A PAIXÃO DE CRISTO

Nº  95  BOLETIM DOMINICAL- 16 DE ABRIL DE  201

A PAIXÃO DE CRISTO –  João: 11:47-57

Elaboramos três Artigos nas Pastorais sobre o Tema: Templos sem Deus. Podemos ver que, nos dias de Jesus a decadência espiritual era tamanha e até impensável as suas crueldades produzidas pelo Sumo Sacerdote Caifás. Este Sacerdote, foi deccisivo na morte e crucificação do Senhor Jesus. Disse ele: “…convém que morra um só homem pelo povo, e que não venha perecer toda a nação.” (v.50). Caifás, mal podia perceber o significado de suas palavras (Jo. 18:13). Caifás era genro do Sumo Sacerdote Anás, estes mantinham um circulo fechado de Sacerdotes no governo de Jerusalém – o Sinédrio. Razão porque a Igreja de Cristo, em toda a sua vida, na sua pregação, nos seus sacramentos, na sua adoração, como na sua ética, será sempre, a representação e a realização da morte e da exaltação do Seu Senhor e Redentor. Nas narrativas dos Evangelhos, em Atos e nas Epístolas, à Paixão e Morte de Jesus Cristo, seguem-se a sua ressurreição e ascenção à glória eterna. É assim também, em termos de morte e exaltação, que os símbolos de fé e os cânticos litúrgicos se referem à Paixão de Cristo: ( I Cor. 15: 3 ss.; Fp. 2:6-11). Desde o início, as narrativas da Paixão foram interpretadas messianicamente. A cruz não devia ser encarada como catástrofe sem sentido, só podia ser proclamada, juntamente com a ressurreição e a partir da ressurreição. A teologia bíblica, nos mostra os acontecimentos divinos de forma linear e progressivo. Sempre fica claro que há uma ordem cronológica e sequencial nas narrativas, os fatos e as narrativas estão interligados: “ As profecias messiânicas, o nasimento, vida, ministério, Paixão, morte, ressurreição, ascenção, Descida do Espírito Santo, nascimento da Igreja, o anúncio da Salvação, Segunda Vinda de Cristo e o estabelecimento definitivo do Reino de Deus. Quando a Igreja pára a cena no Calvário, e fixa alí a sua pregação e mensagem (missa), o Senhor crucificado, o Senhor morto – ela passa a ideia do Cristo coitadismo, da derrota, do fracasso; e isto influencia as pessoas e pode levá-las ao derrotismo. Agora, não apenas, templos sem Deus, mas de um Deus morto. O Deus finado! Voce percebe algo? É preciso anunciar a Paixão do Senhor, lembrando sempre que Jesus não ficou na cruz, nem foi retido no sepulcro. Ele ressuscitou, está vivo e tem toda autoridade no céu e sobre a terra (Fp. 2:5-11). Pregamos o Cristo vivo, ressurreto e presente com o seu povo por meio do Espírito Santo. O mesmo que subiu ao céu e que vai voltar. Assim nossa fé nos conduz em triunfo para além do sofrimento, da dor,  da morte e para além do túmulo. Creia, Ele Vive e Reina!      Rev. Mario Ramos