ADEUS, ROMA PAPAL!

BOLETIM DOMINICAL – 04 DE NOVEMBRO 2012

ADEUS, ROMA PAPAL!!!    Rom. 5:1-11

Comemora-se no dia 31/10, o Dia da Reforma Protestante. A Reforma foi mais que um movimento religioso. Em síntese e essência eu diria: O rompimento com aRoma Papal e o seu Império. Porém, as suas ações imediatas se estendem até aos nossos dias, sob dois aspectos: Os Protestantes – reformados, sempre se reformando (carecemos hoje de uma nova reforma no mundo evangélico; quanto a igreja de Roma, permanece o espírito beligerante). A Reforma sacramentou um estilo de vida. Naquela época a igreja institucionalizada estava sobrecarregada de erros tais como: a oração pelos mortos, missas celebradas de costas para o povo, adoração de imagens, canonização dos santos, adoração da Virgem Maria, legalização da penitência por dinheiro, dogma da perpétua virgem  Maria e sua ascensão e, sobretudo, o abandono das Escrituras Sagradas. Foi a Bíblia,  rotulada de o “Livro do Diabo”. Aprouve ao Espírito Santo de Deus usar Martinho Lutero (1483-1546) para protestar ( 95 teses). A iluminação na mente daquele conceituado professor universitário o fez entender que a salvação é pela graça por meio da fé em Cristo Jesus, que as Escrituras Sagradas estão acima da tradição religiosa e o direito de liberdade de consciência. Mas, a Reforma não foi apenas uma questão religiosa mas, uma questão econômica e educacional. Com o ensino sobre a “vocação”, aprenderam que Deus é quem capacita o médico, o jurista, e outros. Tal concepção contribuiu para mudar a vida econômica na Europa. Trabalhar, ganhar dinheiro não mais precisaria ser interpretado como algo condenável. A influência da Reforma, com João Calvino (1509-1564), na área educacional foi ainda mais convincente. Os pais deveriam enviar os filhos à escola e, se não o fizessem, estariam pecando contra Deus. O Estado deveria providenciar os meios para o acesso ao saber. Os professores, bem preparados e bem remunerados. O humanismo social de Calvino, estar presente hoje,  na plataforma de campanha dos políticos. Cabe-nos, hoje, quando completamos 495 anos de Reforma, a sincera reflexão, se de fato,  tal movimento faz parte de nossa religiosidade, economia, ética, moral e educação. Vivemos em meio a um sincretismo religioso (dentro dos porões evangélicos e fora) com práticas religiosas da Idade Média. São igrejas institucionalizadas flertando com o poder político. São igrejas eletrônicas em busca dos bens e não do bem. São igrejas essênios que fabricam almas para o céu, em seus recintos, enquanto exploram os homens e os podam da vida pública. Há uma expectativa de que Deus levante homens e mulheres sem  personalismo e estrelismo e sim, à piedade para a glória de Deus. Que venha a reforma!         Rev. Mario Ramos