APOCALÍPSE, REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO – TEMPOS DO FIM!

ANO VI – Nº 132 – BOLETIM DOMINICAL – 20 DE MARÇO DE 2011

 

APOCALÍPSE, REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO – TEMPOS DO FIM!

Texto Apocalípse 1: 1-20

Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as cousas que em breve devem acontecer…” (Ap. 1:1a). Com estas palavras, João inicia o livro do Apocalípse. Assim o livro adquiriu o seu título do primeiro verso. Revelação, é um ato de fazer conhecido. Um desvendamento daquilo que é obscuro ou enigmático. Todos os livros da Bíblia são uma Revelação, mas especialmente, esse, o derradeiro de todos. Logo o Apocalípese é uma “obra muito escura” como muitos crentes declaram. Todavia, o Apocalípse não é um enígma sem solução, para a Igreja desprezar, mas a REVELAÇÃO de Jesus Cristo, em que Ele, o Leão da Tribo de Judá, O glorificado, O Todo Poderoso, nos revela de pronto muitas coisas práticas e indispensáveis. A Igreja, do Senhor, em nossos dias é desafiada a enchergar o óbvio. É uma questão de sobrevivência, pois, estamos dentro do TEMPO DO CUMPRIMENTO. Nós seres humanos temos a mania de querer enquadrar as coisas de Deus dentro de nossa lógica e tempo. O Estudo das profecias não escapa a esse desejo humano. Precisamos examinar as Escrituras porque nelas está revelada a Vida Eterna. Elas testificam de Jesus Cristo (Jo. 5:39). Portanto, este exame de cunho escatológico que pesem as “coisas do pasado”, “as do presente” e “as do futuro” deve ser feito debaixo da orientação do Espírito Santo e das observações ao longo da história desde o tempo do escritor até o fim do mundo (v.19). O Apocalípse, projeta seu foco sobre o Jesus glorificado, após a ascenção (vs.9-16).Trata-se do ministério da exaltação do Senhor. O ministério da humilhação, do Cristo humilhado dos Evangelhos já é passado para o Apocalípse (v.18). O conteúdo do livro da Revelação tem por base a soberania de Deus na história (v.8). Há pelo menos quatro escolas de interpretação dste livro: a Preterista, a Histórica, a Futurista e a Poética. A Histórica, contempla as narrativas como tendo o apoio na história da época das grandes perseguições e do vidente de Patmos, bem como as implicações ao longo da história desde o tempo do escritor até o fim do mundo. Em um e outro grau os reformadores tendem à escola de interpretação histórica. Todavia, ao melhor sabor, vamos fazer essa viagem no túnel do tempo, considerando os aspéctos literário, histórico e cultural, dele extraido, com temor e tremor, e muita humildade, as preciosas lições para a GRAVE HORA por que passa o nosso planeta terra em que vivemos e demais advertências alarmantes referentes dos TEMPOS DO FIM! Com esta visão do Cristo glorificado, João nos tranquiliza o coração e inflama a nossa alma. Fala da voz de Cristo como de Trombeta (v.10), lembrando-nos da revelação de Jeová no Monte Sinai com sonido de trombeta muito forte (Exod. 19:16). Há no subconsciente da humanidade um clangor de trombetas a pipocar a qualquer instante. João, fala da semelhança ao filho do homem (v.13). Cristo veio à terra na forma de homem, viveu como homem, sofreu e morreu como homem; ressucitou, subiu e virá outra vez e julgará como homem. Olhos como chama de fogo (v.14). A luz dos olhos humanos é de fora, enquanto a de Cristo vem da divindade interior e penetra a nossa alma, tanto nas trevas como ao meio dia e até os segredos do coração. Os pés semelhante a latão (v.15). “como se fosse derretido”, o latão enquanto liquefeito pelo calor emite uma luz insuportável aos olhos. Tenho as chaves da morte e do inferno(v.18). É o emblema da soberania do Cristo Ressurreto na história e sobre esses dois inimigos: morte e inferno. Essa Revelação feita a três fases (v.19) é destinada com exclusividade à Igreja(v.20).

 

 

Rev. Mário Ramos