A PROVIDÊNCIA DE DEUS NÃO ISENTA A PRUDÊNCIA

Nº 241 –  BOLETIM DOMINICAL – 12 DE MAIO DE 2020

A PROVIDÊNCIA DE DEUS NÃO ISENTA A PRUDÊNCIA – Sl. 55:1-22  

O Ator Flávio Migliaccio, ao suidar-se, deixou uma carta escrita na qual revela sua frustração: “A humanidade não deu certo”. Em 1882, o influente filósofo alemão F. Nietzsche afirmou: “Deus está morto”. Por não acreditar que Deus tivesse significado real para o ser humano, setenciou: Deus morreu”. O patrono do ateismo contemporâneo, R. Dawkins, assevera que a crença em Deus é um retrocesso e que o ateismo é o pináculo do progresso intelectual e moral. Será verdade? Eu creio que o homem morre, quando ele “mata” Deus dentro de si. É o “Vírus” do pecado em estágio avançado que chegou ao fim, (Rm.5:12), sem ter tido o cuidado com sua saúde espiritual, não recebendo a Única Vacina, oferecida, Jesus Cristo (Rm 5:8-10;17).O homem besuntado de orgulho tenta sufocar o conhecimento que tem de Deus (Rm. 1: 18-23). Julgando-se sábio, torna-se louco. Na verdade, Deus não morreu! Ele é o Autor da vida e, como Juiz, julgará vivos e mortos (At. 17:31; 2 Cor. 5:10: 2 Tm. 4:1). A Providência de Deus não abroga a responsabilidade humana. Vale dizer e reafirmar que, a providência divina longe de abstrair o valer-nos de todos os meios de proteção e socorro. O Novo Coronavírus, traz lições aos olhos atônitos do mundo. Uma pequena minoria, ainda resiste ao fato de clareza solar. A única vacina possível no momento é o isolamento social. Fiquem em casa! Deus é o Provedor!  Sua providência requer prudência e responsabilidade. É claro, a desigualdade social, favorece a uns o ficar em casa, enquanto a outros, empurra pra fora de casa  ao trabalho. Os púlpitos, são apaixonados por justiça social, porém, não celebram esse casamento. Na prática, são adversos ao Evangelho integral. O discurso fragilizado não passa de argumento teológico raquítico sem qualquer conotação com a realidade sócio-político-econômico. Basta dar uma ligeira lida na Síntese de indicadores Sociais atual da PNAD e do IBGE, dessa realidade. São essas, as verdadeiras forças corrosivas da família e da sociedade. São os atuais vilões do definhamento da família moderna e a falta de respeito à autonomia privada. O mundo abraçou a causa da solidariedade no combate ao Vírus. No Brasil, as empresas, empresários, clubes de futebol e jogadores. No mundo, a China e o seu patriota bilionário, Jack Ma, da Alibaba, cuja face do Partido Comunista, se faz presente em quase todo o mundo em doações. As igrejas brasileiras ricas, não enxergam os caminhos da providência e cruzam os braços ao difuso. Caimos, feio, na péssima compreensão da teologia de Schleiermacher, de um conhecimento teórico de tipo “deista” – racionalista ou sobrenaturalista; e a obediência moral do tipo kantiano – aqui estou eu, sujeito;  e lá adiante está Deus, o objeto. Uma religião que não transcende sujeito e objeto. Estamos reduzindo o cristianismo a religião (Troeltsch) e tímidos na defesa dos ideais de Cristo Jesus, acima da religião (Zwínglio). Que a singular providência de Deus vele pelo bem-estar dos fieis. “Confia os teus cuidados ao Senhor, e Ele te susterá: jamais permitirá que o justo seja abalado” (Sl.55.22). Confie! Rev. Mario