A TRILOGIA SATÂNICA E A OPERAÇÃO DO ERRO

BOLETIM DOMINICAL – 18 DE AGOSTO DE 2019

A TRILOGIA SATÂNICA E A OPERAÇÃO DO ERRO  –  Ap. 13:11-18

“…vi sair da boca do dragão,… da besta e da boca do falso profeta….” (16:13). A trilogia satânica do erro apresenta a princípio duas atividades: enganar e acusar. O vidente João, revela-nos um dramático cenário desta realidade, a operação do erro, no mundo sócioreligioso globalizado (a Babilônia religiosa (Cap.17) e a Babilônia comercial (Cap.18) com viés sócio/político/econômico – o globalismo (13:17). “Foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra e, com ele, os seus anjos.” Hal Lindsey diz: “Satanás está livre, solto e ativo no planeta terra.” Max falou da religião como alienação, mas posteriormente a considera como ideologia. O Mundo do homem imperfeito, cujo número é “6” imperfeição; e o de Deus  o ”7”, perfeição, que o Teólogo Rubem Alves explica a crítica de Marx a religião. Para E. Durkheim, a religião se baseia na dicotomia entre duas classes distintas de objetos e símbolos: o sagrado e o profano. Portanto, globalização e religião estão presentes em cores vivas nos Caps 13, 14,16,17 e 18, até a queda da Babilônia comercial. (18:1-3). A igreja e o púlpito precisam compreender as mudanças impostas na vida religiosa em contexto de globalização. Desde a Reforma Religiosa vemos os sinais visíveis da venda das indulgências, da simonia e da confissão auricular, desaguando no mar da fé mercantilista,  e do baratiamento da Graça de Deus. H. Desroche conceitua a religião como “esperança”, ele analisou a “imaginação coletiva em suas expressões utópicas, milenaristas ou utópico-milenaristas”.“É contestatória dos cultos de possessão, das utopias socioreligiosas, milenarismos com ou sem messianismo, “pentecostalismo” contestatórios, teatralizações sociais de tipo político e/ou estético.” (Temas do Ensino Religioso pg. 118, Agemir C. Dias). Eu diria: É o show da “fé” na experiência do sincretismo religioso brasileiro. Lutero, quebrou a fé na autoridade (Igreja-Estado), restaurando a autoridade da fé na Palavra. Calvino, redirecionou a fé nas experiências, para às experiências da fé em Cristo. Os assuntos são deveras complexos para apenas uma Pastoral. É necessário a análise socioreligioso da 6ª e 7ª taças (Ap.16;13-17). Na cena a Trilogia Satânica protagoniza o show e seus ardis. Assim como  Babilônia caiu nas mãos de Deus usando o gentio Ciro, o Persa; tombará com o seu Anti-Cristo, associado ao Dragão, a Besta e ao Falso Profeta e seus demônios no grande Dia do Deus Todo-Poderoso ((16:13-16). O pecado contamina e traz graves consequencias sociais. Ninguém peca sozinho – a universalidade do pecado, gera a morte espiritual (18:3). A Besta que emerge da terra (Poder político e econômico) exerce toda a autoridade que recebe da primeira Besta do mar (Babilônia religiosa) na sua presença (13:11,12; Cap. 17 e 18). O pensamento destes soberanos é um só: oferecerem a besta o poder de realizar sinais e milagres. Porém, o Cordeiro vence e torna-se Rei dos reis.   Rev.Mario