ADORAÇÃO NA VIDA DA IGREJA

Nº 255 –  BOLETIM DOMINICAL 16 DE AGOSTO DE 2020

ADORAÇÃO NA VIDA DA IGREJA – Salmo 95: 1-11

Nossa Tese apresentada ao Presbitério, em Outubro de 1989, em cumprimento às exigências acadêmicas e à Licenciatura ao Sagrado Ministério versou o tema: “A Igreja Como Comunidade Litúrgica”. Aqui transcreve-lo-ei, parágrafos à Introdução da Tese: “A questão da Liturgia tem sido profundamente debatida em nossos dias. Na reunião extraordinária do Supremo Concílio da I.P.B., realizada em Lavras-MG. em Julho de 1988, tivemos informações que o assunto mais constantes, em conversas particulares, e nas discursões em plenário, foram os mais diversos enfoques a respeito da Liturgia da Igreja Presbiteriana do Brasil”. (Rev. Sabatini Lalli in Jornal Brasil Presbiteriano, Agosto de 88, pg.3 – Editorial). Outro dia lendo uma revista que já ganhou certa projeção no meio evangélico (Kérigma) me deparei com um depoimento que me assustou. Transcreve-lo-ei na íntegra para melhor compreensão e meu espanto. “Creio que a principal coisa é aquilo que o compositor está vivendo (compositor evangélico). A maioria dos hinos que foram compilados são resultados de experiências profundas de pessoas com Deus. Está faltando um reconhecimento da igreja como um todo da revelação que ele está dando através dos cânticos” (Cf. Asaph in Kérigma, ano II nº 10, pp. 24). Que o compositor sacro deve cantar sua experiência com o Senhor é óbvio, os escritores dos Salmos assim agiram. Mas quanto a revelação que ele está dando, eis aí um grave erro teológico no que se refere à revelação e o culto. O Salmo 95, é uma genuína expressão comunitária de adoração e louvor ao Senhor. Toda cerimônia de culto apontava para o reconhecimento de Deus como Rei e Messias em toda a terra. A celebração do culto era uma festa espiritual cheia de beleza e alegria, com instrumentos musicais e danças (Sl. 150). O Sl. 95, era um típico Salmo de louvor cantado pela Igreja Primitiva no início dos cultos comunitário. Era um convite à adoração (vv.1-2); pela Soberania de Deus sobre todos os deuses (vv.3-5); uma chamada continuada à adoração de Deus (v.6), o Único Criador e Pastor de Israel( v. 7); uma advertência a presente geração quanto a incredulidade e o dever de cultuar (vv.7b-11). O louvor contemporâneo é bem-vindo! Não podemos substituir os fundamentos e nem mudar os marcos da teologia sadia e da liturgia amparada na revelação bíblica. Nossos jovens necessitam deste espaço solente, alegre e fundamental à preparação da Mensagem bíblica. Os instrumentos musicais em harmonia e moderados perfazem o coro. A Comunidade  carismática, simpática, extrovertida, comunicativa é talentosa. É um Dom divino! Os dons não são símbolos de status espirituais.O conceito de adoração no 95, implica em ir à presentça de Deus com algo para dar, para oferecer, muito mais do que para receber.O foco do culto é Deus e não o homem. A glória é de Deus e não do dirigente ou do cantor. Na adoração, nos aproximamos de Deus com  mãos vazias e saimos de mãos cheias. Entramos para adorar e saimos para servir. A adoração começa no interior e manifesta-se no exterior (Rm. 12:1-2). Rev. Mario