ANDRE E JOÃO: TRAIÇÃO OU MISSÃO?

Nº  87  BOLETIM DOMINICAL- 19 DE FEVEREIRO DE  2016

ANDRE E JOÃO:  TRAIÇÃO OU MISSÃO? João 1: 33-51

Esta passagem bíblica preserva um dos  acontecimentos mais chocantes a João Batista, seus discipulos e a nós: a descida do Espírito Santo, em forma corpórea de pomba, sobre Jesus no momento do batismo. Em  Mt. 3:17,18, o cenário é ainda mais chocante e vívido: “ Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Bastou este poderoso testemunho sobre Jesus, o Messias, e logo os dois discípulos de João Batista, o abandonou e seguiram a Jesus. Eram eles André e João, o autor deste Evangelho,  provavelmente. Foi um caso de TRAIÇÃO ou de MISSÃO? O fato concreto é que naquela hora em diante João ficou sem a sua Igreja. O tempo da destinação de João que tinha por objetivo a sua missão de precursor, aquele que vem na frente, apenas para apresentar a Jesus, conforme profecia Isaías 40:3, tinha chegado ao fim. Diante deste fato, não havia mais o que duvidar: Disse João Batista: “ Eu de fato vi, e tenho testificado, que ele (Jesus) é o Filho de Deus”. (Jo.1:34). Chegou tambem o fim de seus discípulos, por isso, seguiram a Jesus para a missão. De imediato, André, chamou a seu irmão Pedro e disse: Achamos o Messias, ( que quer dizer Cristo) e levou-o a Jesus. Jo. (1: 40-42). Agora, estes discípulos tornaram-se pescadores de homens. Esta é a nossa missão! Nós, que fomos salvos mediante a graça eficáz, pela operância do Espírito Santo da Promessa, após ter ouvido o Evangelho de nossa redenção. (Ef. 1:13-14; 2; 1,8-10). O cristão de todos os tempos usufriu de vários privilégios por estarem em Cristo Jesus, porém, receberam a incumbência da defesa do Evangelho. Devemos revelar sempre uma postura de amor leal a Jesus nosso Redentor e Senhor. Precisamos ter a compreensão devida da Teosofia, da religião, de nossa cultura, usos e costumes, de nossa denominação, que caminha para os seus 158 anos no Brasil e 500 anos no mundo. Devemos lutar e defender tambem a Igreja Local, nossa fé reformada e a Palavra de Deus. Deus nos chamou para esta missão árdua, mas solene por sua natureza. Rev. Mario Ramos