A MORTE DA MORTE, NA MORTE DE CRISTO

BOLETIM DOMINICAL- 31 DE MARÇO DE 2013

A MORTE DA MORTE, NA MORTE DE CRISTO – I Co.15:20-28

A Morte morreu! Não foi no Édem. Ali, pereceu foi a vida. “…mas da ávore do conhecimento … não comerás; porque no dia…comeres, certamente morrerás”. (Gn. 2:17). Foi assim que a morte entrou no cenário adâmico, por desobediência ao Eterno Criador. “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim tambem a morte passou a todos os homens porque todos pecaram”(Rm. 5:12). A morte logrou êxito e triunfou ao longo do regime da Lei e desta forma, o pecado foi levado em conta. Assim “reinou a morte desde de Adão até Moisés…” (Rm.5:14), ou seja, até a vigência da Lei. “Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque se pela a ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de um só homem, Jesus Cristo, foi abundante sobre muitos” (Rm. 5:15). Percebe-se que o Apóstolo Paulo, no contexto da ressurreição de Cristo, penhor da nossa ressurreição, deixa claro, que Cristo morreu pelos nossos pecados (I Co.15:3). E usando o Apóstolo do silogismo conclui que: “… de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem” (I Co. 15:20). E por último, o mesmo Apóstolo, num brado de expressa vitória, ridiculariza ao tom da sátira, sobre a morte, que morreu: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (I Co.15:55) E celebra ao Eterno Deus, com uma doxologia: “Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Co.15:57). Este foi o dia em que a morte morreu: Quando o Senhor Jesus a arrastou até a cruz do calvário e com a Sua morte, destruiu a morte, que estava determinada sobre nós. A prova inexorável deste triunfo de Cristo sobre a morte, está na Sua ressurreição. Isso é Páscoa! No pensamento cristão, como tambem no judaísmo, a Páscoa, a Festa dos Pães Asmos e a Festa da Dedicação dos Primogênitos têm sido consideradas como memoriais relacionados, de acontecimentos interdependentes, nas narrativas do Êxodo. Páscoa, em hebraico, pesah, que dizer “passagem”, tal verbo indica ainda “passar por cima”, no sentido de “poupar” Êxodo (12:13,27). O anjo destruidor, literalmente, passou por cima das casas protegidas pelo sangue do cordeiro, ao mesmo tempo em que feriu os egípcios. O termo Páscoa é usado tanto para o ritual, quanto para a vítima sacrificada. Assim, Cristo é o nosso Cordeiro Pascal. No fim de Seu ministério o Senhor Jesus falou sobre a Sua paixão, morte e ressurreição como o caminho à glorificação. O Cristo, o Messias haveria de permanecer. Só que tal pemancência será através de morte para a ressurreição e para a vida eterna. Cristo venceu a morte! Feliz Páscoa!

 

Rev. Mario Ramos