CARTA ABERTA – 500 ANOS DE REFORMA RELIGIOSA!

CARTA ABERTA

500 ANOS DE REFORMA RELIGIOSA!

Séc. XVI – Entre a História e a Fé!                                                      ( Mq. 6:8)

Não somos idólatras da Reforma Religiosa. Temos o orgulho sim, de sermos herdeiros diretos desta história marcante do cristianismo autêntico. Devemos comemorar com gratidão os 500 anos de retorno aos postulados da Igreja Primitiva. A Igreja do Senhor Jesus Cristo. Contudo, cabe-nos nesse momento, a reflexão sobre três aspectos: 1) Analisar o Neo-luteranismo, que em culto ecumênico, assina uma Declaração Conjunta de Reconciliação com a Igreja Romana. Vemos que num passo de mágica, as sutilezas da Contra Reforma, por fim, alcança em parte, seus objetivos. Não se “perdoa” Lutero, a quem a igreja de Roma o declarou herege, bem como, sepulta os 30 anos de guerra, com a metade da Europa dilacerada. Vê-se, confirmar tristemente, o fato, em que, a transubstanciação daquele Cristo Redivivo, (sacrifício incruento), na Eucaristia, jamais se apartou da consubstanciação. É imperdoável e deveras preocupante. O luteranismo não tem autoridade representativa para assinar, declarar e reconciliar em nome dos reformados. Fala por si; 2) Analisar a existência profícua e os feitos de nossa tradição cristã reformada, protestante, calvinista, presbiteriana e evangélica, em nossa Pátria, desde 12/08/1859, anunciando o Evangelho e contribuindo com o crescimento de nosso País na esteira da Ação Social-Médico e educacional; 3) Precisamos discutir a fé evangélica no terceiro milênio e a resistência religiosa num mundo marcado pela descrença, a globalização e o capitalismo vadio especulativo, em especial, no Brasil, tomado por distorções, abusos e escândalos. Quiçá, sobre a eclesiologia, a teologia, à “fé” mercantilista a serviço de aventureiros inescrupulosos, a serviço do ódio, do crime humanitário, da xenofobia, do moralismo e intolerância pelo mundo afora. Entretanto, urge a considerarmos a fé evangélica no Brasil e o testemunho da Igreja. Para início de conversa, temos no nosso Parlamento os “cristãos”, que compõe a bancada da bola, do boi, da Bíblia e da “bala”! Existe naquele Pretório, um altar ao Deus desconhecido daqueles brasileiros (aqueles profissionais), em constantes imprecações contra os brasilianos (os cidadãos). Estamos falando, ironicamente, de dois “Brasis”. Os brasilianos desta terra não têm uma Constituição, que ainda é negada a uma parte importante da população. A atual estará comemorando 30 anos já com suas 96 PECs, o que faz da Carta Mágna obsoleta, lacunosa, e anti-cidadã.  Precisamos mudar! Precisamos Reformar! A começar pela nossa identidade, pelo nosso próprio nome, pela nossa própria definição como povo. Fomos o último País a promover a abolição. Porém,, a Portaria do Temer, veio como uma borracha, para apagar o que no passado fora assinado a “lápis”. No maior País católico do planeta, no País do sincretismo religioso, no País onde os católicos têm benzedeira, onde crente pratica espiritismo evangélico inebriado pelo mundo gospel em nome de culto a Deus, onde evangélicos vão as sessões espíritas, no País que alega, num misto de gracejo e esperança, ser a terra natal de Deus, o Todo-Poderoso, mas, que viceja o ateísmo, o moralismo sem moral e a falsa ética. É de clareza solar, que a ação dos hereges modernos, ou, dos modernos fariseus, é tão devastadora para o Evangelho de Cristo e Sua Igreja, quanto à descoberta de Charles Darwin – o evolucionismo (1809-1882). Nesta época de pluralismo religioso, pluralismo político, do analfabetismo político como nunca visto, insegurança jurídica, crise Institucional, festa de sonegação fiscal dos ricos e até de Instituição religiosa, corrupção sem limite e tantos outros males corrosivos da sociedade é importante termos a consciência clara do que significa ser um cristão reformado. Cremos que os postulados da reforma religiosa, alinhados aos princípios apostólicos, são a base para a formulação de novas concepções e a construção de uma nova igreja cristã, bíblica, democrática, ética, missionária e libertadora. Reafirmemos os Primados da reforma em qualidade de vida certa e doutrina correta: Somente a Escritura, somente Cristo, somente a graça, somente a fé e glória somente a Deus.

  Rev. Mario Ramos

Igreja Presbiteriana do Brasil

Formação: Bacharel em Teologia, Direito e Filosofia.

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