A PURIFICAÇÃO DO TEMPLO

Nº 264 – BOLETIM DOMINICAL- 09 DE MARÇO DE 2014

A PURIFICAÇÃO DO TEMPLO – João 2: 13-25

Jesus subiu a Jerusalem por ocasião da festa da Páscoa. Esta era a mais importante festividade anual dos Judeus. Diferentes pessoas vinham de toda a parte, para oferecer o sacrifício e pagar o tributo referente ao templo. Tal imposto, era pago anualmente, por homens de 20 anos de idade para cima. Jesus pagou este imposto, com duas drácmas, valor de dois dias de trabalho. Para isso, foi necessário o milagre do peixe que trazia na boca a moeda. Este imposto, é bem diferente dos dízimos, sendo as primícias de todo os rendimentos do cereal. Assim, desenvolveu-se rapidamente um tipo de comércio muito lucrativo, o de vender aos peregrinos os animais que eles iam precisar para os sacrificios. Daí, a necessidade de se trocar a moeda, pois o dinheiro estrangeiro circulava livremente na palestina, mas só o dinheiro Judeu era aceito no templo. Entretanto, este comércio tornara-se extorsivo e, empurrado pela sórdida ganância, ousava já invadir o tempo. Era um cenário de mercado público, prejudicando o culto a Deus e profanando o lugar santo. Infelismente, é o que vemos hoje, em vários arraiás dito “envagélicos”: ganância, vendas, extorsão financeira em nome da fé e enriquecimento ilícito de líderes religiosos – profonação e escândalos. Diante da autoridade de Jesus, ao expulsar a poderosa “máfia” do comércio religioso no templo, os Judeus pediram um sinal comprobatório dessa sua autoridade (v.18), e tendo de imediato a resposta (v.19). Desta forma, muitos outros milagres foram realizados por Jesus (v.23) assim, muitos creram nEle. Por outro lado, o próprio Jesus, diz não confiar neles…porque os conhecia a todos (v.24,25). É triste, ser conhecido por Jesus e pelos homens como sendo alguém NADA CONFIAVEL. O testemunho desta pessoa torna-se dispensavel. A quebra da confiança, da amizade e da lealdade, põe fim uma boa relação de tempos. Se nada mais o senhor Jesus tivesse feito que atestasse ser Ele o Filho de Deus, o fato de ter morrido e ressuscitado constitui-se em prova suficiente para que todos nós creiamos nEle como o nosso único Senhor e Salvador pessoal. Foi na cruz, que declarou Jesus: “ Está consumado”. Façamos esta oração: Senhor, tira da minha vida, aquilo que não é do teu agrado!                    Rev. Mario Ramos