A REVERÊNCIA DEVIDA À PROVIDÊNCIA DIVINA

Nº 244 –  BOLETIM DOMINICAL – 31 DE MAIO DE 2020

A REVERÊNCIA DEVIDA À PROVIDÊNCIA DIVINA –  Jó. 26:1-14; 28:21,28

Se as profecias da Bíblia se cumprem, trabalho dão elas, à ciência. Se as profecias se realizam, exigem-se do homem, a reverência devida à providência,  sabedoria e governo de Deus. A Teologia labora com o conceito de providência; a ciência, com a noção de probabilidades. Não há oposição, entre teologia e ciência. Portanto, professar a fé cristã e negar a ciência é a atitude mais tola do cristão. Calvino diz: “Invocar a fé em Deus, para tentar escapar da lei natural, a serviço de Deus,  pecar é, contra o Próprio Deus.” Diz Agostinho: “Porque não conhecemos tudo que, na melhor disposição possível, Deus opera em relação a nós, em só boa vontade agimos nós, segundo a Lei; contudo, segundo a Lei, em outras cousas sobre si age, pois que, Sua providência é uma Lei imutável.” Jesus Cristo, previu para a nossa presente geração, o Coronavirus (Lc.21:11). “Haverá grandes terremotos, epidemias…” Tambem a ciência se multiplicará (Dn 12:4). A VACINA contra o Coronavirus estar aprovada na sua segunda fase nos EUA.  Jesus disse: “Bem-aventurados aqueles que leêm e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as cousas nela escritas, pois o tempo está próximo. Jesus ordena: “…O que vês, escreve em livro e manda às sete Igrejas…” (Ap.1:11). A música pop de Marisa Monte diz: “AINDA BEM”!,fala de alguém já desacreditado, mas que, reencontrou a razão de ser feliz. “AINDA BEM”, A locução adverbial avaliativa, nos leva a reflexão, do atual momento brasileiro, com o advento da pandemia. É preciso resisitr firme a este processo de idiotização, bíblico-teológico-fundamentalista, o qual, desaguou numa lagoa, sócio-político-econômico, neoliberal, em asilo no Brasil. Ainda bem, que, a Alta Corte, o STF, acordou, em tempo. A reverência devida à providência divina, perpassa o campo circunscrito ilusório da vida eclesial. Necessário se faz, conscientizar-nos da serenidade que a certeza da divina providência faculta ante as adversidades. A fé cristã tem por atração o meditar na providência de Deus, conforme a lição do personagem histórico Jó (26:1-14; 28:21,28).  Se, ou por negligência, ou por imprudência, houver experimentado alguma perda, terá para si que isso se deu mercê, realmente, da vontade do Senhor; contudo, tambem a si próprio a culpa imputará. A enfermidade de Jó, revela-nos que, a condicionalidade dos fatos na perspectiva da soberana providência de Deus, estabelece dois fundamentos: 1) A Soberna Vontade de Deus; 2) A Soberania Permissiva de Deus. Deus permitiu e ao mesmo tempo exigiu de Jó a fé verdadeira, qual seja, fruto do conhecimento de Deus polarizada a vontade divina. A magnífica conclusão de Jó é esta: quanto conhecimento sobre Deus existe além do que podemos ver e ouvir (vs. 14). Jó até então, julgava-se um cristão com Deus no coração! Jó diante de Deus, achava-se auto-suficiente e dono da sua “verdade”, auto-justificação.O homem, com sua engenhosidade e expertise humana, extraiu os tesouros da terra, mas não é capaz de encontrar a sabedoria (28:12-14). Jó, aprendeu a reverenciar a providência (v.28). Rev. Mario Ramos