino de Deus. Seja o pecado original, o social, ou e, o pecado Comunitário. A idéia de um pecado que sai do coração humano e se infiltra nas estruturas da sociedade está em íntima conexão com a caracterização do pecado como negação do Reino (leia, Livro – Teologia Moral – Antônio Moser)

A punição e a maldição advindas dos versos 22-24c, são gravíssimas. “enfermidade grave”, “grande tribulação”, “mortes dos filhos”, “advertência sonora a toda à igreja”, “retribuição individual pelo pecado” e “absolvição aos demais de Tiatira que não se contaminaram com “as coisas profundas de Satanás”: doutrinas falsas e perigosas (1 Tm. 4:1-3; 2 Tm. 3:1-9; Jd. 5-7);

 

5 – “ E A PERSEVERANÇA, EXPERIÊNCIA; E A EXPERIÊNCIA A       ESPERANÇA” – (vs. 25-27) “…conservai o que tendes,…Ao vencedor…eu lhe darei autoridade…com cetro de ferro as regerá…” – Uma referência ao Reino milenar de Cristo sobre a terra (Ap. 12:5; 19:15; Sl 2:9; Ap. 11:15; 20:4).

 

  • – “…DAR-LHE-EI A ESTRELA DA MANHÔ. (v.28)- Provavelmente uma referência ao próprio Cristo (22:16; 2 Pd. 1: 19) ou ainda, possivelmente, uma alusão ao próprio crente sobre o seu triunfo sobre a morte – a vida imortal que o cristão verdadeiro receberá de Cristo (I Cor. 15: 20-23; 35-49; 51-58).

 

  • – CONCLUSÃO:

O Apóstolo João, tece elogios aos fiéis, que não se deixaram contaminar pelas doutrinas de Jezabel e de Balaão. Sãos os cristãos perseverantes, conscientes do Evangelho de Cristo e das doutrinas dos Apóstolos, que conhecem as riquezas profundas de uma vida com Cristo. O tempo presente é por demais desafiador à nossa fé cristã. As comodidades e acessibilidades aos meios de comunicações e as redes sociais, enfim, o mudo moderno regido pela tecnologia e a internet, torna-se, muito mais avassalador a vida cristã e espiritual do que em todas as épocas. Outrossim, as forças corrosivas e beligerantes ao testemunho cristão no lar, na Igreja e na sociedade, tem-se tisnado a mente e a razão.  Mas, em todos os tempos, o Deus Espírito Santo, o qual, convence-nos “do PECADO, DA JUSTIÇA E DO JUÍZO” sobre a vida diária em Deus e à santidade pessoal o mesmo. Jesus é o mesmo (Heb. 13:8). A Palavra de Deus é a mesma – “ Nossa regra infalível de fé e de prática” – (CFW). Devemos no temor do Senhor, fé em Cristo, plenos da Graça, e amor a Deus e a Sua Igreja,  conservarmos o que temos. E assim, recebermos a vida eterna como herança: “julgar as nações e receber a brilhante estrela da manha”.

Deus em muito abençoe, meus queridos irmãos!

5ª CARTA – IGREJA EM SARDES

 Texto: Ap. 3:1-6

 

A Queda de Sardes: O Vil Pecado e a Falta de Vigilância.

 

Introdução:

Sardes, a antiga capital da Lídia, o império do célebre e rico Creso, o último rei da Lídia, era famosa por seu luxo e suas riquezas. Conforme diz a tradição, foi à primeira cidade da região a receber o Evangelho, sob a pregação do Apóstolo João, bem como a primeira a desviar-se da fé e uma das primeiras a, desmoronar-se, cair em ruínas. O lugar é hoje uma admirável aldeia num meio das ruínas de passadas grandezas, possuindo uma caravançará – útil às caravanas que dirigem da Pérsia a Esmirna. Foi sede de uma das Sete Igrejas da Ásia (Ap. 1:11).

 

  • Quem Fala é o Deus Trino – Simbolizado e tipificado “…os sete Espíritos de Deus…” (v. 1) Em todas as sete cartas, o remetente é o mesmo: A Trindade Excelsa na figura do Cristo glorificado, pois, a mensagem do Apocalípse enviada as Igrejas visam revelar a ação do Cristo Triunfante, na qualidade de Reis dos reis. Os sete Espíritos, tipificam e simbolizam a onisciência e perfeição da do Deus,  Tri-Uno.

“…Conheço as tuas obras…” – è uma demonstração dos atributos incomunicáveis de Deus: onisciência, onipresença e a onipotência (Salmo 139). É muito bom e tranquilizante saber que servimos a um Deus que tudo sabe e sabe tudo; tudo pode e pode tudo; porém, é tremendo esta mesma responsabilidade de se transigir com um Deus que nada escapa ao Seu conhecimento. O Cristo Glorificado conhecia por dentro a vida da Igreja de Éfeso (Ap. 2:2) e a Igreja de Sardes (v. 1c). Assim Cristo conhece como ninguém a Igreja Presbiteriana do Caju e todas as demais Igrejas.

 

  • A Queda de Sardes: O Pecado Vil e a Falta de Vigilância: (v.2) Sardes, foi por duas vezes destruída, visto não haver guardas junto aos seus muros e suas portas. A palavra de ordem do Senhor Jesus aos seus fieis é: “vigiai sem cessar” (Mat. 26:41), e do Apostolo Paulo é: “orai sem cessar” (1 Ts. 5:17).

A Igreja de Sardes era o exato reflexo da degeneração dos usos e costumes reinante na cidade entre os pagãos. Ela perdeu o seu “pode de fogo” – de ser luz e sal; terminou sendo influenciada, por não influenciar. Quem não evangeliza, é alvo a ser “evangelizado”. Somos agentes transformados na transformação deste mundo. A luz Igreja de Sardes, já não mais brilhava, precisava ser substituída. Tornara-se sal sem sabor, ou simplesmente, areia…

 

  • Sardes, Morta em Vida – (v. 2) – “…Tens nome de que vives, estás morto”. Aparentemente viva e atuante, na realidade a pessoa – tal qual a Igreja de Sardes – pode estar morta, sem vida espiritual.

Esta Palavra vem daquele que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas. Não é demais lembrarmos que tal referência é Aquele que habita a plenitude do Espírito, com sua presença, poder e autoridade, o dono e Senhor da Igreja, em sua dimensão universal (Católica) e local. A Igreja é de Cristo.

Vemos aqui uma advertência aos que ambicionam ser “donos da igreja”, no que tange à sua administração e governo. Acontece que a Igreja de Cristo é uma Instituição divina, na qual a obediência deve ser dirigida à vontade de Deus, nunca a indivíduos ou grupos. A Igreja é de Cristo, e nela todos temos os deveres, direitos e obrigações. Quem não cumpre seus deveres não podem exigir direitos ou regalias.

 

  • Sardes – Ativismo Religioso e Ausência Espiritual – (v.2) “…tenho achado íntegras as tuas obras…” Algo terrível acontecia na Igreja de Sardes. Vemos crentes com excelente aparência, mas completamente frios, sem vida. São defuntos maquiados. Este era o preocupante problema daquela igreja, e de muitas outras, ao longo da história, até os nossos dias. Graças a Deus pelo remanescente fiel, que não permite que o todo de deteriore (vs. 2 – 4). A doença da igreja se chama pecado – que em resumo é a morte, a eliminação da vontade.

Ao pecar pela primeira vez a pessoa vacila, titubeia; inclusive se promete não ceder à tentação, não fraquejar uma segunda vez. Isto não vai mais acontecer de novo! Mas, por vezes, volta a pecar, mostrando fraqueza espiritual e negação do Reino de Deus em si mesmo.

 

  • Sardes, Uma Igreja Sem Vida – O culto ao imperador era muito forte ali. “…estás morto…” (v.1) – Conquanto a Igreja tivesse uma atividade religiosa, era desprovida de vida e poder espiritual. A morte da Igreja foi diagnosticada como perda da vitalidade, do sabor, do brilho, da luz, da beleza, e da dignidade. A Igreja se acomodou aos erros – ao pecado. Naturalizou-se aos usos e costumes daquela sociedade pagã. Não havia perseguição, e muito menos heresia. O pior é que não havia absolutamente vida – “estás morto”!

 

  • Sardes, “Sê Vigilante”… (v.2,3) – A cidade, por falta de vigilância, fora destruída por duas vezes. Tambem a Igreja estava entregue ao descuido; os cristãos que a integravam não estavam atentos aos sinais dos tempos. Tanto quanto importante é ter doutrinas certas, é ter vidas corretas. A necessidade de doutrina e convicção é proporcional a correção do rumo da Igreja na fé, na ação e no testemunho pessoal. Requer-se a igreja o Fórum da conscientização cristã e sua atualização aos eventos consumados na sociedade. (O Humanismo Social de Calvino – André Biéler -1970)

 

  • Sardes e os Imperativos do Senhor Ressuscitado – “Lembra-te, pois, de como tens recebido, e ouvido, guarda-o, e arrepende-te…” (v.3). “Lembra-te” de como tens recebido e ouvido o Evangelho; guarda-o, e arrepende-te”. Este é o caminho para o cristão, o imperativo divino.

 

  • Sardes e o Remanescente Fiel: “Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram….” (v.4 )- As vestiduras – símbolo da pureza e santidade (separação) para o seu Deus. Pessoas que tinham permanecido em Cristo. O Senhor Deus em sua muita misericórdia sempre há de preservar os Seus remanescentes como o caso do profeta Elias e mais sete mil fieis na batalha pelo nome de Jeová e de sua religião (1 Re. 19). O complexo do profeta Elias. Solidão em meio a apostasia – Em todo o tempo há sempre alguém que persevera fiel, ainda que como os demais enfrentado a crises muito sérias. “Deus não fica sem testemunhas.” Alguns não se deixaram contaminar. Estes andarão comigo com vestiduras brancas” – diz o texto. Após o batismo cristão, o crente, recebe uma toga branca, sem mancha, embora invisível; porém, tão real quanto a unção dos santos.

 

  • O Vencedor Terá Vestes Brancas: O seu nome não será apagado do livro da vida. Os reis possuíam um livro no qual registravam os fatos relacionados aos seus súditos, bem como aos seus feitos. Se um crime fosse cometido contra o Estado, seu nome era riscado do livro dos vivos.  “Conheço as tuas”! Deus sabe quem você é, e como estar se comportando. Pense nisto!

 

  • Conclusão:

 

Por fim, o que podemos e devemos aprender com os crentes da Igreja de Sardes?  A perseverança dos santos?

A salvação se dá em três tempos: Passado, Presente e Futuro (Rm. 8:30)

1 – Quanto a justificação – já fomos salvos – Na justificação Deus nos livra da condenação do pecado. A justificação é um ato e não um processo. Acontece fora de nós, e não em nós.  A justificação ocorre no tribunal de Deus, e não em nosso coração (Rm. 5:1-21;)

2 – Quanto a Santificação – é um processo que se inicia na conversão e só termina na glorificação. O Espírito Santo transforma-nos de glória em glória na imagem de Cristo, e ( Rm. 6:1-23);

3 – Quanto a Glorificação – é a consumação da nossa redenção, quando recebermos, na segunda vinda de Cristo, um novo corpo, imortal, incorruptível, glorioso, poderoso e celestial, semelhante ao corpo da glória de Cristo. Então, seremos arrebatados para encontrar o Senhor nos ares e, assim, estaremos para sempre com o Senhor (v. 5) e (Rm. 8:18-30);

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz as igrejas (v.6).

 

Deus abençoe ricamente, a sua vida meu amado irmão e irmã.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A 6ª CARTA – IGREJA EM FILADELFIA

Texto: Ap. 3:7-13

 

Uma Igreja Fiel e Missionária:

 

Introdução:

Filadelfia, ou Alasehir, era uma cidade da Lídia, 40 km distante de Sardes. A Igreja era a menor e mais nova que as outras seis cidades das cartas do Apocalípse.

Filadelfia, tinha um vasto campo rural e pastoril. Por causa de um forte terremoto em 17 d.C., muitos de seus habitantes preferiam morar nos campos ao redor. Como a cidade-Igreja de Esmirna, a de Filadelfia também sofria perseguições de Judeus hostis. Mesmo sendo uma igreja humanamente fraca, por suas posses,) Jesus ressurreto abre a porta para ela, provavelmente, a oportunidade de realizar o aparentemente impossível, a evangelização dos próprios Judeus rebeldes que a estão perseguindo! E, de fato, a Igreja lá tornou-se uma igreja missionária. Conhecendo a sua pobreza, compartilhava o seu único bem, o Evangelho de Jesus. A Igreja de Filadelfia, assim como a de Esmirna, eram igrejas de poucas expressão. Por isso mesmo são as únicas igrejas que não recebem repreensão. Elas não sabem senão de Jesus crucificado e, não tendo o poder humano como seu aliado, em quaisquer das suas formas, dependem unicamente do Ressurreto. Esta Igreja, em especial, não tinha a prata e  nem o ouro (recurso), como a motivação e oportunidade para ser qualificada como uma Igreja Missionária. A Igreja não tinha também nenhuma parceria ou convênio, ou um consórcio com qualquer outra Organização para alavancar as Missões. Porém, esta Igreja tinha a consciência da Fé viva e da experiência de que o Jesus glorificado era essa Porta aberta. Nesta carta em especial, encontramos uma promessa de oportunidade para o esforço missionário para proclamar as Boas-Novas do Evangelho de Cristo.

 

  • A Mensagem a Filadelfia: A Igreja Fiel e Missionária: (v.1) “Estas cousas diz o “santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi…”- Jesus é o único que possui as “chaves” seja a chave de Davi (v1); as chaves da morte e do inferno (1:18); a chave do poço do abismo (9:1); as chaves do reino dos céus (Mt. 16:19). É uma heresia a interpretação de que a chaves dos céus foram entregues a São Pedro, como ensina o romanismo. Todas as chaves estão sob o domínio de Jesus Cristo, o Senhor. É possível ser uma Igreja irrepreensível? Fazendo uma sincera reflexão deste modo de ser como igreja Presbiteriana do Caju, o que podemos dizer? Qual seria a nossa resposta?

A Igreja de Filadelfia e de Esmirna eram sim, igrejas irrepreensíveis diante de Deus e do mundo. Das 7, são as únicas que o Senhor não tinha de que censurar;

  • Eis Que Ponho Diante de Ti Uma Porta Aberta – (v.8) Parece-nos que a Igreja em Filadelfia, como a Igreja em Antioquia (At. 13:1-3), ministrava perante o Senhor em Jejum e oração, até Ele abrir a porta para a grande obra missionária para a salvação de uma grande número de perdidos – entre estes os Judeus. É Cristo que abre a porta de oportunidade paras as suas Igrejas. As portas do coração dos ouvintes; abre as portas da salvação para os perdidos entrarem; abre as portas para a entrada de Seu povo no lar eterno. Cristo também fecha as portas. Quando lhe apraz, fecha a porta as oportunidades, a porta de proclamar a Palavra, deixando o obstinado pecador no endurecimento do seu coração; fecha a porta da comunhão contra os membros infiéis; fecha a porta dos céus contra as virgens insensatas e contra os que praticam a iniqüidade; não obstante, sua firme proposta a entrarem.

Note-se como se diz que ninguém pode fechar a porta que Cristo abre.  Se Cristo não abre a porta, não existe poder na terra, nem no inferno, capaz de fechá-la. Podemos entrar e avançar apesar do Diabo e seus anjos até transfigurados e com todo os falsos mestres ( 2 Cor. 11:13-15; 2Tm. 4:3-4; 1 Tm. 4:1-2).

OBS.: Para Refletirmos – O trabalho missionário aqui na cidade de Campos foi organizado em 1877. A igreja ficou fechada por 20 anos. Os poucos crentes que permaneceram foram se refugiar na Igreja Batista. Somente em 1909, com a chegada do Rev. Benjamim Lenz Cesar, com 26 anos de idade, e sua esposa Elvira, o trabalho foi reorganizado com 42 membros. Por que o trabalho não progrediu no primeiro momento – a Igreja fechou a porta – e os pastores foram embora? (O Livro: Nem Sempre Será…” Elvira Magalhães Cesar e Benjamim Lenz de A. Cesar- pág, 75-77));

 

  • Guardaste a Minha Palavra, e Não Negaste o Meu Nome (v.8) – A Igreja de Filadelfia deixou dois exemplos eternamente indispensáveis a todos os crentes: o de guardar a Palavra de Cristo, a qualquer custo; e o de nunca negar o Seu nome Bendito. Assim fizeram os movimento pré-reformadores do Séc XVI como por exemplo: Os Valdenses, os Lolardos, Os albigenses – eles decoravam toda a Bíblia e a mantinha em suas mentes, por causa da inquisição e do martírio na contra reforma.
  • Sinagoga de Satanás (v.9) – Em toas as épocas, o Diabo tem suas Igrejas, seitas e grupos. Seus apóstolos se transfiguram em anjo de Luz (2 Cor. 11: 13-14);
  • Farei Que Venham e Adorem Prostrados a Teus Pés (v.9) – Os crentes em Filadelfia não se vingaram de seus inimigos. Reconhecendo que a vingança pertence somente a Deus (Rm. 12:19). Dulcíssima é tal vingança, guando o Senhor faz que os perseguidores se prostrem a seus pés para adorarem a Deus. Compare com Salmo 23:5. A perseguição mais amarga, torna-se em prazer para os que se refugiam no Senhor sua consolação;
  • Eu Te Guardarei da Hora da Tentação (Provação)…” (v.10) – Que esta afirmação se refere “à grande Tribulação” (Ap. 7:14), é evidente; no entanto, aqueles crentes que forem achados fiéis, escaparão deste período terrível que virá sobre forma juízo aos incrédulos e profanos da Graça Maravilhosa de Jesus. O arrebatamento já terá acontecido a essas alturas, antes mesmo, à abertura do Primeiro Selo. Estes 7 selos seguiram a poderosa salvação escatológica resultante da Segunda Volta de Cristo ( 1 Ts. 3:13; 1 Ts. 4:13-18; 1 Ts. 5:1-11). Por esta promessa Cristo lhe garante hoje que “te guardarei!” em amor e poder. A promessa está circunscrita apenas aos fiéis pois, os demais cristão que ficarem passarão na companhia dos Judeus pela “Grande Tribulação” que virá ;
  • “Os Que Habitam na Terra (v.10) – Há duas classes no mundo: (1) Os que habitam na terra. Salmos 17:14; Ap. 6:10; 8:13; 13:8; (2) Os que tem a Pátria no céu (Fil. 3:20; Heb. 11:13-16. Depende de onde estiver o coração. Se o nosso interesse estiver em casas e terrenos, em dinheiro e bens temporais e materiais, somos necessariamente, habitantes da terra. Ao contrário, se o nosso coração estiver ocupado com a salvação dos perdidos e envolvidos com o Reino e por sua afirmação em nós e na família e na sociedade, somo da Pátria celestial. “Onde estiver o vosso tesouro, ai estará também o vosso coração”. (Mt. 6:21). Sobre os que habitam na terra baterão com ímpeto os tremendos efeitos dos juízos dos Selos, das trombetas e das taças. Portanto, é tempo de arrependimento, de consagração e de “santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” (Heb. 12:14);

 

  • “A Quem Vencer, Eu Farei Coluna No Templo de Meu Deus, E Dele Nunca Sairá” (v.12) – Por sua fidelidade, Cristo fará deles um elemento importante no Santuário – simbolizado aqui pela coluna que sustenta o templo. Filadelfia defenderá a verdade e cumprirá sua missão; então, experimentaria o cumprimento da promessa de Deus. O cristianismo, autêntico, e não esse atingido pelo paganismo romano e adulterado em sua forma  e conteúdo; está presente aqui como uma ideologia de vida autêntica no viver e proceder de conformidade com a santa vocação a que fomos chamados. O historiador  Gibbon, afirma que das Igrejas da Ásia, a de Filadelfia permanece ereta, uma coluna em pé no meio de ruínas, consolador exemplo de que o caminho da honra é o caminho da segurança. Melhorando  o pensamento de Gibbon, podemos afirmar que, o caminho da honra, é em última análise, sempre o caminho da segurança.

 Conclusão:

O que podemos e devemos aprender com os crentes em Filadelfia? Esta é a Igreja da promissão do amor, do cuidado divino e das promessas maravilhosas para o nosso tempo presente e futuro; Temos a nossa total responsabilidade mediante o pacto bilateral firmado na cruz de Cristo. Estejamos convictos, no presente, deste futuro próximo, não de uma utopia, apenas de expectação, e sim, de uma topia de paz, de alegria e gozo eterno. “Não olhes a teu redor a história universal; antes deves dirigir o olhar para a tua própria história. O sentido da história jaz sempre em cada presente, e não o podes observar como espectador, mas apenas em tua decisão responsável.” Aqui, descrevemos a promessa tal como o faz Moltmann: “ Uma promessa é uma oferta que anuncia uma realidade que ainda não existe….” (Livro: Cristologia – A Partir da América Latina – Jon Sobrino, S. J. págs, 259/261).

Que o Deus Eterno abençoe poderosamente os meus queridos irmãos.

7ª CARTA – IGREJA EM LAODICEIA

Texto Básico: Ap. 3:14-22

A Igreja Que Deixou Cristo do Lado de Fora!

(Apatia e indiferença – um pecado fatal a Comunidade)

 

Introdução:

Laodicéia, edificada como Roma, sobre sete montes, era famosa por seus amplos muros. Destruída por um terremoto em 61 a.D., foi reconstruída por seu próprio povo e recurso, sem ajuda de espécie alguma –  Tácito, Anais 14:27). Suas riquezas e seu poder, resultado da excelência de suas lãs, tiveram como resultado um ambiente de profunda apatia espiritual e tamanha indiferença dentro da Igreja. Em relação à sua vida espiritual diz a Cristo à Sua Igreja: “És infeliz, miserável, pobre, cego e nu”. (v. 17b). Parece que o Apóstolo Paulo se esforçou para introduzir o Evangelho em Laodicéia, de onde escreveu uma Epístola, acerca da qual se refere em (Col. 4:16). A mensagem à Igreja em Laodicéia é a última às sete Igrejas da Ásia. Das sete Cartas, é a mais triste, sendo contrário da carta a Filadelfia; enquanto esta não tem coisa alguma de censura, aquela não tem qualquer coisa de aprovação. Alguns especialistas afirmam que Filadelfia, representa a Igreja idônea, saudável e missionária, no período dos grandes avivamentos dos Séc. XVI ao XIX.  Enquanto que Laodicéia, representa, a igreja doente, deformada, desprovida da graça e secularizada – do Séc. XX até a 2ª Volta de Cristo. Esta Igreja, no geral, tem “deixado Cristo do lado de fora”!

1 – “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem és quente” (v. 15):  NEM UMA COISA, NEM OUTRA – A indefinição, a ambivalência e a instabilidade denuncia, fraqueza de caráter – características essa, inerentes à Igreja de Laodicéia. Por isso a carta a ela dirigida, tem contraste com a carta a Filadelfia. O cristão – como a igreja, tem que ser decidido, ter personalidade própria, a identidade de Cristo. Ter posição definida e saber o que quer. Não se invalidar ou se esconder, para agradar os outros, ou por se manter em benefício próprio, ou para se poupar de questionamentos – a eleição nacional em 2018 – revelou tristemente, a dissimulação de muitos cristãos, inclusive de pastores – a verdadeira face! Quantos mascarados e polidos da falsa piedade?

Aos que não apresentam-se com as virtudes próprias do seguidor de Jesus, a Escritura dirige uma palavra dura, chocante: estes não são frios nem quentes, mas mornos, provocando náuseas e vômito.

O cristão não pode ser neutro, indiferente, nominal ou formal apenas. Quanto mais ligado a Cristo, mais se identifica com Ele.

2 – A Riqueza Que é Pobreza: Se a mensagem a Laodicéia findasse com estas palavras, julgaríamos que eram de louvor e não de censura. Sem dúvidas essa Igreja agradava a todos os homens, não dando qualquer oportunidade de “escândalos”, nem para os que quisessem dormir espiritualmente nem para os descrentes que assistissem aos cultos. Convém-nos evitar a frieza de Sardes – a Igreja morta; é justo desviarmo-nos de todos os excessos, de todo o fanatismo, mas devemos fugir, tambem, do espírito mormo e insípido, que assiduamente procura entrada em todos os corações. Laodiceía era totalmente desagradável ao Senhor. E isso não só por causa de seus grandes pecados (tais como diagnosticados em Pérgamo e Tiatira), mas por causa da apatia e da indiferença. Deus quer que seus filhos sejam fervorosos – isso é, fervendo, no espírito (Rm. 12:11). Ai da Igreja que canta os hinos de Deus, ora e até se emociona; porém, não tem mais prazer na mensagem central do Evangelho – mas, promovem um culto informal, antropológico, liturgia oca, vazia, apenas sentimental, e sem o verdadeiro poder de Deus. Por outro lado, ai da igreja cujos membros defendem a sã doutrina, mas sem conhecer as experiências sublimes dos que tem contato com Deus. Sabemos que a água morna é repugnante, servindo mais como VOMITÓRIO. Ai da igreja que se vangloria nas suas riquezas e influência, mas a qual Deus declara que vomitará da Sua boca (Ap. 3:16) –  A vizinhança degusta o sabor da  igreja pelo testemunho de seus membros – Cuidado!

Leia o Livro: A Mensagem do Apocalípse: Dígno é o Cordeiro – (Ray Summers)

3 – Como Dizes: “Rico sou… de nada tenho falta”: (v. 17) –  Infeliz é o crente que se acha satisfeito e seguro sem nada lhe faltar. É-nos impossível receber o verdadeiro espírito de oração, sem primeiro, sentir profundamente quilo que carecemos. Bem-aventurados, os que têm fome e sede daquilo que lhes falta; os que anelam, não somente a vida, mas vida em abundância em Jesus; os que anseiam de Deus “uma bênção até que não haja mais lugar para a recolherdes. Estes são os fervorosos de espírito, aqueles, os mornos, Deus vomitará de sua boca. Roguemos ao Senhor que não nos deixe enganarmo-nos a nós mesmos, mas que nos mostre a nossa pobreza, cegueira e nudez.

Há pessoas que possuem riquezas e bens materiais em abundância, no entanto são pobres e limitadas na mentalidade, na criatividade e sensibilidade. Não há riqueza maior que o interior, aquela que cria beleza das menores coisas, dos fatos corriqueiros e da vida cotidiana. Um coração sensível vale mais que o ouro e as pedras preciosas.

É esta riqueza espiritual que sustenta a pessoa na solidão e no isolamento, nas dificuldades materiais, nas decepções e tristezas da vida. De que vale todo o dinheiro do mundo se a mente está desértica e vazia?

  • – “Não sabes que és um desgraçado, um miserável, e pobre, e cego, e nu” (v. 17): Desgraçado, significa – sem graça – Laodiceia estava sem a graça de Deus. Miserável é o crente que vive sem a graça do Senhor. Apesar de ser rica financeiramente, esta igreja era uma igreja miserável. Estranho paradoxo. O crente sem a graça de Deus em sua vida,  torna-se um crente sovinapão duro – não entrega o Dízimo do Deus! Não ama de fato e de verdade a obra do Senhor! Realmente miserável, mesmo tendo saúde e dinheiro que o Próprio Deus lhe dá. “Tudo vem de ti, e tuas mãos to damos ( I Cro. 29:11-16; II Co. 9: 6-15).

Laodicéia era o centro bancário da região. Enormes fortunas estavam reunidas na cidade. Dizem: “Temos muito ouro; não precisamos da ajuda de ninguém”.

O segundo grande negócio em Laodicéia era o comercio de lã escura. Produzia-se ali uma lã escura acetinada com a qual se confeccionava lindos vestidos, procurados por gente de todas as nações. Cristo diz: “apesar disso, estava nu”. E completa no versícuilo 18 “precisas vir a mim e comprar de mim vestidos que realmente cubram tua nudez diante de Deus.

O Senhor tinha para ela uma riqueza diferente para ser adiquirido – a riqueza espiritual (v. 18).

O terceiro grande negócio da cidade era a preparação de um ungüento usado como bálsamo para os olhos. Havia, pois, na cidade uma espécie de laboratório que tornava a cidade um centro terapêutico. Viajante que por ali circulavam, após estafante caminhada pelo areal do deserto, com seus olhos congestionados, encontrava, naquele ungüento o suspirado alívio. “És cego, e não sabes”. Vem a mim e te darei colírio espiritual (v. 18). Os fariseus eram cegos espirituais porque eram formalistas e legalistas. Deus tem colírio que é ministrado pelo Espírito Santo que nos abre os olhos da fé para contemplarmos as suas maravilhas.

  • – “Eu repreendo e castigo a quantos amo” (v. 19) – A DISCIPLINA DO AMOR – Quem ama corrige, repreende, critica e aplica a disciplina só que com amor e consideração, visando sempre o bem da pessoa. É dessa maneira que Deus age em relação a seus filhos; como age também o pai amoroso e deve ser o agir na igreja (Ap. 3:19; Prov. 3:12; 13:24; 23:13-14; 29:15-17; Heb. 12:6). A crítica bem intencionada só pode ser benéfica. Precisamos não só fazê-la, quando oportuno, como também recebê-la e avalizá-la. Assim entendida, ela só pode nos favorecer.
  • – “Eis Que Estou a Porta e Bato” (v.20): CRISTO DO LADO DE FORA! – É melancólico o testemunho de uma Igreja que deixou Cristo do lado, enquanto sua vida interna, parecia transcorrer “normalmente” – será? Planos, reformas, encontros, reuniões, programas em andamento. Muitos interpretam e aplicam este versículo ao coração humano, individualmente; contudo o pensamento direcionado à Igreja, aqui exposto, é endossado por excelentes comentaristas. Eu, particularmente, entendo que essas palavras não são um apelo aos perdidos descrentes mas, são dirigidos à Igreja. Tanto assim, que a exortação ao arrependimento é dirigida à Igreja, quase a todas elas, exceção a Esmirna e a Filadelfia. A única cura possível a Igreja de Laodiceia é a de abrir a porta e deixar Jesus Cristo entrar. Os cultos sem Cristo são sempre sem graça (antropocentrismo), pode até haver certa fervura, em alguns casos, fogo estranho mesmo no altar, mas os adoradores saem vazios e com apetite de algo que lhes foram negados. É do púlpito que sai o “maná” que alimenta, conscientiza, informa e dá vida. A maturidade espiritual reside na Palavra.
  • – “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono…” (v. 21) – Admira-nos o fato de a promessa aos membros da mais censurada das sete igrejas, ser a mais esplêndida e graciosa feita a qualquer das sete. A mais indigna igreja, ou crente, pode alcançar o mais alto lugar, se houver sincero arrependimento e fruto. O vencedor vai reinar com Cristo (Ap. 11:15; 20:4). O trono de Cristo é o trono de seu Pai, Davi, em Jerusalém (II Sam. 7:12-13; Lc. 1:32; At. 15:14-18). Cristo ainda não está ocupando o trono de Davi – eu disse de Davi, mas está a dextra do Pai, no trono do céu, como o Sumo Sacerdote, Profeta e Rei, em seu tríplice ofício. Este trono de Davi será ocupado em breve, na sua Segunda Vinda. Então reinaremos com Ele nesse trono milenar (Ap. 20:4,6); Porém, Cristo reina Hoje no plano espiritual e assim estar presente até a consumação deste século (Mat. 28:18-20), e reinará eternamente. Assim entendemos e expressamos o messianismo e seu milenismo, Topia e não utopia, independente de qual seja a corrente: Amilenismo, Pré-milenismo e Pós-milenismo, sob os aspectos da dialética: “AGORA SIM, AINDA NÃO!”.

“Quem tem ouvidos, ouça” – (v. 21). O filho de Deus, não se importa com aquilo que o mundo diz. O tempo está próximo. A nossa salvação está mais perto do que quando cremos. Há muitas vozes no mundo, mas “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito Santo diz às igrejas”.

 

 

Conclusão:

 

O que podemos e devemos aprender com a Igreja em Laodicéia? Mais Trigo, mais joio! A separação é certa, mas não agora. O trigo e o joio  precisam amadurecer primeiro. Então, na colheita de um e de outro, no fim desta era de mistura e confusão – paganismo/cristianismo –  os encarregados da colheita separarão o joio do trigo, com a facilidade com o pastor separa as ovelhas dos bodes. O problema é de âmbito mundial, pois o campo onde as duas sementes foram lançadas é o  mundo. É também insolúvel, pois a parecença do joio com o trigo é enorme, e o dono do campo não quer correr o risco de arrancar o trigo como se fosse joio. Há de se levar em conta também na qualidade deste produto. O proprietário é rigoroso, o trigo para ser guardado no celeiro. Não pode haver precipitação. Não se pode mais sacrificar sequer um pé de trigo. A Palavra vem sem qualquer rodeio na perspectiva do Juízo Final . Há trigo e joio, há crentes verdadeiros e falsos crentes. Falsos mestres, falsos profetas, falsos apóstolos e falsos cristos. A falsidade está temporariamente escondida atrás de uma capa bonita e atraente, atrás da capacidade de profetizar, da capacidade de expelir demônios e da capacidade de fazer muitos milagres (Mt. 7:32; 24:23-24). Esta parábola do trigo e do joio é bem atual, pois ninguém pode negar a intensidade e a velocidade do crescimento da igreja neste início de século. E o crescimento do joio vem junto com o crescimento do trigo. Ela explica uma série de coisas esquisitas que estão acontecendo e conduzirão os cristãos, as Igrejas e até os Concílios, tanto a ingenuidade da fé e doutrina, como da precipitação ao erro fatal. Além de fazê-los guardar na perseverança e na santidade com maior entusiasmo o fim da presente era e o inicio da Nova Era, novo céu e nova terra, com o retorno em glória de Jesus Cristo. À ética cristã postula: Os meios é que justificam os fins e não contrário, proposto no mundo dos homens e da política tomada pelo conservadorismo religioso, sem o Jesus da crucificação e o Cristo da Ressurreição. Pensemos nisto!

Que Deus abençoe ricamente os amados irmãos.

SÍNTESE HISTÓRICA DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL

SÍNTESE HISTÓRICA DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL

Alderi Souza de Matos

Com fins didáticos, a história da IPB tem sido dividida em alguns períodos claramente delimitados. A seguir são apresentados os principais dados de cada um desses períodos.

  1. Implantação (1859-1869)

O missionário fundador da IPB, Ashbel Green Simonton (1833-1867), da Igreja Presbiteriana do Norte dos EUA (PCUSA), chegou ao Brasil em 1859. Nos anos seguintes, ele criou a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (1862), o jornal Imprensa Evangélica (1864), o Presbitério do Rio de Janeiro (1865) e o “Seminário Primitivo” (1867). Outras igrejas fundadas nesse período foram as de São Paulo, Brotas, Lorena, Borda da Mata e Sorocaba. Chegaram novos obreiros, como Alexander Blackford, Francis Schneider e George Chamberlain, e foi ordenado o primeiro pastor nacional, José Manoel da Conceição (1822-1873).

 

  1. Consolidação (1869-1888)

 Em 1869, chegaram os primeiros missionários da Igreja do Sul dos EUA (PCUS), George N. Morton e Edward Lane, que se estabeleceram em Campinas. Os missionários da PCUS evangelizaram a região da Mogiana, o oeste de Minas, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás. Também atuaram no Nordeste e no Norte, de Alagoas até a Amazônia. Os principais foram John R. Smith, John Boyle, DeLacey Wardlaw e George W. Butler. Por sua vez, os missionários da Igreja do Norte atuaram na Bahia e Sergipe e no sudeste-sul (do Rio de Janeiro a Santa Catarina). Em 1870, o Rev. Chamberlain fundou a Escola Americana de São Paulo, precursora do Mackenzie College, e em 1873 Morton e Lane criaram o Colégio Internacional, em Campinas. Entre os pastores nacionais desse período estiveram Modesto Carvalhosa, Antônio Trajano, Miguel Torres, Antônio Pedro de Cerqueira Leite, Eduardo Carlos Pereira, Zacarias de Miranda e Belmiro César. As igrejas-mães também enviaram educadoras como Mary Dascomb, Elmira Kuhl e Charlotte Kemper.

 

  1. Dissensão (1888-1903)

 Em setembro de 1888 foi organizado o Sínodo, composto de três presbitérios, 20 missionários, 12 pastores e 60 igrejas. A IPB tornou-se autônoma, desligando-se das igrejas norte-americanas. O Seminário começou a funcionar em Nova Friburgo e depois se transferiu para São Paulo. O Mackenzie College foi criado em 1891, sendo seu primeiro presidente o Dr. Horace Manley Lane. Por causa da febre amarela, o Colégio Internacional foi transferido de Campinas para Lavras, e mais tarde veio a chamar-se Instituto Gammon. A cidade de Garanhuns começou a tornar-se um grande centro da obra presbiteriana no Nordeste. Foram lançadas as bases de duas importantes instituições: o Colégio Quinze de Novembro e o Seminário do Norte. No final desse período a Igreja Presbiteriana chegou ao Pará, ao Amazonas e a Santa Catarina. A igreja também iniciou a ocupação do leste de Minas. Em 1903, o Rev. Eduardo Carlos Pereira e seus companheiros fundaram a Igreja Presbiteriana Independente.

 

  1. Reconstituição (1903-1917)

 Em 1906 o Sínodo contava com 77 igrejas e cerca de 6500 membros. Em fevereiro de 1907, o Seminário foi transferido para Campinas, ocupando a antiga propriedade do Colégio Internacional. No mesmo ano, o Sínodo dividiu-se em dois (Norte e Sul) e em 1910 foi organizada a Assembléia Geral, tendo como primeiro moderador o Rev. Álvaro Reis. Nessa época, a IPB já estava com 10 mil membros comungantes e cerca de 150 igrejas, em sete presbitérios. Em 1911, a igreja enviou a Portugal o seu primeiro missionário, Rev. João Marques da Mota Sobrinho. A Missão Sul da PCUS passou a atuar em duas frentes: Missão Leste (Lavras) e Missão Oeste (Campinas). O Rev. William Waddell fundou uma influente escola em Ponte Nova, na Bahia. Teve início a obra presbiteriana no Mato Grosso: os pioneiros foram Franklin Graham (1913) e Filipe Landes (1915). Em 1917, foi aprovado o Modus Operandi, um acordo entre a igreja brasileira e as missões norte-americanas pelo qual os missionários desligaram-se dos concílios da IPB, separando-se os campos nacionais (presbitérios) dos campos das missões.

 

  1. Cooperação (1917-1932)

 O maior líder desse período foi o Rev. Erasmo Braga (1877-1932). Em 1916, ele participou com dois colegas do Congresso da Obra Cristã na América Latina, no Panamá. Poucos anos depois, tornou-se o secretário da Comissão Brasileira de Cooperação, entidade que liderou um grande esforço cooperativo entre as igrejas evangélicas do Brasil. Foi fundado no Rio de Janeiro o Seminário Unido. Outros esforços cooperativos do período foram o Instituto José Manoel da Conceição, fundado pelo Rev. William Waddell em Jandira, perto de São Paulo (1928), e a Associação de Catequese dos Índios (1928), depois Missão Evangélica Caiuá, em Dourados (MS). Em 1921, o Seminário do Norte foi transferido para Recife. Os principais periódicos presbiterianos eram O Puritano e o Norte Evangélico. Em 1921 morreu o Rev. Antônio Bandeira Trajano. Com ele desapareceu a primeira geração de obreiros presbiterianos no Brasil. Vários pastores deram valiosa contribuição de ordem intelectual e literária: Antônio Trajano (Álgebra Elementar), Eduardo Carlos Pereira (Gramática Expositiva), Otoniel Mota (O Meu Idioma) e Erasmo Braga (Série Braga).

 

  1. Organização (1932-1959)

 Nas décadas de 1930 a 1950, a IPB aperfeiçoou a sua estrutura, criando entidades voltadas para o trabalho feminino, a mocidade, missões nacionais e estrangeiras, literatura e ação social. Em 1940 foi organizada a Junta Mista de Missões Nacionais, com representantes da igreja e das missões norte-americanas. Em 1944 surgiu a Junta de Missões Estrangeiras e em 1950 foi criada a Missão Presbiteriana da Amazônia. Também houve a criação da Casa Editora Presbiteriana (1945). Neste período, a IPB participou de vários outros movimentos cooperativos: Associação Evangélica Beneficente, Confederação Evangélica do Brasil, Sociedade Bíblica do Brasil, Centro Áudio-Visual Evangélico. Em 1957 a IPB contava com seis sínodos, 41 presbitérios, 489 igrejas, 369 ministros, 89.741 membros comungantes e 71.650 não-comungantes. O período terminou com a comemoração do centenário do presbiterianismo no Brasil. A Campanha do Centenário foi lançada em 1946. Realizou-se uma grande campanha evangelística em 1952. Outras medidas foram a criação do Museu Presbiteriano, do Seminário do Centenário e do jornal Brasil Presbiteriano (1958), resultante da fusão de O Puritano Norte Evangélico. O lema do centenário foi: “Um ano de gratidão por um século de bênçãos”.

 

  1. Polarização (1959-1986)

 Nesse período, a igreja sofreu o forte impacto dos acontecimentos políticos ocorridos no Brasil, que resultaram no regime militar (1964-1984). Intensificou-se a polarização entre conservadores e progressistas que já vinha se manifestando há alguns anos. Os conservadores, defensores da teologia reformada tradicional, foram vitoriosos nesse confronto quando o Rev. Boanerges Ribeiro foi eleito presidente do Supremo Concílio, e reeleito duas vezes, a única vez em que isso ocorreu na história da IPB (1966-1978). Boanerges foi sucedido por Paulo Breda Filho (1978-1986), o único presbítero a ocupar o cargo maior da igreja. Ao lado de grandes tensões, também houve desdobramentos construtivos como a transferência da Universidade Mackenzie para a IPB, a ampliação do trabalho de missões nacionais e estrangeiras, o aumento significativo do número de igrejas e concílios, e o crescimento numérico da denominação, que se aproximou da marca de meio milhão de membros comungantes e não-comungantes.

 

  1. Período atual

 Nas últimas décadas a IPB continuou a crescer e a diversificar as suas atividades. O ambiente político e teológico tornou-se mais conciliador, num ambiente de crescente pluralismo, mas ainda persistem tensões latentes. A igreja sofre o impacto dos novos movimentos que tem afetado o protestantismo brasileiro, especialmente nas áreas litúrgica e doutrinária. O neopentecostalismo tem exercido fascínio sobre muitos pastores e comunidades. No aspecto positivo, destacam-se a maior preocupação com a educação teológica, a criação de vínculos com igrejas reformadas ao redor do mundo, o investimento em missões transculturais, o notável crescimento na área de publicações e a utilização dos meios de comunicação de massa, como a televisão e a Internet.

 

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

. Como aplicar os conceitos revolucionários da Inteligência Emocional nas suas relações pessoais, interpessoais e profissionais, reduzindo o estresse, aumentando a satisfação no  dia-a-dia, numa aldeia de conflitos beligerantes nos dias de hoje?

. Airton Sena: “O meu equilíbrio vem de minha família.”

PROPOSTA TEMÁTICA:

# FAMILIA: Sabedoria e Equilíbrio ( Gn. 1: 27,28)

  • Espiritualidade Integral;
  • Inteligência emocional;
  • Sabedoria e Equilíbrio;
  • A Fórmula Boa Dessa Química: < M.S + H.P = Lar feliz…

M.S < Prov. 14:01 + H.P. < Lc. 6: 46-48 = Casa Edificada na Rocha! (v. 49) Profecia sobre a Família em Crise e ruína…

< Sabedoria, é sinônimo de equilíbrio na Bíblia >

# Sabedoria: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça a Deus,…” (Tg. 1:5);

# Sabedoria: “Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.” (Prov. 3:13);

# Equilíbrio/Prudência: “O bom siso te guardará e a inteligência te conservará.” (Prov. 2:11);

 

  1. “Criou Deus…homem e mulher os criou.”
  2. “Deus os abençoou,…”
  3. “Sede fecundos, multiplicai-vos…”
  4. “…enchei a terra e sujeitai-a; dominai…”
  5.  FAMÍLIA: Pela graça de Deus, para a glória de Deus e para o bem do mundo.
  • A Família na Crise Atual (Gn. 3:1-6; 2 Tm. 2:24-26; 3: 1-7);
    • Os tempos são maus! Muitos pensam que a família está à deriva. De fato, ela está sendo submetida a um processo insano de destruição, que afronta o Criador e tem efeitos nefastos para a sociedade.
    • A família é bênção! É um projeto que foi idealizado e estabelecido por Deus como parte da Criação. A família é uma expressão da graça de Deus. Ela existe para a glória de Deus. É um instrumento de bênção para o mundo.
    • Esse Simpósio bem pensado e oportuno tem como objetivo além de instruir, tem como propósito desafiar e motivar cada um de nós a reconhecer e cumprir o nosso papel no ambiente familiar, aonde mais se exige a sabedoria e o equilíbrio para o bem-estar de todos, de acordo com as orientações da Palavra de Deus.
    • A Escritura Sagrada é a nossa regra infalível de fé e de prática (Jargão Reformado).

 

  • SABEDORIA E EQUILÍBRIO NA CONSTRUÇÃO DO LAR CRISTÃO:

# Sabedoria (Latim – Sapere “sabor”, e “gosto” Conhecimento e erudição;

# Sabedoria ( Grego  – Sofia – equivale ao “saber”;

# Equilíbrio: S.m. harmonia, estabilidade e solidez.

# A origem da sabedoria – De Deus procede à sabedoria. A Ele pertence – Prov. 8:22-31; Cristo é a revelação da sabedoria de Deus (1ª Co.1:24); o temor ao Senhor: Sl.111:10; Prov. 9:10);

2.1- A Edificação da Família (Sl. 127-128). Deve se dar segundo os princípios cristãos. Marido, mulher e filhos devem se emprenhar em abraçar os mandamentos do Senhor, para a construção de uma família que reflita a glória de Deus, que proporcione alegria e felicidade aos seus membros e que seja uma inspiração para as famílias que estão à volta. “…em ti serão bendita todas as famílias da terra.” ( Gen. 12:3c).

2.2- Atenção à Palavra de Deus (At.2:37-38) 3.000 mil pessoas se converteram nesse Pentecostes;

2.3- Experiência da Conversão a Cristo e Vida no Espírito: Quando a presença do Espírito Santo enche uma casa, a vida familiar se torna uma experiência extremamente gratificante. Exemplo: Família do Carcereiro de Filipos (At. 16:29-34);

2.4- Zelo Quanto à Vida Espiritual dos Filhos (At. 2:39) A promessa é para os nossos filhos também.No processo de construção do lar cristão, os filhos têm um lugar especial. Eles devem ser alvo constante de oração e evangelização;

 

2.5- Perseverança na Fé Em Meio a Um Mundo Pervertido: “Salvai-vos desta geração perversa.” (At. 2:40);

2.5.1- Interação Familiar – Comunicação intensa e profunda que toque no coração e na mente e não conversa superficial; (vídeo);

2.5.2- Falar Somente Após Ouvir e Compreender (Prov. 15:23);

2.5.3- Falar Sempre de Forma Respeitosa e Com Ternura (Prov. 15.1);

2.5.4- Conflitos Familiares Devem Ser Resolvidos Em Família (Ef. 4: 26,27) “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo.”  Resolva o problema o mais breve possível a fim de não se enraizarem no coração (Hb. 12:14,15). Não viva com o mal-estar;

# Vídeo sobre conflito Familiar

 

  1. SABEDORIA E EQUILÍBRIO NA CONDUÇÃO DOS FILHOS:
    1. Vamos ao conhecido conselho do sábio Salomão: Prov. 22:6; A recomendação do Apóstolo Paulo: Ef. 6:1-4; Sl. 127: 03; 128:3;
    2. Pais Exemplo na Vida Cristã Para os Filhos e Netos – Timóteo “fé sem fingimento a mesma que habitou na sua avó Loide e sua mãe Eunice 2 Tm.1:4-5;
    3. Pais Devem Compreender Que as Lutas da Vida Fazem Nossos Filhos Crescer – Necessidades pelas quais passou Timóteo: Diz Paulo: “Lembrado das tuas lágrimas, estou ansioso por ver-te.” ( 2 Tm. 1: 4-)
    4. Como Crescia Jesus Segundo o Relato dos Evangelhos?

# Crescimento físico – “crescia o menino e se fortalecia”;

#  Crescimento Intelectual – “E crescia o menino em sabedoria.”;

# Crescimento espiritual – “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça diante de Deus.”

# Crescimento social – “E crescia diante de Deus e dos homens;

# Vídeo sobre Pais e Filhos:

4- SABEDORIA E EQUILÍBRIO NA INTERAÇÃO FAMILIAR: A COMUNICAÇÃO SAUDÁVEL!!!

“É melhor comer um pedaço de pão seco, tendo paz de espírito, do que ter um banquete numa casa cheia de brigas.” (Prov. 17:01).

4.1-Os Elementos da Comunicação: Emissor – mensagem – receptor;

ACIONANDO A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NA COMUNICAÇÃO

A Palavra de Deus apresenta algumas regras muito eficazes para uma boa comunicação. A observância dessas regras garantirá aos membros da família um nível de comunicação capaz de superar a superficialidade, a imaturidade e as dificuldades.

# Pensemos Nisto!

4.2- Falar Somente Após ouvir e Compreender; Prov. 15:23, “O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é!”.

Prov. 15:28, “O coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos perversos transborda das maldades.”

4.3- Falar Sempre de Forma Respeitosa e Com Ternura:

Conselho bom e oportuno de Salomão: Prov. 15:1, “a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” Cuidado, com homem iracundo 19:19!”

# Numa discussão entre o casal, não se deve falar da família do cônjuge, pois isso fere profundamente. Não se deve jamais praticar o bullying: violência física ou psicológica para humilhar o outro.

Ex. A sua sogra é a mulher mais perfeita que eu conheço!

# Relação entre Pais e Filhos, devem prevalecer o respeito, a amizade e a ternura: “ Filhos, em tudo odebecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante do Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados.” (Cl.3:20,21);

4.4- Conflitos Familiares devem Ser Resolvidos em Família:

# Diz o velho Ditado: “Roupa suja se lava em casa”

# A Comunicação não pode ser interrompida entre o casal e entre pais e filhos. A solução é enquanto antes. Eis a orientação da Palavra de Deus: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo.” (Ef. 4: 26,27).

A boa interação familiar cria um ambiente de paz e alegria, fortalece a família, glorifica a Deus. Portanto, vale a pena todo o esforço nesse sentido.

5- SOBREVIVENDO AOS TEMPOS DE CRISE COM SABEDORIA E EQUILÍBRIO:

#Desafios a INTELIGÊNCIA EMOCIONAL: a Sabedoria e o Equilíbrio:  (Mq. 7:1-7)

  1. Lamento pela pecaminosidade do povo que é universal (v.1)
  2. A pecaminosidade é irrestrita (VV. 2,3);
  3. Ela Envolve os líderes: Príncipes e Juízes (v.3);
  4. Os ricos espoliam os pobres (v.3);
  5. Ela demonstra de maneira pervertida (v.4);
  6. A pecaminosidade é desnaturais: social e familiar (VV.5,6);
  7. Deus, entretanto, é misericordioso e nEle há esperança (v.7-10; 19,20);

 

# Nesses tempos de crise sem precedentes na história do nosso Brasil e no mundo, com a escalada de crimes humanitários, somados às ameaças de uma guerra entre as potências com o uso de armas atômicas e químicas, resta-nos pedirmos muita sabedoria e equilíbrio nessa hora de convulsão política, econômica, social e espiritual:

5.1- A Família Precisa Ter Percepção do Tempo Em Que Está Vivendo:

 

5.2- O mundo mudou minha gente! Desfrutamos hoje do conforto e recursos advindos do progresso da humanidade, isso é inegável, por outro lado, também vivemos tempos difíceis, dias que tanto desafiam a família. É precciso de sabedoria e muito equilíbrio – Inteligência Emocional:

Bem-vindos, ao 3º milênio! Era da tecnologia, da internet, da Indústria 4.0 e da robótica.

 

# Atentai também, para a crise de paradigmas que caracteriza a pós-modernidade que tem solapado os alicerces da família. Os novos modelos de estruturação social e de comportamento têm desafiado a viabilidade da família conforme o modelo bíblico – a família convencional;

 

5.3- A Esperança da Família Deve Se Firmar no Senhor

5.3.1-  O que fazer num cenário igual ao do profeta Miquéias? É confiar que existe uma tênue luz que começa a brilhar: é a luz da esperança; não da esperança no homem, na sociedade, mas da esperança em Deus: “Eu, porém, olharei para o Senhor; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá.”

 

5.4- O Senhor Tem Uma Aliança Com As Nossas Famílias:

4.4.1- Ao chamar Abraão, Deus firmou com ele um concerto, dizendo: “ de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção:…” (Gn. 12: 2,3).

 

DE BEM COM A VIDA!

Como viver de bem com a vida, se as circunstâncias se tornam tão desfavoráveis? O fato de sermos crentes em Jesus não nos isenta de experimentar aflições, mas a Palavra de Deus nos ensina a enfrentar e superar as adversidades.

# Revisitando os lares de nossos heróis da fé na história da revelação de Deus. Qual deles revela ter usado a sabedoria e o equilíbrio em família?

Ex. Adão e Eva no Paraíso; Abraão e Sara  em atender o chamado divino; Isac e Rebeca no caso de Jacó e Esaú; Josué e sua Família  em permanecer em Deus; Moisés e Zípora, o abandono de sua família; Filipos e sua família em tomar a decisão de seguir a Jesus; Maria, mãe de Jesus na festa de casamento.

 

  1. BUSCANDO A SAÚDE FÍSICA E MENTAL EM SABEDORIA E EQUILÍBRIO

6.1- Quando as circunstâncias exigem a sabedoria e o equilíbrio na superação:

# Doenças Psicossomáticas: são doenças que se relacionam com a natureza física e a emocional:

. Do aparelho Digestivo: anorexia, bulimia, náusea, cólica e diarréia – traumas e estressada;

. Do aparelho respiratório: tosse, perturbações de linguagem, falta de ar e respiração ofegante;

. Do aparelho cardiovascular: Taquicardia ou hipertensões arteriais passageiras;

 

O QUE FAZER?

6.2- Compreender Que As Doenças São Parte de Nossa Vida:

Ex: a) Doença Física de Jó – Jo 19:25-27;

  1. b) As Dores de Davi – 38:1-10;
  2. c) As Doenças de Paulo – 2 Cor.12:7-10;
  3. d) As Doenças de Timóteo:

6.3- Utilizar Os Recurso Científicos Como Instrumentos de Deus para a nossa Saúde:

#Ensina a Bíblia que: “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.” (Tg. 1:17);

 

 

6.4- Cultivar Uma Vida Saudável e Equilibrada:

# Uma Visão Integral da Vida– Não se pode conceber o organismo em compartimentos. Nossa saúde depende de estarmos bem em todas as áreas da vida;

# Uma Visão Equilibrada da Vida – Não se pode enfatizar demais uma área da vida em detrimento de outra;

# Uma Visão Feliz da Vida – “Ser Feliz!”

 

CONCLUSÃO:

 

Não podemos ignorar que os dias são maus e ameaçam a família. Entretanto, devemos pedir a Deus muita sabedoria e equilíbrio – Inteligência Emocional, para o enfrentamento diário. Devemos ainda, esperar no Deus de nossa Salvação, pois o Senhor tem uma ALIANÇA com nossas famílias, uma ALIANÇA estabelecida com Cristo, na qual, somos beneficiários como declara o Apóstolo Pedro, em Atos 2:39,  “Para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor,nosso Deus chamar.”

 

 

 

Curitiba, PR – 19 de Maio de 2018.

 

 

Rev. Mario Ramos

Pastor da Igreja Presbiteriana do Tatuquara

Curitiba-PR

OS FILHOS DE ADÃO E EVA NO JARDIM DO EDEN

OS FILHOS DE ADÃO E EVA NO JARDIM DO EDEN

SUPLIMENTO AO ESTUDO DA LIÇÃO SOBRE A TRAGÉDIA DO PECADO E O ALCANCE DE SUAS CONSEQUENCIAS

 

“A ciência sem a religião é coxa; e a religião sem a ciência é cega” – (Albert Einstein)

 

ANTES DE MAIS NADA É PRECISO CONSIDERAR QUE:

1 – Tema polêmico como este não é doutrina da Igreja;

2 – O historiador Flavio Josefo, Judeu, considerou o reducionismo dos relatos bíblicos, porém, não se ofereceu aos enígmas;

 

3 –  Os Pais da Igreja, não trataram deste assunto – entre eles:

Tertuliano, Santo Ambrósio, Santo Agostinho, São Jerônimo, Orígenes, Atanásio, Cipriano, Eusébio, Ário e outros

 

Vale apenas, refletir no que disseram Tertuliano e Agostinho sobre a criação:

 

Tertuliano: “Maria concebeu o Verbo Encarnado (Filho de Deus) Sendo ela uma espécie de Eva no seu estado de retidão”

 

Agostinho: “também não acreditava que o pecado original tenha provocado mudanças estruturais no universo e chegou a sugerir que os corpos de Adão e Eva já teriam sido criados mortais antes da “queda”65 . Finalmente, Agostinho reconhece que a interpretação da história da criação é difícil e lembra que devemos estar dispostos a mudar nossas ideias conforme novas informações forem aparecendo66 .

 

4 – Os Reformadores ignoraram este tema por terem algo mais importante e urgente na época a serem tratados;

5 – Os exegetas e hermeneutas atuais, na sua maioria, são a favor a geração edênica (Éden) conforme Gn. 1: 27-28;

6 – Somos cristãos, e a nossa religião não se constitui de mistérios, devemos dar explicações e respostas do porque cremos a ciência e aos céticos; e por fim;

7 – Devemos considerar sempre o que nos fala Deut. 29:29 – diante de pontos turvos ou enigmáticos;

 

É preciso conhecer e ter em mãos o uso de instrumentos ou ferramentas que nos auxiliem na interpretação de assuntos polêmicos (Exegese, a hermenêutica e a semântica); não basta apenas a literalidade das Escrituras;

 

Por último, está no Deus Espírito Santo, o Nosso Instruidor por excelência, a chave verdadeira para compreendermos toda a revelação de Deus – nas Escrituras; o Ponto de Partida e de Chegada é Jesus Cristo;

 

ASSIM POSTO, DEVEMOS COM CAUTELA, ENTRARMOS EM ÁGUAS MAIS PROFUNDAS, NO TOCANTE AO ESTUDO DA PALAVRA:

 

 

O Casal Federal e Representante da Humana – Adão e Eva, tiveram filhos no Éden?

 

Sendo Adão a imagem e a semelhança de Deus, tinha a necessidade de pecar? E se o seu pecado teve como o fruto a desobediência sexual, tornou-se Deus Co-culpado?

 

Se Adão e Eva tiveram a sua primeira relação sexual e teve filhos a partir da queda, isso não contradiz Gen 1: 27 e 28? E ainda não faz do sexo e dos filhos uma eterna maldição? Sendo o próprio Deus culpado direto por lhes ter dado o sexo e “fê-los fecundos”?

 

A natureza do Jardim do Éden era diferente da terra?

 

Quanto tempo (anos ou eras) eles viveram no Éden, até a Queda?

 

Teria Deus abençoado o fruto do pecado – se é correto afirmar que o sexo só foi conhecido após a desobediência?

 

Teria o casal Adão e Eva, desobedecidos a Deus na determinação de crescer, multiplicar e encher a terra em Gn 1:27 e 28 – mesmo antes da queda em Gn. 3?

 

Deus, por causa da desobediência de Adão, amaldiçoou a terra após a queda, aquilo que antes fora um paraíso por longas eras, num ambiente de perfeição e de bênçãos perene.

 

 Deus, multiplicou a Eva, as dores na gravidez e no parto, após a queda, significando que a sua experiência anterior na conceição era natural, ou seja, como multiplicar se Eva não tinha tal experiência?

 

Por que, o reducionismo de relatos bíblicos sobre a raça adâmica por longas eras antes da queda?

 

Com a filha de quem, Caim se casou, se é correto afirmar que Adão e Eva não tiveram filhos antes da queda?

 

Como explicar a cidade de Node, no oriente do Éden, (Gn. 4:16) para onde Caim vai se refugiar de seus perseguidores em (Gn. 4:15)?

 

Quem são os Nefilins de Gn. 6:2, de que raça humana vieram esses gigantes, já que temos Adão e Eva por único pai da raça humana?

 

Estas e outras perguntas têm mexido com a mente teológica e motivo de questionamento de cépticos.

 

TEORIA FAVORAVEL DE QUE ADÃO E EVA NÃO TIVERAM FILHOS NO ÉDEN

 

. Se o casal tivesse estes filhos antes da queda eles não teriam pecado;

. Se tivesse tais filhos no Éden teríamos duas raças: uma em retidão original;

E outra pós-queda, em depravação total; Isto contraria a Bíblia (Todos pecaram);

. A Bíblia menciona que tiveram filhos depois de expulso do Jardim no pós-queda – Gn. 4:1;

 

 

 

 

 

ESTE ARGUMENTO É FALACIOSO E INCONSISTENTE:

 

. Adão, o representante da raça humana, ao desobedecer a Deus, sendo este o Cabeça Federal da humanidade, caiu, e com ele, toda a espécie da criação foi atingida por seu pecado – Toda a Natureza (Rm. 8:18-30);

. Adão comprometeu o seu passado original de retidão bem como de toda a sua descendência edênica – Assim sendo (Todos pecaram, inclusive os filhos antes da Queda);

A genealogia edênica (Éden) Moisés omitiu pelo fato de se tratar de filhos na natureza de Adão e Eva no estado de retidão; enquanto a genealogia adâmica pós-Queda, trata-se de filhos de Deus mediante o pacto do Próto-Evangelho feito em, Gn. 3:15. Assim, Caim representa o incrédulo e Abel representa o filho da obediência – o eleito;

 

A REDENÇÃO E A RESTAURAÇÃO DA IMAGO DEI

 

 Jesus Cristo, Nosso substituto na cruz, redime o homem do pecado desde Adão até ao último homem que nEle crer na atual dispensação. Desta forma, em Jesus Cristo, a Imagem de Deus, perdida no homem pós-Queda, é redimida e restaurada da corrupção espiritual –  Gn. 3:15;  I Cor. 15; Rm. 8;   –  Lois Berkhof – Teólogo Calvinista.

 

Esta informação é para quem deseja acompanhar á luz da Bíblia.  A Bíblia não é um livro comum. Ela contém verdades encobertas por determinação Divina.

 

Entre essas verdades está uma questão que mexe com a mente dos Teólogos: Adão e Eva tiveram filhos ou filhas no Paraíso (Éden)?

 

Quantos anos eles viveram no Paraíso? Éden?

 

A Bíblia não tem respostas claras e literais, entretanto logo após serem criados, Deus deu-lhes ordens para serem fecundos e multiplicarem-se, enchendo a terra – “Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei [a terra] e sujeitai-a…” (Gn 1,27,28). Deus disse: “enchei a terra”.

 

“…enchei a terra e sujeitai-a” – Esta ordem só foi possível de ser cumprida enquanto o homem no estado de retidão; ou seja, dotado de da imagem e semelhança de Deus; porém, com a queda, ele perdeu esta imagem e o seu livre arbítrio espiritual; passou a ser dominado.

 

Adão e Eva foram criados no sexto dia. Logo em seguida Deus descansou no sétimo dia.

 

Do exposto fica mais a seguinte indagação: um dia era apenas 24 horas ou um período indeterminado de tempo. Pedro em sua 2ª. Carta diz – “Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como [mil anos], e [mil anos] como um dia.”

 

Se os dias foram 24 horas como responder aos cépticos e a Ciência em nossos dias?

 

Se for um período indeterminado de tempo, então Adão e Eva tiveram amplas possibilidades já que tinham a potencialidade “Sede fecundos e Multiplicai” de terem filhos no Paraíso (Éden). Desta forma, obedecendo de plano o propósito divino em Gn. 1:27,28.

 

O detalhe mais significativo e que não deve ser motivo de escândalo sobre os filhos de Adão e Eva no Éden, está na ordem de Deus para que eles fossem fecundos e se multiplicassem e enchendo a terra – “Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei [a terra] e sujeitai-a…” (Gn 1,28).

 

Esta ordem Gn 1:27 e 28, foi antes de serem expulsos pela desobediência, logo, eles foram criados adultos e com todo vigor para o sexo e fecundos; por isso, obedeceram ao seu Criador, até à QUEDA de Gn 3;

O relacionamento sexual de Adão e Eva no Éden, transcende o nosso entendimento, pois trata-se de algo vivido num estado de pureza e santidade, que hoje, a humanidade não tem.

 

Que fizeram sexo no Éden e tiveram filhos, eu não tenho a menor duvida, conforme vou mostrar contextualizando e paulatinamente.

 

São muitas as evidências de que houve um longo período Edênico, porém, não registrado literalmente por Deus, mas sim, enigmaticamente.

 

Outra questão intriga a tantos quantos procuram uma explicação para o texto Bíblico de Gn 6,2.4 – “viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na Antigüidade.” – que faz menção de filhos de Deus e filhas dos Homens.

 

Como em muitos outros assuntos em que os textos não estão em ordem, isto é, separados de forma enigmática, este também pode ter sua resposta ou explicação fazendo uma ligação dos filhos de Deus em Gn 6,2.4, como resposta de que são filhos de Adão e Eva no Paraíso (Éden). Os quais foram atingidos pelo mesmo pecado cometido por Adão, sendo este o representante da raça humana.

 

Porque Deus não inspirou o registro dos filhos / filhas de Adão e Eva no Éden?

 

Por se tratar de um período transcendental. Deus o registrou de forma enigmática como vamos ver a seguir.

 

O texto de Gn 4,17 –  “Conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu, e deu à luz a Enoque. Caim edificou uma cidade, e lhe deu o nome do filho, Enoque.” – pode conter a confirmação sobre filhos / filhas de Adão e Eva no Paraíso – Éden, quando diz que Caim conheceu sua mulher.

 

Tudo indica, que se trata de uma descendente de descendente de Adão e Eva do período Edênico (Éden), que certamente não conhecia sua Historia, pela distancia, já que Caim afastou-se para longe, após matar seu irmão Abel.

 

Com certeza você deve estar questionando, para não dizer outra coisa, as minhas colocações, mas continue lendo, por favor!

 

Observe:

 

Gn 3,16 – “…E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.” – Deus disse para Eva que ela a partir daquele momento teria as dores de sua gravidez multiplicada e em dores daria a luz, numa declaração lógica de que ela o fazia com uma natureza diferente da atual – ou não?!

Ao afirmar que multiplicou é sinal de que partiu de um patamar já existente. Só se multiplica o que tenha acontecido ou acontecendo.

 

Somente este texto tem levantado muita polêmica  a favor de que houve nascimento de filhos no período Edênico. Não deixa duvida que antes de Caim e Abel nasceram, Eva já tinha experimentado gravidez sem dor, sem problemas, gestação e nascimento que não se compara com as atuais;

 

Vou lembra o que Deus disse para Adão e Eva – “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra” – Gn 1:27 e 28.

 

FECUNDOS: Que tem a faculdade de produzir ou reproduzir; fértil. A procriação sempre passou pelo caminho da sexualidade.

 

Eu sempre notei uma preocupação em não abordar estes assuntos, nas Igrejas, em face da sua enigmática explicação. Quero deixar claro que faço conscientemente.

 

Medite em Gn 4,14-45 – “Eis que hoje me lanças da face da terra; também da tua presença ficarei escondido; serei fugitivo e vagabundo na terra; e qualquer que me encontrar matar-me-á. O Senhor, porém, lhe disse: Portanto quem matar a Caim, sete vezes sobre ele cairá à vingança. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse.” – e observe que existiam muitos descendentes de Adão e Eva que foram gerados inicialmente no Período Edênico e que foram se espalhando e multiplicando-se pela terra, conforme Deus ordenou em Gn 1,28 – “enchei a terra”, como explicação para quem pudesse matar a Caim.

 

Quanto ao tempo que durou o período Edênico, a Arqueologia afirma que os indícios do aparecimento do Homem deu-se  de forma marcante e indiscutível, a partir de  10 mil anos atrás, podendo retroceder a um período maior e indefinido.

 

A cronologia Bíblica afirma que Adão e Eva foram criados a partir de cerca de 6 mil anos atrás.

 

Dentro desse raciocínio eu não tenho a menor duvida que o período Edênico durou pelo menos 04 mil anos, tempo que Adão e Eva encheram a terra, conforme Gn 1,28, antes de serem expulsos do Éden. A partir da saída do Éden (queda), a terra tem 6 mil anos conforme a Bíblia, mas, lembrando que as datas são aproximados.

 

Assim podemos de imediato explicar a afirmação de que pudesse matar a Caim em Gn 4,14-15, bem como, a mulher com quem ele se cassou, e, de onde saiu à população necessária e suficiente para fundar uma cidade, por Caim, com toda uma estrutura que a define – “Conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu, e deu à luz a Enoque. Caim edificou uma cidade, e lhe deu o nome do filho, Enoque.”.

 

MEDITAR:

 

O Atlas da Historia Universal – The Times – Centro Cultural Banco do Brasil, em sua pagina 12 afirma o seguinte:

 

“É surpreendente como a agricultura se desenvolveu, aparentemente, de forma independente em diversas zonas do Mundo tão distantes entre elas, e aproximadamente na mesma época. No Oriente Médio por volta de 8.000 a.C.; Na china aproximadamente 6.000 a.C. Na Mesoamérica ao redor do sétimo milênio… Além disso… foi desenvolvida a criação de animais: ovelhas e cabras, porcos e gados bovinos.”

 

Estou fazendo esta pausa  no propósito de chamar a atenção para os dados históricos e suas datas que são muito importantes para a compreensão do que afirmo em relação a Arqueologia e a Cronologia Bíblica.

 

8.000 a.C, isto é, a 10.000 anos atrás, a Arqueologia afirma a presença do Homem no Oriente Médio – 8.000 aC. + 2.000 dC. = 10.000 anos.

Oriente Médio – região que a narrativa Bíblica indica como localização do Éden e Jardim do Éden – Gn. 2,8 -15.

 

6.000 a.C, isto é, a 8.000 anos atrás, na China, numa demonstração de que o homem foi paulatinamente, se espalhando (emigrando) para lugares mais distantes.

 

7.000 a.C., Na Mesoamérica, isto é, a 9.000 anos atrás, do mesmo modo de explicação.

 

 Não esquecer que a cronologia bíblica data a criação do homem (Adão e Eva), a aproximadamente a 4.000 a.C, Isto é, a 6.000 anos atrás, logo não há duvidas de que o Período Edênico durou mais de 4.000 anos, enigmaticamente e de forma transcendental.

 

Tudo indica que esse período de cerca de 4 (quatro) mil anos entre o aparecimento do Homem comprovado pela Ciência e o registro bíblico (diferença de 10 (dez) mil anos para 6 (seis) mil anos).Está relacionado com o homem (Adão e Eva) no Jardim do Éden, isto é, Adão e Eva ficaram 4 (quatro) mil anos, aproximados, no Éden, enchendo a terra conforme Deus ordenou. Por favor! Não se escandalize com o que vem mais adiante.

 

GENEALOGIA NÃO REGISTRADA

 

Quero chamar atenção para um outro detalhe que pode indicar que Adão e Eva tiveram filhos no Paraíso – Éden.

 

Quando Deus criou o homem em Gn. 1,26 Ele disse Imagem e Semelhança.

 

Em Gn 1,27 Ele enfatiza a Imagem como prova da sua importância.

 

Em Gn 5,1 Deus diz apenas Semelhança ao iniciar a Genealogia de Adão, após a queda, numa indicação de que houve uma perda do homem em relação a Deus. A imagem perdida.

 

Minha dedução é que houve uma descendência ainda no Éden, que Deus não registrou por ser especial, enquanto durou o Éden, e que se espalhou pela terra – “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra” (Gn 1,28).

 

Porque Deus não registrou a Genealogia Edênica?

 

– Porque o período Edênico foi transcendental.

– A terra como em todo era um Paraíso.

– Não Havia morte.

– Não havia doença.

– Não havia o mau. O mau estava sobe controle (queda de Lúcifer).

– Os anjos davam proteção contra acidentes e perigos.

– Os Salmos 34,7 – “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.” – e o Salmos 91,10-12 – “nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.”, certamente se explicavam  no Período Edênico, assim como hoje, se aplicam aos filhos de Deus. Posso afirmar isso com experiência própria quatro vezes.

 

A árvore do bem e do mal é a representação simbólica  de que o mal existia, mas estava sob controle de Deus. Embora ainda esteja, no entanto, Ele permite e delimita as ações do mal.Leia Jó: 1.

 

Adão não podia se contaminar com o mal, pois através de Adão o mal contaminaria toda a terra, como aconteceu enigmaticamente – “E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.” – Gn 3,17; “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.” – Rm 5,12.

 

A expressão filhos de Deus – “viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas;” – (Gn 6,2) pode ser a comprovação desta minha opinião, ao lermos em Gn 6,4 – “Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade.” – que os filhos de Deus eram diferentes, ou melhor, eram homens especiais, e geraram filhos especiais.

 

Do exposto, analise o seguinte:

 

  1. Gn 1,26 – Deus cria um homem à Sua Imagem e conforme a sua Semelhança;
  2. Gn 1,27 – Deus enfatiza a Sua Imagem na criação do Homem (Adão e Eva). Porem, após a Queda (pecado), Ele omite a Imagem quando diz que criou o homem apenas em Sua Semelhança, em Gn 5,1, numa demonstração de que o homem deixou de ser Imagem do criador do ponto de vista funcional. Tal imagem passa a ser estrutural e não mais funcional.
  3. Gn 3,16 – Eva tem modificado a sua gestação e concepção explicada anteriormente. Deus diz para a Eva que ela a partir daquele momento teria as dores de sua gravidez multiplicada e em dores daria a luz, numa declaração lógica de que ela fazia com uma natureza diferente da atual – ou não?! Ao afirmar que multiplicou é sinal de que partiu de um patamar já existente. Só se multiplica o que tenha acontecido ou acontecendo.
  4. Gn 4,1 – “… adquiri um varão com auxilio do Senhor”. Na expressão, ao que tudo indica, Eva passou por situações difíceis após as mudanças nas condições de gravidez, gestação e nascimento podendo estar incluso na expressão em destaque um possível aborto antes de Caim nascer, motivo pelo qual Adão apelou (clamou) ao Senhor, por ajuda.
  5. Gn 4,15-16 – existem pessoas nascidas antes de Caim, para que pudesse matá-lo, onde ele foi habitar, na terra de Node, bem distante do Éden.
  6. Gn 4,17 – Caim casa-se com uma mulher ao qual tudo indica descendente de descendente de Adão e Eva, a ponto de fundar uma cidade.
  7. Gn 5,1 – Deus cita apenas a criação do homem em Semelhança e omite a imagem, numa demonstração de perda material e espiritual do homem em relação a Deus.
  8. Gn – 5,1 – Mostra que havia uma diferença de linhagem (não registrado) caracterizada por filhos de Deus (gerados antes da queda de Adão e Eva) e filhos dos homens (gerados após a queda de Adão e Eva).
  9. Gn 6,4 – A linhagem dos filhos de Deus era especial a ponto de gerar filhos de renomes.

 

 

A pergunta que se faz e que você também deve estar fazendo:

 

Quem pecou foi Adão e Eva, como seus descendentes antes do pecado foram atingidos?

 

Adão por ser o Cabeça Federal e representante da humanidade ao pecar (desobedeceu) Adão comprometeu todo o seu passado de retidão original bem como de toda a sua posteridade criada no Éden.

Deus, em não registrar esses nascidos, mostra a profundidade do pecado cometido, a ponto de atingir a todos os descendentes com a perda da Imagem funcional, do livre arbítrio e da imortalidade, e com a omissão da genealogia. Gn 3,17 – “Maldita a terra por sua causa …”.

 

Houve um principio transcendental de contaminação que levou os descendentes de Adão e Eva nascidos antes da queda – chamados Filhos de Deus (Gn 6,2.4) – a perderem a Imagem, a Imortalidade e o Registro da Genealogia.

 

Existe, porém, um princípio transcendental de purificação que restaura a imagem funcional, o livre arbítrio e a imortalidade e a condição de Filhos de Deus, por intermédio da Graça – Jesus Cristo.

 

“Pois como em [Adão] todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados.” 1º. Cort 15,22.

 

O PECADO E  SUA TRAGÉDIA

 

Quem pecou foi Adão, assim sendo contaminou os seus descendentes nascidos antes do pecado (Queda), ao ponto de perderem a Imagem funcional (Imortalidade), e, desta forma Adão passou por hereditariedade ordinária o pecado a toda a humanidade (Rm. 3: 21-23).

 

 A contaminação de Adão pelo mal e a purificação pelo Sangue de Jesus, eliminando o pecado, é um ato de Justiça/amor (Jo. 3:16),  que somente na Eternidade poderemos entender claramente.

 

Quem pecou (contaminou-se) primeiro foi Eva, mas Deus disse que em Adão estava o problema da morte, que tornou a terra maldita – “E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.” – Gn 3,17.

 

Eva certamente iria morrer sem maiores conseqüências para nós, se Adão não tivesse desobedecido – Pecado – comido e contaminando-se. Esta é a conclusão que a afirmação de Deus nos dá entender: “… maldita é a terra por tua causa” – por causa de Adão.

 

 

 

PENSE NISTO!

 

Adão foi criado com cerca de 18 elementos químicos existentes na Tabela Periódica de elementos químicos que estão presentes na natureza orgânica e inorgânica do Universo.

 

Adão estava ligado diretamente ao mundo físico e espiritual, em Deus. Espiritual, pois era uma espécie de Sumo Sacerdote intercessor.

 

Outro detalhe que merece muita atenção esta no fato de Adão ter recebido o Sopro de Vida (Alma e Espírito) de Deus (Gn 2,7). Tudo indica que através do espermatozóide está a “essência” da alma e do espírito, que transmitida de geração em geração, e se forma juntamente com o corpo, durante a concepção e gestação, na mulher.

 

Eva foi criada a partir das costelas de Adão, enigmaticamente e transcendental.

 

Deus não diz que soprou a Alma e o Espírito em Eva.

 

Creio não ser exagerado relacionar a criação de Eva, por Deus, como algo quer a Ciência Genética está pesquisando, e, contrariando a ordem de Deus de crescer e multiplicar, e não clonar.

 

Agricultura e a Pecuária.

 

A arquitetura mostra que o Homo Sapiens (Homem atual) “surgiu” na terra por volta de 10.000 anos atrás.

 

A agricultura e a Pecuária são os vestígios mais evidentes de sua atividade, a partir dessa data (8.000 anos a.C),

 

A Bíblia afirma que Deus criou um Jardim e mandou o homem (Adão) a lavrar e o guardar (Gn 2,15), bem como, dominar os animais (Gn. 1,28).

 

Adão, ao que tudo indica, tinha uma inteligência ao nível de toda a capacidade cerebral que hoje o Homem não tem, e ensinava a arte de lavrar a terra e criar animais, aos seus descendentes ainda no Éden.

Como a ciência afirma que a agricultura e a pecuária eram do conhecimento do homem por volta de 8.000 a.C., em várias zonas do mundo, tudo indica que os nascidos de Adão e Eva ainda no Jardim do Éden, foram emigrando com o conhecimento adquirido de Adão e enchendo a terra como Deus ordenara (Gn 1,28).

 

Por volta do ano 4.000 a.C. Quando aconteceu de Adão e Eva serem expulsos do Paraíso (Éden) e Caim e Abel nasceram, um foi lavrador e o outro pecuarista (Gn 4,2), numa prova de que estas atividades já eram amplamente desenvolvidas pelos descendentes de Adão e Eva antes da Queda (pecado).

 

Preste atenção! Caim viveu por volta do ano 4.000 a.C., aproximadamente, e a ciência afirma que já por volta do ano 8.000 a.C., a agricultura e a pecuária eram amplamente conhecida e praticadas no Oriente Médio – Atlas da Historia Universal – região onde Caim foi habitar quando matou seu irmão Abel.

 

Node, região onde Caim foi habitar (Gn 4,16) ficava próximo ao Golfo Pérsico (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia).

 

Caim é um exemplo claro de escolha de que conheceu Deus de perto e seguiu o caminho da perdição (Gn. 4,7).

 

O mesmo aconteceu com Judas Iscariotes que durante três anos conviveu com Jesus. Ainda assim teve por causa de seu pecado um fim trágico.

 

Em homenagem ao Deão Thiago Rocha, meu professor da língua hebraica, ao falar sobre o Jardim do Éden, ele se empolgava, por se tratar de um lugar de delícia, Paraíso, onde a família edênica, podia até antegozar, a utopia celestial, naquele estado de retidão, justiça e santidade. Assim o Mestre Thiago ensinava:

 

“que em vista da ordem de ‘serem fecundos e tornarem-se muitos, e de encherem a terra’ (Gên 1:28), o fruto da árvore não poderia ser o símbolo de relações sexuais, visto que esta seria a única maneira de haver procriação”.

 

Curitiba-PR, 01 de Agosto de 2015.

 

 

Rev. Mario Ramos

 

CASAMENTO E SUAS VARIÁVEIS

CASAMENTO E SUAS VARIÁVEIS

EU QUERO SABER!

O QUE A BÍLBIA DIZ SOBRE O CASAMENTO? O QUE ENSINAMOS,  O QUE PREGRAMOS E COMO CELEBRAMOS AQUI? QUAL É A POSIÇÃO DE NOSSA DENOMINAÇÃO?

PRERROGATIVA DOS PRESBITÉRIOS E CASAMENTO

CE-SC/IPB-2007-MAIO – DOC. CXXXVII – QUANTO AO DOCUMENTO 130 – RESOLVE: Manter como PRERROGATIVA dos Presbitérios a análise e julgamento dos casos de sua jurisdição, conforme preceitua o Art. 88 da CI/IPB.

A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER E O CASAMENTO

I – O casamento deve ser entre um homem e uma mulher; ao homem não é lícito ter mais de uma mulher nem à mulher mais de um marido, ao mesmo tempo. (Gen. 2:24; Mat. 19:4-6; Rom. 7:3);

II – O matrimônio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher, para a propagação da raça humana por uma sucessão legítima e da Igreja por uma semente santa, a para impedir a impureza. (Gen. 2:18, e 9:1; Mal. 2:15; I Cor. 7:2,9);

III – A Todos que São Capazes de dar um consentimento ajuizado, é licito casar; mas é dever do cristão casar somente no Senhor;… (Heb. 13:4: I Tm. 4:3; Gen. 24: 57-58; I Cor. 7:39; II Cor. 6:14).

IV – Não devem casar-se as pessoas entre as quais existem os graus de consanguinidade ou afinidades proibidos na Palavra de Deus, tais como casamento incestuosos jamais poderão tornar-se lícitos pelas leis humanas ou consentimento das partes, de modo  PODEREM COABITAR COMO MARIDO E MULHER…( Gen. 3:16b; Dt. 24:1-4; Mt. 19:7-8)

 

1 –  ORIENTAÇÃO BÁSICA SOBRE ALGUNS ASPÉCTOS RELEVANTES SOBRE O CASAMENTO E SUAS VARIÁVEIS:

 

  • O CRISTÃO, O CASAMENTO, A REALIDADE DO DIVÓRCIO E DO NOVO CASAMENTO:

Até que a morte os separe!” Família, Igreja e Sociedade – um drama a ser enfrentado de frente; discutido à luz da Bíblia; refletido e dialogado em família; ensinado, orientado e tratado na igreja. Que sociedade nós estamos criando?

 

  1. Natureza do Casamento: É uma Instituição divina. Deus Criou o Homem e a Mulher e fez uma aliança terrena de carne e coração – “uma só carne” (Gen. 1:27; 2:24);
  2. Propósito do Casamento: Cumprir a finalidade principal do homem de glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. ( Gen. 1: 26,27).
  3. Perenidade no Casamento – “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. (Marc. 10:9; Mat. 19:6).

Por que Separam?

  1. Ética baseada mais nos direitos, do que nos deveres…;
  2. Licenciosidade moral e a liberdade autônoma…;
  3. Falta de fé, compreensão e obediência (I Cor. 10:13).

 

1.2 – Divórcio na Bíblia Segundo Jesus:

  1. a) Repúdio e abandono: (I Cor. 7:10-16; Mc. 10:1-12: Dt. 24:1-4);
  2. b) Jesus admite o divórcio por exceção “Porneia” – adultério” ( Mat. 5:31-32);

 

1.3 – Divórcio e Novo Casamento:

  1. a) Jesus: Se a separação-divórcio for por infidelidade – relações sexuais ilícitas ( Mat. 19:9-12);

 

1.4 – Casamento e Celibato Segundo Paulo: (I Cor. 7:1,7,8,9,27)

1.5 – Paulo admite o casamento: ( I Cor. 7:2,27,28);

 

1.6 – Casamento no Senhor (mesma Confissão de fé) – (Heb.13:4; I Tm.4:3; Gen. 24:57-58; I Cor. 7:39; II Cor.6:14);

 

1.7 – Divórcio Indevido – O Amor acabou?

  1. a) Amor jamais acaba (I Cor.13:8);
  2. b) Sentimento de amor é que acaba, quando a FONTE do amor, Deus, não é considerada ( I Jo. 3:18-22);
  3. c) Sentimento do amor não é causa; é a conseqüência – compromisso de amar;
  4. d) Deus não mandou se casar com a pessoa que ama (é sempre bom!)
  5. e) Deus mandou se amara pessoa com quem se casa.

1.8 – A Realidade do Divórcio e Ação Redentora Para Preveni-lo:

  1. a) Deus odeia o repúdio – (Mal. 2:16);
  2. b) Nos tempos bíblicos o casamento e o divórcio não eram matérias legais da alçada do Estado;
  3. c) Estes Institutos sempre foram de domínio da religião;
  4. d) O fato de o casamento ter amparo na lei civil não isenta da responsabilidade e da fidelidade diante de Deus e da Igreja;
  5. e) Nem todos os divórcios são igualmente injustos: Caso de Jose e Maria ela noiva, morando debaixo do mesmo teto conforme o costume da época – Talmude;
  6. f) Jesus diz que Moisés permitiu dar carta de divórcio por causa da dureza do coração – rebeldia (Marc. 10:5);
  7. g) Jesus admite o divórcio apenas em caso de relações sexuais ilícitas – Adultério – “porneia” – ( Mt. 5:31-32);

 

1.8 – Casamento – Divórcio e Novo Casamento de Pastores e Presbíteros;

  1. a) Segue as mesmas regras para o povo de Deus acima exposto:
  2. B) CE-SC/IPB-2007/MAIO – DOC. CLXXVI – Quanto ao Documento 130 –RESOLVE: Manter como Prerrogativa dos Presbitérios a análise e julgamento dos casos de sua jurisdição, conforme preceitua o Art. 88 da CI/IPB;

                       1.9 – Casamento e Lei Civil:

  1. a) Nos tempos bíblicos o casamento e o divórcio não eram                                                                            

                          matérias legais de alçada do Estado e sim, da Religião;

  1. b) No Brasil – CC. de 1890/01 – passou a vigorar em nossa

                            Pátria; na Europa, no séc. XVIII e XIX.            

LEI DO DIVÓRCIO NO BRASIL

            LEI Nº 6.515, DE 26 DE DEZEMBRO DE 1977.– Autor. Sen. Nelson Carneiro; 

 

CASAMENTO CIVIL COM EFEITO RELIGIOSO             

LEI No 1.110, DE 23 DE MAIO DE 1950.

 

Constelação Familiar ou Aconselhamento Noutético

  1. Constelação Familiar – Os Tribunais no Brasil já admitem a prática deste método psicoterapêutico – a busca de solução de traumas em separação – divórcio – método que visa a desencarnar pessoas vivas problemáticas e até mortos sobre as pessoas com dificuldade na solução divórcio (Espiritismo e ocultismo – manipulação das emoções….
  2. Aconselhamento noutético – Utilização da Palavra, da graça e da verdade como fonte de vida, impressa na mente da pessoa na ajuda de solução dos  mais variados problemas.

 

 

MODELO DE CASAMENTO CRISTÃO

 

Deus Instituiu o casamento monogâmico (Um homem e uma mulher) e heterossexual ( homem e mulher)

 

 

A BÍBLIA E O SEXO NO CONTEXTO DO CASAMENTO

 

                O sexo foi uma criação de Deus.  Deve ser feito no contexto do casamento, entre um homem e uma mulher. Fora do casamento, a prática sexual é um pecado de acordo com a Bíblia.

Para o casal, a vida sexual é muito importante, e o marido e a mulher devem ter intimidade sexual e desfrutar um do outro. Mas o sexo antes do casamento não faz parte da vontade de Deus para ninguém, e por isso deve ser evitado por todos aqueles que querem agradar a Deus.

 

 

 

 

 

Curitiba/PR – 16 de Novembro de2017.

 

Rev. Mario Ramos

Pastor da Igreja Presbiteriana do Tatuquara – Curitiba/PR

AS 95 TESES CUNHADAS PELO EX-FRADE MARTINHO LUTERO

AS 95 TESES CUNHADAS PELO EX-FRADE MARTINHO LUTERO


Em 31 de Outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da capela de Wittemberg 95 teses que gostaria de discutir com os teólogos católicos, as quais versavam principalmente sobre penitência, indulgências e a salvação pela fé. O evento marca o início da Reforma Protestante, de onde posteriormente veio a Igreja Presbiteriana, e representa um marco e um ponto de partida para a recuperação das sãs doutrinas. 

Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do padre Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito.

Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

 

1ª Tese Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos…., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.
2ª Tese E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.
3ª Tese Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.
4ª Tese Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.
5ª Tese O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.
6ª Tese O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.
7ª Tese Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.
8ª Tese Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.
9ª Tese Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema
10ª Tese Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.
11ª Tese Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.
12ª Tese Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.
13ª Tese Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.
14ª Tese Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.
15ª Tese Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.
16ª Tese Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.
17ª Tese Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.
18ª Tese Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.
19ª Tese Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.
20ª Tese Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.
21ª Tese Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.
22ª Tese Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.
23ª Tese Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.
24ª Tese Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.
25ª Tese Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d’almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.
26ª Tese O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.
27ª Tese Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.
28ª Tese Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.
29ª Tese E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal.
30ª Tese Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.
31ª Tese Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.
32ª Tese Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.
33ª Tese Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.
34ª Tese Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.
35ª Tese Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.
36ª Tese Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.
37ª Tese Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.
38ª Tese Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.
39ª Tese É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.
40ª Tese O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.
41ª Tese É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.
42ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.
43ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.
44ª Tese Ê que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.
45ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa. mas provoca a ira de Deus.
46ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura , fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.
47ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada
48ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.
49ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.
50ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro.
52º Tese Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.
53ª Tese São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.
54ª Tese Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.
55ª Tese A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.
56ª Tese Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo.
57ª Tese Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.
58ª Tese Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.
59ª Tese São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.
60ª Tese Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.
61ª Tese Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.
62ª Tese O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63ª Tese Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.
64ª Tese Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.
65ª Tese Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.
66ª Tese Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.
67ª Tese As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.
68ª Tese Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais Intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69ª Tese Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência-
70ª Tese Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.
71ª Tese Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.
72ª Tese Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.
73ª Tese Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.
74ª Tese Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.
75ª Tese Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.
78 ª Tese Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui.
77ª Tese Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar S. Pedro e o papa.
78ª Tese Em contrario dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12.
79ª Tese Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.
80ª Tese Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.
81ª Tese Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.
82 ª Tese Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima’ caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante Insignificante?
83ª Tese Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto’ ser Injusto continuar a rezar pelos já resgatados?
84ª Tese Ainda: Que nova piedade de Deus e dó papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga?
85ª Tese Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?
86ª Tese Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de S. Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?
87ª Tese Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?
88ª Tese Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como Já O faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.
89ª Tese Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?
90ª Tese Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91ª Tese Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.
92ª Tese Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz.
93ª Tese Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz.
94ª Tese Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno
95ª Tese E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.

 

 

 

 

OBS.: DEVEMOS ESTUDAR, COMPARAR E INTERPRATAR O CONTEÚDO DAS 95 TESES DE LUTERO, À LUZ DAS ESCRITURAS SAGRADAS, DA TEOLOGIA CALVINISTA E PRINCIPALMENTE, DAS TESES FEITAS POR JONH HUSS E JONH WYCLIFF HÁ 150 ANOS  DO PRÓPRIO LUTERO.

 

UMA RECOMENDAÇÃO PESSOAL

 

REV. MARIO RAMOS

PASTOR PRESBITERIANO

 

 

 

CURITIBA, 05 DE NOVEMBRO DE 2017.

 

CARTA ABERTA – 500 ANOS DE REFORMA RELIGIOSA!

CARTA ABERTA

500 ANOS DE REFORMA RELIGIOSA!

Séc. XVI – Entre a História e a Fé!                                                      ( Mq. 6:8)

Não somos idólatras da Reforma Religiosa. Temos o orgulho sim, de sermos herdeiros diretos desta história marcante do cristianismo autêntico. Devemos comemorar com gratidão os 500 anos de retorno aos postulados da Igreja Primitiva. A Igreja do Senhor Jesus Cristo. Contudo, cabe-nos nesse momento, a reflexão sobre três aspectos: 1) Analisar o Neo-luteranismo, que em culto ecumênico, assina uma Declaração Conjunta de Reconciliação com a Igreja Romana. Vemos que num passo de mágica, as sutilezas da Contra Reforma, por fim, alcança em parte, seus objetivos. Não se “perdoa” Lutero, a quem a igreja de Roma o declarou herege, bem como, sepulta os 30 anos de guerra, com a metade da Europa dilacerada. Vê-se, confirmar tristemente, o fato, em que, a transubstanciação daquele Cristo Redivivo, (sacrifício incruento), na Eucaristia, jamais se apartou da consubstanciação. É imperdoável e deveras preocupante. O luteranismo não tem autoridade representativa para assinar, declarar e reconciliar em nome dos reformados. Fala por si; 2) Analisar a existência profícua e os feitos de nossa tradição cristã reformada, protestante, calvinista, presbiteriana e evangélica, em nossa Pátria, desde 12/08/1859, anunciando o Evangelho e contribuindo com o crescimento de nosso País na esteira da Ação Social-Médico e educacional; 3) Precisamos discutir a fé evangélica no terceiro milênio e a resistência religiosa num mundo marcado pela descrença, a globalização e o capitalismo vadio especulativo, em especial, no Brasil, tomado por distorções, abusos e escândalos. Quiçá, sobre a eclesiologia, a teologia, à “fé” mercantilista a serviço de aventureiros inescrupulosos, a serviço do ódio, do crime humanitário, da xenofobia, do moralismo e intolerância pelo mundo afora. Entretanto, urge a considerarmos a fé evangélica no Brasil e o testemunho da Igreja. Para início de conversa, temos no nosso Parlamento os “cristãos”, que compõe a bancada da bola, do boi, da Bíblia e da “bala”! Existe naquele Pretório, um altar ao Deus desconhecido daqueles brasileiros (aqueles profissionais), em constantes imprecações contra os brasilianos (os cidadãos). Estamos falando, ironicamente, de dois “Brasis”. Os brasilianos desta terra não têm uma Constituição, que ainda é negada a uma parte importante da população. A atual estará comemorando 30 anos já com suas 96 PECs, o que faz da Carta Mágna obsoleta, lacunosa, e anti-cidadã.  Precisamos mudar! Precisamos Reformar! A começar pela nossa identidade, pelo nosso próprio nome, pela nossa própria definição como povo. Fomos o último País a promover a abolição. Porém,, a Portaria do Temer, veio como uma borracha, para apagar o que no passado fora assinado a “lápis”. No maior País católico do planeta, no País do sincretismo religioso, no País onde os católicos têm benzedeira, onde crente pratica espiritismo evangélico inebriado pelo mundo gospel em nome de culto a Deus, onde evangélicos vão as sessões espíritas, no País que alega, num misto de gracejo e esperança, ser a terra natal de Deus, o Todo-Poderoso, mas, que viceja o ateísmo, o moralismo sem moral e a falsa ética. É de clareza solar, que a ação dos hereges modernos, ou, dos modernos fariseus, é tão devastadora para o Evangelho de Cristo e Sua Igreja, quanto à descoberta de Charles Darwin – o evolucionismo (1809-1882). Nesta época de pluralismo religioso, pluralismo político, do analfabetismo político como nunca visto, insegurança jurídica, crise Institucional, festa de sonegação fiscal dos ricos e até de Instituição religiosa, corrupção sem limite e tantos outros males corrosivos da sociedade é importante termos a consciência clara do que significa ser um cristão reformado. Cremos que os postulados da reforma religiosa, alinhados aos princípios apostólicos, são a base para a formulação de novas concepções e a construção de uma nova igreja cristã, bíblica, democrática, ética, missionária e libertadora. Reafirmemos os Primados da reforma em qualidade de vida certa e doutrina correta: Somente a Escritura, somente Cristo, somente a graça, somente a fé e glória somente a Deus.

  Rev. Mario Ramos

Igreja Presbiteriana do Brasil

Formação: Bacharel em Teologia, Direito e Filosofia.

rev.marioramos@gmail.com

 

 

 

A VERDADE SOBRE A TENTATIVA DE GOLPE NA VENEZUELA – EMPRESÁRIOS – SABOTAGEM – ESTADOS UNIDOS E TERRORISTAS

A VERDADE SOBRE A TENTATIVA DE GOLPE NA VENEZUELA – EMPRESÁRIOS – SABOTAGEM – ESTADOS UNIDOS E TERRORISTAS

[Direção Nacional do CPPC] À medida que se aproxima o dia 30 de Julho, data das eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, intensificam-se as manobras por parte da oligarquia venezuelana e dos Estados Unidos da América para impedir a votação, colocar em causa o legitimo poder democrático do Presidente eleito do país, Nicolas Maduro, do seu governo e de outras instituições que defendem a legalidade democrática e institucional, os direitos, incluindo da liberdade, o bem-estar e a segurança, dos cidadãos venezuelanos face à ingerência externa, à guerra económica e à violência terrorista que visam perpetrar um golpe no país.

Brutais assassinatos e espancamentos, assaltos e saques de estabelecimentos comerciais – muitos deles de emigrantes portugueses -, sabotagem de infra-estruturas energéticas e industriais, vandalismo contra instituições e serviços públicos de saúde e educação, destruição e vandalização de transportes públicos, destruição de armazéns de alimentos e medicamentos, o boicote económico, o bloqueio financeiro, o açambarcamento de produtos de primeira necessidade e a especulação dos seus preços – tais são os métodos utilizados pelas forças golpistas, falsamente apresentadas pela generalidade dos órgãos de comunicação social como sendo «democráticas», «pacíficas» e «vítimas da repressão governamental».

A comunidade portuguesa radicada na Venezuela, também ela alvo da violência e do saque, só tem a ganhar com o fim da guerra económica, da operação de desestabilização e da violência e destruição golpista e a vitória do respeito da ordem democrática e constitucional defendida pelo Presidente Nicolás Maduro.

Neste sentido, o Governo português deve, no quadro do respeito da Constituição portuguesa, dos princípios do respeito da soberania e independência dos Estados e da não ingerência nos seus assuntos internos, contrariar uma qualquer ação ou ato de ingerência contra a República Bolivariana da Venezuela, suas instituições e povo, nomeadamente ao nível da União Europeia.

É chocante a cúmplice mistificação de órgãos de comunicação social, que omitem os brutais crimes perpetrados pelos grupos terroristas contra cidadãos venezuelanos ou os atribuem de forma vergonhosa àqueles que efetivamente defendem a população da violenta ação criminosa e de destruição por parte destes grupos paramilitares. É vergonhosa a forma como apresentam o repressor – os grupos terroristas golpistas – como «vítima» e a verdadeira vítima – a Revolução bolivariana – como «repressor», procurando esconder e «legitimar» a brutalidade da ação golpista.

Também a recente encenação de uma denominada «consulta popular» por parte da dita «oposição» serviu para mostrar o alegado repúdio popular ao governo bolivariano, ocultando-se que a dita eleição decorreu sem cadernos eleitorais ou registro de votantes e que as urnas com os votos foram de imediato queimadas. O número de votantes apresentados pela «oposição» superaram em muito o número de eleitores recenseados em diversos países, e desde logo em Portugal e em Espanha, deixando evidente a farsa que essa «consulta» constituiu.

Ao contrário desta encenação, sem qualquer cobertura legal ou validade democrática, a eleição do próximo dia 30 é constitucional, representando a saída pacífica e democrática para a crise que se vive no país. É de sublinhar que os mesmos que durante anos exigiram a eleição de uma Assembleia Constituinte são os mesmos que agora, perante a marcação dessa mesma eleição, procuram por todos os meios a sabotar e impedir.

A ligação estreita entre a «oposição» fascista e violenta e os EUA fica ainda mais evidente pelas declarações do presidente Donald Trump, que ao mesmo tempo que saudou a «consulta popular», comprovadamente ilegítima e falseada, prometeu novas e mais pesadas sanções contra a Venezuela caso a legítima e soberana eleição de dia 30 avance.

Declarações que revelam também o interesse de mais esta administração dos EUA no derrube do Governo e derrota da Revolução bolivariana por qualquer meio, de modo a recuperar o controlo norte-americano sobre os imensos e valiosos recursos naturais do país sul-americano, perdido após a vitória eleitoral de Hugo Chávez em 1998.

Há muito que a República Bolivariana da Venezuela é alvo de uma campanha desestabilizadora e golpista ativamente promovida pelos EUA e as oligarquias na América Latina e Caraíbas, sendo parte de uma ofensiva de cariz global.

Saliente-se na Venezuela, as mesmas forças externas e internas que protagonizaram o golpe de Estado fracassado de 2002, para liquidar e Constituição bolivariana de 1999 e as suas instituições, invocam hoje falsamente a sua defesa na mesma tentativa de desarticular o processo emancipador bolivariano e seus avanços e conquistas sociais.

Enfrentando uma situação complexa, a Venezuela e o povo venezuelano estão confrontados com problemas e dificuldades económicas e sociais – que tendo raízes históricas profundas, são em grande medida resultado da conjugação de fatores como a acentuada baixa dos preços do crude, os efeitos da crise económica mundial e a permanente guerra económica a que a Venezuela foi sujeita desde 1999.
Estas acções e focos de desestabilização e sabotagem respondem a poderosos planos de ingerência, com vista a enfraquecer e subverter o poder constitucional exercido pelo Presidente Nicolás Maduro, do seu governo e outras instituições que defendem a Constituição venezuelana, o processo bolivariano, os direitos e soberania do povo venezuelano.

A ingerência externa, a guerra económica, a subversão das instituições pela «oposição», a acção criminosa das forças golpistas contra a população procuram não só tirar partido de dificuldades existentes, como procuram potenciá-las, boicotando activamente os esforços do Governo presidido por Nicolás Maduro para resolver os problemas e assegurar as necessidades da população venezuelana.

Uma acção de subversão e destruição que é acompanhada de uma feroz campanha mediática que utiliza a mentira para criar a falsa imagem da uma Venezuela imersa no «caos», que seja instrumentalizada para promover uma eventual intervenção externa patrocinada pelos EUA – acção que como comprovam múltiplos exemplos – do Chile à Nicarágua, do Iraque à Líbia ou à Síria – proclamando a «liberdade», a «democracia», os «direitos humanos», representa na realidade o contrário de tudo o que proclamam, isto é, opressão, morte, destruição e guerra.

A evolução da situação na Venezuela não deve deixar de ser observada no quadro dos esforços dos EUA para alterar a correlação de forças na América Latina e Caraíbas e reverter a dinâmica soberana, democrática e progressista ali verificada ao longo das últimas duas décadas.

Esta é a região em que o poder norte-americano, desde as primeiras décadas do século XIX, proclamou como seu pátio das traseiras. Não esquecendo as dezenas de brutais intervenções e golpes de Estado patrocinados pelos EUA – como no Chile em 1973, ou na Nicarágua, a partir de 1979 – os golpes antidemocráticos dos últimos anos nas Honduras, no Paraguai, e mais recentemente no Brasil (após as tentativas frustradas na Venezuela, Bolívia e Equador) são parte constitutiva destes esforços comandados desde Washington, marcadamente contrários aos interesses dos povos, como comprova a viragem neoliberal na Argentina, com a eleição do presidente Macri em 2015.

Não se deve perder de vista que a Venezuela possui imensas riquezas naturais, nomeadamente o grandes reservas de petróleo, alvo da cobiça das grandes corporações multinacionais, nomeadamente norte-americanas.

Importa recordar que durante quase um século os EUA transformaram este país sul-americano em fornecedor «exclusivo» de petróleo, facto que deixou profundas sequelas no seu perfil socio-económico – rentista –, obstruindo o desenvolvimento económico soberano e o progresso social do país.

Assim, o objectivo central desta falsa campanha em defesa da «democracia» é só um: o regresso a Caracas de um governo servil aos interesses do poder dos EUA e dos sectores economicamente dominantes.

A «oposição» venezuelana intimamente vinculada a estes planos, não conseguindo derrotar Nicolás Maduro nas eleições de 2013, após a morte de Hugo Chávez, aposta agora na promoção e exploração da violência, aproveitando-se também da vitória nas eleições legislativas de 2015 para aprofundar um cenário de confrontação institucional de claros contornos golpistas, tentando demitir o Presidente da república e paralisar a actividade do governo.

Chegou-se ao ponto em que as principais figuras do parlamento ser utilizado para advogar junto de organizações regionais – como a OEA, fórum que desde a sua criação em 1948 sempre serviu de ente «legitimador» do domínio continental dos EUA – a adopção de medidas de ingerência contra o próprio país, extravasando as suas competências legais e afrontando a Constituição venezuelana.

Algum país permite semelhante situação? Obviamente que não.

Paralelamente, tem lugar uma enorme campanha internacional de manipulação e intoxicação informativa da opinião pública. Uma campanha que é cúmplice, que apoia e branqueia os intentos e os crimes das forças golpistas.

Pretende-se apresentar os 18 anos da Revolução bolivariana como um rotundo fracasso e até como uma tragédia, e apagar todas as suas realizações políticas, económicas, sociais, culturais e afirmação de um rumo de soberania e independência, face às dificuldades actuais. Oculta-se que, em termos económicos e apesar da quebra dos dois últimos anos, o PIB da Venezuela de 2016 é superior ao de 1998.

Aquela que constitui uma tentativa de descredibilizar qualquer processo de progresso social, passa no caso vertente não só pela omissão do património de importantes conquistas populares nos planos político, económico, social e cultural – fruto das opções estratégicas da revolução bolivariana, entre as quais a nacionalização de sectores estratégicos e fortes políticas redistributivas e de investimento social. Como recorre também à descarada tentativa de colar problemas históricos crónicos que fustigam a sociedade venezuelana aos anos do poder bolivariano, absolvendo o passado de um século de neocolonialismo e estrutura económica dependente e as suas consequências, seja nos níveis elevadíssimos de pobreza, desigualdade social e gravíssima dívida de serviços sociais, altas taxas de violência e criminalidade, ou nos atrasos estruturais e do desenvolvimento das forças produtivas que a Revolução bolivariana herdou e predispôs-se a combater desde o primeiro momento.

Nestes 18 anos do processo bolivariano, a Venezuela aprovou a mais avançada Lei Fundamental da sua história, reduziu substancialmente os índices de pobreza, elevou os rendimentos do trabalho, diminuiu de forma marcante o desemprego e a precariedade laboral, alargou a milhões de idosos o direito a pensões de reforma, garantiu a ampliação e universalização de sistemas públicos de saúde e educação, liquidou o analfabetismo. Reduziu a desigualdade social a um dos níveis mais baixos numa região que ostenta os índices mais elevados do planeta. O Estado investiu na alimentação, habitação e cultura como nunca antes acontecera. Abriram-se novos espaços de participação popular e democracia participativa

Ao mesmo tempo que despreza estes elementos, a campanha de mentira mediática dominante apaga as raízes profundas da polarização social e empobrecimento endémico; das distorções económicas da imposição do modelo mono-produtivo assente na renda petrolífera, levando ao atraso industrial e ao abandono dos campos. Ocultam-se as origens de dezenas de anos de dependência e desigualdade económica dos morros de Caracas pejados de favelas e do tremendo défice histórico de habitação digna neste riquíssimo país.

Omitem igualmente o registo de décadas de ditaduras e poder serventuário das oligarquias, já para não referir os séculos de domínio colonial, com todo o historial e cadastro de atrocidades e repressão, de detenções arbitrárias, torturas, desaparecimento e assassinatos políticos de dirigentes e activistas populares, de que a «democracia» venezuelana foi quiçá precursora na América do Sul, antes dos anos negros do Plano Condor, orquestrado por Henry Kissinger.

Não conta também o passado recente dos anos da presidência de Carlos Andrés Pérez, a herança de corrupção avassaladora das décadas de alternância entre os partidos social-democrata e democrata-cristão, a sangrenta re pressão de explosões sociais, como o massacre do Caracazo, em 1989, para impor a ferro e fogo o pacote de ajuste do FMI de mais austeridade para os mais pobres.

É este o contexto e realidade acumulada em que brota e se desenvolve o processo revolucionário bolivariano, como uma necessidade histórica concreta de libertação nacional e emancipação social, encarnado pelo actual Governo venezuelano e o protagonismo do conjunto de forças políticas e sociais que lhe dão suporte.

É esta luta entre a Venezuela do passado e do futuro que se trava na acesa e complexa disputa que se desenrola no país. Da qual a grande comunicação social nos dá uma imagem enviesada e distorcida e, sobretudo, comprometida com uma agenda que derruba as fronteiras do dever de isenção e imparcialidade para, dissimulada ou ostensivamente, tomar partido a favor de poderosos interesses em liça na aguda confrontação que ali tem lugar.

CASAMENTO E SUAS VARIÁVEIS

CASAMENTO E SUAS VARIÁVEIS

EU QUERO SABER!

O QUE A BÍLBIA DIZ SOBRE O CASAMENTO? O QUE ENSINAMOS,  O QUE PREGRAMOS E COMO CELEBRAMOS AQUI? QUAL É A POSIÇÃO DE NOSSA DENOMINAÇÃO?

PRERROGATIVA DOS PRESBITÉRIOS E CASAMENTO

CE-SC/IPB-2007-MAIO – DOC. CXXXVII – QUANTO AO DOCUMENTO 130 – RESOLVE: Manter como PRERROGATIVA dos Presbitérios a análise e julgamento dos casos de sua jurisdição, conforme preceitua o Art. 88 da CI/IPB.

A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER E O CASAMENTO

I – O casamento deve ser entre um homem e uma mulher; ao homem não é lícito ter mais de uma mulher nem à mulher mais de um marido, ao mesmo tempo. (Gen. 2:24; Mat. 19:4-6; Rom. 7:3);

II – O matrimônio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher, para a propagação da raça humana por uma sucessão legítima e da Igreja por uma semente santa, a para impedir a impureza. (Gen. 2:18, e 9:1; Mal. 2:15; I Cor. 7:2,9);

III – A Todos que São Capazes de dar um consentimento ajuizado, é licito casar; mas é dever do cristão casar somente no Senhor;… (Heb. 13:4: I Tm. 4:3; Gen. 24: 57-58; I Cor. 7:39; II Cor. 6:14).

IV – Não devem casar-se as pessoas entre as quais existem os graus de consanguinidade ou afinidades proibidos na Palavra de Deus, tais como casamento incestuosos jamais poderão tornar-se lícitos pelas leis humanas ou consentimento das partes, de modo  PODEREM COABITAR COMO MARIDO E MULHER…( Gen. 3:16b; Dt. 24:1-4; Mt. 19:7-8)

 

1 –  ORIENTAÇÃO BÁSICA SOBRE ALGUNS ASPÉCTOS RELEVANTES SOBRE O CASAMENTO E SUAS VARIÁVEIS:

 

  • O CRISTÃO, O CASAMENTO, A REALIDADE DO DIVÓRCIO E DO NOVO CASAMENTO:

Até que a morte os separe!” Família, Igreja e Sociedade – um drama a ser enfrentado de frente; discutido à luz da Bíblia; refletido e dialogado em família; ensinado, orientado e tratado na igreja. Que sociedade nós estamos criando?

 

  1. Natureza do Casamento: É uma Instituição divina. Deus Criou o Homem e a Mulher e fez uma aliança terrena de carne e coração – “uma só carne” (Gen. 1:27; 2:24);
  2. Propósito do Casamento: Cumprir a finalidade principal do homem de glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. ( Gen. 1: 26,27).
  3. Perenidade no Casamento – “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. (Marc. 10:9; Mat. 19:6).

Por que Separam?

  1. Ética baseada mais nos direitos, do que nos deveres…;
  2. Licenciosidade moral e a liberdade autônoma…;
  3. Falta de fé, compreensão e obediência (I Cor. 10:13).

 

1.2 – Divórcio na Bíblia Segundo Jesus:

  1. a) Repúdio e abandono: (I Cor. 7:10-16; Mc. 10:1-12: Dt. 24:1-4);
  2. b) Jesus admite o divórcio por exceção “Porneia” – adultério” ( Mat. 5:31-32);

 

1.3 – Divórcio e Novo Casamento:

  1. a) Jesus: Se a separação-divórcio for por infidelidade – relações sexuais ilícitas ( Mat. 19:9-12);

 

1.4 – Casamento e Celibato Segundo Paulo: (I Cor. 7:1,7,8,9,27)

1.5 – Paulo admite o casamento: ( I Cor. 7:2,27,28);

 

1.6 – Casamento no Senhor (mesma Confissão de fé) – (Heb.13:4; I Tm.4:3; Gen. 24:57-58; I Cor. 7:39; II Cor.6:14);

 

1.7 – Divórcio Indevido – O Amor acabou?

  1. a) Amor jamais acaba (I Cor.13:8);
  2. b) Sentimento de amor é que acaba, quando a FONTE do amor, Deus, não é considerada ( I Jo. 3:18-22);
  3. c) Sentimento do amor não é causa; é a conseqüência – compromisso de amar;
  4. d) Deus não mandou se casar com a pessoa que ama (é sempre bom!)
  5. e) Deus mandou se amara pessoa com quem se casa.

1.8 – A Realidade do Divórcio e Ação Redentora Para Preveni-lo:

  1. a) Deus odeia o repúdio – (Mal. 2:16);
  2. b) Nos tempos bíblicos o casamento e o divórcio não eram matérias legais da alçada do Estado;
  3. c) Estes Institutos sempre foram de domínio da religião;
  4. d) O fato de o casamento ter amparo na lei civil não isenta da responsabilidade e da fidelidade diante de Deus e da Igreja;
  5. e) Nem todos os divórcios são igualmente injustos: Caso de Jose e Maria ela noiva, morando debaixo do mesmo teto conforme o costume da época – Talmude;
  6. f) Jesus diz que Moisés permitiu dar carta de divórcio por causa da dureza do coração – rebeldia (Marc. 10:5);
  7. g) Jesus admite o divórcio apenas em caso de relações sexuais ilícitas – Adultério – “porneia” – ( Mt. 5:31-32);

 

1.8 – Casamento – Divórcio e Novo Casamento de Pastores e Presbíteros;

  1. a) Segue as mesmas regras para o povo de Deus acima exposto:
  2. B) CE-SC/IPB-2007/MAIO – DOC. CLXXVI – Quanto ao Documento 130 –RESOLVE: Manter como Prerrogativa dos Presbitérios a análise e julgamento dos casos de sua jurisdição, conforme preceitua o Art. 88 da CI/IPB;

                       1.9 – Casamento e Lei Civil:

  1. a) Nos tempos bíblicos o casamento e o divórcio não eram                                                                            

                          matérias legais de alçada do Estado e sim, da Religião;

  1. b) No Brasil – CC. de 1890/01 – passou a vigorar em nossa

                            Pátria; na Europa, no séc. XVIII e XIX.            

LEI DO DIVÓRCIO NO BRASIL

            LEI Nº 6.515, DE 26 DE DEZEMBRO DE 1977.– Autor. Sen. Nelson Carneiro; 

 

CASAMENTO CIVIL COM EFEITO RELIGIOSO             

LEI No 1.110, DE 23 DE MAIO DE 1950.

 

Constelação Familiar ou Aconselhamento Noutético

  1. Constelação Familiar – Os Tribunais no Brasil já admitem a prática deste método psicoterapêutico – a busca de solução de traumas em separação – divórcio – método que visa a desencarnar pessoas vivas problemáticas e até mortos sobre as pessoas com dificuldade na solução divórcio (Espiritismo e ocultismo – manipulação das emoções….
  2. Aconselhamento noutético – Utilização da Palavra, da graça e da verdade como fonte de vida, impressa na mente da pessoa na ajuda de solução dos  mais variados problemas.

 

 

MODELO DE CASAMENTO CRISTÃO

 

Deus Instituiu o casamento monogâmico (Um homem e uma mulher) e heterossexual ( homem e mulher)

 

 

A BÍBLIA E O SEXO NO CONTEXTO DO CASAMENTO

 

                O sexo foi uma criação de Deus.  Deve ser feito no contexto do casamento, entre um homem e uma mulher. Fora do casamento, a prática sexual é um pecado de acordo com a Bíblia.

Para o casal, a vida sexual é muito importante, e o marido e a mulher devem ter intimidade sexual e desfrutar um do outro. Mas o sexo antes do casamento não faz parte da vontade de Deus para ninguém, e por isso deve ser evitado por todos aqueles que querem agradar a Deus.

 

 

 

 

 

Curitiba/PR – 16 de Maio de2017.

 

Rev. Mario Ramos

Pastor da Igreja Presbiteriana do Tatuquara – Curitiba/PR

PLANO DE AULA INTRODUÇÃO A TEOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTO

REVISITANDO E APRENDENDO PELO MUNDO AFORA

. Retrospectiva, Introspectiva e Prospectiva:

# Aula de Introdução ao Antigo testamento e a Evolução do Direito:

 

Deus faz a história: “O homem se agita e Deus o conduz”. Eis o extrato da Soberania de Deus. (Rev. Mattathias Gomes dos Santos)

+ PERÍODO NEOLÍTICO OU IDADE DA PEDRA POLIDA:

I – DE ABRÃO À MALAQUIAS:

+ Abraão ( 2.100 a 1.925 a.C.) “…Sê tu uma bênção:” (Gn. 12:2); Pai da fé, Abraão é um marco de um povo eleito e da manifestação da graça de Deus. É o rompimento radical com a idolatria em nome da fé, obediência e promessa – Abraão Estadista e Diplomata – Relacionamentos Políticos e estratégicos (Gn.12 a 38);

. Isaque – Jacó – José: Os legítimos representantes da nação eleita ao serviço da revelação de Javé pelo mundo;

 

+ Cativeiro Egípcio: 400 anos (Gn.15:13) ou 430 (Êxd. 12:40; Gl.3:17)  Contradição?

. O Pentateuco Samaritano e a Septuaginta dizem: “no Egito e em Canaã” 430 anos. Ou seja, Moisés e Paulo afirmam: “30 anos em Canaã e 400 anos no Egito”

+ Moisés (1.520 a 1400 a.C.) Representa a Lei. Código Mosaico – De Igreja Peregrina à Estado (Nação) Êxd. 19:5,6);

 

+A história do Direito e da Codificação:

-Código de Hamurabi: Escrito pelo Rei Hamurabi em 1700 a.C. Foi encontrado por uma expedição francesa em 1901, na antiga Mesopotâmia – atual Irã;

-Código Mosaico: Moisés recebeu de Deus no Monte Sinai (1520 a1400 a.C.); Leis Constituídas por Mandamentos, Ordens e Proibições – O Decálogo  (Êxd. 20; Js.8:32);

 -Código de Manu: Estabeleceu o sistema de Castas na sociedade Hindu – Índia no Séc. II a.C.

 

+ O Grande herói, Moisés. A Pedagogia e Maiêuca divina ontem e hoje:

. 40 anos pensando que era alguém;

.40 anos aprendendo que não era ninguém;

.40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém.

 

 +Josué (1360 a 1250 a.C.) Prefigura Cristo – Tomada de Canaã (Js.1:1-8). Josué completa o que Moisés começou! Deus nunca deixa sua obra inacabada;

Moisés – Antecipação:

Moisés atravessou o Mar Vermelho;

Moisés libertou o povo da escravidão;

Moisés deu uma visão de fé;

Moisés falou de uma herança;

Encontramos antecipações em Deuteronômio.

 

Josué – Realização:

Josué atravessou o Rio Jordão;

Josué conduziu o povo à vitória;

Josué os conduziu a uma vida de fé;

Josué os levou à posse da terra prometida;

Encontramos realização no livro de Josué.

+ Período dos Juízes (1360 a 1045 a.C.) Josué – Sansão – Samuel – Governo Teocrático;

+ Reino Unido (1025 a 987 a.C) Saul – Davi – Salomão – 120 anos de Governo;

+ Israel/ Monárquico/Teocrático;

O auge do Império Israelita: prosperidade. Hegemonia Estatal. Construção do 1º Templo. O esplêndido reinado de Salomão (I Re. 1-10).

+ Reino Dividido: No norte, Israel – capital Samaria – 10 tribos , Rei Jeroboão;

                                No Sul, Judá – Capital Jerusalém – 2 tribos, Rei Roboão (I Re. 11-16);

 

+ Cativeiro Assírio: Reino do Norte em 722 a.C – Rei Oséias, Por Sargão II (2 Re. 17:24;

O profeta Jeremias permanece em Jerusalém em sua missão profética, entre os bolsões de resistência e vai ao Egito;

O povo é levado cativo. É Imposto nova língua, religião e costumes; Assírios tomam posse dos vassalos em Samaria;

 

+ Cativeiro Babilônico: Reino do Sul, em 605 a.C.) Por Nabucodonozor, foram 70 anos. O povo é levado cativo (Daniel, Ezequiel…mas o povo tem a liberdade de culto e de sua religião e do seu Deus) Leia sobre o Zelo de Deus, Jeremias Cap. 52;

 

+ Período Medo-Persa (533 a 519 a.C.) Por Ciro – Assuero – Artaxerxes – Ester – Repatriamento dos Judeus à palestina e reconstrução dos muros, cidade e do 2º Templo (Governador Zorobabel, Esdras, Neemias, Zacarias e Malaquias); Deus usa a quem Ele quer, como e onde quer (Esdras 1:2-3); Veja como Deus Faz a história e manifesta o Seu poder e glória – Daniel Cap. 7;

 

+ Greco Macedônio (333 a 167 a.C.) – Tempo da dominação macedônica no mundo. . . . Alexandre, o Grande e seus 35 mil homens – os guerreiros; Leia Daniel Cap. 7;

. Divisão do Império de Alexandre: Ainda em vida, Alexandre predisse que seus amigos lhe fariam “cruento Funeral”. Cumpriu-se o vaticínio.

Seus três generais assumiram a partilha do império dividido: Ptolomeu no Egito; Antíoco na Ásia e Selêuco na Babilônia;

 

+ Profeta Malaquias (450-400 a.C.) Malaquias quer dizer: “meu mensageiro”.

. Contexto histórico, sociológico, político, econômico e religioso:

  1. Passados 100 anos desde o retorno dos Judeus à Palestina;
  2. A cidade de Jerusalém, muros e templo já haviam construídos;
  3. A fé e o entusiasmo inicial já desapareceram;
  4. Neemias lidera um período de reavivamento religioso (Ne. 10:28-39);
  5. Transformaram a obediência à lei em algo mecânico e rotineiro (Ml.1:6-11);
  6. Tornaram relapsos na adoração: Sacerdote e povo (Ml.1:7);
  7. Foram negligentes quanto à entrega dos dízimos de Javé (Ml.3:8,10);
  8. Jeová se revela insatisfeito como Seu povo (Ml. 2:1-3);
  9. O Senhor faz promessas ao Seu povo (Ml. 3:1-6).

 

+ PERÍODO INTER-BÍBLICO – 400 Anos de Silêncio Desesperador:

A “folha branca” de sua Bíblia representa 400 anos de silêncio desesperador e negro, entre o Velho Testamento (Malaquias) e o Novo Testamento (Mateus).

Nesses 400 anos de silêncio desesperador, o Senhor deixou que os esforços dos homens, na solução dos problemas espirituais falhassem; que a filosofia se esboroasse; que o poder material enfadasse as almas; que a imoralidade religiosa desiludisse a todos, mesmo os corações mais ímpios; que a corrupção campeasse, atingisse as raias da depravação, mostrando assim ao homem a inutilidade de tais sistemas e instituições.

 

+ Os Macabeus – A luta sangrenta dos Judeus por defenderem a religião de Javé;

. Os Sofistas ou pré-Socráticos (481 a 420 a.C): Religião e Mito – emoção, medo e Politeísmo; A Finalidade: Tentativa de explicar os fenômenos do ponto de vista divinas. A idéia dos deuses semelhantes as dos homens. Idéias fantasiosas ou lendárias. (Protágoras, Górgias, Isócrates, Anaxágoras, Anaximandro, Anaximenos, Demócrito, Heráclito, Permênides, Pitágoras e outros; (Em tese, tratam-se de educadores que ganhavam para ensinar a juventude o caminho da virtude ao serviço da Pólis (cidade/Estado);

.  Os Filósofos: Teles de Mileto, Sócrates, Platão, Aristóteles, (Estóicos e Epicureus em Atos Cap. 17:18);

. A questão filosófica é: Quem é o homem? O que eu posso conhecer? O que eu devo esperar? Como eu devo agir na sociedade?

 

+ Predominância Macabéia: Em defesa do Estado e da Religião de Javé – Monoteísmo:

– Revolta de Matias em 167 a.C.

– Judas Macabeu, em166-161 a.C.

– Dedicação do Templo em 165 a.C.

– Jônatas em 165-143 a. C.

– Simão 143-135 a. C.

– João Hircano I, 135-106 a.C. e morre – neto de Matatias

– Aristóbulo “Rei”, 106 a.C.

– Alexandre Janeu, 105-78 a.C.

– Alexandra 78-69 – Farisaismo florescente

– Hircano II e Aristóbulo II, dividem o poder 69 a.C.

– Herodes I, o Grande, (73 – 4 a.C.) edomita de Esaú, Judeu romano – Colossais projeto de construção em Jerusalém e no mundo antigo e a matança de crianças abaixo de 02 anos de idade, sendo o alvo, o menino Jesus (Mat. 2:16-18);

– Herodes I, morre e divide o reino a dois filhos: Herodes Arquelau (Judéia e Samaria) e       Herodes Antipas (Galiléia e Peréia);

– Pompeu recebe a Palestina 63 a.C.

– Nascimento do Salvador Jesus Cristo 04 a.C.

 

+ Platão e a Justiça Metafísica: Meta(lem), física (lei)= além da lei; Ou seja, a Justiça platônica só é possível em outro plano (divino) e não neste mundo dos homens;

+  Aristóteles e a Justiça Ética: centrada na virtude humana.

+  Os Estóicos: (100 a.C.) Promoveram a transição entre os helênicos e o cristianismo (Atos 17).

 

II – ROMA E O CRISTIANISMO – IDADE ANTIGA;

– O Império Romano: O 4º animal da visão de Daniel do Cap. 7- Cumprimento:

Conquistas Romanas – Os Romanos conquistaram o ocidente e voltaram depois suas vistas para o Oriente. Apoderaram-se da Grécia, Síria, Palestina e outros Países. Tornaram-se senhores do mundo. Quando Matatias, o progenitor dos Macabeus, começou a lutar em defesa da religião de Javé e independência de seu país, os romanos eram fracos: agora, porém, eram os dominadores do mundo.

. Israel – Colônia Romana (Árabes e Judeus em convivência pacífica – At.2: 8-11;

. Morte Expiatória e Ressurreição de Jesus em Jerusalém – I Co. 15:1-5;

. Formação da Igreja Primitiva sob com os Apóstolos – Atos 1:8 e 2:1-8;

. Missão apostólica dentro de Jerusalém por 30 anos depois da ascensão de Cristo;

. A primeira DISPERSÃO dos Judeus, o Evangelho além das fronteiras – At. 1:8;

. Conversão de Saulo de Tarso e a expansão missionária com Paulo – At. 9:15;

. A segunda DISPERSÃO dos Judeus e a destruição do Templo por Tito -70 d.C. – Mat. 24:1-2;

.A terceira DISPERSÃO dos Judeus e Jerusalém arrasada pelo Imperador Adriano – 135 d.C;

. A Palestina pára os palestinos, árabes que permaneceram na terra santa (Jerusalém) e outros povos;

. A Palestina é integrada ao Império Muçulmano – “Profeta “Maomé – (634-720);

 

+ O Império Turco Otomano: (1299 – 1922);

. Extensão territorial: Norte da África, Sudeste Europeu e Oriente médio;

.Tolerância às tradições e a religião dos vassalos;

. Declínio do Império Turco Otomano (1917);

. O Colonialismo Europeu – A Ocidentalização dos Séc. XV a XIX;

. O Sionismo Político – retorno dos Judeus à Palestina – Sião;

 

+ Revoltas Israelenses/Árabes – As Intifadas sucessivas e posse da terra Prometida. A instalação de conflitos sem fim, uma Missão Messiânica no porvir – Ap. 19:11-21;

. Israel Estado Moderno – 1948 pela ONU – Conflitos sem fim por território sem limites. O nome “Palestina” significa “terra de ninguém”.

. Palestinos: Estado Observador e não Membro pela ONU 30/11/2012;

 

+ O PRIMEIRO TRIUNVIRATO – Monarquia Romana – A Pax romana:

Os triúnviros dividiram ente si as províncias da República Romana. Júlio Cesar com a Gálias; Pompeu, com Espanha e África; e Crasso, com o Oriente.

. Roma é tida como síntese da sociedade antiga, representando um ELO de ligação entre o mundo antigo e o moderno;

. Roma foi fundada em (753 a.C.) – Quando a Pena era utilizada com aquele caráter SACRAL- do Rei e do Sacerdote – Chamado de Direito Canônico que perdurou até a idade Média em 1453 d.C.;

. Na Roma monárquica, à organização jurídica prevaleceu o Direito Consuetudinário – rígido e formalista;

 

+ A Lei das XII Tábuas: (400 a.C.) o primeiro Código romano escrito – fruto da luta entre os Patrícios e Plebeus;

Com a Lei das XII Tábuas inicia-se o período dos diplomas legais – limitação à vingança privada, adotando a Lei do Talião.

+ Principais Imperadores Romanos: A dinastia dos Cesar.

. Otávio Augusto (27 – 14 a.C.);

. Tibério (14 a.C. a 37 d.C.) – Durante o ministério do Senhor Jesus Cristo;

. Calígula (37 -41);  Cláudio (41 – 54); Nero (54 – 68); Vespasiano (60 – 79);

   Domiciano (81- 96 ) – Apóstolo João exilado na Ilha de Pátmos (Ap. 1:9);

 

A Teosofia na Construção de uma Nova Civilização:

 

III – IGREJA E ESTADO/IMPÉRIO: IDADE MÉDIA – A ciência Medieval;

Com a queda do Império Romano no (séc. V), a religião surge lentamente como elemento agregador dos inúmeros reinos bárbaros formados após as sucessivas invasões; seus chefes convertidos ao cristianismo e a igreja se transforma em soberana  e absoluta da vida espiritual do mundo Ocidental. “Crer para compreender, e compreender para crer”.

 

+A Filosofia Patrística: Principais preocupações são as relações entre á fé e ciência, a natureza de Deus, da alma, da vida moral. É retomada a filosofia platônica por necessidade de uma ética rigorosa, da abdicação do mundo, do controle racional das paixões e a predileção pelo supra-sensível. Representantes: Clemente de Alexandria, Orígenes e Tertuliano;

. Santo Agostinho (354-430), a principal figura, da retomada da filosofia platônica, de quem João Calvino vai se espelhar no (Séc. XVI), na qualidade de reformador em Genebra e demais países Baixos;

 

+A Filosofia Escolástica: A escolástica é a especulação filosófico-teológica que se desenvolve do Século IX até o Renascimento. A retomada o pensamento aristotélico traz de novo a física qualitativa e a astronomia geocêntrica;

.Decadência da Escolástica: No Séc. XIV, sofreu um processo de autoritarismo de nefastas influências no pensamento filosófico e científico. Posturas dogmáticas, contrárias à reflexão. Cria-se o tribunal do Santo Ofício – Inquisição;

. O Papa Leão III nomeia Carlos Mágno, Imperador do Ocidente (768-814) e expande o reino Franco;

 

.São Tomás de Aquino: A maior figura representativa da Escolástica no (Séc. XIII – 1225) – Baixa Idade Média – Invasão de Constantinopla – e Império Otomano Turco;

.Para São Tomás de Aquino a Teologia é a ciência mãe de todas as ciências;

.São Tomás de Aquino trabalha por devolver à Igreja de Roma o poder político;

.São Tomás de Aquino desenvolve os princípios filosóficos de Aristóteles.  O mal é em aparência e não em essência.

 

IV – MEDIEVAL/MODERNO– A era dos Contratos (Séc. XV).

.A transição do mundo Medieval ao mundo moderno. Nicolau Maquiavel, separa o que é próprio da religião e da política – Estado Laico ou laicidade do estado (Estado não se intromete nas coisas da Igreja e esta, na do Estado).

.Contratualistas: T. Robbes, John Locke e Jean François Rousseau.

 

 

 V – REFORMA PROTESTANTE – IDADE MODERNA (31/10/1517):

  1. Os pré-reformadores:

. John Tauler (1300 -1361), Alemão – enfrentou o Papa XXII;

. John Wiclif (1320 – 1384) Teve suas 18 Teses condenadas pelo Papa Gregório XI;

. John Huss (1373 -1415), Reformista na Boêmia;

. William Tyndale (1494 – 1536), Inglês

. Savanarola: O príncipe do humanismo na Itália.

.Movimentos: Os Valdenses e os Albigenses, vítimas da Inquisição;

 

  1. Reformadores em 31/10/1517:

        . Martin Lutero (1483 – 1546), Teólogo cristão Alemão;

        . Influência: Protestantismo na Alemanha;

        . As 95 Teses em 1517;

 

         . João Calvino (1509 – 1564), teólogo cristão, francês, filósofo pré-cartesiano e       advogado;

         .Influência Calvinista: Protestantismo na Suíça, Países Baixos, África do Sul, Inglaterra, Escócia e Estados Unidos.

         . Obra Principal: As Institutas – Tratado da Religião.

         . John Kinox: Reformador escocês (1505) – cunhou o nome “ presbiteriano “

 

  1. C) Contra Reforma da Igreja Católica – Medidas Repressivas: Foi um movimento que surgiu no seio da Igreja como resposta a Reforma Protestante;

. Concílio de Trento 1545 – Resposta hostil, Cruel e Cruento;

.Instituição do Index dos livros proibidos: alienação e manipulação;

. Massacre da noite de São Bartolomeu (24/08/1572) mais de 70 mil huguenotes –presbiterianos foram mortos na França;

. Retomada do Tribunal do Santo Ofício – A Inquisição pela Europa:

. Inquisição Medieval (1184);

. Inquisição Portuguesa (1536);

. Inquisição Espanhola (1478);

. Inquisição Romana “Congregação as Sacra Romana (1542); transformou-se em;

. Sacra Congregação do Santo Ofício – Papa Pio X (1908); Transformou-se em; e,

. Congregação Para Doutrina da Fé – Papa Paulo VI (1965). Em vigor no Vaticano.

 

 . A Renascença Italiana ou Renascimento (Séc. XIV a XVI) A transição da Idade Média à Idade moderna – grandes transformações e cultura na Europa;

 . O Iluminismo ou Esclarecimento: Movimento cultural europeu, cujo epicentro foi à França e destacam-se: Voltaire (1694-1778); Montesquieu (1689 – 1775) e D. Diderot (1713-1784);

 

+ A Revolução Científica do Séc. XVII – “O silêncio desses espaços infinitos me apavora” (Pascal);

.Racionalismo: O poder exclusivo da razão de discernir, distinguir e comparar;

.Antropocentrismo: O homem moderno coloca a sim próprio no centro dos interesses e decisões;

.Saber Ativo: Em oposição ao saber contemplativo, o saber ativo com base na realidade observada e submetida a experimentações – (Galileu, Kepler e Newton);

 

+ A Física na Idade Moderna: “O que é, exatamente por ser tal como é, não vai ficar tal como está.” (Brecht)

. Galileu Galilei (1564-1642), italiano, astrônomo, físico – Uma vida marcada por perseguição política e religiosa por defender a substituição do modelo aristotélico e ptolomaico do mundo (geocentrismo) pelo modelo corpenicano (heliocentrismo);

.Teoria heliocentrismo: Nicolau Copérnico e os Monges Copistas (1514);

.Galileu Galilei defende a tesa sendo condenado pelo Tribunal do Santo Ofício;

+O DEUS QUE INTERVÉM: Josué orou e o sol se deteve e a lua parou? Sim, não importa a ordem dos fatores, Josué e o povo precisavam de tempo, apenas. (Js. 10: 12-15) Josué não tinha conhecimento de “Rotação” e “Translação”. Josué conhecia e bem, o Deus que intervém!

 

+O Absolutismo (Séc. XVI a XVII), na Europa – O poder absoluto dos monarcas;

. Tomas Robbes (588 -1679) O Leviatã – Estado Forte – “No Estado de Natureza, éramos homens; No Contrato/Estado, somos cidadãos”;

. John Locke – Contratualista Pleno – Pai do Liberalismo (1632 -1704);

 

+ Tratado de Westfália (1648), Por fim às guerras, estabelecer o domínio de limite de cada Estado em termo da escolha da religião;

 

+ OS TRÊS PODERES – Charles Louis de Secondat (Montesquieu – 1689-1755), Filósofo, escritor francês em sua obra – “O Espírito das Leis” dividiu os Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário – descentralizando o poder de uma só mão.

 

+ Método Científico da Idade Moderna Séc. XVII – As teorias: A memória (história), a razão (filosofia e ciência) e a imaginação (poesia);  “À natureza não se vence, senão quando se lhe obedece.” – (Francis Bacon);

 

+ Problema do Conhecimento – Racionalismo e empirismo – Séc. XVII – (René Descartes 1596-1650), Filósofo, físico e matemático francês;

 

+ As Ciências após o Séc. XVII –  Desenvolvimentista:

. Newton (1642-1727) – A teoria da gravitação universal;

. Antoine Lavoisier (1743 – 1794) “Emprestou a metodologia da física, tornando a química uma ciência de medidas precisas. Serviu-se do termômetro e do barômetro;

. Jean J. Rousseau (1712 – 1778) – Contratualista Pleno – A Democracia Direta –

“O homem nasce livre e em toda parte se encontra acorrentado.” (Rousseau);

. Gottfriad Leibniz (1646 – 1716) Idealista e absolutista Alemão;

. Benedicti Spinoza (1632 – 1677), Metafísico nacionalista;

.George Berkeley (1685 – 1753) Idealista e ateísta – Ânglo-irlnadês;

. David Hume (1771 – 1776) Empirista e historiador escocês;

. Immanuel Kant (1724 – 1804) Alemão fundador da filosofia crítica;

.Jeremy Bentham (1748 – 1832), Utilitarista Inglês -“Prazer e a dor com a motivação da ação correta”;

 

+ Revolução Industrial do Séc. XVIII- Inglaterra: “Os filósofos não têm feito senão interpretar o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo” (Marx)

. Antes, o trabalho era artesanato e manual;

. Agora, a mecanização do sistema de produção;

.Espírito burguês Industrial, maiores lucros e menores custos;

.Crescimento populacional e o problema da escassez;

.Maior demanda de produtos e mercadorias.

 

+ A Teologia e as Ciências – Séc. XVIII: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.” (Louis Paster)

 

  Liberalismo, Fundamentalismo e ortodoxia:

. O liberalismo: o iluminismo alemão pai do liberalismo teológico – Uma nova abordagem da Escritura em sua interpretação sob a perspectiva científica;

.A Bíblia é considerada um livro religioso comum;

.A aplicação de técnicas apuradas retiraria os “mitos” e o aspecto sobrenatural;

.A supressão dos ensinamentos morais práticos à humanidade;

.Otimistas em relação ao progresso científico e pessimistas em relação à Bíblia;

.Expoentes do liberalismo: Schleiermancher (1768-1834), Ritschl (1822-1889) e Harnack (1851-1930), alemães;

 

.O fundamentalismo: Caindo nos Extremos (Mat.15:1-11).

 . O crescimento do liberalismo teológico radical no Séc. XX, entre as principais denominações históricas dos Estados Unidos;

. Teólogos conservadores se coligaram para defender a fé cristã ante o liberalismo;

. De 1910 a 1915, nos Seminários e nas Igrejas uma série de Artigos em 12 volumes conhecidos como “Os Fundamentos”- pontos fundamentais da fé cristã;

. O movimento de oposição foi rotulado de “fundamentalistas” – vários calvinistas;

. Os fundamentalistas se associaram ao “dispensacionalismo” teológico;

. O afastamento de questões sociais e procedimentos sectários;

. A conotação de intransigência, intolerância e anti-intelectualismo.

 

. A Ortodoxia Teológica: “É mais fácil dividir um átomo do que quebrar um dogma.”    (Albert Einstein)

. A ortodoxia se distancia tanto do liberalismo quanto do fundamentalismo;

. O ortodoxo não se vê como melhor que os outros, antes ele se vê como um pecador que carece da graça e da misericórdia de Deus;

. O ortodoxo se vê sempre à necessidade de aprendizado no conhecer e viver a verdade;

 

. Confissão e Confessionalidade: “Não se pode amar verdadeiramente, senão em termos da verdade”: (Loyd-Jones).

. Confessionalidade como o oposto da laicidade ou laico (Séc. XVI);

. Nicolau Maquiavel (1469-1527) – Separa a política do que é própria da Religião;

.  O renascimento cultural: ausência do controle religioso na política, nas artes, na ciência e na educação;

. A Reforma Protestante: A separação entre o Estado e a Igreja;

.Confessionalidade como conjunto de crenças, princípios, símbolos e práticas;

. Confessionalidade cristrocêntrica – A confissão cristã em Cristo como Salvador e Senhor – O Ser humano é Ser confessional (Mat. 16: 13-17);

. Brasil um Estado Laico: desde 1924 – Não existe uma religião oficial no país; O Estado não interfere na Igreja e esta no Estado;

+ O Nascimento das Ciências Humanas: “Eu penso, logo existo” (Descartes)

.François Auguste Comte (1798 – 1857), francês, Filósofo e Sociólogo (Positivista)

. Sigmund Freud (1856 – 1939) Médico austríaco – Pai da Psicanálise;

 

+ A Filosofia e as Ciências: “Ciência sem consciência não é senão a morte da alma”. (Montaigne);

+ A Crítica do Estado Burguês: “O importante não é o que fazem do homem, mas o que ele faz do que fizeram dele.” (Sartre)

.Carl Marx (1818 – 1883) Alemão, cientista, filósofo, economista, revolucionário.

.Luidwig Feuerbach (1804 – 1872) “O homem é aquilo que come” (Feuerbach);

. Max Weber (1864 – 1920) Uns dos pais da Sociologia moderna;

.Êmile Durkheim (1858 – 1917) Uns dos pais da Sociologia moderna;

.Friedrich Nietzsche (1844 – 1900), Uma crítica radical à moral;

.Ivan Pavlov (1849 – 1936), Rússia, médico e fisiologista –Teoria do “reflexo condicionado” – Prêmio Nobel (1904);

.Jean Piaget (1896 – 1980) Suíço, epistemológico, psicólogo, educador e pensador;

         (Novas hipóteses sobre a origem da cognição humana: Inteligência e afetividade)

 

+ PÓS MODERNISMO – (Séc. XX) Condição Sócio-cultural e Estética predominam;

 François Lyotard (1924 – 1998) e J. Baudrillard (1929 – 2007);

 

+ O MUNDO EM EBOLIÇÃO – A convulsão geopolítica e a globalização:

. 1ª Guerra Mundial: (28/07/1914 a 1918) Questões políticas imperialistas – Guerra centrada na Europa;

. 2ª Guerra Mundial: Modificou a estrutura social mundial – Guerra total: Os aliados e o eixo – mais 70 milhões de mortes;

 

+ Acordos de Bretton Woods (Julho de 1946) Criação do Banco Mundial e do FMI – Fundo Monetário Internacional – “Socorro ao mundo pós-guerra”;

+ONU – Organização das Nações Unidas – 1946: após a 2ª guerra – Fundada em substituição a “liga das nações”, com objetivo de deter as guerras e criar plataforma de diálogo – Necessidade de reformulação estrutural – Brasil postula a condição de membro permanente;

+ Declaração Universal dos Direitos Humanos e do cidadão: (Dez. de 1948):

 

O Tamanho de um País não é medido pela sua extensão geográfica e sim, pelo caráter de seu povo.

 

+ BRASIL O PAÍS PROMISSOR: “E eu não tenho Pátria; eu tenho mádria; eu quero é frátria” (Caetano Veloso);

Brasil Colônia: Tentativas de implantação da fé reformada presbiteriana – franceses (1555 – Rio de Janeiro) e holandeses (1636 – Pernambuco); suplantados pelo fogo inquisitorial;

Brasil Império: Estabelecimento da Igreja Presbiteriana em solo brasileiro (12/08/1859 – Rio de Janeiro com o Miss. Ashbel Green Simonton) norte americano;

 

+ Primeira Igreja Presbiteriana no Brasil – Catedral Presbiteriana do Rio (12/01/1862 – na Rua do Ouvidor, nº 31 – 2º andar; Hoje na Rua Silva Jardim nº 23 –Praça Tiradentes – Centro;

 

+ Organização Oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil – Foi Publicado no Diário Oficial do Império do Brasil (11/10/1872) – Princesa Leopoldina;

 .1º Ministro Evangélico brasileiro: Rev. José Manoel da Conceição (17/12/1865) O ex-Padre, ao serviço do Reino de Deus e da Igreja de Jesus Cristo;

 .1º Seminário Teológico da América Latina – Seminário Presbiteriano do Sul- Campinas/SP;

 

 + Brasil República: Estado Novo (Pres. Getúlio Vargas e Vice Café Filho, presbiteriano do Rio Grande do Norte).

.Sistema de governo Parlamentarismo;

.Sistema de governo Presidencialismo;

.Presidente Getúlio Vargas: CSN (Companhia Siderúrgica Nacional-RJ) e a Petrobrás. Hoje, ambas, umas das maiores do mundo.

.Cidadania e Direitos Políticos e Direitos Trabalhistas Consagrados e hoje são 10 (Dez) Direitos trabalhistas que você precisa conhecer;

.A morte de Getúlio Vargas- suicídio;

.Assume a presidência da República: Pres. Café Filho.

 

+ Brasil Militarizado – Governo Militar (1/4/1964 – 15/3/1985) – Se foi um “mal necessário” a sentir, removido esse mal, o pior mal haveria de vir “  – Eu fiz parte; e ouvi e vi.       (Rev. Mario Ramos);

 

+ Diretas Já: Liberdade e Democracia no Brasil:

 . Movimento popular por eleições presidenciais diretas entre 1983/1984;

.1º Presidente Civil – José Sarney, após 21 anos de Regime Militar – José Sarney, o qual fora o vice na chapa de Tancredo Neves, que faleceu logo após a eleição;

 

+ ECO/92- RIO/92: (3 a 14 de Junho) – “À natureza não se vence, senão quando se lhe obedece.” (Francis Bacon)

. Desenvolvimento sustentável.

.A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento;

. Mais de 100 (cem) chefes de Estados buscam meios de desenvolvimento socioeconômico com a conservação e preservação dos ecos-sistema da terra;

.Reconheceu a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem em direção do desenvolvimento sustentável;

. Principal documento produzido: Agenda 21;

 

+ A RIO + 20 – (13 a 22 de Junho): Com o objetivo de discutir sobre a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável.

 

+ Celebrando Deus Com o Planeta Terra: Na Eco/92, Foi uma manifestação do povo de Deus, cerca de 960 mil evangélicos, na Cinelândia/RJ, em prol do Planeta terra, com caminhada, concentração e culto ao ar livre: Preletores: Rev. Caio Fábio, Pr. Geziel Gomes e Pr. Nilson do A. Fanini. Tive o privilégio de participar da Comissão de Organização deste Evento.

 

.35º Presidente da República Federativa do Brasil – Pres. Luis Inácio Lula da Silva (1/1/2003 -2011);

. O Presidente mais popular do Brasil e no período do mandato, do mundo;

.Co-fundador e Presidente de honra do seu partido – o PT;

. Fome Zero e Bolsa Família – a marca de seu governo;

.Consolidou o Real, como moeda, e lhe deu um “espírito renovado”;

.Resgatou a dignidade dos brasileiros perante o mundo como nação e Estado Soberano (Interferência internacional – FMI);

.Destaque nas relações internacionais: Programa Nuclear do Irã e Aquecimento global;

. Foi considerado pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2010;

. Teve o prestígio de eleger a sua candidata a sucessão da presidência – Dilma;

.Deixou o governo com a maior popularidade entre todos, com a fama de ter sido o melhor presidente do Brasil;

. Constituição Federal (1988);

.Reformulação dos Códigos (2002);

.Amadurece a Democracia na Educação;

.A Consolidação do Evangelho Pátrio;

.Estabilidade Econômica;

.Democratização do Ensino Superior e Tecnológico (Enem, Pro-Uni, APEC/415/05-Fundeb, Aprovação da Lei nº 10.832/03 – Salário-Educação, Fies – Financiamento Estudantil etc.);

.Descobertas e progressos: O Pré-sal;

. Incremento na geração de empregos;

.Credibilidade no cenário internacional;

.Energia: New York Times cita Brasil como exemplo de auto-suficiência.

 

+ Prospectivas Globais: “Muito pode, por sua eficácia, a oração do justo.” (Tg. 5:16c)

 

O MUNDO EM XEQUE!

. A Nova Ordem:  Globalização – Blocos Econômicos – Meio Ambiente – Terrorismo  – A Volta da Guerra Fria – Bipolarização da Política Internacional – Crimes de Guerra – Flagelo Humanitário – Arsenal Nuclear – 3ª Guerra Mundial – 2ª Volta de Cristo:

 

>< A minha posição pessoal sobre ideias e ideais:

 

1 – Fim do Estado Laico e a Retenção à Escalada do Mal: Foi aprovada no dia 27/03/2013, pelo Congresso nacional e a Casa do Senado e Promulgado pelo Presidente da República a PEC, 99/11, que acrescentou ao Art. 103 da Constituição Federal o Inciso “X”, a capacidade postulatória das Associações Religiosas, para propor à ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis aos atos normativos, perante a Constituição Federal.

-Autores incluídos:

.CNBB – Confederação Nacional dos Bispos do Brasil;

. CBB – Convenção Batista Brasileira; 

. SC/IPB – Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil;

2 – Unificação de todas as Igrejas Presbiterianas no Brasil;

3 –  Ordenação do sexo feminino ao diaconato, presbiterato e Pastorado;

3 –  Ecumenismo entre todas às Igrejas evangélicas históricas;

4 – Desestatização Total do Sistema Prisional – Privatização;

5 – Reconhecimento do Estado Palestino, sendo a Jerusalém Oriental, uma Zona  Neutra, Patrimônio Histórico Internacional, administrado por Israel (O Muro das Lamentações e o futuro 3º Templo). E a área ampla ocupada pelo (Domo da Rocha – Mesquita muçulmana) administração pelos palestinos. E Jerusalém Ocidental, como capital do estado palestino;

5- Concessão da Amazônia Legal – incluindo o mineral água doce;

6 – Novo Modelo Ideológico: A Solidariedade. Esta falta ameaça a Democracia;

7 – Imigração moderna no Séc. XXI, no Brasil – somente a trabalho e de caráter temporário;

8 – Investimento na Educação: De 1,5% do PIB e por Estado de 35 % e mais recursos dos royalties do pré-sal, no setor educacional, a todos os Estados da Federação;

9 – Questões Relacionadas às minorias (CDHM) – exige firmeza doutrinária e um teologia moral;

10 – Necessidade de afirmação cristocêntrico num mundo de escassez;

11 – Fim da era do capitalismo: Tese, Síntese e Antítese Hegeliana – uma nova ordem mundial em marcha;

12 – Desativação em 50% das Usinas Nucleares, por país, num período de 10 anos e fim deste tipo de energia – processo de envelhecimento dos reatores;

13 – Quebra do monopólio de Satélites nas mãos americanas: Immasart e Intelsart;

14 –  Internet: revolução e transformação – um futuro breve de crise institucional, empresas, família, emprego (afastamento e isolamento das pessoas). O mundo real passou a tédio diante do mundo virtual;

15 – Ciência, tecnologia, inovação e recursos hídricos: água um recurso estratégico em exportação. O Brasil detém 17% da água doce do planeta. A água engarrafada em três décadas alcança a taxa anual média de 7% num mercado que já movimenta entre US$ 25 a US$ 35 bilhões, anualmente;

26 – A escalada de refugiados de crimes de guerra pelo mundo afora;

27 – A volta da guerra fria com arsenal nuclear e uso de armas químicas;

28 – O prenúncio milenar de choque sócio-econômico, político e religioso árabe/ israelenses;

29 – A grande ameaça da volta do ecumenismo religioso sob à bandeira Romana sob o único chefe da Igreja – o Papa de Roma;

30 – O Desmanche do Estado Democrático e da democracia na América Latina e o populismo de direita no mundo;

31 – O avanço sem limites da tecnologia, da ciência e dos experimentos biológicos, na contra mão da ética cristã;

32 – O Planeta terra com mais 7 bilhões pessoas, sendo 1/3 destes, privados do básico a sua sobre existência.

 

 

 

“…de uma classe que já disse tudo que tinha de dizer pela boca da história.”

(Paulo Leminski, Museu do Olho – Curitiba/PR)

 

 

 

Curitiba-PR, 05 de Maio de 2013.

 

 

Rev. Mário Ramos

Pastor das Igreja Presbiteriana do Tatuquara – Curitiba/PR

Pastor Presbiteriano do Brasil

rev.marioramos@gmail.com

(41) 99101-7422 ( WhatS – Vivo)   // 99735-3008 (T)

 

 

.

 

.

 

 

 

 

 

 

 

 

.

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com