A MULHER ADÚLTERA

Nº 286 – BOLETIM DOMINICAL- 10  DE AGOSTO DE 2014

A MULHER ADÚLTERA – João 8: 1-11

Os escritas e fariseus eram “zelosos” cumpridores da lei. Este grupo, era considerado “moderado”. Havia ainda, os “radicais”, os assideus apocalípticos, grupo dos Essênios de Qumrã. A vida dos Judeus, como um todo (sócio-político-econômico-religioso), no período da lei, era subjugado, às interpretações que a liderança dava a cada caso em particular. Eram aqueles que cuidavam se os outros estavam andando corretamente, e se esqueciam de cuidar de sua própria vida. O Senhor Jesus, classificou de “sepulcros caiados”, os quais são limpos e puros apenas no seu aspecto externo. Estes “defensores” da lei eram “caçadores” de transgressão da lei. É fácil imaginar o que se passou naquela noite: um boato; um cochicho daqui, outro dali; perseguição; a madrugada inteira acordados, vigiando; até que, finalmente apanharam em sua armadilha, a moça em falta. Neste aspecto, a lei funcionava como se fosse um machado apontado para o pescoço de cada Judeu. A lei mosaica determinava que o ato cometido por aquela mulher fosse punido com apedrejamento, porém isso não a salvaria a alma, não curaria seu coração ferido e infestado pelo pecado. Assim como a Lei Maria da Penha, nº 11.340, que já faz oito (08) anos em vigor, no Brasil, não impede que a cada três minutos, uma mulher seja espancada. É preciso denunciar. É preciso recorrer a tutela do Estado. Percebe-se, que ao contrário dos fariseus “caçadores” de transgressão da lei, Jesus, passara aquela mesma madrugada orando no Monte das Oliveiras. Era cedo, Jesus já estava no templo ensinando ao povo. A reunião, foi bruscamente interrompida pelos fariseus. Eles desejaram transformá-la em um tribunal e, após, a sentença, apedrejar uma pecadora. Percebe-se que para os escribas e fariseus aquela mulher era apenas uma coisa. Ou seja, pessoas objeto, que no primeiro instante, o relacionamento é descartavel, e num segundo, deletado. O que cabe à igreja a fazer diante deste quadro sócio-religioso?  Deus não nos trata assim. Deus não massifica o ser humano. Em Jesus, nós não somos coisas. Somos filhos por adoção de Deus (Jo.1:12). Somos irmãos uns do outro. Voce não estar perdido em meio à multidão. Jesus o ama e o perdoa! “Vai, e não peques mais”. Rev. Mario